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quinta-feira, agosto 21, 2014

Aborto, o tema esquecido nas eleições

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Ainda acontecem abortos no Brasil? A julgar pelas campanhas eleitorais, parece que o Brasil é praticamente o único país no mundo onde este crime hediondo não acontece. Os esquerdistas, que se dizem tão democráticos e dispostos ao debate, vêm conseguindo esconder o tema do aborto da campanha eleitoral, tudo, claro, com a conivência da grande mídia.

Esquerdistas em geral, e mais especificamente os petistas, sabem que o tema do aborto lhes é amplamente desfavorável, visto que a população brasileira é majoritariamente contrária à liberação deste crime contra a vida humana. 

Nas eleições passadas, o poste Dilma Rousseff sentiu um solavanco em sua campanha quando o tema aborto finalmente apareceu. Seu comando de campanha teve que elaborar uma carta de Dilma dirigida aos religiosos ("Mensagem da Dilma") para tentar acalmar os ânimos. "Acalmar os ânimos" no dialeto petista quer dizer mentir o quanto for necessário, pois em trechos da referida carta ela diz coisas como:
"Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto."
No dia seguinte à eleição de Dilma, o Diário Oficial da União publicou um adendo a um termo de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz para estudos visando a despenalização do aborto (veja em "De boateiros e mentirosos"). Apenas 1 dia após a eleição de Dilma e o governo petista já abria novamente a porteira abortista!

Como o afã petista na busca pela total liberação do aborto no Brasil jamais é aplacada, Dilma Rousseff tomou posse e colocou no cargo de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres a senhora Eleonor Menicucci, uma mulher que não apenas é militante pelo aborto, como admitiu ter realmente feito abortos na Colômbia, mesmo sendo esta uma prática criminosa naquele país. E Dilma, que se diz "pessoalmente contra o aborto", coloca uma mulher destas em uma pasta de política para as mulheres?

Mas como mentira de petistas nunca vem sozinha, eis um outro trecho da carta divulgada por Dilma:
"Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País."
Claríssimas palavras e, no entanto, totalmente mentirosas, como ficou claro quando covardemente apenas 3 dias após o encerramento da Jornada Mundial da Juventude e quando o Papa Francisco já se encontrava longe do Brasil, a presidente Dilma sancionou sem qualquer veto o que ficou conhecido como Lei Cavalo de Tróia (Lei 12845/2013), pois ficou claro a muitos do meio pró-vida -- infelizmente, não a todos -- que esta lei era apenas uma preparação para a liberação do aborto através de meios obscuros fora do escrutínio da opinião pública. Isto foi recentemente confirmado quando da iniciativa do Ministério da Saúde em publicar uma portaria que procurava liberar o aborto a pretexto de atender mulheres vítimas de violência sexual, utilizando como justificativa a Lei Cavalo de Tróia, exatamente como previsto por vários do movimento pró-vida. Felizmente, e talvez por estarmos em ano eleitoral, a iniciativa foi revista. Por enquanto.

Ou seja, as afirmações da candidata Dilma Rousseff que foram encaminhadas a religiosos -- já veremos quem eram os tais religiosos -- foram rematadas  e deslavadas mentiras, ditas apenas com o objetivo de ganhar uma eleição, como é tradicional entre a maioria dos políticos brasileiros, principalmente petistas e esquerdistas. 

Mas como para a sobrevivência de qualquer mentira é preciso que haja aqueles que queiram levá-la à frente, um grupo de religiosos e intelectuais resolveu divulgar carta de apoio à então candidata. Entre os religiosos, como não poderia deixar de ser, estava a fina flor do câncer da Igreja no Brasil, a Teologia de Libertação. Nada menos que 7 bispos católicos encabeçavam a lista dos que assinaram o documento, sem contar outros nomes tristemente conhecidos não pela sua fidelidade à Santa Igreja, mas por sua incansável disposição em buscar sua destruição, tais como o arroz-de-festa Frei Betto, a teóloga favorável ao aborto Ivone Gebara, e também políticos oportunistas no meio católico como Alessandro Molon.

É altamente recomendável a leitura do texto da carta divulgada pelos religiosos e intelectuais. Nela podemos ver até que ponto é capaz de ir a desfaçatez de quem quer enganar a população para atingir seus objetivos. Basta o primeiro trecho da mesma para que a mentira salte aos olhos de quem a lê:
"1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como "contrárias à moral".
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: "se nos calarmos, até as pedras gritarão!" (Lc 19, 40)."
Ver bispos assinando uma carta destas, uma carta que chega ao cúmulo de utilizar trechos do Santo Evangelho e cujo teor é baseado na claríssima mentira de que Dilma Rousseff não seria favorável ao aborto, coisa afirmada pela própria muito antes do início da campanha eleitoral, dá bem uma idéia de a quantas anda a Igreja no Brasil. As atitudes de Dilma como presidente deixaram bem claro a todos quem afinal estava mentindo. No texto "De boateiros e mentirosos", está exposta a mentira a que bispos, padres, religiosos e políticos católicos se renderam para ajudar Dilma Rousseff a se eleger.

***

E, passados já 4 anos, e com a sanha abortista do PT a todo vapor, curiosamente o aborto não é assunto de campanha. A CNBB, a mesma que tristemente optou pelo veto parcial ao PLC 03/2013, não dá um pio sobre o assunto, o que seria muito simples, dado todo seu aparato de Comunicação Social e sua penetração junto à mídia. Claro que isto acontece quando há vontade, não é mesmo? Quando há "sem-terras" querendo bagunçar a CNBB arruma tempo; idem quando o que se pretende é preservar a cultura do infanticídio ainda presente em alguma tribos indígenas. Só o que não se consegue é a CNBB arrumar tempo para fazer que a defesa da vida seja um tema importante na eleição presidencial e parlamentar.

E assim vamos indo... Dilma Rousseff, a queridinha da Teologia da Libertação, tão querida que até arruma bispos e padres que assinem uma carta eivada de mentiras para enganar os eleitores, não é confrontada com suas mentiras sobre a questão do aborto. E também os outros candidatos tampouco são perguntados intensivamente sobre seus posicionamentos sobre esta questão importantíssima.

terça-feira, julho 10, 2012

Dom Eugenio Sales, R.I.P.

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Sou um dos que Dom Eugenio Sales jamais conheceu pessoalmente, mas cuja vida foi tocada por ele. 

Batizado quando criança, meu contato com a fé era esporádico e minha espiritualidade se resumia a saber algumas poucas orações que só eram proferidas quando problemas batiam à porta.

Mas como para o Senhor Deus nada é impossível e o Espírito Santo sopra onde quer, um dia a semente da inquietude foi posta no coração de um William adolescente. E com a semente o Altíssimo enviou também a chuva para regar e alimentar aquela pequenina planta: os escritos semanais de Dom Eugenio em um jornal carioca eram lidos sempre que possível. Neles, o bom bispo abordava diversos assuntos: família, costumes, Papa, Igreja, defesa da vida, etc. Nada escapava à sua argumentação e o William adolescente ia aprendendo um pouco, mesmo sem ter disto consciência, a beleza que só o catolicismo possui.

Jamais esqueci que a primeira vez que finalmente alguém me explicou o real sentido da Páscoa foi exatamente Dom Eugenio Sales em um de seus artigos. Guardo-o comigo até hoje.

O tempo foi passando e minha aproximação à verdadeira e única fé levou ainda uns bons anos e uma quantidade imensurável de erros. Porém aquela sementinha lançada pelo Senhor Deus e regada pelo zelo pastoral de Dom Eugênio jamais desapareceu. Com minhas atitudes, minhas dúvidas, minhas reservas, tentei intensamente sufocar tudo, mas como resistir quando Deus nos seduz de tal forma? Um feliz dia, finalmente um William de vinte e tantos anos deixou de resistir e se aproximou da Santa Igreja, a esposa imaculada de Nosso Senhor Jesus Cristo.

E jamais esqueci da importância de Dom Eugenio em todo este processo. Foi ele, mesmo sem saber, o instrumento utilizado pelo Senhor Deus para trazer aquele adolescente aos poucos para junto de Si. Talvez seja exatamente esta a característica dos bons bispos: a prontidão em ser um instrumento nas mãos de Deus, um instrumento pronto e moldável às diversas situações, mesmo que isto signifique escrever artigos para um jornal que seriam lidos por algum adolescente que tateava o mundo que o cercava buscando algum sentido em tudo aquilo

Dom Eugenio jamais fez concessões quando se tratava da fé. Ao contrário de vários que preferem os holofotes e microfones, Dom Eugênio sempre mostrou em sua face serena a firmeza de uma fé inabalável. Seria-lhe muito fácil seguir a última moda ou dizer algo apenas porque assim é mais fácil e será mais palatável. Não poucos são os que fazem isto, sejam bispos, padres e religiosos e religiosas. Infelizmente, os exemplos são muitos e bem conhecidos, pois a mídia os adora. Mas não foi assim com Dom Eugenio, sua firmeza inspirada no Evangelho rendeu-lhe incompreensões, insultos, acusações, que buscavam atingi-lo e também, principalmente, atingir a Santa Igreja que ele tanto amava.

E foi exatamente este amor pela Santa Igreja uma das primeiras coisas que aprendi com Dom Eugenio e, com a Graça de Deus, serei capaz de amá-la até o fim de meus dias. 

Que o Senhor Deus, sempre presente na vida de Dom Eugenio, tenha piedade de sua alma e o leve para junto de Si, após o árduo e bom combate que ele aqui travou.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Lulistas, dilmistas e petistas: E agora?

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Apesar de "obamista" não ser ainda verbete em nossos dicionários, claro está que a palavra indica aqueles que adoram, que amam de paixão ao presidente norte-americano Barack Obama. 

Como o coração tem motivos só por ele conhecidos, ninguém sabe muito bem porque tanta gente aqui no Brasil simpatiza com ele. Talvez seja porque muitos o imaginam um ser especial imbuído da missão de trazer a real democracia aos EUA -- sim, eu já tive oportunidade de ler isto.

Outros têm motivos raciais apenas, por mais que não o admitam. Para tais tipos, a cor da pele é que determina a competência de uma pessoa. Isto é racismo; simples assim. Da mesma forma que a cor da pele não indica que tal pessoa tenha defeitos, tampouco indica qualidades. 

Muitos deliraram com a eleição de Obama porque, afinal, isto indicava uma derrota de George W. Bush. Coitados destes... Mal sabem que seus cérebros provavelmente estão a ponto de não poder mais serem diferenciados de um pudim de leite de tão esmagados que foram pela grande mídia tupiniquim, que durante anos pintou Bush como o grande responsável por todos os males mundiais. É uma gente que vê um filminho de Michael Moore e fica lá com aquele olhar admirado e apalermado, como se aquele amontoado de mentiras e manipulações espertamente editado para enganar tivesse mesmo algo de real.

E católicos que admiram Obama? Estes são do tipo que colocam suas fantasias infantis antes de sua própria fé. Diante do que exige a fé católica, do que lhes exige a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, tais católicos mandam tudo isto às favas para ficar babando o messias da moda. Ainda há quem escolha o bezerro de ouro...

E muitos católicos brasileiros têm agora mais uma oportunidade para que as escamas lhes caiam dos olhos... O  governo de seu queridíssimo Obama vem tentando empurrar através de legislação que até mesmo instituições católicas sejam obrigadas a fornecer, através do seguro-saúde de seus empregados, medicamentos contraceptivos e abortivos.

Os bispos lá, individualmente e também em conjunto, através da Conferência Episcopal, vêm reagindo fortemente a mais este absurdo da agenda abortista de Obama. Afinal, isto não é apenas sobre contracepção e aborto, o que por si só bastaria para uma forte reação. É sobre liberdade religiosa, pois o Estado não pode obrigar uma instituição religiosa a ir contra seus princípios morais.

E cá entre nós? Bem... Aqui estamos esperando que mais bispos reajam à nomeação de Eleonora Menicucci, recentemente nomeada por Dilma para a Secretaria para Promoção do Aborto. E esperamos também que a CNBB se pronuncie sobre este claro favorecimento do governo Dilma à causa do aborto. Afinal, a ministra não só é mais uma das que colocam o intelecto à favor do aborto. Não mesmo! Conforme divulgado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, Eleonora Menicucci admitiu ter feito abortos na Colômbia. É abortista e aborteira. À ministra não lhe basta apenas colocar o intelecto para trabalhar pelo aborto... Colocou também as mãos, que vão sujas de sangue inocente.

Como nos EUA aconteceu com Obama, no Brasil Lula e Dilma Rousseff também não se elegeriam sem o voto católico. Lá, como cá, há gente que se diz muito católica e que fez e faz parte do governo, fazendo malabarismos diariamente para conciliar sua fé com o ataque às suas conciências católicas. Sem conseguirem, obviamente, como mostra o abortismo explícito no qual o governo Dilma vem mergulhando, exatamente como seu antecessor.

À época da eleição houve até bispos que garantiam que Dilma era abortista coisa nenhuma. Mentirosos eram os que provavam isto até mesmo com entrevistas gravadas em vídeo... Já outros "católicos" foram convocados para ciceronear Dilma quando ela fez o teatrinho típico de época de eleição para se dizer favorável à vida.

Nos EUA, o ataque sistemático de Obama deixa claro suas reais intenções, e os católicos de lá, os verdadeiros católicos, podem muito bem perguntar "E agora, obamistas?". Aqui no Brasil, com tudo o que vem acontecendo, com o abortismo sendo diretriz do PT e com a recente nomeação de uma ministra que é ao mesmo tempo abortista e aborteira, podemos muito bem perguntar a lulistas, dilmistas e petistas: E agora?

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Bispo comunica a freira que autorizou aborto que ela incorreu em excomunhão automática

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O bispo norte-americano Thomas Olmsted, da Diocese de Phoenix, Arizona, retirou o nome de "Católico" de hospital cuja freira vice-presidente havia autorizado aborto. O bispo também comunicou à freira Margaret McBride que ela incorreu no caso de excomunhão latae sententiae (automática).

Após investigação, o bispo tomou conhecimento que durante anos o hospital, à revelia das normas para hospitais católicos, prestava aconselhamento e fornecia suprimentos médicos para contracepção, fazia procedimentos para esterilização de mulheres e homens e que até mesmo fazia abortos por motivo de saúde física ou mental e em mulheres vítimas de estupro e incesto.

Casos assim mostram a urgência de que nossos bispos olhem com muito cuidado as instituições que prestam serviços médicos à população.


Bispos dispostos a ir para a cadeia por oposição à lei anti-vida! Nas Filipinas...

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Segundo noticia do site "Religion en Libertad", bispos filipinos declaram-se dispostos a serem encarcerados por protestar contra um projeto, vindo do Executivo daquele país, que promove o controle demográfico através de anticonceptivos abortivos e também a esterilização.

Que coisa, não? E aqui no Brasil, temos de lidar com bispos e religiosos que, contra fatos por todos conhecidos, afirmaram, nas últimas eleições presidenciais, que Dilma Rousseff não é favorável ao aborto.


quarta-feira, fevereiro 02, 2011

D. Manoel Pestana Filho, R.I.P.

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Mesmo com algum atraso, coloco abaixo um texto de Pe. Lodi sobre o falecimento de D. Manoel Pestana Filho. 

Se no Brasil houvesse mais bispos como o falecido D. Pestana, que colocava as coisas de Deus e o bem das almas acima de tudo, provavelmente nossa situação seria bem outra.

O movimento Pró-Vida brasileiro tem muito a agradecer a D. Manoel Pestana Filho, como pode ser lido no texto do padre. Os não-nascidos que aqui sofrem o ataque de uma sociedade que os enxerga apenas como um produto a ser descartado ganharam um grande intercessor no Céu.


***



Sobre a morte de meu Bispo Emérito


Desejo escrever melhor em outra ocasião, mas não quero deixar este momento em branco. No sábado passado, 8 de janeiro, por volta das 9 horas, faleceu Dom Manoel Pestana Filho, em Santos (SP). A Providência Divina quis que ele morresse na mesma cidade onde nascera e fora ordenado Bispo.

Estava lá de viagem, em visita a seus familiares e amigos. Faleceu no convento das irmãs  da Toca de Assis, antes que pudesse retornar a sua casa em Anápolis (GO). O motivo da morte parece ter sido um enfarto.



Bispo Diocesano de Anápolis de 1979 a 2004, Dom Manoel conseguiu atrair a sua diocese do Centro-Oeste brasileiro gente de toda a parte. Ouvia-se dizer que lá havia um Bispo corajoso, fiel ao Magistério, obediente à Igreja. Fora apelidado "um novo Atanásio" por Dom Marcos Barbosa, monge beneditino do Rio de Janeiro.



Da Alemanha, os cônegos regulares da recém-restaurada Ordem da Santa Cruz  vieram para Anápolis onde fundaram o "Institutum Sapientiae", com o carisma específico de se dedicar a formação do clero. Era lá que os seminaristas diocesanos (inclusive eu) tinham suas aulas.

Quanto ao seminário, Dom Manoel empenhou-se pessoalmente em construí-lo. As primeiras instalações foram sua própria residência episcopal. O corpo docente era constituído (quase?) exclusivamente pelo Bispo, até que os cônegos regulares viessem ajudá-lo.

Quando, atraído por sua fama, transferi-me da Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde estudava, para a Diocese de Anápolis, em 1989, o seminário Imaculado de Maria funcionava, não mais  na casa episcopal, mas em outro lugar provisório: a "casa do sacerdote e das vocações sacerdotais", projetada para servir de abrigo a padres idosos. Somente bem mais tarde, em 2004, seria inaugurado o prédio definitivo que hoje abriga os seminaristas.



Para falar a verdade, quando cheguei, percebi que a Diocese de Anápolis não tinha nada de mais. Era simplesmente uma diocese católica. No seminário rezava-se o terço, fazia-se adoração eucarística e leitura espiritual. Falava-se de Nossa Senhora com a familiaridade de filhos, sem aquele temor constante de evitar eventuais "exageros". Na faculdade, estudava-se a filosofia tomista e a teologia católica. Grande apreço era dado aos documentos do Concílio Vaticano II, que serviram de base para diversas das disciplinas que estudei. Quanto à liturgia, encorajava-se recitar o "Novus Ordo Missae", do Papa Paulo VI.

Nunca vi uma ordem de Dom Manoel obrigando os padres a vestirem batina. No entanto, nós o imitávamos espontaneamente. Sua mais eloquente pregação era o exemplo.



Ao contrário do que falsamente foi depois atribuído a ele, Dom Manoel tinha um espírito muito aberto. Desejava a unidade, mas não exigia a uniformidade. Respeitava o carisma que o Espírito Santo suscitava em cada pessoa, em cada grupo, em cada movimento, em cada comunidade.



Nunca o vi orando em voz alta e de mãos levantadas. No entanto, ele se dava muito bem com os membros da Renovação Carismática Católica (RCC), desde fossem fiéis a fé e à moral católicas. Quando se falava dos abusos da RCC, ele replicava dizendo que cabia aos padres vigiar para corrigi-los. "Mas - dizia ele sempre - não devemos apagar a mecha que ainda fumega".



Todas as vezes em que presenciei Dom Manoel celebrar, fosse em público, fosse em privado, na capela de sua residência, ele usou o "Novus Ordo Missae" (forma ordinária). No entanto, ela não se importava se em sua Diocese algum sacerdote quisesse celebrar a Missa de São Pio VI (forma extraordinária). Nem recusava algum convite de celebrá-la se alguém lhe pedisse.



Ele gostava de repetir um adágio de autoria, se não me engano, do grande reformador São Carlos Borromeu: "omnia videre, multa tollerare, pauca corrigere" (ver tudo, tolerar muitas coisas, corrigir poucas). As poucas coisas que ele se sentiu obrigado a corrigir custaram-lhe uma violenta perseguição. Uma delas foi a introdução da confissão auricular e individual, tal como prescreve o Direito Canônico. Conta-se que, recém-chegado à Diocese, ao anunciar que na Catedral havia padres prontos para ouvir confissões, ele foi alvo de uma grande vaia. Após essa humilhação pública, os que restaram dirigiram-se aos sacerdote a fim de se confessarem.



Suas refeições eram sempre simples. Bondosamente ele dividia sua mesa com qualquer visitante, até o mais ocasional. Às sextas-feiras, ele dava folga à cozinheira. Era o seu dia de jejum. Certa vez, almoçando em sua casa, fiquei sabendo que ele próprio preparara o  delicioso "estrogonofe de atum" que estava sendo servido.



Sua disponibilidade contínua para com o povo, fazia com que ele não encontrasse tempo para escrever livros. Escreveu numerosos (e inflamados) artigos, entre os quais aquele que em 1987 valeu-lhe o título de "novo Atanásio" dado por Dom Marcos Barbosa. Mas não se dava o direito de concentrar-se para escrever do início ao fim uma obra longa. A única exceção foi seu livro "Igreja doméstica", sobre o matrimônio e a família, publicado em 1980.



Embora sempre estivesse risonho e bem humorado, havia certas coisas que o enchiam daquela ira santa que experimentou Jesus diante dos vendilhões no Templo. Uma delas era o aborto. Outra era o atentado à inocência das crianças. A família era tema recorrente em suas pregações. Não conseguia conceber um apostolado que não fosse centrado na união perpétua de vida e de amor entre um homem e uma mulher, com abertura à geração e educação da prole.



Foi ele que em pessoa resolveu fundar em Anápolis o movimento Pró-Vida em 1989, quando recebeu em sua diocese a visita de um grupo de militantes da "Human Life International" (HLI) dos Estados Unidos, acompanhados de Mons. Ney Sá Earp, grande líder pró-vida do Rio de Janeiro. O Pró-Vida de Anápolis funcionou de início na própria Cúria Diocesana, dirigido pessoalmente por ele, juntamente com alguns leigos. De lá saíam os que iam aconselhar gestantes, dar palestras em escolas e fazer manifestações contra o aborto. Ele próprio introduziu o costume de se fazer, em cada dia 28 de dezembro, a Marcha dos Santos Inocentes, na qual crianças atravessavam as ruas da cidade enquanto adultos falavam ao megafone contra o aborto.



Quando, assustado pelo perigo da iminente legalização do aborto no Brasil, sugeri a Dom Manoel que organizássemos uma caravana a Brasília, a resposta foi um "sim" entusiástico. Em 16 de agosto de 1996, ele se dirigia à Praça dos Três Poderes juntamente com cerca de 3000 pessoas portando faixas e cartazes pró-vida. Naquele ano e no ano seguinte, estava em pauta o perigoso Projeto de Lei 20/91, que pretendia obrigar o SUS a praticar aborto. Quase toda semana tínhamos que ir a Brasília em ônibus fretados para impedir a aprovação do projeto. Conosco estava sempre Dom Manoel, que deixava de lado todos os seus afazeres na Cúria Diocesana.



O grande legado de Dom Manoel foi a criação do Pró-Vida de Anápolis, que foi registrado em cartório, com personalidade jurídica, somente em 1997, e subsiste até hoje. No Estatuto, ele fez questão de incluir a defesa da família ao lado da defesa da vida. E entre os objetivos, colocou a formação para a castidade.



Os que se consideram adeptos do progresso, deveriam ter conhecido a figura desse Bispo. Era fascinado pelas novas tecnologias a serviço da evangelização: rádio, televisão, cinema, Internet. Tinha o sonho de criar uma emissora de rádio e uma de televisão na Diocese. Prestigiou pessoalmente a inauguração da Rede Vida, que ele via como uma grande esperança de penetração do Evangelho nos lares católicos. Mesmo antes que a Internet chegasse ao Brasil, ele já procurava fazer os seminaristas se familiarizarem com o recurso à informática. Em 1996, ele aprovou com entusiasmo o sítio do Pró-Vida de Anápolis, uma das primeiras páginas a entrar no ar em defesa da vida e da família. Tudo que era inovação, desde que não ferisse o imutável depósito da fé, era bem-vindo.



A paixão de Dom Manoel pelos livros se manifesta em sua colossal biblioteca, que foi colecionando ao longo dos anos. Depois de se tornar emérito, em 2004, foi difícil terminar de catalogar toda aquela multidão de obras. Ele, porém, não se dava por satisfeito, e estava sempre comprando "coisas novas e velhas": livros recém-editados ou preciosidades vendidas no "sebo".



Sempre com uma saúde debilitada, há muitos anos ele se dizia "moribundo em precário estado de conservação". Já havia sido levado várias vezes à UTI e recebido outras tantas vezes a Unção dos Enfermos. Ultimamente fora bem sucedido em uma cirurgia nos joelhos, que fez com que pudesse andar (embora com o auxílio de uma bengala) sem necessidade da cadeira de rodas. Não esperávamos que ele morresse no dia 8, antes de retornar a nós. Mas, pensando bem, há muito não deveríamos nos surpreender com uma eventual (embora triste) notícia de sua morte.



Há poucos meses, em visita a sua casa, eu lhe falara do plano de ele terminar seus dias em uma nova sede do Pró-Vida de Anápolis, que seria construída em um terreno a ele doado em 1989. Ele ficou muito entusiasmado. Respondeu sorrindo e batendo as mãos. Deus porém preparava para ele uma casa melhor. E em um prazo menor.



Uma das coisas que deve ter acelerado sua morte foi sua angústia (mortal?) pela situação política do Brasil. Ele se afligia sobremaneira ao ver nosso país ser invadido e dominado pelo terrorismo vermelho, que não poupa o respeito à vida nem à família. Nestas últimas eleições, ele lançou um apelo ardente a seus irmãos no episcopado (http://www.providaanapolis.org.br/apelard.htm). Sua voz encontrou eco em alguns Bispos, em especial os do Regional Sul 1, que se coligaram para denunciar o plano do PT de implantar a cultura da morte no país. Quando foi anunciada a vitória de Dilma, ele se abalou sobremaneira. No entanto, escreveu-me recomendando coragem, uma vez que "uma batalha perdida não é uma guerra desperdiçada". E ainda: "Deus não exige de nós a vitória, mas a luta".



A morte de Dom Manoel está longe de ser um sossego para os promotores do aborto. Ao contrário: à semelhança do grão de trigo, que só dá frutos quando morre, da morte desse Bispo devemos esperar grandes frutos para nossa terra. Ele morreu como vítima, oferecida com Cristo em nosso favor. Agora, ganhamos um intercessor junto ao Pai.



A Dom Manoel, sepultado na Catedral ontem, minha saudade, minha gratidão e minha admiração. Mas sobretudo meu amor.

Lembre-se de nós, que gememos e choramos neste vale de lágrimas.

Permita-me repetir a jaculatória que o senhor mesmo nos ensinou:
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto".


--
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
0 Anápolis GO
Caixa Postal 456 75024-9
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

sexta-feira, novembro 05, 2010

PT = Aborto - Só não enxerga quem não quer

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Não existe novidade na parceria entre o Ministério da Saúde e a FIOCRUZ para estudo e pesquisa para buscar a despenalização do aborto no Brasil.

Esta parceria já rendeu até um filme. Segue uma reportagem da TV Canção Nova sobre o mesmo:




Pois é... E ainda tem bispo e padre achando que falar que Lula, Dilma e o PT são abortistas é mentira, é boato.

Santa Cegueira!

sexta-feira, outubro 29, 2010

AGORA EM VÍDEO: Bento XVI contra o aborto x Dilma Rousseff a favor

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Abaixo segue o vídeo em que S.S. Bento XVI discursa perante os bispos da Regional Nordeste V.



"Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitae, 74)."

E agora vejam Dilma Rousseff dizendo seu "Credo":





Nem desenhar mais é necessário, não é mesmo?

quinta-feira, outubro 28, 2010

Bento XVI, martelo dos dissidentes

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E agora D. Demétrio? E agora, "frei" Betto? Com que cara ficarão estes e outros que assinaram uma imoral e irregular declaração de voto à candidata Dilma Rousseff?

O Papa Bento XVI pronunciou palavras firmes sobre a participação de religiosos na política, principalmente sobre a urgência em defender o direito à vida;
"(...) falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural"
Que contraste entre estas palavras e as palavras de um D. Demétrio Valentini, de um D. Tomás Balduíno. de um D. Luiz Eccel! Que vergonha ver que estes bispos colocaram suas assinaturas em uma irregular declaração de voto à Dilma Rousseff, e fizeram isto olhando deixando de lado o projeto abortista do PT, que sempre foi abortista.

Este discurso importantíssimo, de alcance mundial, será abordado novamente aqui no blog, mas no momento seguem as claríssimas palavras de S.S. Bento XVI.

Roma falou. Escutem, católicos!


***


Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Pois que falem as pedras!

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Apesar de tudo o que vem acontecendo nos últimos dias, apesar da tristeza em ver tanta confusão nos últimos meses entre os católicos brasileiros, penso que se algo de bom podemos tirar destas eleições no Brasil é o fato de que estamos assistindo tanto a queda de muitas máscaras quanto ao despertar de muitos outros para a urgência da questão da defesa da vida.

Independentemente de quem seja eleito, a causa pró-vida ganhará força, pois só temos a ganhar quando nosso campo de batalha fica livre da cortina de fumaça que há muito vem nos prejudicando.

Se por um lado temos bispos e padres que em momento delicadíssimo levantam suas vozes como verdadeiros profetas, por outro, infelizmente há religiosos que querem servir de auto-falante de forças que não pouparam jamais esforços a favor do aborto e da Cultura da Morte em geral.

Ao ler uma peça com o pomposo título de "Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da vida em Abundância!", o que pode ser dito?

Que dizer quando bispos católicos, verdadeiros Sucessores dos Apóstolos, resolvem deixar sua sagrada missão para participar da suja política partidária? Que dizer quando estes bispos ajudam, seja por qual motivo for, a enganar o eleitorado, principalmente aos fiéis católicos? Que dizer quando estes bispos servem não à Santa Igreja, mas aos interesses de um partido, de uma ideologia?

Que dizer de padres, de Sacerdotes do Altíssimo, que se prestam ao papel de divulgadores de mentiras, de acobertadores do mal, de verdadeiros cúmplices de gente que nada mais faz que instrumentalizar a fé?

Mentem tais bispos e padres, e mentem conscientes, pois a própria candidata Dilma Rousseff já declarou que acha absurdo que o aborto não seja descriminalizado no Brasil. Se ela recentemente declarou-se contra o aborto isto é mais esclarecedor ainda do tipo de pessoa que ela é. Isto se o simples fato de ela ser uma terrorista impenitente não fosse já mais do que suficiente.

Já que tais religiosos afirmam que se sentem no dever de falar tais mentiras, e que para tanto até mesmo utilizam de trecho das Sagradas Escrituras ("Se nos calarmos, até as pedras gritarão!" - São Lucas 19, 40), digo eu que prefiro muito mais ouvir as pedras do que dar ouvidos a religiosos que mancham suas ordens sagradas com a mentira.

É uma desfaçatez que tais religiosos venham enganar o povo com uma definição torta do que seja defender a vida, desejando com isto que sua escolha pelo obscurantismo totalitário de uma ideologia assassina ganhe ares de preocupação com os mais necessitados.

Os não-nascidos, aqueles que são implacavelmente perseguidos por todos governos esquerdistas (Espanha, Portugal, Itália, antiga URSS, Alemanha Nazista, etc.), são os que mais necessitam de vozes que lhes defendam o direito à vida. Por isto que clama aos céus a mentira de que "defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam".

Não! Defender a vida é lutar para que o ser humano tenha assegurado o primeiro de todos os seus direitos que é o direito à existência desde o momento de sua concepção até seu fim natural.

Querer juntar a este direito claro e evidente fatores tais como lazer, cultura, trabalho, etc. é típico de quem procura confundir a questão para juntar uma agenda que passa bem longe da defesa da vida. E é este exatamente o caso do PT e de outras correntes esquerdistas.

É realmente triste para o povo católico ver bispos, padres e outros religiosos que viram o rosto para o lado ao clamor de inúmeros não-nascidos, emprobrecidos até mesmo de suas vidas, perseguidos até no útero de suas mães e até por estas, injustiçados muitas vezes pela culpa de um pai criminoso, e caluniados por muitos como se fossem a causa de males aos que já gozam de seu direito à vida.

Pois que falem as pedras e não estes bispos, padres e freiras, que covardemente esquecem-se dos mais excluídos dentre todos. Elas, as pedras, no papel silencioso que a criação divina lhes deu, mostram-se muito mais eloqüentes que bispos e outros religiosos que procuram diluir o direito à vida para que este caiba na retórica político-partidária-esquerdista, retórica esta que já arrastou milhões para a morte, seja em campos de concentração, seja em gulags, seja pela fome ou, como é procurado pelos favoráveis ao aborto, através do holocausto intra-uterino.

Quão vergonhoso é ver bispos e padres ignorando até mesmo a palavra de um Papa, que ensina que é INEGOCIÁVEL o direito à vida e a proteção da família. Que vergonha é vê-los permitindo que o direito à vida seja de tal forma distorcido para que ele se ajuste às vontades de partidos políticos. Quão lamentável é vê-los chafurdar na lama de simples dispensadores de mentiras, de simples entregadores de falsidades.

Quem diria que o silêncio frio das pedras serviria mais aos católicos que as palavras de tais bispos e padres? Como imaginaríamos que a tinta das paredes de suas catedrais e paróquias teriam mais a ensinar aos fiéis do que a tinta que lhes sai da pena?

Entre o ensino de tais bispos e padres e o das pedras, esperarei pelas palavras das últimas o quanto for preciso.

quarta-feira, outubro 06, 2010

D. Demetrio Valentini: suas obras

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Como acho por demais constrangedor ter que abordar as palavras de bispos, creio que seja bem mais produtivo mostrar suas obras e deixar que elas falem por si só.

O bispo em questão é D. Demétrio Valentini, que mais uma vez veio a público criticar irmãos seus no episcopado que não partilham de sua cartilha esquerdista.

Aqui neste blog, D. Demétrio é velho conhecido. Em fevereiro de 2008, às vésperas da Campanha da Fraternidade que abordaria o tema da defesa da vida, coisa muito esperada pela militância pró-vida brasileira, estourou um escândalo de uma coordenadora nacional de pastoral que deu declarações favoráveis à descriminalização do aborto.

Que fez D. Demétrio, que era o bispo responsável pela Pastoral? Ora, saiu em defesa da coordenadora. Eis um trecho:
  • “Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”
  • “é válido o depoimento de Bernadete, pois é um grito que vem não do teórico mas de quem conhece e vive com as mulheres marginalizadas”
  • “O homem comete aborto toda vez que se desinteressa pela vida do filho que pôs na barriga da mulher.”

Pois é... Para D. Demétrio o absurdo não é que uma coordenadora nacional de pastoral defenda a legalidade do aborto, o absurdo é que haja "posições radicais e fechadas" em temas como o aborto.

A coisa fica ainda mais confusa quando vemos que D. Demétrio já assinou carta emitida pela CNBB na qual o aborto era chamado de "delito grave contra a vida humana, pois representa a morte de um ser humano inocente e indefeso".

Ah, sim... Tal carta foi emitida em Roma, quando D. Demétrio participava de um Sínodo dos Bispos para a América. Ou seja, em Roma, junto do Papa, D. Demétrio chama o aborto de "delito grave contra a vida humana..."; em Jales, no conforto de sua diocese, D. Demétrio dá declarações nas quais "posições radicais e fechadas" em relação ao aborto não são aceitáveis.

Afinal, a qual D. Demétrio que devemos dar crédito?

Mas há mais...

A Pastoral da Mulher Marginalizada, que era da responsabilidade de D. Demétrio, exibia em seu site que tinha apoio de inúmeras organizações feministas/abortistas, o que pode ser visto aqui, aqui, aqui e aqui.

Alguém pode dizer que tais apoios deviam ser um descuido ou coisa parecida. Ok. Pode ser. Parece então que o descuido é transmissível, pois no site da Cáritas do Brasil também apareceu com um banner de apoio a uma organização feminista que tem o aborto como uma de suas bandeiras, o que pode ser visto aqui e aqui.

Mas, afinal, o que têm em comum do site da Pastoral da Mulher Marginalizada e o site da Cáritas do Brasil para ambos mostrarem apoios de entidades feministas/abortistas? Se há mais coisas em comum, eu não sei, mas o que sei é que ambas as entidades têm como bispo responsável o próprio D. Demétrio Valentini.

Que baita, que estrondosa coincidência, não?

Deve ser uma destas coincidências absurdas também que levaram D. Demétrio Valentini a rotular seus irmãos no episcopado de fundamentalistas apenas porque na última Assembléia Geral da CNBB inúmeros bispos falaram firmemente contra o tristemente famoso PNDH-3, um pacotão do governo Lula que incluía aborto, cerceamento da liberdade de expressão, uniões gays entre outras coisas mais.

Estas são as obras de D. Demétrio. Quando ele não gosta de uma coisa, não lhe falta mídia para que ele possa até chamar outros bispos de fundamentalistas. Recentemente, D. Demétrio mostrou-se amuado que inúmeros bispos tenham lançado declaração alertando seus fiéis sobre o perigo de se dar votos a candidatos abortistas. Eis o que o prelado declarou ao jornal Diário de Guarulhos:
"A gente sabe que em tempo de propaganda eleitoral a realidade se complica por expedientes antiéticos, sobretudo pela disseminação de acusações, que visam deturpar o nome dos adversários, e tirar vantagem eleitoral. Aí aparecem situações que precisam ser esclarecidas."

Virou antiético bispos abordarem questões morais? O que foi mesmo que os bispos com posições contrárias às de D. Demétrio "deturparam"? Ou D. Demétrio prova por A+B que Dilma Rousseff é contrária ao aborto ou suas palavras voltam-se contra ele mesmo.

Já eu, simples leigo, acho profundamente antiético que entidades católicas mostrem apoio de entidades feministas/abortistas em seus sites. Mas isto sou eu...

Mas D. Demétrio fala mais ao Diário de Guarulhos:
"A nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos. Eu faço parte da Regional Sul 1 e não fui consultado sobre apoiar ou não essa atitude. Como podem afirmar que é algo que partiu da CNBB?"
Instrumentalização da CNBB? Sério??? Isto acontece? Desde quando? Não é possível este absurdo! Liguem para o Vaticano!

Ora, D. Demétrio... Quando a CNBB faz o papel que agrada a um monte de gente, bispos incluídos, de ficar convocando calote de dívidas, de desapropriação de terras de seus legítimos donos, de desarmamento, etc. e outros absurdos que não encontram qualquer respaldo na Doutrina, ninguém vê este pessoal reclamando.

Agora, quando a CNBB é utilizada para alertar aos fiéis para uma questão moral de suma importância, aí ela é "instrumentalizada". Ora... Tome-nos por bobos, mas não por idiotas.

Mas a grande questão que permanece é o que realmente incomodou D. Demétrio? Se os bispos somente divulgaram coisa que devia ser óbvia, de que um católico consciente de sua missão não deve dar votos para políticos e partidos abortistas, qual o problema?

Faça-nos um favor e aponte o erro de seus irmãos bispos, D. Demétrio. Afinal, todos estamos muito curiosos em saber qual D. Demétrio que está presente entre nós: aquele que chama o aborto de "delito grave contra a vida humana" ou aquele que critica posições "radicais e fechadas" contra o aborto.

Ou será que tudo se resume ao fato de estar em Roma ou na Diocese de Jales?

sexta-feira, julho 16, 2010

Bispo de Guarulhos: "Não dêem votos a Dilma Rousseff e a candidatos pró-aborto"

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Que alegria é saber que ainda temos bispos que atuam como verdadeiros pastores!

É a fidelidade à esta missão de pastor que faz toda diferença e é isto, somente isto!, que o povo católico espera de seus bispos.

Fidelíssimo a esta missão sagrada de apascentar as ovelhas que estão em seu redil, o senhor Bispo de Guarulhos, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, escreveu um artigo intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

É altamente recomendável a leitura do artigo. Aqui, um trecho em destaque:
"Na condição de Bispo Diocesano, como r e s p o n s á v e l pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21). " (negrito no original)
E no trecho abaixo, podemos ver que o artigo do senhor Bispo da Diocese de Guarulhos passa bem longe das generalizações que são produzidas na CNBB, que mais servem para confundir que para ensinar aos fiéis.
"Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam." (negrito no original)
Sem enrolações! Sem meias palavras! É nossa obrigação como católicos não votar em candidatos que apóiem a Cultura da Morte. Qualquer conversa fiada que tente fugir desta verdade é papo furado de quem quer colocar sua agenda política à frente de seu catolicismo. E nós, católicos, servimos a Deus somente.

Que mais bispos façam como D. Bergonzini, pois omitir-se em tempos graves como os atuais é praticamente ser cúmplice daqueles que não valorizam a vida.


terça-feira, junho 09, 2009

Do Blog NOTÍCIAS PRÓ-FAMÍLIA: Entrevista com arcebispo brasileiro acerca da excomunhão dos médicos aborteiros

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Três de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Nota: A seguinte entrevista com o Arcebispo José Cardoso Sobrinho, de Olinda e Recife, Brasil, foi feita pela jornalista francesa Jeanne Smits. A entrevista apareceu originalmente em francês no jornal Present, e foi republicada no blog dela em inglês. A Sra. Smits concedeu amavelmente a LifeSiteNews permissão para republicar o artigo integralmente.

Pergunta: Como resultado do caso de Recife, o jornal L’Osservatore Romano publicamente rejeitou suas declarações sobre a excomunhão automática daqueles que escolheram o aborto para a pequena menina e o executaram. Desde então, surgiu uma tendência nos meios de comunicação sugerindo que o ensino da Igreja mudou quanto à determinação se o aborto (quando a vida da mãe está em perigo ou em outras circunstâncias particulares) é errado, se é pecado. Por outro lado, as mentiras dos meios de comunicação acerca de pontos importantes do caso têm sido abundantes, embora muitas pessoas tenham expressado admiração por sua atitude. Será que sua Excelência poderia nos dizer o que realmente aconteceu?

Resposta: Primeiramente quero expressar minha gratidão muito profunda a todos aqueles que expressaram apoio. Recebi centenas de mensagens de solidariedade do mundo todo: padres, bispos, leigos, aprovando minha decisão de falar claramente acerca da lei da Igreja. Recebi o prêmio Von Galen de Human Life International, e bem recentemente a Associação Pró-Vida de São Paulo também me designou seu prêmio. Graças a Deus, muitas pessoas aprovam o que fiz.

Há algumas pessoas, porém, na França, no Canadá… inclusive bispos, que escreveram artigos ou cartas públicas para declarar sua desaprovação. Num espírito de diálogo, gostaria de dizer que é errado dizer que nós — isto é, a mim mesmo e o padre paroquial da menina grávida — não demos a ela a atenção especial de que ela necessitava. Demos-lhe toda atenção e cuidado. O que infelizmente foi publicado não é simplesmente verdade: fizemos tudo o que estava dentro de nossa capacidade para ajudar.

Alguns, quando falam sobre a publicidade em torno desse caso, afirmam que não era “oportuno” falar de excomunhão. Não concordo com esse ponto de vista. Eles estavam praticamente me dizendo que deveríamos ter esquecido o que a Lei Canônica diz acerca de excomunhão. Minha opinião é diferente. Digo que essa lei existe para o bem da Igreja. E que não fui eu quem excomungou ninguém, como repeti inúmeras vezes. Aqueles que me acusam dizem que fui eu quem “excomungou”, e isso é totalmente falso; eu simplesmente atrai a atenção para uma lei que existe na Igreja, cânon 1398. E pergunto: é adequado permanecer em silêncio, como muitos afirmam? Teria sido melhor que eu não falasse nada sobre excomunhão? Bem, respondo que não concordo. É uma lei da Igreja para o bem da Igreja. Existiu durante muitos séculos. O novo Código de Lei Canônica, promulgado em 1983 pelo Servo de Deus Papa João Paulo 2, reitera essa lei. Da mesma forma, o Catecismo da Igreja Católica, publicado pelo mesmo papa em 1992, repete e comenta acerca dessa lei. Teria sido melhor ficar em silêncio? Bem, em minha opinião, é da mais elevada importância atrair a atenção de todos e especialmente os fiéis católicos, para a seriedade do crime do aborto. É por esse motivo que a lei existe.

Nós, em nossa diocese, temos recebido muitas mensagens de muitas pessoas que me disseram: “Agora, entendo melhor a gravidade do aborto, e mudarei minha consciência”. Em minha opinião, o ato de atrair atenção para a existência dessa excomunhão produz um benefício espiritual entre os fiéis católicos, mas também entre outros, que, aparentemente, de forma sossegada se submetem a abortos e que, creio eu de agora em diante, pesará na consciência deles a gravidade do que estão fazendo. E essa é a meta final dessa lei da Igreja, dessa penalidade de excomunhão: é medicinal. É um remédio para a conversão de todos. Para a pessoa que incorre nele, é um meio de fazê-lo entender que ele terá de responder a seu ato diante de Deus. Com a Igreja, desejamos que cada pessoa individualmente, mesma aqueles que seguem a vereda do erro, possa viver de acordo com a lei de Deus. Não queremos a condenação eterna de ninguém. Em minha opinião, silêncio — não falado de excomunhão — causaria grave prejuízo à Igreja.

Mas há algo mais sério. Tenho a impressão de que entre aqueles que falaram contra mim, alguns estão praticamente insinuando que seria melhor ab-rogar o cânon sobre excomunhão. Mas a Igreja não crê nisso. A Igreja sustenta essa lei, porque é necessária para o bem comum da Igreja, quando o assunto é ofensas bem graves, que há uma lei clara, e que essa lei seja aplicada. Esses são princípios de grande importância. Para mim, o silêncio equivaleria à cumplicidade. Sabemos — todos os meios de comunicação internacionais dizem isso — que há até 50 milhões de abortos anuais, a nível mundial. Aqui no Brasil, o número citado é cerca de um milhão anualmente. Em consciência, estou certo de que é necessário falar, despertar a consciência das pessoas, porque o silêncio pode ser interpretado como aprovação.

Leia o restante aqui.

quinta-feira, junho 04, 2009

L´Osservatore Romano, deixa o bispo falar!

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"Enviamos a resposta da arquidiocese ao artigo de Monsenhor Fisichella para Roma. É de direito que seja permitida uma resposta devido a publicação de informações falsas sabe-se lá por qual motivo. Os leitores de L´Osservatore Romano deveriam poder conhecer o outro ponto de vista."

Segundo o LifeSiteNews, estas são palavras de Dom José Cardoso Sobrinho, o corajoso Arcebispo de Olinda e Recife, em uma entrevista a um jornal francês, indicando que o L´Osservatore Romano está colocando empecilhos à publicação da excelente resposta da arquidiocese.

O que podemos dizer? A se confirmar esta má vontade em publicar a resposta da Arquidiocese de Olinda e Recife a um artigo no mínimo desastrado de Msgr. Fisichella, parece que vai indo muito mal o jornal romano. Isto sem contar que o já mal-estar recentemente causado por um editorial do mesmo jornal que dizia que Barack Obama não é abortista.

Não chamar Obamaborto (by Wagner Moura) de abortista, o que ele realmente é, só pode indicar duas coisas: ou está faltando acesso à internet, ou se está realmente querendo criar confusão entre os católicos.

Quanto à primeira eu posso ajudar: é só acessar este link para se ter uma idéia do que Obama já botou em prática até o momento. E isto apenas como presidente, pois seu histórico antes da eleição é mais escabroso ainda, tendo por vezes ocupado a tribuna do Senado norte-americano para defender o "direito" de serem feitos abortos de último trimestre de gestação, uma coisa que é tão grotesca que é difícil alguém diferenciar tal ato de puro e simples infanticídio. Pois é... E, para o L´Osservatore Romano, Obama não é abortista? Ok!

Apenas um recado para o L´Osservatore Romano: conceda o direito de resposta a Dom José Cardoso Sobrinho. Isto sim é um direito! E é mais do que necessário.

terça-feira, abril 14, 2009

Atenção Recife e Olinda! Human Life International premiará D. José Cardoso Sobrinho.

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Enquanto há os dispostos a aplaudir o aborto de duas crianças, há aqueles que não poupam esforços pela vida dos mais frágeis. E é bom, ainda mais nos dias atuais, que estes sejam justamente homenageados.

Como já noticiado aqui, D. José Cardoso Sobrinho, o corajoso bispo que não se calou e tudo fez para impedir o hediondo crime que foi cometido em Recife, será homenageado pela Human Life International.

***

Human Life International é uma organização internacional cuja missão é a construção de uma cultura que evidencie e defenda a vida em contraponto àquela de morte que se instalou em todo o mundo.

“A Human Life International tem a honra de conceder a Dom José Cardoso Sobrinho, Arcebispo de Olinda e Recife, o Prêmio Cardeal Von Galen em reconhecimento por sua atitude heróica no cumprimento do ministério episcopal, na defesa da vida humana, ao enfrentar o desagrado de tantos que promovem a cultura da morte”.

Agindo em nome das associações católicas pró-vida em mais de 80 países do mundo, a Human Life International concede o Prêmio Cardeal Von Galen a personalidades – especialmente Prelados – que se destacam na defesa da sacralidade da vida conforme a Lei de Deus proclamada pela Igreja Católica.

O Prêmio leva o nome do Bem-Aventurado Clemens August Von Galen (1878-1946), bispo de Münster (Alemanha) durante a era nazista, o qual, levantou sua voz em defesa dos pobres e dos doentes, protestando contra a eutanásia, a perseguição dos judeus e a expulsão dos religiosos. Por causa de sua coragem, ficou conhecido como o “Leão de Münster”. O lema que escolheu quando foi eleito bispo foi “Nem elogios nem ameaças” (me distanciarão de Deus).


O Prêmio já foi concedido a outros prelados que se destacaram em iniciativas em defesa da vida e da moral católica, como o Cardeal Lopez Trujillo, o Cardeal Tumi de Benin, Dom Antonio Arregui, arcebispo de Guayaquil e presidente da Conferência Episcopal Equatoriana, e muitos outros em vários países.

O cardeal Von Galen demonstrou coragem ao enfrentar os nazistas, desvelando a verdade sobre a ideologia do nazismo, defendendo a liberdade da Igreja e das associações católicas, bem como a educação religiosa. Acusou abertamente o nazismo de discriminação contra os cristãos, os quais eram encarcerados e assassinados. Condenou outros abusos do governo totalitário, lutou pelo direito à vida e denunciou de modo veemente o massacre das pessoas deficientes físicas e mentais consideradas “inúteis”.


Dom José Cardoso Sobrinho se destacou pelo empenho com que lutou pelos gêmeos nascituros daquela pobre menina grávida de apenas 9 anos de idade, em face de tanto negativismo, sobretudo em vários setores da mídia.

Mons. Ignacio Barreiro-Carámbula, JD, STD, chefe do bureau da Human Life International em Roma, virá ao Recife em nome do Rev. Padre Thomas Euteneuer, Presidente do Human Life International e entregará pessoalmente a Dom José o Prêmio Cardeal Von Galen.

A solenidade para outorga do Prêmio será no dia
16 de abril de 2009, às 20 horas, no auditório do Colégio Damas, à Av. Rui Barbosa, 1426, no bairro dos Aflitos, no Recife.