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sexta-feira, agosto 28, 2015

O amor destas famílias é uma bela resposta a um juiz que autorizou um aborto no RJ

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Janaína e o pequeno Emmanuel
(imagem retirada do blog "Anjos sem Rins")
O juiz Edison Ponte Burlamaqui, da cidade do Rio de Janeiro, segundo informações do jornal O Dia, autorizou um casal a abortar seu filho em gestação devido a este ser portador de agenesia renal bilateral, anomalia na qual o bebê não desenvolve os rins, o que o deixa com expectativa de vida muito curta.





segunda-feira, novembro 04, 2013

Supremo Abortista

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Luís Roberto Barroso, sendo aplaudido no dia de sua posse

"(...) o único valor da proposta de lei sobre o aborto com indicação embriopática (...) a partir do ângulo da integridade e autonomia das mulheres, reside no fato de ampliar o leque de possibilidades de abortamento, como etapa tática para alcançar, dentro de uma estratégia de luta, a liberação mais ampla dos casos permitidos na lei para a interrupção da gravidez."

O trecho acima foi retirado da revista Estudos Feministas (no. 0, volume 0), do artigo de Leila de Andrade Linhares Barsted, "Legalização e descriminalização do aborto no Brasil - 10 anos de luta feminista". Barsted citava a feminista Danda Prado. Esta publicação data do ano de 1992.

Vejamos agora o que declarou o mais novo juiz do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luís Roberto Barroso em recente entrevista ao jornal O Globo:

"(...) no caso de anencefalia, se você ouvir a minha sustentação final (como advogado) e os memoriais finais que apresentei em nome da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, a tese que eu defendia era a da liberdade reprodutiva da mulher. Portanto, a mulher tem o direito fundamental a escolher se ela quer ou não ter um filho. E esta tese vale para a anencefalia, como vale para qualquer outra gestação."

O ministro parece ter aprendido bem com a feminista Danda Prado. Para aquela, assim como para este, todo o drama que advém de gestações de bebês com anencefalia é mera oportunidade de instrumentalização para a liberação total do aborto. Só isto; nada mais. Todo aquele papo de preocupação com mulheres que passam por este drama é, como dito pela feminista, "etapa tática" para a liberação do aborto.

É isto que temos... Vermos um juiz recém-nomeado para a mais alta côrte nacional admitindo esta instrumentalização descarada do drama de muitas mulheres, faz-nos antever o fundo do poço cada vez mais próximo para o Brasil. 

O tema da gravidez de bebês com anencefalia é tão delicado que há até mesmo gente que se declara contrária ao aborto e que erroneamente o defende em tais casos. Apenas isto basta para ver o quanto o assunto é difícil e dramático. Mas para os militantes abortistas, nos quais podemos incluir o ministro Luís Roberto Barroso a coisa não parece ser bem assim... Para ele, como parecia para a feminista Danda Prado há mais de 20 anos, isto não é drama coisa nenhuma, é apenas um passo a ser dado para a necessária flexibilização dos corações e mentes do povo brasileiro, que majoritariamente rejeita o aborto.

E se claramente existe o desprezo pela situação dramática de muitas famílias e mães durante uma gravidez deste tipo, é de notar também o desprezo pela própria população ao ser utilizado um subterfúgio, uma "etapa tática", para alavancar a liberação total e irrestrita do aborto.

Não é preciso rios de empatia para que alguém possa imaginar a angústia de um casal ao se deparar com um diagnóstico de anencefalia de seu filho ainda não nascido, mas são necessárias doses cavalares de maquiavelismo, de frieza, de desprezo pelo drama alheio e de puro cálculo para instrumentalizar a dor de famílias que passam por tal sofrimento.

Causa surpresa que um indicado pela presidente Dilma Rousseff para o STF confesse à luz do dia uma coisa que talvez fizesse corar até mesmo um dono de bordel? Não, não causa... Quando a sujeira vai tomando conta de tudo, as baratas vão ficando mais ousadas. E isto só indica que o aborto é o sintoma de algo que vai muito mais além, de algo muito mais profundo e perturbador que nos vem atingindo diariamente.


sexta-feira, maio 10, 2013

Avó de bebê com anencefalia: "Ele nos ensinou tudo, Ele nos ensinou amor. Ensinou-nos como ser uma família."

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Nickolas e sua mãe, Sheena Cardona
Quem é favorável ao aborto de bebês anencéfalos talvez devesse ver bem atentamente o vídeo abaixo. Ele mostra o que eles insistem em negar: há uma vida humana. E as imagens nesta página mostram também algo mais, coisa que infelizmente parece que muitos dos defensores do aborto cismam em deixar de lado, que o amor, principalmente o amor de mãe, supera muito.
 
Nickolas Coke nasceu com anencefalia. Nickolas foi chamado de "Miracle Baby" ("Bebê Milagre") pois viveu por 3 anos e meio na companhia de seus pais e familiares, apenas tomando medicamentos para que tirarem algum desconforto devido à sua condição.

Este é o vídeo da reportagem de quando o menino completou 2 anos.




Sua família, após os cuidados iniciais e o natural período de aprendizado para lidar com a novidade que é cuidar de uma criança com sua condição, procurou que ele tivesse uma vida familiar a mais normal possível, levando-o a acampamentos, ao zoológico, festas, etc. E um pouco disto pode ser visto nas imagens abaixo.



Recentemente um comentarista na página do blog no Facebook escreveu que bebês anencéfalos estão "tecnicamente mortos". Talvez Nickolas e sua família possam fazer o rapaz mudar de idéia. Ou não... Mas eu fico com o que nos ensinou a avó de Nickolas:
"Ele nos ensinou tudo, Ele nos ensinou amor. Ensinou-nos como ser uma família. (...) Ele foi nosso herói porque ele mostrou força; se isto pode ser feito, tudo mais também pode."
Que coisa, não? Como poderia alguém "tecnicamente morto" ensinar algo tão profundo e positivo para seus familiares? Nickolas nasceu com um cérebro defeituoso, mas o amor de sua família compensou tal obstáculo.

 
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Fontes: 

sábado, janeiro 05, 2013

A imperfeição é bela! -- A história de John Paul e sua família

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-- Sinto muito, mas as notícias não são boas...

Foi isto que Cliona Johnson ouviu da profissional que lhe fazia um exame de ultrasom. Ela e seu marido, já pais de quatro meninas e um menino, só resolveram fazer o procedimento para descobrir o sexo do bebê, o que não haviam feito das outras vezes, porque seu único filho homem estava ansioso para saber se ele finalmente teria um irmãozinho.

O chefe do departamento responsável pelo exame, explicou a ela e seu marido John Paul que seu bebê de 22 semanas de gestação sofria de anencefalia. Após o baque inicial do diagnóstico, Cliona e seu marido John Paul nem por 1 minuto pensaram em abortar o bebê e isto ficou claro quando seu marido disse a ela que queria dar o nome a seu filho de John Paul, como seu próprio nome.

Voltaram para casa e contaram à sua linda família a novidade. A reação, como natural, foi de tristeza, mas logo em seguida a normalidade voltou à casa dos Johnsons. Cliona teve a certeza de que teria esta criança pelo tempo que ela lhe fosse confiada, fosse até o dia seguinte, por mais 3 meses ou o que fosse possível.

Todos as noites, ao se deitar, Cliona dizia boa noite a seu filho ainda não nascido. A cada manhã ela agradecia porque ele estava com ela por mais um dia. Ela estava consciente, durante todo o tempo, da dor que haveria quando seu filho se fosse, mas ela sabia que apesar desta dor o importante seria as memórias que ela e sua família poderiam ter do tempo que passaram com o pequeno John Paul.

John Paul nasceu e faleceu após 17 minutos. Seu pai foi quem cortou seu cordão umbilical e quem o batizou. O bebê foi tomado nos braços por seus familiares e tudo ocorreu na paz enquanto a vida de John Paul expirava.

Cliona e sua bela família aprenderam através do pequeno John Paul, ela hoje tem conciência disto, que a dor faz parte da vida tanto quanto a alegria. Cliona, que se considerava uma perfeccionista, através da dor aprendeu com seu bebê que há beleza na imperfeição. Ele ensinou à sua família a aproveitar mais a vida, a viver as pequenas coisas e os breves momentos. Ensinou sua mãe a ser mais paciente com seus filhos e ensinou, principalmente, que a imperfeição nos seres humanos é uma coisa bela.

Eis as palavras de Cliona ao final do vídeo abaixo:

"Quando uma mãe está diante de um diagnóstico de uma condição que seu bebê irá morrer em breve a tendência é que ela tente afastar de si esta dor. Todos preferiríamos que esta dor fosse embora. Mas o que eu gostaria de fazer é encorajar uma mãe que se encontre nesta situação a parar e pensar que o futuro, de um jeito ou de outro, reserva que eu permaneça viva e meu filho faleça. Eu não tenho escolha. A escolha que eu tenho é o que eu farei, qual será minha participação na vida de meu bebê enquanto eu o tenha comigo e qual será minha participação em sua morte. E eu ficarei aqui, de uma forma ou de outra, com a dor de tudo isso pelo que passei.
A escolha é se eu ficarei aqui com a dor, mas também com as lembranças e a capacidade de cura desta dor ou se ficarei aqui com a dor e sem as doces lembranças. 
Então o que eu gostaria de dizer a uma mulher que se encontre também nesta situação é que isto é sim possível. É difícil, mas é um sentimento único poder segurar seu filho neste momento."

Quem ama de verdade, como Cliona e sua família, não ama APESAR das imperfeições, mas ama COM as imperfeições, pois esta é uma das principais características de nós, humanos. E não é isto exatamente uma imagem do amor que o Senhor Deus tem por nós? Ele não nos ama mesmo que tenhamos os maiores defeitos em nossos corações?

John Paul pode ter visto a luz por apenas 17 minutos, mas foi e será amado para sempre. E a luz de sua vida está a brilhar cada vez mais para sua família e para todos nós.



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sábado, outubro 15, 2011

"40 minutos na Terra, para sempre em nossos corações"

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"O que faz uma mulher durante toda a gestação de um bebê que vai morrer logo após o nascimento?"
Continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2011/10/15/o-que-faz-uma-mulher-gravida-de-um-bebe-que-vai-morrer-apos-o-parto/

segunda-feira, junho 27, 2011

Equipe Hoyt: unidos pelo Amor

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Fiquei sabendo da emocionante história de Dick Hoyt e seu filho, Rick, através de um vídeo divulgado no excelente blog "Aborto em Portugal". O título simples que os blogueiros portugueses deram à postagem -- "O que o aborto nos priva" -- diz muito sobre o que é a tragédia do aborto.

Esta prática hedionda, fruto de um mundo que faz do hedonismo seu único objetivo, apequena o homem, torna-o mero objeto, vai em direção totalmente contrária à vontade do Senhor Deus para com suas amadas criaturas.
Após ver o vídeo no blog português, busquei um pouco mais sobre a história e motivações de Dick e Rick Hoyt.

Quando de seu nascimento, o bebê Rick teve seu cordão umbilical enroscado em seu pescoço, o que lhe causou paralisia cerebral, condição que pode ter várias conseqüências motoras e neurológicas. À época vários médicos aconselharam o casal Hoyt a internarem seu filho em instituições especializadas, pois, afinal, ele jamais deixaria de ser um "vegetal". E para afastar tal idéia, os pais de Rick apoiaram-se no fato de que ele os seguia com os olhos quando se movimentavam pela casa. Quem sabe se um dia ele não poderia se comunicar?

Graças a Deus existem médicos e médicos... O Dick e Judy Hoyt acharam um que lhes aconselhou a tratar seu filho como qualquer outra criança, fazendo as necessárias adaptações. Judy gastava várias horas por dia tentando ensinar o alfabeto a seu filho.

Aos 11 anos de idade, Dick e Judy compraram um computador para seu filho tentar se comunicar. Na primeira interação através do computador, Rick não escreveu "Olá, papai!" e nem "Oi, mamãe!". Não... O que se viu na tela foi um "Go Bruins!!!" ("Avante, Bruins!!!"), uma saudação ao time de hóquei no gelo da cidade de Boston, que naquele ano disputava a competição mais importante do mundo nesta modalidade de esporte. Seus pais ficaram sabendo que ele gostava e acompanhava o esporte como toda a família.

Dick e Rick em sua primeira Maratona de Boston
Rick, a partir daí, pôde entrar para a escola e seguir na vida acadêmica, como qualquer outro garoto. A inteligência de Rick levou-o a conseguir graduar-se na Universidade. Nada mal para quem, assim diziam os médicos, jamais passaria de um vegeral, não é mesmo?

A grande virada na vida de Dick e Rick veio quando seu pai o levou para correr, a seu pedido, em uma competição beneficente, empurrando-o em uma cadeira de rodas especial. À noite, após a corrida, Rick disse ao pai que quando estava competindo sentia como se não tivesse deficiência alguma. Isto bastou para o amoroso pai. A partir daí ficou formado o que é hoje conhecido como Equipe Hoyt. Pai e filho já competiram em mais de 1000 maratonas, biatlons e triatlons. 

Um feito impressionante, não? Mas o que tem isto a ver com aborto? Tem a ver que muitas vezes uma falsa argumentação é feita com base nas dificuldades que um casal ou uma mãe solteira teria de passar caso escolhesse a vida e não o abortamento.

Casos como o da família Hoyt nos levam a pensar que não devemos levar em conta a opinião de médicos que não honram seus diplomas e juramentos. E, infelizmente, tais casos são abundantes.

Não poucas vezes já me deparei com gente, e até mesmo gente que se diz contrária ao aborto em geral, que não vê com maus olhos o aborto de crianças portadoras de graves deficiências. 
O advento de modernos instrumentos de auxílio ao diagnóstico intrauterino vem ajudando um verdadeiro massacre de não-nascidos, muitas vezes sobre a justificativa de que uma vida sem qualidade é melhor não ser vivida. A subjetividade de tal termo -- qualidade de vida -- demonstra bem o absurdo de tal argumentação.

Estudos mostram que a taxa de abortamento quando há diagnóstico de graves condições nos bebês não nascidos são assustadoramente altas:
Síndrome de Down: 90%
Anencefalia: 80%
Espinha Bífida: 70%
Síndrome de Turner: 58%
E em certos países a Cultura da Morte vai já tão avançada que o dilema do abortamento para doenças graves como as acima são já praticamente coisa do passado. Há casos de bebês sendo abortados apenas por possuírem pés tortos ou lábios leporinos.

Se ao menos estes pais soubessem "O que o aborto nos priva"! Se ao menos soubessem que o aborto nega a vida porque antes nega o próprio Amor, talvez pudéssemos ver mais e mais Equipes Hoyt ornamentando nosso mundo e nos ensinando aquilo que tantos vêm esquecendo.


quinta-feira, março 31, 2011

Sociedade e aborto: uma resposta

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Recebi o seguinte comentário de Ikah na postagem "Palavras de mães: #QuantosEuTeAmo ?":

"sou a favor do aborto, acredito que é uma decisão que cabe a mulher tomar, os filhos indesejados hoje no brasil são grandes causadores e vítimas de comportamentos degradáveis e violentos. temos o crescente abandono, os traumas, a deliquência juvenil, os mal tratos infantis, abusos sexuais.
infelizmente na nossa sociedade atual temos mães muito novas, temos filhos renegados, estamos gerando ódio. só nos preocupamos com os não vivos e esquecemos dos já nascidos, é muito fácil quando a situação não é conosco, que não temos que cuidar de crianças com um sálário mínimo, quando somos tão filhos quanto nossos filhos.
falta de responsabilidade sim, mas em compensação o que é melhor ? criar um filho que ao descobrirmos passamos a odiá-lo, a querer não `tê-los, isso sim é uma crueldade, ou então, por causa de uma lei, temos o diagnostico de uma anencefalia e a mãe que tanto espera pelo seu primeiro filho deve o aguardar morto em seus braços."

* * *

Abaixo segue o meu comentário ao comentário de Ikah:

"Sou a favor do assassinato, acredito que é uma decisão que cabe ao assassino tomar".

A frase acima caberia perfeitamente na boca de quem defendesse o assassinato. Estou reduzindo teu pensamento ao absurdo? Não, nem é preciso, pois ele já é absurdo por si mesmo, servindo até para justificar o assassinato. Note-se que nem há diferença entre o que você escreveu e a fictícia frase de quem defendesse o assassinato: nas duas, há uma vítima e há alguém que acha que tem o poder de vida ou morte sobre um inocente. O trágico, no caso do aborto, é que uma mãe tome o lugar do assassino ao tirar a vida de um ser que sequer tem voz clamar por sua existência.

Vejo, aliás, que você quer jogar a culpa pelos problemas da sociedade brasileira, muitos deles estruturais, nas costas dos filhos indesejados. Aliás, quem são os filhos desejados? Quantos de nós pode realmente falar que veio ao mundo como resultado de um planejamento perfeito de seus pais? Quantos de nós não viemos à luz como uma surpresa para nossos genitores? Nem por isto a maioria da sociedade é de gente com "comportamentos degradáveis e violentos". Mil desculpas, mas isto é encarar o problema de nossa sociedade de forma simplista ao extremo e creio que você possa mais do que isto.

A degradação da família, a ausência do estado nas áreas em que devia se mostrar presente, a crescente secularização, a falta de educação, etc., são algumas das causas de nossa derrocada como sociedade. No entanto, o que você propõe é uma solução simplória: liberar o aborto.

Não sei se você notou ou se foi apenas um ato falho, mas você contrapôs "não vivos" e "já nascidos", o que é absurdo quando o assunto é aborto. Jamais o fruto da concepção é um "não vivo"; se fosse, não se estaria discutindo o aborto. Se foi de caso pensado, creio que você precisa se aprofundar mais no assunto, pois o que vai no ventre da mãe, mesmo daquela que pensa em abortar, é um ser humano vivo como eu ou você e que tem o mesmo direito à vida. Se foi apenas um ato falho, seria bom que você não o cometesse novamente.

E quem esquece dos já nascidos? A sociedade como um todo? Creio que era isto que você queria dizer. Digamos que sim... Então a solução por você defendida é que a esta sociedade, que se mostra negligente, que se mostra indiferente, seja dada a possibilidade de aborto? Não é isto pura e simplesmente jogar lenha na fogueira cujo fogo já vai bem alto?

Tome, como exemplo, uma sociedade como a dos EUA, onde desde 1973 o aborto é liberado. Segundo teu raciocínio aquela sociedade deveria ser hoje um mar de rosas, não? No entanto, o que temos? Individualismo, abandono, mulheres perdendo o sentido da maternidade, pais que valorizam mais as carreiras que o bem estar dos filhos, sexualização extrema de indivíduos cada vez mais jovens, degradação moral, etc.

Outro exemplo, ainda mais radical? Que tal focar na Rússia? Lá é comum mulheres fazerem vários abortos durante sua vida reprodutiva e a degradação daquela sociedade é patente, principalmente devida à sua herança comunista, misturada com uma complicada passagem à economia de mercado que levou à corrupção desenfreada, ao crime organizado, etc. Caso queira, favor dar uma olhada em duas postagens aqui no blog em que comento sobre a Rússia ("A enganação feminista e a realidade do aborto" e "A triste Rússia e um ótimo blog") e o abortismo daquela sociedade.

Ou seja, o "direito" ao aborto não faz virtuosa nação alguma, muito ao contrário. Na verdade, as evidências mostram que é o início de uma derrocada cujo destino é o fim. Não é à tôa que na Rússia já há até mesmo campanhas de incentivo à maternidade, tamanho é o problema que eles criaram para si mesmos. No Japão, país onde o aborto é liberado há décadas, há localidades em que as escolas infantis praticamente não têm mais alunos, dado a ampla procura pelo aborto, a busca desenfreada pelo sucesso profissional e financeiro e uma mentalidade contraceptiva que se enraizou na sociedade. Na Europa, várias nações estão morrendo aos poucos devido à baixa taxa de natalidade.

Ou seja, mesmo esta abordagem econômica em relação ao aborto -- que, ao meu ver, não toca no ponto principal da questão -- só mostra os malefícios para a sociedade da prática.

Sobre teu último ponto, a anencefalia, creio que você comete novamente o erro de pensar que o que está no ventre da mãe está morto. Não está. No ventre está um bebê gravemente doente, que provavelmente terá pouco tempo de vida devido ao seu grave problema de saúde. Morrer todos nós vamos, seja no minuto seguinte ou daqui a 100 anos. Não é o tempo e nem a qualidade desta vida que lhe dá dignidade, pois ela é digna em si mesma.

Cada criança concebida, em qualquer situação, é sempre uma oportunidade para amar e crescer neste amor. Há pais de bebês anencéfalos que escolheram -- esta é a única escolha! -- amá-los durante todo o tempo de suas vidas, intra e extra-uterina. Caso você também queira, favor dar uma olhada nas páginas http://www.anencephalie-info.org/p/index.php e http://www.anencephaly.net/ e lá poderá checar os depoimentos de pais que passaram por esta experiência. Crueldade, na verdade, é quem nega a seu filho um amor tão grande quanto o mostrado pelos pais destas crianças.

Em resumo, Ikah, eu acho que você deveria se aprofundar mais no assunto, e não apenas emitir uma opinião infundada sobre uma questão tão complexa e que envolve a vida de inocentes. Pelo que notei, você busca mesmo a verdade... Continue, pois, nesta procura e tenho certeza de que você se surpreenderá aonde serás conduzida.

terça-feira, março 22, 2011

Palavras de mães: #QuantosEuTeAmo ?

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Leia em
https://contraoaborto.wordpress.com/2011/03/22/quantoseuteamo-podem-ser-ditos-em-15-minutos/


terça-feira, julho 13, 2010

A instrumentalização do prazer

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Há coisas que mesmo que não procuremos acabam caindo em nossas mãos... Procurando dados sobre os candidatos a presidente e a questão do aborto, acabei caindo em um site pró-aborto já conhecido meu.

O singelo nome de "Aborto em Debate" faz parte da conhecida tática pró-aborto para confundir a população, pois se há coisa da qual fogem é de debater seriamente o assunto. De fazer lobby tais grupos entendem, mas mostrar a verdade para a opinião pública acham irrelevante. Se isto fosse mentira, os abortistas não fariam tudo ao seu alcance para lutar contra a CPI do Aborto.

Mas nem o site nem o seu conteúdo são temas desta postagem... A surpresa veio no último comentarista da página que acessei no tal site, que era apenas uma compilação do site G1:


Este comentário, feito pela usuária do Twitter que deu a infeliz declaração, mostra um pouco mais da irresponsabilidade com que ela encara toda a situação.

Em primeiro lugar, a usuária parece não perceber que o que ela chama de "comunidade pró-vida" lida com estas questões -- "bebês anencéfalos" -- há muito, e o ineditismo de sua infeliz postagem no Twitter não é o comentar sobre este tema, mas, sim, que ela tenha qualquer coisa que chame de prazer ao contribuir, por mínimo que seja, para uma coisa que, em última instância, deixará uma morte em seu caminho.

Este é o ponto principal: este raríssimo e infeliz prazer. Uma coisa que causa tanta estranheza até mesmo a quem já está acostumado ao discurso abortista. E olhe que o discurso abortista é coisa de arrepiar, pois varia desde a desqualificação do fruto da concepção como humano até a admissão pura e simples que aborto é mesmo a morte de um ser humano. Varia sempre de acordo com os objetivos imediatos e com a tática mais adequada às situações locais.

E mesmo este discurso abortista, mutante até não mais poder, praticamente passa ao largo de qualquer referência a prazer. Curioso, não? Até mesmo entre abortistas o tal "prazer" é tabu.

Mas igualmente ruim é a tentativa de auto-vitimização, este expediente típico de quem quer apenas confundir o outro para levá-lo a compartilhar sua agenda, escondendo deste último dados que lhes sejam desfavoráveis.

Houve um blogueiro que já alertava para a iminência deste movimento da usuária do Twitter:
"(...) Militantes, em geral, têm a auto-vitimização como parte integrante de seu ser. Assim, ter na manga o Coringa que possibilita a todos dizer “sofri perseguições” é muito conveniente. (...)"
Mesmo sendo postada dia 11, na postagem de Bruno Maia está claro que ele não conhecia o que a usuária estava postando em um site pró-aborto, e, no entanto, ele atingiu na veia o próximo movimento dela.

E qual mesmo foi o "crime" de quem se horrorizou com o prazer inusitado? Este: guardar a imagem de uma postagem pública no Twitter! E também -- Horror dos horrores! -- blogar a respeito disto!

Então ficamos assim: twittar para o mundo inteiro sobre um raro prazer é ok, é fashion, está na moda. Já mostrar o horror que vai embutido no tal prazer é que é "medonho". Então tá.

E tampouco houve, ao menos nas postagens, quem houvesse gasto tempo difamando-a. Ela realmente parece não entender o que nos move: "Amar o pecador e odiar o pecado".

E Bruno Maia, em sua postagem profética vai direto ao ponto da mente militante:
"(...) Especulo que retirar um blog do ar por “motivo de perseguição” é uma grande jogada de marketing. Veja bem, não estou dizendo que a senhorita falou isso ou fará, antes que coloquem isso na minha boca, (talvez ela tenha tirado o twitter do ar devido ao stress que posts polêmicos causam), estou afirmando que é praxe desse pessoal, se ela vai fazer ou não, cabe-lhe a cartada final em fóruns, mídia, revistas, jornais.  Se eu fosse militante, como já fui um dia, seria o Santo Graal sair numa Carta Capital da vida, falando sobre “criminalização dos movimentos sociais”, etc."
Eu, até me deparar com o comentário da usuária do Twitter no site pró-aborto, acreditava mesmo que ela havia fechado o acesso público a seu Twitter por causa do stress. Acreditava que talvez fosse o caso de que a consciência estivesse revendo conceitos, que Deus estivesse agindo.

Os novos desdobramentos, porém, levam-nos a acreditar que estamos na verdade em uma nova fase, a da instrumentalização de toda a confusão. Pois como interpretar que ela alegue, em um site pró-aborto, mantido por conhecida entidade pró-aborto, que tem medo do que pode acontecer com ela ou com sua família?

Onde ela quis debater, as portas lhe foram abertas (aqui e aqui, como exemplos) e ela falhou fragorosamente. Em momento algum alguém lhe fez qualquer tipo de ameaça. Qual é, então, o sentido desta falsa alegação sobre perseguição ou qual o motivo do "medo"?

A verdade é que ela foi apanhada dizendo coisa que abortistas calejados evitam a todo custo, pois isto lhes faz muito mal junto à opinião pública. Juntar ao horror que é o aborto qualquer coisa que se assemelhe a "prazer" é prejudicial para a causa abortista.

Militantes pró-aborto já velhas de guerra são (ou tentam ser, ao menos...) bem mais sorrateiras, como está escrito na revista Estudos Feministas, vol. 0 n° 0 do 2° semestre de 1992:
"(...) o único valor da proposta de lei sobre o aborto com indicação embriopática (...) a partir do ângulo da integridade e autonomia das mulheres, reside no fato de ampliar o leque de possibilidades de abortamento, como etapa tática para alcançar, dentro de uma estratégia de luta, a liberação mais ampla dos casos permitidos na lei para a interrupção da gravidez."
É isto aí... Nada de compaixão às pobres mães de bebês anencéfalos! Nada de atenção ao drama de famílias que passam por este problema! Nada disto! Para os militantes pró-aborto tudo é apenas uma "etapa tática" para um fim bem mais amplo: a liberação total do aborto.

É a instrumentalização pura e simples de casos dramáticos como a gravidez de bebês anencéfalos para servir à causa abortista. E somente isto.

Da mesma forma, alegar perseguições ou temer por si mesma ou por sua família sem qualquer motivo, vai mostrando uma instrumentalização fria de uma coisa que é muito séria.

Pouco depois de postar no site pró-aborto, a senhorita em questão assim escreveu em comentário no blog "Darwinismo":
"Agora, matar um feto quase sem cérebro? Ai que horror. Na cabeça de vocês o feto anencéfalo será serrado, brutalmente assassinado, arrancando-se cada braço, um filme de terror de chocar Cannes. Quanta imaginação."
Ironias rasteiras à parte, ela realmente não sabe como são feitos certos abortos. Ela não tem a menor idéia de como são procedimentos cirúrgicos para abortos (e não só de bebês anencéfalos). Aqui vai uma curta explicação, dada por um médico abortista:

""O cirurgião então introduz o fórceps (...) através dos canais vaginal e cervical (...) Ele então move a ponta do instrumento cuidadosamente até uma das extremidades inferiores do feto e puxa esta extremidade até a vagina (...) O cirurgião então utiliza seus dedos para puxar a outra extremidade, e depois o torso, depois os ombros, e as extremidades superiores. O crânio está fixado mais internamente. O feto é posicionado (...) a coluna vertebral mantida ereta (...) O cirurgião então pega com a mão direita uma tesoura curva Metzenbaum de ponta achatada (...) força a tesoura na base do crânio -- abre a tesoura para alargar a abertura. O cirurgião introduz então um catéter de sucção neste buraco e suga o conteúdo do crânio."

É disto que estamos falando... E é por isto que qualquer prazer não acha lugar de encaixe em qualquer fase deste processo horroroso, seja em uma higiênica sala de cirurgia, na privacidade de um apartamento com pílulas de Cytotec à mão ou nos balcões da Defensoria Pública.

E a única atitude (nada a ver com ameaças) que cabe, ao menos de nossa parte, é rezar, e rezar muito, por todos nós. Pedir misericórdia a Deus por nossos gravíssimos erros que levam ao estado de coisas atual.

Rezar e deixar o Senhor Deus agir, pois só Ele transforma os corações e nós necessitamos muito disto.

sexta-feira, julho 09, 2010

Simplesmente não entendem...

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O recente e tristemente conhecido caso da moça que disse em sua conta do Twitter sentir prazer em entregar uma autorização para aborto de bebê anencéfalo ganhou uma postagem de craque do Wagner Moura.

Em cinco parágrafos curtíssimos o blogueiro mostra o devastamento moral de uma sociedade em que alguém é capaz de sentir prazer no simples gesto de entregar um papel com uma autorização de morte. Morte esta que será conduzida em alguma clínica de "aborto legal", este eufemismo que esconde um ato hediondo até não mais poder, que é a eliminação de um ser humano ainda no ventre de sua mãe.

Nesta sociedade com a moral no chão, há funções distintas, assim como há prazeres distintos. Há, como sempre houve, os que autorizam, e há, também como sempre, os inocentes que vão morrer. E, como burocratas atestando a qualidade de nossa ruína moral, há aqueles que carregam papéis e sentem prazer quando o processo é eficiente.

Mas o tal prazer, de tão complexo, precisa de esclarecimento:
"O meu prazer, meu caro, foi poder contribuir, mesmo que com uma pequena parcela, com o fim do sofrimento de uma família." (original aqui)
O abortamento de um bebê portador de anencefalia é uma oportunidade de amar que foi desperdiçada. O sofrimento não é terminado, é apenas transferido, e, neste caso, transferido para a parte mais frágil de todas. Não há prazer que possa se encaixar aqui, ao menos se quisermos, como o Wagner, "que o mundo seja mais do que isso".

A única coisa que termina realmente com o sofrimento é o amor, e não através do mascaramento da realidade, mas através da transformação daquilo que realmente importa: o coração do homem.

Mas há gente que simplesmente não entende. Triste...


quarta-feira, julho 07, 2010

Prazeres estranhos

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Uma das coisas que mais me surpreendem entre os favoráveis ao aborto é seu pessimismo em relação à vida. Onde Deus colocou a vida, eles teimam em enxergar morte; onde há o início, só vêem o fim; onde há uma oportunidade para a Graça, só imaginam a oportunidade para o fim de uma vida, que é tão humana quanto a de qualquer um de nós.

É este o exato caso dos bebês que sofrem de anencefalia. Onde muitas mães e pais conseguem ver a beleza da vida, muitos abortistas só enxergam a morte. E é exatamente este pessimismo que faz toda diferença. A verdadeira escolha é a de amar ou não. Abortistas sempre escolhem o caminho que distancia do amor, e é isto que é o mais triste...

Diferente, porém, é o caso de quem sente alguma alegria ou prazer ao saber de um aborto. Uma das falas abortistas mais repetidas aqui no Brasil é a de que "Ninguém aborta porque gosta"; como já dito em outra postagem neste blog, isto é só mais uma das obviedades criadas nos porões de ONGs abortistas, nada novo.

Mas se quem aborta jamais o faz porque gosta, parece que há gente que anda tendo prazer ao saber de abortos ou ao menos ao contribuir por mínimo que seja para este ato hediondo. Foi exatamente isto que uma usuária do Twitter anunciou ao mundo através de sua conta:
"Na sexta-feira tive o prazer de entregar um alvará autorizando o aborto de um feto anencéfalo. Coisas que só a Defensoria Pública faz por vc" (original aqui)
Talvez seja esta uma das misérias humanas que mais demonstra a mancha do pecado que está em nós: o prazer de ver o sofrimento alheio. Não há animal que sequer se aproxime disto...

É muito triste que o sofrimento alheio seja oportunidade para que alguém tenha qualquer tipo de prazer. E quando se fala de aborto, é sofrimento o que vem à mente.

Na verdade, tudo são escolhas. Se uns escolhem a vida e outros a morte, há atualmente aqueles que escolhem ter prazer com as escolhas que levam ao sofrimento. É mais ou menos como um espectador de uma execução pública que ali vai não para presenciar a justiça, mas para sentir prazer quando a corda aperta o pescoço do criminoso.

Ou podemos imaginar os cristãos que eram entregues aos leões para deleite do público devasso da antiga Roma. Quando as feras destroçavam os corpos dos mártires, regando a areia com sangue santo, não faltava nas arquibancadas quem ali estivesse sentindo prazer, não faltava quem aplaudisse. Quem diria que quase dois milênios após estes fatos ainda teríamos entre nós pessoas que escolhem estar na arquibancada enquanto o sangue de outros é vertido? E isto só por prazer!

Mas nem mesmo precisamos ir tão longe no tempo para procurar paralelos. Abaixo seguem algumas imagens que guardam duas coisas em comum: alguém está sofrendo e há aqueles que sentem prazer com isto ou que estão indiferentes a este sofrimento.


A anencefalia de um bebê é um sofrimento para todos os envolvidos. Os pais têm a difícil missão de amar seus filhos muitas vezes por um período bem curto, mas a oportunidade de amar está dada e é o amor que nos faz humanos.

Rir-se do sofrimento alheio ou sentir prazer nisto, bem ao contrário, faz-nos descer mais baixo que a mais irracional das bestas. E é exatamente isto o que acontece com quem sente prazer em entregar uma autorização que levará à morte um ser humano portador de grave deficiência. No mínimo, é um prazer estranho. Estranho e que contribui para que a pessoa torne-se um pouco menos humana.


Mas como tudo trata de escolhas, prefiro fechar esta postagem tão pesada com o testemunho daqueles que escolheram o amor, que é a única resposta possível. Neste site podemos ver o testemunho de pais e mães de filhos portadores de anencefalia.

É o testemunho destes pais e mães corajosos que me dá muita alegria! Mesmo em meio a dificuldades enormes, escolheram amar. E tenho certeza que Deus os olhará com carinho especial.

Ao menos é bem melhor que ficar aplaudindo enquanto uma vida se vai... Pode ser que haja mesmo coisas que só a Defensoria Pública faz, mas os males à nossa alma somos nós mesmos que fazemos.

sexta-feira, julho 03, 2009

Isto que é Interina!

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No último dia 28, acabou o mandato do Procurador Geral da República, Dr. Antonio Fernando de Souza.

Infelizmente, até o último momento, Dr. Fernando manteve engavetada a
Representação que lhe foi encaminhada por alguns parlamentares solicitando esclarecimentos sobre as atitudes e também o afastamento do Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, do julgamento da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental no. 54 (ADPF 54), que trata do abortamento de anencéfalos.

Para o lugar de Dr. Fernando, foi escolhido Dr. Roberto Gurgel, que era Vice-Procurador-Geral.
Até aí, tudo bem. Tudo bem, também, que a subprocuradora Deborah Duprat assuma interinamento o cargo, coisa que é mais do que esperada em uma fase de transição.

O que causa surpresa mesmo é que a Dra. Deborah Duprat, interinamente no cargo, resolva dar entrada junto ao STF de uma
Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) na qual é pedido o reconhecimento de uniões homossexuais.

É de praxe que interinos mantenham as coisas funcionando enquanto os titulares não estão disponíveis para o cargo. Mais ainda se for em um momento de transição como o que está acontecendo com a Procuradoria Federal.
Mas a Dra. Duprat não quer saber de nada disto! Celeridade e eficiência é com ela mesma!

Após apenas 3 dias no cargo, a interina produziu uma ADPF de 48 páginas. E olhe que não são 48 páginas largadas no papel... Há, na ADPF, um total de 71 notas de rodapé, mostrando como é bem fundamentada a ação da Procuradora-Geral interina. Isto tudo sem contar os 15 anexos com pareceres de especialistas e de outras decisões judiciais.


Haja trabalho para 3 dias! Haja eficiência! É de se perguntar por que não foi ela a escolhida para o cargo? Se em 3 dias a Dra. Duprat mostra uma eficiência sobrenatural para produzir uma ação sobre tema polêmico, ação esta recheada de notas de rodapé e anexos, demonstrando a farta pesquisa, o que não poderíamos esperar da Dra. Duprat como titular do cargo, não é mesmo?


Só é difícil entendermos porque ela, no meio de seu transe produtivo, também não fez o favor de retirar da gaveta a Representação contra o Ministro Marco Aurélio de Mello. Bem, bem... Talvez ela saiba perfeitamente a qual público agradar, não é mesmo?


Mas o fato é que podemos ter uma idéia do porquê de Dra. Duprat ser apenas uma interina, mesmo que seja uma interina do balacobaco como ela está demonstrando ser. Para isto, basta que entendamos
o que seja uma ADPF e como ela é devidamente utilizada.

A ADPF é uma ação que surgiu na ordem constitucional brasileira com a CF de 1988. Ela só pode ser utilizada em casos que não seja possível utilizar outra ação, como explica a própria Dra Duprat:

"O art. 4º, § 1º, da Lei 9.882/99 instituiu o chamado “princípio da subsidiariedade” da ADPF. (...) parece fora de dúvida que o juízo sobre o atendimento do princípio em questão deve ter em vista a existência e eficácia, ou não, de outros processos objetivos de fiscalização de constitucionalidade – ação direta de inconstitucionalidade, ação declaratória de constitucionalidade ou ação direta de inconstitucionalidade por omissão – que possam ser empregados na hipótese." E continua " No caso, este requisito está plenamente satisfeito. Com efeito, a ação direta de inconstitucionalidade não poderia ser manejada, pois não se objetiva impugnar a constitucionalidade total ou parcial de qualquer preceito legal."
Ora, é claro que se quer declarar a inconstitucionalidade da lei que diz que a união estável no Brasil somente é reconhecida entre homem e mulher. A própria PGR em exercício, cita isto, poucas páginas antes, em sua ação: "Pelo contrário, o Código Civil, ao disciplinar a união estável, circunscreveu-a às relações existentes entre homem e mulher, mantendo, neste particular, a orientação legislativa anterior, estampada nas Leis 8.971/94 e 9.278/96."

Se a interina quer declarar a inconstitucionalidade do Código Civil, por que não usou a ação própria (a ADI, visto que a ADPF só se pode usar subsidiariamente)? Ocorre que se assim o fizesse a incoerência da ação restaria cristalina. Pois o Código Cívil ao declarar que a união estável está circunscrita às relações entre homem e mulher nada mais faz do que repetir o preceito constitucional (que a Procuradora pretende esconder) estampado no parágrafo terceiro do Art. 226:
"§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento."
Como vai se declarar inconstitucional artigo de lei que se limita a copiar texto da própria constituição?

Ah... Mas que nada! A interina Dra. Duprat compensa a confusão jurídica de sua ação com a disposição para o trabalho. Assumindo o cargo no dia 29/06, Dra. Duprat não deve ter dormido no serviço -- literalmente --, pois já no dia 02/07 ela estava entregando o volume de 322 páginas, entre o texto da ação e anexos, ao STF. Ou seja, ela precisou de apenas 3 dias (29 e 30/06, 01/07) para escrever as 48 páginas da ação, recheadas de notas, além de pesquisar e revisar os pareceres e decisões judiciais constantes nas outras 274 páginas.

Eu gosto de me achar um otimista... E é por isto que acredito piamente -- é matéria de fé mesmo! -- que a Dra. Duprat foi mesmo capaz de produzir tal ação em tão pouco tempo. É de gente como a Dra. Duprat que precisamos neste país! Precisamos de tal nível de eficiência no meio jurídico.

Ou isto ou achamos que Dra. Duprat estava com a ação já totalmente preparada na gaveta, apenas esperando o momento da saída de Dr. Antonio Fernando para, assim que assumisse interinamente o cargo, ajuizá-la no STF.

Ah, mas isto seria muito oportunismo... Não consigo sequer imaginar tal coisa acontecendo no Brasil.

sexta-feira, maio 01, 2009

Alberto, o mimado defensor de Peter Singer

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A postagem sobre o "abate" feito pelo Matheus a um rapaz que tentou debater com ele, rendeu alguns comentários de um certo Alberto.

Alberto pensava, fantasiosamente, que eu estava a debater com ele. Não estava e nem preciso, bastando apenas apontar as asneiras que Alberto, que é mais um defensor do aborto, escreve.

Até aí, nada de mais. Mas o fato é que talvez Alberto, em um surto não incomum de infantilidade, resolveu deletar seus comentários. Valeu a tentativa, Alberto, mas recebo os comentários em meu e-mail e os coloquei de volta lá na página. Não deixa de ser um papelão, para quem começou citando o Código Penal, acabar na posição de tentar esconder o que escreveu. Ridículo. Coisa de gente mimada.

Aliás, é igualmente ridículo o último comentário que recebi de Alberto, o último que será publicado por aqui, dado que o mimado comentarista não tem a ombridade de manter o que escreve. Eis o último comentário:
"Como diria o Barão de Itararé: "De onde menos se espera, daí é que não sai nada". Onde é que eu que afirmei que os anencéfalos não são humanos? Onde mesmo? Você para tentar rebater usa uma técnica bastante batida, certamente copiada do guru dos direitistas, católicos recalcados e pseudo-pensadores ociosos em geral: Olavo de Carvalho. Chama-se, em erística, "boneco de palha", que você utiliza frequentemente. Consiste em atribuir a um autor idéias que ele não tem e, destruindo-as com a maior facilidade – pois foram concebidas para esse objetivo –, fingir tê-lo derrotado gloriosamente.

A sua moral católica não é universal nem superior a nenhuma outra moral. É o totalitarismo disfarçado de humanismo. Não é outra atitude, senão imposição, o que tentou, felizmente sem sucesso, o arcebispo do caso em Pernambuco.

Muito oportuno você lembrar de Peter Singer, o filósofo australiano. Ele pressupõe um mundo com menos sofrimento. O que há de mal nisso? Os refratários também adoravam tachá-lo de "nazista", até que o próprio revelou que era judeu e teve os avós mortos em campos de concentração. Que é mesmo o totalitário hein?

Ainda estou esperando você citar alguém que tenha chegado à idade adulta sendo anencéfalo.

E, da próxima vez, faça um esforço para não utilizar as mesmas táticas desonestas que seus ídolos utilizam. Isso se você for capaz, é claro, mas como diria o Barão... "
Responder ao Alberto vai por partes.

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"Como diria o Barão de Itararé: "De onde menos se espera, daí é que não sai nada". Onde é que eu que afirmei que os anencéfalos não são humanos? Onde mesmo? Você para tentar rebater usa uma técnica bastante batida, certamente copiada do guru dos direitistas, católicos recalcados e pseudo-pensadores ociosos em geral: Olavo de Carvalho. Chama-se, em erística, "boneco de palha", que você utiliza frequentemente. Consiste em atribuir a um autor idéias que ele não tem e, destruindo-as com a maior facilidade – pois foram concebidas para esse objetivo –, fingir tê-lo derrotado gloriosamente."
Meu caro, pensa você que pode abraçar o mundo com teu pensamento? Coitado de você... Só mesmo em tua mente que o Olavo de Carvalho é adorado por católicos. Isto só deixa claro teu preconceito, tanto contra os católicos, dos quais você compreende nada, quanto em relação ao Olavo. Aliás, se você tem tanto problema com Olavo de Carvalho, o remédio para teu problema é bem fácil: rebata os argumentos dele! Que tal? Não é mais honesto assim?

E, agora que você está mais calminho, deixe de ser bobo, ok? Então para você um bebê anencéfalo é humano, mas tudo ok em trucidá-lo ainda no ventre de sua mãe? É isto? Tua posição só fica pior a cada momento.Teu único caminho seria provar que o bebê anencéfalo não seja humano. Como você se viu em maus lençóis para conseguir isto, como qualquer outro abortista, agora vem com esta de "quem foi que disse que eles não são humanos?". Só que isto é pior ainda, pois se você os reconhece humanos (e são mesmo!) e acha ok tirar-lhes a vida, isto só deixa evidente até onde te leva tua moral relativista.

"A sua moral católica não é universal nem superior a nenhuma outra moral. É o totalitarismo disfarçado de humanismo. Não é outra atitude, senão imposição, o que tentou, felizmente sem sucesso, o arcebispo do caso em Pernambuco."
Dá para ver que você não tinha a menor idéia do que significa "católico". Ficou surpreso, é? Você achou mesmo que eu ia cair neste papinho vagabundo de que existem várias morais, de que a minha não é superior à dos outros? Aprenda: se é reto moralmente, está incluído na moral católica.

E o arcebispo fez o certo, lutou pelas três vidas em jogo. E você, que ficou de fora apenas aplaudindo a morte de duas crianças?
"Muito oportuno você lembrar de Peter Singer, o filósofo australiano. Ele pressupõe um mundo com menos sofrimento. O que há de mal nisso? Os refratários também adoravam tachá-lo de "nazista", até que o próprio revelou que era judeu e teve os avós mortos em campos de concentração. Que é mesmo o totalitário hein?"
Como é que é? Peter Singer "pressupõe um mundo com menos sofrimento"? Não tenho a menor idéia do que você quer dizer com isto... Talvez você queira dizer que ele busca um mundo com menos sofrimento. Bem, quanto a isto, só mesmo alguém com uma moral relativista como é a tua para achar que o que ele busca é um "mundo com menos sofrimento". Qualquer pessoa que pense no que este "filósofo" defende pode ver perfeitamente que há algo muito errado com ele.

Entre outras coisas para "um mundo com menos sofrimento", Peter Singer defende que é ok o infanticídio até 28 dias, defende a bestialidade -- que os donos de cachorro, por exemplo, possam ter relações desde que os animais (os irracionais...) consintam com o ato --, defende que é ok os pais abortarem bebês com Síndrome de Down, etc.

E isto é só o começo do show de horrores de Peter Singer. O "filósofo" evita comer mexilhões e outros frutos do mar porque ele não sabe ainda se eles sentem dor ou não. Ou seja, se um bebê é morto até 28 dias após o nascimento, Peter Singer ignora a dor que ele sente, mas ele preserva um mexilhão porque tem dúvida de sua dor. Resumindo: "mundo com menos sofrimento", para Peter Singer, é apenas quando se trata de mexilhões.

E, realmente, Peter Singer não é "nazista"! Ele está além disto! Muito além! Tem bem pouco interesse que ele seja judeu, e, na verdade, isto só prova que baixeza não é questão de raça. Ou você acha mesmo que Peter Singer, por ser judeu, tem salvo-conduto para defender o infanticídio de crianças ou a bestialidade? Quem pensa que alguém tem algum direito diferente dos demais seres humanos por causa de raça é tão racista quanto aqueles que negam algum direito baseado na raça.

E aí? Quem é mesmo o totalitário, hein? Você pensou mesmo que eu não sabia já que Peter Singer é judeu? Pensou que eu não sabia que ele perdeu parentes em campos de concentração? Pois é... Tuas revelações bombásticas só te deixam pior ainda na foto. Só mostram com quem você vai de braços dados.
"Ainda estou esperando você citar alguém que tenha chegado à idade adulta sendo anencéfalo."
Pois espere, meu caro. E eu lá preciso disto para afirmar que é errado o aborto de um bebê anencéfalo? Só que deste jeito é você quem deixa claro que tua medida de humanidade é a capacidade de alguém chegar à idade adulta. Aliás, defina isto melhor, pois será que está ok, segundo a moral albertiana matar um pré-adolescente? Será que até o dia de aniversário de 18 anos, o assassinato é legal?

Sai fora com este teu discurso utilitarista, meu caro. Quer dizer então que para você é ok assassinar uma criança porque ela tem uma doença que a impedirá chegar à adolescência, por exemplo?

Na verdade, faz sentido. Faz muito sentido. Para quem gasta tempo defendendo um doente do naipe de Peter Singer, esta tua linha de pensamento é perfeitamente coerente com a podridão moral que você admira.
"E, da próxima vez, faça um esforço para não utilizar as mesmas táticas desonestas que seus ídolos utilizam. Isso se você for capaz, é claro, mas como diria o Barão... "
E, meu caro, não tenho ídolos... Bem diferente de você e do teu "filósofo" que busca "um mundo com menos sofrimento". Grande honestidade a tua... Fica aí com o nariz em pé e se vê no ridículo papel de defender um cara que está abaixo de um nazista, que defende infanticídio, eugenia e bestialismo.

***

Para terminar, deixo aqui um videozinho.

É o advogado Wesley Smith denunciando o pós-nazista Peter Singer na Universidade de Princeton, onde o "filósofo" leciona. A indignação do Dr. Smith contra o "filósofo" transparece uma revolta que deve ser de cada um de nós, de cada um que lute pela dignidade dos seres humanos.

Quem puder entender ao menos um pouco, terá uma idéia do que este senhor defende para que tenhamos "um mundo com menos sofrimento", conforme as palavras da moral albertiana. Pessoas com estômago fraco devem evitar assistir.



P.S.: Alberto, devido a tua infantil atitude, pode esquecer de enviar comentários, ok?

***

UPDATE: Alberto, não adianta espernear e nem tentar me enrolar. Teus comentários estão todos lá, pois os republiquei. Repito -- parece que você tem uma dificuldade extrema de entender tudo... -- que não debati contigo, apenas apontei tuas asneiras. Aliás, quais foram mesmo teus "argumentos elaborados"? Ah, sim... Trazer um artigo do Código Penal como forma de "permissão" para o aborto. Foi devidamente respondido. E dizer que a moral é relativa, o que é "argumentação" de quem quer preparar o solo para o aborto, para eutanásia, para a bestialidade, etc. E depois você apenas se enrolou, caindo até no caso de elogiar Peter Singer, um pós-nazista idiota.

E pode xingar o quanto for. Tuas ofensas são como medalhas para mim.

segunda-feira, abril 06, 2009

Marco Aurélio de Mello, pede para sair!

1 comentários ###

“Espero que o placar seja acachapante, seja de 11 a 0”

Foi com estas palavras que o Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, antecipou seu voto no importantíssimo julgamento da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental no. 54 (ADPF 54), que tratará da liberação do aborto de anencéfalos. Em declaração ao jornal O Globo, o ministro deixou claro não só seu voto como, também, sua torcida. É difícil imaginar que quem dá uma declaração como esta possa olhar para a parte contrária, a parte que é contra o aborto de uma criança anencéfala, e ser capaz de julgar algo de maneira isenta.

O ministro parece esquecer que sua função é julgar, coisa que é bem diferente de torcer por um resultado. Fazendo isto, ele parece-se muito mais com as partes envolvidas do que com um elemento neutro que deve votar para decidir a questão no âmbito constitucional. O placar "acachapante" pelo qual o ministro torce é coisa de futebol, o que não cabe na seriedade com que a questão merece ser decidida.

Aliás, se o jogo já está decidido antes do final, por que o STF faz as vezes de interessado no que os que são contrários ao aborto têm a falar? Por que a pantomima de Audiências Públicas? Por que um ministro do STF acha-se suficientemente à vontade para dar entrevista diivulgando voto?

O ministro esquece também a própria legislação à qual ele mesmo está subordinado. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar 35/79) diz o seguinte no artigo 36, inciso III:
"Art. 36 - É vedado ao magistrado:

(...)

III - manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério."
Ninguém põe em dúvida o notório saber jurídico do Ministro Marco Aurélio de Mello, mas ele errou -- e errou feio! -- ao achar que poderia divulgar seu voto abertamente. Isto lhe é vedado. E sua torcida para que seus colegas votem seguindo seu pensamento só confirma que, neste caso, sua isenção está mais do que comprometida.

Mas o ministro foi mais longe... Beira o menosprezo fútil o que ele declarou à revista Veja, no dia 03/09/2008:
"(...) Por isso, acredito que agora a Casa aprovará a interrupção da gestação de anencéfalos. Desta vez, a votação será menos apertada do que foi no caso das células-tronco. Diria que teremos um 7 a 4 ou um 8 a 3. E, depois que o Supremo bater o martelo, não adiantará recorrer ao Santo Padre."
O ministro parece que não aprendeu nada com as audiências públicas... Ou isto ou ele quer cair na mera desinformação ao insinuar que os argumentos dos que são contrários ao aborto de anencéfalos são simples razões religiosas. Será que o ministro faltou no dia em que especialistas de primeiro time -- médicos, biólogos, juristas -- argumentaram contra o aborto? Se o ministro quer torcer para um lado, coisa que não convém a um juiz, pois que o faça, mas que ao menos não tente distorcer para a opinião pública que uma questão tão complexa como o aborto seja uma questão de religiosos contra todo o resto.

O caso é que a parcialidade do Ministro Marco Aurélio ficou tão nítida que um grupo de deputados federais protocolou junto ao Ministério Público Federal uma Representação por suspeição. Isto aconteceu no dia 10/12/2008 e a Representação recebeu o número de protocolo
100000013191/2008-80. E o que aconteceu até o momento? Nada! Absolutamente nada.

Até o momento o Procurador-Geral da República, Dr. Antonio Fernando de Souza, não se pronunciou sobre o assunto. Ou seja: há quatro meses que esta Representação está em sua gaveta e nada foi feito. O que, afinal, está sendo esperado? O final do processo? A votação pelo plenário do STF?

E o momento é este, pois conforme informações constantes na própria página do STF, a ADPF 54 foi encaminhada para a Procuradoria Geral da República (PGR) para que ela emita um parecer sobre a Ação. Ou seja, a PGR tem na sua mesa duas questões: uma é a Representação contra o Ministro Marco Aurélio de Mello por suspeição para julgar a ADPF 54 e a outra é a própria ADPF 54, à qual ela deverá emitir parecer sobre a questão.

Note-se bem -- e isto é muito importante -- que o parecer da PGR sobre a ADPF 54 é o último passo antes da votação do STF sobre esta questão importantíssima do aborto de bebês anencéfalos. Não precisamos raciocinar muito para entender que beira o absurdo que a PGR emita parecer sobre a ADPF 54 sem antes tomar alguma atitude quanto à Representação contra o Ministro Marco Aurélio que está em sua mesa há 4 meses.

É imperativo que o Procurador-Geral, Dr. Antonio Fernando de Souza, dê andamento à Representação. Uma primeira medida seria que o Procurador-Geral pedisse explicações ao Ministro Marco Aurélio sobre suas péssimas declarações. E isto deve acontecer ANTES que a PGR emita parecer sobre a ADPF 54, pois se assim não acontecer poderemos assistir ao absurdo de ter a votação desta Ação antes de que um Ministro do STF, sobre o qual pesa uma suspeição grave, dê o mínimo de explicações sobre suas declarações descabidas.

É necessário que façamos uma grande pressão para que mais este absurdo, que é a continuação do Ministro Marco Aurélio de Mello no julgamento da ADPF 54, seja impedido. Aqueles que lutam pela vida humana desde a concepção até seu fim natural já tem contra si fortíssimos adversários, muitos dos quais com interesses obscuros, mas uma coisa que jamais podemos aceitar é que o julgamento de nossos legítimos interesses fique parecendo um jogo já jogado, um jogo de cartas marcadas.

Para que a causa pró-vida tenha o mínimo de Justiça que merece devemos pressionar o Ministério Público Federal para que dê andamento o quanto antes à Representação contra o Ministro Marco Aurélio de Mello. Para tanto, eis o contato do Chefe de Gabinete do Procurador Geral da República:

MARCIUS CORREIA LIMA

Telefone: (61) 3105-5605 e 3105-5604

Fax: (61) 3105-5692


Infelizmente, o Procurador-Geral da República, Dr. Antonio Fernando de Souza, não tem seus números de contato e nem endereço eletrônico divulgados.

Um outra coisa que podemos fazer é apoiar e pedir explicações aos deputados que protocolaram a Representação contra o Ministro Marco Aurélio de Mello. Seguem os dados para contato de todos:

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GIVALDO DE SÁ GOUVEIA CARIMBÃO

dep.givaldocarimbao@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5732 - Fax:(61) 3215-2732

Endereço para correspondência:
Gabinete 732 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


HENRIQUE AFONSO SOARES LIMA

dep.henriqueafonso@camara.gov.br

Telefone:(61) 32155440 - Fax:(61) 3215-2440

Endereço para correspondência:
Gabinete 440 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


JOÃO CAMPOS DE ARAÚJO

dep.joaocampos@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5315 - Fax:(61) 3215-2315

Endereço para correspondência:
Gabinete 315 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


JOSÉ LINHARES PONTE

dep.joselinhares@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5860 - Fax:(61) 3215-2860

Endereço para correspondência:
Gabinete 860 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


JOSÉ MIGUEL MARTINI

dep.miguelmartini@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5758 - Fax:(61) 3215-2758

Endereço para correspondência:
Gabinete 758 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


LEANDRO JOSÉ MENDES SAMPAIO FERNANDES

dep.leandrosampaio@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5471 - Fax:(61) 3215-2471

Endereço para correspondência:
Gabinete 471 - Anexo III
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


LUIZ CARLOS BASSUMA

dep.luizbassuma@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5626 - Fax:(61) 3215-2626

Endereço para correspondência:
Gabinete 626 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


PEDRO RIBEIRO FILHO

dep.pastorpedroribeiro@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5342 - Fax:(61) 3215-2342

Endereço para correspondência:
Gabinete 342 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


SERGIO ANTONIO NECHAR

dep.dr.nechar@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5445 - Fax:(61) 3215-2445

Endereço para correspondência:
Gabinete 445 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900


TALMIR RODRIGUES

dep.dr.talmir@camara.gov.br

Telefone:(61) 3215-5454 - Fax:(61) 3215-2454

Endereço para correspondência:
Gabinete 454 - Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP: 70160-900

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Mas o mais importante é que todos aqueles que estejam preocupados com o avanço da Cultura da Morte em nosso país tomem urgentemente alguma atitude, seja escrevendo para os deputados que entraram com a Representação contra o Ministro Marco Aurélio, seja escrevendo para seus deputados ou, principalmente, entrando em contato com o Chefe de Gabinete da Procuradoria Geral da República para perguntar o motivo de até agora a Representação contra o Ministro do STF não ter dado em nada.

Se o Ministro Marco Aurélio quer uma vitória "acachapante" pois que vá procurar os campos de futebol, onde tal torcida é bem mais cabível. O Supremo Tribunal Federal, onde decisões seríssimas serão tomadas sobre a vida de seres humanos, não é o palco para tais arroubos.