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terça-feira, maio 12, 2015

O caso do Paraguai: para os defensores do aborto, não há drama que não possa ser utilizado para sua causa

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O caso ainda em andamento da menina paraguaia grávida de seu padastro é por si só bizarro demais. Não surpreende que seja o tipo de caso em que muita gente seja levada a questionar suas convicções. É forçoso dizer que é em caso deste tipo que nossas convicções pró-vida são realmente desafiadas.

Como não poderia deixar de ser, os abortistas, que ficam como abutres procurando carniça para se banquetear, estão aproveitando o caso. O cheiro de podridão lhes atrai como nenhum outro. Destaca-se entre os necrófagos a atuação da Anistia Internacional, que vem pressionando as autoridades paraguaias para que a menina possa abortar.

Gravidezes resultantes de estupros e incestos são os chamados "casos limites" ao se falar sobre aborto. São estes casos que, apesar de relevância estatística bem reduzida,  são sempre utilizados pelos abortistas para empurrar sua agenda na opinião pública. Basta como exemplo que o caso chave para a liberação do aborto nos EUA foi baseado em uma alegação de estupro -- o que se mostrou uma mentira tempos depois. Aqui no Brasil, tivemos um caso semelhante há cinco anos com o tristemente famoso caso de Alagoinha, em que gêmeos foram abortados para que a Cultura da Morte pudesse seguir sua implantação durante o governo petista.

Esta instrumentalização dos dramas alheios, esta disposição para focar o debate sobre o aborto nos casos mais sórdidos é um dos métodos preferidos dos defensores do aborto. Sabem eles que quem foca exclusivamente no drama da menina-mãe estuprada por seu padrasto esquece-se facilmente que ela carrega dentro de si uma vida humana que será cruelmente assassinada. E é exatamente isto que procuram sempre os abortistas: tirar o nascituro do pensamento da opinião pública. 

A vida é um fato, e não uma escolha como desejam os abortistas. Escolhas são os ações que levam à geração de uma nova vida. O fato da vida acontece seja por amor dos pais, seja por "descuido" ou seja até mesmo pela escolha unilateral e criminosa de uma violência, mas a vida não deixa de ser um fato. E é este fato que os abutres abortistas querem que todos esqueçamos em casos como o da menina paraguaia. É aquela vida humana frágil e inocente ainda no ventre de sua menina-mãe que mais lhes incomoda e é ela que eles precisam deixar fora da equação.

Consta que a menina já está no 22o. mês de gestação. Abortistas brasileiros vivem "argumentando" que um feto de 12 semanas ainda nem possui o sistema nervoso (como se fosse isto o que define nossa humanidade) e por isto um aborto não seria problema algum até este tempo gestacional. O que não será visto na imprensa pautada pela agenda do abortismo é que o bebê que vai no ventre da menina-mãe sentirá dores inimagináveis qualquer que seja o método escolhido para seu abortamento. Talvez tais pessoas imaginem que ele deve pagar com dores extremas pelo crime horrendo de seu pervertido genitor.

Uma outra coisa que não se verá na imprensa é que já existem estudos que consideram que o tempo gestacional de viabilidade passe a ser 22 semanas. Atualmente a maioria da literatura médica considera 24 semanas como o tempo gestacional de viabilidade extra-uterina. Ou seja, com o avanço da Medicina, principalmente nas técnicas de cuidados intensivos de prematuros, bebês com tempo gestacional cada vez menor têm mais chance de sobrevivência. 

Por que então até entidades como a Anistia Internacional vêm se envolvendo no caso da menina-mãe do Paraguai? É claro que o motivo é o cheiro de carne podre que lhes excita o paladar. Os abortistas não estão nisto porque importam-se com o drama da menina, não é por alguma preocupação com sua saúde. Não é nada disto. O que lhes interessa são as manchetes e a conquista de mentes e corações para sua causa.

A Anistia Internacional está usando todo seu poder para lutar para que a menina possa fazer um "aborto seguro". Seguro para quem? Certamente não para o bebê em gestação.

As palavras publicadas na página Secular Pro-Life são claríssimas e no ponto:

"Um aborto de gestação tão avançada é feito por injeção letal no coração do bebê. Após isto a mãe entrará em trabalho de parto para expelir o corpo do bebê. Isto significa que esta pobre criança de 10 anos irá passar pela experiência do parto de qualquer forma. Devido a isto e também a todo o trauma que ele infligiu a ela, espero que seu padastro apodreça no inferno. 
A única questão é se ela dará à luz um bebê vivo ou um bebê morto. Mas a Anistia Internacional sequer considera a idéia de permitir que este bebê dê o primeiro suspiro. Eles estão apenas usando este caso para empurrar a agenda do "aborto seguro". Sinto que os dias quando a Anistia Internacional realmente se posicionava pelos direitos humanos ficaram no passado."

É exatamente isto. 

E a coisa fica ainda mais triste quando se vê até mesmo para uma entidade como a Anistia Internacional, que foi fundada por um católico preocupado com os presos políticos, faz parte da turba do abortismo internacional. Que salto enorme! Que papelão! Da luta contra regimes opressores que encarceram opositores por suas opiniões políticas para a luta contra poderosíssimos bebês ainda não nascidos. Quanta coragem! Quanto humanismo!

Assim atuam os defensores do aborto. Não têm a menor cerimônia para usar um drama devastador como o desta menina paraguaia como simples instrumento para sua agenda ideológica. E tudo, claro, com o aval de "defensores" de Direitos Humanos.


sábado, agosto 03, 2013

Os cafajestes agradecem: como a liberação do aborto favorece o pior tipo de homem

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Quem lida com o assunto do aborto em mídias sociais, sempre se depara com certos tipos interessantes. Se há gente que advoga pelo aborto devido a uma falta de conhecimento do que isto seja ou mesmo aqueles que sinceramente pensam estar defendendo a saúde de mulheres -- esquecendo, claro, da vida que é eliminada a cada aborto --, há também os que o fazem por ideologia, tais como as feministas-abortistas, ou as que fazem por ódio, tal como lésbicas misândricas, que odeiam tanto aos homens que seu ódio resvala sobre os seres humanos ainda não nascidos.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2013/08/03/os-cafajestes-agradecem-como-a-liberacao-do-aborto-favorece-o-pior-tipo-de-homem/

segunda-feira, julho 29, 2013

Maternidade é que é problema de Saúde Pública no Brasil, não o aborto

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Vanessa Santana da Costa
Duque de Caxias, RJ.

Uma gestante, de 26 anos, caminha de sua casa mais de 1 hora e meia para fazer o pré-natal em um hospital público. Quando sentiu-se mal e procurou um tratamento de emergência, foi visto que ela estava com pressão alta. Supreendentemente, a gestante é liberada sem que lhe fosse ministrado qualquer medicamento e é lhe dito que vá para casa, com um papel que índica -- não é um encaminhamento -- que ela necessita internação por causa de sua condição. Sem dinheiro, ela não tem como ir até o hospital que fôra indicado pela médica... Ao retornar em outra oportunidade, esta gestante, que não havia sido medicada, que não havia sido encaminhada para internação -- uma indicação não vale nada para quem precisa ser internado --, que não havia sido acolhida pelo Sistema Único de Saúde, a esta gestante que estava impossibilitada de ir a outra unidade de saúde por não ter sequer dinheiro para o transporte, a ela é dito que estava colocando seu bebê em risco.

Este é o SUS. Esta é a Saúde Pública. Isto é Brasil.

Esta gestante tem nome: Vanessa Santana da Costa. Ela, como muitas outras, sofre com a Saúde no Brasil, este mesmo Brasil no qual os governantes e ONGs variadas estão mais preocupados com a liberação do aborto que com casos como o de Vanessa. Afinal, devem pensar, o que é mais fácil: dar pré-natal, disponibilizar médicos, dar medicamentos ou liberar o aborto e ficar despreocupado em relação a tudo isto? 

Fácil, não é mesmo? Não para Vanessa, pois ela faleceu devido à hipertensão que a acompanhou durante a gestação e no pós-parto. Não se sabe de ONG feminista que tenha se sensibilizado com casos como o de Vanessa. Sempre tão dispostos a falar com a mídia que lutam pelos direitos das mulheres mais humildes, não se sabe de ONG feminista que a tenha procurado para oferecer-lhe ajuda em suas dificuldades. Se ela quisesse abortar seu bebê, talvez não faltassem ONGs para a acolherem, não é mesmo? Como Vanessa decidiu ter seu filho, ela ficou sozinha, parafraseando o que ela ouviu em uma Unidade Médica, "colocando sua vida e a de seu bebê em risco".

Vanessa teve ajuda de Doris Hipolito, conhecida líder pró-vida da Baixada Fluminense, que leva seu trabalho à frente até mesmo contra o Poder Público, que já chegou ao ponto de interditar a Casa de Amparo às Gestantes da qual ela é responsável. Sim, é isto mesmo: aqui no Brasil o grande problema é lutar pela vida. Já o contrário, lutar pela morte, pelo aborto, rende benesses e verbas públicas e internacionais. 

Doris fez um vídeo no qual Vanessa conta sua Via Crucis pelas Unidades de Saúde que a deviam assistir e que na maior parte das vezes só mostraram descaso com sua condição especial. O descaso sofrido por Vanessa é o descaso diário que sofrem muitas gestantes, sem que haja ONGs ou jornais de grande circulação para noticiar tal descalabro. É o prato de amargor a ser engolido diariamente por esta gente sofrida. 

Curiosamente, casos como o de Vanessa, de hipertensão gestacional e Eclampsia, são, respectivamente, no 2o. e 3o. lugares da lista de causas de mortalidade materna. Sua prevenção é por todos sabida: um Pré-Natal de boa qualidade. Exatamente o que Vanessa não teve, exatamente o que lhe foi negado. E tampouco se vê no governo qualquer movimentação para reverter tal situação. E nem há ONG feminista que cobre algo do governo para reverter esta situação.

Já o aborto provocado, segundo os mesmos dados do DATASUS, ocupa a 29a. posição entre as causas de morte materna. E para esta causa que ONGs inúmeras apontam suas armas? É para esta causa que o PT e seus aliados tudo fazem para liberar o aborto dizendo enganosamente e espertamente que o aborto é um "caso de Saúde Pública"?  

Não, senhores! Não mesmo. O verdadeiro caso de Saúde Pública no Brasil é a maternidade. É quando as mulheres querem ter seus filhos, como a pobre Vanessa, que menos há assistência. São estas que se encontram desamparadas, pois até mesmo aquelas ONGs que dizem que lutam por seus direitos viram-lhe as costas porque, afinal, ela não é o tipo de mulher que vai ajudar a engrossar suas causas, não é mesmo?

Eis o vídeo, feito por Doris Hipólito, e no qual Vanessa mostra o que é a vida de uma gestante. Seu filho encontra-se ainda na maternidade. Lutemos e rezemos para que menos crianças venham a este mundo como o filho de Vanessa, que chegou entre nós assistindo sua mãe partir, pois a assistência que lhe era devida foi-lhe negada sob os olhos de tantos que dizem que defendem seus direitos.

Descanse em Paz, Vanessa.




quarta-feira, fevereiro 01, 2012

O que São Vicente de Paulo diria?

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“Muitos veem soropositivos com aparência saudável e acabam acreditando que a aids é de fácil controle. As pessoas não podem prescindir da proteção.”
A frase é de Maria Lúcia da Silva Araújo, mais conhecida como Lucinha Araújo, mãe de Cazuza e fundadora da Sociedade Viva Cazuza. Surpresa nenhuma quanto a isto, certo? A tal "proteção" da qual ela fala é o que todos já sabemos... Abstinência e castidade é que não é, claro está.

A forma como o problema da AIDS vem sendo tratado mundialmente e, mais especificamente, no Brasil, é invariável: mais e mais preservativos. E só. Prevenção relacionada à AIDS significa, basicamente, uma coisa apenas na cabeça deste pessoal. A grande ironia, e que deixa furibundos os ideólogos da AIDS, é que os avanços consideráveis acontecem nos locais onde se implementam medidas moralizantes, como em Uganda.

Mas o assunto AIDS, tornado refém das ideologias de sempre (esquerdismo, gayzismo, anti-catolicismo, anti-clericalismo, etc.), é muito vasto. O invulgar aqui não é a fala da sra. Lucinha, mas sim onde ela foi veiculada: em uma revista de uma entidade católica.

O Hospital São Vicente de Paulo, localizado no tradicional bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, publica bimestralmente uma revista na qual são abordados assuntos relacionados ao hospital e à área da Saúde em geral. No número 5 desta revista (http://www.hsvp.org.br/revista5.pdf), a sra. Lucinha Araújo foi destacada como personalidade, aproveitando o lançamento do 1o. Prêmio Cazuza de Vídeo, que procura estimular jovens a produzirem vídeos educativos sobre meios de prevenção à AIDS.

Na página do concurso, o tema do mesmo é bem explicado:
"6. TEMA
6.1 Os vídeos selecionados serão utilizados na campanha de prevenção ao vírus HIV do Carnaval 2012, promovida pela Viva Cazuza em parceria com a UNAIDS e com o Departamento de HIV/AIDS do Ministério da Saúde, e devem guardar relação com o tema prevenção do HIV/Aids, buscando difundir informações sobre os meios de prevenção e estimular o uso de preservativos durante o carnaval. " (fonte http://premio.cazuza.com.br/)
"(...) estimular o uso de preservativos durante o carnaval"! Fica bem claro a todos qual é o tipo de proteção sobre a qual fala a sra. Lucinha Araújo na entrevista. O que surpreende é que isto seja divulgado em uma publicação de uma entidade católica. Isto sim é de revirar o estômago...

Que a sra. Lucinha venha a público defender um ponto de vista que tem levado muitos à morte, enganando várias gerações sob a farsa de que existe mesmo "sexo seguro", é coisa que não causa sobressaltos a ninguém. É burrice, pura e simples, pensar que um pedaço de latex serve de substituto à consciência, assim como é burrice, e burrice perigosa como podemos ver pelos inúmeros infectados, dizer aos jovens que façam o que desejem fazer desde que tenham o cuidado de usar preservativos.

Abstinência, valorização do casamento como espaço saudável para vivência da sexualidade, valorização da castidade, nada disto faz parte do discurso oficial e de ONGs várias quando o assunto é prevenção da AIDS. Ou seja, o discurso católico, que curiosamente é o único que realmente dá uma resposta efetiva contra a doença, é deixado de lado totalmente. E é uma revista de um hospital sob responsabilidade de uma congregação católica que dá destaque de "personalidade" a uma senhora que advoga exatamente o contrário do que ensina o catolicismo? É esta mesma revista que abre espaço para a divulgação de um concurso que busca "estimular o uso de preservativos durante o carnaval"?

Isto é um completo absurdo!

E não é apenas sobre prevenção à AIDS que a sra. Lucinha Araújo se perde, a mesma coisa acontece quando ela se refere ao aborto... 

À época das últimas eleições presidenciais, quando a questão do aborto finalmente apareceu à população (até então o conluio entre ONGs, governos e grande mídia impedia o tema de ser tratado em qualquer eleição), um time de feministas e assemelhadas apareceu dando declarações em uma matéria no jornal O Globo. Lucinha Araújo fez parte deste time e declarou o seguinte:
" - O Brasil ainda não conseguiu separar Estado de religião. Devemos achar o meio termo e discutir se o Estado deve interferir tanto na vida íntima das pessoas, como na questão do aborto. O corpo é da mulher, não uma questão de Estado. Deveríamos pensar mais na assistência, como o direito à creche e à saúde."
Talvez a sra. Lucinha não saiba ou finja não saber, mas o corpo da mulher é apenas o que é realmente seu corpo, mas não o corpo de seu filho. Que se pense na assistência, em creches e na saúde das mulheres é excelente, mas este pensamento de forma alguma passa pela liberalização de um crime hediondo como o aborto.

E é esta senhora que ganha destaque como "personalidade" na revista do Hospital São Vicente de Paulo?

Creio que, provavelmente, as irmãs responsáveis pelo hospital (quatro das quais fazem parte do conselho editorial da revista) não devem ter consciência do que vem sendo publicado na revista. Deveriam, isto sim, procurar saber quem foi responsável por aprovar a publicação de um lixo destes.

Duvido muito que faltem veículos para a sra. Lucinha Araújo divulgar suas idéias nada católicas sobre prevenção da AIDS e, por isto, é desnecessário que o Hospital São Vicente de Paulo lhe forneça qualquer tipo de ajuda.

O hospital possui um "Fale Conosco" e seria bom o envio de mensagens, devidamente respeitosas, questionando o motivo de fornecerem espaço para publicação de tamanho absurdo.

Que São Vicente de Paulo, apóstolo da caridade, rogue por nós e, principalmente, por suas filhas espirituais.

sábado, outubro 09, 2010

Afinal, onde se meteram os favoráveis ao aborto?

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A força com que o tema do aborto tomou de assalto esta eleição presidencial demonstra que, ao contrário do que deseja o PT e assemelhados e boa parte da grande mídia, a população brasileira está muito preocupada com questões morais.

Elio Gaspari, ao chamar de "baixaria" que tal tema apareça e que se mostre decisivo, demonstra o total descolamento de muitos formadores de opinião sobre o pensamento do brasileiro médio. Além, é claro, de mostrar uma tentativa idiota de direcionar o debate.

Da mesma forma, causa surpresa a muitos que inúmeros brasileiros não caiam nas armadilhas de marqueteiros que pintam o Brasil como país de primeiro mundo, varrendo para debaixo do tapete o aumento geometricamente progressivo da corrupção, as tentativas de cerceamento de liberdade de expressão, a demonização da oposição, etc.

Mas no meio de todo este barulho e versões sobre tais e tais fatos que inundam a imprensa, é de se notar o completo silêncio de feministas e abortistas.

Durante anos e anos, sempre que o tema aborto vinha à tona, invariavelmente aparecia uma feminista "católica" falando as maiores besteiras em sua vã tentativa de combinar cristianismo e abortismo. Durante muito tempo, inúmeras ONGs revezavam-se nas revistas e jornais defendendo o aborto e mostrando-se preocupadíssimas com o -- como elas fazem questão de enfatizar -- "destino das mulheres mais humildes".

Onde está esta patota agora? Será que seus números de telefone subitamente desapareceram das agendas de tantos jornalistas que sempre lhes procuravam? Será que seus endereços de e-mail foram desativados? Qual será, afinal, o motivo para não haver atualmente um único abortista que apareça em revistas e jornais?

Onde está o ubíquo Dr. Thomaz Gollop, sempre tão presente em reportagens favoráveis à descriminalização do aborto?

Onde está a ongueira Dulce Xavier, da ONG "Católicas pelo Direito de Decidir", que não dá uma declaraçãozinha para defender a "catolicidade fervorosa" (by Gabriel Chalita) de Dilma Rousseff?

Quem deu uma olhada no último editorial do site das senhoras decididas sabe bem que elas têm muito o que falar sobre a questão, que estão engolindo um sapo-boi por dia a seco. Por que os jornais e revistas estão negando-lhes espaço desta vez?

Durante anos tivemos de ouvir e ler de feministas e abortistas que o aborto deveria ser discutido pela sociedade. Era um blablablá interminável. Por que será que agora não aparece um acadêmico, uma feminista/abortista para enfrentar a opinião pública, que se mostra esmagadoramente contrária ao aborto, e defender Dilma Rousseff?

Onde estão as "Católicas pelo Direito de Decidir" para reclamar de Dilma e seus marqueteiros, que chegaram ao cúmulo de divulgar uma foto do batizado do neto da candidata para mostrar seu "catolicismo fervoroso"?

Quem lê o site das senhoras confusas nota um samba de uma nota só: laicismo do Estado. Por que atualmente não aparece uma delas para, de peito aberto, dizer que é um absurdo que Dilma tente se fantasiar de católica para angariar votos?

Eis um pequeno trecho do que vai no site das senhoras:
"De toda forma, o que está em jogo de fato no atual debate não é o aborto e sim a democracia. Não está havendo um debate social sobre o aborto, mas sim uma utilização escusa do tema, que está sendo realizada de forma maliciosa, astuta e eleitoreira. Trata-se de um jogo sujo, no qual mais uma vez a vida das mulheres serve como moeda de troca!"
Uau! Será que uma tamanha indignação não encontra espaço na mídia? Que tal um jornalista ir lá perguntar a elas se elas acham mesmo se Dilma Rousseff é contra o aborto? Ou melhor: que tal perguntar o que elas acham de Dilma Rousseff ser contra o aborto? Seria fantástico ler a resposta a esta pergunta!

A verdade é que os abortistas saíram de cena porque é de seu interesse. Eles toleram bem a construção de uma Dilma "católica fervorosa" feita por Gabriel Chalita e pelo PT porque isto lhes trará dividendos no futuro. Sabem bem que o momento é delicado e que uma declaração de que Dilma e PT sempre apoiaram sua causa poderia pôr muita coisa a perder.

É por isto que petistas como a professora Marilena Chauí, como trazido pelo jornalista Reinaldo Azevedo, ao invés de defender que Dilma Rousseff sempre se declarou favorável ao aborto (esta é a verdade!) houve por bem atacar que o tema seja debatido durante a campanha. Se a verdade lhes é desfavorável, eles pegam um outro caminho, não é mesmo?

A verdade é que este pessoal está nem aí para a população. Só lhes importa ganhar votos e nada mais. É exatamente por isto que a revolta de feministas como as "Católicas pelo Direito de Decidir" ficarão bem guardadas em seus sites, para só saírem ou na marcha da vitória ou para atacar um eventual governo de José Serra.

Enquanto nada está decidido, os abortistas aceitam uma posição que lhes é praticamente desconhecida, que é a de ficar longe dos jornais e das revistas. Aceitam, sim, mas vão rangendo os dentes, afiando as garras, destilando o veneno, esperando a oportunidade que lhes será dada no futuro.

quinta-feira, julho 08, 2010

Caso raro: uma feminista abortista diz verdades

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É raro, mas há momentos em que abortistas dizem verdades. O chato, para eles, é que a coisa nunca fica bonita quando isto acontece.

Para começar, é bom que se diga de uma vez que o mantra repetido no Brasil -- "Aborto é problema de Saúde Pública!" --, criado para dourar a pílula venenosa do aborto é tão falso quanto o sorriso plastificado de Dilma Roussef.

Contine lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2010/07/08/caso-raro-uma-feminista-abortista-diz-verdades/

sábado, março 06, 2010

Duas vozes que faltaram

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Quando a menina Marcela de Jesus estava viva, os abortistas acusavam aos pró-vida de utilizarem-na como um falso argumento contra o aborto de anencéfalos. Na verdade, a vida da menina incomodava muito a muita gente, pois ela era um argumento pronto e visível do quanto é hediondo qualquer tipo de aborto.

Mas houve gente, como o sr. André Petry, articulista da revista Veja, que achava que a vida de Marcela serviria como um ardil para os pró-vida. Pois é, a menina veio ao mundo e insistiu em não seguir o roteiro dos defensores do aborto, teimou em viver, teimou em ser uma resposta concreta aos defensores do aborto. E o sr. Petry não engoliu isto...

André Petry, como um abortista zeloso de seu ofício, utilizou sua pena para denunciar o que ele chamou de ardil. Como escrevi na postagem de então, é seu direito. Mas o que deve ser perguntado agora é como será que gente como o sr. Petry chamaria o fato de que uma ONG, após 1 ano da morte dos gêmeos de Alagoinha, tenha produzido um documentário sobre o caso da menina-mãe estuprada e que teve seus filhos cruelmente abortados para ser exibido Brasil afora?

Ou será que este pessoal só chama de ardil ao que lhes é contrário? Será mesmo que são tão desonestos assim? Será mesmo possível?

Mas deixemos o ardiloso Petry de lado, exatamente como ele merece. E se os pró-vida tivessem também feito um documentário sobre a menina Marcela de Jesus e sua família? O que, aliás, eu apoiaria de olhos fechados, pois a vida foi feita para brilhar e não para terminar em sacos de lixo como gosta o pessoal abortista. E se o pessoal pró-vida fizesse isto?

Digamos que tivesse sido produzido um documentário sobre a menina, assim como o pessoal do IPAS achou por bem fazer um sobre o aborto dos gêmeos. Digamos que os "ardis" tivessem se anulado mutuamente, digamos que o jogo fosse justo. Ainda assim, notemos bem, o documentário pró-vida teria sido feito para celebrar um dom maravilhoso que é a vida, e o documentário do IPAS foi feito para celebrar o que mesmo, hein?

Ah, sim: o documentário foi feito para celebrar o aborto cruel de 2 crianças não-nascidas como um direito. É uma coordenadora da referida ONG que diz qual o objetivo do filme:
"Para trazer a abordagem de direitos sexuais e reprodutivos como um grande guarda-chuva para esta discussão da necessidade da gente encarar a quem a gente presta serviço de uma maneira mais igualitária, sem hierarquia, ouvindo mais…"
O serviço de que a coordenadora fala é o serviço de matar crianças ainda no ventre de suas mães. Que tal falar as coisas como elas são? O tal "igualitarismo" da coordenadora não serviu muito para os gêmeos abortados. A voz dos pequeninos seres humanos não foram ouvidas pelo pessoal da ONG. Não havia espaço no "guarda-chuva" da ONG para os gêmeos.

A cara-de-pau deste pessoal só perde para sua capacidade de elaborar metáforas para uma coisa que é muito clara: que o aborto é a morte direta de um ser humano.

A exemplar atuação de D. José Cardoso Sobrinho, como sempre, foi lembrada na reportagem sobre o lançamento do documentário. E, como sempre, a mentira de que ele tenha excomungado alguém veio à tona.

Nunca é demais lembrar: D. José não excomungou ninguém. E nem precisou, pois a excomunhão em casos de aborto é automática. D. José só lembrou o óbvio, o que a lei da Igreja, a Lei de Deus, nos ensina. Mas para este pessoal, pega muito bem tentar posar de mártir de uma causa... Posam de mártires enquanto são outros os que morrem. Fácil, não?

Como a assistente social Francisca Chaves, que foi uma das responsáveis pelo atendimento à menina-mãe e que aparece no documentário, e que saiu-se com esta ao falar sobre a excomunhão em um "debate" sobre o aborto:
"Fui excomungada e serei quantas vezes forem necessárias para garantir e assegurar a saúde e a liberdade das mulheres vítimas de abuso ou exploração.”
Foi mesmo? Será que a assistente social era católica? Se católica fosse, talvez não falasse com esta superficialidade sobre uma questão gravíssima para sua alma. E ela, fiel catolicíssima que é, parece não saber que ela só poderá ser excomungada novamente se se arrepender do que fez da primeira vez. É o caso? Será que ela não sabe que uma vez excomungada, excomungada está até o devido arrependimento e levantamento da pena eclesiástica?

Pois então não adianta a assistente social querer posar de heroína e mártir de sua causa que isto só demonstra sua ignorância, a mesma ignorância que a leva a lutar pela "saúde e liberdade das mulheres" enquanto crianças são abortadas. Ela posa de mártir mas quem encara os carrascos são os outros... Que moleza!

Para fechar com chave de ouro esta postagem sobre o documentário que celebra a morte de 2 crianças como se fosse um direito, vale a pena trazer a fala do médico Rivaldo Albuquerque, na qual ele dá a explicação porque ele é mais cristão do que quem é contra o aborto em todos os casos:
"Eu tenho a impressão que nós fomos mais humanos, mais cristãos de que outras pessoas que se colocam em nome desta Igreja e que não tiveram o sentimento de amor que todos nós tivemos por aquela criança."
A impressão do médico e professor está errada, claro.

Que "humanidade" é esta que vira o rosto enquanto duas crianças são mortas quando ainda no ventre de sua pequenina mãe? Que sentimento de "amor" é este que os leva a fazer os bebês pagarem com a vida pelo crime de seu pai?

Que amor é este que verte lágrimas por "aquela criança" mas que esquece das outras duas, as que foram parar no lixo hospitalar?

Mas é isto... O documentário do IPAS serve para muita coisa. Serviu para a ONG alavancar sua agenda abortista, serviu para a assistente social posar de heroína, serviu para o médico Rivaldo Albuquerque mostrar-se mais cristão que todo mundo.

Há lá no documentário muitos profissionais da área de saúde falando sobre o caso. Tudo faz parte do roteiro -- que um Petry, se fosse coerente, talvez chamasse de "ardil".

A única coisa que falta é a voz de duas crianças. Que coisa, não?

terça-feira, março 02, 2010

A realidade entorta os argumentos abortistas

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Os abortistas têm sempre na manga um argumento que eles acham que é definitivo para seu objetivo de liberar o assassinato dos não-nascidos: dizem eles que a criminalização do aborto é o que mais contribui para o alto número de mortes maternas.

Quando tiram isto da manga, os abortistas acham que o bônus é duplo: mostram-se preocupadíssimos com o bem-estar das mulheres e ainda deixam mal na foto quem não concorda com a "bondade" deles. Foi usando este discurso batido que a professora Heleieth Saffioti certa vez chamou de "Papa da morte" ao falecido Papa João Paulo II, de saudosa memória.

A professora -- que, aliás, perdeu o debate de forma acachapante -- nada mais fez que tentar utilizar a lógica abortista, que ensina que o aborto liberado contribui para a diminuição do número de mortes maternas. Mas "humanistas" como a professora deixam sempre de fora de sua contabilidade macabra o fato de que a cada aborto uma vida humana é cruelmente eliminada.

Bem, bem... Para os desavisados -- e há muitos -- esta lógica abortista ganha ares de fato. Só existe uma coisa contra o argumento abortista: a realidade. E é isto que o estudo de um pesquisador chileno vem demonstrar.

O Dr. Elard Koch, da Universidade do Chile, é o responsável pela pesquisa que vai desmontar mais este "argumento" abortista. Eis o que disse o pesquisador ao site CNSNews:
"Este estudo fornece a evidência que o status legal do aborto não está relacionado com a redução da mortalidade materna. Pelo contrário, após a proibição do aborto uma maior redução na mortalidade materna foi observada no Chile."
O aborto, no Chile, foi legal de 1931 até 1988, sendo proibido no ano de 1989. Dr. Koch observou nos dados que o pico de mortes maternas deu-se no ano de 1960, sendo o aborto a causa de 34% das mortes maternas.

E o pesquisador continua:
"O presente estudo fornece a evidência preliminar que indica que, no Chile, a eliminação do aborto terapêutico não se traduz no aumento da mortalidade materna. Desta forma, o acesso legal ao aborto não aparece como necessário para atingir a meta de baixos índices de mortes maternas"
Mas, então, qual foi a "mágica" responsável pela diminuição da mortalidade materna no Chile? O Dr. Koch explica:
"A melhora dos níveis de educação da população aparece como o fator mais importante para a redução da mortalidade materna no Chile, provavelmente influenciando outros fatores tais como comportamento reprodutivo e serviços médicos."
Pois é... Alguém já viu ONG feminista/abortista fazer lobby para o aumento do nível de educação da população? Que nada... A dinheirama que este pessoal recebe de fundações internacionais só serve mesmo para procurar liberar o aborto, mesmo que isto sirva de bem pouco para diminuir a mortalidade materna.

Mas isto até que faz sentido, pois só mesmo uma população com baixos índices de educação para dar crédito a toda e qualquer mentira que este pessoal inventa para empurrar sua agenda.

Em outra fonte sobre o mesmo assunto, o excelente site "Notícias Pró-Família" traduziu a notícia sobre o estudo do Dr. Koch que saiu originalmente no LifeSiteNews.com. Nesta tradução, podemos ler isto:
"(...) Na América do Sul, de acordo com a OMS, o Chile se gaba do índice mais baixo de mortalidade materna, ao passo que a Guiana, que liberalizou de forma significativa suas leis de aborto em meados da década de 1990 citando preocupação com as mortes maternas, tem o índice mais elevado."
Que coisa, não? Pela lógica abortista, um país que restringe o aborto teria os mais elevados índices de mortes maternas, enquanto que aqueles que permitem este ato hediondo teriam índices baixos. Mas... Surpresa! Os fatos desmentem os abortistas!

E podemos continuar na notícia do LifeSiteNews:
"Especialistas de morte maternal tais como a conhecida obstetra Dra. Donna Harrison, apontam que introduzir o aborto no contexto de um país desenvolvido sem antes melhorar a assistência básica de saúde materna aumenta o risco de morte materna, pois o sistema de saúde não pode adequadamente responder a complicações de procedimentos cirúrgicos invasivos tais como o aborto. Aliás, países como a África do Sul, que tem uma das leis de aborto mais liberais do continente, tem visto um aumento em mortes maternas atribuíveis em parte a complicações de abortos legais."
Ou seja, os dados não ajudam os abortistas. O aborto liberado de forma nenhuma causa baixos índices de mortalidade materna, podendo mesmo favorecer o aumento deste índice. Antes o que faz mesmo os índices despencarem são políticas públicas que aumentem as condições de saúde da população e também o nível geral de educação.

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Na Copa de 1958, durante a preleção antes do jogo contra a então temida URSS, o técnico Vicente Feola teria montado um esquema em que a vitória brasileira seria certa. Garrinha, o gênio de pernas tortas, depois que o técnico acabou de mostrar seu esquema invencível, disse apenas que tudo estava bem, mas que só faltava uma coisa: combinar com os russos.

Parece que no time abortista está faltando alguém que lhes diga que a única coisa que falta é combinar com a realidade, pois, até o momento, ela está lhes dando uma goleada daquelas.

terça-feira, setembro 15, 2009

Aborto/Câncer de Mama: a evidência cada vez mais evidente

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Dra. Angela Lanfranchi é uma médica-cirurgiã especializada em câncer de mama, e também Professora-Assistente de Cirurgia na Robert Wood Johnson Medical School e é presidente do Breast Cancer Prevention Institute.

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https://contraoaborto.wordpress.com/2009/09/15/aborto-e-cancer-de-mama/



terça-feira, junho 02, 2009

ONGs abortistas: por um punhado de dólares

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A professora Yvonne Maggie, antropóloga da UFRJ, no último Domingo deu entrevista ao jornal O Globo, falando sobre sua total rejeição à política de quotas. Apesar de concordar creio que 100% com o que ela diz sobre o assunto, o que quero abordar aqui é o diagnóstico que ela faz sobre a atuação de interesses externos nesta questão.

Segue a pergunta e a resposta da professora.

"O Globo - O Brasil sucumbiu à pressão internacional?

Yvonne Maggie
- A pressão talvez tivesse caído no vazio se não houvesse dinheiro americano nessa história. A Fundação Ford investiu milhões de dólares no Brasil, formando advogados, financiando debates, criando organizações não-governamentais (ONGs). Não temos mais movimentos sociais. Quem luta em favor das cotas se transformou em ONG que recebe dinheiro do governo e da Fundação Ford. Juntou-se a fome com a vontade de comer. O governo inventa as ONGs, financia, e depois diz que as cotas são uma demanda do povo."
Alguma semelhança com o que ocorre em relação ao aborto não é mera coincidência...

Talvez sem saber, a professora deu um preciso diagnóstico do que acontece com a questão do aborto no Brasil. ONGs inúmeras, sempre se dizendo representantes de amplos setores da sociedade, estão, na verdade, é procurando impor interesses internacionais por aqui.

"Não temos mais movimentos sociais", disse muitíssimo bem a antropóloga. O que temos é uma minoria barulhenta e cheia de grana de fundações internacionais procurando impor uma agenda que é totalmente contrária à vontade de nossa população. Os mais de 90% brasileiros contrários à legalização do aborto indica que este pessoal quer nem saber o que o povo pensa, basta-lhes o ouro estrangeiro para conseguir amplo acesso à mídia e infestar os departamentos de ciências sociais das universidades públicas e das PUCs (sempre elas...).

O fato é que ONGs abortistas tentam esconder que são um criadouro de feminismo radical com uma agenda claríssima: liberação total do aborto. Mascaram esta busca sob o véu de luta pelo direito de mulheres pobres, mulheres estas que apenas lhes servem de pretexto para abocanhar uma grana preta de quem lhes financie a luta pela matança de crianças.

sexta-feira, março 06, 2009

Aborto no Recife: o que a imprensa omitiu

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A verdade sempre aparece.

Reproduzo abaixo o relato do Pe. Edson Rodrigues, que vivenciou de perto a tragédia ocorrida no Recife. A nuvem de enganação em que foi envolvida a humilde menina-mãe e seus familiares mostra bem até que ponto chega a falência moral de ongs abortistas e pessoas que estão mais preocupadas em transforma um drama de tal proporção em munição para a liberação do aborto.

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http://padreedson.blogspot.com/2009/03/caso-da-menina-de-alagoinha-o-lado-que.html

CASO DA MENINA DE ALAGOINHA: O LADO QUE A IMPRENSA DESCONHECEU

No dia 25 de fevereiro, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de nove anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de treze anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.

O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.

No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia dois de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das quinze horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.

Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.

Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.

Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.

Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.

Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas com a promessa da assistente social de que a documentação sobre a menina dos 9 anos com o parecer médico e os encaminhamentos para o aborto seriam enviados ao Conselho Tiutelar de Alagoinha até a quarta-feira, dia 4 de março, o que até hoje no Conselho Tutelar se espera. Foram enviados apenas os documentos relativos às informações sobre a menina irmã de 14 anos, também violentada.

Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer, pois estava claro para nós que em pouco tempo seria iniciado o processo abortivo.

Dada a repercussão do fato, o Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se deu. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a forma como tudo se seu. Nessa reunião, que se deu na terça-feira, dia 3, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, também estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente para com o pai, ligou ao IMIP e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez por volta das 8 horas da manhã.

Outro encontro de grande importância na luta pela vida dos bebês aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira, dia 3. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina fomos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, ficamos na sala de espera, mas o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas e possíveis providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro, que se deu na Sala da Presidência do TJPE, também estava presente o pai da criança, o Sr. Erivaldo. Depois de cerca de 1 hora de reunião, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda pudessem ser salvas, com base na orientação dada pelo diretor do IMIP para cancelamento de toda e qualquer iniciativa pró-aborto naquele dia.

Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso Sobrinho recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceitado. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança e a mãe. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Eu e o Conselheiro Hélio ficamos embaixo esperando a volta de Maria José. Ela, na recepção do quarto andar, identificou-se e a atendente, certamente ciente que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.

No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao IMIP para ver a criança, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento reservado exclusivamente para a menina e a sua mãe, uma balconista (enfermeira atendente) chamada Sandra afirmou meio irritada em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que se trata de alguém influente na casa.

Ficamos então a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo “risco de morte” e que, por isso, deveria ser submetida urgentemente aos procedimentos abortivos para que a situação não se agravasse mais ainda. A pergunta é: como alguém correndo risco de morte poderia ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse uma paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente e a criança ter condições de ser removida a um outro hospital? O que teriam dito as militantes do grupo Curumins à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai, que depois de cerca de vinte e cinco minutos de conversa, a sós, com a Assistente Social, a portas fechadas, saiu da sala totalmente convicto de que a sua filha deveria abortar os seus netos, desfazendo sua opinião primeira favorável à vida das crianças? Por que ninguém no IMIP informou ao Conselho Tutelar para onde teria sido transferida a criança? Por que tanto silêncio e tanto mistério? Estariam, por acaso, fazendo algo errado que não pudesse ser conhecido?

De lá do IMIP voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos de onde a menina e a sua mãe se encontravam. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha naquela noite.

Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, já em Alagoinha, ficamos sabendo, por meio da imprensa, que a criança estava internada no CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho e luta para salvar as duas crianças se foi, baseado num ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana como se de nada estivéssemos falando.

Tudo isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.

Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, no momento em que, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.

Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra dele mesmo que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo. 10,10).

Nisso cremos, nisso apostamos e por isso nos gastaremos sempre.

Acima de tudo, a Vida, dom de Deus para todos!

Manifesto das "Católicas" pelo Direito de Decidir: nenhuma surpresa

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Como sempre acontece quando há situações como o acontecido com a menina-mãe do Recife, inúmeras ONGs aproveitam a oportunidade para apontar suas armas para os defensores da vida. Claro que as "Católicas" pelo Direito de Decidir não ficariam atrás e divulgariam um comunicado sobre o assunto.

Nem mais causa surpresa a cara-de-pau de tais entidades que se prestam ao papel único e exclusivo de enganar ao público. O maior símbolo disto é que estar ongueiras tomem o nome de "católicas" para defender uma prática hedionda como o aborto. A mentira e a distorção dos fatos é seu principal produto.

Abaixo segue o comunicado devidamente intercalado com meus comentários.

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Insanidade, crueldade ou princípios cristãos?
Católicas pelo Direito de Decidir manifeta-se sobre o caso da menina pernambucana de nove anos, grávida por estupro de seu próprio padastro

O que pode levar alguém a desejar obrigar uma criança, com risco de sua própria vida, a manter uma gravidez fruto de uma inominável violência? Rígidos princípios religiosos? Ou insanidade e crueldade? Estamos falando do caso ocorrido em Pernambuco da menina de nove anos que apresentou gravidez (de gêmeos!) como resultado de estupros seguidos que sofreu de seu padrasto, violência a que foi submetida desde os seis anos de idade.

[Como era de se esperar as ongueiras são seletivas quanto à violência que lhes incomoda. O trucidamento de crianças ainda no ventre de suas mães lhes é bem suave na consciência. Curiosamente, as ongueiras evitam dizer que a própria menina-mãe queria manter a gravidez. Mas que importa isto, não é mesmo? Neste caso, elas são favoráveis ao direito de decidir, claro que desde que a decisão seja pelo aborto, pois o pai da menina, que era contra o assassinato, foi esquecido pelas ongueiras.]

A gestação foi interrompida no dia 04 de março último, às 10h da manhã, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde que permite abortamento em casos de gravidez de risco ou quando a gestante foi vítima de estupro, ainda que o aborto continue sendo crime no país. O caso da garota pernambucana se enquadrava nos dois casos, já que a gravidez de fetos gêmeos também colocava sua vida em risco, pois a menina pesa apenas 36 kg e mede 1,36 m. Por seu muito pequena, ela não tem estrutura física para suportar a gravidez de um feto, muito menos de dois. É de se imaginar, ainda, os danos psicológicos a que seria submetida se fosse obrigada a levar essa gravidez a termo.

[Gravidez de risco não é coisa incomum. E as ongueiras continuam com sua seletividade: tentam argumentar que a criança corria um iminente risco de saúde, coisa negada pelos próprios profissionais que a atenderam, e nem mesmo cobram dos governantes que dessem o devido auxílio à menina. Claro, pois para tais pessoas a escolha é sempre o aborto. Aliás, "escolha" para estas senhoras inexiste, pois a única opção pela qual elas gritam é a opção de abortar. Não há escolha para quem só vê um caminho. Assim como não há catolicismo para quem se coloca em oposição à Igreja. Uma vez falsas sempre falsas.]

Para nossa surpresa - e indignação!-, entretanto, houve uma intensa movimentação de militantes religiosos contra a interrupção dessa gravidez tão perigosa, sob todos os aspectos, para essa pequena criança de nove anos. Até mesmo ameaça de excomunhão houve! Sob o argumento da defesa da vida, essas pessoas não se importaram em nenhum momento nem com a violência já sofrida por ela, nem com a real possibilidade que havia de a menina perder a própria vida. Se essa criança - que tem existência real e concreta, com uma história de vida, relações pessoais, afetos, sentimentos e pensamentos, enfim -, se essa menina não merece ter sua vida protegida, trata-se de defender a vida de quem? De uma vida em potencial ou um conceito, uma abstração? Quem tem o direito de condenar à morte uma pessoa em nome de se defender uma possibilidade de vida que ainda não se concretizou e não tem existência própria e autônoma?

[As indignadas ongueiras, da baixeza de seus pseudo-argumentos, acusam a seus opositores de não se importarem com a violência sofrida pela criança. É estúpida a pergunta "trata-se de defender a vida de quem?", pois é típica de quem não reconhece a humanidade dos SERES HUMANOS que estavam no ventre da menina-mãe. Tanto a menina deve ter sua vida protegida quanto seus filhos. A seletividade das ongueiras, ao melhor estilo nazista, só encara a humanidade de quem pode abortar, mas nega aos abortados até mesmo sua humanidade.

As ongueiras chamam o fruto da concepção de "vida em potencial", de "conceito, uma abstração", e assim o fazem porque é este o caminho enganador para justificar aos desavisados o assassinato de indefesos. É completamente vazia a retórica típica de quem quer apenas enganar ao dizer que a menina estaria condenada à morte. É uma enorme mentira, nenhuma surpresa. Mas foram os filhos da menina que sofreram uma pena de execução sumária, autorizada por sua avó materna.

As senhoras "católicas" só aceitam proteger uma vida caso ela tenha "existência própria e autônoma". Eis a porta aberta, escancarada para a eutanásia e para o infanticídio. Que doente terminal pode dizer-se autônomo? Que criança com poucos meses de nascida pode ser dizer autônoma? Eis o absurdo que estas ongueiras defendem. Elas querem demonizar os que se opõem ao aborto de duas crianças, aos que defendem a vida dos três envolvidos diretamente, e assim o querem porque não há, segundo elas, nem existência própria e nem autonomia. Na verdade, e é isto que elas querem esconder a todo custo, utilizando a velha tática de acusar aos outros de seus defeitos, na verdade mesmo elas defendem apenas conceitos para lá de abstratos e subjetivos, e isto em oposição ao fato concreto da vida dos bebês trucidados.]



Pensamos que se configura como pura crueldade essa intransigente defesa de princípios abstratos e de valores absolutos que, quando confrontados com a realidade cotidiana, esvaziam-se de sentido e, principalmente, da compaixão cristã. Seria possível imaginarmos o que Jesus Cristo diria a essa menina? Seria ele intolerante, inflexível e cruel a ponto de dizer a ela que sua vida não tem valor? Ou ele a acolheria gentilmente, procuraria ouvir sua dor e a acalentaria em seu sofrimento? Será que ele defenderia que ela sofresse mais uma violência ou usaria sua voz para gritar contra os abusos que ela sofreu

[Se o assunto não fosse tão sério poderíamos dar boas risadas com as "Católicas pelo Direito de Decidir". Beira o absurdo quem exige uma subjetiva autonomia como forma de valoração da vida vir querer ensinar compaixão cristã. Que tal ensinar compaixão cristã para as crianças que foram assassinadas? Pura crueldade é matar um ser humano exatamente porque lhes nega a humanidade, isto é tática que foi amplamente utilizada por regimes totalitários no século passado: tratar o outro como coisa para que sua existência seja submetida às vontades do mais forte. Nosso Senhor Jesus Cristo, caras ongueiras, jamais contradisse qualquer mandamento. "Não matarás", lembram? Jesus jamais diria para quem quer que fosse que é correto, aceitável matar os próprios filhos. Isto é que é pura crueldade. O que Jesus diria à menina, é exatamente o contrário do que "católicas" como as senhoras lhe dizem: que a vida da menina tem tanto valor quanto a de seus filhos.]

Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigente, duros, violentos e nada amorosos. Assusta-nos o desprezo pela vida das mulheres. Assusta-nos que suas histórias sejam descartadas, que sua existência na Terra esteja valendo menos do que a crença autoritária de algumas poucas pessoas.

[Eis o real objetivo finalmente desmascarado! Estas senhoras pouco se importam com a menina, e não só com os bebês que foram assassinados. Que nada! O que lhes movimentou mesmo foi a oportunidade -- qual um abutre esperando pelos despojos de um predador -- de mais uma vez alavancar a causa do aborto. É este o resultado de toda esta retórica vazia. É isto que lhes faz escancaradamente escolher quem deve ou não viver. É a "crença autoritária" de poucas pessoas que desejava que todos saíssem vivos desta história. E é o relativismo, a moral flexível, a falta de princípios cristãos que fazem tais senhoras aplaudir o assassinato de duas crianças. E tudo isto, claro, sobre o pretexto de um falso humanismo, que engana a muitos, mas que não se mantém 2 segundos no ar.]

Para que a nossa democracia seja efetiva, as pessoas precisam ter o direito real de escolher. Por isso, defendemos que as políticas públicas de saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos já conquistados sejam garantidos. Além disso, lutamos pela legalização do aborto, para que as mulheres que assim desejem, possam levar qualquer gravidez até o fim. Mas que as que não o desejam, não sejam obrigadas a arriscar suas vidas, ou mesmo morram, por se pautarem por valores éticos distintos.

São Paulo, 05 de março de 2009

Católicas pelo Direito de Decidir
http://www.catolicasonline.org.br/

[Errado! Para que nossa democracia seja realmente efetiva, os direitos individuais devem ser respeitados. E o direito à vida é o primeiro de todos. É fundamental. O que estas senhoras defendem, debaixo de todo este discurso panfletário, é apenas a lei do mais forte, travestido de humanismo.]

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Ongueiras do Campo botam boi para dormir!

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Nem só de ABONG vive o obscurantismo ongueiro no Brasil! Não mesmo! Quando se trata de descer um pouco mais para atingir o fundo do poço, o que não falta é uma ONG. De preferência uma que seja feminista, a estas ninguém supera.

Como a gritaria em relação a CPI do Aborto está apenas começando, podemos esperar mais gente e mais organizações dispostas a participarem do espetáculo grosseiro -- e, diga-se de passagem, anti-democrático -- de se revezarem no acesso à mídia com o discurso de que a CPI foi feita para constranger as mulheres.

Não -- as respostas secas são as melhores para tais tipos --, não foi. Foi feita para que o sr. Ministro da Saúde venha a público contar como é que sabe da venda de remédios abortivos e nada faz para coibir tal absurdo. Foi feita para que muitas autoridades expliquem a verdadeira complacência que têm com quem comete um dos crimes mais hediondos que existe.

Mas é claro que a mídia dará ampla divulgação às teses de inúmeras ONGs segundo as quais a CPI é direcionada a criminalizar inocentes. Inocente de que? Segundo o Código Penal, a prática do aborto é crime, e crime contra a vida. A coisa é bem séria, apesar de existir muita gente por aí que acha que apenas uma vida é importante. Deve ser porque não são eles que são trucidados quando ainda no ventre de suas mães.

Mais um manifesto de uma das milhares de ONGs feministas... Pois é, mais um... Mais do mesmo... Sempre que me chega um troço destes às minhas mãos, sinceramente, tento achar algo de novo, algum argumento que faça sentido, qualquer coisa que possa ser levada em consideração. Mas que nada... É sempre um amontoado de palavras de ordem, de chavões politicamente corretos, de besteirol revolucionário. Uma coisa enfadonha até a alma. Ler tais coisas é uma penitência que faço.

Agora foi a vez de um tal de Movimento de Mulheres Camponesas (RS) lançar ao público uma carta contra a criação da CPI do Aborto. Algo de novo? Não, nada de novo... Mas a carta do MMC é, no mínimo, peculiar. Na verdade, falemos francamente: é um samba da feminista tresloucada! Além de ser mal escrita -- mas isto é até uma característica do que a ongada produz --, parece até que falta revisão no texto. Puxa vida! Será que os financiadores destas ONGs não lhes arrumam um trôco para contratar um revisor qualquer?

O texto é uma mistureba tão grande que parece que as ongueiras do campo escrevem com a enxada. E o resultado é o que se viu: um texto em que 80% é dedicado às lamúrias sobre desigualdades e apenas os últimos 20% são dedicados à defesa da descriminalização aborto. Pois é, nem mesmo elas dão tanta importância assim às suas causas, preferindo muito mais revoltar-se contra a indústria de cosméticos. Vejam um trecho:

"As mulheres também não têm direito de decidir sobre seus corpos, inclusive quando o Mercado lhes cobra um corpo ideal, para poder vender cosméticos e produtos que "modelam o corpo"."


Cá entre nós, é difícil levar a sério quem se propõe a escrever contra uma CPI e acaba falando contra os produtores de batom e esmalte de unha. Vitimismo pouco é bobagem!

Na verdade, as ongueiras do MMC só queriam mesmo é pular no bonde da patota -- não é à tôa que a carta está no site das Católicas pelo Direito de Decidir --, nem que fosse através da divulgação de uma peça que presta para nada, a não ser para colocar o gado para dormir, coisa de que elas devem entender bastante. Assim espero... Ao menos isto!

Como sempre, do alto da empáfia que é tão peculiar a estas organizações, o MMC quer mostrar-se preocupado com as criancinhas:

"Ainda, é importante destacar que além das mulheres são as crianças as principais vítimas da miséria e da fome. No Brasil 45% das crianças com menos de 5 anos sofrem de anemia crônica por falta de ferro na alimentação e 50 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo de comprometimento mental devido à falta de iodo na alimentação . No mundo a cada 5 segundos morre uma criança de fome."

Tocante, não é mesmo? Um observador ingênuo olha para as senhoras do campo e as acha realmente preocupadas com as crianças brasileiras. Grande engano! Elas só vêem a realidade que lhes interessa, como um cavalo puxador de carroça, daqueles aos quais lhes são colocados tampões na lateral dos olhos para que não desviem a atenção do caminho que lhes é imposto. A única diferença é que os cavalos não têm escolha...

A cada 5 segundos uma criança morre de fome? Hummm... Ok. Tomando como base o número irreal, e que é tão alardeado por qualquer abortista, de que no Brasil são feitos por volta de 1.500.000 abortos por ano, chegamos ao número de que, uma criança morre a cada 21 segundos vítima do aborto. Isto apenas no Brasil!

Imaginemos a quanto chega este valor na China e na Índia, onde o aborto é feito despudoradamente, inclusive com a matança seletiva de bebês do sexo feminino. Aliás, alguém viu alguma feminista rasgar as vestes contra o genocídio feminino que é feito nestes países? Que nada... É mais fácil ver uma feminista desfilando na passarela do São Paulo Fashion Week de sutien e tudo do que ouvi-las falar algo contra o aborto, mesmo quando quem está sendo destinado ao lixo hospitalar são mulheres.

Ao final, a única coisa para que serve a tal carta do MMC é para preparar o terreno para a próxima safra. Isto se tivermos sorte!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

ABONG temerosa

3 comentários ###

Um troço chamado ABONG - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais -, que na verdade é uma ONG das ONGs, ou uma meta-ONG, ou a mãe-de-todas-as-ONGs, sei lá eu, publicou em seu site uma nota pública contra a instalação da CPI do Aborto.

Nada de novo, nenhuma surpresa, ainda mais quando pensamos quem são as entidades que fazem parte desta meta-ONG: a fina-flor das entidades feministas dão as caras por lá. Era mesmo de se esperar que as meninas lançassem um clamor público. Esta rasgação de vestes é bem típico de tais entidades, o discurso de matiz adolescente-revolucionário é já por demais conhecido. Somente com este discurso tão ensaiado que chega a ser enfadonho é que podemos ler um trecho como este, retirado da Nota Pública da meta-ONG:

"A possibilidade de instauração de tal comissão reflete e reforça os setores mais conservadores da sociedade brasileira que historicamente têm feito dos processos de criminalização das pessoas e movimentos sociais a forma de eliminar de modo violento os conflitos e as diferenças que são constituintes das sociedades que se pretendem democráticas."


"Eliminar de modo violento"??? Desde quando uma mera CPI pode ser sequer acusada de agir de modo violento? É necessário que se repita que uma CPI é um expediente perfeitamente legal em nosso país, sendo uma das formas que o parlamento tem de investigar assuntos de relevância. Este pessoal não gosta é democracia. Ou melhor: gosta, sim, das "democracias" do tipo que há em Cuba.

Não são estas entidades que gostam de afirmar que desejam que a sociedade debata a questão do aborto? Ué, mas o que foi que mudou? Apenas uma coisa: a iniciativa não partiu delas. Estarão pisando em terreno desconhecido, terão que lidar com a luz dos holofotes sobre suas agendas abortistas. Se elas querem mesmo falar de "modo violento", poderemos ver na CPI a descrição do que realmente é um aborto, o mesmo aborto que é rejeitado por 97% da população brasileira.

Espertamente, como é de praxe, a ABONG tenta puxar a brasa para sua sardinha, tentando fazer alguém acreditar que a CPI se deve a nossa boa e velha (e caquética) luta de classes. Pois é, este pessoal jamais sai dos idos de 1960 e ainda querem se dizer progressistas. Pfui...

O fato concreto é que toda CPI para que tenha direito de existir deve apresentar um FATO DETERMINADO. No caso da CPI do Aborto, conforme escrito pelos deputados que a requereram, eis o que a justifica;

"Um agente público, na condição de Ministro de Estado afirmar, publicamente, que tem conhecimento da venda ilegal de substâncias que causam aborto, sem que as autoridades constituídas e o aparelho do Estado, tomem as providências legais e cabíveis para coibir, na forma da lei, a prática de um crime previsto no Código Penal Brasileiro, artigos 124 a 127, é algo inadmissível num Estado Democrático de Direito, em que o respeito à lei atinge a todos, cabendo ao Estado zelar pelo fiel cumprimento da norma. Portanto, o pronunciamento do Sr. Ministro da Saúde, acima descrito, constitui uma denúncia grave de flagrante desrespeito a “ordem legal constituída” e, nesse caso, esta CPI tem sua razão de ser, para aprofundar a denúncia de ilícito penal no que diz respeito a venda indiscriminada de medicamentos abortivos e de outras formas de realização de aborto no Brasil."

Trocando em miúdos, o ponto que justifica a CPI é a omissão do ministro Temporão que, tendo conhecimento do comércio de remédios abortivos, não fez qualquer esforço para coibir tal prática. Isto é o que se tem de concreto.

Pergunta-se: a ABONG que também teve acesso ao texto do requerimento para a implantação da CPI resolveu ignorar o que estava escrito? O que o trecho acima tem a ver com Estado laico? Em que o trecho acima faz parte de uma intenção de "eliminar de modo violento" pessoas ou instituições? Ninguém sabe... Só mesmo o pessoal progressista da ABONG poderá explicar as peripécias retóricas que são necessárias para, a partir deste fato concreto, escrever um trecho como este em sua Nota Pública:

"Uma lei que é resultado de uma sociedade patriarcal e profundamente injusta e desigual para com as mulheres. Uma lei , portanto, que precisa urgentemente ser modificada e não invocada como instrumento de perseguição e acusação."

Pois é... O pessoal da ABONG não gosta de leis. Claro, não das que lhes incomodam, não das que os impedem de levar à frente suas agendas. Leis existem para ser cumpridas, principalmente uma lei que está na seção de "Crimes contra a Vida" de nosso Código Penal. É este crime contra a vida, e vida inocente, vida frágil, mas, ainda assim -- e sempre! --, VIDA HUMANA, que a ABONG e seu pessoal deseja ver descriminalizado.

São fatos assim que serão postos às vistas de todos em uma CPI que trate deste assunto. Acostumados que estão a se movimentarem nas sombras, muitas entidades deverão aparecer e mostrar quais são suas reais atividades, quem são seus reais financiadores, quais são as intenções destes financiadores, quais são seus interesses no Brasil, etc. Tudo aquilo que é ignorado pela população poderá vir à tona, e é por isto que há este medo extremo de uma CPI.

"Quem não deve, não teme", não é mesmo? Pelo quanto estão temendo uma CPI como esta podemos ver o quanto esta gente deve.

Que venha a CPI. CPI JÁ!!!