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sexta-feira, maio 13, 2016

O PT no poder: 13 anos lutando pelo aborto

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Este blog surgiu no último ano do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época estava claro a todo mundo todo o impulso que o PT dava à legalização do aborto no Brasil, coisa que sempre esteve em suas intenções, mesmo que isto não fique bem claro muitas vezes. Com a recente derrocada de Dilma Rousseff, justamente retirada do poder por causa de seus crimes de responsabilidade, é chegado o momento de uma avaliação do que foram os anos petistas em relação ao aborto.

Em primeiro lugar é bom que se diga que o PT faz parte do problema, mas não é o único que atua para a legalização do aborto no Brasil. Até a subida de Lula ao poder, coube ao tucano José Serra, enquanto Ministro da Saúde do governo FHC, tomar a atitude que de forma mais concreta havia contribuído para a flexibilização da proibição do aborto em nosso país. Foi de sua pena que saiu a assinatura de uma Norma Técnica que favoreceu a prática do aborto em todo o território nacional.

Porém, se o gesto do então ministro José Serra foi o mais concreto até a subida do PT ao poder, isto não significa que este mesmo PT tenha se tornado abortista apenas após sua chegada à presidência. Muito pelo contrário, o PT esteve sempre na tropa de choque que procura liberar totalmente o aborto no Brasil e sua tomada do poder executivo foi um verdadeiro desastre para os que defendem a vida. 

Foi o governo Lula que criou uma comissão com o objetivo específico de revisar e propor mudanças no Código Penal para que o aborto deixasse de ser crime e passasse a ser direito.

Foi durante o governo Lula que a liberação do aborto começou a ser vendida como necessária porque trata-se de um "problema de Saúde Pública". E para isto foram divulgados dados fictícios, os partidos de esquerda começaram a bater nesta tecla freqüentemente, a mídia embarcou e dava suporte a esta guinada no discurso anterior que era o de "direito ao próprio corpo". Isto nada mais era que uma nova etapa da enganação que sempre envolve o tema da liberação do aborto, pois torna-se bem mais fácil a flexibilização da opinião pública diante de números absurdos de mortes.

Durante seus mandatos, Lula sempre que necessário afirmava-se pessoalmente contrário ao aborto, mas dizia que tinha uma responsabilidade como presidente de todos os brasileiros. Isto nada mais era que uma de suas espertezas e porque não queria perder apoios importantes, principalmente entre os religiosos e boa parte da população, que é amplamente contrária ao aborto. Para manter este discurso, Lula foi capaz de encaminhar carta ao então presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, na qual afirmava sua identificação com os valores éticos do Evangelho e a fé que havia recebido de sua mãe, garantindo ainda que seu governo não tomaria qualquer iniciativa que fosse contrária aos princípios cristãos. Dois meses após esta carta, Lula deu aval a Nilcéia Freira, então ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, para que ela seguisse em frente com a proposta de revisão da legislação relacionada ao aborto.

Foi durante o governo Lula que seu então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez questão de dar abraço em um médico envolvido no triste caso da menina de Alagoinha. Tal gesto, claro, foi para mostrar à imprensa o compromisso do governo petista com a causa do aborto.


Já Dilma Rousseff, criada do nada por Lula para ser sua sucessora e esquenta-cadeira, teve que fazer malabarismos junto à opinião pública desde que sua opinião sobre favorável ao aborto - disponível em vídeo - apareceu para a população. Em um dos movimentos mais asquerosos das últimas eleições, envolvendo até mesmo religiosos, criou-se uma cortina de fumaça para evitar o naufrágio da candidatura devido a esta questão. Mais uma vez, o petismo e a esquerda arrastaram na lama muita gente que devia preservar a fé que professa, o que ficou bem claro quando dias após a eleição, uma publicação no Diário Oficial da União trazia um novo aporte de verbas para pesquisas destinadas à despenalização do aborto.

Já na presidência, Dilma Rousseff causou polêmica com a colocação de Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Aliás, não apenas militante: ela mesma admitiu que já fez abortos com as próprias mãos. 

E tudo isto é apenas uma pequena amostra do que o PT fez durante seus mais de 13 anos no poder. Há fatos aos quais não tivemos acesso, jogadas por debaixo dos panos, favorecimentos, financiamento da militância abortista, favorecimento do abortismo nas universidades e na mídia, políticas públicas contrárias à família. Toda uma geração de jovens foram bombardeados com uma ideologia assassina que apenas trouxe destruição por onde passou. Há muito mais que pode ser pesquisado aqui mesmo neste blog (assuntos: PT, Política), que de forma nenhuma esgota toda a obra petista desde 2003. Suas más obras terão ainda muito efeito entre todos nós, pois nada disto será varrido com o impeachment. A luta é árdua, como sempre foi.

Resumindo, Lula e Dilma foram um completo desastre para os que prezam a vida humana, principalmente para a vida humana ainda não nascida. O PT tem a luta pelo aborto em seu DNA, ele é verdadeiramente um partido abortista. Não é o único, mas com certeza é o mais atuante e o que mais dano causa e causou à defesa da vida humana. Não foi mera coincidência que a pessoa à esquerda de Dilma Rousseff quando de seu discurso de despedida era exatamente Eleonora Menicucci, como podemos ver na imagem abaixo. Inadvertidamente, este fato mostra bem a proximidade da luta pela total liberação do aborto com a ideologia da esquerda e o quanto esta causa lhe é cara.

Que o impeachment de Dilma Rousseff traga novos ventos para a defesa da vida e da família no Brasil. É o que todos esperamos.


Dilma Rousseff em seu último discurso antes do impeachment.
Ao seu lado esquerdo, Eleonora Menicucci.


segunda-feira, setembro 21, 2015

Uma nova batalha pela vida se aproxima

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Mesmo em tempos de instabilidade política e econômica, não podemos deixar de estar vigilantes sobre os ataques à vida e à família por parte de certas forças políticas.

Nesta semana acontecerá mais uma batalha contra as forças que lutam pela implantação do aborto -- mesmo que de forma velada -- no Congresso Nacional.

Em 2013, o deputado Eduardo Cunha, quando ainda não era presidente do Câmara, protocolou o Projeto de Lei 5.069, que tem o objetivo de dotar "(...)o sistema jurídico pátrio de mecanismos mais efetivos para refrear a prática do aborto, que vem sendo perpetrada sob os auspícios de artimanhas jurídicas, em desrespeito da vontade amplamente majoritária do povo brasileiro", segundo as próprias palavras do relator do PL, o deputado Evandro Gussi (PV-SP).

Este PL está atualmente em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O relator Evandro Gussi apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei e também apresentou um substitutivo que inclui até mesmo a revogação de parte da lei 12.845/2013, cuja entrada em vigor foi muito criticada pelas lideranças pró-vida por seu texto que veladamente facilitava o acesso ao aborto, mesmo este sendo ilegal e tendo a esmagadora maioria da população brasileira contrária a esta hedionda prática.

Eis um breve resumo do que é pretendido pelo substitutivo do deputado Evandro Gussi:

1) criminaliza o induzimento, instigação ou auxílio ao aborto (adição de art. 126-A no CP), bem como o anúncio de meio abortivo. 
2) altera o texto da Lei 12845/2013, para adequar o texto do art 1º, 2º e 3º para impedir que o aborto vire prática de planejamento familiar. Como consequência, prevê exame de corpo de delito para atendimento de caso de violência sexual, como requisito para se proceder ao aborto, nos casos inimputáveis pela lei (estupro, risco de vida da gestante).


Além de criminalizar tanto a propaganda de meios abortivos - como é o caso de pessoas que criam páginas para venda de medicamentos proibidos que causam aborto -, estas modificações buscam minimizar o estrago feito pela lei 12.845/2013, que ficou conhecida no meio pró-vida como "Lei Cavalo de Tróia", pois ficou claro a todos que o texto da lei foi produzido especificamente com a intenção de abrir brechas para o acesso ao aborto. Mais detalhes sobre esta lei podem ser vistos aqui e aqui.

Como não surpreende ninguém, há resistências a esta proposta de legislação, principalmente por parte de deputados ligados ao governo que integram a CCJ, como pode ser visto em reportagem da própria Câmara de Deputados

O PT e seus aliados há muito vêm tentando legalizar o aborto no Brasil e a Lei Cavalo de Tróia é mais uma das tentativas neste sentido. Lembre-se também que a autoria original da lei partiu exatamente deste partido. 

Estivessem mesmo preocupados em manter o ordenamento jurídico, os deputados contrários à iniciativa dos deputados Eduardo Cunha e Evandro Gussi não permaneceriam com este posicionamento, pois tanto o Projeto de Lei original quanto seu substitutivo procuram assegurar que a legislação que foi criada para auxílio às mulheres vítimas de violência sexual não seja utilizada para outros fins.

Ao insistir em combater tanto o PL original quanto o substitutivo, os deputados contrários a este ajuste necessário na legislação parecem indicar exatamente o que se suspeitava: toda a Lei Cavalo de Tróia foi produzida para servir de base para a liberação do aborto de forma velada, como indicado por várias lideranças pró-vida.

Não fosse assim, qual seria o problema em tornar criminoso o ato de anunciar a venda de meios abortivos, já que em nosso país o aborto continua sendo um crime contra a vida? Qual seria o problema em especificar claramente o que seja violência sexual, tal como está no substitutivo? Qual seria o problema em retirar a polêmica nomenclatura "profilaxia da gravidez" do texto da lei? Afinal, qual seria o problema estabelecer que vítimas de violência sexual devem passar por exame de corpo de delito?

Tudo isto consta do substitutivo e é um avanço positivo para uma legislação que pretende - ao mesmo é o que diz pretender em seu texto -- servir de auxílio às vítimas de violência sexual. Por que então vários deputados estão contrários a estas propostas?

Ou será que interessa ao governo do PT, que desde sua subida ao poder com o presidente Lula tenta de todas as formas possíveis a liberação do aborto, que o texto da lei permaneça ambíguo, confuso e aberto às mais absurdas interpretações, exatamente para facilitar brechas na legislação que impede o aborto?

É vergonhoso que o PT e seus aliados abortistas tenham instrumentalizado até mesmo um tema tão sensível quanto violência sexual para levar à frente sua agenda abortista. Não satisfeito de quebrar o país para implantar seu projeto de poder, este partido é capaz de descer até tal ponto para criar formas de burlar nossa legislação contrária ao aborto.

Isto é um desrespeito direto à vontade da população, que é amplamente contrária à legalização do aborto. O cálculo político petista é de tal maneira maquiavélico, que a presidente Dilma apenas sancionou esta lei após a Jornada Mundial da Juventude. Somente após a partida do Papa Francisco é que a presidente Dilma sancionou a lei. Isto é cálculo político, é maquiavelismo, práticas comuns quando se trata de PT.

Para finalizar, no momento precisamos que o maior número possível de pessoas pressionem os deputados da CCJ, principalmente os indecisos quanto à questão, para que eles apareçam na reunião da CCJ da próxima terça-feira, onde este assunto será discutido. 

Abaixo segue o contato dos deputados que, segundo informações, encontram-se indecisos sobre o assunto. Quem puder, deve, de preferência, ligar para estes parlamentares. Ao clicar no nome do deputado, será aberta uma página com os contatos do mesmo. 

Uma lista com todos os membros da CCJ - a favor, contrários e indecisos em relação à matéria -  podem ser vistos neste link




TITULARES

PMDB/PP/PTB/DEM/PRB/SD/PSC/PHS/PTN/PMN/PRP/PSDC/PEN/PRTB



PSD/PR/PROS



PSDB/PSB/PPS/PV



PDT



SUPLENTES

PMDB/PP/PTB/DEM/PRB/SD/PSC/PHS/PTN/PMN/PRP/PSDC/PEN/PRTB



PSD/PR/PROS



PSDB/PSB/PPS/PV



PDT




quinta-feira, março 26, 2015

A Internacional do Aborto

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Sempre que se fala sobre o grande interesse internacional pela liberação do aborto no Brasil, aparece uma turma dizendo que tudo não passa de teoria da conspiração.

Pois bem, o deputado-celebridade Jean Wyllys, que agora quer tirar uma casquinha na onda abortista, assim colocou na justificativa de Projeto de Lei 882/2015:
"Foram levados em consideração para a redação desta proposição: a lei 18.987 do Uruguai, a lei do Estado Espanhol de 2010, e o Projeto de Lei da Campanha Nacional pelo Aborto Seguro, Legal e Gratuito da Argentina."
Ou seja, para a confecção de um PL que poderá tornar-se lei em nosso país, foram utilizadas legislações de 3 outros países onde o abortismo está andando a passos largos. É mais do que evidente que o Brasil é um dos principais alvos de interesses obscuros para a liberação do aborto.

O Brasil é apenas mais uma etapa da Internacional do Aborto.

Jean Wyllys também quer brincar de abortista

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Ora, que Jean Wyllys necessita manter-se na mídia e posar como progressista, e que, para isto, nada melhor que botar banca como defensor do aborto, pois tal coisa rende muitos pontos entre a patota da esquerda, nada disto é novidade, certo? 

Talvez o deputado, complexado por ser apenas um ex-BBB, esteja tentando dar ares mais sérios à sua atuação política, saindo um pouco da agenda gay. Ser gay para Jean Wyllys e assemelhados não é apenas orientação sexual, é uma agenda política e nada mais. É por isto que uma das famosas imagens do parlamentar é uma na qual ele está posando com um fardamento militar à la Che Guevara, o mesmo Che Guevara que odiava gays. Ou seja, Jean Wyllys estão tão a fim de fazer parte da patota esquerdista que aceita até idolatrar um cara que provavelmente o enviaria para um campo de trabalhos forçados até ele virar "homem". Que paixão avassaladora!

Não estou aqui a cobrar coerência de Jean Wyllys, pois não sou ninguém para isto. Tampouco espero que ele seja coerente; apenas me divirto com os nós que certas pessoas dão em suas vidas. Jean Wyllys, o ser humano, o que merece tratamento digno de qualquer um de seus semelhantes, aceitou tornar-se escravo da personagem Jean Wyllys, o gay que se prosta como um cão amestrado diante de um homem asqueroso como Che Guevara. E tudo, claro, para ficar bem com a turminha com a qual ele quer andar e da qual busca admiração.

É neste contexto que a luta de Jean Wyllys pela liberação do aborto deve ser encarada. Será que alguém acha mesmo que o deputado-celebridade importa-se com o assunto aborto? Alguém acha que Jean Wyllys preocupa-se com o que acontece com as mulheres? Alguém é ainda tão ingênuo a este ponto? 

Mas que nada! O deputado está apenas marcando pontos com sua patota. Ele quer apenas preparar o terreno para vôos mais altos. Nada mal para quem chegou ao Congresso apenas devido à verdadeira bagunça que é o sistema eleitoral brasileiro, não é mesmo? Como um adolescente no afã de agradar a turminha descolada, que Jean Wyllys na justificativa de seu Projeto de Lei escreve isto:
"(...) fazemos de conta que a criminalização tem alguma incidência quantitativa na prática de abortos, embora qualquer pesquisa séria em qualquer país do mundo prove o contrário, da mesma forma que fazemos de conta que a criminalização de determinadas substâncias impede seu consumo e sua comercialização massiva; que a omissão legislativa sobre os direitos civis de determinadas famílias faz com que elas não existam; que a negação dos direitos dos filhos de casais homoafetivos faz com que eles não tenham mais dois pais ou duas mães; ou que a omissão legislativa sobre a identidade de gênero de determinadas pessoas faz com que o nome que elas usam na vida real, e pelo qual são chamadas pelos outros, seja substituído, em alguma circunstância não meramente formal, por aquele que apenas existe nos documentos."
O deputado conseguiu, em apenas um parágrafo, em um texto que supostamente deveria servir para justificar a liberação do aborto, defender a liberação de drogas proibidas, a união gay e a utilização de nomes alternativos por homossexuais. Quanta preocupação com o que acontece com as mulheres, não?

Será que ele traz algum dado novo sobre o assunto aborto, algo que realmente justificasse a liberação deste crime hediondo? Nada. Zero. Vazio. 

Jean Wyllys, em sua tentativa de justificar o injustificável, traz os mesmos dados batidos -- e falaciosos -- que o movimento abortista apresenta desde sempre. E como não poderia faltar, a suprema enganação abortista não podia deixar de aparecer quando o deputado declarou ao jornal "O Globo" o seguinte:
"A interrupção voluntária da gravidez não deve ser tratada como um instrumento de controle de natalidade, mas um direito da mulher a decidir sobre seu corpo. E sua legalização deve ser encarada como uma decisão política de acabar com a morte de milhares de mulheres pobres que recorrem a cada ano ao aborto clandestino pela omissão do Estado."
"Morte de milhares de mulheres pobres"? Sempre me impressiona este fetiche da esquerda por números grandiosos quando se trata da vida humana. Novidade nenhuma para uma ideologia que não vê nada de mais em assassinar mais de 100 milhões de pessoas mundo afora -- e isto apenas para contar os nascidos. Fica evidente que eles precisam que muitas mulheres morram para que se sintam justificados no que tentam. Tudo isto, claro, sem contar as principais vítimas do aborto, que são as crianças que não nasceram.

A verdade, mesmo que ela não tenha importância para Jean Wyllys e sua patota esquerdista, é que o número de mortes por tentativas de aborto é bem diferente do que eles querem que todos acreditem. É conhecida tática do movimento abortista instrumentalizar a morte de mulheres que infelizmente recorrem ao aborto. E é exatamente isto que as mulheres são para os abortistas: um instrumento para alavancar uma agenda de esquerda. É por isto que Jean Wyllys não titubeia em juntar união homossexual e liberação de drogas com o assunto aborto: é tudo parte do bonde da esquerda.

De tudo isto, podemos tirar que Jean Wyllys está fazendo o papel que todos esperam dele. Bem ao contrário do que ele provavelmente acha, sua contribuição para a política nacional é pior do que a de um Tiririca, por exemplo, pois Tiririca assume que é um palhaço e os que votaram nele aceitaram fazer parte da palhaçada, tornando-se ainda mais palhaços que o deputado picaresco.

Já Jean Wyllys, não. Ele realmente acha-se uma pessoa séria, ele crê realmente que seus projetos têm alguma relevância para o Brasil e não apenas para a turminha da qual ele quer fazer parte. E isto é triste; sempre é triste quando um homem coloca-se em um pedestal. E como deve ser triste que alguém ache que está sendo corajoso quando assina um projeto que busca "libertar" as mulheres de um nascituro "opressor". 

Quanta coragem!

quarta-feira, outubro 15, 2014

Dilma é a favor do aborto? Sim! E há provas.

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Há uma nova (velha) mentira rolando nas redes sociais, dita principalmente por "católicos" que apóiam a candidata Dilma Rousseff: a de que ela é pessoalmente contrária ao aborto.

Doze anos de PT no poder alavancando o abortismo parece que não tem importância para tais pessoas, é o mínimo que se pode dizer. Isto sem contar que mesmo antes de chegar ao governo federal o PT já era o partido campeão em medidas que impulsionavam a liberação do aborto no Brasil. 

Provas? Pois não: segundo um levantamento feito pelo jornal "Folha de São Paulo" no ano de 1996, tramitavam na Câmara 8 projetos sobre aborto; destes, 7 eram sobre legalização e ampliação do falsamente chamado "aborto legal"; destes 7, nada menos que 6 eram de autoria de petistas. 

Um dos autores tornou-se folcloricamente conhecido recentemente: é Eduardo Jorge, que foi recentemente candidato à presidência pelo Partido Verde (PV). Em debates dos candidatos à presidência quando da eleição em primeiro turno, ele foi um dos mais ferrenhos defensores do aborto, mas é forçoso que seja dito que ele estava apenas sendo coerente com seu histórico de petista.

Mas Eduardo Jorge, enquanto ainda era petista, não ficou apenas no terreno de propostas legislativas relacionadas ao aborto. Não mesmo. Ele foi Secretário de Saúde da gestão de Luiza Erundina como prefeita da cidade de São Paulo, quando ela também ainda era petista. Luiza Erundina é um caso que já pude abordar aqui no blog: certa vez ela foi chamada para dar uma palestra para padres. É evidente que quem orgazina um troço destes tem uma agenda bem diferente do que prega a Igreja, não?

O importante aqui é lembrar que foi durante a gestão de Luiz Erundina em São Paulo, juntamente com seu então Secretário de Saúde Eduardo Jorge, que foi implementado o primeiro serviço no Brasil do enganosamente chamado "aborto legal". É o próprio Eduardo Jorge quem nos conta:
"Fomos nós, no governo Luiza Erundina, em 1989, que organizamos o Hospital de Jabaquara para ser o primeiro do Brasil a receber os casos de abortos legais. Na época, em nenhum lugar do brasil se fazia isso. E de lá pra cá, alguns poucos hospitais se organizaram para garantir esses dois casos. Mas isso é insuficiente, pois, a maioria dos casos não se enquadra no caso de estupro ou risco de vida, e a mulher fica descoberta. São centenas, milhares de mulheres que todos os anos se arriscam em abortos clandestinos."

Ou seja, acha-se as pegadas de petistas no favorecimento do aborto seja no parlamento, seja quando atuantes no executivo.

Mas voltemos ao caso Dilma Rousseff e aborto. Andam dizendo por aí que ela é pessoalmente contra o aborto. Certo. Então como explicar o vídeo abaixo?


No primeiro, sendo sabatinada pelo jornal "Folha de São Paulo", quando ainda nem era candidata à presidência, Dilma é enfática em sua resposta à pergunta do jornalista:
Jornalista: "Sobre o aborto, qual a posição da senhora? A legislação atual é adequada ou a senhora defende uma ampliação?" 
Dilma: "Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, é um absurdo que não haja a descriminalização."

Em um segundo momento, já como candidata do PT à disputa de 2010 pela presidência, Dilma já começou a ajustar seu discurso:
Jornalista: "O que a senhora está defendendo é a criação de um atendimento público para quem quer abortar?"
Dilma: "Para quem estiver em condições de fazer um aborto ou querendo fazer um aborto."
Jornalista: "Ou seja, é um ato de livre escolha..."
Dilma: "Acho que tem de ser tratado como uma questão de Saúde Pública."

Neste ponto, Dilma, já candidata, começa a utilizar a tática elaborada pelos grupos abortistas e que Lula utilizou com maestria durante muito tempo: dizer que aborto é problema de Saúde Pública. A verdade, verdade mesmo, é que eles sabem bem que há diversos outros problemas que são os principais causadores de morte materna no Brasil (ver "Maternidade é que é problema de Saúde Pública no Brasil, não o aborto"), mas nem estão aí, pois lutar contra os estas principais causas não lhes renderão manchetes e nem mesmo financiamentos internacionais para as ONGs promotoras do aborto.

Mas mesmo Dilma já ensaiando o discurso petista de dizer que aborto é problema de Saúde Pública, ela comete um ato falho ao responder que o aborto deveria estar disponível em atendimento público "para quem estiver (...) querendo fazer um aborto". Isto, nada mais é que defender o aborto por demanda, que é o clímax dos sonhos abortistas. 

E agora? Falta alguma prova de que Dilma e o PT tentam há anos enganar a população sobre a questão do aborto? As próprias palavras da candidata desmentem aqueles que tentam defendê-la. É nítido que ela foi ajustando seu discurso conforme sua candidatura, ainda em 2010, foi se consolidando internamente no PT. Fora isto, é bom que se lembre de suas atitudes como governante, em que ela colocou na Secretaria Especial para as Mulheres uma conhecida militante pró-aborto, que não apenas militava, mas que também já havia feito abortos -- ver "Secretaria para Promoção do Aborto tem nova ministra" e "Lulistas, dilmistas e petistas: e agora?".

É bom que se diga também que a atuação de um presidente, no Brasil, não se faz apenas no campo do executivo. É ele quem indica os ministros do STF, que terão de ser aprovados pelo Senado (mas não se tem notícia de recente rejeição). O último indicado de Dilma para o STF foi o ministro Luiz Roberto Barroso, que foi nada mais que um dos advogados que defenderam a liberação do aborto de bebês anencéfalos quando deste julgamento no STF -- ver "Supermo Abortista".

E isto é apenas o que se pode averiguar com as informações disponíveis publicamente, mas há muito mais coisas que acontecem nas sombras, pois abortista é um tipo que detesta luzes em suas obras.

Agora é para perguntarmos: como alguém pode ter a petulância de dizer que Dilma não é a favor do aborto? É facilmente demonstrável que seu partido sempre buscou a liberação deste crime hediondo. Está gravado em vídeo o que ela diz sobre o assunto. Seus atos como governante são uma série de favorecimento à causa abortista. O que mais falta?

Fica claro a todos que os defensores de Dilma querem que todos façam como eles e olhem para o lado enquanto o mal vai se expandindo. Ela dizer-se "pessoalmente contra o aborto" é simples tática que foi sendo cada vez mais utilizada desde que sua candidatura, ainda antes de 2010, foi tomando forma. Esta tática foi utilizada com sucesso por seu mentor, Lula, que sempre foi um mestre em apresentar obscuramente seu real pensamento sobre o assunto.

Se tais pessoas querem defender Dilma, Lula e o PT, pois que o façam, mas que façam isto assumindo tudo o que eles representam, e não tentando proteger seus candidatos daquilo que eles sempre acreditaram, pregaram e fizeram. As provas estão aí para quem desejar procurá-las.

Quem viu o vídeo acima pôde ver o "católico" Gabriel Chalita defendendo a então candidata Dilma Rousseff em 2010. Chalita sabia perfeitamente do posicionamento de Dilma, Lula e do PT em relação ao aborto, mas procurou utilizar sua influência no meio católico para conter a sangria quando o tema aborto surgiu durante a campanha. É impressionante como 30 moedas de prata ainda são o sonho de muita gente... Desde então, Chalita, acusado de recebimento de propina, virou fumaça política e Dilma seguiu sua caminhada até hoje. Talvez isto seja um excelente símbolo para quem deseja vender sua fé para projetos que nada têm a ver com os princípios cristãos.

terça-feira, outubro 14, 2014

"(...) todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto"

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O ex-deputado petista Luiz Bassuma, que, na prática, foi expulso do PT por defender a vida explica em vídeo como foi o processo em que ele foi alvo da militância a favor do aborto dentro do PT.

Segundo suas próprias palavras:
"Em 2007, em seu Congresso, (...) [o PT diz que] A partir de agora todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto."

Infelizmente, muitos católicos brincam com sua fé em épocas de eleições, assim como muitos o fazem durante o Carnaval, e a despeito de tudo o que já se tornou conhecido nos últimos anos nos governos Lula e Dilma em relação aos ataques diretos à vida e á família, insistem em dar seus votos a uma corja que é o símbolo da Cultura da Morte contra a qual devemos lutar.

Parece que nem mesmo a palavra de um Papa pode impedir certos "católicos" de prestar culto a seus ídolos. É sempre bom relembrar o que já nos ensinou o Magistério da Igreja sobre o assunto:
"(...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como «ação», se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã." [S.S. Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno]

E, no mesmo documento, o Santo Padre ensinou de forma claríssima:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." [negrito meu]

Percebe-se que o Santo Padre utilizou palavras fortes, mas ainda assim ele teve o cuidado pastoral necessário com seu rebanho. E não é que há gente que resolve deixar pontos importantes, entre os quais a defesa da vida humana é o principal, de lado para ajoelhar-se junto ao altar de um partido político? Isto tem nome: é idolatria.

Mesmo que uma pessoa segundo sua ótica não veja diferença entre ambos os adversários no segundo turno destas eleições, é inegável que o assalto à vida humana não-nascida e à família que pudemos testemunhar nestes últimos anos pode levar até mesmo a alguém ter de se deparar com a situação de escolher o mal menor. E como alguém pode justificar que o mal menor seja votar no PT estando ciente de tudo o que pudemos assistir recentemente?

Salta aos olhos também a arrogância dos que colocam sua fé no partido acima da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Santa Igreja. Como um exemplo acabado disto podemos ver o que aconteceu na página Paraclitus, uma conhecida e frequentada página no Facebook. Em uma postagem recente, uma mensagem na qual eram disponibilizados diversos vídeos e textos demonstrando claramente os ataques do PT e da ideologia que ele representa à família, à vida nascente, aos mais básicos princípios cristãos de moral e bons costumes causou revolta em vários de seus leitores. Seguem alguns exemplos:


Esta provavelmente não conhece as palavras firmes do Magistério sobre quem apóia partidos de linha socialista e comunista. Tampouco a leitora se dá conta da gravidade da situação atual, na qual a vida nascente é alvo de várias iniciativas de partidos de esquerda, principalmente do PT. A moça se diz católica, mas ao mesmo tempo não sabe o mínimo sobre como atuar politicamente tendo sua fé como guia.



Esta sequer sabe o que seja heresia. E para ela ainda tem o agravante de que ela acha mesmo que quem quer acabar com o processo democrático no Brasil é quem denuncia o PT, mas não o próprio PT com o Mensalão, com o Petrolão, os ataques à família, etc.



Posicionar-se, para esta leitora da página Paraclitus, é impor a vontade. Ela acha que um católico dono de uma página no Facebook deve ser imparcial. Talvez ela seja também devota de São Pilatos, que resolveu lavar as mãos e permitir a condenação de um inocente. Dizer que um católico não deve votar no PT é uma obra de caridade e sinal de que os administradores da página têm cuidado com as almas de seus irmãos, pois quem conhece a palavra do Magistério e o histórico dos partidos de esquerda em seus ataques às liberdades religiosas sabe que, exatamente como disse o Papa Pio XI, um "bom católico" não apóia tais partidos.



Esta foi impressionante em sua virulência. Chama o administrador da página de "ditador" apenas porque ele tem um posicionamento claro. Ela condena o que chama de julgamento, mas logo em seguida não hesita em rogar uma praga, dizendo que o Espírito Santo fará sentir sua força sobre os administradores da página. Pois é... A idolatria tem mesmo este efeito cegante sobre os idólatras. Talvez ela acredite que Pio XI, que foi "apenas" o Vigário de Cristo, devia ser um baita ditador por ter dito o que disse sobre o apoio a partidos esquerdistas.

Em resumo, é de embasbacar o baixo nível dos católicos brasileiros ao tratarem de política. Não é à toa que viram presa fácil de discursos populistas como o de Lula, Dilma e do PT. 

O Senhor Deus deu-nos o livre-arbítrio não para que o utilizássemos como um estandarte para nossos erros, mas porque ele deseja que nós de livre coração queiramos nos unir a Ele. Ele sempre espera mais de nós e para nos ajudar ainda deu-nos o um "doce Cristo na Terra", nas palavras de Santa Catarina de Sena sobre o Papa. E muitos católicos afastam-se das palavras do Magistério para juntar-se ao discurso de partidos políticos que vêm atacando a vida humana nascente e a família?

Quem deseja permanecer no erro e chafurdar na lama, pois que o faça, mas não queira utilizar seu "catolicismo" como justificativa. O ponto máximo da liberdade para um católico é ser servo de Cristo. E se alguém ignora o mínimo sobre sua fé em relação à sua participação política, deve o quanto antes parar de tentar justificar suas escolhas utilizando sua fé ou uma suposta liberdade que se sobrepõe até mesmo ao ensino ortodoxo da Santa Igreja.


O PT é abortista. Ponto!

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Quem diz que ambos os partidos se equivalem na questão do aborto quer apenas criar confusão, nada mais que isto. Quem deseja votar no PT deve ter seus motivos, sejam estes reais ou não, mas a luta pela vida humana ainda não nascida não está entre eles.

Jamais a Cultura da Morte teve tanta força como nos últimos anos. A começar com Lula e chegando até Dilma, o que pudemos ver é um verdadeiro festival de horrores de favorecimento escancarado ao abortismo, tendo pequenos hiatos durante as campanhas eleitorais, claro. 

O caso mais clássico, como não poderia deixar de ser, é o do ex-presidente Lula, que tinha um discurso pronto sempre que a questão do aborto lhe era apresentada: dizia-se pessoalmente contra, mas que como Chefe de Estado ele tratava o tema como problema de Saúde Pública. "Tema de Saúde Pública" é como o PT e seus membros falam de aborto quando estão sob a mira dos holofotes e precisam evitar uma resposta mais direta sobre a questão.

Dilma, claro, vem em segundo lugar. Há vídeos gravados em que ela, quando era potencial candidata a presidente, afirma com todas as letras que é favorável ao aborto. Pois bem, quando a coisa atingiu o ventilador e começaram a pulular questionamentos sobre este posicionamento, a turma do abafa veio em auxílio de Dilma, inclusive um "católico" como Gabriel Chalita, e tentaram reverter a situação. Tudo, claro, para enganar a população brasileira. Mas a realidade é bem mais clara: no dia seguinte à eleição de Dilma, o Ministério da Saúde do Governo Lula renovou um convênio com a FIOCRUZ para estudos e pesquisa visando a despenalização do aborto. No dia seguinte!

"Ah... Mas o PSDB também tem rabo preso na questão!" -- alguém pode tentar dizer. O que se pode dizer é que no PSDB há sim gente que é favorável ao aborto, como há em diversos outros partidos, e este partido tem mesmo já sua cota de ruindades nesta área. Mas as diferenças são importantes e, em uma eleição em segundo turno, elas são fundamentais. 

Sempre evito misturar temas aqui no blog, tentando o máximo possível sempre permanecer em questões diretamente relacionadas à defesa da vida. Devido a isto, evitarei aqui defender uma posição contrária ao PT e seu projeto de poder em outros temas que não o assunto principal do blog, mesmo que o assalto às nossas incipientes instituições democráticas tenha ficado mais do que claro a quem encare a questão com o mínimo de isenção.

Mantendo-me estritamente na questão do aborto, beira a desonestidade alguém defender que ambos, PT e PSDB, se equivalem. Não há dados para sustentar o pensamento de quem tenta criar tal tipo de confusão. Se alguns membros do PSDB não se comportam como defensores da vida, é bom que fique claro que em seu estatuto nada há parecido como o que acontece no PT, em que parlamentares já foram, na prática, expulsos de lá por posições em defesa da vida, como aconteceu com os ex-deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC). É coisa para impressionar mesmo. O PT que não expulsa nem José Dirceu, Genoíno ou Delúbio Soares é o mesmo PT que praticamente expulsa parlamentares que defendiam a vida humana por nascer.

Entre os pró-vidas, não há ilusões. Não temos ainda um político de peso que defenda a vida da forma como desejamos, isto é certo. O que temos no momento é a possibilidade de retirar do poder um partido e uma ideologia que vem impondo à população brasileira através de todas as maneiras possíveis sua agenda abortista sob o aplauso de incontáveis ONGs e da imprensa, que é majoritariamente favorável ao aborto.

Não esperamos um salvador, mas queremos sim que o PT e seu projeto abortista, cujas evidências estão disponíveis a todos, sejam retirados do poder para que a Cultura da Morte que eles tão bem representam recue ao menos um pouco. Quem quer votar no PT, pois que o faça, mas tenha a hombridade de defender sua posição sem desonestidade e abraçando com orgulho todo o ônus que a Cultura da Morte simbolizada pelo PT traz consigo.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Aborto, o tema esquecido nas eleições

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Ainda acontecem abortos no Brasil? A julgar pelas campanhas eleitorais, parece que o Brasil é praticamente o único país no mundo onde este crime hediondo não acontece. Os esquerdistas, que se dizem tão democráticos e dispostos ao debate, vêm conseguindo esconder o tema do aborto da campanha eleitoral, tudo, claro, com a conivência da grande mídia.

Esquerdistas em geral, e mais especificamente os petistas, sabem que o tema do aborto lhes é amplamente desfavorável, visto que a população brasileira é majoritariamente contrária à liberação deste crime contra a vida humana. 

Nas eleições passadas, o poste Dilma Rousseff sentiu um solavanco em sua campanha quando o tema aborto finalmente apareceu. Seu comando de campanha teve que elaborar uma carta de Dilma dirigida aos religiosos ("Mensagem da Dilma") para tentar acalmar os ânimos. "Acalmar os ânimos" no dialeto petista quer dizer mentir o quanto for necessário, pois em trechos da referida carta ela diz coisas como:
"Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto."
No dia seguinte à eleição de Dilma, o Diário Oficial da União publicou um adendo a um termo de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz para estudos visando a despenalização do aborto (veja em "De boateiros e mentirosos"). Apenas 1 dia após a eleição de Dilma e o governo petista já abria novamente a porteira abortista!

Como o afã petista na busca pela total liberação do aborto no Brasil jamais é aplacada, Dilma Rousseff tomou posse e colocou no cargo de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres a senhora Eleonor Menicucci, uma mulher que não apenas é militante pelo aborto, como admitiu ter realmente feito abortos na Colômbia, mesmo sendo esta uma prática criminosa naquele país. E Dilma, que se diz "pessoalmente contra o aborto", coloca uma mulher destas em uma pasta de política para as mulheres?

Mas como mentira de petistas nunca vem sozinha, eis um outro trecho da carta divulgada por Dilma:
"Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País."
Claríssimas palavras e, no entanto, totalmente mentirosas, como ficou claro quando covardemente apenas 3 dias após o encerramento da Jornada Mundial da Juventude e quando o Papa Francisco já se encontrava longe do Brasil, a presidente Dilma sancionou sem qualquer veto o que ficou conhecido como Lei Cavalo de Tróia (Lei 12845/2013), pois ficou claro a muitos do meio pró-vida -- infelizmente, não a todos -- que esta lei era apenas uma preparação para a liberação do aborto através de meios obscuros fora do escrutínio da opinião pública. Isto foi recentemente confirmado quando da iniciativa do Ministério da Saúde em publicar uma portaria que procurava liberar o aborto a pretexto de atender mulheres vítimas de violência sexual, utilizando como justificativa a Lei Cavalo de Tróia, exatamente como previsto por vários do movimento pró-vida. Felizmente, e talvez por estarmos em ano eleitoral, a iniciativa foi revista. Por enquanto.

Ou seja, as afirmações da candidata Dilma Rousseff que foram encaminhadas a religiosos -- já veremos quem eram os tais religiosos -- foram rematadas  e deslavadas mentiras, ditas apenas com o objetivo de ganhar uma eleição, como é tradicional entre a maioria dos políticos brasileiros, principalmente petistas e esquerdistas. 

Mas como para a sobrevivência de qualquer mentira é preciso que haja aqueles que queiram levá-la à frente, um grupo de religiosos e intelectuais resolveu divulgar carta de apoio à então candidata. Entre os religiosos, como não poderia deixar de ser, estava a fina flor do câncer da Igreja no Brasil, a Teologia de Libertação. Nada menos que 7 bispos católicos encabeçavam a lista dos que assinaram o documento, sem contar outros nomes tristemente conhecidos não pela sua fidelidade à Santa Igreja, mas por sua incansável disposição em buscar sua destruição, tais como o arroz-de-festa Frei Betto, a teóloga favorável ao aborto Ivone Gebara, e também políticos oportunistas no meio católico como Alessandro Molon.

É altamente recomendável a leitura do texto da carta divulgada pelos religiosos e intelectuais. Nela podemos ver até que ponto é capaz de ir a desfaçatez de quem quer enganar a população para atingir seus objetivos. Basta o primeiro trecho da mesma para que a mentira salte aos olhos de quem a lê:
"1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como "contrárias à moral".
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: "se nos calarmos, até as pedras gritarão!" (Lc 19, 40)."
Ver bispos assinando uma carta destas, uma carta que chega ao cúmulo de utilizar trechos do Santo Evangelho e cujo teor é baseado na claríssima mentira de que Dilma Rousseff não seria favorável ao aborto, coisa afirmada pela própria muito antes do início da campanha eleitoral, dá bem uma idéia de a quantas anda a Igreja no Brasil. As atitudes de Dilma como presidente deixaram bem claro a todos quem afinal estava mentindo. No texto "De boateiros e mentirosos", está exposta a mentira a que bispos, padres, religiosos e políticos católicos se renderam para ajudar Dilma Rousseff a se eleger.

***

E, passados já 4 anos, e com a sanha abortista do PT a todo vapor, curiosamente o aborto não é assunto de campanha. A CNBB, a mesma que tristemente optou pelo veto parcial ao PLC 03/2013, não dá um pio sobre o assunto, o que seria muito simples, dado todo seu aparato de Comunicação Social e sua penetração junto à mídia. Claro que isto acontece quando há vontade, não é mesmo? Quando há "sem-terras" querendo bagunçar a CNBB arruma tempo; idem quando o que se pretende é preservar a cultura do infanticídio ainda presente em alguma tribos indígenas. Só o que não se consegue é a CNBB arrumar tempo para fazer que a defesa da vida seja um tema importante na eleição presidencial e parlamentar.

E assim vamos indo... Dilma Rousseff, a queridinha da Teologia da Libertação, tão querida que até arruma bispos e padres que assinem uma carta eivada de mentiras para enganar os eleitores, não é confrontada com suas mentiras sobre a questão do aborto. E também os outros candidatos tampouco são perguntados intensivamente sobre seus posicionamentos sobre esta questão importantíssima.

quinta-feira, setembro 19, 2013

Alguma surpresa com o resultado de ontem no STF? Mas o que isto tem a ver com a defesa da vida?

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Ontem o Ministro Celso de Mello lançou a pá de cal na democracia brasileira, que ainda agonizava na sepultura em que a jogaram há vários anos, ao votar favoravelmente aos Embargos Infringentes para quadrilha do Mensalão. E não, nem estou a falar apenas dos anos do petismo no poder como responsáveis únicos por mais este tapa na população, pois a coisa é mais profunda ainda. Nesta republiqueta que nasceu de um golpe, nada mais pode surpreender tanto assim, não é mesmo?

Se os juízes realmente justos, como o sábio Rei Salomão, sabem utilizar de meios, digamos, heterodoxos, tais como a ameaça de repartir uma criança para fazer justiça, os maus juízes utilizam-se de um suposto apego desmedido à ortodoxia para dar vazão às suas más decisões, exatamente como fez Celso de Mello. Isto nem mesmo é ortodoxia, é apenas uma caricatura de péssimo gosto.

Alguém pode dizer que Celso de Mello foi apenas um dos seis votos favoráveis ao descalabro que ontem foi aprovado. Sim, isto está correto, e os outros cinco partilham também da culpa por mais esta vergonha saída de nosso Supremo Tribunal Federal, que se apequena cada vez mais. Mas, falemos sinceramente, alguém esperava algo diferente de Dias Toffoli, de Lewandovski, de Barroso?

Toffoli, por exemplo, é conhecido por todos por estar nesta posição de ministro da mais alta Corte do país por seus serviços prestados ao PT. Seu "notório saber jurídico" é tão incrivelmente amplo que ele nem mesmo necessita de uma pós-graduação qualquer em sua área. Santa Competência, Batman! Este ministro é tão cara-de-pau que até mesmo é capaz de se dizer "contra o aborto e contra sua criminalização" ("Isto é ser abortista, Dr. Toffoli").

Sobre Lewandovski, há suspeita de favorecimento ao PT durante as últimas eleições, coisa ainda não plenamente esclarecida. Sobre Barroso, há negócios de seu ex-escritório também ainda não esclarecidos. E podemos imaginar, claro, conhecendo um pouquinho do que é o Brasil, que isto é apenas a ponta da linha que sai do carretel.

Ou seja, a verdade é que ninguém contava com Toffoli, Barroso, Lewandovski, etc. As pessoas -- não eu, mas já explico... -- contavam com Celso de Mello, com Gilmar Mendes, com Joaquim Barbosa, etc. O próprio arrastamento deste julgamento foi uma jogada do petismo, pois eles bem sabiam que muitos dos ministros que os condenariam teriam que se aposentar. Isto, aliás, apenas como um adendo, é mais uma coisa bem nossa, como a jaboticaba: os juízes do STF são OBRIGADOS a se aposentar ao atingirem 70 anos de idade, o que é um completo absurdo, ainda mais em se tratando de uma ciência como o Direito. E o que acontece? Os juízes saem de lá com uma polpuda aposentadoria e vão dar consultoria ou abrir escritórios que já terão inúmeros clientes endinheirados pagando suas horas trabalhadas a peso de ouro.

Mas o que tem tudo isto a ver com a defesa da vida afinal? O fato é que o grande problema do STF não é coisa recente, é coisa que vem sendo construída há anos. Será que alguém ainda se lembra do julgamento sobre a liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias? Mais especificamente: alguém se lembra do teor do voto de Celso de Mello à época? Faz muito bem, a quem puder e desejar, procurar o que o ministro disse em seu voto. O escritor Percival Puggina, em 2008, logo após o julgamento, escreveu um artigo interessante: "Cruz Credo, Celso de Mello!". Eis o parágrafo final deste texto:
"O ministro Celso Mello não esconde o viés totalitário de quem deseja recolher o Direito Natural e o pensamento cristão a um campo de concentração. Ali, devidamente amordaçados, ficaríamos sob jugo dele e de outros sacerdotes do ateísmo, com as conseqüências que já se instalam sob nossos olhos."

Especificamente sobre o voto de ontem de Celso de Mello, é de se notar a fundamentação de parte de sua argumentação no Pacto de São José da Costa Rica, pacto este que foi SOLENEMENTE ignorado quando do julgamento sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias, pacto este que traz este texto claríssimo sobre a defesa da vida:
"Artigo 4º - Direito à vida 
1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente."

Quem quiser ver bem fundamentada argumentação sobre o assunto, sugiro a leitura do texto "Impossibilidade de legalização do aborto no Brasil desde sua proibição constitucional de ir à deliberação pelo Poder Legislativo", de autoria do advogado Celso Galli Coimbra.

Ou seja, o ministro Celso de Mello acolhe o Pacto de São José da Costa Rica quando este serve aos seus propósitos iluministas. Já quando o Pacto não lhe serve é devidamente ignorado. E é ele quem quer dar lições de racionalidade à população? Poupe-nos, por favor.

Mas, antes fosse o problema apenas um Celso de Mello... No julgamento da liberação do aborto de fetos com anencefalia, foi a vez de brilhar um outro de nossos juízes do STF: Marco Aurélio de Mello. Este ministro, que pareceu esquecer de como deve se comportar um juiz, não apenas deu declarações descabidas sobre o caso como também antecipou seu voto, coisa que lhe é negada de forma clara pelo Regimeno Interno do STF. Todo este lamentável caso pode ser visto em uma postagem aqui no blog ("Marco Aurélio de Mello, pede para sair!").

E outros casos mais, envolvendo outros ministros do STF, poderíamos ir descobrindo... A má qualidade de nossos ministros, explicitada pelos exemplos acima, em que um juiz escolhe quando lhe apraz utilizar uma legislação que favorece sua tese e outro que resolve declarar seu voto à imprensa e fazer troça com a parte contrária, diz bem sobre o tom em que andam as coisas em nossa Corte Suprema. Em um tal ambiene, como reclamar de um Dias Toffoli que devia ter se declarado impedido para julgar os réus do Mensalão, muitos dos quais membros do PT, partido do qual ele foi advogado há alguns anos?

Eu costumo dizer que a defesa da vida não é apenas uma questão dentre tantas outras de igual importância, como muitos desejam que seja. A defesa da vida é A QUESTÃO! É a partir dela que todo um fundamento moral acha seu regaço. Quando esta defesa falta, quando se procura meios concretos ou até mesmo retóricos para relativizar a importância da vida, o que virá depois não será boa coisa. 

E o que aconteceu ontem no STF é um perfeito exemplo disto. Grande parte da sociedade brasileira aplaudiu Celso de Mello quando ele usou sua furiosa retórica iluminista para defender a utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas, mesmo que ele tenha deixado de lado o Pacto de São José da Costa Rica. Outra grande parte da sociedade vibrou com o ministro Marco Aurélio de Mello quando este ilegalmente declarou seu voto sobre a questão do aborto de bebês com anencefalia e ainda ficou ridicularizando os que lhe eram contrários. E é esta sociedade que agora rasga as vestes quando vê a leniência no julgamento de corruptos e quadrilheiros? Esta mesma sociedade, que sequer se insurge contra o descalabro de que um Dias Toffoli não se tenha declarado impedido para julgar partidários do PT, agora reclama do resultado deste julgamento?

O que muitos parecem não compreender é que o absurdo da decisão de ontem não começou no início do Mensalão. A coisa é bem mais profunda. Quem é capaz de tratar a vida humana com o descaso demonstrado nos últimos anos pelo STF em todas as questões que lá chegaram, de forma nenhuma terá tutano moral para lidar com questões como corrupção ou formação de quadrilha. E o que merecemos como um belíssimo anti-clímax é um juiz posando de virgem vestal brandindo leis que ele mesmo já fez questão de "esquecer" quando lhe foi conveniente.