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sábado, janeiro 12, 2013

Aborto: impedimento para a verdadeira paz

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Na mensagem de S.S. Bento XVI para a comemoração do Dia Mundial da Paz no último dia 1o. de janeiro, há um trecho que resume bem o dever de todos em preservar a vida humana em toda as suas dimensões e em todas as suas fases. A síntese que o Sumo Pontífice faz do problema do aborto e da eutanásia e de como tais atos são grandes impedimentos para a paz é perfeita.

"Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida.  
Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tampouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida."



terça-feira, abril 12, 2011

Discurso mostra as raízes da Cultura da Morte

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Dep. Elimar Máximo Damasceno
"Entre minhas preocupações, destaco a defesa da vida, em todos os momentos de sua existência, e da família, instituição tão ameaçada nos dias de hoje. Em verdade, o aborto, a eutanásia, a esterilização em massa de homens e mulheres, a educação sexual hedonista constituem atentados à vida. Enquanto a desestruturação e as várias formas afetadas de família, defendidas por organizações e grupos deletérios, constituem ameaças à família legalmente constituída.

Por outro lado, o desenvolvimento científico no campo da reprodução e da genética trouxe preocupação para os estudiosos da bioética. Essa preocupação diz respeito à reprodução médica assistida, ao descarte de embriões, à redução embriológica, à clonagem de seres humanos, à criação do útero artificial e às experiências de cruzamento de espermatozóide humano com animais inferiores. Tudo isso é motivo de preocupação para os que defendem a vida e a família."

As palavras acima estão logo no início de um discurso proferido pelo então deputado federal Elimar Máximo Damasceno (PRONA-SP) em 28/04/2003 no Plenário da Câmara dos Deputados.

Só por estas palavras, dá para ter uma idéia do conteúdo, que pode ser lido integralmente no "Blog do Titio" na postagem "Há oito anos, deputado denunciava nazismo na Planned Parenthood", que recomendo a leitura.

Em seu pronunciamento, o deputado vai fundo na análise das raízes que impulsionam as várias iniciativas que têm como alvo a família e a vida humana, como o trecho abaixo demonstra bem.

"Mas a que devemos essas ameaças à vida e à família? Será isso resultante de um simples desenvolvimento científico ou de uma evolução social? Trata-se de um progresso? Acontecem por acaso esses atentados?

Essas perguntas é que pretendo responder durante este meu pronunciamento.

Em verdade, estão por trás desses atentados três principais interesses, quais sejam: 1) interesses de melhoria da raça humana; 2) interesse político no controle da população no Brasil; 3) interesse de investimentos em recursos para o controle da população no Brasil."

O texto é extenso, mas sua leitura é muito importante.

quarta-feira, março 31, 2010

O dia de Terri Schiavo

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Hoje faz exatamente 5 anos que Terri Schindler Schiavo foi executada. Seu crime? Nenhum...

Terri é um símbolo do que nossa sociedade está se tornando, uma sociedade que é capaz de retirar os tubos de alimentação e hidratação de uma pessoa imóvel em uma cama e abandoná-la à morte, uma morte cruel. Uma sociedade que ignorou os apelos dos pais de Terri, que queriam apenas poder cuidar de sua filha até sua morte natural.

Mas isto não demoveu a vontade assassina de tantos. Uns a chamavam de "vegetal", mas estes eram os que não a conheciam. Eis a declaração do Pe. Frank Pavone:
"Terri respondia a mim e a outros à sua volta. Ela sorria e ria quando seu pai a beijava e o bigode dele lhe fazia cócegas. Quando sua mãe perguntava-lhe algo, eu a ouvia tentando dizer alguma coisa. Ela não era capaz de dizer uma palavra, mas ela beijava sua mãe quando esta a beijava.

Quando eu lhe disse que queria rezar e lhe dar uma benção, ela fechou seus olhos e, ao término da oração, abriu-os novamente. Ela não era um "vegetal". Era uma pessoa viva que estava sendo morta por fome. Isto foi assassinato."

Que a família de Terri receba muito consolo divino através de nossas orações. E que nós, que ainda pecorremos este Vale de Lágrimas, tenhamos mais forças para lutar para que no futuro não mais tenhamos que assistir um sofrimento como o de Terri.

Hoje é o Terri's Day. Oremos.


sexta-feira, março 06, 2009

Manifesto das "Católicas" pelo Direito de Decidir: nenhuma surpresa

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Como sempre acontece quando há situações como o acontecido com a menina-mãe do Recife, inúmeras ONGs aproveitam a oportunidade para apontar suas armas para os defensores da vida. Claro que as "Católicas" pelo Direito de Decidir não ficariam atrás e divulgariam um comunicado sobre o assunto.

Nem mais causa surpresa a cara-de-pau de tais entidades que se prestam ao papel único e exclusivo de enganar ao público. O maior símbolo disto é que estar ongueiras tomem o nome de "católicas" para defender uma prática hedionda como o aborto. A mentira e a distorção dos fatos é seu principal produto.

Abaixo segue o comunicado devidamente intercalado com meus comentários.

***


Insanidade, crueldade ou princípios cristãos?
Católicas pelo Direito de Decidir manifeta-se sobre o caso da menina pernambucana de nove anos, grávida por estupro de seu próprio padastro

O que pode levar alguém a desejar obrigar uma criança, com risco de sua própria vida, a manter uma gravidez fruto de uma inominável violência? Rígidos princípios religiosos? Ou insanidade e crueldade? Estamos falando do caso ocorrido em Pernambuco da menina de nove anos que apresentou gravidez (de gêmeos!) como resultado de estupros seguidos que sofreu de seu padrasto, violência a que foi submetida desde os seis anos de idade.

[Como era de se esperar as ongueiras são seletivas quanto à violência que lhes incomoda. O trucidamento de crianças ainda no ventre de suas mães lhes é bem suave na consciência. Curiosamente, as ongueiras evitam dizer que a própria menina-mãe queria manter a gravidez. Mas que importa isto, não é mesmo? Neste caso, elas são favoráveis ao direito de decidir, claro que desde que a decisão seja pelo aborto, pois o pai da menina, que era contra o assassinato, foi esquecido pelas ongueiras.]

A gestação foi interrompida no dia 04 de março último, às 10h da manhã, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde que permite abortamento em casos de gravidez de risco ou quando a gestante foi vítima de estupro, ainda que o aborto continue sendo crime no país. O caso da garota pernambucana se enquadrava nos dois casos, já que a gravidez de fetos gêmeos também colocava sua vida em risco, pois a menina pesa apenas 36 kg e mede 1,36 m. Por seu muito pequena, ela não tem estrutura física para suportar a gravidez de um feto, muito menos de dois. É de se imaginar, ainda, os danos psicológicos a que seria submetida se fosse obrigada a levar essa gravidez a termo.

[Gravidez de risco não é coisa incomum. E as ongueiras continuam com sua seletividade: tentam argumentar que a criança corria um iminente risco de saúde, coisa negada pelos próprios profissionais que a atenderam, e nem mesmo cobram dos governantes que dessem o devido auxílio à menina. Claro, pois para tais pessoas a escolha é sempre o aborto. Aliás, "escolha" para estas senhoras inexiste, pois a única opção pela qual elas gritam é a opção de abortar. Não há escolha para quem só vê um caminho. Assim como não há catolicismo para quem se coloca em oposição à Igreja. Uma vez falsas sempre falsas.]

Para nossa surpresa - e indignação!-, entretanto, houve uma intensa movimentação de militantes religiosos contra a interrupção dessa gravidez tão perigosa, sob todos os aspectos, para essa pequena criança de nove anos. Até mesmo ameaça de excomunhão houve! Sob o argumento da defesa da vida, essas pessoas não se importaram em nenhum momento nem com a violência já sofrida por ela, nem com a real possibilidade que havia de a menina perder a própria vida. Se essa criança - que tem existência real e concreta, com uma história de vida, relações pessoais, afetos, sentimentos e pensamentos, enfim -, se essa menina não merece ter sua vida protegida, trata-se de defender a vida de quem? De uma vida em potencial ou um conceito, uma abstração? Quem tem o direito de condenar à morte uma pessoa em nome de se defender uma possibilidade de vida que ainda não se concretizou e não tem existência própria e autônoma?

[As indignadas ongueiras, da baixeza de seus pseudo-argumentos, acusam a seus opositores de não se importarem com a violência sofrida pela criança. É estúpida a pergunta "trata-se de defender a vida de quem?", pois é típica de quem não reconhece a humanidade dos SERES HUMANOS que estavam no ventre da menina-mãe. Tanto a menina deve ter sua vida protegida quanto seus filhos. A seletividade das ongueiras, ao melhor estilo nazista, só encara a humanidade de quem pode abortar, mas nega aos abortados até mesmo sua humanidade.

As ongueiras chamam o fruto da concepção de "vida em potencial", de "conceito, uma abstração", e assim o fazem porque é este o caminho enganador para justificar aos desavisados o assassinato de indefesos. É completamente vazia a retórica típica de quem quer apenas enganar ao dizer que a menina estaria condenada à morte. É uma enorme mentira, nenhuma surpresa. Mas foram os filhos da menina que sofreram uma pena de execução sumária, autorizada por sua avó materna.

As senhoras "católicas" só aceitam proteger uma vida caso ela tenha "existência própria e autônoma". Eis a porta aberta, escancarada para a eutanásia e para o infanticídio. Que doente terminal pode dizer-se autônomo? Que criança com poucos meses de nascida pode ser dizer autônoma? Eis o absurdo que estas ongueiras defendem. Elas querem demonizar os que se opõem ao aborto de duas crianças, aos que defendem a vida dos três envolvidos diretamente, e assim o querem porque não há, segundo elas, nem existência própria e nem autonomia. Na verdade, e é isto que elas querem esconder a todo custo, utilizando a velha tática de acusar aos outros de seus defeitos, na verdade mesmo elas defendem apenas conceitos para lá de abstratos e subjetivos, e isto em oposição ao fato concreto da vida dos bebês trucidados.]



Pensamos que se configura como pura crueldade essa intransigente defesa de princípios abstratos e de valores absolutos que, quando confrontados com a realidade cotidiana, esvaziam-se de sentido e, principalmente, da compaixão cristã. Seria possível imaginarmos o que Jesus Cristo diria a essa menina? Seria ele intolerante, inflexível e cruel a ponto de dizer a ela que sua vida não tem valor? Ou ele a acolheria gentilmente, procuraria ouvir sua dor e a acalentaria em seu sofrimento? Será que ele defenderia que ela sofresse mais uma violência ou usaria sua voz para gritar contra os abusos que ela sofreu

[Se o assunto não fosse tão sério poderíamos dar boas risadas com as "Católicas pelo Direito de Decidir". Beira o absurdo quem exige uma subjetiva autonomia como forma de valoração da vida vir querer ensinar compaixão cristã. Que tal ensinar compaixão cristã para as crianças que foram assassinadas? Pura crueldade é matar um ser humano exatamente porque lhes nega a humanidade, isto é tática que foi amplamente utilizada por regimes totalitários no século passado: tratar o outro como coisa para que sua existência seja submetida às vontades do mais forte. Nosso Senhor Jesus Cristo, caras ongueiras, jamais contradisse qualquer mandamento. "Não matarás", lembram? Jesus jamais diria para quem quer que fosse que é correto, aceitável matar os próprios filhos. Isto é que é pura crueldade. O que Jesus diria à menina, é exatamente o contrário do que "católicas" como as senhoras lhe dizem: que a vida da menina tem tanto valor quanto a de seus filhos.]

Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigente, duros, violentos e nada amorosos. Assusta-nos o desprezo pela vida das mulheres. Assusta-nos que suas histórias sejam descartadas, que sua existência na Terra esteja valendo menos do que a crença autoritária de algumas poucas pessoas.

[Eis o real objetivo finalmente desmascarado! Estas senhoras pouco se importam com a menina, e não só com os bebês que foram assassinados. Que nada! O que lhes movimentou mesmo foi a oportunidade -- qual um abutre esperando pelos despojos de um predador -- de mais uma vez alavancar a causa do aborto. É este o resultado de toda esta retórica vazia. É isto que lhes faz escancaradamente escolher quem deve ou não viver. É a "crença autoritária" de poucas pessoas que desejava que todos saíssem vivos desta história. E é o relativismo, a moral flexível, a falta de princípios cristãos que fazem tais senhoras aplaudir o assassinato de duas crianças. E tudo isto, claro, sobre o pretexto de um falso humanismo, que engana a muitos, mas que não se mantém 2 segundos no ar.]

Para que a nossa democracia seja efetiva, as pessoas precisam ter o direito real de escolher. Por isso, defendemos que as políticas públicas de saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos já conquistados sejam garantidos. Além disso, lutamos pela legalização do aborto, para que as mulheres que assim desejem, possam levar qualquer gravidez até o fim. Mas que as que não o desejam, não sejam obrigadas a arriscar suas vidas, ou mesmo morram, por se pautarem por valores éticos distintos.

São Paulo, 05 de março de 2009

Católicas pelo Direito de Decidir
http://www.catolicasonline.org.br/

[Errado! Para que nossa democracia seja realmente efetiva, os direitos individuais devem ser respeitados. E o direito à vida é o primeiro de todos. É fundamental. O que estas senhoras defendem, debaixo de todo este discurso panfletário, é apenas a lei do mais forte, travestido de humanismo.]

terça-feira, novembro 18, 2008

Eluana Englaro: Terri Schiavo reloaded

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Eluana Englaro é o nome de uma mulher italiana que vem vivendo os últimos 14 anos de sua vida sob intensos cuidados médicos. Um acidente de carro, em 1992, deixou a então jovem em estado de diminuta consciência.

Em uma decisão polêmica, o mais alto tribunal de apelações da Itália permitiu que o pai de Eluana, seu tutor legal, possa terminar a vida de sua filha através da negação de alimentos e água. É exatamente o caso de Terri Schiavo, à diferença que seu tutor legal era o marido.

Porém, a congregação de freiras responsável pelo hospital no qual Eluana está internada, recusarou-se a interromper a administração do suporte à vida da doente. Em um comunicado publicado no jornal "Avvenire", pertencente à Conferência Episcopal Italiana, as freiras deram uma mostra do que move seu corajoso gesto:

"Nossa esperança, assim como a de muitos como nós, é que a morte por fome e sede de Eluana, e de outros em iguais condições, não sejam levadas a cabo.

É por isto, novamente, que mantemos nossa disponibilidade, hoje e no futuro, em continuar a servir Eluana. Se há aqueles que a consideram morta, deixem-na continuar conosco, que sentimos que ela permanece viva. Não pedimos nada além do silêncio e da liberdade de amar e nos doar àqueles que estão fracos e pobres."


Tristes tempos em que um pai dá sua filha por morta e procura a Justiça (??) para que tenha o direito de negar alimentos e água a um corpo que, para ele, é nada. É preciso que outros consigam enxergar a vida que ainda pulsa naquele ente querido.

Comida e água é o mínimo que devemos dar a todo ser humano, principalmente àqueles que estão sofrendo sobre o leito de um hospital por anos a fio. Uma sociedade que se dispõe a matar de fome e sede a um ser humano dá-nos o sinal de que algo vai bem errado, que perdemos o rumo.

Rezemos por Eluana, rezemos por seu pai e agradeçamos a Deus a caridade cristã das freiras que assistem a doente.

"(...) onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Romanos 5:20)

A graça de Deus sempre encontra um caminho.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O manifesto pífio das "Católicas pelo Direito de Decidir"

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Nem bem foi lançada a Campanha da Fraternidade 2008 -- "Escolhe, pois, a vida" --, as Católicas pelo Direito de Decidir lançam também seu manifesto.

O manifesto é risível de tanto clichê junto. As velhas senhoras mais uma vez contribuem para o anedotário religioso nacional. Mas o que poderíamos esperar de mentes fúteis, não é mesmo?

O que esperar de quem tenta marotamente colocar a culpa de milhões de mortes devido à Aids nas costas da Igreja? Tal raciocínio não é errôneo, é pura má-fé, puro descompromisso com a verdade. Coisa de gente pequena que faz da desonestidade intelectual um meio de vida. Literalmente.

A Igreja prega hoje o que sempre pregou: a castidade segundo o estado de vida de cada um. Aos solteiros, a castidade de seu estado os afasta do perigo de uma doença ainda sem cura. Aos casados, a fidelidade aos respectivos cônjuges igualmente os afasta de tal perigo.

Curiosamente, os mesmos que criticam a Igreja por não mudar sua posição são os que não divulgam o índice de ineficácia dos preservativos. Gerações de jovens estão sendo educadas sob a falácia do "sexo seguro", sem que estejam conscientes do quanto suas vidas estão em risco. Isto sim é uma brutal indiferença ao próximo: sob uma máscara de compaixão vai um frio comportamento que esconde interesses obscuros e mente até o limite para que sua agenda seja implementada.

O que podemos esperar de quem tenta florear uma abominação como a eutanásia? Ato que, sob uma casca de compaixão, esconde uma das formas mais baixas de descaso com a vida, que não encontra respaldo em qualquer das grandes religiões, que, muito ao contrário do pensamento das velhas senhoras, transformam o sofrimento em ocasião de um maior crescimento espiritual.

O que podemos esperar de quem não titubeia em requerer o sacrifício de embriões humanos no altar do deus Ciência na busca de uma cura que sequer se sabe ser possível? Que esperar de tais pessoas, que instrumentalizam as dores de inúmeros doentes e deficientes prometendo-lhes cura ao custo da eliminação de seres humanos no início de suas vidas?

O que esperar de pessoas que, apesar de se dizerem católicas, advogam a inserção de elementos totalmente estranhos à mensagem cristã autêntica. Querem elementos indígenas e afro-latinos (?!) nas celebrações? Quais elementos exatamente? A superficialidade de um tal pedido só deixa ver a disposição desonesta de quem o faz.

A superioridade do cristianismo sobre as outras crenças é afirmada por Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6). Se Jesus, Filho do Deus Altíssimo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, fato que todo e qualquer cristão deve bem conhecer, afirma-se com "o caminho" e não "um caminho", é evidente que o cristianismo, único caminho no qual Jesus é proclamado em sua plena realidade de Filho de Deus, é superior a quaisquer outras crenças.

Causa surpresa que um grupo de mulheres que se dizem católicas não consiga atingir um raciocínio tão básico que é até mesmo compreendido por uma criança iniciante no catecismo.

Que esperar de pessoas para quem a prática homossexual deveria ser tida como virtuosa quando na Bíblia, Palavra de Deus, tais atos são explicitamente classificados como uma "abominação" (Lev 20:13). São Paulo foi igualmente firme quanto ao assunto, chamando tais atos de "torpezas" (Rm 1:27) e também ao dizer que os praticantes não herdarão o Reino de Deus (1Cor 6:9).

O que afinal querem? Que a Igreja mude a Palavra de Deus para o que lhes seja mais agradável? Ou desejam que a Igreja vá frontalmente contra o que vai escrito na Bíblia Sagrada? Fica claro com quem está a razão.

Que esperar de pessoas que se dizem católicas, mas convenientemente esquecem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a indissolubilidade do matrimônio? "Não separe o homem o que Deus uniu" (Mt 19:6). Como levar a sério alguém que se diz católico e procura deliberadamente ignorar um claro mandamento do Filho de Deus?

Como levar a sério quem mistura assuntos tão díspares quanto defesa da vida e sacerdócio feminino? Fica claro a qualquer pessoa a ridícula disposição de apenas causar confusão a quem as lê. E onde estão os argumentos para um suposto "direito" das mulheres ao sacerdócio? Curiosamente as velhas senhoras esquecem de mostrar a situação da mulher antes e depois do advento do cristianismo, coisa que bem demonstraria a colossal besteira que procuram ridiculamente demonstrar.

O que podemos esperar de um grupo de mulheres que arrogantemente se dizem cientistas e que viram os olhos para a VERDADE CIENTÍFICA de que uma vida humana inicia-se na concepção? E se já existe uma vida humana, esta deverá ser preservada e não há suposto "direito sobre o próprio corpo" que possa justificar a eliminação de um outro ser humano.

A Igreja afirma, e sempre o afirmou, a dignidade da vida, independentemente de como esta vida tenha sido gerada, seja através de um ato de amor ou de um ato de violência.

É até mesmo cômico ver um grupo vir a público clamar um suposto direito das mulheres ao sacerdócio baseando-se num conceito distorcido de igualdade, mas curiosamente deixar de lado qualquer noção de igualdade quando se trata de eliminar um ser humano concebido.

Enfim, as Católicas pelo Direito de Decidir mais uma vez expõem-se ao público como realmente são: fúteis, superficiais, midiáticas, enganadoras.

A tentativa clara de criar rupturas na Igreja é até infantil na execução. Politicamente correto e oportunista do início ao fim, o discurso das Católicas pelo Direito de Decidir desce ao fundo do poço do ridículo ao tentar associar assuntos tão diferentes como racismo, sacerdócio feminino, Liturgia e disciplina sacramental com a defesa da vida.

Ao final fica claro que tudo é apenas o discurso cambaleante de quem procura confundir.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Papa fala mais uma vez...

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Conforme publicado em Zenit, segue a carta de S.S. Bento XVI por ocasião da Campanha da Fraternidade de 2008.

Será que ficou claro o suficiente agora?


***

Ao venerável irmão no episcopado,

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Presidente da CNBB

Arcebispo de Mariana (MG)

Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2008, está subordinada ao tema “Fraternidade e defesa da vida” e ao lema “Escolhe, pois, a vida”. É um tempo de conversão de todos os cristãos, no sentido de buscar uma fidelidade ainda maior ao Deus criador e doador da vida.

Meu venerável predecessor, o Papa João Paulo II, na Encíclica Evangelium Vitae, pôs em evidência a mentalidade individualista e hedonista que, com uma concepção distorcida da ciência, foi causa de novas violações da vida, em particular do aborto e da eutanásia. Certamente, todas as ameaças à vida devem ser combatidas; o Concílio Vaticano II, ao condenar tudo quanto se opõe à vida ou viola a integridade da pessoa humana e a sua dignidade, recordava que tudo isso “desonra mais aqueles que assim procedem do que os que padecem injustamente” tais atitudes, pois ofendem gravemente a honra devida ao Criador (cf. Cons. Gaudium et spes, 27).

Por isso, no Discurso Inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, quis recordar que os caminhos que traçam uma cultura sem Deus e sem os seus mandamentos, ou inclusive contra Deus, terminam sendo “uma cultura contra o ser humano e contra o bem dos povos latino-americanos” (n. 4).

O Documento final de Aparecida nos mostra que o encontro com Cristo é o ponto de partida para a negação desses caminhos de morte e a escolha da vida; mas é também o ponto de onde partimos para reconhecer plenamente a sacralidade da vida e a dignidade da pessoa humana (n. 356). Ao dar início à Campanha da Fraternidade deste ano, renovo a esperança de que as diversas instâncias da sociedade civil queiram solidarizar-se com a vontade popular que, na sua maioria, rejeita todas as formas contrárias às exigências éticas de justiça e de respeito pela vida humana desde seu início até o seu fim natural.

Com estes auspícios, invoco a proteção do Senhor, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil, e que a vida nova em Cristo atinja o ser humano por inteiro em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando seus dons de paz e prosperidade e desperte em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica.

Benedictus PP. XVI

Vaticano, 8 de dezembro de 2007