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segunda-feira, setembro 21, 2015

Uma nova batalha pela vida se aproxima

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Mesmo em tempos de instabilidade política e econômica, não podemos deixar de estar vigilantes sobre os ataques à vida e à família por parte de certas forças políticas.

Nesta semana acontecerá mais uma batalha contra as forças que lutam pela implantação do aborto -- mesmo que de forma velada -- no Congresso Nacional.

Em 2013, o deputado Eduardo Cunha, quando ainda não era presidente do Câmara, protocolou o Projeto de Lei 5.069, que tem o objetivo de dotar "(...)o sistema jurídico pátrio de mecanismos mais efetivos para refrear a prática do aborto, que vem sendo perpetrada sob os auspícios de artimanhas jurídicas, em desrespeito da vontade amplamente majoritária do povo brasileiro", segundo as próprias palavras do relator do PL, o deputado Evandro Gussi (PV-SP).

Este PL está atualmente em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O relator Evandro Gussi apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei e também apresentou um substitutivo que inclui até mesmo a revogação de parte da lei 12.845/2013, cuja entrada em vigor foi muito criticada pelas lideranças pró-vida por seu texto que veladamente facilitava o acesso ao aborto, mesmo este sendo ilegal e tendo a esmagadora maioria da população brasileira contrária a esta hedionda prática.

Eis um breve resumo do que é pretendido pelo substitutivo do deputado Evandro Gussi:

1) criminaliza o induzimento, instigação ou auxílio ao aborto (adição de art. 126-A no CP), bem como o anúncio de meio abortivo. 
2) altera o texto da Lei 12845/2013, para adequar o texto do art 1º, 2º e 3º para impedir que o aborto vire prática de planejamento familiar. Como consequência, prevê exame de corpo de delito para atendimento de caso de violência sexual, como requisito para se proceder ao aborto, nos casos inimputáveis pela lei (estupro, risco de vida da gestante).


Além de criminalizar tanto a propaganda de meios abortivos - como é o caso de pessoas que criam páginas para venda de medicamentos proibidos que causam aborto -, estas modificações buscam minimizar o estrago feito pela lei 12.845/2013, que ficou conhecida no meio pró-vida como "Lei Cavalo de Tróia", pois ficou claro a todos que o texto da lei foi produzido especificamente com a intenção de abrir brechas para o acesso ao aborto. Mais detalhes sobre esta lei podem ser vistos aqui e aqui.

Como não surpreende ninguém, há resistências a esta proposta de legislação, principalmente por parte de deputados ligados ao governo que integram a CCJ, como pode ser visto em reportagem da própria Câmara de Deputados

O PT e seus aliados há muito vêm tentando legalizar o aborto no Brasil e a Lei Cavalo de Tróia é mais uma das tentativas neste sentido. Lembre-se também que a autoria original da lei partiu exatamente deste partido. 

Estivessem mesmo preocupados em manter o ordenamento jurídico, os deputados contrários à iniciativa dos deputados Eduardo Cunha e Evandro Gussi não permaneceriam com este posicionamento, pois tanto o Projeto de Lei original quanto seu substitutivo procuram assegurar que a legislação que foi criada para auxílio às mulheres vítimas de violência sexual não seja utilizada para outros fins.

Ao insistir em combater tanto o PL original quanto o substitutivo, os deputados contrários a este ajuste necessário na legislação parecem indicar exatamente o que se suspeitava: toda a Lei Cavalo de Tróia foi produzida para servir de base para a liberação do aborto de forma velada, como indicado por várias lideranças pró-vida.

Não fosse assim, qual seria o problema em tornar criminoso o ato de anunciar a venda de meios abortivos, já que em nosso país o aborto continua sendo um crime contra a vida? Qual seria o problema em especificar claramente o que seja violência sexual, tal como está no substitutivo? Qual seria o problema em retirar a polêmica nomenclatura "profilaxia da gravidez" do texto da lei? Afinal, qual seria o problema estabelecer que vítimas de violência sexual devem passar por exame de corpo de delito?

Tudo isto consta do substitutivo e é um avanço positivo para uma legislação que pretende - ao mesmo é o que diz pretender em seu texto -- servir de auxílio às vítimas de violência sexual. Por que então vários deputados estão contrários a estas propostas?

Ou será que interessa ao governo do PT, que desde sua subida ao poder com o presidente Lula tenta de todas as formas possíveis a liberação do aborto, que o texto da lei permaneça ambíguo, confuso e aberto às mais absurdas interpretações, exatamente para facilitar brechas na legislação que impede o aborto?

É vergonhoso que o PT e seus aliados abortistas tenham instrumentalizado até mesmo um tema tão sensível quanto violência sexual para levar à frente sua agenda abortista. Não satisfeito de quebrar o país para implantar seu projeto de poder, este partido é capaz de descer até tal ponto para criar formas de burlar nossa legislação contrária ao aborto.

Isto é um desrespeito direto à vontade da população, que é amplamente contrária à legalização do aborto. O cálculo político petista é de tal maneira maquiavélico, que a presidente Dilma apenas sancionou esta lei após a Jornada Mundial da Juventude. Somente após a partida do Papa Francisco é que a presidente Dilma sancionou a lei. Isto é cálculo político, é maquiavelismo, práticas comuns quando se trata de PT.

Para finalizar, no momento precisamos que o maior número possível de pessoas pressionem os deputados da CCJ, principalmente os indecisos quanto à questão, para que eles apareçam na reunião da CCJ da próxima terça-feira, onde este assunto será discutido. 

Abaixo segue o contato dos deputados que, segundo informações, encontram-se indecisos sobre o assunto. Quem puder, deve, de preferência, ligar para estes parlamentares. Ao clicar no nome do deputado, será aberta uma página com os contatos do mesmo. 

Uma lista com todos os membros da CCJ - a favor, contrários e indecisos em relação à matéria -  podem ser vistos neste link




TITULARES

PMDB/PP/PTB/DEM/PRB/SD/PSC/PHS/PTN/PMN/PRP/PSDC/PEN/PRTB



PSD/PR/PROS



PSDB/PSB/PPS/PV



PDT



SUPLENTES

PMDB/PP/PTB/DEM/PRB/SD/PSC/PHS/PTN/PMN/PRP/PSDC/PEN/PRTB



PSD/PR/PROS



PSDB/PSB/PPS/PV



PDT




quarta-feira, outubro 15, 2014

Dilma é a favor do aborto? Sim! E há provas.

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Há uma nova (velha) mentira rolando nas redes sociais, dita principalmente por "católicos" que apóiam a candidata Dilma Rousseff: a de que ela é pessoalmente contrária ao aborto.

Doze anos de PT no poder alavancando o abortismo parece que não tem importância para tais pessoas, é o mínimo que se pode dizer. Isto sem contar que mesmo antes de chegar ao governo federal o PT já era o partido campeão em medidas que impulsionavam a liberação do aborto no Brasil. 

Provas? Pois não: segundo um levantamento feito pelo jornal "Folha de São Paulo" no ano de 1996, tramitavam na Câmara 8 projetos sobre aborto; destes, 7 eram sobre legalização e ampliação do falsamente chamado "aborto legal"; destes 7, nada menos que 6 eram de autoria de petistas. 

Um dos autores tornou-se folcloricamente conhecido recentemente: é Eduardo Jorge, que foi recentemente candidato à presidência pelo Partido Verde (PV). Em debates dos candidatos à presidência quando da eleição em primeiro turno, ele foi um dos mais ferrenhos defensores do aborto, mas é forçoso que seja dito que ele estava apenas sendo coerente com seu histórico de petista.

Mas Eduardo Jorge, enquanto ainda era petista, não ficou apenas no terreno de propostas legislativas relacionadas ao aborto. Não mesmo. Ele foi Secretário de Saúde da gestão de Luiza Erundina como prefeita da cidade de São Paulo, quando ela também ainda era petista. Luiza Erundina é um caso que já pude abordar aqui no blog: certa vez ela foi chamada para dar uma palestra para padres. É evidente que quem orgazina um troço destes tem uma agenda bem diferente do que prega a Igreja, não?

O importante aqui é lembrar que foi durante a gestão de Luiz Erundina em São Paulo, juntamente com seu então Secretário de Saúde Eduardo Jorge, que foi implementado o primeiro serviço no Brasil do enganosamente chamado "aborto legal". É o próprio Eduardo Jorge quem nos conta:
"Fomos nós, no governo Luiza Erundina, em 1989, que organizamos o Hospital de Jabaquara para ser o primeiro do Brasil a receber os casos de abortos legais. Na época, em nenhum lugar do brasil se fazia isso. E de lá pra cá, alguns poucos hospitais se organizaram para garantir esses dois casos. Mas isso é insuficiente, pois, a maioria dos casos não se enquadra no caso de estupro ou risco de vida, e a mulher fica descoberta. São centenas, milhares de mulheres que todos os anos se arriscam em abortos clandestinos."

Ou seja, acha-se as pegadas de petistas no favorecimento do aborto seja no parlamento, seja quando atuantes no executivo.

Mas voltemos ao caso Dilma Rousseff e aborto. Andam dizendo por aí que ela é pessoalmente contra o aborto. Certo. Então como explicar o vídeo abaixo?


No primeiro, sendo sabatinada pelo jornal "Folha de São Paulo", quando ainda nem era candidata à presidência, Dilma é enfática em sua resposta à pergunta do jornalista:
Jornalista: "Sobre o aborto, qual a posição da senhora? A legislação atual é adequada ou a senhora defende uma ampliação?" 
Dilma: "Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, é um absurdo que não haja a descriminalização."

Em um segundo momento, já como candidata do PT à disputa de 2010 pela presidência, Dilma já começou a ajustar seu discurso:
Jornalista: "O que a senhora está defendendo é a criação de um atendimento público para quem quer abortar?"
Dilma: "Para quem estiver em condições de fazer um aborto ou querendo fazer um aborto."
Jornalista: "Ou seja, é um ato de livre escolha..."
Dilma: "Acho que tem de ser tratado como uma questão de Saúde Pública."

Neste ponto, Dilma, já candidata, começa a utilizar a tática elaborada pelos grupos abortistas e que Lula utilizou com maestria durante muito tempo: dizer que aborto é problema de Saúde Pública. A verdade, verdade mesmo, é que eles sabem bem que há diversos outros problemas que são os principais causadores de morte materna no Brasil (ver "Maternidade é que é problema de Saúde Pública no Brasil, não o aborto"), mas nem estão aí, pois lutar contra os estas principais causas não lhes renderão manchetes e nem mesmo financiamentos internacionais para as ONGs promotoras do aborto.

Mas mesmo Dilma já ensaiando o discurso petista de dizer que aborto é problema de Saúde Pública, ela comete um ato falho ao responder que o aborto deveria estar disponível em atendimento público "para quem estiver (...) querendo fazer um aborto". Isto, nada mais é que defender o aborto por demanda, que é o clímax dos sonhos abortistas. 

E agora? Falta alguma prova de que Dilma e o PT tentam há anos enganar a população sobre a questão do aborto? As próprias palavras da candidata desmentem aqueles que tentam defendê-la. É nítido que ela foi ajustando seu discurso conforme sua candidatura, ainda em 2010, foi se consolidando internamente no PT. Fora isto, é bom que se lembre de suas atitudes como governante, em que ela colocou na Secretaria Especial para as Mulheres uma conhecida militante pró-aborto, que não apenas militava, mas que também já havia feito abortos -- ver "Secretaria para Promoção do Aborto tem nova ministra" e "Lulistas, dilmistas e petistas: e agora?".

É bom que se diga também que a atuação de um presidente, no Brasil, não se faz apenas no campo do executivo. É ele quem indica os ministros do STF, que terão de ser aprovados pelo Senado (mas não se tem notícia de recente rejeição). O último indicado de Dilma para o STF foi o ministro Luiz Roberto Barroso, que foi nada mais que um dos advogados que defenderam a liberação do aborto de bebês anencéfalos quando deste julgamento no STF -- ver "Supermo Abortista".

E isto é apenas o que se pode averiguar com as informações disponíveis publicamente, mas há muito mais coisas que acontecem nas sombras, pois abortista é um tipo que detesta luzes em suas obras.

Agora é para perguntarmos: como alguém pode ter a petulância de dizer que Dilma não é a favor do aborto? É facilmente demonstrável que seu partido sempre buscou a liberação deste crime hediondo. Está gravado em vídeo o que ela diz sobre o assunto. Seus atos como governante são uma série de favorecimento à causa abortista. O que mais falta?

Fica claro a todos que os defensores de Dilma querem que todos façam como eles e olhem para o lado enquanto o mal vai se expandindo. Ela dizer-se "pessoalmente contra o aborto" é simples tática que foi sendo cada vez mais utilizada desde que sua candidatura, ainda antes de 2010, foi tomando forma. Esta tática foi utilizada com sucesso por seu mentor, Lula, que sempre foi um mestre em apresentar obscuramente seu real pensamento sobre o assunto.

Se tais pessoas querem defender Dilma, Lula e o PT, pois que o façam, mas que façam isto assumindo tudo o que eles representam, e não tentando proteger seus candidatos daquilo que eles sempre acreditaram, pregaram e fizeram. As provas estão aí para quem desejar procurá-las.

Quem viu o vídeo acima pôde ver o "católico" Gabriel Chalita defendendo a então candidata Dilma Rousseff em 2010. Chalita sabia perfeitamente do posicionamento de Dilma, Lula e do PT em relação ao aborto, mas procurou utilizar sua influência no meio católico para conter a sangria quando o tema aborto surgiu durante a campanha. É impressionante como 30 moedas de prata ainda são o sonho de muita gente... Desde então, Chalita, acusado de recebimento de propina, virou fumaça política e Dilma seguiu sua caminhada até hoje. Talvez isto seja um excelente símbolo para quem deseja vender sua fé para projetos que nada têm a ver com os princípios cristãos.

terça-feira, outubro 14, 2014

O PT é abortista. Ponto!

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Quem diz que ambos os partidos se equivalem na questão do aborto quer apenas criar confusão, nada mais que isto. Quem deseja votar no PT deve ter seus motivos, sejam estes reais ou não, mas a luta pela vida humana ainda não nascida não está entre eles.

Jamais a Cultura da Morte teve tanta força como nos últimos anos. A começar com Lula e chegando até Dilma, o que pudemos ver é um verdadeiro festival de horrores de favorecimento escancarado ao abortismo, tendo pequenos hiatos durante as campanhas eleitorais, claro. 

O caso mais clássico, como não poderia deixar de ser, é o do ex-presidente Lula, que tinha um discurso pronto sempre que a questão do aborto lhe era apresentada: dizia-se pessoalmente contra, mas que como Chefe de Estado ele tratava o tema como problema de Saúde Pública. "Tema de Saúde Pública" é como o PT e seus membros falam de aborto quando estão sob a mira dos holofotes e precisam evitar uma resposta mais direta sobre a questão.

Dilma, claro, vem em segundo lugar. Há vídeos gravados em que ela, quando era potencial candidata a presidente, afirma com todas as letras que é favorável ao aborto. Pois bem, quando a coisa atingiu o ventilador e começaram a pulular questionamentos sobre este posicionamento, a turma do abafa veio em auxílio de Dilma, inclusive um "católico" como Gabriel Chalita, e tentaram reverter a situação. Tudo, claro, para enganar a população brasileira. Mas a realidade é bem mais clara: no dia seguinte à eleição de Dilma, o Ministério da Saúde do Governo Lula renovou um convênio com a FIOCRUZ para estudos e pesquisa visando a despenalização do aborto. No dia seguinte!

"Ah... Mas o PSDB também tem rabo preso na questão!" -- alguém pode tentar dizer. O que se pode dizer é que no PSDB há sim gente que é favorável ao aborto, como há em diversos outros partidos, e este partido tem mesmo já sua cota de ruindades nesta área. Mas as diferenças são importantes e, em uma eleição em segundo turno, elas são fundamentais. 

Sempre evito misturar temas aqui no blog, tentando o máximo possível sempre permanecer em questões diretamente relacionadas à defesa da vida. Devido a isto, evitarei aqui defender uma posição contrária ao PT e seu projeto de poder em outros temas que não o assunto principal do blog, mesmo que o assalto às nossas incipientes instituições democráticas tenha ficado mais do que claro a quem encare a questão com o mínimo de isenção.

Mantendo-me estritamente na questão do aborto, beira a desonestidade alguém defender que ambos, PT e PSDB, se equivalem. Não há dados para sustentar o pensamento de quem tenta criar tal tipo de confusão. Se alguns membros do PSDB não se comportam como defensores da vida, é bom que fique claro que em seu estatuto nada há parecido como o que acontece no PT, em que parlamentares já foram, na prática, expulsos de lá por posições em defesa da vida, como aconteceu com os ex-deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC). É coisa para impressionar mesmo. O PT que não expulsa nem José Dirceu, Genoíno ou Delúbio Soares é o mesmo PT que praticamente expulsa parlamentares que defendiam a vida humana por nascer.

Entre os pró-vidas, não há ilusões. Não temos ainda um político de peso que defenda a vida da forma como desejamos, isto é certo. O que temos no momento é a possibilidade de retirar do poder um partido e uma ideologia que vem impondo à população brasileira através de todas as maneiras possíveis sua agenda abortista sob o aplauso de incontáveis ONGs e da imprensa, que é majoritariamente favorável ao aborto.

Não esperamos um salvador, mas queremos sim que o PT e seu projeto abortista, cujas evidências estão disponíveis a todos, sejam retirados do poder para que a Cultura da Morte que eles tão bem representam recue ao menos um pouco. Quem quer votar no PT, pois que o faça, mas tenha a hombridade de defender sua posição sem desonestidade e abraçando com orgulho todo o ônus que a Cultura da Morte simbolizada pelo PT traz consigo.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Aborto, o tema esquecido nas eleições

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Ainda acontecem abortos no Brasil? A julgar pelas campanhas eleitorais, parece que o Brasil é praticamente o único país no mundo onde este crime hediondo não acontece. Os esquerdistas, que se dizem tão democráticos e dispostos ao debate, vêm conseguindo esconder o tema do aborto da campanha eleitoral, tudo, claro, com a conivência da grande mídia.

Esquerdistas em geral, e mais especificamente os petistas, sabem que o tema do aborto lhes é amplamente desfavorável, visto que a população brasileira é majoritariamente contrária à liberação deste crime contra a vida humana. 

Nas eleições passadas, o poste Dilma Rousseff sentiu um solavanco em sua campanha quando o tema aborto finalmente apareceu. Seu comando de campanha teve que elaborar uma carta de Dilma dirigida aos religiosos ("Mensagem da Dilma") para tentar acalmar os ânimos. "Acalmar os ânimos" no dialeto petista quer dizer mentir o quanto for necessário, pois em trechos da referida carta ela diz coisas como:
"Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto."
No dia seguinte à eleição de Dilma, o Diário Oficial da União publicou um adendo a um termo de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz para estudos visando a despenalização do aborto (veja em "De boateiros e mentirosos"). Apenas 1 dia após a eleição de Dilma e o governo petista já abria novamente a porteira abortista!

Como o afã petista na busca pela total liberação do aborto no Brasil jamais é aplacada, Dilma Rousseff tomou posse e colocou no cargo de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres a senhora Eleonor Menicucci, uma mulher que não apenas é militante pelo aborto, como admitiu ter realmente feito abortos na Colômbia, mesmo sendo esta uma prática criminosa naquele país. E Dilma, que se diz "pessoalmente contra o aborto", coloca uma mulher destas em uma pasta de política para as mulheres?

Mas como mentira de petistas nunca vem sozinha, eis um outro trecho da carta divulgada por Dilma:
"Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País."
Claríssimas palavras e, no entanto, totalmente mentirosas, como ficou claro quando covardemente apenas 3 dias após o encerramento da Jornada Mundial da Juventude e quando o Papa Francisco já se encontrava longe do Brasil, a presidente Dilma sancionou sem qualquer veto o que ficou conhecido como Lei Cavalo de Tróia (Lei 12845/2013), pois ficou claro a muitos do meio pró-vida -- infelizmente, não a todos -- que esta lei era apenas uma preparação para a liberação do aborto através de meios obscuros fora do escrutínio da opinião pública. Isto foi recentemente confirmado quando da iniciativa do Ministério da Saúde em publicar uma portaria que procurava liberar o aborto a pretexto de atender mulheres vítimas de violência sexual, utilizando como justificativa a Lei Cavalo de Tróia, exatamente como previsto por vários do movimento pró-vida. Felizmente, e talvez por estarmos em ano eleitoral, a iniciativa foi revista. Por enquanto.

Ou seja, as afirmações da candidata Dilma Rousseff que foram encaminhadas a religiosos -- já veremos quem eram os tais religiosos -- foram rematadas  e deslavadas mentiras, ditas apenas com o objetivo de ganhar uma eleição, como é tradicional entre a maioria dos políticos brasileiros, principalmente petistas e esquerdistas. 

Mas como para a sobrevivência de qualquer mentira é preciso que haja aqueles que queiram levá-la à frente, um grupo de religiosos e intelectuais resolveu divulgar carta de apoio à então candidata. Entre os religiosos, como não poderia deixar de ser, estava a fina flor do câncer da Igreja no Brasil, a Teologia de Libertação. Nada menos que 7 bispos católicos encabeçavam a lista dos que assinaram o documento, sem contar outros nomes tristemente conhecidos não pela sua fidelidade à Santa Igreja, mas por sua incansável disposição em buscar sua destruição, tais como o arroz-de-festa Frei Betto, a teóloga favorável ao aborto Ivone Gebara, e também políticos oportunistas no meio católico como Alessandro Molon.

É altamente recomendável a leitura do texto da carta divulgada pelos religiosos e intelectuais. Nela podemos ver até que ponto é capaz de ir a desfaçatez de quem quer enganar a população para atingir seus objetivos. Basta o primeiro trecho da mesma para que a mentira salte aos olhos de quem a lê:
"1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como "contrárias à moral".
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: "se nos calarmos, até as pedras gritarão!" (Lc 19, 40)."
Ver bispos assinando uma carta destas, uma carta que chega ao cúmulo de utilizar trechos do Santo Evangelho e cujo teor é baseado na claríssima mentira de que Dilma Rousseff não seria favorável ao aborto, coisa afirmada pela própria muito antes do início da campanha eleitoral, dá bem uma idéia de a quantas anda a Igreja no Brasil. As atitudes de Dilma como presidente deixaram bem claro a todos quem afinal estava mentindo. No texto "De boateiros e mentirosos", está exposta a mentira a que bispos, padres, religiosos e políticos católicos se renderam para ajudar Dilma Rousseff a se eleger.

***

E, passados já 4 anos, e com a sanha abortista do PT a todo vapor, curiosamente o aborto não é assunto de campanha. A CNBB, a mesma que tristemente optou pelo veto parcial ao PLC 03/2013, não dá um pio sobre o assunto, o que seria muito simples, dado todo seu aparato de Comunicação Social e sua penetração junto à mídia. Claro que isto acontece quando há vontade, não é mesmo? Quando há "sem-terras" querendo bagunçar a CNBB arruma tempo; idem quando o que se pretende é preservar a cultura do infanticídio ainda presente em alguma tribos indígenas. Só o que não se consegue é a CNBB arrumar tempo para fazer que a defesa da vida seja um tema importante na eleição presidencial e parlamentar.

E assim vamos indo... Dilma Rousseff, a queridinha da Teologia da Libertação, tão querida que até arruma bispos e padres que assinem uma carta eivada de mentiras para enganar os eleitores, não é confrontada com suas mentiras sobre a questão do aborto. E também os outros candidatos tampouco são perguntados intensivamente sobre seus posicionamentos sobre esta questão importantíssima.

sábado, julho 13, 2013

Omissão, egos e enganação: a ajuda pró-vida para o avanço do abortismo no Brasil

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Há quase 5 anos, publiquei aqui no blog um texto do advogado Celso Galli Coimbra no qual este trazia fatos que aconteceram quando o ex-presidente Lula buscava a re-eleição, em 2006. Dr. Celso trazia provas de que a entidade "Brasil Sem Aborto", uma das entidades pró-vida mais conhecidas nacionalmente, encontrava-se aparelhada por diversos petistas e por gente que estava comprometida, em primeiro lugar, com o projeto de poder do PT. Eis um trecho:
""Brasil Sem Aborto" foi organizado por petistas para procurar "organizar" a sociedade civil em torno de ações ineficazes contra a legalização do aborto no Brasil. O objetivo, portanto, era apenas parecer que algo estava sendo feito, quando o que estava sendo feito de fato não tinha eficiência alguma diante do quadro que se apresentava na evolução do projeto abortista para o Brasil. A comprovação disto está na inviabilização da única providência jurídica direcionada de forma técnica perigosa e, posteriormente, pela completa ausência da fundamental presença jurídica em meios jurídicos por excelência, o que foi fatal para que via STF o aborto esteja praticamente legalizado no Brasil." [destaques no original]
Infelizmente, mesmo após tantos anos, tudo o que Dr. Celso vinha alertando, as omissões, a perda de tempo, a falta de iniciativas com eficácia jurídica, etc., tudo isto vem tendo um efeito desastroso na defesa da vida. Pesquisas com células-tronco embrionárias foram liberadas pelo STF, por exemplo. Outro exemplo: o mesmo STF liberou o aborto de fetos portadores de anencefalia. Tudo isto sem contar inúmeras derrotas, grandes ou pequenas, que o lado pró-vida vem sofrendo nos últimos anos, mesmo com a população brasileira sendo esmagadoramente contra o aborto.

Hoje, mais uma vez, Dr. Celso Galli Coimbra divulgou, através de seu perfil no Facebook, um texto em que mostra, mais uma vez, como o aborto vai avançando sob os olhares complacentes de conhecidas lideranças pró-vida. Agora sob o governo da presidente Dilma Rousseff, o abortismo avança a passos largos e Dr. Celso é enfático em mostrar como tudo isto aconteceu no texto que segue abaixo. Eis um trecho em destaque:

"Assim, TODA a responsabilidade pela legalização do aborto no Brasil é justamente de quem se disse contra o aborto e IMPEDIU que providências jurídicas eficazes e fortes fossem colocadas em prática para que tal não acontecesse.

FUTURAMENTE, tudo o que aconteceu nos bastidores do movimento brasil com aborto vai se tornar PÚBLICO, todo rechaçamento incondicional de agir juridicamente e, quando agiu, foi ou de forma incompetente ou simplesmente para bater ponto. 
REPITO: a responsabilidade da legalização do aborto no Brasil são dos que se diziam militantes contra o aborto, ou por não se informarem ou por se omitirem ou por quererem mesmo que o aborto fosse legalizado para não prejudicar o projeto totalitarista do PT e do Foro de São Paulo."

Se a hora em que estamos é grave, conforme podemos ver com a iminência da aprovação por parte da presidente Dilma do PLC 03/2013, que será mais um grande passo para a liberação total do aborto no Brasil, o texto de Dr. Celso Galli Coimbra esclarece bem como pudemos chegar ao atual estágio. E é lamentável que este advogado venha há anos dizendo a mesma coisa a inúmeras lideranças pró-vida sem que ninguém tome qualquer providência. Sem contar que o mesmo Dr. Celso inúmeras vezes mostrou-se à disposição para trabalhar em medidas judiciais eficazes para rechaçar a marcha do abortismo no Brasil, mas seu oferecimento de ajuda nunca foi aceito.

Abaixo, segue o texto divulgado hoje no Facebook.

***


O PROJETO DE LEI 03/2013 LEGALIZOU O ABORTO NO BRASIL, AGORA FALTA APENAS A SANÇÃO PRESIDENCIAL, QUE SERÁ DADA POR DILMA.

Os "defensores da vida" - incluindo o petista Jaime Ferreira Lopes, que protegeu Lula em 2006, quando preparei questionamentos técnicos sobre sua posição como futuro presidente a respeito do aborto - DEIXARAM Dilma dizer apenas "EU não sou a favor do aborto". Não fizeram ela se defrontar com a pergunta que REALMENTE decidia sua posição de futura autoridade: "SE FOR ELEITA PRESIDENTE _VETARÁ OU NÃO VETARÁ_ EVENTUAL LEGISLAÇÃO ABORTISTA?"

AGORA, Dilma vai SANCIONAR a legislação abortista e depois vai dizer que ela CUMPRIU SUA PALAVRA, porque ANTES dissera apenas que ELA não era a favor do aborto, MAS como Estadista não pode ser contra o aborto.

É O MESMO QUE DEIXARAM LULA FAZER, em 2006, quando fui autorizado por ASSEMBLÉIA DE BRASIL SEM ABORTO a INTERPELAR FORMALMENTE Lula para que assumisse sua posição como futuro PRESIDENTE, de tal forma que não lhe seria possível mentir. Naquela oportunidade, JAIME FERREIRA LOPES, então presidente de BSA, fez de tudo e conseguiu INVIABILIZAR a perigosa tentativa de pautar no segundo turno a questão ABORTO, como ele disse para mim, na oportunidade: "NÃO PODEMOS PREJUDICAR TODO UM PROJETO DE GOVERNO [o do PT] POR CAUSA DE UMA QUESTÃO PONTUAL [a legalização do aborto]. LENIZE GARCIA assumiu posteriormente a presidência de BSA e continuou a endeuzar o Sr. JAIME FERREIRA LOPES. Mais: todos os que souberam na época do que ocorria preferiram se omitir, CATÓLICOS e NÃO CATÓLICOS.

Assim, TODA a responsabilidade pela legalização do aborto no Brasil é justamente de quem se disse contra o aborto e IMPEDIU que providências jurídicas eficazes e fortes fossem colocadas em prática para que tal não acontecesse.

FUTURAMENTE, tudo o que aconteceu nos bastidores do movimento brasil com aborto vai se tornar PÚBLICO, todo rechaçamento incondicional de agir juridicamente e, quando agiu, foi ou de forma incompetente ou simplesmente para bater ponto.

REPITO: a responsabilidade da legalização do aborto no Brasil são dos que se diziam militantes contra o aborto, ou por não se informarem ou por se omitirem ou por quererem mesmo que o aborto fosse legalizado para não prejudicar o projeto totalitarista do PT e do Foro de São Paulo.

JAIME LOPES: eu gravei aquela conversa por telefone, na manhã de início de outubro, em que você me pediu para conversar com o coordenador da campanha à presidência de Lula e me deu seu email de uso restrito para comunicar-me com ele, em 2006. Também tenho a CARTA que você mesmo na época enviou para o coordenador da campanha de Lula, avisando da forma mais subserviente possível sobre as providências que eu estava instrumentalizando [autorizado por Assembléia de BSA, em Brasília, realizada em agosto de 2006], para que lula pudesse saber antes e não se deixar prejudicar em sua reeleição.

Porém, tudo isto é apenas a pontinha do iceberg, diante do que se desdobrou de lá para os dias presentes.

Os CATÓLICOS, depois, "assumiram" na aparência o comando de BSA, mas quem continuou liderando foi JAIME FERREIRA LOPES: resultado, legalização do aborto e certamente com a SANÇÃO de Dilma nos próximos dias. OS ABORTISTAS lhes agradecem, pois sem esta imensa colaboração eles não conseguiriam tão facilmente legalizar o aborto no Brasil.

DE PASSAGEM: quando Dilma colocou no STF o advogado que mais orientou e trabalhou em favor do aborto no Brasil, o Sr. BARROSO, ela deixou claro o que valia sua palavra dada como pessoa, mas que não é aquela da mal intencionada "estadista" que está ai. Esta nomeação define tudo a respeito dela e do aborto no Brasil.

Eu poderia AGORA dizer que AINDA há o que ser feito para reverter esta situação sob o ponto de vista jurídico, MAS CANSEI de fazer isto e ver apenas e sempre sabotagem e MEDO de agir de parte da maioria, enquanto pelas costas apenas se dão ao trabalho de falar mal de quem lhes acusa de frente e em público.

Celso Galli Coimbra - OABRS 11352


terça-feira, setembro 11, 2012

Freixo, o Caveirão da Esquerda

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Uma das coisas que nossa democracia herdou de outras implementações democráticas mundo afora é a imunidade parlamentar. A princípio uma coisa boa, esta imunidade por vezes sofre ataques, pois o Brasil, como nos é infelizmente comum, conseguiu corromper até mesmo um dispositivo que foi pensado para preservar a livre expressão dos escolhidos pelo povo. Cá entre nós, há ladrões, traficantes e até mesmo assassinos cruéis que se escondem em mandatos parlamentares para fugir das garras da justiça utilizando a tal imunidade. Aqui o voto popular faz as vezes de um batalhão de bons advogados.

Mas o fato é que a imunidade parlamentar foi criada para que os representantes do povo pudessem atuar sem medo de represálias absurdas e perseguições feitas por grupos de interesse. Mas uma coisa que foro privilegiado algum consegue é preservar os políticos de suas próprias palavras. Paulo Maluf, o mais novo petistófilo da praça, até hoje lida com o tristemente famoso "Estupra, mas não mata!". Marta Suplicy, que hoje tem que engolir caladinha o sapão Paulo Maluf ao seu ladinho, ainda é lembrada pelo seu descaso com os passageiros que enfrentavam a confusão petista criadas em nossos aeroportos, quando pronunciou o também famoso "Relaxa e goza!". Lula, o mau-caráter (sim, ele é exatamente isto) que nos governou por 8 anos e colocou um poste com o corte de cabelo de uma cacatua em seu lugar, espertamente defendeu-se de suas inúmeras gafes discursivas ao se proclamar uma "Metamorfose ambulante", dando um novo e podre sentido ao que queria dizer o falecido Raul Seixas. É por isto que ele podia declarar que  a maturidade o fez afastar-se da esquerda e, ao mesmo tempo, ficar trocando louvores de amor com um desqualificado como Hugo Chávez, o maior ícone da  retrógrada esquerda latino-americana.

Como desgraça pouca nisto que achamos ser uma democracia é bobagem, há um fato novo aparecendo em nosso horizonte... Da mesma forma que eleitores têm o poder de colocar um Maluf, um Jáder Barbalho, um Lula e outros tipos no poder, há eleitores que agora tentam extrapolar seus poderes e criar imunidade em candidatos com um passado que gostariam fosse esquecido. 

Imaginemos que em futuras eleições o fato do Mensalão não pudesse ser referido, ou que o passado terrorista da cacatua presidencial -- e do qual ela jamais mostrou-se arrependida -- fosse proibido de ser noticiado ou que a proximidade do PT com o Foro de São Paulo fosse encarada como mera Teoria da Conspiração. Embora saibamos que grande parte da imprensa e da academia tenta jogar tudo isto para debaixo do tapete, são os eleitores que têm o dever de não deixar isto cair no esquecimento.

Infelizmente, nosso sistema democrático, ou melhor, isto que imaginamos uma democracia, vai tão corrompido que são os próprios eleitores que tentam reescrever o passado de seus preferidos.

O candidato do PSOL à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, é alvo desta tentativa de lavagem do passado (e passado recente!), que tenta suprimir da vista dos eleitores o que ele andou falando e que chegou até a refletir em sua atuação parlamentar.

O caso todo é que Marcelo Freixo, enquanto deputado estadual do estado do Rio de Janeiro, foi autor do Projeto de Lei 146/2007, que propunha a revogação do Dia do Nascituro, que foi criado pela Lei 3847, de 24/05/2002. Como o aborto é coisa que causa asco à ampla maioria da população brasileira, os eleitores de Freixo saíram em sua defesa quando a atuação parlamentar de seu queridinho veio à tona.

Mas tal defesa é em vão, pois o passado de Freixo vai continuar a assombrá-lo até que ele volte atrás em seus posicionamentos. Para que fique bem claro do que aqui se fala, foi exatamente com estas palavras que o deputado estadual Marcelo Freixo justificou seu Projeto de Lei:


As motivações que trazem à tona projetos que estabelecem o dia do nascituro estão ligadas a uma convicção religiosa de que o feto já é um ser humano, e de que, portanto, a sua vida deve ser respeitada e valorizada como a de qualquer outro ser humano já nascido. A lei que prega o dia do nascituro tem sido, na verdade, um debate escamoteado sobre o aborto. É praticamente, a instituição de "um dia contra o aborto". 
A complexidade e a diversidade de opiniões que existem em torno do momento do desenvolvimento do embrião em que este se transforma num ser humano – hominização- é mais um elemento que reitera a necessidade de que esse debate seja feito com base no papel do Estado e nos direitos de cidadania para as mulheres. Considerando o caráter laico atribuído ao Estado Brasileiro, não há nenhuma justifica plausível à criação de um dia do nascituro.  
As preocupações daqueles que ocupam cargos públicos deve ser com a saúde pública, com a saúde da mulher, com o direito de opção. Deve-se respeito total à visão de segmentos da Igreja e seus princípios, mas, como autoridades públicas, as preocupações dos poderes legislativos e executivos devem ser com a saúde da população, e não com convicções morais e religiosas.  
O Brasil não pode seguir cultuando uma cultura de crueldade para com as mulheres que precisam e decidem abortar e que, diante da criminalização, recorrem a práticas inseguras que colocam em risco suas próprias vidas. É dever do Estado Brasileiro em geral, e do Estado do Rio de Janeiro em particular, apoiar as mulheres em suas decisões reprodutivas. Em respeito à democracia participativa, os governos deveriam acolher a diretriz aprovada na Conferência Nacional de Políticas para Mulheres: descriminalizar e legalizar o aborto.  
Revogar o dia do nascituro é, portanto, um primeiro passo para esse debate ser encarado como deve ser: como uma contraposição de idéias no campo democrático sobre a prática do aborto, e não sobre as – não comprovadas – convicções que versam sobre o momento de hominização dos fetos.

Apenas estas palavras de Freixo já bastam para ver a visão tosca que o candidato possui sobre a atuação pública de quem professa uma religião. Quando a coisa não o agrada, ele não pensa duas vezes e vai pelo fácil caminho de demonizar a parte contrária. E, claro, como todo bom esquerdista, o faz querendo que seu deus Estado tenha preponderância sobre quaisquer outras convicções e princípios. É incontável a quantidade de sangue que já foi derramado por um pensamento como este.

Não é objetivo desta postagem discutir a tacanhice do pensameno de Freixo, que, aliás, é coisa que não surpreende quem tem contato mínimo com o pensamento esquerdista sobre a questão do aborto. É objetivo desta postagem mostrar o passado de Freixo.

Por mais que seus eleitores fiquem incomodados com a recente demonstração do passado de Freixo, o fato é que ele usou seu mandato como deputado estadual para mostrar bem claramente seu posicionamento abortista.

O que causa surpresa não é a convergência do pensamento de Freixo com o da fina-nata do abortismo nacional. O que causa surpresa é que em época de eleição seus eleitores utilizem de densa cortina de fumaça para esconder o pensamento de seu candidato.

Quando o assunto finalmente apareceu na página deste blog no Facebook, os eleitores de Freixo começaram a defendê-lo querendo diminuir a questão:



O que este comentarista faz que não percebe é que Freixo fez e faz seu nome como um corajoso político contra o mal das milícias no RJ, mas quando o assunto é aborto -- QUE É UM CRIME TAMBÉM -- o político dá de ombros. Ou seja, quando se trata de combater o crime, Freixo escolhe a quais vai combater. Que ele seja assim é com ele e sua consciência... Só que não venha posar de arauto contra a criminalidade quando ele resolve filtrar o que vai combater.

Evidente que o mesmo comentarista, conforme seus "argumentos" foram sendo postos abaixo, partiu para o ataque pessoal e também começou a dar aulas de democracia. Quando um esquerdista começa a falar de democracia, podemos estar certos que ele está acuado e desesperado:



Na verdade, o povo brasileiro é amplamente contrário à legalização do aborto, mesmo com todas as mentiras há anos divulgadas por ONGs e partidos esquerdistas. Só que Freixo e seus partidários, como bons esquerdistas, estão nem aí para a vontade popular quando ela não converge com seus interesses e visão de mundo. Falam de democracia, mas o que lhes interessa mesmo é a vontade da minoria militante abortista.

E ao escrever que "do que adianta o teu bebê nascer, se no futuro esta criança não vai ter dignidade, educação, emprego (...)" isto mostra bem como um esquerdista encara o valor da vida. Eles querem é que a vida seja valorada pelos seus critérios e não porque ela tem um valor em si mesma. E isto é a receita para o desastre, para a morte de inocentes, para o caos. E esta é a história da esquerda desde o seu surgimento.

Mas a história do esquerdismo e sua proximidade com o aborto passa também pela ignorância. Como sempre existem os idiotas úteis, há os que se orgulham em demonstrar sua ignorância:



A medida da vida, para o comentarista acima, é a presença da dor. Talvez seja por isto que ele demonstra tanto descaso pela vida do próximo que não lhe está realmente próximo fisicamente. Mas como ignorância é coisa que nunca vem em doses pequenas quando se trata de esquerdistas, o mesmo comentarista resolveu adicionar o comentário abaixo.



O que dizer disto? Apenas que não é incomum que abortistas demonstrem tal nível de ignorância sobre o assunto. Na verdade, sua ignorância só perde para sua arrogância.

Uma outra tática também utilizada pela militância de Marcelo Freixo para tentar calar os que divulgam seu favorecimento ao abortismo é dizer que o aborto é um assunto secundário em eleições municipais ou até que isto nem deveria ser assunto. Como não é surpreendente, trata-se de mero diversionismo esquerdista. Há hospitais geridos pelos municípios que prestam-se ao serviço de "aborto legal", um eufemismo para que a municipalidade preste-se a cometer um crime contra a vida. Aliás, o pioneirismo da prática destes "abortos legais" em hospitais públicos, vem da gestão daquela que é uma esquerdista-ícone do Brasil, Luiza Erundina, que então era petista e prefeita da cidade de São Paulo.

Fica óbvio que o aborto é sim um tema que tem a ver com eleições municipais.

Mas o que os militantes pró-Freixo também não querem que apareça é que o fato de ele ter atuado contra o crescimento de milícias é que realmente tem bem pouco a ver com eleições municipais, pois Segurança Pública é um assunto, no Brasil, principalmente de âmbito estadual.


Infelizmente, mais uma vez a atenção da população está sendo desviada para que os eleitores não vejam, principalmente, quem é o partido por trás de Freixo. Sua estampa de bom moço é muito boa para a tv, sua coragem em enfrentar milícias também é coisa que tem um baita efeito, mas e seu partido?

O PSOL é meramente um anexo do PT, nada mais que isso. Foi criado a partir da desilusão de membros petistas quando os métodos fisiologistas do PT começaram a atingir sua visão limitada de mundo. Tudo que é ruim no PT é absurdamente piorado no PSOL, se é que isto é possível. Para se ter uma breve idéia, basta ver os louvores que são feitos na própria página do partido à Venezuela de Hugo Chávez. Dá para ver bem como a democracia é encarada pelo partido...

Marcelo Freixo é contra o Caveirão, o veículo blindado da Polícia Militar do RJ utilizado para entrar em Favelas. Talvez ele tenha lá suas razões, mas uma coisa que podemos ver é que ele e seus militantes entendem um bocado de blindagem, pois haja aço para separar Freixo de seu passado. O que podemos ver mesmo é que Freixo é o Caveirão da Esquerda... Ele quer subir até o topo das eleições, mas seus eleitores o querem blindado de seu favorecimento ao aborto.


sexta-feira, março 02, 2012

Haddad contra o aborto: alguém acredita?

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O posicionamento de Fernando Haddad, o petista candidato à prefeitura de São Paulo, em relação ao aborto não traz qualquer coisa de novo. Ao se dizer pessoalmente contra o aborto, o ex-ministro, o pai do kit-gay, apenas repete um mantra que os petistas vêm repetindo à exaustão em épocas de eleição. Acreditar nisto é tão opcional quanto acreditar em coelhinho da páscoa, sendo que este último é fofinho e ainda traz um monte de chocolate.

O ex-presidente Lula, um dos maiores espertalhões deste país, apesar de sua intransponível ignorância, sempre que podia se dizia também pessoalmente contra o aborto, mas isto não o impediu de criar uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, com status de ministério, cuja principal função parece ter sido alavancar o abortismo no Brasil. Isto também não o impediu de enganar até mesmo os bispos do Brasil sobre suas reais intenções em relação à liberação do aborto.

Dilma, a fantoche insossa que Lula colocou em seu lugar, viu-se em maus lençóis quando, durante as eleições, suas posições abortistas vieram à tona. Uma tropa de choque da enganação, inclusive religiosos, correu para afirmar que Dilma era tão pró-vida quanto uma freira enclausurada. Surpreendentemente, Dilma continuou na mesma toada de seu antecessor e recentemente nomeou uma ministra que não apenas é abortista, mas também já chegou a ser treinada para fazer abortos. 

Este é o PT! Qualquer candidato petista, quando confrontado com o assunto aborto, ou se diz à favor da vida ou se diz pessoalmente contra o aborto, que é o mesmo que dizer que suas políticas públicas vão favorecer o abortismo, exatamente como vêm fazendo desde sempre. 

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Lulistas, dilmistas e petistas: E agora?

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Apesar de "obamista" não ser ainda verbete em nossos dicionários, claro está que a palavra indica aqueles que adoram, que amam de paixão ao presidente norte-americano Barack Obama. 

Como o coração tem motivos só por ele conhecidos, ninguém sabe muito bem porque tanta gente aqui no Brasil simpatiza com ele. Talvez seja porque muitos o imaginam um ser especial imbuído da missão de trazer a real democracia aos EUA -- sim, eu já tive oportunidade de ler isto.

Outros têm motivos raciais apenas, por mais que não o admitam. Para tais tipos, a cor da pele é que determina a competência de uma pessoa. Isto é racismo; simples assim. Da mesma forma que a cor da pele não indica que tal pessoa tenha defeitos, tampouco indica qualidades. 

Muitos deliraram com a eleição de Obama porque, afinal, isto indicava uma derrota de George W. Bush. Coitados destes... Mal sabem que seus cérebros provavelmente estão a ponto de não poder mais serem diferenciados de um pudim de leite de tão esmagados que foram pela grande mídia tupiniquim, que durante anos pintou Bush como o grande responsável por todos os males mundiais. É uma gente que vê um filminho de Michael Moore e fica lá com aquele olhar admirado e apalermado, como se aquele amontoado de mentiras e manipulações espertamente editado para enganar tivesse mesmo algo de real.

E católicos que admiram Obama? Estes são do tipo que colocam suas fantasias infantis antes de sua própria fé. Diante do que exige a fé católica, do que lhes exige a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, tais católicos mandam tudo isto às favas para ficar babando o messias da moda. Ainda há quem escolha o bezerro de ouro...

E muitos católicos brasileiros têm agora mais uma oportunidade para que as escamas lhes caiam dos olhos... O  governo de seu queridíssimo Obama vem tentando empurrar através de legislação que até mesmo instituições católicas sejam obrigadas a fornecer, através do seguro-saúde de seus empregados, medicamentos contraceptivos e abortivos.

Os bispos lá, individualmente e também em conjunto, através da Conferência Episcopal, vêm reagindo fortemente a mais este absurdo da agenda abortista de Obama. Afinal, isto não é apenas sobre contracepção e aborto, o que por si só bastaria para uma forte reação. É sobre liberdade religiosa, pois o Estado não pode obrigar uma instituição religiosa a ir contra seus princípios morais.

E cá entre nós? Bem... Aqui estamos esperando que mais bispos reajam à nomeação de Eleonora Menicucci, recentemente nomeada por Dilma para a Secretaria para Promoção do Aborto. E esperamos também que a CNBB se pronuncie sobre este claro favorecimento do governo Dilma à causa do aborto. Afinal, a ministra não só é mais uma das que colocam o intelecto à favor do aborto. Não mesmo! Conforme divulgado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, Eleonora Menicucci admitiu ter feito abortos na Colômbia. É abortista e aborteira. À ministra não lhe basta apenas colocar o intelecto para trabalhar pelo aborto... Colocou também as mãos, que vão sujas de sangue inocente.

Como nos EUA aconteceu com Obama, no Brasil Lula e Dilma Rousseff também não se elegeriam sem o voto católico. Lá, como cá, há gente que se diz muito católica e que fez e faz parte do governo, fazendo malabarismos diariamente para conciliar sua fé com o ataque às suas conciências católicas. Sem conseguirem, obviamente, como mostra o abortismo explícito no qual o governo Dilma vem mergulhando, exatamente como seu antecessor.

À época da eleição houve até bispos que garantiam que Dilma era abortista coisa nenhuma. Mentirosos eram os que provavam isto até mesmo com entrevistas gravadas em vídeo... Já outros "católicos" foram convocados para ciceronear Dilma quando ela fez o teatrinho típico de época de eleição para se dizer favorável à vida.

Nos EUA, o ataque sistemático de Obama deixa claro suas reais intenções, e os católicos de lá, os verdadeiros católicos, podem muito bem perguntar "E agora, obamistas?". Aqui no Brasil, com tudo o que vem acontecendo, com o abortismo sendo diretriz do PT e com a recente nomeação de uma ministra que é ao mesmo tempo abortista e aborteira, podemos muito bem perguntar a lulistas, dilmistas e petistas: E agora?