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sábado, maio 14, 2016

Você acha mesmo que aborto é problema de Saúde Pública?

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Dados sobre mortes maternas entre os anos de 1996 e 2013, obtidos em 14/05/2016.
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Para quem acompanha a questão do aborto, ficou nítida, principalmente durante os governos petistas, a mutação que houve no discurso da militância abortista.

Se na Europa e nos EUA os que defendem o aborto batem firme que o aborto é uma questão de autonomia feminina, devido principalmente ao protagonismo do feminismo e sua obsessão pela total liberação do aborto, por aqui no Brasil este discurso do "Meu corpo, minha escolha" não colou muito e não acha apelo junto à população.

segunda-feira, setembro 15, 2014

Números do aborto no Brasil: há os que só querem confundir

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Como eu já havia apontado em uma postagem recente ("E assim os favoráveis ao aborto aproveitam as tragédias..."), os abutres favoráveis ao aborto sentiram o cheiro da carniça a partir do caso do desaparecimento da jovem Jandira Magdalena dos Santos Cruz, que supostamente iria para uma clínica de abortos e depois não foi mais vista. A vez agora é do jornal "O Dia", do Rio de Janeiro, que resolveu pular no bonde para se aproveitar de um drama pessoal e questionar a proibição do aborto no Brasil.

Quem lida com o tema do aborto no Brasil pode logo notar na reportagem que não há qualquer referência ao número de abortos no Brasil. O próprio título da reportagem -- "Número de interrupções clandestinas de gravidez é mistério" --, tirando-se o palavrório produzido por ONGs abortistas ("interrupções clandestinas de gravidez"), diz que o número de abortos no Brasil é um mistério. Isto não deixa de ser curioso, pois o número de abortos feitos no Brasil sempre apareceu em reportagens veiculadas na imprensa. Para se ter uma idéia, o número de abortos anuais já foi divulgado como sendo até 4.000.000, mas em matérias recentes a mentira estatística parece ter estabilizado em 1.000.000.

Em uma postagem aqui no blog ("Veja e o aborto: números fictícios"), já foi mostrado que estes números são tirados do nada, não têm qualquer fundamento aceitável. Como já é tática conhecida dos favoráveis ao aborto, os números, e principalmente os óbitos maternos relacionados a aborto, são absurdamente inflados para que a opinião pública seja flexibilizada em sua rejeição do aborto.

Logo, causa estranheza que o jornal O Dia não divulgue a marca corriqueira e fictícia de 1.000.000 de abortos anuais, preferindo dizer que os dados sobre aborto são superficiais. Subitamente, para a imprensa, o número de abortos, que era uma certeza sempre na casa dos milhões, tornou-se um "mistério". O mais engraçado é que este número apenas agora tornou-se um mistério, pois quando não havia qualquer dado a respeito a imprensa chegava ao ponto de afirmar que eram 4.000.000 o número de abortos no Brasil. Somos mesmo uma nação peculiar: conforme mais temos dados, menos confiamos neles, desde, claro, que os dados não mostrem o que certos grupos desejam que seja mostrado.

O mais curioso é que o jornal O Dia falou com representantes do Ministério da Saúde e estes foram capazes de lhes fornecer informações sobre os dados do que é chamado de "aborto legal", mas os números do aborto permaneceram um "mistério". Será que o Ministério da Saúde sabe que existem dados disponíveis sobre morte materna na página do DATASUS, órgão do próprio Ministério da Saúde? Será que a repórter de O Dia responsável pela matéria também não conseguiu achar a página do DATASUS na internet?

Se os representantes do Ministério da Saúde ou o jornal O Dia tivessem feito um trabalho decente, eles poderiam dar ao menos as informações que temos já disponíveis em relação às mortes maternas devidas a falhas de aborto e que estão disponíveis no site do DATASUS. Se assim procedessem eles obteriam a informação de que, de 1996 a 2012, 174 mulheres perderam suas vidas devido a falhas de tentativa de aborto, o que dá uma média anual de 10,23. Imagina-se que a falta de interesse tanto do Ministério da Saúde quanto do jornal em divulgar estes dados seja devida ao número estar abaixo do padrão deles, bem diferente das 200.000 mortes maternas devido a complicações com aborto que já foram divulgadas por ONGs abortistas e compradas pela imprensa, o que se mostrou uma rematada farsa.

Se para os pró-vidas cada morte por tentativa de aborto -- e é bom que se diga o óbvio: a cada aborto "eficiente" ao menos uma morte já ocorre -- é uma tragédia, para os abortistas a tragédia só vale se os números forem milhares ou milhões, de preferência.

Um trecho interessantíssimo da reportagem é o seguinte:
"Um dos receios das mulheres que se submetem a um aborto, e que pode resultar em sequelas graves, como a infertilidade e até a morte, é procurar unidades para fazer exames depois. “O médico não pode contar a ninguém se a mulher revelar pra ele que fez um aborto clandestino. Ele coloca no prontuário a informação, assim como o pedido de exames, medicamentos, mas a divulgação só pode ocorrer se a paciente autorizar por escrito”, revela o presidente do Cremerj, Sidnei Ferreira. O órgão defende uma discussão séria por parte dos governantes sobre o assunto. “A questão é que não pode mais morrer mulher, nem ficar com sequelas, porque o aborto é um crime. O governo tem que entender que é problema de saúde pública”, afirmou Ferreira."
Entende-se que o que o jornal pretendia alertar que muitas mulheres após a prática do aborto sentem-se pouco propensas a procurar os serviços médicos. Porém é o próprio jornal que mostra que o direito do paciente à privacidade de sua condição está sendo respeitado, mesmo que isto esteja atualmente levando à condição de acobertamento velado de um crime.

Mas o mais legal fica para quando o presidente do Cremerj entra em cena. e insinua que mulheres morrem porque o aborto é crime. E isto foi dito por quem declara que o órgão que representa defende "uma discussão séria" sobre o assunto por parte dos governantes! Sei, sei... Então falemos seriamente: mulheres morrem e ficam com seqüelas devido ao aborto, porque cometem um crime contra a vida e porque há gente que as deveria ajudar e mostrar alternativas e, ao invés disto, fica por aí dizendo que a solução é a descriminalização pura e simples do aborto, como aliás parece ter sido o caso triste da jovem Jandira Magdalena.

E deixemos uma coisa clara para o presidente do Cremerj e que talvez ele ainda não saiba: o governo já entende o aborto como um problema de Saúde Pública. E o faz assim tanto por opção ideológica quanto por cálculo, pois lhe é infinitamente mais fácil colocar a culpa na legislação restritiva ao aborto que dar condições para que todas as mulheres possam ter seus filhos. Mas é bem curioso que o presidente do Cremerj venha falar sobre o aborto como um "problema de Saúde Pública" mas se esqueça de falar de outras causas que causam a morte materna e que são muito mais graves em nosso país.

Utilizando-se os dados disponíveis no DATASUS, como já fiz em outras oportunidades aqui no blog ("Estatísticas abortistas? Não, obrigado." e "A manipulação abortista dos números do aborto no Brasil"), mais uma vez recolhi os dados disponíveis referentes a mortes maternas, desta vez no período de 1996 até 2012, último ano disponível. Os dados estão abaixo e podem ser obtidos por quem assim o desejar.

Número de mortes maternas por diversas causas - 1996 a 2012
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Marcado com um círculo em vermelho está a linha que marca as mortes maternas devidas a falhas em tentativa de aborto, dado que já foi referido acima no texto, que totaliza 174 mortes no período de 1996 a 2012, com média de 10,23 mortes ao ano. Mas o dado mais significativo desta tabela é a posição que ocupa a classificação "O07   Falha de tentativa de aborto": ela é a 29a. causa de morte materna. E isto reflete o que já acontecia há 2 anos, quando obtive estes dados pela última vez e é por isto que o que escrevi então permanece válido:
"Nesta tabela estão relacionadas todas as causas de óbitos maternos, ordenada decrescentemente. Há de tudo um pouco... Mulheres que morrem devido a hemorragias, infecções, embolias, eclampsia, hipertensão gestacional, etc. Há causas que são claramente relacionadas à falta de condições hospitalares, à incompetência do pessoal de área, à falta de um pré-natal de qualidade, etc. Muitas mortes poderiam ser evitadas com uma coisa que vem faltando há muito em nossos governantes: vontade."
A única vontade que há é de liberar o aborto, isto nada tem a ver com ajudar mulheres. Se desejam mesmo ajudar as mulheres que morrem devido a complicações na gravidez, há 28 causas a serem atacadas antes que as mortes por aborto procurado tenham vez, mas não é o que acontece, claro. Se desejam mesmo ajudar as mulheres, olhar para os dados que já existem e que são coletados pelo próprio governo seria um bom ponto de partida. 

O grande mistério é que haja tanta gente para falar de aborto como problema de Saúde Pública enquanto simplesmente ignora dezenas de outras causas de mortes maternas que poderiam ser minimizadas e ter um impacto considerável na vida de outras mulheres. Mas o que parece ficar claro mesmo é que para muitos a vida das mulheres e de seus filhos são detalhes a serem sacrificados no altar de uma ideologia. A autora da reportagem fala que o "mistério" do número de abortos no Brasil é devido a um "silêncio que mata", mas o que mata mesmo é a confusão que certos órgãos de imprensa e associações de classe ajudam a criar.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

A manipulação abortista dos números do aborto no Brasil

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Que os abortistas mentem, só não sabe quem passou o último meio século em algum outro planeta. Só mesmo quem chegou ontem de Marte é que acredita que abortistas e ongueiros variados estão mesmo preocupados com a saúde das mulheres. A utilização da mentira como método é coisa já tão arraigada no movimento abortista que eles nem mesmo mais importam-se em mostrar números que sejam minimamente verificáveis. 

Se há coisa que deixa um abortista salivando é o número anual de mortes maternas. Trata-se de um verdadeiro fetiche abortista ficar divulgando que milhares de mulheres brasileiras morrem anualmente devido a abortos ilegais. Na verdade, não é apenas um fetiche macabro, é coisa de caso pensado, pois esta utilização de dados falsos já deu resultado em outras paragens, como revelou o Dr. Bernard Nathanson. A população dos EUA, de Portugal, Espanha e outros países já foram vítimas exatamente da mesma propaganda enganadora e o resultado foi sempre o mesmo: a matança desenfreada de bebês ainda no ventre de suas mães.

Em passado recente, a farsa preferida dos abortistas era referente ao número de abortos anuais. Os números já divulgados pela grande mídia já foram os mais diversos, de 1 a 4 milhões anuais, sendo que este último valor era "estimado" na década de 80, quando a população brasileira era muito menor que a atual.

Estes números abortistas, esta ficção criada nas centrais de desinformação abortistas, podem ser vistos em uma postagem antiga aqui deste blog -- "Veja e o aborto: números fictícios".

O fato novo é que os abortistas andam precisando de algum dado de peso para chocar a população brasileira. Como o mentiroso número de 1 milhão de abortos anuais já pegou na imprensa e mesmo assim o aborto ainda não foi liberado, há a necessidade de arrumar alguma coisa chocante para flexibilizar a opinião pública. Vem daí que os abortistas resolveram partir para o milagre macabro da multiplicação das mortes maternas.

Sabe-se lá o motivo, mas atualmente os abortistas tupiniquins resolveram elevar o número de mortes maternas devidas a abortos para 200.000 anuais. O número impressiona mesmo, pois seriam por volta de 540 mulheres mortas a cada dia, por abortos ilegais. Tomando-se como base o fictício número de 1 milhão de abortos ilegais, um em cada cinco abortos resultaria na morte da mãe junto com a do bebê ou bebês em seu ventre, mas estas últimas mortes não são muito do agrado dos abortistas. 

A incompetência dos aborteiros nacionais virou caso de repercussão internacional! A ONU, esta entidade totalmente isenta e que procura sempre o bem geral do planeta (??!!), atuando no papel bem ensaiado que lhe cabe nesta comédia, resolveu entrar na parada e cobrar uma solução do governo brasileiro.

Mas de onde vem essas 200.000 mulheres mortas? Ninguém sabe... Assim como ninguém sabe onde são feitos 1 milhão de abortos anuais. É uma mentira, uma ficção, uma enganação pura e simples, cuja finalidade única é servir à causa abortista da liberação total de um crime hediondo. Só que este número foi tão exagerado, tão absurdo que até mesmo ultrapassa os números fictícios de entidades abortistas internacionais, como a Planned Parenthood, que há alguns anos estimou em 70.000 o número anual de mortes maternas devidas a aborto em todo o mundo.

Ou seja, nem é o caso de a mentira divulgada pelo governo brasileiro ter pernas curtas; é caso de ela sequer ter algo para se locomover. A grande ironia é que quem deixa perneta a mentira abortista do governo petista são os próprios dados do DATASUS.

Os dados atualmente disponíveis na página do DATASUS indicam que a média anual está em 11 mortes decorrentes de tentativas de aborto. A tabela abaixo relaciona as mortes maternas relacionadas a abortos e o item O07 é exatamente o que indica o dado que, de 1996 a 2009, tivemos um total de 151 mortes devido a abortos ilegais.


Ou seja, o mínimo que o governo Dilma, assim como o de seu antecessor Lula, deveria fazer seria o pessoal da Secretaria de Mulheres combinar a mentira com o pessoal do DATASUS.

Mas deixemos um pouco a mentira governista/petista de lado e imaginemos que o aborto ilegal é mesmo um problema de Saúde Pública, exatamente como querem nos empurrar goela abaixo. Quem imaginou esta tática de flexibilizar a opinião da população através da criação de um dantesco quadro de mulheres morrendo às centenas diariamente na mão de aborteiros ou mesmo por suas próprias mãos, o fez porque contava com a boa índole das pessoas em geral, que seriam sensíveis a tão horrível imagem. Claro que eles também fazem questão de esconder que a cada aborto "bem feito" uma ser humano é cruelmente eliminado, mas isto é outra história...

A questão é que a ministra Eleonora Menicucci declarou o seguinte recentemente quando confrontada com seu abortismo:

"Minha luta é pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece"

Se a ministra quer mesmo ser coerente com sua luta para que nenhuma mulher morra durante a gravidez, o que não lhe falta é trabalho. Ainda utilizando os dados do DATASUS, eis uma outra tabela:


Nesta tabela estão relacionadas todas as causas de óbitos maternos, ordenada decrescentemente. Há de tudo um pouco... Mulheres que morrem devido a hemorragias, infecções, embolias, eclampsia, hipertensão gestacional, etc. Há causas que são claramente relacionadas à falta de condições hospitalares, à incompetência do pessoal de área, à falta de um pré-natal de qualidade, etc. Muitas mortes poderiam ser evitadas com uma coisa que vem faltando há muito em nossos governantes: vontade.

Curiosamente a ministra, a mesma que diz que é "sua" a luta para que o óbito materno seja varrido de nosso país, resolveu atacar o problema (e com armas erradas!) começando pelo item que ocupa a 29a. posição no ranking de causas de mortes maternas. Que esquisito, não? A mim parece que ela ou tem uma dificuldade tremenda de entender o que seja prioritário para salvar mulheres ou que ela e seu governo tem uma agenda própria e que não está nem aí para a morte de mulheres.

Ou seja, a escolha é simples: trata-se de incompetência e despreparo ou simples desfaçatez. Divulgar que 200.000 mulheres morrem anualmente devido a abortos ilegais serve bem a um propósito, mas não ajuda em nada às milhares de mães que morrem por motivos que poderiam ser evitados se o governo fizesse sua parte e realmente cuidasse da saúde da população necessitada ao invés de ficar querendo chamar de problema de Saúde Pública a morte de inocentes.

sexta-feira, abril 16, 2010

Senador Arthur Virgílio, um morno que será vomitado

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No último dia 08/04, durante audiência pública no Senado Federal sobre o famigerado 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), fez o seguinte pronunciamento:
"Sou católico, mas defendo a legalização do aborto. Neste momento, mulheres estão morrendo por realizarem abortos ilegais."
Como já tive a oportunidade de escrever aqui, todas as vezes que alguém coloca um "mas" após se afirmar católico, podemos contar que vem uma defesa de algo que vai frontalmente contra a fé que a pessoa diz professar. Tal pessoa trata-se, na verdade, de um "católico" (aspas necessárias), um ser confuso que acha que a fé que nos foi passada por Nosso Senhor Jesus Cristo deve-se encaixar nos parâmetros que ele, "católico", criou para si.

É uma gente estranha, gente como o senador do PSDB, que defende publicamente a legalização do assassinato de crianças inocentes ainda no ventre de suas mães e ainda quer se dizer católica.

Das duas, uma: ou o senador é católico ou é abortista. E quem se diz pessoalmente contra o aborto mas defende a descriminalização fica parecendo muito mais com Pilatos, que lavou às mãos diante do crime de deicídio, do que com um católico autêntico, que deve se esforçar durante toda sua vida para imitar os passos de seu Divino Salvador.

Arthur Virgílio, com sua profissão de fé abortista, deixou bem claro a todos o tipo de católico que ele é. É um católico que, quando a corta aperta, joga sua fé para escanteio e corre para a galera. Dizendo-se preocupado com as vidas de mulheres que morrem em abortos "ilegais", o senador convenientemente esquece das vidas das crianças que foram parar em latas de lixo, no esgoto, etc. Pois é, a compaixão "católica" do senador funciona apenas quando lhe convém.

O senador, aliás, faria bem melhor se fizesse ou mandasse seus assessores fazer o dever de casa. Se assim procedesse, saberia que o número de mortes por tentativas de aborto foram 96 de 1998 a 2007 (média anual: 9,6), segundo os dados do DATASUS. Quem lê o senador parece que ele está preocupado com um problema que assola o país e que dizima a população feminina no Brasil.

Na verdade o senador queria agradar um público com seu discurso. Um público nada católico, diga-se.

E mesmo estas mortes poderiam ser evitadas se o senador e vários de seus colegas políticos se preocupassem mais em dar emprego, creche, saúde, etc. para a população do que simplesmente dizer que a solução para o problema está na liberação do aborto.

Solução para quem? Para as crianças que jamais viram a luz do dia é que não foi.

Este assunto é recorrente ao senador, que em 2007 disse coisa semelhante ao falar sobre o mesmo assunto:
"Eu não teria como deixar de marcar a minha posição nesse episódio e não há nenhuma contradição com a minha fé católica profunda. Não me sinto obrigado a me enquadrar nesses dogmas."
O inteligente senador deveria aprender que católico que nega algum dogma nem católico é, é uma farsa apenas. A tal "fé católica profunda" do senador, a mesma fé que o levou a emocionar-se quando da visita de S.S. Bento XVI ao Brasil, é a mesma que o leva a não verter uma lágrima sequer pelas crianças que serão abortadas com o seu aval de legislador.

É uma fé confusa, uma fé morna. Talvez lhe sirva para angariar votos e prestígio entre certos círculos. Para sua alma e para a vida de tantas crianças que poderão jamais ver a luz, serve para nada.

Ao final, temos que Arthur Virgílio mostra-se dos piores tipos de "católicos", do tipo que quer que a fé seja adaptada aos seus parâmetros, o que é totalmente contrário a uma real conversão, que é muitas vezes dolorosa mas sempre um ato de submissão amorosa a Deus.

E mostra-se também um político pífio, daqueles que usa a tribuna que o povo lhe concede para confundir a todos dizendo-se coisa que, defininitivamente, não é.

terça-feira, março 02, 2010

A realidade entorta os argumentos abortistas

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Os abortistas têm sempre na manga um argumento que eles acham que é definitivo para seu objetivo de liberar o assassinato dos não-nascidos: dizem eles que a criminalização do aborto é o que mais contribui para o alto número de mortes maternas.

Quando tiram isto da manga, os abortistas acham que o bônus é duplo: mostram-se preocupadíssimos com o bem-estar das mulheres e ainda deixam mal na foto quem não concorda com a "bondade" deles. Foi usando este discurso batido que a professora Heleieth Saffioti certa vez chamou de "Papa da morte" ao falecido Papa João Paulo II, de saudosa memória.

A professora -- que, aliás, perdeu o debate de forma acachapante -- nada mais fez que tentar utilizar a lógica abortista, que ensina que o aborto liberado contribui para a diminuição do número de mortes maternas. Mas "humanistas" como a professora deixam sempre de fora de sua contabilidade macabra o fato de que a cada aborto uma vida humana é cruelmente eliminada.

Bem, bem... Para os desavisados -- e há muitos -- esta lógica abortista ganha ares de fato. Só existe uma coisa contra o argumento abortista: a realidade. E é isto que o estudo de um pesquisador chileno vem demonstrar.

O Dr. Elard Koch, da Universidade do Chile, é o responsável pela pesquisa que vai desmontar mais este "argumento" abortista. Eis o que disse o pesquisador ao site CNSNews:
"Este estudo fornece a evidência que o status legal do aborto não está relacionado com a redução da mortalidade materna. Pelo contrário, após a proibição do aborto uma maior redução na mortalidade materna foi observada no Chile."
O aborto, no Chile, foi legal de 1931 até 1988, sendo proibido no ano de 1989. Dr. Koch observou nos dados que o pico de mortes maternas deu-se no ano de 1960, sendo o aborto a causa de 34% das mortes maternas.

E o pesquisador continua:
"O presente estudo fornece a evidência preliminar que indica que, no Chile, a eliminação do aborto terapêutico não se traduz no aumento da mortalidade materna. Desta forma, o acesso legal ao aborto não aparece como necessário para atingir a meta de baixos índices de mortes maternas"
Mas, então, qual foi a "mágica" responsável pela diminuição da mortalidade materna no Chile? O Dr. Koch explica:
"A melhora dos níveis de educação da população aparece como o fator mais importante para a redução da mortalidade materna no Chile, provavelmente influenciando outros fatores tais como comportamento reprodutivo e serviços médicos."
Pois é... Alguém já viu ONG feminista/abortista fazer lobby para o aumento do nível de educação da população? Que nada... A dinheirama que este pessoal recebe de fundações internacionais só serve mesmo para procurar liberar o aborto, mesmo que isto sirva de bem pouco para diminuir a mortalidade materna.

Mas isto até que faz sentido, pois só mesmo uma população com baixos índices de educação para dar crédito a toda e qualquer mentira que este pessoal inventa para empurrar sua agenda.

Em outra fonte sobre o mesmo assunto, o excelente site "Notícias Pró-Família" traduziu a notícia sobre o estudo do Dr. Koch que saiu originalmente no LifeSiteNews.com. Nesta tradução, podemos ler isto:
"(...) Na América do Sul, de acordo com a OMS, o Chile se gaba do índice mais baixo de mortalidade materna, ao passo que a Guiana, que liberalizou de forma significativa suas leis de aborto em meados da década de 1990 citando preocupação com as mortes maternas, tem o índice mais elevado."
Que coisa, não? Pela lógica abortista, um país que restringe o aborto teria os mais elevados índices de mortes maternas, enquanto que aqueles que permitem este ato hediondo teriam índices baixos. Mas... Surpresa! Os fatos desmentem os abortistas!

E podemos continuar na notícia do LifeSiteNews:
"Especialistas de morte maternal tais como a conhecida obstetra Dra. Donna Harrison, apontam que introduzir o aborto no contexto de um país desenvolvido sem antes melhorar a assistência básica de saúde materna aumenta o risco de morte materna, pois o sistema de saúde não pode adequadamente responder a complicações de procedimentos cirúrgicos invasivos tais como o aborto. Aliás, países como a África do Sul, que tem uma das leis de aborto mais liberais do continente, tem visto um aumento em mortes maternas atribuíveis em parte a complicações de abortos legais."
Ou seja, os dados não ajudam os abortistas. O aborto liberado de forma nenhuma causa baixos índices de mortalidade materna, podendo mesmo favorecer o aumento deste índice. Antes o que faz mesmo os índices despencarem são políticas públicas que aumentem as condições de saúde da população e também o nível geral de educação.

***

Na Copa de 1958, durante a preleção antes do jogo contra a então temida URSS, o técnico Vicente Feola teria montado um esquema em que a vitória brasileira seria certa. Garrinha, o gênio de pernas tortas, depois que o técnico acabou de mostrar seu esquema invencível, disse apenas que tudo estava bem, mas que só faltava uma coisa: combinar com os russos.

Parece que no time abortista está faltando alguém que lhes diga que a única coisa que falta é combinar com a realidade, pois, até o momento, ela está lhes dando uma goleada daquelas.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Sempre a mentira...

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A indústria do aborto e seus simpatizantes vive de mentir, mentir, mentir. Isto é um fato cada vez mais comprovado. Mentem porque a realidade lhes é desfavorável; mentem porque pouco se importam com a verdade; mentem porque seus pseudo-argumentos só sobrevivem em meio à confusão que causam na cabeça dos incautos.

É tudo parte do pacote que eles vendem. Pena que há tanta gente que o compre, seja devido a uma ignorância sobre o assunto, seja devido a querer fazer parte deste assim chamado "progressismo".

A mentira, desta vez, apareceu na Colômbia...

Em um boletim especial emitido pelo Population Research Institute a mentira montada pelos pró-aborto daquele país salta aos olhos até de quem é indiferente ao assunto.

Eis um pequeno trecho:

"As feministas pró-aborto disseram que eram feitos mais de 300.000 abortos inseguros na Colômbia e daí a necessidade de legalizar o aborto nesse país. Até hoje só se realizaram cerca de 50 abortos desde Maio de 2006. Essa é a magnitude da mentira destas cifras”.

Esta mentira é conscientemente criada e nutrida com a colaboração de grande parte da mídia, da intelectualidade, de formadores de opinião, de políticos e de muitos outros. Para um número disparatado deste ser levado a sério por tanta gente preparada e instruída é preciso vontade para a má-fé, é preciso comunhão com a mentira. Gente que se diz séria e com responsabilidade social, tais como jornalistas e acadêmicos, que deveriam ser a voz da razão e da transparência dos fatos, são os primeiros a dar aval a esta mentira.

E é este mesmíssimo método da mentira que é utilizado aqui no Brasil pela mesma patota. "Feministas", jornalistas, acadêmicos, etc., todos juntam esforços para a liberação do aborto, todos emprestam seus dons a uma causa fundamentada no embuste, na confusão. São mercadores da própria consciência, a História lhes fará justiça.