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quinta-feira, setembro 11, 2014

E assim os favoráveis ao aborto aproveitam as tragédias...

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Uma das coisas mais pitorescas com a questão do aborto no Brasil é a qualidade do debate. Os abortistas, da mesma forma que espertamente dizem que querem que a sociedade debata o assunto, são os que interditam qualquer tipo de debate, ou, quando isto não acontece, o que eles têm a dizer sobre a questão ou é irrelevante ou trata-se apenas de clichês requentados.

Foi o que aconteceu nesta quinta-feira na edição do jornal O Globo com a coluna da jornalista Cora Ronái, "O lado B da democracia". Eis o trecho infeliz:

"Não sei o que acho pior: uma candidata que é abertamente contra o aborto, uma candidata que não tem coragem de dizer que não é ou um candidato que se diz satisfeito com a nossa legislação obscurantista. As três posições se equivalem. Estamos em pleno ano de 2014, Constantinopla caiu em 1453 e, não obstante, continuamos gastando tempo e energia com essa discussão bizantina.  
Fazer ou não fazer aborto é questão de foro íntimo. Quem for contra aborto que não aborte, mas não queira impor as suas convicções ao resto da sociedade. Sabemos onde isso vai dar: aí está essa pobre moça sumida, obrigada pela excelente legislação em vigor a procurar criminosos para se livrar da gravidez indesejada."

O que é pior mesmo é uma jornalista achar que a liberação do aborto trata-se de uma discussão bizantina. Entende-se o recurso retórico pueril de utilizar conhecimentos do ensino ginasial -- provavelmente ela esperou a vida inteira para conseguir colocar a data da queda de Constantinopla em um de seus textos --, mas ela dizer que a discussão sobre o aborto é bizantina é apenas sinal de sua ignorância sobre o assunto.

Se os candidatos A, B e C preferem desconversar sobre o assunto o problema é a falta de seriedade com a qual este assunto e outros mais são tratados no Brasil e um exemplo perfeito disto é exatamente este texto de Cora Ronái. Ao dizer que "as três posições se equivalem" a jornalista só contribui para a confusão que reina. É evidente que ela procede assim porque tem uma agenda, que para ela a única coisa que parece valer é a liberação total do aborto. 

Se fazer ou não aborto é uma questão de foro íntimo, assassinar ou não assassinar também é. Corromper ou não corromper também. Idem para sequestrar ou não sequestrar. Cora Ronái vai ter peito para levantar estas bandeiras também? Por coerência, devia ter, não é mesmo? Ela devia, por exemplo, defender o direito de um assassino matar suas vítimas e bradar contra quem acha isto absurdo, pois, afinal, não se deve impor convicções ao resto da sociedade, certo?

O problema com este "argumento" da jornalista é que ela assume que o que está no ventre da mãe é nada, o que é desmentido pela própria ciência, que afirma que a vida humana começa na concepção. E aí, será que ela vai querer ir contra o que a própria ciência já sabe sobre Embriologia Humana? Ou será que Cora Ronái, mesmo sabendo (e ela sabe... ah, se sabe...) que já existe um ser humano no ventre da mãe, pouco se importa com este detalhe? Aí então ela deveria abordar a questão sobre um outro prisma: deveria explicar por que, segundo sua sapiente ótica, seres humanos frágeis e inocentes devem morrer pela conveniência ou vontade de outros. O que justifica que um ser humano mate outro, sendo este frágil e inocente, que sequer tem voz para clamar por justiça? E já que ela é afeita a fatos aprendidos em aulas de História do ginásio, seria ótimo se ela listasse as vezes na história em que tais atitudes tomaram forma de regimes totalitários e deixaram em seu rastro o sangue de milhões de inocentes.

Mas como os favoráveis ao aborto sempre que sentem o cheiro de carniça ficam em polvorosa, a jornalista aproveitou a deixa e tenta colocar na conta da legislação ainda restritiva ao aborto o caso da jovem Jandira Magdalena Cruz, que desapareceu, segundo informações, após ter entrado em um carro que supostamente a levaria para uma clínica de abortos na Zona Oesto da cidade do Rio de Janeiro. Cora Ronái diz que nossa "excelente legislação" obrigou Jandira "a procurar criminosos para se livrar da gravidez indesejada". Sério? Da última vez que li o Código Penal, não havia nenhuma obrigação de fazer aborto para quem quer que fosse. Na verdade, a punição que ali vai tem a intenção exatamente contrária: fazer que a pessoa tome consciência da gravidade do ato cometido, que é a eliminação de uma vida humana.

Está bem que a jornalista mais uma vez usava de um recurso retórico para puxar a brasa para sua sardinha, isto está claro. Geralmente quem apenas quer que sua opinião prevaleça usa de tais expedientes, mas a verdade, porém, a verdade nua e crua, é que a jovem procurou criminosos que atentam contra a vida porque também ela procurava cometer um crime contra a vida. É evidente que seu desaparecimento e possível morte é uma tragédia, e é exatamente este tipo de tragédia que é evitada por quem não procura cometer o crime do aborto. Vem daí que querer usar tal caso como forma de alavanca para a liberação do aborto é um salto enorme e uma instrumentalização pura e simples da tragédia alheia.

A coisa torna-se ainda pior quando vemos que o desaparecimento da jovem é uma sucessão de erros. Segundo depoimento de seu ex-marido, Leandro Brito Reis, que foi quem a levou até o terminal rodoviário onde Jandira entrou no carro que a conduziria para a clínica de abortos, “Ela se envolveu com um homem, engravidou e queria tirar. Quem indicou a clínica foi uma amiga dela de infância, que disse que uma outra amiga, que teria feito um aborto nesse mesmo lugar, tinha sido muito bem tratada". Pois é... A jovem, segundo informações de sua mãe, estava para reatar o relacionamento com o ex-marido:  "Ela disse pra mim: 'Eu conversei com o Leandro e, depois que a gente resolver o que a gente disse que ia fazer (o aborto), a gente vai ver se recomeça tudo de novo'. Foi isso que ela me disse". A mãe da jovem contou também que Jandira e o ex-marido brigavam muito e se agrediam quando estavam juntos.

Ou seja, o quadro que se tem é negro. Uma jovem que estava em um relacionamento abusivo, já tendo sofrido agressões (que foram motivos de queixas à polícia), termina o relacionamento, envolve-se com uma outra pessoa, engravida e depois resolve voltar para o ex-marido. Para que o relacionamento tenha um recomeço, eles resolvem abortar a criança fruto do relacionamento anterior de Jandira. Para conseguir o aborto, uma amiga de infância indica a ela uma clínica e a jovem acaba nas mãos de criminosos que iriam matar seu filho não-nascido.

É tanta coisa errada que fica difícil alguém imaginar como Cora Ronái teve a capacidade de tentar jogar para a legislação restritiva ao aborto (e por tabela, claro, a quem é contrário a esta prática) a culpa por tudo isto. Jandira não teve forças necessárias para sair totalmente de um relacionamento que lhe era abusivo, seu ex-marido tampouco teve a dignidade de saber que o que estava no ventre de sua ex-esposa era um ser humano que devia ser preservado e não que ele ajudasse a matá-lo, e a tal "amiga de infância", ao invés de realmente apoiar sua amiga e lhe mostrar o erro em que estava se metendo, resolveu encaminhar Jandira para as mãos de criminosos. Some-se a tudo isto que os acusados pelo desaparecimento, segundo informações, são dois policiais que já haviam sido acusados de crime de aborto em outros casos, e que agora, somente agora,  foram colocados em funções administrativas e responderão a processo disciplinar. Também está envolvida uma técnica de enfermagem que já havia sido acusada pela prática de aborto em três outros processos!

E o mais triste de tudo isto é saber que aqueles que estavam ao redor de Jandira -- o ex-marido, sua "amiga", familiares --, não foram capazes ou não se interessaram em demovê-la da idéia ou mostrar-lhe alternativas que ela talvez não conseguisse enxergar naquele momento. Enfim, uma tragédia completa. 

É esta tragédia que gente como Cora Ronái procura instrumentalizar para a causa abortista alegando, de forma simplória e fútil, que Jandira queria apenas se "livrar de uma gravidez indesejada"? Sua própria escolha de palavras ("livrar"?), já indica o que ela acha de uma gravidez, preferindo ignorar o ser humano já concebido. Não é à toa que ela acha bizantina a discussão sobre o aborto, é porque ela parece nem sequer entender o que há de importante e o que está envolvido na questão, e assim a melhor alternativa parece ser escrever de forma superficial e aproveitar tragédias alheias.



terça-feira, novembro 26, 2013

Pílula do Dia Seguinte: para o lucro de alguns, mulheres são vítimas de mais enganações

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Atualmente vivemos em um paradoxo... Nunca o acesso à informação esteve mais facilitado que nos dias atuais, através da Internet, da quantidade de títulos (livros, revistas, etc.), etc. No entanto, apesar deste amplo acesso, impressiona a falta de vontade de buscar a verdade de muitos. Impressionante também é a capacidade de rejeitar a verdade mesmo quando ela se apresenta claríssima à nossa frente.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2013/11/26/pilula-do-dia-seguinte-para-o-lucro-de-alguns-mulheres-sao-vitimas-de-mais-enganacoes/

sexta-feira, agosto 02, 2013

Pílula do Dia Seguinte pode ser abortiva - a verdade que muita gente quer esconder ou ignorar

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A reboque da lei favorecedora do aborto que foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, veio, como sempre, a campanha de desinformação. Que abortistas fazem isto, não é novidade para qualquer pessoa, como há tempos vem acontecendo quando o assunto trata da Pílula do Dia Seguinte. 

continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2013/08/02/pilula-do-dia-seguinte-pode-ser-abortiva-a-verdade-que-muita-gente-quer-esconder-ou-ignorar/

segunda-feira, março 25, 2013

Folha de São Paulo apoiando o aborto... Alguma surpresa?

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Como não poderia deixar de acontecer, inúmeras reações à circular arbitrária do Conselho Federal de Medicina apoiando o aborto vieram a público nos últimos dias. Também não causa qualquer surpresa que a patota abortista, sempre muito bem orquestrada, entre em campo para tentar conter o vazamento.

Como quase sempre acontece, a grande mídia nacional -- com exceções dignas de nota, como é o caso do jornal Gazeta do Povo, de Florianópolis -- posiciona-se a favor da matança de seres humanos indefesos e inocentes. 

O Jornal "Folha de São Paulo" parece ser o decano desta turna midiático-abortista, seguindo como poucos a cartilha do esquerdismo-abortismo internacional. Este é o mesmo jornal que no passado recente divulgou inverdades sobre o medicamento popularmente conhecido como "pílula do dia seguinte" e cujo uma de suas colunistas escreveu um dado totalmente fora da realidade ao falar sobre o aborto. Talvez a Folha devesse contratar alguns estagiários para fazerem o trabalho que seus profissionais tarimbadíssimos não parecem conseguir fazer...

Mas o caso da Folha de São Paulo parece mesmo ser crônico e é provável que nem mesmo uma lavagem com creolina faça efeito por lá, pois o abortismo está já em fase adiandíssima, naquela fase onde qualquer cuidado com a realidade é praticamente desnecessária.

É exatamente esta a sensação que qualquer pessoa honesta e minimamente conhecedora do problema do aborto tem ao ler editorial publicado neste jornal dando apoio à desastrada circular do CFM.

Ao classificar de "corajosa" a iniciativa do CFM, a Folha devia explicar melhor um tal adjetivo, pois eu acho muito difícil classificar assim uma atitude que em última instância levará à morte cruel de seres inocentes, frágeis e que sequer têm voz para clamarem por sua defesa. É isto que é coragem para a Folha de São Paulo? Que coragem o Conselho Federal de Medicina demonstra ao dar apoio para que um crime hediondo cometido contra um ser humano indefeso  seja encarado como algo virtuoso?

E a Folha de São Paulo, como parece ser seu estilo, já no 2o. parágrafo do editorial, informa seus leitores que "interrupção voluntária da gravidez já é permitida em casos de estupro ou de risco para a vida da mãe", o que é uma desinformação. O aborto em tais casos, no Brasil, segundo nosso Código Penal, não é punível, o que é bem diferente de dizer que a prática é permitida. Mas pode ser que o editorialista da Folha encare tal coisa como mero detalhe, afinal não a vida dele que está em jogo, não é mesmo?

Mas seguindo mais à frente o editorialista saiu-se com a seguinte pérola:
"Equiparar o aborto ao assassinato de um ser humano soa excessivo. Neurologistas dizem que o feto é incapaz de sentir dor antes das 12 semanas de vida. Ainda assim, não há como negar que se trata de vida -vida humana- o que o aborto vai interromper."
Eu sempre acho que é muito fácil para quem está vivo escrever algo deste tipo. Retalhar o corpo de um ser humano pequenino para retirá-lo do útero de sua mãe não deve ser comparado a um assassinato pelos padrões da Folha de São Paulo? Ok. Fornecer remédios, verdadeiras bombas hormonais, para que as mães despejem seus filhos privada abaixo, para a Folha, é um excesso comparar isto a um assassinato? Então tá. 

Mas isto é o que então? O editorial se cala, preferindo reduzir nossa humanidade, ao que parece, à nossa capacidade de sentir dor. Talvez a Folha encare medicamentos analgésicos como "supressores temporários de humanidade" ou algo do tipo.

Como abortistas sempre se enrolam em suas próprias teias, o editorialista nem precisou de novo parágrafo para admitir que o que vai ser morto -- detesto eufemismos e "interromper" é apenas isto, um eufemismo -- é mesmo um ser humano. Ou seja, para a Folha, a morte de um ser humano inocente e indefeso provocada por um outro ser humano não se configura um assassinato, seria um "excesso" utilizarmos este termo. Então tá, novamente. 

É evidente que o editorial teria que tentar esclarecer tais afirmações, mas a coisa toda só fica mais e mais patética, como sempre acontece toda vez que a militância abortista tenta justificar sua visão distorcida do que seja a preservação da vida humana. 

Ao falar de "vida humana em potencial", um termo bem caro aos abortistas, a Folha esquece de dizer o que seria acrescentado ao ser já concebido que o faria se tornar uma vida humana plena. O que seria? A capacidade de sentir dor? Isto beira o ridículo... Mais ainda quando se sabe que este "cuidado" para que o ser humano a ser abortado não sinta dor nem é o equivalene a uma coceirazinha ética dos abortistas, pois este aborto "indolor" para o nascituro serve apenas como justificativa perante o natural e profundo horror da população em geral à tal prática. Isto tem nada de humanismo por parte dos abortistas, é puro cálculo tático.

Mas então o que seria acrescentado a esta tal "vida humana em potencial" para que ela se torne plenamente humana? A Folha não diz... E nem vai dizer, pois isto é apenas uma peça de ficção. A verdade é que a única coisa acrescentada a um ser já concebido para que ele se desenvolva a partir do encontro entre o espermatozóide e o óvulo são nutrientes. Apenas isto. Com os nutrientes necessários, que serão recebidos da mãe, teremos um nascimento dentro de alguns meses. Será então que para a Folha de São Paulo a receita mágica responsável pela transição de vida humana em potencial para vida humana plena é a adição de nutrientes? É sério isto?

O fato é que a Folha faz toda esta ginástica para evitar ter de falar o que é óbvio a todos: que o fato de sermos humanos faz parte de nossa essência. Não se é mais ou menos humano a partir da concepção ou conforme a gestação vai avançando, assim como não deixamos jamais de sermos humano. Somos humanos, mas nunca fomos "potencialmente" humanos, passamos a ser plenamente humanos a partir da concepção.

Mas, como não poderia deixar de ser, a Folha não perde muito tempo tentando justificar filosoficamente sua tese, parte logo para a parte mais cara aos abortistas em geral: a fabricação de dados. Eis o trecho em questão:
"Calcula-se em cerca de 1 milhão o número de abortos realizados anualmente no Brasil. Realizados ilegalmente, no mais das vezes em condições precárias, respondem por quase duas centenas de óbitos maternos por ano."
Quem calculou este dado? A Folha não diz... Onde está disponível tal dado? A Folha não diz... Onde está disponível a informação de mais de 200 mortes maternas anuais devido a abortos feitos em condições precárias? A Folha não diz, e nem vai dizer, pois os dados disponíveis mostram que estes números são bem diferentes do que a grande imprensa insiste em levar ao público. Eis os dados referentes a mortes devidas a abortos disponíveis na página do DATASUS, órgão do próprio governo:

Informações obtidas em 23/03/2013

O dado que é relevante está na última linha (O07), "Falha de tentativa de aborto", e este número passa longe das tais 200 mortes anuais. O que a Folha fez foi juntar todas as causas de mortes maternas relacionadas a aborto e relacionar este número aos abortos ilegais, o que é absurdo, pois há abortos espontâneos, gravidezes ectópicas, etc., que têm nenhuma relação com abortos provocados.

Mas se falta competência à Folha para procurar a informação correta, não lhe falta disposição para amplificar a voz da militância abortista, pois o trecho abaixo parece ter saído da campanha eleitoral do PT, batendo na tecla de justificar o aborto por motivos de Saúde Pública.
"É nesse sentido que não falta razão aos que consideram o aborto como, primordialmente, um problema de saúde pública. Problema que poderia ser muito minimizado, por certo, caso houvesse campanhas de maior informação e de acesso a métodos bem menos traumáticos, como a chamada pílula do dia seguinte."
Fizesse a Folha seu serviço bem feito, poderia ter se dado ao trabalho de obter também na página do DATASUS uma tabela com as diversas causas de morte maternas e veria que a coisa que mais falta aos que consideram o aborto um problema de Saúde Pública é exatamente o que ela alega que eles possuem: razão. 

Eis uma tabela esta informação disponível no DATASUS:

Informação obtida em 23/03/2013
Que coisa... O tal "problema de Saúde Pública" aparece na 29a. posição entre as causas de óbitos maternos! Entre as campeãs da mortandade materna estão causas que poderiam ser resolvidas com um pré-natal de qualidade paras as mães, as devidas condições higiênicas nos hospitais, a disponibilização de mais hospitais para a população, o melhor treinamento do pessoal da área médica, etc. Se a Folha e seus parceiros abortistas estão mesmo tão preocupados com a saúde das mulheres como dizem que estão, não era de se esperar que esta turma desse muita atenção também às outras causas que mais matam as mães brasileiras? Ou será que as únicas mulheres que este pessoal quer salvar são as que procuram abortas seus filhos?

Mas nada disto parece ter sensibilizado a Folha, nada disto faria a Folha ficar bem com a patota do abortismo nacional. Em vez de cobrar do governo que gaste o necessário para resolver o problema da saúde da população, para que dê a devida atenção à saúde materna, a Folha resolveu se juntar à turba abortista e virar seus canhões de retórica vazia e desinformação para os frágeis e indefesos bebês ainda não nascidos. 

Quanta coragem, não? A Folha de São Paulo e o CFM se merecem!





quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Ilze Scamparini e a "pílula ABORTIVA do dia seguinte"

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Ao comentar detalhes sobre o conclave que se aproxima, a jornalista Ilze Scamparini, falou, durante a edição de hoje do Jornal Hoje, da Rede Globo, que 
"Bispos alemães defenderam o uso da pílula ABORTIVA do dia seguinte para as mulheres que são vítimas de estupro". (negrito e destaque meus)
A se confirmar uma tal decisão por parte dos bispos alemães, eles deverão prestar contas ao Senhor Deus por seus atos. Mas não é este o ponto desta postagem...

O ponto principal aqui é elogiar ação da jornalista, sem precedentes na imprensa nacional. Enquanto um veículo como a Folha de São Paulo insiste em divulgar besteiras sobre o assunto, Ilze Scamparini disse em alto e bom som diante das câmeras da rede de televisão de maior audiência no Brasil o que qualquer pessoa honesta pode afirmar sem medo: a "pílula do dia seguinte" é A-B-O-R-T-I-V-A!

Ilze poderia ter omitido a informação, mas graças a Deus não o fez, e assim mostrou-se mais corajosa que certos bispos alemães pelo jeito. 

Para quem tem dúvidas sobre o efeito abortivo deste medicamento, que é uma verdadeira bomba hormonal enfiada no corpo das mulheres, é só ler o que o próprio fabricante informa a quem quiser ver e tiver honestidade suficiente para admitir o que está claro e muito além das ideologias sobre o possível efeito do medicamento que produz:
"It may stop a fertilised egg from attaching itself to the lining of the womb"

[Ela pode impedir a implantação no útero de um óvulo fertilizado]
A Folha de São Paulo pode convocar milhares de especialistas, citar gente da OMS e tudo o mais, mas o fato informado por quem desenvolveu esta bomba hormonal é que esta pílula pode sim causar um aborto e, exatamente por isto, Ilze Scamparini está corretíssima ao dizer que ela é uma PÍLULA ABORTIVA DO DIA SEGUINTE.


segunda-feira, abril 04, 2011

Feministas: ontem e hoje

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sexta-feira, janeiro 14, 2011

Eu, um radical

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Sou um radical.

Não deixo meus cabelos crescerem muito -- e eles crescem rápido! -- e minha barba é feita algumas vezes por semana. Quando muito, quando tenho picos desta minha radicalidade insana, minha barba fica por fazer um semana inteira!

Apesar disto, sou um radical!

Meu guarda-roupa não tem nada de vermelho. Nada. Nada mesmo. Simplesmente não gosto da cor. Nem mesmo a devoção por São Sebastião e por São Jorge me fez gostar da cor. Não gosto e pronto.

E, mesmo com esta falha grave, sou um radical.

Não possuo sequer uma camisa com a famosa imagem do Che Guevara. Motivo: não gosto de assassinos estampados em meus trajes. Tampouco tenho frisson quando vejo Fidel Castro como acontece com muitos. Por que eu, afinal, admiraria um ditador sanguinário, que mantém seu povo na miséria por sua única e exclusiva vontade?

E, ainda assim, sou um radical.

De símbolos não gosto de suásticas, pois me lembram mortes e mais mortes. Tampouco gosto de foices e martelos cruzados, pois me lembram de mais mortes ainda, mortes que ainda se vêem hoje em dia. Acho muito curioso que ainda haja aqueles que dizem que a suástica e a foice-e-martelo são lados opostos. Para mim são ambos a mesmíssima face de uma moeda. Mortes e mais mortes, isto é que são.

E sou eu o radical.

Não coloco bombas, não invado propriedades alheias, não mato em nome de uma ideologia. Mato apenas por motivos práticos: o mosquito que me atrapalha o sono, a formiga que me deu uma ferroada, a barata que invade meu lar e deixa a esposa nervosa. Coisas assim.

Sou mesmo um radical.

Pode ser que talvez esta minha radicalidade toda ainda não seja suficiente... E não é que eu me senti um pouco mais radical neste início de 2011? Pois é! Como se isto pudesse acontecer!

Além de um baita radical, eu me vi, do nada, como um baita admirador de um outro gigantesco radical! 

Segundo a página do jornal "O Estado de São Paulo", o Pe. Lodi, uma das maiores lideranças pró-vida do Brasil, é presidente de um "movimento católico dos mais radicais do País". Faltou apenas o jornalista Roldão Arruda, que nada tem de "foca", dizer o que seria a tal radicalidade de Pe. Lodi e seu "movimento". 

Pega mal um jornalista experiente lançar termos desta forma e esperar que eles ganhem vida própria, não é mesmo? Ou será que ele subitamente deixou de ser jornalista e virou mero insinuador? 

Seria porque o padre usa batina? Seria porque ele prega exatamente o que a Igreja ensina em relação ao aborto? Seria o que exatamente que levou o jornalista a destacar a tal radicalidade do padre e seu movimento? 

Vejamos: não deve ser a questão do aborto, pois o que Pe. Lodi faz é exatamente o que a Igreja, o Papa e os bispos e clero que com ele estão em comunhão pregam: que a vida humana tem uma dignidade que lhe é intrínseca que deve ser preservada, jamais estando a mercê de "decisões individuais" como a que defende a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Tampouco o motivo deva ser porque o padre escreveu contra as tentativas de criminalizar o que muitos vêm chamando de "homofobia". Faltou também o jornalista do Estadão dizer o que seria a já famosa "homofobia". Talvez seja este um dos segredos mais bem guardados das redações da grande mídia no Brasil. Convenhamos que não é nada fácil criar um termo que tem um significado absurdo e o expandir até que nele caiba que até mesmo um sacerdote possa ser acusado de crime se ele apenas repetir um ensinamento milenar e que vem mesmo escrito no coração de cada homem.

Mas é claro que a grande mídia não está nessa sozinha... O que não faltou foi ONG multicolorida para fazer pressão e indicar caminhos nada retos para que este rio de enganação desembocasse no que se chama de PNDH-3.

Mas creio que não é por causa disto que jornalista acusou o padre de radical. Afinal, o que o padre faz que não tenha de ser feito por qualquer católico ciente de sua missão sagrada?

Será que é porque o padre, nem bem Dilma teve tempo decorar seu escritório, já começou a alertar a todos sobre o rumo deste governo? Ah, não... Não deve ser por isto. O Pe. Lodi há muito alerta a todos sobre os governos petistas. E nem é preciso trabalhar no Estadão para saber que Dilma no governo é como um Lula no 3o. mandato, não é mesmo? Palocci, Zé Dirceu, Guido Mantega e outros estão bem aí para mostrar a quem quiser enxergar. E só para quem quiser enxergar.

Mas Roldão Arruda deve entender de radicalidade... No início do ano passado, quando Lula, em seu cálculo eleitoreiro, resolveu jogar para a galera que o aborto e outras questões polêmicas ficariam fora de seu PNDH-3, advinhem quem o jornalista foi procurar? As famosas "Católicas pelo Direito de Decidir"!

Para o jornalista, aquele grupo de senhoras, que não guarda do catolicismo sequer um mísero ensinamento, é voz ativa quando o assunto gira em torno de religião católica. Radical é o padre e seu "movimento". Normalidade são as CDDs e sua luta pelo aborto. Impressionante, não?

Mas a verdade é que o jornalista deu um tiro no pé. Ao chamar de "radical" ao Pe. Lodi, Roldão Arruda não se deu conta que isto é como que um elogio para um católico sério como o bom padre. Talvez quem se incomode com o adjetivo "radical" sejam as "Católicas pelo Direito de Decidir".

O Evangelho, caro jornalista mais despreparado que um "foca", vive-se na radicalidade. É exatamente quando o mundo diz "sim" que dizemos "não"; é quando os jornais lançam vãos louvores aos que entram pela porta escancarada que nós nos apertamos para passar pela estreira abertura que nos resta. E o fazemos exatamente por saber que é este o único caminho, e mesmo debaixo dos maiores impropérios que nos são lançados.

É fácil dar de ombros em relação aos milhões de mortes de crianças abortadas por todo o mundo anualmente. Elas não gritam, não aparecem em manchetes, não pautam textos jornalísticos com pesquisas mentirosas, não arrumam verbas federais e internacionais, não fazem lobby... 


De radicalismos um verdadeiro católico entende bastante, pois o vive diariamente. Talvez não seja bem o radicalismo que vai na mente do jornalista Roldão Arruda, mas fazer o que, não é mesmo? Ele acha que as "Católicas pelo Direito de Decidir" têm alguma parte com o catolicismo! Só por isto dá para saber o quanto ele entende do assunto sobre o qual quer escrever...

Nós, os radicais, insistimos para que os gritos das milhões de vozes silenciadas pelo aborto sejam ouvidas. Eu estou muito feliz com o lado que escolhi. Difícil mesmo deve ser para quem tem que justificar centenas de milhões de mortes de seres inocentes e frágeis.

Não há "direito de escolha" que justifique isto. Mas o que sei eu? Sou só um radical...

domingo, outubro 10, 2010

Obrigado, Chalita!

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O que vai acima é uma mensagem do twitter de Gabriel Chalita. Nesta, o deputado eleito pelo estado de São Paulo informa a seus seguidores sobre a liturgia deste Domingo, no qual um leproso é curado por Nosso Senhor Jesus Cristo e mostra sua gratidão.

Pois eu acho que temos muito o que agradecer a Gabriel Chalita. Acho mesmo que todos os católicos têm que ser eternamente gratos a ele!

Quando a candidatura de Dilma Rousseff começou a fazer água entre outras coisas por causa da questão do aborto, Gabriel Chalita foi convocado para ajudar a remendar a canoa. O remendo dado por Chalita ficou tão meia-boca que ele chegou ao cúmulo de chamar Lula de "católico fervoroso".

Se as palavras de Chalita têm um efeito inebriante para suas e seus chalitetes, para os católicos conscientes de sua missão, que testemunham há anos o ataque sistemático de Lula e seus comparsas aos valores da família e à vida humana, o efeito é totalmente contrário.

Lula, com o passar dos anos, já deu muitas provas de seu "fervoroso" catolicismo. Afinal, para um homem que já se disse sem pecados, o fervor é coisa por demais básica, não é mesmo? Aqui mesmo neste blog já tivemos a oportunidade de ver o fervor de Lula em pleno êxtase, como fica nítido na imagem abaixo, na qual Lula, o imaculado, distribui preservativos para foliões no Carnaval carioca.


Eu chamo isto de imoralidade e, para quem se diz católico, de hipocrisia. Chalita chama de fervor. Então tá.

Temos mesmo muito o que agradecer a Chalita! Como deixar de agradecer-lhe por ele aceitar fazer o papel de ir a TV Record, a TV de Edir Macedo, o mesmo que sempre que pode usa até mesmo a Bíblia Sagrada para defender o aborto? Como deixar de agradecer a Chalita por ele estar ao lado de Dilma Rousseff, uma senhora que é uma nulidade política, mas que aceitou o cargo de fantoche lulista?

Aliás, é esta mesma Dilma que, agora que o assunto veio à tona, diz-se catolicíssima e contra o aborto, mas até pouco tempo atrás ela dizia-se favorável ao aborto e chegou ao absurdo de chamar Nossa Senhora de "deusa", uma besteira tamanha que nem criancinhas aprendendo o catecismo dizem.

Devemos ou não ser gratos a Chalita por ele se prestar a chamar de "boataria" os vídeos e entrevistas nos quais a candidata-fantoche ao ponto de falar que é um "absurdo que o aborto não seja descriminalizado no Brasil"?

E também devemos ser gratos a Chalita quando ele, na mesma entrevista na TV Record, fala em abortos feitos com agulhas de crochê. Esta imagem forte e mentirosa, faz parte do imaginário terrorista/abortista que é sempre utilizado quando os pseudo-argumentos por eles utilizados são postos ao chão. Mas temos muito a agradecer a Chalita por trazer este clássico "argumento" abortista, uma tática produzida nos porões de ONGs para impressionar a opinião pública.

Valeu, Chalita!

Mas o que mais devemos agradecer a Gabriel Chalita é por ele ter a capacidade de exprimir estas palavras:
"(...) acho que é fundamental que a gente tenha essa maturidade de não jogar pedras… Aliás, a base… o Brasil é um país cristão… e a base do cristianismo que é Jesus Cristo, foi um homem que não jogou pedras, foi um homem que fez pontes, que ensinou a amar, que não saiu destruindo as outras pessoas. Então, eu acho que é uma infelicidade às vezes quando uma parte dos cristãos acredita nisso e sai desconstruindo essas imagens, né…"
Nosso Senhor Jesus Cristo realmente não jogou pedras, mas Chalita "esquece" que ele deu boas chicotadas nos vendilhões do Templo. Por que? Por que Nosso Senhor não admitia quem tenta misturar às coisas de Deus algo que lhe é contrário. É preciso desenhar?

Se Nosso Senhor fez "pontes" -- para utilizar um termo ao gosto de Chalita --, faltou o deputado dizer que as tais "pontes" em momento algum passaram perto de uma contemporização com o pecado.

Faltou também o deputado dizer onde é que se está destruindo qualquer pessoa... São as próprias palavras de Dilma Rousseff e dos estatudos do PT que são destrutivas, principalmente para os bebês ainda no ventre de suas mães. Estes é que, na verdade, correm o maior risco de destruição se o programa petista for implantado. Com a defesa de Chalita, claro.

Defesa, aliás, que chegou até mesmo ao ponto de tentar explicar o insustentável, que é a posição de Dilma Rousseff sobre o aborto:
"Ela diz assim: Quando eu afirmo que é uma questão de saúde pública, isso está ligado a cuidar dessa mulher que fez o aborto. Na verdade, cuidar das pessoas, a gente tem que cuidar de todas, mesmo daquele que matou, para que ele se recupere e volte pra sociedade, né?! Aí o que nós colocamos pra ela, inclusive isso foi muito discutido, ela teve um momento com várias lideranças religiosas…"
Querem "cuidar" daquele que matou, mas deixam de lado quem morreu? Isto encaixa direitinho no em entrevistas anteriores de Dilma, nas quais ela diz que o aborto é "uma violência contra a mulher", deixando de lado qualquer compaixão com o bebê que foi trucidado.

É isto mesmo, Chalita? É um discurso destes que você vai à TV defender? E o que acontece com os bebês que nunca poderão "voltar para a sociedade" exatamente porque lhes foi cruelmente negado que pudessem fazer parte dela? É contra a desconstrução de tais discursos que Chalita se incomoda? Então, tá bom.

Por tudo isto só podemos dizer: Muito obrigado, Chalita!

quarta-feira, outubro 06, 2010

Elio Gaspari: nem Eremildo iria tão longe

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Elio Gaspari um dia foi jornalista, hoje em dia não é mais. A partir do momento que um jornalista, quem quer que seja, acha que a verdade não deve ser dita, ainda mais em época eleitoral, é o momento de o indivíduo ou tomar o caminho de casa ou deixar bem claro a seus leitores o que vai em sua cabeça.

Há muito que Elio Gaspari vem se aproximando de um jornalismo "de risco", daquele tipo que vai manipulando a verdade, torcendo dados, tal como um estatístico mal intencionado, até que eles sirvam a seus propósitos.

A última do Gaspari é o que vai abaixo e que foi publicado no jornal "O Globo" na última edição dominical.

"A falta de Ruth

Se Ruth Cardoso estivesse viva, a charanga do tucanato não teria tomado o caminho da baixaria que atribuiu a Dilma Rousseff a defesa da legalização do aborto.

Ela nunca se associou a esse tipo de tática eleitoral. Vale lembrar que seu marido também nunca jogou esse jogo.”

Assim como existe entre nós o respeito que nos impede falar mal dos mortos, talvez Gaspari também devesse exercitar o respeito de não colocar palavras na boca de quem não está aqui para confirmar.


Se ele, Gaspari, sentiu-se incomodado porque o tema aborto finalmente veio à tona em uma campanha presidencial, pois que diga isto com todas as letras, não lhe faltará jornal para publicar seus chiliques, não faltará feminista/abortista para divulgar suas palavras em sites e nas mídias sociais. Invocar os mortos porque lhe falta a coragem para admitir seu incômodo é que pega muito mal.


E, de mais a mais, porque o assunto aborto é "baixaria"? Por que os brasileiros não teriam o direito de saber as idéias da terrorista impenitente Dilma Rousseff sobre esta prática hedionda que é o aborto?


Se Dilma Rousseff se sente incomodada com o tema, pois que venha ela própria a público e diga tal coisa, mas penso que o que ela não necessita é de jornalista chamando de "baixaria" um tema que é discutido em inúmeras democracias mundo afora. Na maior delas, nos EUA, o tema jamais sai de pauta. Curioso que cá entre nós um jornalista respeitado como Gaspari use sua pena para chamar de "baixaria" que a população tenha acesso a tal informação.


Se Ruth Cardoso era e Fernando Henrique é favorável ao aborto, como a quase totalidade dos esquerdistas são, isto era e é lá com eles, e isto explica bem porque eles jamais quiseram que o tema viesse à tona. Mas agora que finalmene o tema aparece vem Gaspari gritar "Baixaria!"?


Mas independente da opinião de Gaspari sobre o assunto, que é irrelevante e panfletária, o que salta mais aos olhos é que ele abandonou tanto o caminho da verdade que esquece até de uma checagem básica dos fatos em seu curtíssimo texto. Dilma Rousseff já deu inúmeras declarações sobre ser favorável à legalização do aborto e isto está disponível em qualquer consulta básica feita pela internet, chegando mesmo a chamar de "absurdo" que o aborto não seja descriminalizado no Brasil.


Ou seja, noves fora (como o próprio Gaspari gosta de escrever) o que resta mesmo é que Gaspari falou uma besteira tamanha que faria Eremildo, o personagem idiota que ele próprio criou, corar de vergonha.


É isto o que acontece quando um jornalista resolve deixar os fatos de lado... Vai de respeitável a abaixo de um Eremildo em um piscar de olhos.

quarta-feira, julho 14, 2010

Cientista ou militante? Você decide!

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Wagner Moura, do blog "O Possível e o Extraordinário" escreveu um artigo fantástico mostrando a ideologia dos abortistas até mesmo para analisar pesquisas que eles próprios chamam de neutras.

Chega a ser patético que o militante pró-aborto Thomaz Gollop, uma celebridade no meio pró-aborto por causa de seus títulos acadêmicos, venha a público dizer que:
"A maior parte dos abortamentos espontâneos não exige internação. As complicações são quase absolutamente resultantes de abortos provocados. Isso mostra que a lei vigente é completamente ineficaz. Além de não coibir, faz com que o SUS gaste uma fortuna com abortos mal assistidos.”
Cientista que se preza usando um termo nebuloso como "quase absolutamente" sem que tenha se debruçado sobre os dados existentes, como fez a pesquisadora em destaque na reportagem trazida pelo Wagner, é coisa que pode até tirar gritinhos de êxtase da militância pró-aborto, mas para quem leva ciência a sério a fala do Dr. Gollop tem a profundidade acadêmica de uma Lindsay Lohan tropeçando no tapete vermelho.

Serve até para arrumar umas capas de revistas e tal. E só...

Mas a fala do Dr. Gollop tem alvo certo. Visando as manchetes de jornal, que sempre são favoráveis aos militantes pró-aborto, ele não pestaneja em sacrificar a correção acadêmica no altar da militância ideológica. Wagner explica isto melhor que ninguém:
"Como Gollop, que não mensurou nada, pode transformar toda uma pesquisa numa prova de que o SUS tem gastos enormes com abortos provocados (“mal feitos”) se a própria pesquisa diz ser impossível afirmar que as curetagens são consequências de abortos provocados?! E supondo-se que o aborto clandestino realmente estivesse custando uma fortuna ao SUS… Como é que a legalização do aborto faria o SUS diminuir gastos com abortos provocados que seriam pagos pelo próprio SUS?! Ora… Novo “serviço”, novos gastos! Não é óbvio? "
Mas militantes pró-aborto jamais lidam com dados óbvios... Lidam apenas com formas óbvias de distorcer toda e qualquer notícia, toda e qualquer pesquisa para que estas encaixem em suas agendas.

Se for preciso chamar uma celebridade internacional como Lindsay Lohan, eles chamam. Se não der, eles ficam com o que têm por aqui mesmo.

O cuidado com que lida com dados talvez seja um parâmetro de quem seja realmente um cientista sério. Por este ângulo, a coisa fica mal para Thomaz Gollop, que não consegue nem escrever duas postagens seguidas em seu blog contendo a mesma informação, conforme já tive a oportunidade de expor aqui neste blog em uma outra postagem:
"Dr. Gollop tem um blog, no qual, em um determinado post podemos ler:
"(...) Lei Brasileira é ineficaz: ela proíbe o aborto mas mesmo assim mais de 1 milhão de abortos são realizados no País todos os anos e ele representa a 4ª causa de morte materna no Brasil." (original aqui)
Bingo! Vem daí a fonte para os dados de "Veja". Mas Dr. Gollop, isento como ele só, nem mesmo faz questão de manter coerência em seu discurso. No post seguinte, podemos ler isto:
"(...) Isto se traduz na terceira causa de morte materna, grave problema de saúde pública." (original aqui)"

É ou não constrangedor ver um troço destes saindo da pena de um cientista? Talvez sejam as luzes espoucantes dos flashes ou o barulho ensurdecedor dos fãs. Vá saber...

domingo, abril 25, 2010

Contracepção artificial: "A madrugada da enganação demoníaca"

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Publico abaixo uma tradução livre de um artigo que saiu na newsletter da Human Life International que aborda as mazelas causadas na sociedade pela introdução da pílúla anticoncepcional.


Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2010/04/25/a-contracepcao-artificial-tem-efeitos-nocivos-em-toda-sociedade/

terça-feira, junho 09, 2009

Do Blog NOTÍCIAS PRÓ-FAMÍLIA: Entrevista com arcebispo brasileiro acerca da excomunhão dos médicos aborteiros

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Três de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Nota: A seguinte entrevista com o Arcebispo José Cardoso Sobrinho, de Olinda e Recife, Brasil, foi feita pela jornalista francesa Jeanne Smits. A entrevista apareceu originalmente em francês no jornal Present, e foi republicada no blog dela em inglês. A Sra. Smits concedeu amavelmente a LifeSiteNews permissão para republicar o artigo integralmente.

Pergunta: Como resultado do caso de Recife, o jornal L’Osservatore Romano publicamente rejeitou suas declarações sobre a excomunhão automática daqueles que escolheram o aborto para a pequena menina e o executaram. Desde então, surgiu uma tendência nos meios de comunicação sugerindo que o ensino da Igreja mudou quanto à determinação se o aborto (quando a vida da mãe está em perigo ou em outras circunstâncias particulares) é errado, se é pecado. Por outro lado, as mentiras dos meios de comunicação acerca de pontos importantes do caso têm sido abundantes, embora muitas pessoas tenham expressado admiração por sua atitude. Será que sua Excelência poderia nos dizer o que realmente aconteceu?

Resposta: Primeiramente quero expressar minha gratidão muito profunda a todos aqueles que expressaram apoio. Recebi centenas de mensagens de solidariedade do mundo todo: padres, bispos, leigos, aprovando minha decisão de falar claramente acerca da lei da Igreja. Recebi o prêmio Von Galen de Human Life International, e bem recentemente a Associação Pró-Vida de São Paulo também me designou seu prêmio. Graças a Deus, muitas pessoas aprovam o que fiz.

Há algumas pessoas, porém, na França, no Canadá… inclusive bispos, que escreveram artigos ou cartas públicas para declarar sua desaprovação. Num espírito de diálogo, gostaria de dizer que é errado dizer que nós — isto é, a mim mesmo e o padre paroquial da menina grávida — não demos a ela a atenção especial de que ela necessitava. Demos-lhe toda atenção e cuidado. O que infelizmente foi publicado não é simplesmente verdade: fizemos tudo o que estava dentro de nossa capacidade para ajudar.

Alguns, quando falam sobre a publicidade em torno desse caso, afirmam que não era “oportuno” falar de excomunhão. Não concordo com esse ponto de vista. Eles estavam praticamente me dizendo que deveríamos ter esquecido o que a Lei Canônica diz acerca de excomunhão. Minha opinião é diferente. Digo que essa lei existe para o bem da Igreja. E que não fui eu quem excomungou ninguém, como repeti inúmeras vezes. Aqueles que me acusam dizem que fui eu quem “excomungou”, e isso é totalmente falso; eu simplesmente atrai a atenção para uma lei que existe na Igreja, cânon 1398. E pergunto: é adequado permanecer em silêncio, como muitos afirmam? Teria sido melhor que eu não falasse nada sobre excomunhão? Bem, respondo que não concordo. É uma lei da Igreja para o bem da Igreja. Existiu durante muitos séculos. O novo Código de Lei Canônica, promulgado em 1983 pelo Servo de Deus Papa João Paulo 2, reitera essa lei. Da mesma forma, o Catecismo da Igreja Católica, publicado pelo mesmo papa em 1992, repete e comenta acerca dessa lei. Teria sido melhor ficar em silêncio? Bem, em minha opinião, é da mais elevada importância atrair a atenção de todos e especialmente os fiéis católicos, para a seriedade do crime do aborto. É por esse motivo que a lei existe.

Nós, em nossa diocese, temos recebido muitas mensagens de muitas pessoas que me disseram: “Agora, entendo melhor a gravidade do aborto, e mudarei minha consciência”. Em minha opinião, o ato de atrair atenção para a existência dessa excomunhão produz um benefício espiritual entre os fiéis católicos, mas também entre outros, que, aparentemente, de forma sossegada se submetem a abortos e que, creio eu de agora em diante, pesará na consciência deles a gravidade do que estão fazendo. E essa é a meta final dessa lei da Igreja, dessa penalidade de excomunhão: é medicinal. É um remédio para a conversão de todos. Para a pessoa que incorre nele, é um meio de fazê-lo entender que ele terá de responder a seu ato diante de Deus. Com a Igreja, desejamos que cada pessoa individualmente, mesma aqueles que seguem a vereda do erro, possa viver de acordo com a lei de Deus. Não queremos a condenação eterna de ninguém. Em minha opinião, silêncio — não falado de excomunhão — causaria grave prejuízo à Igreja.

Mas há algo mais sério. Tenho a impressão de que entre aqueles que falaram contra mim, alguns estão praticamente insinuando que seria melhor ab-rogar o cânon sobre excomunhão. Mas a Igreja não crê nisso. A Igreja sustenta essa lei, porque é necessária para o bem comum da Igreja, quando o assunto é ofensas bem graves, que há uma lei clara, e que essa lei seja aplicada. Esses são princípios de grande importância. Para mim, o silêncio equivaleria à cumplicidade. Sabemos — todos os meios de comunicação internacionais dizem isso — que há até 50 milhões de abortos anuais, a nível mundial. Aqui no Brasil, o número citado é cerca de um milhão anualmente. Em consciência, estou certo de que é necessário falar, despertar a consciência das pessoas, porque o silêncio pode ser interpretado como aprovação.

Leia o restante aqui.

quinta-feira, junho 04, 2009

L´Osservatore Romano, deixa o bispo falar!

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"Enviamos a resposta da arquidiocese ao artigo de Monsenhor Fisichella para Roma. É de direito que seja permitida uma resposta devido a publicação de informações falsas sabe-se lá por qual motivo. Os leitores de L´Osservatore Romano deveriam poder conhecer o outro ponto de vista."

Segundo o LifeSiteNews, estas são palavras de Dom José Cardoso Sobrinho, o corajoso Arcebispo de Olinda e Recife, em uma entrevista a um jornal francês, indicando que o L´Osservatore Romano está colocando empecilhos à publicação da excelente resposta da arquidiocese.

O que podemos dizer? A se confirmar esta má vontade em publicar a resposta da Arquidiocese de Olinda e Recife a um artigo no mínimo desastrado de Msgr. Fisichella, parece que vai indo muito mal o jornal romano. Isto sem contar que o já mal-estar recentemente causado por um editorial do mesmo jornal que dizia que Barack Obama não é abortista.

Não chamar Obamaborto (by Wagner Moura) de abortista, o que ele realmente é, só pode indicar duas coisas: ou está faltando acesso à internet, ou se está realmente querendo criar confusão entre os católicos.

Quanto à primeira eu posso ajudar: é só acessar este link para se ter uma idéia do que Obama já botou em prática até o momento. E isto apenas como presidente, pois seu histórico antes da eleição é mais escabroso ainda, tendo por vezes ocupado a tribuna do Senado norte-americano para defender o "direito" de serem feitos abortos de último trimestre de gestação, uma coisa que é tão grotesca que é difícil alguém diferenciar tal ato de puro e simples infanticídio. Pois é... E, para o L´Osservatore Romano, Obama não é abortista? Ok!

Apenas um recado para o L´Osservatore Romano: conceda o direito de resposta a Dom José Cardoso Sobrinho. Isto sim é um direito! E é mais do que necessário.

domingo, maio 31, 2009

Lições de Stálin: Assassinato de abortista norte-americano dá sinal verde para os idiotas

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Hoje pela manhã, o médico George Tiller, conhecido abortista norte-americano, foi assassinado a tiros. Mais detalhes poderão ser vistos na página do New York Times.

O que dizer em momentos assim? Mesmo que ainda não esteja esclarecido quem cometeu tal crime e nem quais sejam seus motivos, já há entre os abortistas gente aproveitando a oportunidade para tentar jogar no colo de todo o movimento pró-vida a culpa por tal assassinato. Mesmo que o assassino tenha saído de algum dos inúmeros movimentos pró-vida, não é necessário raciocinar muito para saber que um tal radicalismo não se encaixa de forma alguma na mensagem pró-vida. Em resumo, se quem cometeu o crime diz-se pró-vida, é mais do que óbvio que é um pró-vida de araque, pois tratar-se-ia de uma pessoa profundamente perturbada.

Mas é evidente que os abortistas não pensam assim e já tentam de todas as formas demonizar todo o movimento pró-vida devido a este incidente. Dizer que um assassino frio pode sequer simbolizar o que pensam os pró-vidas é o mesmo que dizer que as Católicas pelo Direito de Decidir são mesmo católicas. Nem mesmo a CNBB cai nessa, por incrível que isto pareça.

Só idiotas com agenda querem que alguém acredite em tal disparate... Mas a propaganda já começou, pois se há uma coisa que esta gente faz muito bem é tentar manipular o pensamento dos incautos. E isto mesmo após líderes pró-vidas norte-americanos condenarem de forma firme que tal crime tenha sido cometido (
aqui e aqui). E isto é o certo mesmo! Condenar tal ato e rezar muito para que este médico tenha tido tempo para se arrepender de seus graves erros e para que tenha alcançado a misericórdia divina.

No Twitter, atualmente uma das formas mais dinâmicas de se saber o que os internautas estão pensando, podemos ver o quanto tem gente aproveitando o assassinato do abortista para alavancar a agenda pró-aborto. Clicando aqui podemos ter uma idéia do que o pessoal vai pensando sobre o assunto.

Lá podemos ler coisas como "pro life is code for "believe my way or your dead"". Uma tal frase serve apenas para tentar arrumar um efeito entre a patota, pois não poderia estar mais errada; mas é um erro consciente, que serve a um propósito. O propósito, no caso, é tentar virar o jogo, jogando a violência para o colo dos pró-vida.

Uma argumentação de tal tipo não se mantém 2 segundos no ar. Mas este pessoal teve bons professores... Vem à mente as palavras de Stálin, aquele sádico genocida, que bem sabia o quanto a morte de uma pessoa poderia se tornar um drama, mas que a morte de milhões tornavam-se apenas estatística. Pois é exatamente isto que faz quem gasta tempo para afetar uma indignação contra o assassinato de um abortista norte-americano e varre para o tapete o fato de que por lá já ocorreram por volta de 50 milhões de abortos desde sua legalização. Isto que é notar o cisco no olho alheio e esquecer da trave no próprio!


O fato é que este pessoal aproveita a morte do abortista Tiller para atacar uma suposta violência pró-vida, como se o ato de um louco pudesse manchar toda a obra do movimento pró-vida. Isto é uma tese idiota, produzida por idiotas na medida para atingir idiotas.

Além do mais se os abortistas querem mesmo falar de violência, que tal darmos uma olhada na página do Pro Choice Violence? Que tal o pessoal que sai agora tentando demonizar todo o movimento pró-vida por causa dos atos de um louco -- nem mesmo sem se saber quem é ou qual foi sua motivação -- tentar justificar os atos destes outros loucos abortistas? Ou que tal tentar justificar os atos do próprio abortista assassinado, George Tiller, conhecido por ser dos poucos que se prestava a fazer abortos no último trimestre de gestação. Ou que tal falar ainda das crianças que nascem vivas após uma tentativa de aborto e que são deixadas à míngua para morrer sob os olhares frios da equipe médica?


E tudo isto sem sequer precisarmos detalhar as mais de 50 milhões de mortes que os abortistas já carregam nas costas. Para os abortistas, estas são apenas estatísticas.

Falou, camarada Stálin!

sexta-feira, maio 08, 2009

Do blog VIVO PELA VIDA: Fim do Silêncio... ou Grito Silencioso?

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Agradeço ao Gabriel Resgala, um dos responsáveis pelo excelente blog "Vivo pela Vida", pela produção de um vídeo que serve de resposta a um filme patrocinado pelo governo federal com a clara intenção de ajudar na luta pela legalização do aborto.

A diretora do filme, ao ser questionada sobre a saúde das crianças abortadas, gagueja e fala uma frase que mostra bem a quantas vai o pensamento abortista: "E-eu estou falando sobre o aborto. É outro tema".

É exatamente isto que mais desejam os abortistas: criar uma cortina de fumaça envolvendo o aborto em camadas e mais camadas de vários assuntos para que a realidade crua do aborto seja esquecida, torne-se um "outro tema".

E é exatamente contra isto que temos de lutar! Temos que deixar claro à sociedade que um aborto jamais se justifica, pois ao final o resultado de um aborto é sempre o cruel fim de uma vida humana.

Segue o vídeo. Não deixem de assistí-lo!


sábado, abril 18, 2009

Pílula do dia seguinte: Folha de São Paulo falha feio

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A Folha de São Paulo, em sua versão online, divulgou uma matéria entitulada "Adolescentes desconhecem como funciona pílula do dia seguinte". Como é de se esperar quando estamos tratando com um veículo de tal importância para a imprensa nacional, imagina-se que a Folha cumpriria o papel de infomar aos adolescentes e demais interessados sobre o real funcionamento da chamada Pílula do Dia Seguinte.
Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2009/04/18/pilula-do-dia-seguinte-folha-de-sao-paulo-falha-feio/

quinta-feira, março 12, 2009

Todos contra D. José Cardoso Sobrinho!

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Uma charge fantástica! Obra do criativo Emerson de Oliveira. Original no blog do Veritatis Splendor.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Veja e o aborto: os malabarismos de Reinaldo Azevedo

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Quando o assunto é aborto, a revista "Veja", conforme já foi dito neste blog, tem lado: o dos abortistas. Propositadamente (conforme mostrado aqui), esta publicação divulga dados fantasiosos sobre o aborto, e, neste particular, segue a antiga prática dos meios abortistas de exagerar nos números sobre o aborto como tática para flexibilizar a opinião pública contrária a este ato abominável. Da mesma forma, "Veja" chama especialistas que têm isenção nenhuma sobre o assunto para pautar sua reportagem.

Não podemos dizer que haja qualquer surpresa nesta linha editorial de "Veja". Mas há outras supresas... Não na revista impressa pelo menos. A grande surpresa veio de um blog que é hospedado pelo site de "Veja": o blog de Reinaldo Azevedo.

Quando da publicação da edição com a matéria de capa sobre aborto, eis o que escreveu o famoso jornalista(original aqui):

"Vocês sabem o que penso sobre o aborto, opinião expressa em dezenas de posts. O tema está na capa da VEJA desta semana. Embora a prática seja proibida no país — a não ser em caso de risco de vida da mãe ou de estupro —, não é segredo que milhares de intervenções são feitas todos os anos. Há quem diga que pode chegar a um milhão, número impossível de provar em razão da clandestinidade da maioria das intervenções. Muitos médicos, informa Adriana Dias Lopes, têm visto a questão segundo a chamada “política de redução de danos”: não estimulam ou facilitam a interrupção da gravidez, mas prestam a suas pacientes o devido socorro. A reportagem resulta equilibrada, informando as vertentes do debate sobre o assunto e todos os óbices de consciência que o envolvem, driblando o risco do proselitismo. Neste ano, o STF tomará uma decisão sobre a legalidade do aborto em caso de má-formação fetal. É dada como certa uma decisão favorável à interrupção da gravidez."
Talvez nos quase três anos de seu blog não possamos ver um parágrafo tão descuidado quanto este. Primeiramente, ao contrário do que deixa a entender Reinaldo Azevedo, o aborto não é permitido nem em caso de estupro e nem em caso de risco de vida para a mãe. Como já foi bem explicado, o aborto nestes dois casos não é punível, o que é bem diferente de classificá-lo como permitido ou, para ficar mais próximo do que escreveu o articulista, não-proibido.

Ao falar sobre os médicos que aparecem dando depoimento na reportagem, Reinaldo Azevedo foi, digamos, econômico. Quem já teve a oportunidade de lê-lo em polêmica anterior sobre política de redução de danos aplicadas ao problema de consumo de drogas, certamente estranhou sua placidez ao novamente se deparar com esta política, agora relacionada ao término de vidas humanas. Bem ao contrário do que parece crer o jornalista, o papel dos médicos entrevistados por "Veja" segue por caminhos diferentes do que o simples "prestam a suas pacientes o devido socorro". Segundo podemos ler na reportagem, há médicos que admitem conversar com suas pacientes sobre os métodos mais seguros de abortar. Logicamente, que a segurança, no caso, refere-se apenas à mãe, pois para o filho ou filha que vai em seu ventre a única segurança que se dá é que sua vida será interrompida.

Quando da polêmica sobre redução de danos relacionados às drogas, Reinaldo Azevedo criticou fortemente -- e com justiça! -- um editorial da "Folha de São Paulo". Eis um pequeno trecho (original aqui):
"Não sou cientista, como bem sabe o editorial. Mas não reconheço a especial autoridade de psicólogas para tratar de temas que dizem respeito a escolhas que também são morais. Elas podem opinar. Mas eu também posso. A Folha, como se vê, também pode."
É no mínimo curioso que o mesmo jornalista nada tenha a dizer sobre médicos que assumem sem qualquer nomeação o tratamento do tema do aborto. Afinal, não é este também uma escolha moral? Por que o tema, que outrora lhe havia sido tão caro, agora rendeu apenas um mísero parágrafo, e, mesmo este, eivado de erros e omissões?

Mas o jornalista continua a varrer a sujeira de "Veja" para debaixo do tapete... Diz ele que a reportagem é equilibrada. Talvez seja o caso de Reinaldo Azevedo reajustar sua balança, pois é muitíssimo complicado chamar de "equilibrada" uma reportagem com números fantasiosos sobre o aborto no Brasil. Números, aliás, que vem sendo ano após ano repetidos por grupos abortistas e pessoas a eles ligados. Números que foram repetidos por ministros do Governo Lula envolvidos com a flexibilização da legislação penal que pune o aborto em nosso país. Números, aliás, que o próprio Reinaldo Azevedo contestou fortemente em seu blog há alguns meses (original aqui):
"(...) Se esses números fossem verdadeiros, já não quereriam dizer grande coisa. Como são uma fantasia, não passam de fetiche de quem, sendo favorável ao aborto, busca algum conforto numa estatística, qualquer uma, mesmo que furada.

(...)


Esse número é um fantasia e, como argumento, não passa de uma falcatrua. Acho perfeitamente legítimo que um defensor do aborto venha a púbico para dizer que feto não é vida, não tem terminações nervosas ou sei lá o quê. Mas que arque com o peso de sua opinião. O que não dá é para se esconder em falsas estatísticas, como habitualmente faz o ministro da Saúde (...).


(...)


Assim, não me venham com esses números sem dizer a fonte. E, se disserem que é o Ministério da Saúde, ainda não se resolveu o problema. Porque vou querer saber se ele tem ao menos um impresso a notificação médica ou um 0800 para que os abortos sejam comunicados. Como não tem, isso é pura picaretagem. (...)"
Lamentavelmente, o tom de Reinaldo Azevedo frente à mesma "picaretagem" foi bem diferente?

Como pode-se falar em "equilíbrio" se na reportagem há apenas um único profissional da área médica que se mostrou contrário à abordagem da "redução de danos" e, mesmo assim, cometeu um erro, ainda que inadvertidamente, ao declarar que não podia ser "juiz de uma vida em potencial". Um embrião tem a vida da mesma forma que qualquer um de nós. "Vida em potencial" é mais um dos folclores criados por abortistas para tentar fazer com que os desavisados creiam que esta seria um estágio anterior à "vida". Que "equilíbrio" é este?

Do mesmo modo, não se entende que Reinaldo Azevedo escreva que a reportagem informou "as vertentes do debate sobre o assunto e todos os óbices de consciência que o envolvem, driblando o risco do proselitismo". Tal afirmação ou é uma completa distorção do texto da reportagem ou é fruto da pena de quem não leu o que foi escrito. A quem leu a reportagem de "Veja" fica claríssimo tanto a tomada de posição -- posição abortista -- quanto a falta de espaço para divulgação dos argumentos contrários ao aborto. Reinaldo Azevedo, que tem por hábito ir ao fundo de questões polêmicas, esquivou-se por completo do assunto.

Beira a comédia pastelão o articulista escrever que a revista driblou o risco de proselitismo. Não seria exagero afirmar que, após a leitura da reportagem, uma mulher estaria bem mais segura de conseguir um profissional para cuidar de seu "problema". "Veja" em uma só tacada forneceu o nome de uma ONG abortista, os nomes dos remédios para abortar, "denunciou" a facilidade para conseguir tais remédios controlados e ainda pudemos ler médicos informando que estes remédios podem ser comprados pela internet.

Pois é... Enquanto Reinaldo Azevedo gasta as pontas de seus dedos para absurdamente declarar que a revista para qual trabalha não fez proselitismo, podemos imaginar meninas e meninos menores de idade digitando no Google as informações dadas em "Veja" e conseguindo livremente comprar os produtos necessários para matar seus filhos.

Resumindo: o texto do jornalista foi um completo desastre. O desastre só aumenta quando ele se diz contrário ao aborto.

***

Infelizmente, por mais que eu tenha admiração por Reinaldo Azevedo, principalmente por ele ser um crítico ferrenho do petismo, sua atuação quando o assunto é a Defesa da Vida é, para dizer o mínimo, equivocada. Exemplos não faltam.

Quando no primeiro semestre de 2008 o STF julgava a ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que liberaria ou não a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas (CTEH), Reinaldo Azevedo começou a dar pistas sobre a superficialidade com que trata do assunto. Já próximo do início do julgamento, a revista "Veja" entrevistou em suas páginas amarelas a bióloga Mayana Zatz, conhecida militante pró-pesquisas com CTEH e que é colega de Reinaldo Azevedo no site da revista.

Para quem lê Reinaldo Azevedo, foi surpreendente vê-lo escrever em seu blog praticamente um panegírico à dra. Zatz e aos seus dotes como cientista. O jornalista escreveu coisas como:
"Vocês querem uma opinião inteligente, fundamentada — não coisa de chicaneiro que não perde uma chance de atacar a Igreja Católica?" (original aqui)
Enquanto que a Dra. Zatz, na entrevista, declarava isto:
"Veja – Quais são os principais oponentes da pesquisa com células-tronco embrionárias no Brasil?

Mayana –
A oposição vem basicamente da Igreja Católica. (...)" (original aqui
)
Mayana Zatz nunca perde uma chance de atacar a Igreja? Só Reinaldo Azevedo não enxerga isto ou não quer enxergar. Se houve alguém que tudo fez para criar uma falsa oposição entre religião -- no caso, caracterizada pela Igreja Católica -- e ciência, este alguém foi Mayana Zatz.

E não, esta declaração da doutora, a que não é chicaneira, não foi única. Segue uma outra:
"(...) A Igreja Católica tem o direito de expor suas opiniões, mas não pode impor isso a toda a sociedade. (...) " (original aqui)
E há mais... Vejamos um trecho de uma entrevista da Dra. Zatz concedida ao midiático Dr. Dráuzio Varella, que, aliás, defende o aborto até os 3 meses de gestação (aqui):

"Drauzio – Considerar que um óvulo fecundado por um espermatozóide num tubo de ensaio, depois de três ou quatro divisões, é uma vida com o mesmo direito da criança que está na cadeira de rodas, sentindo-se cada vez mais incapacitada, é revoltante. Nesse caso, não seria exagero encarar a masturbação masculina como um genocídio em potencial.

Mayana Zatz
– Nesse sentido, toda a vez que a mulher menstrua também perde a chance de ter um óvulo fecundado e está desperdiçando uma vida naquele momento.


Drauzio
– Além da ignorância, o que move as forças contra esse tipo de trabalho? São interesses políticos, religiosos ou de que outro tipo?


Mayana Zatz
– Nessa votação que houve na Câmara dos Deputados, parece que a oposição foi feita por grupos religiosos motivados pela idéia de que mexer no embrião é destruir uma vida." (original aqui)


Aqui, a cientista renomada, que segundo Reinaldo Azevedo em nada se assemelha a chicaneiros, concorda com o Dr. Dráuzio Varella em sua patética tentativa de ridicularizar que não concorda com suas posições.

Ambos os doutores, queridinhos da mídia, sabem muito bem que os que são contrários às pesquisas com CTEH o fazem por entender que, após a fecundação, o que ali existe é uma vida humana. E, notemos e atentemos bem para este ponto, é a própria ciência que assim o diz. Chamar de genocídio a simples emissão de sêmen resultante de masturbação ou dizer que ao menstruar uma mulher desperdiça uma vida serve apenas para tentar desqualificar a parte contrária tomando como base fatos que ninguém trouxe à discussão. Tanto Dra. Zatz quanto o Dr. Dráuzio bem sabem disto, mas para ambos é bem mais confortável evitar a argumentação de bom nível. E, claro, faz mais efeito para a galera.

Ah, sim, e ela não é chicaneira! Ok, Reinaldo Azevedo.

E, na segunda "pergunta" de Dr. Dráuzio, ele levanta a bola na medida para a doutora praticar o que mais gosta: produzir uma oposição entre a Igreja Católica e a ciência.

E é desta doutora, que não é chicaneira, segundo Reinaldo Azevedo, que este jornalista, ainda no seu panegírico, escreveu o seguinte:
"Ponderada, Mayana não faz esse jogo estúpido, pueril, coisa de militantes imbecis contra a Igreja Católica (e qualquer forma de religião), entre iluministas e obscurantistas. (...)"
Reinaldo Azevedo sabe do que fala, não é mesmo? Talvez ele não soubesse do abaixo-assinado online que varreu a internet em apoio à Dra. Mayana Zatz e suas pesquisas. Nada contra o apoio, mas segundo o texto deste abaixo-assinado, o que motivou a corrente de um monte de gente foi a seguinte declaração do ex-Procurador Geral da República, Dr. Claudio Fonteles:
"A doutora Mayana Zatz, que é o principal elemento de quem pensa diferentemente da gente, tem também uma ótica religiosa, na medida em que ela é judia e não nega o fato. Na religião judaica, a vida começa com o nascimento do ser vivo. Então, ao defender a posição dela, ela defende a posição religiosa dela, que é judia e que a gente tem de respeitar"
Qual o problema da fala do Dr. Fonteles? É assim tão ofensivo que um dos componentes da visão de mundo de um cientista seja sua religião ou, mesmo se ateu, que seu contato com princípios religiosos tenha influência em uma pequena parte nesta visão? No caso da Dra. Zatz, sua "visão científica" serviu como um terninho sob medida para a "visão judaica" sobre quando inicia a vida (mais detalhe aqui, no blog do Wagner Moura - "O possível e o extraordinário").

Mas o pessoal que não pensou assim e que criou ou assinou o tal abaixo-assinado viu muito mais coisas na fala do Dr. Fonteles. Viram coisas tais como:
"A luta pela vida está acima dos credos. Logo, não se pode misturar ciência com religião, sob o risco de se voltar ao obscurantismo da Idade Média – a idade das trevas."
Ou ainda:
"O Estado brasileiro é laico. Assim, a tentativa de desqualificar os argumentos científicos de Mayana com insinuações anti-semitas é lamentável. No mínimo, contraria a tradição brasileira de tolerância e respeito à diversidade religiosa."
E ainda:
"Direito à esperança de cura e à liberdade de pesquisa, sim. Ao obscurantismo, não."
Pois é... Dra. Zatz foi defendida por gente que viu na fala do Dr. Fonteles até mesmo anti-semitismo! Beira o ridículo quem lê a fala do ex-Procurador e entende tal coisa de suas palavras. E o mais impressionante é que o ex-Procurador falava sobre a necessidade de ser respeitada uma posição religiosa contrária -- no caso, a judaica -- para que a dele também fosse respeitada. E foi nisto que os produtores do abaixo-assinado enxergaram "insinuações anti-semitas"?

Talvez seja a primeira vez na história em que um homem defende que as várias posições religiosas sejam respeitadas -- inclusive a judaica -- e, mesmo assim, seja taxado de "anti-semita".

Obscurantismo? Idade das trevas? Ora, obscurantismo é o método de quem dá interpretações esdrúxulas a uma fala claríssima, como a do Dr. Fonteles, apenas para que o que fantasiam sirva-lhes de munição para suas teorias conspiratórias de fundo de quintal. Estes, sim, são os obscurantistas.

E será que Mayana Zatz deu alguma entrevista repudiando tal interpretação claramente equivocada da fala de Dr. Fonteles? Não... A doutora não deu um pio sequer sobre o assunto, apesar de a tal petição ter sido postada na íntegra até mesmo em um dos blogs políticos mais visitados no Brasil, o Blog do Noblat, sem contar inúmeros outros sites que ajudaram na corrente de assinaturas do abaixo-assinado.

Ou seja, é quase impossível que a Dra. Zatz desconhecesse o texto que chegava ao absurdo de acusar Dr. Fonteles de anti-semitismo. Apesar de tudo isto, Dra. Mayana Zatz em momento algum deu declarações contra esta campanha baixíssima que tinha como alvo Dr. Claudio Fonteles, ou, como os subscritores do abaixo-assinado preferiram, "o franciscano Fonteles".

Mas, para Reinaldo Azevedo, a Dra. Mayana Zatz é ponderada, nem faz jogo estúpido e pueril, que, segundo ele, é coisa de militantes anti-católicos. Então, tá.

***

Reinaldo Azevedo conhece a fundo Dra. Mayana Zatz, tanto que, segundo ele, da fala da doutora ele tira até mesmo uma contrariedade ao aborto. Vejamos:
"Leiam o que ela diz: “(...) é preciso que se entenda a diferença entre aborto e pesquisa com células-tronco embrionárias. No aborto, há uma vida dentro do útero de uma mulher. Se não houver intervenção humana, essa vida continuará. Já na reprodução assistida, é exatamente o contrário: não houve fertilização natural. Quem procura as clínicas de fertilização são os casais que não conseguem procriar pelo método convencional. Só há junção do espermatozóide com o óvulo por intervenção humana. E, novamente, não haverá vida se não houver uma intervenção humana para colocar o embrião no útero.” O trecho que assinalei em vermelho, queira Mayana ou não, é um argumento absolutamente consistente contra o aborto. E a honestidade intelectual me obriga a considerar que ela demonstra, sim, que se trata de coisas diferentes." (destaque do autor)
O jornalista sempre olha Dra. Zatz do ângulo que lhe convém, infelizmente.

Ele, que orgulha-se de sua lógica, que realmente funciona como um relógio suiço na maioria das vezes, escorrega feio mais uma vez... Escreve ele que se sente obrigado a aceitar que ela demonstra que um aborto é diferente da utilização de CTEH em pesquisas. Será mesmo?

O fato é o seguinte: o jornalista, se quer mesmo se sentir obrigado a acreditar na "demonstração" da Dra. Zatz, deveria acreditar que a junção do espermatozóide com o óvulo é outra coisa que não a geração de uma nova vida. Pouco importa onde este encontro se dá, se dentro do corpo da mulher ou na proveta da cientista, o fato é que a partir da fecundação há uma nova vida, bastando apenas que haja o ambiente mínimo para que ela se desenvolva. Negar este ambiente, seja através de uma pílula abortiva, seja através do fórceps de um abortista ou através de suas destruição para pesquisas, é, sim, um aborto.

Mas parece que Reinaldo Azevedo, no seu afã de elevar Mayana Zatz ao paraíso científico, esquece-se até mesmo do que ele próprio escreveu:
"Negar o princípio da inviolabilidade da vida já na concepção transfere a necessidade de um marco definidor para algum momento da trajetória humana. Quando? Que homem se sente à vontade para substituir a inspiração do Deus que consideram tão ditatorial e imperfeito?" (original aqui)
Ou ele admite que a Dra. Zatz é o tal ser que substituirá Deus ou ele admite que a doutora demonstrou coisa nenhuma.

Reinaldo Azevedo ainda tenta forçar a barra como se as declarações da Dra. Zatz, querendo ela ou não, serviriam como uma forte base contrária ao aborto.

Mas o jornalista está muito enganado sobre o que realmente pensa a Dra. Mayana Zatz. Talvez ele não saiba, mas ela às vezes dá uma idéia do que realmente pensa:
"Quando começa a vida?

Mayana Zatz
- Nunca chegaremos a um consenso. (...) Formou-se o consenso de que a vida termina quando pára a atividade nervosa. Para muitos, esse é o fim da vida. Acham até que podem desligar os aparelhos e fazer um transplante de órgãos. Já que o fim da vida é determinado quando pára o sistema nervoso, por que não instituir que o início seja aquele em que começa o sistema nervoso?


E quando isso acontece?


Mayana Zatz
- A partir de 14 dias de gestação.
Mas vou além: acho que a vida começa quando o feto tem condições de viver fora do útero, independente da mãe. Antes disso, não." (destaques meus - original aqui )
Eis o pensamento zatziano em estado puro! Esta história de 14 dias é balela, coisa para boi dormir mesmo. O que ela realmente pensa sobre o assunto é o que está na penúltima frase. E é desta cientista que Reinaldo Azevedo quer tirar argumentos contrários ao aborto? Só mesmo em sua cabeça existe tal possibilidade.

***

Em matéria de política, Reinaldo Azevedo é realmente uma referência nacional. Já quando o assunto é vida, ele deixa muito a desejar. E por isto mesmo são patéticos suas pseudo-lições sobre o assunto. Eis um exemplo:
"E, à diferença do que disse dom Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), não creio que a decisão possa ser um ensaio para o aborto. Bem pensado, pode é ser o contrário. E Mayana nos fornece um argumento e tanto." (original aqui)
Contar com argumentos de Mayana Zatz contra o aborto é coisa para fazer rir. O desenrolar dos fatos mostrou que D. Dimas estava mais do que certo.

Mas ele não se dava satisfeito... Ante a gritaria geral, escreveu um texto tentando explicar melhor seu ponto de vista. E saiu-se com esta:
"A firmeza tem de ser serena, não paranóica. Comparar os embriões congelados ao aborto corresponde a recorrer a um mecanismo que vejo muitas vezes em juízos da esquerda a mais tosca: "é tudo a mesma coisa". Para que fosse, seria forçoso admitir que o ventre materno — e talvez eu não precise me alongar sobre a condição sagrada deste lugar — é dispensável nas precondições que tornam a vida do homem inviolável, porque divina. Não interfira na concepção, e ali está o humano. Pode-se dizer o mesmo dos embriões congelados de três ou quatro dias que estão congelados? Dilemas éticos supõem desdobramentos práticos: alguém, por acaso, lhes dará honras fúnebres cristãs quando forem descartados." (original aqui)
Para manter a posição em que se meteu ao concordar com os argumentos de Mayana Zatz, Reinaldo Azevedo afunda mais ainda. Seu "Não interfira na concepção, e ali está o humano" leva ao pensamento absurdo de que fertilizações in vitro geram não-humanos, dado que houve interferência na concepção. Onde é que foi parar sua lógica?

E o articulista, impávido em sua posição, e sempre crente que havia agarrado Mayana Zatz em algum imaginário nó lógico, dava aulas a pessoas que se debruçam sobre o assunto há anos:
"(...) reitero que os católicos estão perdendo uma oportunidade histórica de proclamar uma vitória na sua posição sobre o aborto — e agora referendada pela ciência." (original aqui)
Mas Reinaldo Azevedo caiu do cavalo, qual um Saulo indo à Damasco. E, depois, finalmente as escamas caíram-lhe dos olhos:
"Ayres de Britto, o relator, já havia dito que a Constituição protegia a vida a partir do nascimento apenas. Foi o ponto de partida de outras considerações sobre, então, quando começa a vida.

Celso de Mello foi quem mais avançou na questão, lembrando a pluralidade de visões a respeito. Para ele, a idéia de que a vida começa na concepção é uma tese da Igreja Católica, definida no século 19. E lembrou o que dizem outras tantas religiões. Mais: afirmou que os próprios cientistas têm divergências a respeito.


COMO VOCÊS SABEM, RESISTI MUITO A LIGAR UMA COISA A OUTRA. PARA MIM, NO PRÓPRIO VOTO DE BRITTO HAVIA UMA MANIFESTAÇÃO ANTIABORTO, QUANDO ELE LEMBROU QUE O EMBRIÃO, NO ÚTERO, SEM INTERVENÇÃO, RESULTA NUM NOVO SER.
EU ESTAVA ERRADO. O ABORTO, PARA ALGUNS, ESTÁ EM VOTAÇÃO.

Foram os próprios ministros contrários à ação de inconstitucionalidade a citar, de forma reiterada, a questão do aborto, lembrando, de forma clara, as muitas divergências sobre o início da vida." (destaques do autor - original
aqui)
Sim, Reinaldo, você estava errado. Muito errado. Errado em querer dar lições em bispos que lidam com a questão há muito tempo. Errado em querer ridiculamente domar o pensamento de Mayana Zatz. Errado em deixar tua lógica de lado para, sabe-se lá por qual motivo, aderir a um pensamento que tenta retirar do momento da concepção o início da vida, vida esta que deve ser protegida. E errado principalmente porque, sendo católico, deixou de dar ouvidos a quem tem autoridade sobre questões de Fé e de Moral:

"60. Alguns tentam justificar o aborto, defendendo que o fruto da concepção, pelo menos até um certo número de dias, não pode ainda ser considerado uma vida humana pessoal. Na realidade, porém, « a partir do momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma nova vida que não é a do pai nem a da mãe, mas sim a de um novo ser humano que se desenvolve por conta própria. Nunca mais se tornaria humana, se não o fosse já desde então. A esta evidência de sempre (...) a ciência genética moderna fornece preciosas confirmações. Demonstrou que, desde o primeiro instante, se encontra fixado o programa daquilo que será este ser vivo: uma pessoa, esta pessoa individual, com as suas notas características já bem determinadas. Desde a fecundação, tem início a aventura de uma vida humana, cujas grandes capacidades, já presentes cada uma delas, apenas exigem tempo para se organizar e encontrar prontas a agir ». Não podendo a presença de uma alma espiritual ser assinalada através da observação de qualquer dado experimental, são as próprias conclusões da ciência sobre o embrião humano a fornecer « uma indicação valiosa para discernir racionalmente uma presença pessoal já a partir desta primeira aparição de uma vida humana: como poderia um indivíduo humano não ser uma pessoa humana? »" (Papa João Paulo II - Encíclica Evangelium Vitae - destaques meus)
Entendeu, Reinaldo?

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ATUALIZAÇÃO: Como deixa claro Jorge Ferraz no seu excelente blog "Deus lo vult!", Reinaldo Azevedo escreve sobre o que não sabe e do que nem procura saber até mesmo em relação a assuntos delicadíssimos para a Igreja. Sua abordagem de assuntos disciplinares da Igreja é a mesma em relação à defesa da vida: desastrosa.