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terça-feira, junho 02, 2015

Uma abortista tenta argumentar... E falha ridiculamente!

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Como pode ser visto acima, uma pessoa favorável ao aborto achou por bem comentar uma postagem que foi compartilhada em nossa página no Facebook. No comentário, Victória H. colocou o que ela deve mesmo achar que são argumentos que deveriam fazer todos serem favoráveis ao aborto.

Eis a transcrição literal da pérola argumentativa da abortista Victória:
"Vocês são tão hipócritas! todos se importam desde que seja um feto. sabe quantos crianças são mal tratadas, passam fome, são mortas, estupradas e etc? Porque nao tem página contra isso? Porque vocês querem proibir uma pessoa a mandar em sua própria vida e não se importa dps q nasce? Ngm sabe e nem quer saber se essa criança, q a mãe vai ser obrigada a por no mundo, vai passar fome, vai ser abandonada, mas ngm se importa, so se importa enquanto esta na barriga. Impressionante. Porque cada um não cuida da sua própria vida? É contra? Beleza, não aborta pq você não é obrigada. Mas porque quem quer não pode porque querem proibi-las? Por favor né... Vamos ser coerentes! nossa vida, nossas regras! "

Victória pode até não escrever direito, mas sabe como ninguém ler o coração e as mentes dos outros. Deve ser um super-poder ou coisa parecida. Segundo ela, quem defende a vida por nascer pouco se importa com os que passam fome ou são vítimas de violência. Na cabecinha de Victória, e apenas nela, isto é uma coisa que atinge qualquer um que defenda a vida. 

Somos, para ela, um bando de hipócritas, claro. Afinal, por que não temos página contra abandono de crianças, contra a fome ou contra estupros? Ou seja, para Victória só quem faz páginas contra a fome, contra o abandono, contra estupros, contra unicórnios verdes, contra escrever no quadro com giz molhado e outras tantas coisas é que pode ter uma página contra o aborto. É, faz sentido!

É ela que não é a hipócrita! Ela é contra tudo isto, mas é também a favor do aborto. Talvez no mundinho coloridinho de Victória isto faça sentido; no mundo real, não. Mas, para os abortistas, que se dane a realidade, não é mesmo? Afinal, para quem nega o que a própria ciência já diz há tempos, qual seria o problema ir contra a realidade, certo?

Victória é tão interessada nas crianças que passam fome e são abandonadas que gostaria que elas não viessem ao mundo. Pois é! A solução mágica da menina para o problema é se livrar da "pobrada" toda. Sabe como é: cortar o mal pela raiz! Se há fome, para que criar empregos e condições para que pais e mães alimentem seus filhos? Que nada! Victória quer mesmo é dar as condições para que os pais possam matar seus filhos sem qualquer problema. Se há abandono de crianças, Victória não quer cobrar elevação do nível educacional para esta hedionda prática não seja mais tolerada. Que nada! Victória quer é se livrar das crianças, pois, segundo a peculiar e moralíssima lógica victoriana, criança que deixou de existir não será abandonada. Na cabecinha dela isto deve fazer muito sentido.

Ela pergunta por que não cuidamos de nossa própria vida? Sempre acho curioso o nível de cinismo atingido por uma pessoa que consegue escrever tal coisa e não ver o que vai errado em suas palavras. Então Victória e outros que como ela pensam acham que a eliminação direta de um ser humano frágil e inocente é caso para se olhar para o lado, como se isto fosse ato de pouca importância? E é ela que vem falar sobre fome, sobre abandono, sobre estupros? E é ela que quer se colocar em um pedestal e cobrar coerência dos outros?

Victória, como não poderia deixar de ser, traz um velho chavão abortista: "É contra o aborto, não faça um, mas deixe fazer que assim o deseja". Este é o cinismo abortista em sua mais pura essência. Felizmente, a maioria das pessoas não é cínica como os abortistas, pois não é porque um crime não me afeta diretamente que eu devo aceitá-lo ou até mesmo tolerá-lo. 

Já os abortistas não pensam assim. Eles, em sua lógica distorcida -- Victória é um exemplo perfeito --, acham que um crime que não lhes afeta diretamente é um crime sem importância. São como crianças mimadas que ficam jogando pedras da janela de seus apartamentos pouco se importando com quem será atingido. Se não dói neles, eles não dão importância alguma -- é assim que funciona a mente abortista.


quarta-feira, setembro 19, 2012

Élida, uma vomitadora de clichês abortistas

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Uma tal de Élida resolveu enviar comentário a uma postagem já antiga no blog - "O "humanismo" torto de Bernadete Aparecida Ferreira".

Eis a mensagem, do jeito que aqui chegou:

"Infeliz é vc que não presta atenção no que as pessoas falam ou pensam! Ela não quer dizer que é a favor do aborto e sim que a mulher tem direitos sobre o seu próprio corpo! Quer dizer se uma mulher for violentada, ela é obrigada a ter um filho dessa violência? Se uma mulher vive em situação de prostituição, por não ter de onde tirar o seu próprio sustento ela deve colocar mas uma vida no mundo, para ficar abondonada ao descaso? Ou até mesmo se durante uma gestação a mãe descobre q o seu feto não irá sobreviver após o seu nascimento por uma má formação ela deve prosseguir e sofrer com isso? me desculpa mas vc não sabe o q é ser humano!"

Abaixo, seguem as respostas aos montes de clichês que Élida provavelmente pensa que são irrespondíveis.

"Ela não quer dizer que é a favor do aborto e sim que a mulher tem direitos sobre o seu próprio corpo!"

Coitada da Élida!!! Ou ela usa de má-fé ou é ingênua e está apenas servindo de idiota útil ao cair em mais esta armadilha lingüística produzida pelos abortistas... O fato é o seguinte: quem não é totalmente contrário ao aborto, é à favor. Isto é simplificar a questão? Não mesmo! É a única posição aceitável, pois qualquer outra relativiza a inviolabilidade da vida do nascituro, que é humano como qualquer um de nós. Logo, não existe isto de "direito sobre seu próprio corpo", que é apenas mais um slogan criado nos porões do abortismo internacional. Afinal, que "direito" é este tão absoluto que chega a ser maior que o direito à vida? Isto é um absurdo que não se sustenta 2 segundos no ar...

"Quer dizer se uma mulher for violentada, ela é obrigada a ter um filho dessa violência?"

A pergunta está errada. Élida deveria perguntar se o que está no ventre da mãe é humano ou não? Se é -- e qualquer idiota sabe que o que lá está é humano e não um pato, por exemplo --, por que o nascituro deveria pagar com a morte pelo crime de seu pai? É evidente que se entende a dor da mulher que sofreu tamanha violência, mas é bom que se diga que não é a morte de seu filho que trará remédio para tal dor, podendo até mesmo agravá-la. 

"Se uma mulher vive em situação de prostituição, por não ter de onde tirar o seu próprio sustento ela deve colocar mas uma vida no mundo, para ficar abondonada ao descaso?"

O que Élida pensa que eu poderia dizer de uma situação desta? Que a tal mulher, que resolve vender o próprio corpo ("situação de prostituição" é papo esquerdóide de assistente social que não quer resolver coisa alguma) por não achar coisa nenhuma com que possa ganhar seu sustento tem direito de matar seus filhos? Sinto muito, mas este é o tipo de lógica que não faz o menor sentido. Quer dizer que se uma mãe ou pai fica sem ter com que sustentar seus filhos também ganharão passe-livre para assassinar seus filhos? Quer dizer que as crianças de rua que são a face deste "abandono ao descaso" estariam melhor se estivessem mortas? Quer dizer que chacinas como a da Candelária, não devem ser encarados como atos insanos de violência, mas sim como atos de misericórdia, pois isto seria melhor que o tal "abandono ao descaso"? Temo um mundo com mais pessoas como Élida.

"Ou até mesmo se durante uma gestação a mãe descobre q o seu feto não irá sobreviver após o seu nascimento por uma má formação ela deve prosseguir e sofrer com isso?"

Élida quer um mundo cor-de-rosa e habitado por unicórnios. Um mundo que não haja sofrimentos. Um mundo em que todos os bebês sejam desejados. Élida quer um mundo perfeito! Eis um toque de realidade para Élida: o homem é imperfeito! E bota imperfeito nisto! Onde não há sofrimento, nós mesmos somos responsáveis por criá-lo muitas vezes. 

Mas deixando de lado o sofrimento, o que parece claro é que Élida insiste em dizer quem é e quem não é humano. Para ela, a humanidade do nascituro não é definida na concepção, mas -- é o que podemos inferir de suas infelizes palavras -- pelo resultado de um exame médico. Se um diagnóstico indica alguma falha genética, Élida bate o martelo e decreta que o nascituro não é mais humano e sua mãe pode abortá-lo sem qualquer problema. 

Fora isto, há o problema do tempo também. Quanto tempo após o nascimento um bebê deve viver para que Élida ache que seu assassinato é coisa virtuosa? 1 dia? 1 semana? 1 ano? Se um diagnóstico indica que um bebê já nascido terá apenas 6 meses de vida será que Élida vê com bons olhos que lhe seja dada uma injeção letal? Quer dizer que o valor de nossa vida humana será  agora tomado por um tempo presumido que teremos de vida?

Élida, na verdade, parece que não tem a menor idéia do que vai junto ao amontoado de clichês que resolveu vomitar por aqui. O que vai bem juntinho a tudo que ela apregoa é a desumanização do nascituro da forma mais cruel possível. Ela se quer ou quer que outros tenham uma posição que lhes é impossível ter, que é a de decidir quem é ou não humano. Não é à tôa que  ela quer me ensinar o que é um ser humano... 

Talvez o principal problema de Élida seja que ela é arrogante a não mais poder... Mas o grande problema é quando ela acha que sua arrogância deve fazer a diferença entre quem deve ou não viver.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

A abortista Sybylla volta a espernear

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E não é que ela voltou? Pois é... Sybylla, a professora que há meses enviou comentário para cá utilzando vários pseudo-argumentos para justificar seu abortismo, resolveu espernear mais um pouco.

Tudo começou quando ela se incomodou com um post aqui do blog no qual eu mostrei o gritante contraste entre as feministas de ontem e as de hoje em relação ao aborto -- "Feministas: ontem e hoje"


Como é típico de abortistas, Sybylla tentou de tudo para mostrar que o aborto é uma coisa que beira a virtude. Atacou minha fé, criou falsidades emocionais, apelou a clichês diversos, etc. Nada de novo.

Infelizmente para ela, por aqui estas táticas são bem conhecidas. Talvez este método de Sybylla funcione na sala de aula, e lamento muito por seus alunos. Aqui, porém, ela vai conseguir nada. 

O novo esperneio de Sybylla veio em forma de dois comentários. O primeiro é este:

"Sem comentários pra tanta bobagem.
Sua opinião, ótimo.
Minha opinião não muda por causa dessa postagem. Você pode dizer o que quiser, distorcer o que eu disse e camuflar a verdade. Meia dúzia de células não valem a vida de uma mulher.
Mas já que minha cabecinha é pequena demais e você foi absolutamente ignorante nas suas colocações, eu nem vou comentar o tamanho de impropérios que você postou acima."

A professora é daquelas que diz "sem comentários" e já vai comentando. Eu sempre gosto de falar que se uma coisa é "bobagem" deve ser moleza rebatê-la, não é mesmo? A professorinha, pelo jeito, parece que gosta apenas de falar "Bobagem!" e nada mais. Espero que ela faça melhor com seus alunos, mas não apostaria minhas fichas nisto, pois certos hábitos são difíceis de serem mudados.

Sybylla faria bem melhor se explicasse onde foi que eu distorci sua mensagem. Onde foi que ela escreveu A e eu disse que tinha sido B? A professora, aliás, parece ter dificuldade em separar opinião e verdade, ela se agarra à sua opinião e acha mesmo que ela passou a ser a verdade. Coitada... E é por isto que ela continua escrevendo tantas besteiras até mesmo em uma curtíssima mensagem.

"Meia dúzia de células não valem a vida de uma mulher"??? É esta uma das verdades da professora? Então quantas células valem a vida de alguém, Sybylla? Uma dúzia? Duas? Mas quem é que está contando, não é mesmo? Afinal qual é o critério para que um inocente não possa ser morto, Sybylla? O mínimo que ela deveria fazer era explicar melhor o que vai em sua cabecinha... Qual é, afinal, o método Sybylla para permitir que alguém viva? Quantas células temos que ter? Qual a raça? Olhos azuis ou castanhos? Pode ter algum defeito? E cabelo enrolado? Vale Síndrome de Down? 

O que está claro a qualquer um que seja honesto é que a posição abortista é insustentável; tão insustentável que uma abortista como Sybylla tem que chegar ao ponto de ficar contando células para decidir quem pode ou não morrer.

Não satisfeita com o comentário anterior, a professora resolveu enviar outro:
"Sou ateia, não tenho religiões, Jesus para mim é uma pessoa que realizou grandes obras, mas não é meu salvador."
Não compreendi o porquê deste comentário. Desnecessário Sybylla se dizer atéia ou sem religião, pois quem defende o aborto, seja quem for, até mesmo padres ou gente que vai à Missa todo dia, mostra por suas atitudes seu completo afastamento de Deus.

Mas há esperanças! Imagino que seja o subconsciente, mas o fato é que Sybylla, ao invés de escrever que "Jesus para mim foi...", escreveu "Jesus para mim É ...". Ou seja, o Senhor Jesus, para Sybylla, está presente! 

segunda-feira, agosto 29, 2011

Sybylla, a doutrinadora feminista/abortista

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Das mensagens que chegam aqui como comentários às postagens não sei, sinceramente, o que é pior: se o pessoal que manda impropérios impublicáveis ou aqueles que vêm com um papo afetando intelectualidade na defesa do aborto.

Em comum, ambos querem uma coisa só: liberar a matança de seres humanos ainda não nascidos. O que os diferencia é apenas o método de abordagem do assunto. Enquanto uns sabem que não tem argumentos -- e vem daí os xingamentos --, os outros cismam em ver argumentos onde eles não existem para tentar justificar suas opções.

Este último caso é exatamente o de uma professora que escreveu para cá. Assinando sua mensagem como Sybylla, a professora ficou incomodada por causa de uma postagem na qual eu abordei o contraste do pensamento das primeiras feministas sobre o aborto em relação ao ativismo atual. A professora, na verdade, incomodou-se com muitas coisas, até mesmo com o fato de eu ser homem e escrever sobre o aborto. Pois é… Existe mesmo gente que acha que o aborto não é uma questão sobre a vida de seres humanos, mas sim uma questão de gênero.

Só isto já dá para ver o pensamento de Sybylla… Abaixo, respondo a mensagem de Sybylla.

***

É de se notar que praticamente todas elas são do século XIX, onde a mortalidade materna era muito mais alta que hoje, o que de fato não justificava o aborto. Mas hoje uma sociedade admitir que mulheres passem pelas mãos de médicos e outros pseudo profissionais, que morram, que sejam discriminadas por suas escolhas é uma maneira muito estranha de se dizer feminista.
Que falácia da professora! Será que é isto que ela ensina a seus alunos? Quer dizer que quem é contra o aborto é porque admite que mulheres sofram e morram nas mãos de médicos-açougueiros e assemelhados?

Entre abortistas e pró-vida advinha quem é que luta para que a vida da mãe E de seu filho sejam preservadas?

Há abortistas que, contra tudo o que a ciência diz, chegam ao cúmulo de dizer que o fruto da concepção não é um ser humano ainda. Já outros, nem mesmo se importam com a humanidade daquele ser que vai no ventre da mãe, advogando que dispor de sua vida é prerrogativa da mãe a qualquer momento.

Maneira estranha, muito estranha mesmo, de se dizer feminista é achar que isto necessariamente leva à luta pelo aborto, como forma de emancipação feminina. O que as feministas históricas deixavam claro era que o aborto é um enorme instrumento de dominação. E é muito curioso como a professora tenta desfazer das feministas históricas porque elas são do século passado. E daí? Estariam elas menos certas por causa disto?

A verdade é que professora Sybylla usa uma tática recorrente entre feministas/abortistas: tentar argumentar colocando as mulheres em um pedestal enquanto sequer admite que o fruto da concepção é humano. Negar a humanidade a um grupo humano já fez seus estragos há algum tempo, principalmente em meados do século passado.
Ser a favor da legalização do aborto não quer dizer que tropas federais arrastarão mulheres grávidas de nove meses pela rua para arrancarem seus bebês de seus ventres, é garantir acesso a procedimentos seguros, na mão de médicos competentes, para impedir a morte de tantas mulheres por procedimentos mal feitos, para impedir que fiquem estéreis, já que só pensam no aglomerado de células e não na mãe, mulher, trabalhadora, que num ato de desespero, precisou abortar. Eu mesma não faria, mas nunca estive numa situação desesperadora a ponto de buscar um médico de fundo de quintal. Por isso sim, gostaria de poder ter acesso seguro.
Que bom que não caio nas armadilhas retóricas da professora! Falar de tropas federais arrastando grávidas serve apenas para a professora tentar criar uma imagem caricata daqueles que não optam pela matança de seres humanos não-nascidos.

Ela tenta criar uma imagem absurda como forma de argumentação e se dá mal. Muito mal, aliás. Se ela tivesse se dado ao trabalho de ler mais sobre o assunto (afinal, ela é professora, não é?), aqui mesmo no blog, em recente postagem, eu trouxe o caso de abortos forçados na China: "Abortos forçados na China: a Caixa de Pandora aberta pelos abortistas". Nesta postagem a imagem que a professora tenta criar como uma caricatura do movimento pró-vida é exatamente o que acontece em certas regiões da China. Eis apenas um trecho:
"Arrastada à força para um posto médico, a jovem foi forçada a abortar seu bebê de 7 meses de gestação, que era tão desejado e esperado por ela, por seu namorado e por sua família.


O parto do bebê foi induzido por medicamentos e Wang Liping, a jovem mãe, deu à luz seu bebê durante a madrugada, no meio de muitas dores e sem qualquer parente a seu lado, apenas o pessoal que ali estava para matar seu bebê."
"Ah, mas isto acontece na China!" Sim, mas esta imagem só é possível por causa da liberação do aborto. Se isto não acontece em outros países é porque nestes o governo não viu a necessidade de utilizar abortos forçados como forma de controle populacional. Nestes outros países, se a força não foi necessária, a propaganda, o amplo acesso, o engajamento da mídia e da academia tiveram a mesma função que a força policial na China. Afinal, cada sociedade utiliza os instrumentos que mais lhe apetecem, não é mesmo?

Resumindo: o aborto é um instrumento para o mal, seja em uma sociedade democrática ou totalitária.

Diz professora Sybylla que o que ela quer mesmo é garantir o acesso a procedimentos seguros. Seguros para quem, professora?

A única segurança que o nascituro tem em um aborto é a de que ele será cruelmente morto. Ah, mas para a professora, como finalmente ela deixou transparecer, o que vai no ventre da mãe não é nem humano! "aglomerado de células" é como ela chama.

Talvez a professora devesse nos ensinar então em qual momento aquele "aglomerado de células" passa a ser humano. Se ela insiste em des-humanizar o fruto da concepção, deve então dizer a partir de qual momento o nascituro teria sua vida preservada.

O fato é que conheço já bem as táticas abortistas de argumentação e este pessoal é muito sem criatividade. Falam muito das mães ("mãe, mulher, trabalhadora" -- em típico linguajar esquerdista) para não terem de lidar com o ônus de justificar a morte de um ser humano inocente. Aí criam estas imagens apelativas de abortórios de fundo de quintal, de agulhas de tricot, de mulheres arrastadas pela rua, etc., enquanto ficam a chamar o nascituro de "aglomerado de células".

Mas o que a professorinha não se deu conta é que justamente na época em que os abortórios de fundo de quintal eram infinitamente mais comuns as feministas eram radicalmente contrárias ao aborto. Que coisa, não? Quando a mortalidade materna era muito maior do que vemos atualmente, as feministas lutavam contra o aborto; agora que os índices de mortes maternas mostram-se cada vez menores, as feministas (não todas, mas a maioria, ao menos as mais militantes) lutam a favor. Fica claro que a questão da condição em que os abortos são feitos é instrumentalizada para seus interesses.
Fiz esse debate com meus alunos de uma maneira muito saudável em sala de aula, e mesmo aqueles que gritantemente se diziam contra, perceberam a tremenda desigualdade no país que diz querer que as mulheres tenham direito a tudo, menos a controlar seus corpos, que tenham o companheiro que quiserem ou quantos quiserem e que seja católica e hetero. O aborto é uma escolha muito pessoal da mulher, ninguém deve mandar em seu útero, bem como sua orientação sexual, desejo sexual, carreira e maneira de pensar. Ser feminista é garantir que todas possam fazer suas escolhas por si e não ditadas por um machismo autoritário que quer mandar em nossos corpos e em nossas mentes.
Ora, ora… A professora Sybylla fez um debate e conseguiu até convencer alunos que eram radicalmente contrários ao aborto de que as mulheres não têm pleno direito sobre seus corpos! Que surpresa! Que novidade!

Uma professora que diz que o ser humano que vai no ventre da mãe é um "aglomerado de células" acha-se em condições de debater sobre o aborto. E como será que foi o debate? Será que dona Sybylla levou para sala de aula um oponente que pudesse mostrar a seus alunos o quanto seu pensamento é errado e falacioso? Será que ela deixou claro a seus alunos que ela chamar um ser humano não-nascido de "aglomerado de células" é meramente uma opinião sem qualquer fundamento científico? E é este o debate que foi "saudável"? Sei…

Sem qualquer risco de eu estar errado, o que a professora fez tem nome e é uma praga nas salas de aula brasileiras: doutrinação. Doutrinação pura.

Professora Sybylla espertamente mudou o foco da discussão e depois se congratula por ter conseguido um debate "saudável". Claro que, para ela, debate "saudável" é aquele em que ninguém a contradiz, é aquele no qual ela pode mostrar mentiras como se fossem verdades sem que ninguém a incomode.

A tal garantia de que as mulheres façam o que quiserem com suas vidas, que é o ponto em que professora Sybylla focou o tal debate, só esqueceu de que há uma vida humana no ventre da mãe. Apenas isto. Claro que ela, como dá para ver nesta mensagem, sequer aborda esta que é A questão quando o assunto é aborto, preferindo, como é típico das "argumentações" abortistas, colocar camadas e mais camadas questões tangentes como forma de desviar o foco e não ter que justificar para seus alunos porque o inocente ser humano que vai no ventre de sua mãe deve morrer cruelmente.

O que dona Sybylla chama de "saudável" eu chamo de desonesto mesmo. Ela utilizou de sua autoridade como professora não para ensinar ou guiar, mas para doutrinar e confundir mentes em formação. Em vez de passar fatos a seus alunos ela deliberadamente escolheu impor-lhes goela abaixo um discurso marxista/feminista muito em voga em nossas universidades. Ou seja, ela é professora de nada, é mera doutrinadora.
Feministas voltarem às raízes? Lamento, nem tudo que está na raiz é bom. Ou gostaríamos de voltar à raiz das civilizações ou das religiões, como a cristã, cuja Bíblia admite o apedrejamento, a escravidão e a perseguição de infiéis?
Mais falácia da professora… Que coisa impressionante que ela em tão poucos parágrafos consiga enfiar tantas besteiras juntas. Onde foi mesmo que eu escrevi que "tudo o que está na raiz é bom"? É a cabecinha da doutrinadora Sybylla que criou mais esta ficção. Concordamos que nem tudo que está na raiz é bom, mas isto de forma alguma quer dizer que tudo seja ruim.

Mas o curioso é que Sybylla, na ânsia de me atacar, partiu, como sempre fazem por aqui, para o ataque à minha fé. Cristãos são alvos fáceis, não é mesmo? Uma história bi-milenar dá um bocado de munição para uma doutrinadora como Sybylla, uma pessoa que não se furta a distorcer a verdade para mentes jovens.

O fato é que Sybylla fala sobre apedrejamento, escravidão e perseguição para dizer que até mesmo o Cristianismo teve em suas raízes coisas más, o que já não acontece hoje em dia. Dona Sybylla escreve isto como analogia ao feminismo de antes e o de hoje. Só que uma tal analogia só faria sentido se tudo o que aconteceu no passado fosse necessariamente errado, o que não acontece e não é, em absoluto, o caso indicado por mim sobre o feminismo.

As feministas históricas lutavam contra o aborto e pela vida das crianças. "Assassinos de crianças" é como uma delas se refere aos que praticavam abortos. Esta simples frase mostra o quanto o feminismo foi contaminado durante os anos. Chamavam os aborteiros pelo nome: "assassinos"; e também chamavam os nascituros pelo que eles são: "crianças", seres humanos.

E hoje, o que temos? Temos uma doutrinadora como Sybylla que desvia o foco do debate e sequer em sua mensagem admite a humanidade do fruto da concepção. Temos gente como Sybylla lutando (e doutrinando, claro) para que mais mulheres possam ir aos "assassinos de crianças", que ela chama de médicos.

Ou seja, no passado o feminismo chamava de "assassinos de crianças" quem faz abortos e de dizia que o aborto é a "máxima exploração das mulheres"? E hoje em dia? Hoje em dia a maioria fica sibilando e escondendo a humanidade do nascituro e enganando alunos com um papo de liberação feminina com a liberação do aborto.

Melhor mesmo que voltem às raízes.
E por último e mais lamentável, um homem falando de aborto, sendo que não pode engravidar, é não sentir na pele o desespero de poder estar grávida, sem condições de cuidar de uma criança, ou de estar grávida de um estupro e ter que conviver com a lembrança diária da violência. E 77% das pessoas que se dizem contra o aborto são homens, que nunca poderão engravidar. Isso parece mais um machismo disfarçado do que luta pró-vida.
Ora, é sério que a doutrinadora Sybylla virá aqui com este papinho de gênero? Há limites até para a desonestidade. E desde quando o aborto é assunto apenas de mulheres? Se uma mulher se sente desesperada, se não tem condições de criar um filho, se sofreu violência sexual, para tudo isto há formas de ajudá-la. O que não tem jeito e é definitivo é a morte de um outro ser humano. O que tem isto a ver com o fato de eu ser homem?

O fato é que dona Sybylla quer desclassificar por meios errados qualquer um que não pense como ela. Talvez ela também ache isto "saudável"… Quando trago declarações de feministas históricas sobre o mal que o aborto é para mulheres, ela não tem dúvidas: isto é coisa do século XIX! Quando exponho que sou contra o aborto, ela diz que isto é machismo. Sybylla é um produto acabado do ambiente acadêmico brasileiro: não debate nada, só doutrina; e sequer pensa que seu pensamento deva guardar qualquer aparência de coerência, preferindo o caminho fácil de demonizar o adversário e lançar rótulos.

Talvez para a doutrinadora Sybylla um assunto como o extermínio em câmaras de gás seja do interesse apenas de ciganos, judeus e religiosos, não é mesmo?

O que vai parar no lixo hospitalar ou na rede de esgotos é um ser humano e é este o ponto. E se qualquer abortista quer debater seriamente o assunto deve começar por justificar por que este ser humano inocente deve morrer, por que é justificado que ele seja eliminado. Enquanto isto não é feito, não adianta pessoas como Sybylla dizer que isto não é assunto de homens ou que a opinião de feministas do passado não tem mais importância.
Devo lembrar que todos, absolutamente todos os métodos de anticonceptivos podem falhar. Por que não oferecer pelo sistema de saúde uma saída para que tantas mulheres parem de morrer? Por que só o embrião importa, sendo que ele não é um bebê formado e protegido pela legislação brasileira como esse lindo bebezinho que consta na foto da página do Facebook? Por que essa desinformação? Por que não abrir o debate da real situação das mulheres brasileiras, debater os conceitos de vida e morte em um estado laico, desprovido de falsa moral cristã?
Então, porque os métodos anticonceptivos falham, crianças devem morrer? É esta a grande justificativa de Sybylla para a liberação do aborto? Favor tentar novamente…

Sobre o "tantas mulheres parem de morrer", já que ela quer abordar o lado quantitativo da tragédia, favor definir "tantas". Segundo os dados do próprio governo brasileiro a média anual de mortes maternas por motivo de abortos provocados é de 10. Ou seja, quantitativamente a Sybylla pode continuar a destilar veneno e só.

E quem foi que disse que "só o embrião importa"? Não os pró-vidas… Quem advoga que é virtuoso matar um e preservar o outro, seja por qual motivo for, são os abortistas. Os pró-vida são pela preservação da vida da mãe de seu filho.

Tampouco importa o que a legislação brasileira protege, pois não é o Estado, este ídolo dos esquerdistas e assemelhados, que me diz o que é certo ou errado. Quer dizer que dona Sybylla, na eventualidade da aprovação de legislação que preserve a vida humana desde a concepção, baixará a cabeça e será uma pró-vida ferrenha? Duvido muito… Mesmo porque a liberação do aborto já é inconstitucional em nosso país, o que demonstra bem que as tentativas de tantos grupos e por parte do próprio governo em reverter este quadro mostra bem o descaso do Brasil com suas próprias leis.

Falemos de desinformação… Desiformação mesmo é doutrinar uma classe de alunos para que eles saiam da aula achando que debateram algo, quando o que ocorreu na verdade foi uma covarde doutrinação, sem que fatos básicos tenham sido apresentados. Desinformação é querer justificar o aborto a partir da situação econômica, emocional ou seja lá o que for. Desinformação é querer tentar tirar o foco da questão ao se referir à minha fé, pois para ser contra o aborto ninguém precisa utilizar-se de sua fé, nem sequer precisa ter fé, pois há até mesmo ateus e agnósticos que são igualmente contra o aborto.

Se há um coisa que admito que Sybylla possa dar aula sem qualquer problema é sobre desinformação. Ela é uma doutora no assunto.

Dados de países onde o aborto é legal mostram que a maioria das mulheres que abortam já são mães, casadas ou não, e que não podem cuidar de uma nova criança. Infelizmente, a culpa é sempre da mãe, incompetente, que engravidou porque quis e agora quer jogar uma criança no lixo. 
E daí? Quer dizer que por causa disto é justificado o aborto?

Sobre culpas, na verdade eu culpo muito doutrinadores como Sybylla, gente como feministas/abortistas e afins, que ficam por aí desfocando o assunto, tecendo mil subterfúgios, trazendo dados fictícios, etc. porque não tem a coragem de dizer claramente porque é justificado a matança de seres humanos inocentes.

É por isto que esta última tentativa de desviar o assunto ao mostrar uma mulher vítima mostra apenas que Sybylla só quer é apelar ao invés de argumentar seriamente. Sybylla, ao final, é só mais do mesmo do que há por aí entre os abortistas, uma gente que quer liberar o aborto mas que não tem a coragem de dizer os motivos, preferindo muito mais enganar, desenformar e distorcer o que seja para que seus objetivos sejam alcançados. Nenhuma surpresa.

E fica aqui um desafio a Sybylla: que tal ela mandar seus alunos lerem esta resposta e depois fazer um debate real com eles? Duvido que aceite.

sexta-feira, agosto 26, 2011

Oliva e seus argumentos de abortista

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De vez em quando aparece por aqui um comentário que merece uma maior exposição. Geralmente, não porque faça algum sentido, mas simplesmente porque dá para ver um pouco da mente de um abortista, principalmente daqueles que se acham seres altamente racionais em sua opção assassina.

Fora os xingamentos de praxe, coisa fácil e corriqueira para quem não tem argumentos, o que chega aqui é o discurso de uma gente arrogante, que só não é mais patético porque este pessoal se leva mesmo a sério.

É o caso de Oliva, que enviou a seguinte mensagem:
"Você não tem mais o que fazer? No dia em que for possível retirar o feto da barriga de uma mulher e gerá-lo fora - nas barrigas dos acirrados defensores da "vida a qualquer preço", por que não? - os argumentos contrários ao aborto começarão a fazer sentido. É só mesmo muita burrice ou má fé para argumentar com a fé contra a decisão de uma mulher em não ter um filho. E se ela não tem fé? Por que deveria se sujeitar aos princípios que não são seus? Pensem nisso pelo menos uma vez, se é que conseguem…."
Só pela primeira frase de Oliva, dá para ver que ela não pensa dois segundos no que vai escrever. Ela acha que aborto não é um assunto que deva me ocupar. Afinal, o que tenho eu com isso, não é mesmo? Eu devo ter mais o que fazer, seja assistir futebol, jogar poker ou, sabe-se lá, passear por campos verdejantes tomando sol no rosto.

Segundo o pensamento de Oliva, o assunto aborto deveria ter menos importância para mim. Já veremos o porquê disto em outra mensagem enviada por ela... Mas o fato é um só: Oliva tem uma mente pequena. Ela não está sozinha, pois se há coisa que seja comum a todos abortistas é exatamente ser uma gente sem qualquer sentimento acima da cintura.

É por isto que é recorrente entre eles dizer que mulher alguma deveria ser obrigada a carregar uma gestação que não deseja. Palavras como "responsabilidade" ou "matar é imoral" ou "dever" soam estranhas a este pessoal.

A rigor, dificilmente pode-se obrigar alguém a fazer algo, ainda mais a ter um filho. Tampouco pode-se obrigar alguém a não matar outro. Pode-se punir, ameaçar com o rigor da Lei, dificultar acesso a armamentos por pessoas não idôneas, etc. Tudo isto para que qualquer pensamento assassino não floresça e ganhe forças no coração de tantos infelizes. Porém se o fulano desejar mesmo matar o sicrano, dificilmente qualquer lei ou dificuldade material vai impedi-lo.

Porém o que se está querendo criar é que o assassino de uma pessoa já nascida seja tratado de uma forma e o assassino de um não-nascido seja tratado de outra.

Se eu tivesse um blog chamado "Contra o Assassinato", Oliva talvez escrevesse mensagem elogiando; já que o blog se chama "Contra o Aborto", ela se acha no direito de me perguntar se não tenho mais o que fazer. Só isto já dá para ver a quantas vai a cabecinha de Oliva…

Fora os insanos, é difícil achar um assassino confesso que negue a imoralidade de seu ato. Isto é tão óbvio que muitos fazem o possível para criar uma aura de necessidade em sua atitudes. Há alguns anos, em uma reportagem na revista Veja sobre a mente dos assassinos na prisão, o mais comum no discurso dos condenados era algo parecido com "era ele ou eu", como se o assassinato fosse uma necessidade imperativa da situação. Ou seja, de alguma forma, aqueles homens e mulheres buscavam justificar para si e para a sociedade o ato abominável que haviam cometido.

Já os que cometem abortos e a turma que quer que isto seja liberado pensa diferente. Querem que o aborto seja uma coisa neutra ou virtuosa ao ponto de que assistir um jogo de futebol seja coisa mais importante. Querem para si uma coisa que nem assassinos condenados buscam: que seus atos sejam encarados como coisa qualquer. E é por isto que gente como Oliva prefere que eu procure outra coisa para fazer.

Mas o mais triste sobre Oliva é que ela pensa mesmo ter argumentos. Quando diz que "No dia em que for possível retirar o feto da barriga de uma mulher e gerá-lo fora (…) os argumentos contrários ao aborto começarão a fazer sentido.", ela quer mesmo ser levada a sério. Ou seja, para Oliva o que determina a imoralidade de um ato como o aborto não é a dignidade da vida humana, mas o progresso da Medicina.

É para rir o "argumento" de Oliva? Não, é para chorar mesmo, pois ela, em sua arrogância, esquece até que a viabilidade de bebês prematuros vem caindo mais e mais. Pois é… A própria realidade já conseguiu acabar com o que Oliva acha que seja seu argumento. A verdade é que quando alguém tenta valorar a vida humana por coisa outra que não sua própria dignidade o resultado é patético como o "argumento" de Oliva.

Em seguida, Oliva começa o blablablá de sempre de que eu ou alguém que seja contra o aborto esteja tentando impor sua fé a seja lá quem for. Ridículo. Aplico aqui o mesmo de antes: queria saber se o blog tivesso o nome de "Contra o Assassinato" se Oliva iria me acusar de tentar impor minha fé a alguém também. Curioso, não?

Só mesmo cabecinhas como de Oliva acha que o "Não matarás" é impor a fé a alguém.

Mas o fato que Oliva e os que pensam (digamos assim…) como ela tentam esconder é que o argumento dos que defendem a vida é muito simples. Simples e irrefutável: a partir da concepção já há um vida humana e esta deve ser preservada. Gostaria muito de ver Oliva dizer onde está o argumento baseado em fé. Gostaria também que ela ou alguém provasse que o fruto da concepção não é humano. Já fiz este desafio por aqui e até agora ninguém o aceitou. Dá bem para saber o motivo…

Oliva devia deixar é de tentar desviar o foco e responder porque, para ela, alguns podem viver e outros devem se sujeitar aos caprichos, necessidades ou seja lá o que seja de seus pais. Se ela não se incomoda, é uma pena. Eu me incomodo.

Má fé e burrice, na verdade, é alguém achar que uma mãe tem direito absoluto sobre seu filho antes do nascimento. E os tais princípios que Oliva espertamente quer fazer parecer que são restritos a quem tem fé, são, na verdade, comuns a todos os homens, pois o que se trata aqui é da vida de seres humanos e não apenas de católicos.

Mas como se as besteiras que Oliva escreve não bastassem, ela mandou uma outra curta mensagem com um "argumento" que, para ela, deve fechar a questão. Ei-la:
"De novo. Curioso nenhuma mulher "anti-abortista" ter se manifestado.... não deveria ser delas a palavra?"
Deus do Céu! Em que mundo vive esta menina? Para ela, defender a vida é uma questão de gênero. Não é à tôa que Oliva quer falar de "ma fé e burrice", pois isto parece ser uma coisa da qual ela entende como poucos. Sua arrogância talvez só perca para sua ignorância... Ela não sabe, ou finge não saber, fechada em seu mundinho de questões de gênero, que grandes líderes pró-vida são mulheres, e que estas, mais do que ninguém, vêem o estrago que o aborto faz na vida de uma mulher, nas relações afetivas, na sua saúde física e psicológica.

Mas Oliva ignora tudo isto. Por que? Por que é mais fácil, claro. É muito mais confortável que ela fique brincando por aí de juíza sobre quem deve ou não ser contra o aborto. Ela pode se achar muito sabida, mas o que mostra é apenas arrogância, ignorância extrema sobre um assunto importantíssimo e puro preconceito em relação a quem não é como ela. Ou seja: uma abortista completa.

quinta-feira, março 31, 2011

Sociedade e aborto: uma resposta

1 comentários ###
Recebi o seguinte comentário de Ikah na postagem "Palavras de mães: #QuantosEuTeAmo ?":

"sou a favor do aborto, acredito que é uma decisão que cabe a mulher tomar, os filhos indesejados hoje no brasil são grandes causadores e vítimas de comportamentos degradáveis e violentos. temos o crescente abandono, os traumas, a deliquência juvenil, os mal tratos infantis, abusos sexuais.
infelizmente na nossa sociedade atual temos mães muito novas, temos filhos renegados, estamos gerando ódio. só nos preocupamos com os não vivos e esquecemos dos já nascidos, é muito fácil quando a situação não é conosco, que não temos que cuidar de crianças com um sálário mínimo, quando somos tão filhos quanto nossos filhos.
falta de responsabilidade sim, mas em compensação o que é melhor ? criar um filho que ao descobrirmos passamos a odiá-lo, a querer não `tê-los, isso sim é uma crueldade, ou então, por causa de uma lei, temos o diagnostico de uma anencefalia e a mãe que tanto espera pelo seu primeiro filho deve o aguardar morto em seus braços."

* * *

Abaixo segue o meu comentário ao comentário de Ikah:

"Sou a favor do assassinato, acredito que é uma decisão que cabe ao assassino tomar".

A frase acima caberia perfeitamente na boca de quem defendesse o assassinato. Estou reduzindo teu pensamento ao absurdo? Não, nem é preciso, pois ele já é absurdo por si mesmo, servindo até para justificar o assassinato. Note-se que nem há diferença entre o que você escreveu e a fictícia frase de quem defendesse o assassinato: nas duas, há uma vítima e há alguém que acha que tem o poder de vida ou morte sobre um inocente. O trágico, no caso do aborto, é que uma mãe tome o lugar do assassino ao tirar a vida de um ser que sequer tem voz clamar por sua existência.

Vejo, aliás, que você quer jogar a culpa pelos problemas da sociedade brasileira, muitos deles estruturais, nas costas dos filhos indesejados. Aliás, quem são os filhos desejados? Quantos de nós pode realmente falar que veio ao mundo como resultado de um planejamento perfeito de seus pais? Quantos de nós não viemos à luz como uma surpresa para nossos genitores? Nem por isto a maioria da sociedade é de gente com "comportamentos degradáveis e violentos". Mil desculpas, mas isto é encarar o problema de nossa sociedade de forma simplista ao extremo e creio que você possa mais do que isto.

A degradação da família, a ausência do estado nas áreas em que devia se mostrar presente, a crescente secularização, a falta de educação, etc., são algumas das causas de nossa derrocada como sociedade. No entanto, o que você propõe é uma solução simplória: liberar o aborto.

Não sei se você notou ou se foi apenas um ato falho, mas você contrapôs "não vivos" e "já nascidos", o que é absurdo quando o assunto é aborto. Jamais o fruto da concepção é um "não vivo"; se fosse, não se estaria discutindo o aborto. Se foi de caso pensado, creio que você precisa se aprofundar mais no assunto, pois o que vai no ventre da mãe, mesmo daquela que pensa em abortar, é um ser humano vivo como eu ou você e que tem o mesmo direito à vida. Se foi apenas um ato falho, seria bom que você não o cometesse novamente.

E quem esquece dos já nascidos? A sociedade como um todo? Creio que era isto que você queria dizer. Digamos que sim... Então a solução por você defendida é que a esta sociedade, que se mostra negligente, que se mostra indiferente, seja dada a possibilidade de aborto? Não é isto pura e simplesmente jogar lenha na fogueira cujo fogo já vai bem alto?

Tome, como exemplo, uma sociedade como a dos EUA, onde desde 1973 o aborto é liberado. Segundo teu raciocínio aquela sociedade deveria ser hoje um mar de rosas, não? No entanto, o que temos? Individualismo, abandono, mulheres perdendo o sentido da maternidade, pais que valorizam mais as carreiras que o bem estar dos filhos, sexualização extrema de indivíduos cada vez mais jovens, degradação moral, etc.

Outro exemplo, ainda mais radical? Que tal focar na Rússia? Lá é comum mulheres fazerem vários abortos durante sua vida reprodutiva e a degradação daquela sociedade é patente, principalmente devida à sua herança comunista, misturada com uma complicada passagem à economia de mercado que levou à corrupção desenfreada, ao crime organizado, etc. Caso queira, favor dar uma olhada em duas postagens aqui no blog em que comento sobre a Rússia ("A enganação feminista e a realidade do aborto" e "A triste Rússia e um ótimo blog") e o abortismo daquela sociedade.

Ou seja, o "direito" ao aborto não faz virtuosa nação alguma, muito ao contrário. Na verdade, as evidências mostram que é o início de uma derrocada cujo destino é o fim. Não é à tôa que na Rússia já há até mesmo campanhas de incentivo à maternidade, tamanho é o problema que eles criaram para si mesmos. No Japão, país onde o aborto é liberado há décadas, há localidades em que as escolas infantis praticamente não têm mais alunos, dado a ampla procura pelo aborto, a busca desenfreada pelo sucesso profissional e financeiro e uma mentalidade contraceptiva que se enraizou na sociedade. Na Europa, várias nações estão morrendo aos poucos devido à baixa taxa de natalidade.

Ou seja, mesmo esta abordagem econômica em relação ao aborto -- que, ao meu ver, não toca no ponto principal da questão -- só mostra os malefícios para a sociedade da prática.

Sobre teu último ponto, a anencefalia, creio que você comete novamente o erro de pensar que o que está no ventre da mãe está morto. Não está. No ventre está um bebê gravemente doente, que provavelmente terá pouco tempo de vida devido ao seu grave problema de saúde. Morrer todos nós vamos, seja no minuto seguinte ou daqui a 100 anos. Não é o tempo e nem a qualidade desta vida que lhe dá dignidade, pois ela é digna em si mesma.

Cada criança concebida, em qualquer situação, é sempre uma oportunidade para amar e crescer neste amor. Há pais de bebês anencéfalos que escolheram -- esta é a única escolha! -- amá-los durante todo o tempo de suas vidas, intra e extra-uterina. Caso você também queira, favor dar uma olhada nas páginas http://www.anencephalie-info.org/p/index.php e http://www.anencephaly.net/ e lá poderá checar os depoimentos de pais que passaram por esta experiência. Crueldade, na verdade, é quem nega a seu filho um amor tão grande quanto o mostrado pelos pais destas crianças.

Em resumo, Ikah, eu acho que você deveria se aprofundar mais no assunto, e não apenas emitir uma opinião infundada sobre uma questão tão complexa e que envolve a vida de inocentes. Pelo que notei, você busca mesmo a verdade... Continue, pois, nesta procura e tenho certeza de que você se surpreenderá aonde serás conduzida.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Alfie, o (nada) sedutor

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Não é incomum eu receber comentários nada elogiosos aqui no blog. Já andou de tudo por aqui... Feminista-abortista nervosinha, gang de ateus que diziam que iam fechar o blog, mulheres doidas, adoradores de Edir Macedo, etc.

Ultimamente, a estes tipos pitorescos juntou-se agora um professor virtual de sedução, que ficou furioso com uma postagem aqui do blog ("Mayana Zatz perde de lavada!"). É sério! Já explicarei...

Em primeiro lugar, segue a mensagem do professor, com os erros e tudo:

"Imbecis, nojentos e miseráveis. Execráveis, abomináveis e despresíveis. E eu poderia continuar falando sobre a ignorância, imbecilidade e arrogância típicas de quem nunca leu nada além de livros de auto-ajuda. Gente como vocês, que escrevem para falar de outras pessoas como se se estivessem tratando de um máquina ou algo superficial.
Doutora Mayana dedicou toda a sua vida para o tratamento de pessoas portadoras de doenças que vocês, gente sem excrúpulos gostam de chamar de "aleijados" e fazer caridade para se mostrar boas pessoas aos olhos de Deus.
Deus deu o maior dom de todos aos médicos e os que tratam não só as almas mas também os corpos. Acho que não preciso citar os trechos da Bíblia Sagrada onde é descrito a importância dos médicos e da ciência. Vocês nunca seriam capazes de ler ou mesmo de saber do que se trata.
Ah, e a Doutora nunca foi à favor do aborto. Basta que se assista o canal Discovery para ver os programas sobre seu trabalho."

Agora, a explicação... O comentarista assina como "Alfie". Curioso como sou, fui ver o perfil do comentarista… Bingo! Exatamente o que eu pensava… O comentarista tomou para si um apelido que evoca um filmeco estrelado pelo medíocre ator inglês Jude Law e que aqui no Brasil ganhou o título de "Alfie, o Sedutor".

Alfie, o comentarista, tem um blog que foi iniciado em novembro passado. Tem uma única postagem até o momento e nela o Alfie tupiniquim mostra os primeiros passos para qualquer um se tornar um sedutor como ele.

Uma das melhores partes é quando ele mostra suas credenciais:
"Esse cara que vos fala, só "pegou" 4 mulheres durante 32 anos de vida. E essas 4 mulheres juntas podiam compôr a Constituição do Universo durante uma visita à loja de roupas! Esse termo "pegar" quando se refere a mulheres deveria ser abolido desde o momento em que a primeira sinapse do seu cérebro levou o arquivo de imagem de uma mulher ao seu interior pensante. Mulher não se pega, mulher se conquista."
Palavra que caí na gargalhada quando li isto! Como ler tal coisa e se manter sério? E, no entanto, nosso Alfie brazuca está realmente tentando ser espirituoso. A segunda frase é uma das coisas mais intransponíveis e divertidas  de todos os tempos! Não tenho a menor idéia do que ele está dizendo, mas, ainda assim, me dá uma vontade incontrolável de gargalhar.

As "dicas" que contam em "Os Primeiros Passos" do Alfie é coisa mais hilária ainda. Recomendo-as a quem quer dar uma boa risada.

Mas vou deixar o blog dele para lá e me concentrar em seu comentário. Afinal, professores de sedução também podem escrever coisas que prestem, não é mesmo? Vejamos...

Sobre o início do comentario, o que se pode dizer? Quase nada… Imagino que Alfie deu uma parada no seu árduo ofício de se tornar o Casanova dos Trópicos e resolveu escrever um monte de impropérios para mim. Chego até a imaginá-lo bufando e babando de raiva no teclado só porque, sei lá, feri sua admiração infantil por Mayana Zatz.

Não me ofendo fácil, mas Alfie foi longe demais: acusou-me de ler apenas livros de Auto-Ajuda. Puxa vida, se há coisa que jamais li foi um livro deste tipo. Aliás, talvez seja por isto que, apesar de meus erros aqui e ali, não costumo escrever coisas como "despreSíveis" e "eXcrúpulos".

Tampouco sou do tipo daqueles que "escrevem para falar". Sou antiquado e costumo escrever quando quero escrever e falar quando quero falar.

Seguindo o comentario do sedutor, tampouco sei quem são os que ele chama de "vocês". Eu nem sabia que fazia parte de um grupo! E um grupo que, segundo ele, gosta de chamar de aleijados aos portadores de doenças graves. Pois é, Alfie, além de sedutor profissional, é advinho, pois a ele basta ler um texto em um blog e sair imaginando que grupos de pessoas gostam de humilhar doentes.

Hummm… Isto me cheira a preconceito puro.

Mas é no final que ao menos a mensagem de Alfie fica mais séria. Quer dizer, que ao menos ele merece uma resposta que não sejam as ironias que mereceu até agora.

Para início de conversa, imagino que para Alfie a frase "Deus deu o maior dom de todos aos médicos e os que tratam não só as almas mas também os corpos." faça sentido, mas confesso que para mim ficou um bocado truncado. Imagino que ele a tenha escrito no meio de suas divagações metodológico-sedutoras.

Ops… Estou sendo irônico novamente…

Sério agora... Alfie ignora que o maior dom que Deus nos dá é exatamente o primeiro deles: o Dom da Vida. Não é o dom de ser médico. Para se ser médico tem-se que estar vivo. Aliás, Alfie ignora que Mayana Zatz não é médica, é bióloga.

Depois disto, Alfie tenta dar uma de entendido em Sagradas Escrituras. Sabe-se lá porque, Alfie, em seu delírio, imaginou ler por aqui alguma oposição à ciência. Se viu, é fácil denunciar: basta citar. Coloco mais uma vez na conta do delírio causado por uma profunda contrariedade imaginar que haja oposição à ciência, mais especificamente à Medicina.

Ao final vem a parte mais interessante do comentário de Alfie. Ao dizer que a dra. Zatz nunca foi favorável ao aborto, ele apenas mostra que entende nada do assunto. Aqui vai um conselho, Alfie: vá estudar. Ou isto ou então é melhor ficar mesmo nas aulas virtuais de sedução.

Pode começar aprendendo um pouco aqui mesmo… A luta do movimento Pró-Vida é uma luta para que a dignidade do ser humano seja sempre respeitada, desde o momento da concepção até seu fim natural. É por isto que a luta é contra o aborto, a eutanásia, pesquisas com embriões, clonagem humana, etc. Tudo isto tem em comum que a vida humana, em alguma de suas fases, é tratada de forma indigna.

Pesquisas com células-tronco embrionárias têm como resultado exatamente a eliminação do embrião. Resumindo: é uma vida que vai para o lixo do laboratório.

Jamais aquí no blog chamei Mayana Zatz de abortista, embora a mim esteja claro que qualquer pesquisa que aceite trabalhar com células-tronco embrionárias resulta no mesmo que um aborto: a morte de um ser humano.

Os abortistas gostam de defender o aborto utilizando a enganação do "direito ao corpo", entre outras. Já quem lida com células-tronco embrionárias, prefere defender suas pesquisas em nome da ciência. Em ambos os casos é um ser humano como qualquer um de nós que se vai.

Alfie talvez saiba nada disto… Afinal, como ele mesmo indica, o que aprendeu sobre o assunto vem de um programa do Discovery Channel. Uau! Sério? Então quer dizer que para saber tudo de um assunto basta passar 45 minutos à frente do televisor e "ZATZ!", pronto, está tudo claríssimo.

Que tal então Alfie ter uma idéia do pensamento de Mayana Zatz sobre o assunto? Eis um trecho de uma entrevista dada por Mayana Zatz e que já foi publicada aqui no blog ("Veja e o aborto: os malabarismos de Reinaldo Azevedo"):

"Quando começa a vida?
Mayana Zatz - Nunca chegaremos a um consenso. (...) Formou-se o consenso de que a vida termina quando pára a atividade nervosa. Para muitos, esse é o fim da vida. Acham até que podem desligar os aparelhos e fazer um transplante de órgãos. Já que o fim da vida é determinado quando pára o sistema nervoso, por que não instituir que o início seja aquele em que começa o sistema nervoso?
E quando isso acontece?
Mayana Zatz - A partir de 14 dias de gestação. Mas vou além: acho que a vida começa quando o feto tem condições de viver fora do útero, independente da mãe. Antes disso, não." (destaques meus - original aqui )

Qualquer cientista de respeito sabe que a declaração de Mayana Zatz é uma besteira enorme. Segundo os parâmetros zatzianos, um bebê provavelmente só poderia ser considerado um ser vivo quando ele aprendesse a preparar o próprio alimento, a andar sozinho, se limpar, etc.

Um cientista, qualquer que seja, só fala tamanha asneira quando quer moldar a realidade à sua agenda. No caso, Mayana Zatz está querendo justificar as pesquisas com embriões a todo custo. Neste caso específico, ela vai tão longe em sua tentativa de empurrar sua agenda que diz uma coisa em um parágrafo e se contradiz no seguinte.

Enfim, o que temos é a velha questão de meios e fins. Um meio mau jamais justificará um fim bom. É altamente positivo que se pesquise cura para doenças gravíssimas, mas jamais tal cura deve ser procurada atacando-se a dignidade intrínseca à vida humana.

E ao Alfie vai mais um conselho: tente entender mais sobre os assuntos caso queira opinar e ser levado a sério.

terça-feira, janeiro 04, 2011

5 anos e outra resposta

4 comentários ###

5 anos de blog!

Como eu disse ano passado, estou ainda desejando que este blog termine por falta de assunto. Infelizmente, o que vai no horizonte é exatamente o contrário, como bem mostrou o amigo blogueiro Wagner Moura.

É isto que temos... Uma presidente fantoche eleita pela vontade de um ignorante manipulador. E tudo, claro, com o aval de tanta gente que se diz católica mas que é capaz de votar em abortista.

Dizer o quê? Nada. Se os porcos gostam de lama...

Eu, nestes mais de 5 anos já (só de blog...) estou ainda esperando um argumento abortista que valha este nome. E venha ele de onde vier, seja de um cientista social, de uma feminazista ou de um político. O que sei é que até hoje não vi nada que justifique o hediondo ato de matar um ser humano ainda no ventre de sua mãe.

Na verdade, mesmo uma feminazista sabe que não há nada que justifique tal ato, só que ela ou não está nem aí ou acha que o tal "direito" da mãe sobrepõe o direito à vida. Não sei o que é pior, se a pura indiferença à vida humana ou se a gradação sobre quem merece mais viver seja por qual motivo for.

Uma coisa é certa: quem cunhou o termo "feminazista" acertou em cheio.

E como fiz ano passado, também este ano vai uma resposta a um dos "argumentos" que chegam aqui na área de comentários. Abaixo, comentário vai em vermelho e minha resposta em azul.


***



Anjinha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pílula do dia seguinte: Folha de São Paulo falha f...":
A pílula do dia seguinte NÃO é abortiva!!
A gravidez só ocorre quando o óvulo fecundado prende-se à parede uterina. O fato de o óvulo ser fecundado não necessariamente quer dizer que ele vai grudar no útero.
E mais: O DIU faz o msm que a pílula do dia seguinte... impede a nidação do embrião!
Pesquise mais antes de afirmar algo incoerente! ;-)
E mais: Sou contra o aborto!


Para responder à Anjinha, basta apenas dar uma olhada em uma postagem de abril de 2009: "Pílula do dia seguinte: Folha de São Paulo falha feio", a mesma na qual ela deixou o comentário.

Assim como a Folha de São Paulo, Anjinha também parece ter embarcado no blablablá do Ministério da Saúde, o mesmo que vem há anos tendo papel ativo na tentativa de descriminalizar o aborto. E o pior é que o falatório ministerial, ao qual Anjinha parece aderir, vai de encontro ao que o próprio fabricante diz sobre o medicamento.

Eu, que segundo Anjinha não pesquisei sobre o assunto, prefiro dar crédito a quem produz o medicamento; já ela, que é entendida no assunto e pesquisou bastante, prefere seguir a cartilha do Ministério da Saúde e da Folha de São Paulo. Então tá.

E a professora Anjinha ainda vai mais longe no seu ensino: "O fato de o óvulo ser fecundado não necessariamente quer dizer que ele vai grudar no útero.".

É mesmo? Sério? E quem decide qual óvulo fecundado vai ou não "grudar" no útero? O Ministério da Saúde? A Folha de São Paulo? A Anjinha?

Será que é tão difícil entender que qualquer ato que tenha como alvo a eliminação do fruto da concepção é um ato abortivo? Será necessário desenhar?

Uma das formas do medicamentos em questão é exatamente impedir a implantação de óvulos fecundados na parede do útero (o que a pesquisadora Anjinha chama de "grudar"). Se um óvulo é fecundado, mas tem sua implantação impedida pelo medicamento, Anjinha não chama isto de aborto.

É mais ou menos assim: para Anjinha, a criação de ambiente desfavorável ao natural desenvolvimento do nascituro não tem nada a ver com aborto. Levando este método angelical de pensar à frente, um médico aborteiro que retirasse um bebê de 32 semanas de gestação do ventre de sua mãe e o colocasse em um ambiente impróprio (no caso, qualquer lugar que não fosse uma incubadora) não estaria fazendo nada de mais.

Pois é exatamente isto que fazem muitos médicos mundo afora! Exemplos? Ei-los: "Hitler venceu?" e "Um bebê abandonado à morte".

Para Anjinha, não há problema algum em que ela ou outra pessoa decida qual ou quando um óvulo fecundado deve "grudar no útero". Talvez os médicos das postagens logo acima achem o mesmo quando retiram bebês do útero de suas mães e os abandonam à morte. Talvez, para eles, a única coisa que fazem é um parto no qual o bebê é colocado em um ambiente impróprio após a retirada do útero. Somente isto.

Mas eu não sei nada... Afinal, não pesquisei sobre o assunto.

Ah, sim! Anjinha é contra o aborto. Ainda bem que ela avisou! Eu já estava suspeitando o contrário... Eu sei nada mesmo.