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terça-feira, maio 17, 2016

Novo ministro da Saúde, o aborto e a imprensa: estatísticas erradas e o pautamento pela militância abortista

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O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros
O portal UOL entrevistou o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre os desafios de sua pasta após a terra arrasada deixada pelos governos petistas. Pois bem, a fala do ministro será abordada um pouco mais abaixo, mas há algo bem peculiar nesta entrevista e na forma como ela foi divulgada.

Em primeiro lugar, há o título: "Ministro da Saúde quer igrejas no debate sobre aborto". É evidente que uma tal chamada para uma entrevista em que são abordados vários assuntos relacionados à área da Saúde tem um claro objetivo de tentar chamar às armas as forças que foram recentemente afastadas do poder. 

Na citada entrevista, o ministro apenas disse que "Vamos ter de conversar com a igreja", o que é por demais óbvio, pois o aborto, bem ao contrário do que insistem alguns, é um problema bem diverso do que apenas considerá-lo um mero "problema de Saúde Pública". Mesmo entre a militância abortista o discurso de aborto como problema de Saúde Pública é coisa bem recente, que ganhou muita força durante os anos petistas, sendo que antes disso o discurso mais comum era o de que o aborto era uma questão de autonomia feminina sobre seus próprios corpos, o que ainda é comum entre as feministas mais radicais e alguns outros.

Como coincidentemente escrevi exatamente na postagem anterior aqui no blog, aborto não é problema de Saúde Pública. Quem leva tal coisa à frente tem a meta de ligar a questão do aborto a um problema que aflige a maior parte da população com a claríssima intenção de flexibilizar mentes e corações para a questão do aborto, pois a população é esmagadoramente contrária à sua liberação.

Mas o que causa bastante curiosidade é o timing do UOL para abordar e dar destaque a esta questão do aborto. Durante anos e anos, o debate sobre o aborto sempre foi envolto em muitas dificuldades. Sempre que tal assunto surgia na grande imprensa era devido a fatos fora da curva (como exemplos, há o tristemente famoso caso da menina-mãe de Alagoinha/PE e também o da jovem Jandira Magdalena Cruz), mas o mesmíssimo assunto era quase completamente ignorado em épocas de eleições, "omissão" que já foi tema de uma postagem aqui no blog - "Aborto, o tema esquecido nas eleições".

Ao PT e à esquerda em geral - como a abordagem da matéria do UOL deixa bem claro - o tema do aborto sempre deve ser tratado segundo sua própria cartilha. E aí surge o escândalo que é chamar religiosos para discutir o tema. O engraçado é que não há uma matéria no UOL ou na Folha de São Paulo ou na Veja que diga que é absurdo que a Igreja Católica ajude tantas crianças e famílias pelo Brasil afora através da Pastoral da Saúde. Não há uma matéria na grande mídia rasgando as vestes porque a Igreja mantém centros de recuperação de drogados, clínicas de acolhimento para portadores do vírus HIV, asilos, centros de educação para deficientes carentes, etc. Nestas horas não há manchetes chamativas que tentam criar indignação na militância que se sentiu alijada do poder.

Na verdade, quando a coisa aperta mesmo, a esquerda é capaz até de ir ao Vaticano para falar com o Santo Padre e reclamar de um fictício golpe. Mas deve ser difícil dar volta em Sua Santidade, pois como chamar de golpe quando os tanques e os soldados estão nos quartéis, a Justiça funciona normalmente, a imprensa continua livre, a internet liberada, e o direito de ir e vir continua preservado, inclusive o direito de atrizes medíocres irem encher o saco do Papa porque seu governo de estimação cometeu crimes e seria retirado do poder?

Mas vamos à fala do ministro...

"Como o senhor pretende tratar o tema do aborto?
Ricardo Barros - Esse é um tema delicado. Recebi a informação de que é feito 1,5 milhão de abortos por ano. Desse total, 250 mil mulheres ficam com alguma sequela e 11 mil vão a óbito. Esse é um tema que vou estudar com muito carinho com nossa equipe. Vou ver com o governo qual será nossa diretriz para agir nessa direção. Essa é uma decisão de governo. Não de um ministério, algo que possa ser decidido individualmente."
O ministro devia procurar gente que o informe melhor sobre o assunto. Estes números que pululam na imprensa nacional sempre são inflados, pois isto é de interesse de muita gente. A imprensa é quase sempre pautada pela militância abortista e a esta interessa pintar um quadro apocalíptico sobre o aborto no Brasil, exatamente como já foi feito em outros países.

Ninguém sabe o número de abortos feitos no Brasil.  A revista Veja, que é das mais atuantes em levar à frente a agenda abortista no Brasil, já publicou que nos anos 80, quando a população do Brasil era muito menor que a atual, o número de abortos era de mais de 4.000.000 por ano (veja em "Veja e o aborto: números fictícios").

Sobre as mortes maternas relacionadas ao aborto, há também muita confusão, confusão esta que é exatamente o que desejam os abortistas, eles contam mesmo com isto. A deputada Jandira Feghali, por exemplo, já tentou emplacar que morriam 1.000.000 de mulheres por ano no Brasil devido a abortos clandestinos. Quando o absurdo ficou claro a todos, sua postagem no Facebook foi ajustada, mas é claro que a confusão já estava feita.

E é por isto que o ministro falar em 11.000 mortes maternas relacionadas a abortos procurados é um total absurdo. Não sei quem está informando ao ministro estes dados, mas sugiro que ele urgentemente troque de assessor sobre este assunto. Estude mesmo com carinho o assunto e, principalmente, não se deixe levar pelo caminho que a militância abortista o tentará levar.

"O senhor considera aborto um problema de saúde pública?
Ricardo Barros - Esse é um problema que existe e precisa ser cuidado. Como é o crack. Como tantas outras mazelas da sociedade que precisam ser cuidadas pelo poder público. Mas a maneira como vamos abordar isso vai depender de discussões. Vamos ter de conversar com a igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão. Temos de ajustar. Antes de propor uma política para isso, vamos ter de realizar um diálogo muito amplo."

Prevejo problemas para o ministro por causa deste trecho. Enquanto a militância irá adorar o trecho anterior a este, exatamente porque ele divulgou números fantasiosos do aborto, esta mesma militância irá ocupar a imprensa para denunciar o ministro por querer "conversar com a igreja" - imagino que ele queira dizer com os religiosos em geral - sobre este assunto. Neste momento, os mesmos esquerdistas que aplaudiram o desespero patético de Leticia Sabatella e sua ida ao Papa reclamar do suposto "golpe" irão pautar a imprensa apontando que o Estado é laico.

Uma previsão: nos próximos dias não aparecerão na imprensa declarações da militância abortista apontando o "absurdo", o "retrocesso", o "descaso" do ministro com a "situação de tantas mulheres humildes que não desejam levar uma gravidez à frente". Tudo isto, claro, é devido ao revés que significou a saída do PT do centro do poder, pois durante mais de 13 anos este partido lá esteve levando a agenda abortista a patamares que a população em geral ainda desconhece.

Eles se acham espertos. Eles sabem bem que a laicidade do Estado não quer dizer que aqueles que proferem algum tipo de fé sejam impedidos de tomar parte nas discussões e decisões pelo simples fato de serem religiosos, mas sim que, independente de alguém ter ou não fé, tais pessoas podem participar do processo político e das decisões com plenos direitos. Eles sabem disto tudo, mas não ligam, pois é bem mais fácil virar para a patota e dizer "Você viu o absurdo que o novo ministro disse? Cara, ele quer chamar religiosos para falar sobre o aborto! Religiosos, cara! O Estado não é laico?".

Espero que o novo ministro não se deixe pautar pela grande imprensa, que é amplamente favorável ao aborto, e tenha coragem de enfrentar o tema tomando como base o fato científico de que a partir da concepção já existe um novo ser humano, que tem tantos direitos quanto qualquer um de nós, e que, exatamente por isto, deve ter sua vida preservada até seu fim natural. 

O aborto não é um "problema da Saúde Pública" no Brasil. É, na verdade, uma das bandeiras mais caras ao atual feminismo e ao esquerdismo, e vem daí que em uma das primeiras entrevistas do novo ministro o portal do UOL tente dar tanto destaque a este tema.

Há inúmeros outros problemas enfrentados pelas mulheres em idade fértil, que causam muito mais mortes e que seriam de solução muito mais fácil. Bastaria vontade política e trabalho, e a imprensa poderia ajudar pressionando nossos governantes a solucionar tais problemas, a empregar eficientemente as verbas da saúde, etc. Mas, pautada pela militância favorável ao aborto, a grande imprensa prefere mesmo é criar confusão manipulando notícias para tentar afastar os religiosos de um tema que atinge a todos.


domingo, novembro 08, 2015

Um milagre chamado Maria Clara e o contraste entre dois médicos

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A pequenina Maria Clara sendo medida pela equipe do berçário

"Não vou tirar... Não consigo... É a esperança de manter uma vida..."

Foi com estas palavras que o médico Frederico Mendes Vieira respondeu a uma pergunta sobre o motivo pelo qual decidiu manter uma bebê no ventre de uma paciente mesmo que isto estivesse contrariando o que é relatado na literatura médica. 

Se dr. Frederico tivesse procedido de outra forma e feito o aborto, mesmo que por razões médicas, a bebê Maria Clara, filha de Charlô Pereira da Silva, não teria nascido na última sexta-feira (06/11) na cidade de São Joaquim, SC, no Hospital Sagrado Coração de Jesus. Segundo a reportagem da página São Joaquim Online, a gestação começou a mostrar-se problemática quando houve rompimento da bolsa com 21 semanas e 4 dias. Pelo que informou o dr. Frederico ao site, a literatura médica dá como certa a morto do bebê em casos deste tipo. 
Dr. Frederico Mendes Vieira

Eis as palavras do médico-obstetra:
“Não exitem relatos de bolsa rota (ruptura prematura) de fetos que tenham sobrevivido com 63 dias (sem o líquido amniótico). Existem relatos de 55 dias, mas não de 63. Vou inclusive levar ao Congresso Nacional de Medicina em Brasília e vou relatar o caso. Porque para a medicina é impossível que o feto tenha sobrevivido. Isto foi um milagre, pois não existia chances. Não era nem 99% de o feto morrer, era 100%… Era só levar para a sala do parto e abortar a criança para não causar riscos para a mãe.” 

Charlô estava internada no hospital há 2 meses devido a necessidade de cuidados intensos. Na sexta-feira passada, após dr. Frederico observar que a bebê não estava mais se desenvolvendo, foi feita uma cesariana de emergência para que Maria Clara viesse à luz. 

O tempo gestacional total foi de 30 semanas e 4 dias. Maria Clara permaneceu na barriga de sua mãe 9 semanas após o rompimento da bolsa, um verdadeiro milagre! E este milagre só foi possível porque no Hospital Sagrado Coração de Jesus havia um médico que estava comprometido com a preservação da vida, um médico que, por suas próprias palavras, tinha "esperança de manter uma vida", mesmo que para isto tivesse de contrariar até mesmo seus conhecimentos médicos.

E quando pensamos que nesta mesma semana a edição da Revista Veja São Paulo traz em sua capa o médico Jefferson Drezett que tem em seu currículo mais de 600 "abortos legais", podemos ver um dos maiores problemas do Brasil: damos valor aos que não merecem, premiamos o erro, louvamos a corrupção.
Charlô Pereira da Silva, a mãe

É evidente que a reportagem foi pautada pela militância abortista, que vê perigo com a votação do Projeto de Lei 5069/2013, que, dentre outras disposições, exige a apresentação de B.O. para o acesso ao eufemisticamente chamado "aborto legal" -- se preferir chamar de "assassinato legal" ou "esquartejamento assistido" também está valendo. Pois é... Para criar brechas para o aumento no caso de abortos no Brasil, a atual militância feminista está disposta até mesmo a deixar de lado que mulheres denunciem estupradores. A prova que a militância abortista tem o pé firme da redação de Veja (coisa que não é novidade para este blog...) pode ser visto neste trecho da reportagem:
"A questão do aborto legal vem sendo muito discutida devido ao recente projeto de lei do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele quer dificultar essa operação no país. A proposta, que passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 21 de outubro, prevê, entre outras coisas, a obrigatoriedade de um boletim de ocorrência para a realização do procedimento (atualmente, basta a  palavra da vítima no hospital) e mais restrições à venda de medicamentos considerados abortivos no Brasil. Na prática, segundo os críticos da ideia, isso poderia impedir por aqui até a comercialização da pílula do dia seguinte, droga hoje vendida livremente nas farmácias."

Quando se quer manipular a opinião pública, começa-se sempre por criar um vilão. Neste caso, é Eduardo Cunha o alvo, por ser autor do Projeto de Lei original. Mas não apenas por isto, claro, pois há outros motivos políticos pelos quais a esquerda queira vê-lo longe do poder. Segundo a Veja, "ele quer dificultar essa operação no país". Certo... Curiosamente, a revista sequer menciona que a população brasileira é esmagadoramente contrária a mudanças na lei referente ao aborto e duvido muito que seja a favor de quem quer deixar brechas na lei para que o aborto possa ser feito por quem desejar. 

Faltou também a revista informar que os tais "críticos de idéia" são os militantes abortistas e também que a parte sobre a pílula do dia seguinte é uma deslavada mentira, tendo sido criada apenas uma cortina de fumaça pelos abortistas como é seu método conhecido.

Na reportagem da Veja São Paulo há todo um cuidado em mostrar o trabalho que dr. Drezett e sua equipe fazem com tanta eficiência há vários anos. É tudo muito "humano" e o hospital Pérola Byington até já ganhou um prêmio do Banco Mundial por seu trabalho de abortar bebês. É evidente que em momento nenhum a revista reporta que a cada aborto, independente de como tenha sido concebido, é um ser humano que é eliminado. Atendimento humanizado, neste caso, é para alguns apenas, certo?

O pai de Maria Clara, Anderson, e o médico Frederico Mendes Vieira,
emocionados com o milagre chamado Maria Clara

É também ótimo sabermos que em um país onde a Saúde Pública está totalmente falida, com gestantes muitas vezes sendo atendidas no chão de hospitais, o Pérola Byington ganha um prémio "pela excelência do trabalho ali realizado". O "trabalho realizado" no caso, é sempre bom lembrar, é a morte de bebês no ventre de suas mães. É evidente que nem dr. Drezett e nem a revista irão contar aos leitores que a partir da concepção já existe um novo ser humano. Pelo jeito, há verdades que os leitores de Veja não merecem ler.
Dr. Drezett e a capa de Veja SP

E é este tipo de trabalho realizado pelo dr. Drezett que merece uma capa da Veja São Paulo e um prêmio do Banco Mundial. Já o milagre que foi o nascimento de Maria Clara, milagre que só foi possível porque o dr. Frederico Mendes Vieira teve esperança de manter aquela vida em gestação, não merecerá uma capa de Veja ou coisa parecida. O Brasil é mesmo só para iniciados...


Mas a verdade é que isto pouco importa. As lágrimas de emoção nos olhos do médico e do pai de Maria Clara valem bem mais que uma capa de revista semanal. 

Dr. Frederico teve esperança na vida que estava em gestação e foi partícipe de um milagre que se chama Maria Clara; já o dr. Drezett, que após mais de 600 abortos declarou não ter qualquer problema de consciência, pode contemplar o resultado de seu trabalho olhando para o lixo hospitalar. Que contraste, não?

Em sua página no Facebook, o dr. Frederico assim escreveu sobre a experiência única que foi o nascimento de Maria Clara:
"Obrigado meu Deus pelos 63 milagres que trouxeram Maria Clara ao mundo e por me permitir fazer parte desta historia. 
Obrigado a família pela confiança. Especialmente aos pais Charlô e Anderson! 
Obrigado ao hospital pela estrutura disponibilizada. 
Obrigado à equipe de enfermagem pelo suporte e comprometimento. 
Obrigado a todos que se emocionaram com o milagre da vida!"

E todos nós agradecemos ao dr. Frederico e por ele representar tão bem o que é a missão da verdadeira Medicina: salvar e preservar a vida humana. 



quinta-feira, setembro 11, 2014

E assim os favoráveis ao aborto aproveitam as tragédias...

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Uma das coisas mais pitorescas com a questão do aborto no Brasil é a qualidade do debate. Os abortistas, da mesma forma que espertamente dizem que querem que a sociedade debata o assunto, são os que interditam qualquer tipo de debate, ou, quando isto não acontece, o que eles têm a dizer sobre a questão ou é irrelevante ou trata-se apenas de clichês requentados.

Foi o que aconteceu nesta quinta-feira na edição do jornal O Globo com a coluna da jornalista Cora Ronái, "O lado B da democracia". Eis o trecho infeliz:

"Não sei o que acho pior: uma candidata que é abertamente contra o aborto, uma candidata que não tem coragem de dizer que não é ou um candidato que se diz satisfeito com a nossa legislação obscurantista. As três posições se equivalem. Estamos em pleno ano de 2014, Constantinopla caiu em 1453 e, não obstante, continuamos gastando tempo e energia com essa discussão bizantina.  
Fazer ou não fazer aborto é questão de foro íntimo. Quem for contra aborto que não aborte, mas não queira impor as suas convicções ao resto da sociedade. Sabemos onde isso vai dar: aí está essa pobre moça sumida, obrigada pela excelente legislação em vigor a procurar criminosos para se livrar da gravidez indesejada."

O que é pior mesmo é uma jornalista achar que a liberação do aborto trata-se de uma discussão bizantina. Entende-se o recurso retórico pueril de utilizar conhecimentos do ensino ginasial -- provavelmente ela esperou a vida inteira para conseguir colocar a data da queda de Constantinopla em um de seus textos --, mas ela dizer que a discussão sobre o aborto é bizantina é apenas sinal de sua ignorância sobre o assunto.

Se os candidatos A, B e C preferem desconversar sobre o assunto o problema é a falta de seriedade com a qual este assunto e outros mais são tratados no Brasil e um exemplo perfeito disto é exatamente este texto de Cora Ronái. Ao dizer que "as três posições se equivalem" a jornalista só contribui para a confusão que reina. É evidente que ela procede assim porque tem uma agenda, que para ela a única coisa que parece valer é a liberação total do aborto. 

Se fazer ou não aborto é uma questão de foro íntimo, assassinar ou não assassinar também é. Corromper ou não corromper também. Idem para sequestrar ou não sequestrar. Cora Ronái vai ter peito para levantar estas bandeiras também? Por coerência, devia ter, não é mesmo? Ela devia, por exemplo, defender o direito de um assassino matar suas vítimas e bradar contra quem acha isto absurdo, pois, afinal, não se deve impor convicções ao resto da sociedade, certo?

O problema com este "argumento" da jornalista é que ela assume que o que está no ventre da mãe é nada, o que é desmentido pela própria ciência, que afirma que a vida humana começa na concepção. E aí, será que ela vai querer ir contra o que a própria ciência já sabe sobre Embriologia Humana? Ou será que Cora Ronái, mesmo sabendo (e ela sabe... ah, se sabe...) que já existe um ser humano no ventre da mãe, pouco se importa com este detalhe? Aí então ela deveria abordar a questão sobre um outro prisma: deveria explicar por que, segundo sua sapiente ótica, seres humanos frágeis e inocentes devem morrer pela conveniência ou vontade de outros. O que justifica que um ser humano mate outro, sendo este frágil e inocente, que sequer tem voz para clamar por justiça? E já que ela é afeita a fatos aprendidos em aulas de História do ginásio, seria ótimo se ela listasse as vezes na história em que tais atitudes tomaram forma de regimes totalitários e deixaram em seu rastro o sangue de milhões de inocentes.

Mas como os favoráveis ao aborto sempre que sentem o cheiro de carniça ficam em polvorosa, a jornalista aproveitou a deixa e tenta colocar na conta da legislação ainda restritiva ao aborto o caso da jovem Jandira Magdalena Cruz, que desapareceu, segundo informações, após ter entrado em um carro que supostamente a levaria para uma clínica de abortos na Zona Oesto da cidade do Rio de Janeiro. Cora Ronái diz que nossa "excelente legislação" obrigou Jandira "a procurar criminosos para se livrar da gravidez indesejada". Sério? Da última vez que li o Código Penal, não havia nenhuma obrigação de fazer aborto para quem quer que fosse. Na verdade, a punição que ali vai tem a intenção exatamente contrária: fazer que a pessoa tome consciência da gravidade do ato cometido, que é a eliminação de uma vida humana.

Está bem que a jornalista mais uma vez usava de um recurso retórico para puxar a brasa para sua sardinha, isto está claro. Geralmente quem apenas quer que sua opinião prevaleça usa de tais expedientes, mas a verdade, porém, a verdade nua e crua, é que a jovem procurou criminosos que atentam contra a vida porque também ela procurava cometer um crime contra a vida. É evidente que seu desaparecimento e possível morte é uma tragédia, e é exatamente este tipo de tragédia que é evitada por quem não procura cometer o crime do aborto. Vem daí que querer usar tal caso como forma de alavanca para a liberação do aborto é um salto enorme e uma instrumentalização pura e simples da tragédia alheia.

A coisa torna-se ainda pior quando vemos que o desaparecimento da jovem é uma sucessão de erros. Segundo depoimento de seu ex-marido, Leandro Brito Reis, que foi quem a levou até o terminal rodoviário onde Jandira entrou no carro que a conduziria para a clínica de abortos, “Ela se envolveu com um homem, engravidou e queria tirar. Quem indicou a clínica foi uma amiga dela de infância, que disse que uma outra amiga, que teria feito um aborto nesse mesmo lugar, tinha sido muito bem tratada". Pois é... A jovem, segundo informações de sua mãe, estava para reatar o relacionamento com o ex-marido:  "Ela disse pra mim: 'Eu conversei com o Leandro e, depois que a gente resolver o que a gente disse que ia fazer (o aborto), a gente vai ver se recomeça tudo de novo'. Foi isso que ela me disse". A mãe da jovem contou também que Jandira e o ex-marido brigavam muito e se agrediam quando estavam juntos.

Ou seja, o quadro que se tem é negro. Uma jovem que estava em um relacionamento abusivo, já tendo sofrido agressões (que foram motivos de queixas à polícia), termina o relacionamento, envolve-se com uma outra pessoa, engravida e depois resolve voltar para o ex-marido. Para que o relacionamento tenha um recomeço, eles resolvem abortar a criança fruto do relacionamento anterior de Jandira. Para conseguir o aborto, uma amiga de infância indica a ela uma clínica e a jovem acaba nas mãos de criminosos que iriam matar seu filho não-nascido.

É tanta coisa errada que fica difícil alguém imaginar como Cora Ronái teve a capacidade de tentar jogar para a legislação restritiva ao aborto (e por tabela, claro, a quem é contrário a esta prática) a culpa por tudo isto. Jandira não teve forças necessárias para sair totalmente de um relacionamento que lhe era abusivo, seu ex-marido tampouco teve a dignidade de saber que o que estava no ventre de sua ex-esposa era um ser humano que devia ser preservado e não que ele ajudasse a matá-lo, e a tal "amiga de infância", ao invés de realmente apoiar sua amiga e lhe mostrar o erro em que estava se metendo, resolveu encaminhar Jandira para as mãos de criminosos. Some-se a tudo isto que os acusados pelo desaparecimento, segundo informações, são dois policiais que já haviam sido acusados de crime de aborto em outros casos, e que agora, somente agora,  foram colocados em funções administrativas e responderão a processo disciplinar. Também está envolvida uma técnica de enfermagem que já havia sido acusada pela prática de aborto em três outros processos!

E o mais triste de tudo isto é saber que aqueles que estavam ao redor de Jandira -- o ex-marido, sua "amiga", familiares --, não foram capazes ou não se interessaram em demovê-la da idéia ou mostrar-lhe alternativas que ela talvez não conseguisse enxergar naquele momento. Enfim, uma tragédia completa. 

É esta tragédia que gente como Cora Ronái procura instrumentalizar para a causa abortista alegando, de forma simplória e fútil, que Jandira queria apenas se "livrar de uma gravidez indesejada"? Sua própria escolha de palavras ("livrar"?), já indica o que ela acha de uma gravidez, preferindo ignorar o ser humano já concebido. Não é à toa que ela acha bizantina a discussão sobre o aborto, é porque ela parece nem sequer entender o que há de importante e o que está envolvido na questão, e assim a melhor alternativa parece ser escrever de forma superficial e aproveitar tragédias alheias.



terça-feira, novembro 26, 2013

Pílula do Dia Seguinte: para o lucro de alguns, mulheres são vítimas de mais enganações

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Atualmente vivemos em um paradoxo... Nunca o acesso à informação esteve mais facilitado que nos dias atuais, através da Internet, da quantidade de títulos (livros, revistas, etc.), etc. No entanto, apesar deste amplo acesso, impressiona a falta de vontade de buscar a verdade de muitos. Impressionante também é a capacidade de rejeitar a verdade mesmo quando ela se apresenta claríssima à nossa frente.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2013/11/26/pilula-do-dia-seguinte-para-o-lucro-de-alguns-mulheres-sao-vitimas-de-mais-enganacoes/

sexta-feira, agosto 02, 2013

Pílula do Dia Seguinte pode ser abortiva - a verdade que muita gente quer esconder ou ignorar

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A reboque da lei favorecedora do aborto que foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, veio, como sempre, a campanha de desinformação. Que abortistas fazem isto, não é novidade para qualquer pessoa, como há tempos vem acontecendo quando o assunto trata da Pílula do Dia Seguinte. 

continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2013/08/02/pilula-do-dia-seguinte-pode-ser-abortiva-a-verdade-que-muita-gente-quer-esconder-ou-ignorar/

segunda-feira, março 25, 2013

Folha de São Paulo apoiando o aborto... Alguma surpresa?

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Como não poderia deixar de acontecer, inúmeras reações à circular arbitrária do Conselho Federal de Medicina apoiando o aborto vieram a público nos últimos dias. Também não causa qualquer surpresa que a patota abortista, sempre muito bem orquestrada, entre em campo para tentar conter o vazamento.

Como quase sempre acontece, a grande mídia nacional -- com exceções dignas de nota, como é o caso do jornal Gazeta do Povo, de Florianópolis -- posiciona-se a favor da matança de seres humanos indefesos e inocentes. 

O Jornal "Folha de São Paulo" parece ser o decano desta turna midiático-abortista, seguindo como poucos a cartilha do esquerdismo-abortismo internacional. Este é o mesmo jornal que no passado recente divulgou inverdades sobre o medicamento popularmente conhecido como "pílula do dia seguinte" e cujo uma de suas colunistas escreveu um dado totalmente fora da realidade ao falar sobre o aborto. Talvez a Folha devesse contratar alguns estagiários para fazerem o trabalho que seus profissionais tarimbadíssimos não parecem conseguir fazer...

Mas o caso da Folha de São Paulo parece mesmo ser crônico e é provável que nem mesmo uma lavagem com creolina faça efeito por lá, pois o abortismo está já em fase adiandíssima, naquela fase onde qualquer cuidado com a realidade é praticamente desnecessária.

É exatamente esta a sensação que qualquer pessoa honesta e minimamente conhecedora do problema do aborto tem ao ler editorial publicado neste jornal dando apoio à desastrada circular do CFM.

Ao classificar de "corajosa" a iniciativa do CFM, a Folha devia explicar melhor um tal adjetivo, pois eu acho muito difícil classificar assim uma atitude que em última instância levará à morte cruel de seres inocentes, frágeis e que sequer têm voz para clamarem por sua defesa. É isto que é coragem para a Folha de São Paulo? Que coragem o Conselho Federal de Medicina demonstra ao dar apoio para que um crime hediondo cometido contra um ser humano indefeso  seja encarado como algo virtuoso?

E a Folha de São Paulo, como parece ser seu estilo, já no 2o. parágrafo do editorial, informa seus leitores que "interrupção voluntária da gravidez já é permitida em casos de estupro ou de risco para a vida da mãe", o que é uma desinformação. O aborto em tais casos, no Brasil, segundo nosso Código Penal, não é punível, o que é bem diferente de dizer que a prática é permitida. Mas pode ser que o editorialista da Folha encare tal coisa como mero detalhe, afinal não a vida dele que está em jogo, não é mesmo?

Mas seguindo mais à frente o editorialista saiu-se com a seguinte pérola:
"Equiparar o aborto ao assassinato de um ser humano soa excessivo. Neurologistas dizem que o feto é incapaz de sentir dor antes das 12 semanas de vida. Ainda assim, não há como negar que se trata de vida -vida humana- o que o aborto vai interromper."
Eu sempre acho que é muito fácil para quem está vivo escrever algo deste tipo. Retalhar o corpo de um ser humano pequenino para retirá-lo do útero de sua mãe não deve ser comparado a um assassinato pelos padrões da Folha de São Paulo? Ok. Fornecer remédios, verdadeiras bombas hormonais, para que as mães despejem seus filhos privada abaixo, para a Folha, é um excesso comparar isto a um assassinato? Então tá. 

Mas isto é o que então? O editorial se cala, preferindo reduzir nossa humanidade, ao que parece, à nossa capacidade de sentir dor. Talvez a Folha encare medicamentos analgésicos como "supressores temporários de humanidade" ou algo do tipo.

Como abortistas sempre se enrolam em suas próprias teias, o editorialista nem precisou de novo parágrafo para admitir que o que vai ser morto -- detesto eufemismos e "interromper" é apenas isto, um eufemismo -- é mesmo um ser humano. Ou seja, para a Folha, a morte de um ser humano inocente e indefeso provocada por um outro ser humano não se configura um assassinato, seria um "excesso" utilizarmos este termo. Então tá, novamente. 

É evidente que o editorial teria que tentar esclarecer tais afirmações, mas a coisa toda só fica mais e mais patética, como sempre acontece toda vez que a militância abortista tenta justificar sua visão distorcida do que seja a preservação da vida humana. 

Ao falar de "vida humana em potencial", um termo bem caro aos abortistas, a Folha esquece de dizer o que seria acrescentado ao ser já concebido que o faria se tornar uma vida humana plena. O que seria? A capacidade de sentir dor? Isto beira o ridículo... Mais ainda quando se sabe que este "cuidado" para que o ser humano a ser abortado não sinta dor nem é o equivalene a uma coceirazinha ética dos abortistas, pois este aborto "indolor" para o nascituro serve apenas como justificativa perante o natural e profundo horror da população em geral à tal prática. Isto tem nada de humanismo por parte dos abortistas, é puro cálculo tático.

Mas então o que seria acrescentado a esta tal "vida humana em potencial" para que ela se torne plenamente humana? A Folha não diz... E nem vai dizer, pois isto é apenas uma peça de ficção. A verdade é que a única coisa acrescentada a um ser já concebido para que ele se desenvolva a partir do encontro entre o espermatozóide e o óvulo são nutrientes. Apenas isto. Com os nutrientes necessários, que serão recebidos da mãe, teremos um nascimento dentro de alguns meses. Será então que para a Folha de São Paulo a receita mágica responsável pela transição de vida humana em potencial para vida humana plena é a adição de nutrientes? É sério isto?

O fato é que a Folha faz toda esta ginástica para evitar ter de falar o que é óbvio a todos: que o fato de sermos humanos faz parte de nossa essência. Não se é mais ou menos humano a partir da concepção ou conforme a gestação vai avançando, assim como não deixamos jamais de sermos humano. Somos humanos, mas nunca fomos "potencialmente" humanos, passamos a ser plenamente humanos a partir da concepção.

Mas, como não poderia deixar de ser, a Folha não perde muito tempo tentando justificar filosoficamente sua tese, parte logo para a parte mais cara aos abortistas em geral: a fabricação de dados. Eis o trecho em questão:
"Calcula-se em cerca de 1 milhão o número de abortos realizados anualmente no Brasil. Realizados ilegalmente, no mais das vezes em condições precárias, respondem por quase duas centenas de óbitos maternos por ano."
Quem calculou este dado? A Folha não diz... Onde está disponível tal dado? A Folha não diz... Onde está disponível a informação de mais de 200 mortes maternas anuais devido a abortos feitos em condições precárias? A Folha não diz, e nem vai dizer, pois os dados disponíveis mostram que estes números são bem diferentes do que a grande imprensa insiste em levar ao público. Eis os dados referentes a mortes devidas a abortos disponíveis na página do DATASUS, órgão do próprio governo:

Informações obtidas em 23/03/2013

O dado que é relevante está na última linha (O07), "Falha de tentativa de aborto", e este número passa longe das tais 200 mortes anuais. O que a Folha fez foi juntar todas as causas de mortes maternas relacionadas a aborto e relacionar este número aos abortos ilegais, o que é absurdo, pois há abortos espontâneos, gravidezes ectópicas, etc., que têm nenhuma relação com abortos provocados.

Mas se falta competência à Folha para procurar a informação correta, não lhe falta disposição para amplificar a voz da militância abortista, pois o trecho abaixo parece ter saído da campanha eleitoral do PT, batendo na tecla de justificar o aborto por motivos de Saúde Pública.
"É nesse sentido que não falta razão aos que consideram o aborto como, primordialmente, um problema de saúde pública. Problema que poderia ser muito minimizado, por certo, caso houvesse campanhas de maior informação e de acesso a métodos bem menos traumáticos, como a chamada pílula do dia seguinte."
Fizesse a Folha seu serviço bem feito, poderia ter se dado ao trabalho de obter também na página do DATASUS uma tabela com as diversas causas de morte maternas e veria que a coisa que mais falta aos que consideram o aborto um problema de Saúde Pública é exatamente o que ela alega que eles possuem: razão. 

Eis uma tabela esta informação disponível no DATASUS:

Informação obtida em 23/03/2013
Que coisa... O tal "problema de Saúde Pública" aparece na 29a. posição entre as causas de óbitos maternos! Entre as campeãs da mortandade materna estão causas que poderiam ser resolvidas com um pré-natal de qualidade paras as mães, as devidas condições higiênicas nos hospitais, a disponibilização de mais hospitais para a população, o melhor treinamento do pessoal da área médica, etc. Se a Folha e seus parceiros abortistas estão mesmo tão preocupados com a saúde das mulheres como dizem que estão, não era de se esperar que esta turma desse muita atenção também às outras causas que mais matam as mães brasileiras? Ou será que as únicas mulheres que este pessoal quer salvar são as que procuram abortas seus filhos?

Mas nada disto parece ter sensibilizado a Folha, nada disto faria a Folha ficar bem com a patota do abortismo nacional. Em vez de cobrar do governo que gaste o necessário para resolver o problema da saúde da população, para que dê a devida atenção à saúde materna, a Folha resolveu se juntar à turba abortista e virar seus canhões de retórica vazia e desinformação para os frágeis e indefesos bebês ainda não nascidos. 

Quanta coragem, não? A Folha de São Paulo e o CFM se merecem!





quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Ilze Scamparini e a "pílula ABORTIVA do dia seguinte"

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Ao comentar detalhes sobre o conclave que se aproxima, a jornalista Ilze Scamparini, falou, durante a edição de hoje do Jornal Hoje, da Rede Globo, que 
"Bispos alemães defenderam o uso da pílula ABORTIVA do dia seguinte para as mulheres que são vítimas de estupro". (negrito e destaque meus)
A se confirmar uma tal decisão por parte dos bispos alemães, eles deverão prestar contas ao Senhor Deus por seus atos. Mas não é este o ponto desta postagem...

O ponto principal aqui é elogiar ação da jornalista, sem precedentes na imprensa nacional. Enquanto um veículo como a Folha de São Paulo insiste em divulgar besteiras sobre o assunto, Ilze Scamparini disse em alto e bom som diante das câmeras da rede de televisão de maior audiência no Brasil o que qualquer pessoa honesta pode afirmar sem medo: a "pílula do dia seguinte" é A-B-O-R-T-I-V-A!

Ilze poderia ter omitido a informação, mas graças a Deus não o fez, e assim mostrou-se mais corajosa que certos bispos alemães pelo jeito. 

Para quem tem dúvidas sobre o efeito abortivo deste medicamento, que é uma verdadeira bomba hormonal enfiada no corpo das mulheres, é só ler o que o próprio fabricante informa a quem quiser ver e tiver honestidade suficiente para admitir o que está claro e muito além das ideologias sobre o possível efeito do medicamento que produz:
"It may stop a fertilised egg from attaching itself to the lining of the womb"

[Ela pode impedir a implantação no útero de um óvulo fertilizado]
A Folha de São Paulo pode convocar milhares de especialistas, citar gente da OMS e tudo o mais, mas o fato informado por quem desenvolveu esta bomba hormonal é que esta pílula pode sim causar um aborto e, exatamente por isto, Ilze Scamparini está corretíssima ao dizer que ela é uma PÍLULA ABORTIVA DO DIA SEGUINTE.


sábado, janeiro 12, 2013

BLOG DA VIDA: Um novo blog Pró-Vida!

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Blog da Vida é o mais novo blog Pró-Vida na internet e a grande novidade é que é o primeiro blog sobre o assunto hospedado na página de um jornal de grande circulação nacional, a Gazeta do Povo, de Florianópolis.

O que o próprio nome do blog já deixa claro, é reforçado pela seguinte declaração de Jonatas Dias Lima, proprietário e jornalista do jornal:
"Este não é um blog para a mera exposição de opiniões de lados opostos de um mesmo debate. Como autor do Blog da Vida, deixo claro desde o início que não vejo como moralmente aceitável outra posição que não seja a da defesa incondicional da vida humana, desde a concepção até a morte natural. Esta é a convicção que caracteriza os grupos e manifestantes que se denominam pró-vida, e todas as postagens serão, de alguma forma, relacionadas a essa convicção."
No meio de tanto espaço que é dado na mídia nacional para o abortismo e a Cultura da Morte, é um alento ver um grande jornal dando espaço à divulgação da Cultura da Vida. A Gazeta do Povo está de parabéns pela coragem e desejamos muito sucesso na iniciativa de Jonatas.

Não deixem de acessar e apoiar este blog!


quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Eliane Catanhêde precisa checar seus dados sobre aborto

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A jornalista Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo, precisa urgentemente checar seus dados. Hoje, em sua coluna no site da Folha de São Paulo, ela escreveu o seguinte:
"No caso do aborto, Dilma fica na posição do "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Como mulher, ela precisa avançar na discussão sobre o aborto legal, baseada numa questão de saúde e humanitária --já que milhares de mulheres morrem por abortos clandestinos. Como presidente, ela não pode virar as costas à forte bancada evangélica e principalmente à parcela religiosa da sociedade, que não é nada desprezível."
Como a colunista estava falando de Dilma e de Brasil, imagina-se que ela esteja limitando seus números ao nosso país. Da mesma forma, é de se imaginar, como é comum, que a conta seja o número de abortos anuais. Pois bem, a parte em negrito, as tais milhares de mortes decorrentes de abortos clandestinos, são uma ficção presente na imprensa brasileira e Eliane Cantanhêde só ajudou a mentira se sustenar um pouco mais. 

O caso, porém, é que os números do próprio governo desmentem o que foi divulgado pela jornalista. 

Conforme já foi mostrado aqui em texto anterior, o número de mortes constantes no DATASUS é muito inferior ao que a jornalista divulgou. O que podemos ver de 1996 a 2007 é o que segue na tabela abaixo:



De 1996 a 2007, a média é de 10 mortes maternas anuais. Milhares? Nem perto disto...

Mas quem gosta de ficar fazendo contas macabras são os abortistas. Aos pró-vida, que são o lado da história que prefere preservar tanto a vida da mãe quanto a do bebê, uma morte é sempre um drama e que poderia ser evitada. Aos abortistas, os números de mortes maternas servem de "argumentação" para venderem mais fácil a furada tese de que o aborto é apenas um problema de Saúde Pública. E é exatamente por isto que, para eles, no melhor estilo do PT-quando-era-oposição, quanto pior, melhor.

Típico dos abortistas, também, é simplesmente ignorar que a cada aborto "bem feito" o que é eliminado é uma vida humana. Eis um dado que Eliane Cantanhêde esquece de fornecer... E este sim, com certeza, ultrapassa dezenas de milhares.

segunda-feira, abril 04, 2011

Feministas: ontem e hoje

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sexta-feira, janeiro 14, 2011

Eu, um radical

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Sou um radical.

Não deixo meus cabelos crescerem muito -- e eles crescem rápido! -- e minha barba é feita algumas vezes por semana. Quando muito, quando tenho picos desta minha radicalidade insana, minha barba fica por fazer um semana inteira!

Apesar disto, sou um radical!

Meu guarda-roupa não tem nada de vermelho. Nada. Nada mesmo. Simplesmente não gosto da cor. Nem mesmo a devoção por São Sebastião e por São Jorge me fez gostar da cor. Não gosto e pronto.

E, mesmo com esta falha grave, sou um radical.

Não possuo sequer uma camisa com a famosa imagem do Che Guevara. Motivo: não gosto de assassinos estampados em meus trajes. Tampouco tenho frisson quando vejo Fidel Castro como acontece com muitos. Por que eu, afinal, admiraria um ditador sanguinário, que mantém seu povo na miséria por sua única e exclusiva vontade?

E, ainda assim, sou um radical.

De símbolos não gosto de suásticas, pois me lembram mortes e mais mortes. Tampouco gosto de foices e martelos cruzados, pois me lembram de mais mortes ainda, mortes que ainda se vêem hoje em dia. Acho muito curioso que ainda haja aqueles que dizem que a suástica e a foice-e-martelo são lados opostos. Para mim são ambos a mesmíssima face de uma moeda. Mortes e mais mortes, isto é que são.

E sou eu o radical.

Não coloco bombas, não invado propriedades alheias, não mato em nome de uma ideologia. Mato apenas por motivos práticos: o mosquito que me atrapalha o sono, a formiga que me deu uma ferroada, a barata que invade meu lar e deixa a esposa nervosa. Coisas assim.

Sou mesmo um radical.

Pode ser que talvez esta minha radicalidade toda ainda não seja suficiente... E não é que eu me senti um pouco mais radical neste início de 2011? Pois é! Como se isto pudesse acontecer!

Além de um baita radical, eu me vi, do nada, como um baita admirador de um outro gigantesco radical! 

Segundo a página do jornal "O Estado de São Paulo", o Pe. Lodi, uma das maiores lideranças pró-vida do Brasil, é presidente de um "movimento católico dos mais radicais do País". Faltou apenas o jornalista Roldão Arruda, que nada tem de "foca", dizer o que seria a tal radicalidade de Pe. Lodi e seu "movimento". 

Pega mal um jornalista experiente lançar termos desta forma e esperar que eles ganhem vida própria, não é mesmo? Ou será que ele subitamente deixou de ser jornalista e virou mero insinuador? 

Seria porque o padre usa batina? Seria porque ele prega exatamente o que a Igreja ensina em relação ao aborto? Seria o que exatamente que levou o jornalista a destacar a tal radicalidade do padre e seu movimento? 

Vejamos: não deve ser a questão do aborto, pois o que Pe. Lodi faz é exatamente o que a Igreja, o Papa e os bispos e clero que com ele estão em comunhão pregam: que a vida humana tem uma dignidade que lhe é intrínseca que deve ser preservada, jamais estando a mercê de "decisões individuais" como a que defende a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Tampouco o motivo deva ser porque o padre escreveu contra as tentativas de criminalizar o que muitos vêm chamando de "homofobia". Faltou também o jornalista do Estadão dizer o que seria a já famosa "homofobia". Talvez seja este um dos segredos mais bem guardados das redações da grande mídia no Brasil. Convenhamos que não é nada fácil criar um termo que tem um significado absurdo e o expandir até que nele caiba que até mesmo um sacerdote possa ser acusado de crime se ele apenas repetir um ensinamento milenar e que vem mesmo escrito no coração de cada homem.

Mas é claro que a grande mídia não está nessa sozinha... O que não faltou foi ONG multicolorida para fazer pressão e indicar caminhos nada retos para que este rio de enganação desembocasse no que se chama de PNDH-3.

Mas creio que não é por causa disto que jornalista acusou o padre de radical. Afinal, o que o padre faz que não tenha de ser feito por qualquer católico ciente de sua missão sagrada?

Será que é porque o padre, nem bem Dilma teve tempo decorar seu escritório, já começou a alertar a todos sobre o rumo deste governo? Ah, não... Não deve ser por isto. O Pe. Lodi há muito alerta a todos sobre os governos petistas. E nem é preciso trabalhar no Estadão para saber que Dilma no governo é como um Lula no 3o. mandato, não é mesmo? Palocci, Zé Dirceu, Guido Mantega e outros estão bem aí para mostrar a quem quiser enxergar. E só para quem quiser enxergar.

Mas Roldão Arruda deve entender de radicalidade... No início do ano passado, quando Lula, em seu cálculo eleitoreiro, resolveu jogar para a galera que o aborto e outras questões polêmicas ficariam fora de seu PNDH-3, advinhem quem o jornalista foi procurar? As famosas "Católicas pelo Direito de Decidir"!

Para o jornalista, aquele grupo de senhoras, que não guarda do catolicismo sequer um mísero ensinamento, é voz ativa quando o assunto gira em torno de religião católica. Radical é o padre e seu "movimento". Normalidade são as CDDs e sua luta pelo aborto. Impressionante, não?

Mas a verdade é que o jornalista deu um tiro no pé. Ao chamar de "radical" ao Pe. Lodi, Roldão Arruda não se deu conta que isto é como que um elogio para um católico sério como o bom padre. Talvez quem se incomode com o adjetivo "radical" sejam as "Católicas pelo Direito de Decidir".

O Evangelho, caro jornalista mais despreparado que um "foca", vive-se na radicalidade. É exatamente quando o mundo diz "sim" que dizemos "não"; é quando os jornais lançam vãos louvores aos que entram pela porta escancarada que nós nos apertamos para passar pela estreira abertura que nos resta. E o fazemos exatamente por saber que é este o único caminho, e mesmo debaixo dos maiores impropérios que nos são lançados.

É fácil dar de ombros em relação aos milhões de mortes de crianças abortadas por todo o mundo anualmente. Elas não gritam, não aparecem em manchetes, não pautam textos jornalísticos com pesquisas mentirosas, não arrumam verbas federais e internacionais, não fazem lobby... 


De radicalismos um verdadeiro católico entende bastante, pois o vive diariamente. Talvez não seja bem o radicalismo que vai na mente do jornalista Roldão Arruda, mas fazer o que, não é mesmo? Ele acha que as "Católicas pelo Direito de Decidir" têm alguma parte com o catolicismo! Só por isto dá para saber o quanto ele entende do assunto sobre o qual quer escrever...

Nós, os radicais, insistimos para que os gritos das milhões de vozes silenciadas pelo aborto sejam ouvidas. Eu estou muito feliz com o lado que escolhi. Difícil mesmo deve ser para quem tem que justificar centenas de milhões de mortes de seres inocentes e frágeis.

Não há "direito de escolha" que justifique isto. Mas o que sei eu? Sou só um radical...

sábado, abril 18, 2009

Pílula do dia seguinte: Folha de São Paulo falha feio

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A Folha de São Paulo, em sua versão online, divulgou uma matéria entitulada "Adolescentes desconhecem como funciona pílula do dia seguinte". Como é de se esperar quando estamos tratando com um veículo de tal importância para a imprensa nacional, imagina-se que a Folha cumpriria o papel de infomar aos adolescentes e demais interessados sobre o real funcionamento da chamada Pílula do Dia Seguinte.
Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2009/04/18/pilula-do-dia-seguinte-folha-de-sao-paulo-falha-feio/

terça-feira, abril 15, 2008

Não, não é tudo verdade

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A senhora Ruth de Aquino, redatora-chefe da revista Época, utiliza dados fantasiosos para tentar argumentar sobre aborto. Tentativa vã e desastrada, como de costume entre aqueles que se prestam ao papel de defender o aborto, este verdadeiro holocausto silencioso de nosso tempo.

Aos que lhe alertaram para o erro de utilizar tais dados, ela não teve dúvidas e respondeu que tais dados são, sim, uma estimativa, mas que a fonte é o próprio Ministério da Saúde e da OMS. Para ela, isto basta. Se vem do Ministério da Saúde e da OMS, para a jornalista, então deve ser verdade.

Jornalismo bem chinfirim este da senhora Ruth, pois ela nem mesmo se dá ao trabalho de checar suas fontes. Muito melhor fez a estimada Dra. Zilda Arns, coordenadora nacional da Pastoral da Criança, que entrou em contato com a OMS e soube, da própria fonte, que a OMS jamais fez tal estimativa no Brasil. Ou seja, os dados que a jornalista colocou em seu artigo sobre aborto são tão verdadeiros quanto uma nota de 3 dólares.

Na verdade, verdade mesmo, é tudo mentira.

Em casos assim, é para perguntarmos o que faltou à jornalista. Faltou tempo para pegar um telefone e checar os tais dados? Dificilmente. Imaginamos que uma redatora-chefe tenha alguma secretária ou secretário à sua disposição para fazer um trabalho tão simples como este. Faltou o que, então? Disposição? Provavelmente, pois tirar da cartola os tais mais de 1 milhão de abortos cometidos (sim, crime se comete!) e seguir a onda de ONGs abortistas é bem mais fácil que fazer um trabalho jornalístico digno de tal nome. Faltou boa vontade? Provavelmente, pois os dados inchados que ela quis utilizar em seu artigozinho serviram como uma luva em sua tentativa de argumentação.

A senhora Ruth de Aquino tomou como deixa para seu artigo a exibição de um filme sobre o aborto no Festival "É tudo verdade". Ah... A doce Zona Sul do Rio! Com seus festivais de cinema que abordam questões importantes e fazem as pessoas capazes de tudo absorver sobre uma questão em apenas 72 minutos! Uma hora e pouco de projeção seguido de um papo-cabeça e todos os lados de uma questão são pesados e o veredito está pronto: aborto é um direito! Nada como um bom filme -- nacional, é claro -- para que nossa visão de mundo seja colocada no caminho certo.

Na telona, uma menina estuprada que vai abortar. Apelação? Claro que não! A diretora queria mostrar a crueza da vida, aquela coisa orgânica, que só é totalmente compreendida pela elite cultural paulista ou pelos dândis da Zona Sul carioca. Curioso que estas mesmas pessoas foram os que chamaram o Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz de "fundamentalista", "fanático", "carola", "falso moralista" e outros adjetivos impublicáveis quando ele teve a petulância de levar ao Congresso Nacional filhos concebidos em estupros. Ué, mas isto também não é realidade? Não mesmo! Para este pessoal, a realidade é apenas aquilo que eles querem que seja.O resto é apelação de reacionários, conservadores.

Um bom jornalista denunciaria esta diferença na pesagem e na medida. A senhora Ruth de Aquino prefere calar-se e dar voz aos descolados. Afinal, eles têm uma causa. O aborto é uma causa para tais pessoas, uma causa inconseqüente, uma causa hedionda, mas uma causa. Causa errada.

Um bom jornalista não escreveria a besteira que a senhora Ruth de Aquino escreveu: "No Brasil, o aborto só é legal em casos de estupro ou risco de morte da mãe". Não, o aborto, no Brasil, jamais é legal. Há diferenças entre algo ser legal e algo não ser punido. Mas isto provavelmente não importa à jornalista, pois estes preciosismos jurídicos só atrapalham a causa, não é mesmo?

Ou seja, o artigo da senhora Ruth de Aquino é apenas um emaranhado de dados fictícios com descrições de cenas de efeito emotivo pinçadas de um filme. Não há nada de jornalismo nisto, pelo menos não de jornalismo sério.

Aos que lhe inquiriram sobre o teor do artigo e seus erros, ela escreveu declarando que sua coluna não se prestava a ser um jornalismo objetivo e nem imparcial, que era apenas a expressão de sua opinião. Ok, sem problemas, podemos partir daí.

Na verdade, a jornalista nem precisava declarar tal coisa. Os dados de seu artigo e a superficialidade com que a questão do aborto é tratada deixa bem claro a todos que a objetividade passa bem longe de seu texto. Isto é óbvio a quem a lê. Que ela é parcial, é mais do que claro. Desnecessário que ela esclareça isto também. Mas, se seu texto parte de dados fantasiosos e sua (pseudo-)argumentação é parcial, a senhora Ruth de Aquino quer mesmo ser levada a sério? E por que a levaríamos a sério? Apenas porque ela se emocionou com o drama de tantas mulheres demonstrado no filme? Ok, partamos disto também.

A única coisa que a jornalista deseja é emocionar quem a lê com as histórias deveras dramáticas de mulheres que passam pelo drama do aborto. E, aproveitando desta emoção que é trazida à tona, angariar apoio à causa do aborto. Para ela, mostrar uma menina estuprada e grávida abortando é um caminho válido para criar uma consciência abortista. Mostrar uma mulher humilde que foi denunciada por abortar e esteve algemada é também um caminho que serve à causa.

São cenas emocionantes? Com certeza que sim. E quem há de negar? Mas será que a questão do aborto será mesmo resolvida com a veiculação de imagens que causam emoção? Conhece a jornalista um filme chamado "O grito silencioso" ("The silent scream")? Merecerá ele também um artigo? Ou a cena de um feto lutando por sua vida é apelativa? E um filme como "Juno", será que merece um artigo da jornalista também? A história de uma adolescente que decide levar sua gravidez ao final é apelativa para os parâmetros da patota?

Os números agigantados e fictícios da jornalista falam em mais de 1 milhão de abortos por ano no Brasil. Segundo os números oficiais do SUS, os números totais de mortes decorrentes de todo tipo de complicações em aborto provocados foram 6, 7 e 11 em 2002, 2003 e 2004, respectivamente. Repetindo, são dados do SUS, disponíveis para consulta a qualquer pessoa com acesso à internet.

Nós, pró-vidas, lamentamos cada uma destas mortes, mortes que em sua maioria poderiam ser evitadas se a sociedade resolvesse que tais mães são dignas de serem amparadas durante a gravidez e na criação de seus filhos. Mas a fina nata da sociedade, aquela que vai a festivais de cinema na Zona Sul do Rio, só quer saber de dar o tal "direito" de cometer um crime a estas mulheres. Isto rende filmes, rende festivais, rende pontos na turma.

E será que a jornalista lamenta -- utilizando-se seus números fictícios -- os mais de 1 milhão de mortes causadas anualmente? Ou será que ela imagina que o fruto de um aborto é o que? Mas lamentar o que, não é mesmo? Se ela nem mesmo aborda o ponto principal da questão do aborto em seu artigo: que este é e sempre será a eliminação de uma vida humana.

E se algum pró-vida resolvesse fazer um filme no qual uma pilha imensa de crianças abortadas nas mais diversas fases da gravidez aparecesse? Seria muito apelativo para a patota? Causaria frisson em jornalistas? E, no entanto, tudo isto seria verdade. Uma cruel e dura verdade a que tantos querem virar o rosto. Tomando-se os números da senhora Ruth de Aquino, em 10 anos a pilha de mortos seria de fazer inveja aos carrascos de Auschwitz e Treblinka. Isto só no Brasil.

Há quem chame defender este holocausto de direito à opinião, de democracia. Eu chamo de crueldade, de covardia.