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quarta-feira, maio 06, 2009

Maria Clara Bingemer e seus delírios obâmicos


Maria Clara Bingemer é teóloga e professora da PUC-RJ. Em artigo publicado em novembro do ano passado com o título de "Black is beautiful", a professora produziu um dos mais melosos panegíricos à eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA.

Publicado até mesmo na página da CNBB Regional Leste 1, a professora, pondo a tietagem explícita para funcionar a todo vapor, escreve, logo no primeiro parágrafo, um trecho assim:
"(...) Pois ver Barack Obama vitorioso, dirigindo-se ao enorme palco, diante de uma cidade atapetada de americanos emocionados dizendo ao microfone ‘Alô, Chicago!’ era belo demais de se ver e ouvir."
Mas isto é apenas uma pequena amostra da pieguice provinciana da professora diante de seu falso messias, pois ela vai mais longe em seus delírios obâmicos.
"(...) Um negro foi eleito por larga margem de votos para a presidência dos Estados Unidos. E isso é razão para comemorar, e muito. Sem pudor e sem vergonha. É motivo, sem dúvida, para se acreditar na humanidade."
É isto mesmo! A professora só acredita na humanidade se um negro estiver no poder na Casa Branca. Não exagera quem detectar messianismo rasteiro em tal pensamento. E é tão rasteiro que até mesmo deixa de lado o fato de que Obama, subitamente, até mesmo perdeu a parte branca de seu sangue. De mestiço, de filho de mãe branca e pai negro, Obama virou um negro puro-sangue, talvez porque assim fica mais fácil elevar o mito do novo messias das esquerdas, o mesmo mito que leva o povo brasileiro a achar Lula um trabalhador.

Mas à professora não basta apenas derreter-se por amores a seu messias... Ela também aproveita para cutucar o adversário de seu amado:
"Duvidei que as pretensões democráticas dos americanos fossem sérias. Duvidei que o americano comum de classe média, na hora H de votar, fosse optar pelo negro Obama, ainda que alto, bonito, elegante e carismático. Achava que na última hora o veterano McCain, que não tem nenhum patrimônio a exibir além das quatro guerras que guerreou, levaria a eleição."
Pois é... A teóloga Maria Clara Bingemer tem muito a ensinar aos norte-americanos sobre "pretensões democráticas"! E a receita dela é curiosíssima: tem que ser "alto, bonito, elegante e carismático"! Eis os atributos democráticos de um candidato ideal, não é mesmo? Podemos imaginar que a professora tenha votado em Fernando Collor quando este concorreu à presidência. Ou não... Quem sabe se ele se bronzeasse um bocadinho só, não é mesmo?

E segue neste tom o artigo da teóloga. É coisa de fã feita com carinho para outros fãs. É um texto produzido para levar às lágrimas quem o lê. Lendo-o, ficamos quase com a impressão de que um ditador foi posto para fora do poder, e, no entanto, George W. Bush ganhou limpamente nas urnas as duas eleições anteriores, mesmo tendo a ampla maioria da mídia contra si e apesar da chiadeira de tanta gente, gente como Michael Moore, um dos maiores mentirosos e manipuladores formadores de opinião da sociedade atual.

O artigo da teóloga poderia facilmente receber um daqueles slogans tão ao estilo dos anos 60: "Um outro mundo é possível". Sim! Um mundo construído sob a batuta de Barack Obama. É uma outra época que se inicia! Lendo o artigo da professora, parece que a qualquer momento será proposto que até mesmo nosso calendário seja adaptado para acolher este acontecimento ímpar na história mundial. Afinal, estamos no ano 0 da era Obama! Delírio total, não?

Sim, delírio total mesmo! Mas não o delírio do tipo que a professora Bingemer infantil e ridiculamente colocou em seu texto. É um delírio perverso mesmo, coisa de quem não tem a menor idéia do que a eleição de Obama significa para milhões de crianças que perderão suas vidas para que acadêmicos possam salivar de prazer pela satisfação de seus desejos pueris de combate ao "Grande Satã".

"Sem pudor e sem vergonha", Barack Obama, ainda na primeira semana de seu governo, reverteu a "Mexico City Policy", legislação que impedia que recursos federais fossem utilizados para a promoção e também a execução de abortos em outros países. Desnecessário dizer o quanto inúmeras ONGs abortistas vibraram com tal medida, o mesmo acontecendo com multinacionais do aborto, tais como a Planned Parenthood. A teóloga sabia disto?

"Sem pudor e sem vergonha", Barack Obama, durante o aniversário de 36 anos da decisão do julgamento "Roe x Wade" (que abriu as portas para a liberação do aborto nos EUA), celebrou-o como um marco da proteção aos direitos reprodutivos. O presidente apenas esqueceu de lamentar as mais de 50 milhões de crianças mortas em abortos (só nos EUA) desde a infame decisão. Será que a teóloga sabia disto?

"Sem pudor e sem vergonha", Barack Obama está propondo a retirada de proteções jurídicas que visam respeitar a consciência de pessoal e instituições da área médica que se recusarem a fazer abortos. Isto torna-se ainda mais impressionante quando pensamos que os abortistas dizem que o aborto deve ser uma "escolha" da mulher. O autoritarismo que procura até mesmo impedir cláusulas de consciência mostra bem até que ponto tais pessoas estão dispostas a ir. A teóloga sabia disto?

"Sem pudor e sem vergonha", Barack Obama liberou a utilização de recursos federais para pesquisas com células-tronco embrionárias humanas, e isto mesmo após as pesquisas com células-tronco adultas já terem se mostrado muito mais proveitosas e com melhor potencial do que as embrionárias. A teóloga sabia disto?

"Sem pudor e sem vergonha", Barack Obama e seus comandados, durante um encontro na Casa Branca sobre o Sistema de Saúde, recusaram-se a chamar quaisquer grupos pró-vida. Já o contrário não aconteceu: vários grupos abortistas, entre eles a Planned Parenthood, o maior negócio abortista dos EUA, foram convidados para o encontro. Tal decisão mostra, nitidamente, o valor que Obama dá a quem luta para que a vida seja valorizada em todos os momentos. Será que a teóloga sabia disto?

"Sem pudor e sem vergonha", Barack Obama distribuiu altos cargos de sua administração entre conhecidos militantes pró-aborto. A teóloga estava ciente disto?

Tudo isto e mais alguma coisa aconteceu apenas durante os primeiros 100 dias do governo de Barack Obama. Surpresa? Nenhuma... Para quem teve curiosidade para conhecer o histórico do senador Obama e o que ele prometia caso vencesse a eleição, isto, definitivamente, não é surpresa; é, antes, uma triste coerência com seu já mais do que lamentável posicionamento abortista.

Posicionamento este que é tão abortista até o ponto de Obama votar contra o banimento de um procedimento de abortamento chamado de "Aborto por Nascimento Parcial", uma coisa que é tão incrivelmente horrível que uma pessoa pode se ver em sérios apuros para diferenciar tal procedimento de infanticídio puro e simples. Pois não é que Obama lutou o quanto pôde para que tal banimento não acontecesse?

É por isto que esta série de medidas favorecendo o aborto, tanto nos EUA quanto em outros países, já nos primeiros 100 dias de sua administração não surpreende ninguém que olhe para Obama sem se importar com a cor de sua pele, mas, sim, com a podridão de suas idéias, principalmente em relação à preservação da vida, e da vida dos mais frágeis e inocentes.

De fato, a cor da pele de Obama só importa mesmo para quem quer fazer vista grossa para o que ele fez e faz para favorecer o aborto. Para estes, é muito mais fácil cantarolar "Black is beautiful" afetando uma admiração adolescente do que encarar a obra de seu falso messias e suas medidas de favorecimento do aborto, que contribuirão para aumentar ainda mais este terrível holocausto.

Tudo isto, claro, "sem pudor e sem vergonha".

9 comentários:

Antonio disse...

Obama incomoda porque é negro. Vários outros países liberaram o aborto e não vi nenhuma campanha contra eles. Na própria Itália o aborto foi descriminalizado por plebiscito e não vejo ninguém falar nada. Indignação seletiva é recurso dos fracos.

William Murat disse...

Bem... Várias coisas me "incomodam" em Obama. A principal delas é seu abortismo extremo. Qualquer jornalista de fundo de quintal sabe que ele é o presidente mais abortista que já pisou na Casa Branca, mais até que seu antecessor democrata, Bill Clinton, o que não é pouca coisa.

Já coisa que não me incomoda nem um pouco é ele ser negro. Aliás, ele nem mesmo é negro, é mestiço; mas fica melhor divulgar que ele é negro pois dá para arrumar mais voto assim e também fazer as alegrias de acadêmicos deslumbrados.

E não é porque uma coisa não é enxergada sei lá por quem que ela não exista. Indignação contra os favoráveis ao aborto em qualquer país sempre existiu e existe, vide Portugal e Espanha, os mais recentes. No caso de Obama, a mais do que conveniente colocação deste extremismo abortista em segundo plano pela mídia, coisa calculada para não atrapalhar sua votação, e também o carnaval midiático que ele arrastou é que torna mais absurda ainda a situação.

Recurso dos fracos, na verdade, é se aproveitar da fragilidade de um ser humano ainda no ventre de sua mãe para cruelmente dar fim à sua vida.

[]'s

Gabriel Resgala disse...

Olá Murat!

Tô passando aqui para divulgar um vídeo que fizemos em resposta ao documentário abortista "O Fim do Silêncio", que será amplamente divulgado em escolas e ONGs do país...

http://vivopelavida.com.br/2009/05/05/fim-do-silencio-ou-grito-silencioso/

Precisamos denunciar essa vergonha patrocinada pelo Governo Federal...

grande abraço!!

Gabriel
www.vivopelavida.com.br

PS: vixemãe, essa Bingemer é um caso complicado.. infelizmente estamos cheios de gente assim na nossa igreja.. mas fazer o quê, é a influência da TL radical, temos que ter paciência e pensar que esse povo ainda pode acordar pra vida...

Eduardo Araújo disse...

Isso mesmo, William: recurso dos fracos - e eu acrescento, dos cínicos - é ASSASSINAR UM SER HUMANO NÃO NASCIDO, crime ignominioso que atende pelo nome de aborto.

Assassinato cínico, estúpido e covarde.

E quantos recursos dos fracos notamos nas pseudo argumentações que tentam dissimular o caráter cruel desses assassinatos para acobertá-lo sob a capa de um humanitarismo, que não passa de cretinice elevada ao infinito.

E recurso dos fracos também é pretender rebater toda e qualquer crítica a Obama com acusações imbecis de preconceito racial. Quer dizer: Obama pode fazer o diabo na Terra, matar seres humanos que não podem se defender, subsidiar a nojentíssima indústria abortista e se alguém critica logo, logo surge um com essa imbecilidade de que o presidente americano incomoda porque é negro. Aliás, acusar outrem de preconceito racial, sem provas cabais, redunda em calúnia grosseira e leviana.

E mais: sem dúvida, a descriminalização do aborto, onde quer que seja, é plena de indignação. Mas, no caso em apreço, não se trata simplesmente de grupos de pessoas e sim do dirigente da nação mais poderosa do planeta, que tem voltado para si o foco midiático do mundo todo.

E esse dirigente tem feito declarações públicas, inclusive ameaçando solapar a autonomia que os estados americanos possuem de definir-se quanto ao problema do aborto, para impor uma política de assassinato de seres humanos indefesos, sob a égide da maldita indústria abortista.

Quanto aos que se opõem, esse dirigente, no "melhor" estilo Lula, vem à mídia rotulá-los de terroristas, demonstrando o viés totalitário por trás da figura santificada por pessoas como a referida téologa.

Como, então, calar-se diante disso? E o que toda essa problemática tem a ver com racismo? Só mesmo na mente medíocre e leviana dos adoradores desse presidente americano, que não suportam um mínimo que se diga contra o seu objeto de idolatria.

Antonio disse...

Isso é indignação seletiva: George W. Bush com suas guerras matou milhares de pessoas, e não vi nenhum post de protesto contra ele. Repito: Obama incomoda porque é negro, os conservadores não engolem um não-branco na Casa Branca (apesar do trocadilho infame)...

William Murat disse...

É... Comparar mortes em guerras com mortes por aborto faz muito sentido só mesmo para quem admira Obama. Diga-se também que a comparação não procede nem em termos qualitativos e nem em quantitativos.

Repito também: a um pró-vida, o que incomoda em Obama é seu extremismo abortista. O mesmo que acontecia com Bill Clinton. A cor da pele só importa aos que querem calar a parte contrária com acusações levianas e descabidas.

E aqui vai um aviso. Se for para ficar batendo o pezinho e repetir pseudo-argumentos já respondidos, é melhor que se abstenha de comentar.

[]'s

Matheus Cajaíba disse...

Ô seu Antonio idiota, saiba quem na verdade é Barack Obama: o cara é ladrão, corrupto, vigarista, mentiroso, amigo e financiador de genocida africano, falsário. É a versão norte-americana do Fernando Collor - aliás, Collor é batedor de carteira perto dele. Obama seduz patetas como você justamente por ser negro. Você é uma besta quadrada, mais um tipinho ignorante manipulado pela grande mídia, que sai arrotando por aí que "não tem preconceito", mas você não sabe nada, é um perfeito imbecil, manipulado, um burro da pior espécie - daquele que relincha de agradecimento todas as vezes que assiste tv e é devidamente enganado pela Globo, ou lê jornal e se sente feliz em ser ludibriado pela Folha de São Paulo.
O fato de Obama ser negro não quer dizer que ele seja honesto ou o contrário; quer dizer apenas que ele é negro. E qual o mérito disso? Qual o mérito em alguém ser negro, branco, amarelo, vermelho, cor de burro quando foge? Se quiser discutir, leia isso aqui, http://www.abacaxiatomico.com.br/?p=906, palhaço. Outra coisa: quem fundou a KKK (sabe o que é isso, seu cretino?) foram liberais ligados ao Partido Democrata e quem aboliu a escravidão foi um Republicano, conservador, Lincoln. Você não sabe nada de Estados Unidos e vem arrotando o quê, seu debilóide? Você não tem a menor idéia do que seja um conservador, seu vagabundo.
Os maiores promotores do aborto, os democratas, os liberais, que devem ser seus queridinhos (um gambá gosta do cheiro do outro) são os defensores da eugenia, do extermínio da população negra ainda no ventre das mães - mais de 40 por cento dos abortos que acontecem nos Estados Unidos são de crianças negras, quando são apenas 15 por cento da população total... Obama é tão vagabundo, inescrupuloso, mau-caráter que é contra as pessoas de sua cor. E você é tão burro que fica repetindo igual um retardado: "Obama incomoda porque é negro". Incomoda a quem, estúpido? Você já viu alguém falar mal do Obama na grande mídia? Nos grandes órgãos de imprensa? Não, claro que não! E justamente pelo fato de ele ser negro, falar mal dele automaticamente se torna proibido, é politicamente incorreto falar mal de um negro, não é mesmo?
Obama não incomoda ninguém! Ele é o presidente do establishment, de Wall Street, da grande imprensa americana, do George Soros. Eles criaram esse farsante para passar a perna em bobocas como você, caprichando na embalagem: "ele é negro".
Obama incomoda por ser um canalha e você incomoda por ser burro, muito além do tolerável.

William Murat disse...

Caríssimo Eduardo Araújo:

Como sempre, teu comentário atinge o ponto!

É um dos recursos mais idiotas a tentativa de calar as vozes contrárias a Obama com a vazia acusação de racismo. Isto, como você bem disse, é coisa de idólatras tentando proteger seu ídolo.

Mas é compreensível o incômodo que muitos sentem ao ver as verdades sobre quem é realmente Obama virem à tona... Em uma época em que a informação está disponível a todos, posar de bobo pega mais mal ainda, e é por isto que, à falta de defesa, alguns pensam que repetir indefinidamente os absurdos já respondidos poderá criar uma "verdade".

Claro que isto só faz sentido na cabeça de quem acredita em Obama...

[]'s

William Murat disse...

Caro Matheus:

Muito obrigado por trazer dados sobre esta farsa chamada Obama!

E a última frase serve de resposta a todos os amantes de Obama.

Mas o mais engraçado é que tem gente que pula um bocado ao se ver parte de uma farsa. Seria mais correto se mudassem de posição, mas o que gostam mesmo é de espernear babando de raiva.

[]'s