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sexta-feira, janeiro 22, 2016

Na Marcha pela Vida nos EUA, os jovens dão o recado!

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"Uma vida é tirada.
Muitos corações são partidos."

Como ocorre todo ano desde 1974, hoje mais uma vez aconteceu em Washington D.C., a capital dos EUA, a "Marcha pela Vida".



"ABORTO: 1/3 de nossa geração está faltando"

"Terroristas mataram 3000 desde 1990.
Abortistas mataram 4000 desde ONTEM."

"Eu AMO mulheres e bebês!" 
"É assim que se parece uma FEMINISTA PRÓ-VIDA!"

"Pró-Vida - Pró-Mulher - Pró-Amor"

"Pode me chamar de extremista, mas eu penso que o desmembramento é errado"

"Esta feminista se opõe à discriminação por desmembramento"

"Espero que minha mamãe seja pró-vida"

"Todas as vidas são importantes"

"Somos todos humanos, certo?
Cada vida humana possui o mesmo valor e vale a pena ser salva."

"Um amor, dois batimentos.
Mal posso esperar para encontrar meu filho em 123 dias!"

"Uma pessoa é uma pessoa, não importa o tamanho"

Os jovens são a maioria 


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Fonte das imagens: 35 of the Most Interesting Signs at the March for Life

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Desordem moral, a raiz de nossos males

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No dia 7 de fevereiro de 2007, há 8 anos portanto, falecia de forma absurdamente cruel o menino João Hélio, de 6 anos de idade, nas violentas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Alguém se lembra? Talvez poucos, bem poucos mesmo.

Um menino arrastado e despedaçado ao ser levado pendurado em um carro com criminosos em fuga não bastou para interromper o carnaval carioca, que aconteceria duas semanas depois. Em uma postagem de 2011, quando dos 4 anos da morte de João Hélio, assim escrevi:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.

Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. (...)"
Pelo jeito o menino João Hélio virou estatística, pois nada da indignação causada por aquela morte crudelíssima parece ter restado.

Onde, aliás, ficou a indignação da sociedade brasileira quando no dia 3 de janeiro do ano passado a menina Ana Clara, também de 6 anos, teve 95% de seu corpo queimado em ato de terror contra o ônibus no qual ela viajava com sua mãe. Este ato foi cometido por menores de idade a mando de encarcerados do sistema prisional do Maranhão. A menina veio a falecer 3 dias após o ataque.

Houve alguma indignação profunda em nossa sociedade? Algo foi feito para que casos assim possam ser minimizados ou não voltem mais a ocorrer? Nada.

E nossa sociedade vai, ano após ano, perdendo sua sensibilidade... Na madrugada deste Domingo, na cidade de Jaguarão, no RS, uma adolescente de 16 anos morreu atropelada por um caminhão de Trio Elétrico. Não entro no mérito do que aconteceu, principalmente por respeito aos familiares, mas o que aconteceu após o acidente é de estarrecer, conforme relatado pela página da revista Veja:
"Ainda de madrugada, a prefeitura da cidade suspendeu os festejos. Entretanto, já na tarde deste domingo a programação teve autorização para ser retomada. Durante os eventos, haverá um minuto de silêncio em homenagem à jovem."
Certo. Uma jovem morre na "festa" e a reação é retomar tudo de onde parou. Que tal desviar um trio elétrico para passar na porta do cemitério também? Que tal uma batucada no velório? A canalhice do carnaval carioca e suas "homenagens" ao menino João Hélio parece que vem fazendo escola Brasil afora.

Melhor, bem melhor, fez o bloco cujo caminhão de Trio Elétrico atropelou e matou a jovem gaúcha. Em nota oficial, o bloco declarou:
"Apesar de a menina não ser integrante do trio elétrico Marajás do Trago, estamos extremamente abalados e não temos condições psicológicas de continuar com os desfiles no Carnaval de 2015."
E quem teria condições? Um bloco de carnaval -- "Marajás do Trago"! -- mostra mais tutano moral que a administração pública de uma cidade. Que tempos!

E é bom que se diga que Jaguarão é uma cidade de menos de 30.000 habitantes. Ou seja, nem mesmo a impessoalidade e o egoísmo típico das grandes cidades podem servir de desculpa. E é claro que o problema não é Jaguarão, o problema é o Brasil, é nossa desordem moral, esta força que está nos corroendo por dentro e que nos impele ao que é errado, que nos cega e impede que vejamos o que é correto. 

Um dos exemplos desta desordem é um vídeo que apareceu esta semana nas redes sociais. Nele era mostrado o resultado de um acidente em uma estrada no Brasil e podia-se ver pessoas saqueando a carga do caminhão que havia sofrido o maior dano. Conforme o veículo da pessoa que estava filmando a cena ia ultrapassando o caminhão que estava sendo saqueado, podia-se ver o frenesi dos saqueadores em tomar para si a maior parte possível da carga. A grande surpresa é que quando é filmada a cabine do caminhão que estava semi-destruída podia-se ver o motorista preso ás ferragens, provavelmente morto, ou desacordado e precisando de ajuda. E ninguém o ajudava, caso necessitasse, ou ninguém mostrava o mínimo de respeito por uma pessoa que havia acabado de falecer. Nada. A única coisa que importava era o roubo, o crime, o levar vantagem tão típico nosso. Foi coisa de embrulhar o estômago ver homens portando-se de forma pior que animais.

É esta desordem que devemos combater, pois é ela a raiz de inúmeros males; males que vêm deixando um rastro de crianças mortas de forma cruel, tais como João Hélio, Ana Clara e inúmeras outras; males que levam as mulheres a encarar o aborto como se solução fosse para algo. Nesta desordem moral quem mais sofre são os pequeninos, são os frágeis, são os necessitados; estejam eles no ventre de suas mães, no banco de trás de nossos carros, ao lado de sua mãe em um ônibus ou até mesmo na cabine de um caminhão de carga. Esta desordem moral nos atingirá a todos.



terça-feira, outubro 14, 2014

"(...) todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto"

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O ex-deputado petista Luiz Bassuma, que, na prática, foi expulso do PT por defender a vida explica em vídeo como foi o processo em que ele foi alvo da militância a favor do aborto dentro do PT.

Segundo suas próprias palavras:
"Em 2007, em seu Congresso, (...) [o PT diz que] A partir de agora todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto."

Infelizmente, muitos católicos brincam com sua fé em épocas de eleições, assim como muitos o fazem durante o Carnaval, e a despeito de tudo o que já se tornou conhecido nos últimos anos nos governos Lula e Dilma em relação aos ataques diretos à vida e á família, insistem em dar seus votos a uma corja que é o símbolo da Cultura da Morte contra a qual devemos lutar.

Parece que nem mesmo a palavra de um Papa pode impedir certos "católicos" de prestar culto a seus ídolos. É sempre bom relembrar o que já nos ensinou o Magistério da Igreja sobre o assunto:
"(...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como «ação», se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã." [S.S. Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno]

E, no mesmo documento, o Santo Padre ensinou de forma claríssima:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." [negrito meu]

Percebe-se que o Santo Padre utilizou palavras fortes, mas ainda assim ele teve o cuidado pastoral necessário com seu rebanho. E não é que há gente que resolve deixar pontos importantes, entre os quais a defesa da vida humana é o principal, de lado para ajoelhar-se junto ao altar de um partido político? Isto tem nome: é idolatria.

Mesmo que uma pessoa segundo sua ótica não veja diferença entre ambos os adversários no segundo turno destas eleições, é inegável que o assalto à vida humana não-nascida e à família que pudemos testemunhar nestes últimos anos pode levar até mesmo a alguém ter de se deparar com a situação de escolher o mal menor. E como alguém pode justificar que o mal menor seja votar no PT estando ciente de tudo o que pudemos assistir recentemente?

Salta aos olhos também a arrogância dos que colocam sua fé no partido acima da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Santa Igreja. Como um exemplo acabado disto podemos ver o que aconteceu na página Paraclitus, uma conhecida e frequentada página no Facebook. Em uma postagem recente, uma mensagem na qual eram disponibilizados diversos vídeos e textos demonstrando claramente os ataques do PT e da ideologia que ele representa à família, à vida nascente, aos mais básicos princípios cristãos de moral e bons costumes causou revolta em vários de seus leitores. Seguem alguns exemplos:


Esta provavelmente não conhece as palavras firmes do Magistério sobre quem apóia partidos de linha socialista e comunista. Tampouco a leitora se dá conta da gravidade da situação atual, na qual a vida nascente é alvo de várias iniciativas de partidos de esquerda, principalmente do PT. A moça se diz católica, mas ao mesmo tempo não sabe o mínimo sobre como atuar politicamente tendo sua fé como guia.



Esta sequer sabe o que seja heresia. E para ela ainda tem o agravante de que ela acha mesmo que quem quer acabar com o processo democrático no Brasil é quem denuncia o PT, mas não o próprio PT com o Mensalão, com o Petrolão, os ataques à família, etc.



Posicionar-se, para esta leitora da página Paraclitus, é impor a vontade. Ela acha que um católico dono de uma página no Facebook deve ser imparcial. Talvez ela seja também devota de São Pilatos, que resolveu lavar as mãos e permitir a condenação de um inocente. Dizer que um católico não deve votar no PT é uma obra de caridade e sinal de que os administradores da página têm cuidado com as almas de seus irmãos, pois quem conhece a palavra do Magistério e o histórico dos partidos de esquerda em seus ataques às liberdades religiosas sabe que, exatamente como disse o Papa Pio XI, um "bom católico" não apóia tais partidos.



Esta foi impressionante em sua virulência. Chama o administrador da página de "ditador" apenas porque ele tem um posicionamento claro. Ela condena o que chama de julgamento, mas logo em seguida não hesita em rogar uma praga, dizendo que o Espírito Santo fará sentir sua força sobre os administradores da página. Pois é... A idolatria tem mesmo este efeito cegante sobre os idólatras. Talvez ela acredite que Pio XI, que foi "apenas" o Vigário de Cristo, devia ser um baita ditador por ter dito o que disse sobre o apoio a partidos esquerdistas.

Em resumo, é de embasbacar o baixo nível dos católicos brasileiros ao tratarem de política. Não é à toa que viram presa fácil de discursos populistas como o de Lula, Dilma e do PT. 

O Senhor Deus deu-nos o livre-arbítrio não para que o utilizássemos como um estandarte para nossos erros, mas porque ele deseja que nós de livre coração queiramos nos unir a Ele. Ele sempre espera mais de nós e para nos ajudar ainda deu-nos o um "doce Cristo na Terra", nas palavras de Santa Catarina de Sena sobre o Papa. E muitos católicos afastam-se das palavras do Magistério para juntar-se ao discurso de partidos políticos que vêm atacando a vida humana nascente e a família?

Quem deseja permanecer no erro e chafurdar na lama, pois que o faça, mas não queira utilizar seu "catolicismo" como justificativa. O ponto máximo da liberdade para um católico é ser servo de Cristo. E se alguém ignora o mínimo sobre sua fé em relação à sua participação política, deve o quanto antes parar de tentar justificar suas escolhas utilizando sua fé ou uma suposta liberdade que se sobrepõe até mesmo ao ensino ortodoxo da Santa Igreja.


quinta-feira, agosto 21, 2014

Aborto, o tema esquecido nas eleições

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Ainda acontecem abortos no Brasil? A julgar pelas campanhas eleitorais, parece que o Brasil é praticamente o único país no mundo onde este crime hediondo não acontece. Os esquerdistas, que se dizem tão democráticos e dispostos ao debate, vêm conseguindo esconder o tema do aborto da campanha eleitoral, tudo, claro, com a conivência da grande mídia.

Esquerdistas em geral, e mais especificamente os petistas, sabem que o tema do aborto lhes é amplamente desfavorável, visto que a população brasileira é majoritariamente contrária à liberação deste crime contra a vida humana. 

Nas eleições passadas, o poste Dilma Rousseff sentiu um solavanco em sua campanha quando o tema aborto finalmente apareceu. Seu comando de campanha teve que elaborar uma carta de Dilma dirigida aos religiosos ("Mensagem da Dilma") para tentar acalmar os ânimos. "Acalmar os ânimos" no dialeto petista quer dizer mentir o quanto for necessário, pois em trechos da referida carta ela diz coisas como:
"Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto."
No dia seguinte à eleição de Dilma, o Diário Oficial da União publicou um adendo a um termo de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz para estudos visando a despenalização do aborto (veja em "De boateiros e mentirosos"). Apenas 1 dia após a eleição de Dilma e o governo petista já abria novamente a porteira abortista!

Como o afã petista na busca pela total liberação do aborto no Brasil jamais é aplacada, Dilma Rousseff tomou posse e colocou no cargo de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres a senhora Eleonor Menicucci, uma mulher que não apenas é militante pelo aborto, como admitiu ter realmente feito abortos na Colômbia, mesmo sendo esta uma prática criminosa naquele país. E Dilma, que se diz "pessoalmente contra o aborto", coloca uma mulher destas em uma pasta de política para as mulheres?

Mas como mentira de petistas nunca vem sozinha, eis um outro trecho da carta divulgada por Dilma:
"Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País."
Claríssimas palavras e, no entanto, totalmente mentirosas, como ficou claro quando covardemente apenas 3 dias após o encerramento da Jornada Mundial da Juventude e quando o Papa Francisco já se encontrava longe do Brasil, a presidente Dilma sancionou sem qualquer veto o que ficou conhecido como Lei Cavalo de Tróia (Lei 12845/2013), pois ficou claro a muitos do meio pró-vida -- infelizmente, não a todos -- que esta lei era apenas uma preparação para a liberação do aborto através de meios obscuros fora do escrutínio da opinião pública. Isto foi recentemente confirmado quando da iniciativa do Ministério da Saúde em publicar uma portaria que procurava liberar o aborto a pretexto de atender mulheres vítimas de violência sexual, utilizando como justificativa a Lei Cavalo de Tróia, exatamente como previsto por vários do movimento pró-vida. Felizmente, e talvez por estarmos em ano eleitoral, a iniciativa foi revista. Por enquanto.

Ou seja, as afirmações da candidata Dilma Rousseff que foram encaminhadas a religiosos -- já veremos quem eram os tais religiosos -- foram rematadas  e deslavadas mentiras, ditas apenas com o objetivo de ganhar uma eleição, como é tradicional entre a maioria dos políticos brasileiros, principalmente petistas e esquerdistas. 

Mas como para a sobrevivência de qualquer mentira é preciso que haja aqueles que queiram levá-la à frente, um grupo de religiosos e intelectuais resolveu divulgar carta de apoio à então candidata. Entre os religiosos, como não poderia deixar de ser, estava a fina flor do câncer da Igreja no Brasil, a Teologia de Libertação. Nada menos que 7 bispos católicos encabeçavam a lista dos que assinaram o documento, sem contar outros nomes tristemente conhecidos não pela sua fidelidade à Santa Igreja, mas por sua incansável disposição em buscar sua destruição, tais como o arroz-de-festa Frei Betto, a teóloga favorável ao aborto Ivone Gebara, e também políticos oportunistas no meio católico como Alessandro Molon.

É altamente recomendável a leitura do texto da carta divulgada pelos religiosos e intelectuais. Nela podemos ver até que ponto é capaz de ir a desfaçatez de quem quer enganar a população para atingir seus objetivos. Basta o primeiro trecho da mesma para que a mentira salte aos olhos de quem a lê:
"1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como "contrárias à moral".
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: "se nos calarmos, até as pedras gritarão!" (Lc 19, 40)."
Ver bispos assinando uma carta destas, uma carta que chega ao cúmulo de utilizar trechos do Santo Evangelho e cujo teor é baseado na claríssima mentira de que Dilma Rousseff não seria favorável ao aborto, coisa afirmada pela própria muito antes do início da campanha eleitoral, dá bem uma idéia de a quantas anda a Igreja no Brasil. As atitudes de Dilma como presidente deixaram bem claro a todos quem afinal estava mentindo. No texto "De boateiros e mentirosos", está exposta a mentira a que bispos, padres, religiosos e políticos católicos se renderam para ajudar Dilma Rousseff a se eleger.

***

E, passados já 4 anos, e com a sanha abortista do PT a todo vapor, curiosamente o aborto não é assunto de campanha. A CNBB, a mesma que tristemente optou pelo veto parcial ao PLC 03/2013, não dá um pio sobre o assunto, o que seria muito simples, dado todo seu aparato de Comunicação Social e sua penetração junto à mídia. Claro que isto acontece quando há vontade, não é mesmo? Quando há "sem-terras" querendo bagunçar a CNBB arruma tempo; idem quando o que se pretende é preservar a cultura do infanticídio ainda presente em alguma tribos indígenas. Só o que não se consegue é a CNBB arrumar tempo para fazer que a defesa da vida seja um tema importante na eleição presidencial e parlamentar.

E assim vamos indo... Dilma Rousseff, a queridinha da Teologia da Libertação, tão querida que até arruma bispos e padres que assinem uma carta eivada de mentiras para enganar os eleitores, não é confrontada com suas mentiras sobre a questão do aborto. E também os outros candidatos tampouco são perguntados intensivamente sobre seus posicionamentos sobre esta questão importantíssima.

terça-feira, outubro 01, 2013

Bispos da Regional Sul 2 defendem a vida!

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Uma ótima notícia! Os bispos da Regional Sul 2, reunidos em Maringá-PR, emitiram um comunicado com um firme posicionamento pela vida humana e contra o aborto.

Aproveitando a ocasião da Semana da Vida, que acontece entre os dias 1o. e 8 de outubro, os bispos daquela regional redigiram um texto com palavras fortes e inequívocas, tais como:
"O ser humano, desde a fecundação e em todas as fases da vida, até seu fim natural, tem direito a todos os cuidados por parte da gestante, da família, da medicina e das autoridades políticas. A vida é única, original, sagrada, bem primário e fundamental da sociedade."

Os senhores bispos também lembraram duas santas mulheres, que lutaram pela dignidade da vida humana, cada uma segundo sua própria vocação: Santa Gianna Beretta Molla e a Dra. Zilda Arns.
"Interceda por nós Santa Gianna Beretta Molla, recentemente canonizada, mãe e médica pediatra, padroeira da vida e da família, que recomendava a seus médicos: "Entre a minha vida e a do meu filho, salvem a criança". Lembramos as últimas palavras da Dra. Zilda Arns: "Os pássaros fazem seus ninhos no alto das árvores para defender seus filhotes". Promover, defender e cuidar da vida desde a fecundação até seu fim natural, é nossa missão."

Parabéns aos senhores bispos da Regional Sul 2! E esperamos que mais bispos tomem consciência da profunda urgência da defesa da vida, que vem sendo tão atacada nos últimos anos.


domingo, setembro 29, 2013

Absurdo! Faculdade Jesuíta de BH chama militante abortista para Simpósio Teológico!

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Santo Inácio de Loyola, fidelíssimo à Santa Igreja,
o que parece não ser o caso de muitos jesuítas atuais
Que dizer sobre a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte? Basta um único exemplo: sei através de fonte fidedigna que uma jovem já abandonou sua fé após lá estudar. Simples assim.

Se os jesuítas sob o comando de Santo Inácio de Loyola saíram pelo mundo evangelizando povos que sequer haviam ouvido o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, desbravando fronteiras e enfrentando perigos ao custo da própria vida, tudo "AD MAIOREM DEI GLORIAM" ("Tudo para a maior glória de Deus"), os jesuítas de BH parecem mais interessados em jogar no time contrário ao da Santa Igreja, pois segundo o texto que vai abaixo e que foi divulgado através do Facebook, uma das convidadas para apresentar um seminário do IX Simpósio Internacional Filosófico-Teológico é a Professora Roseli Fishmann, conhecida militante pró-aborto, que faz parte do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA), grupo que tem entre seus membros até mesmo gente ligada ao grupo abortista "Católicas pelo Direito de Decidir".

Sobre a Professora Roseli Fischmann, eis um pequeno resumo que retirei do blog do Professor Angueth:
"A Dra. Fischmann faz parte do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA), que “conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e seu foco é capilarizar a discussão do tema do aborto sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime.” Entre seus participantes o GEA declara outras organizações, como por exemplo, as Católicas pelo Direito de Decidir e o Ipas Brasil, que possuem a mesma finalidade, além do Ministério da Saúde e da Secretaria de Política para as Mulheres. Para alcançar seu fim o GEA “produz novos materiais e estimula a difusão de informação e dados de pesquisas através de entrevistas e matérias nos veículos de comunicação do Brasil e no mundo e realiza seminários, colóquios e encontros com mais parceiros nessa iniciativa.” Tudo isso para descriminalizar o aborto. Para se ter ideia da importância do GEA, alguns dos seus membros e o próprio grupo tiveram importância na discussão e julgamento favorável ao aborto de fetos anencéfalos pelo STF na ADPF 54. 

Pró-aborto, a Dra. Roseli realizou nos anos de 2007 e 2008 o projeto “Ensino Religioso em Escolas Públicas: legislação e normas e seu impacto sobre a cidadania e os direitos sexuais e reprodutivos”. Tal projeto teve como financiadores as Católicas pelo Direito de Decidir e apoio financeiro da MacArthur Foundation (ambas abortistas) com consultoria do GEA."

Quando ficamos sabendo que no ano passado o convidado para a conferência de abertura do simpósio foi o tristemente famoso Leonardo Boff, parece mesmo que a Faculdade Jesuíta está pouco ligando para o que seja o catolicismo. Se Leonardo Boff e Roseli Fischmann demonstram bem qual é a linha a ser seguida pela Faculdade Jesuíta de BH, talvez no futuro possamos esperar o próprio Capeta dando cursos lá sobre santidade.

Segue abaixo o texto que foi divulgado no Facebook. Atenção para os endereços de contato para protesto contra mais este verdadeiro absurdo que é imposto aos católicos fiéis.

***


A CULTURA DA MORTE (ABORTO) ENTRANDO NAS INSTITUIÇÕES CATÓLICAS. TE CONVIDO A LER TODA MATÉRIA .
Urgente: defensores da cultura de morte entrando nas Instituições Católicas

De 2 a 4 de outubro, a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em BH, promoverá seu IX Simpósio Internacional Filosófico-Teológico. Depois da “ilustre” presença do Prof. Dr. Leonardo Boff com a conferência de abertura do Simpósio no ano passado, neste ano, a Faculdade convidou para ministrar no seminário a Dra. Roseli Fischmann (USP).


Roseli Fischmann - aliada da Cultura de Morte.

Esta senhora é integrante ativa do Grupo de Estudos sobre Aborto (GEA), é contra a implantação do Ensino Religioso nas escolas, afirmando que a Igreja quer manipular crianças levando-as ao preconceito e discriminação. Dra. Fischmann também se coloca contra a parceria entre o Brasil e o Vaticano e já mobilizou diversos líderes da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) para viagem de protesto a Brasília. É favorável ao “casamento” de homossexuais e adoção de crianças pelos mesmos. Como se não bastasse, Roseli se coloca contra a ação da Igreja em políticas públicas. Precisamos mostrar à Doutora, que também nós temos voz.


Mas, o que é o Grupo de Estudos sobre Aborto - GEA?

O Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA), conta com o apoio do Ministério da Saúde, além de possuir como participantes do Grupo outras organizações como Católicas pelo Direito de Decidir, IPAS Brasil e da Secretaria de Política para as Mulheres. Seu objetivo é a descriminalização do aborto. Para alcançar este fim, o GEA produz materiais e estimula a difusão de informação e dados de pesquisas através de entrevistas e matérias nos veículos de comunicação do Brasil e no mundo e realiza seminários, colóquios e encontros. Para se ter idéia da influência deste Grupo pró-aborto, basta citar que alguns dos seus membros e o próprio grupo foram agentes de peso na discussão e julgamento favorável ao aborto de fetos anencéfalos pelo STF.

Católico (a)! Não fique de braços cruzados!

A Doutrina Católica, exposta no Concílio Vaticano II, nos envia: “investiguem em conjunto o modo de organizar as instituições sociais e públicas segundo o espírito do Evangelho”( AA). Precisamos nos manifestar, a fim de que a verdade que ouvimos e anunciamos seja praticada em toda a sociedade. Se nós não lutarmos pelo bem, há quem lute pelo mal, até mesmo dentro de nossas próprias instituições Católicas, como a Faculdade Jesuíta e a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, que abriram as portas para os inimigos da vida, consequentemente, inimigos da Igreja de Deus.

O que fazer?

Manifeste a sua indignação em relação a este Simpósio. Você não pode ler este texto e permanecer passivo, esperando que alguém faça algo. Este alguém é você! A sua manifestação faz toda diferença! É simples.

Basta enviar um texto para a Diretoria da Faculdade, aos cuidados de Edson Ramos, email: administrador@faculdadejesuita.edu.br. 
Telefone:(31) 3115-7015

Ou ainda, pelo site, basta acessar este link:


Além disso, envie também um texto, pedindo uma posição de nossos Bispos. O contato é Padre Rafael Fornasier, responsável pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família.

O email é: vidafamilia@cnbb.org.br

Contato da Arquidiocese de BH:

imprensa@arquidiocesebh.org.br

Telefone: (31) 3269-3161; (31) 3269-3131

``Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo’’ (Santo Agostinho)


terça-feira, julho 16, 2013

Dr. Paulo Fernando - CARTA ABERTA A CNBB - PELO VETO TOTAL AO PLC 3-2013

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O conhecido e atuante líder pró-vida Dr. Paulo Fernando (www.paulofernando.com.br), de Brasília-DF, escreveu uma Carta Aberta endereçada à CNBB pedindo o veto total ao PLC 03/2013, que busca, de forma enganosa e obscura, em uma afronta direta aos direitos democráticos da população, a implementação do aborto, mascarando tal ato como ajuda a mulheres que sofrem violência sexual.

É uma vergonha para os católicos brasileiros verem-se tão mal representados por sua Conferência Episcopal neste assunto.






***


CARTA ABERTA A CNBB - PELO VETO TOTAL AO PLC 3-2013


Vossas Excelências Reverendíssimas, 

Srs. Bispos da CNBB

Em nome do povo brasileiro, de modo especial dos católicos desta grande nação, rogamos à Vossas Excelências Reverendíssimas se pronunciem pelo VETO TOTAL ao PLC 3/2013 de autoria da deputada Iara Bernardi PT-SP. 

Aproveito-me em parte do editorial da gazeta do Povo “O PLC 3/2013 usa o pretexto meritório do atendimento à mulher vítima de violência para escancarar as portas à prática do aborto.

O Partido dos Trabalhadores finalmente está à beira de conseguir, da forma mais traiçoeira possível, legalizar o aborto no Brasil. Se a presidente Dilma Rousseff sancionar o PLC 3/2013, que está em sua mesa, terá coroado um esforço de décadas em favor da eliminação de seres humanos indefesos e inocentes. 

Em 1991, os então deputados petistas Eduardo Jorge e Sandra Starling já propunham projeto de lei prevendo a liberação da interrupção da gravidez, plataforma consagrada em resoluções aprovadas em diversos congressos do partido. Outras tentativas se seguiram, como o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) e o projeto de reforma do Código Penal proposto pelo Senado. Felizmente, políticos a favor da vida e a sociedade civil organizada sempre foram capazes de bloquear tais ações, defendendo a dignidade da vida humana.

Boa parte dos esforços feitos até então para legalizar o aborto buscava alterar os artigos 124 a 128 do Código Penal, segundo os quais o aborto é crime, embora não seja punido nos casos de gravidez resultante de estupro e de risco de vida para a mãe. No entanto, como movimentos e a bancada pró-vida sempre estiveram muito atentos a quaisquer tentativas de mudança na lei penal, os políticos pró-aborto mudaram de estratégia. Em nenhum momento o PLC 3/2013 menciona o Código Penal, ou os termos “aborto” e “interrupção da gravidez”. 

À primeira vista, é um projeto que trata do atendimento às vítimas de violência sexual (o que é meritório), sendo preciso encaixar muito bem as peças para descobrir os objetivos ocultos. Segundo o artigo 1.º, todo e qualquer hospital fica obrigado a “oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”. Esse atendimento imediato inclui, segundo os incisos IV e VII do artigo 3.º, a “profilaxia da gravidez” e o “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais”, o que incluiria a administração da pílula do dia seguinte e o aborto.

Na prática, qualquer mulher que chegue a um hospital alegando ter tido uma relação sexual não consentida (a definição de “violência sexual” contida no PLC 3/2013) ganha, assim, o direito de ser encaminhada a um serviço de “aborto legal”. 

Como diversas normas técnicas do Ministério da Saúde já haviam eliminado a exigência de exame de corpo de delito ou de Boletim de Ocorrência para atestar o estupro, basta que uma mulher interessada em abortar se dirija a qualquer hospital e diga que engravidou após uma relação sexual não consentida, para se beneficiar da brecha legal que não pune o aborto cometido em caso de gravidez resultante de estupro. 

O pulo do gato do PLC 3/2013 é consagrar em lei, pela primeira vez, esse procedimento, e não incluir a possibilidade de objeção de consciência: instituições religiosas, por exemplo, ficariam obrigadas a encaminhar a gestante ao “aborto legal” independentemente de seus princípios.

A participação do PT no processo que levou à aprovação do PLC 3/2013 é evidente. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estava entre os que pediram à Câmara que desengavetasse o PL 60/1999, de autoria da petista Iara Bernardi. O deputado José Guimarães, líder do partido na Câmara, pediu urgência na tramitação, o que foi aceito quando presidia a Casa o paranaense petista André Vargas. O projeto foi aprovado rapidamente, e de forma unânime, no plenário da Câmara; já renomeado como PLC 3/2013, passou por duas comissões do Senado e, por fim, pelo plenário do Senado, sempre com 2 relatoras petistas. 

Uma tramitação-relâmpago com o objetivo evidente de impedir leituras mais atentas do projeto e que desmascarassem as intenções dos seus autores. Anteontem, vários deputados pró-vida reconheceram tanto a sagacidade dos autores do PLC 3/2013 quanto seu lapso em identificar a ameaça à vida.

Precisamos recordar o óbvio: o aborto é a eliminação deliberada de um ser humano indefeso e inocente. Uma sociedade que tolera tal tratamento provoca a própria degradação – não é o caso, no entanto, do Brasil, onde a maioria da população condena o aborto. Assim, o PT, ao promover de forma sorrateira a ampliação do acesso ao aborto, ofende não só a dignidade humana, como também o sentimento geral do povo brasileiro. Após repetidas e comprovadas declarações de apoio à legalização do aborto, a então candidata Dilma Rousseff declarou, em carta dirigida aos cristãos durante a campanha de 2010, “defender a manutenção da legislação atual sobre o assunto”, em referência ao aborto. 

O texto fala da "profilaxia da gravidez" eufemismo para a prática do aborto, além de asseverar que a mulher vítima terá direito a atendimento prioritário e emergencial sem estabelecer o tempo de gestação.

Não existe meia vida, portanto o veto parcial não atende aos ditames da defesa absoluta do direito à vida. Não caiam na cantilhena dos movimentos da cultura da morte feministas que apregoam o atendimento da mulher que sofre, mesmo porquê atualmente a legislação já assegura o atendimento gratuito pelo SUS.

Diante do exposto, na condição de cidadão, advogado e católico, militante do movimento pró-vida rogo à Vossas Reverendíssimas , que não sejam omissos nesta hora, pois a História haverá de cobrar – e mais – ainda o juízo de Deus, da decisão que tomarem. Vossas Excelências Reverendíssimas são chamadas hoje a se posicionar em defesa da vida – pelo VETO TOTAL ao PLC 03/2013. Assim quer a expressa maioria do povo brasileiro que é contra o aborto, assim exige o catecismo da Igreja católica e muitos documentos pontifícos, de modo especial a Evangelium Vitae.

Certos de que tomarão a decisão mais acertada, despeço-me

Fraternalmente,

Em Cristo,Jesus

Paulo Fernando Melo da Costa 


terça-feira, abril 02, 2013

8 anos sem nosso querido Papa João Paulo II

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quarta-feira, março 27, 2013

Madre Teresa de Calcutá sobre o aborto

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sexta-feira, março 22, 2013

Ainda a circular do CFM: o que faz um padre no meio desta sujeira?

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São Camilo de Lelis, rogai por nós!
Se os santos do Céu, que já possuem a visão beatífica, pudessem sentir tristeza, um dos que mais estariam bem para baixo ultimamente seria São Camilo de Lelis. Alguns de seus filhos espirituais, os conhecidos camilianos, cujo admirável carisma é o cuidado físico e espiritual de doentes, não parecem ligar muito para a herança que receberam de seu fundador.

Difícil é imaginar o que um padre, ainda mais um camiliano, estaria fazendo ao se juntar com gente favorável ao aborto para participar de uma mesa redonda cujo assunto seria "Aborto e Desigualdade Social"... Quando sabemos que o tal padre é já um velho conhecido do movimento Pró-Vida (mas não pelos motivos corretos, infelizmente), a coisa começa a feder um pouco mais. É exatamente isto que nos mostra o blogueiro Wagner Moura em uma postagem excelente na qual é mostrada o envolvimento do Padre Christian De Paul De Barchifontaine, camiliano e reitor do Centro Universitário São Camilo, com um grupo de estudos do CFM sobre o aborto.

Eis um pequeno trecho da postagem do blog "O Possível e o Extraordinário":

"E sobre o padre camiliano? Vamos lá. Peguem seu saquinhos de vômito… Este homem que atualmente é o REITOR do Centro Universitário São Camilo – um centro de ensino CATÓLICO -, o PADRE Dr. Christian de Paul de Barchifontaine é um velho conhecido do movimento pró-vida, mas infelizmente não é conhecido por defender a vida humana. Deixo que ele mesmo se apresente aos novatos… Eis a seguir o que o padre camiliano do “grupo técnico” – sobre aborto – do CFM diz sobre o assunto já em 1996 para a abortada Revista Manchete: 
“Em São Paulo, o professor de Bioética, Christian De Paul De Barchifontaine, faz uma análise das diferentes escolas que discutem o início da vida e questiona a chamada teoria concepcionista, que situa a vida no momento exato da concepção e é defendida pela Igreja: ‘Nesse caso, o que dizer dos abortos espontâneos? É um desperdício da natureza?’. O comentário não seria muito natural se, entre suas múltiplas atividades (enfermeiro e diretor de Faculdade), o Dr. Barchifontaine não fosse também o padre Christian, que não esconde a contrariedade sobre a posição de sua Igreja: ‘O que ela deveria fazer era promover mais a educação, admitir e transmitir as informações sobre os métodos anticoncepcionais. A ciência existe para melhorar a qualidade de vida das pessoas e a Igreja tem que caminhar com estas evoluções’. Na questão do aborto, padre Christian é francamente feminista: ‘Quem conhece o sofrimento pelo qual passa uma mulher que aborta? Qual é o ombro ao qual ela pode recorrer? A sociedade culpa e marginaliza a mulher, mas, até onde sei, são necessárias duas pessoas para se fazer um filho’”."

Que coisa, não? Eu, se fosse religioso e estivesse uma tal mesa-redonda, cujas conclusões parecem ter servido de base para a infeliz circular emitida pelo Conselho Federal de Medicina, a primeira coisa que faria seria divulgar meu total repúdio à tal circular. Não foi o que o Senhor Jesus ensinou seus discípulos a fazer quando entrassem em uma cidade e esta não ouvisse a pregação que lhes fosse dada? Não lhes foi dito para sacudirem a poeira de suas sandálias e partir para a próxima cidade? Mas Padre Christian pensa diferente, pelo jeito... Então tá.

Há séculos, quando a Itália sofria com a peste, não foram poucos os camilianos, então uma novíssima ordem da Santa Igreja, que prestaram serviços aos doentes e necessitados, chegando ao ponto de dar suas vidas em sacrifício, inspirados pelo exemplo de seu santo fundador, que lhes apontava para Nosso Senhor Jesus Cristo. Séculos depois, cá no Brasil, depois de décadas de desertificação produzida pela Teologia da Libertação, camilianos como Pe. Christian acham-se à vontade o suficiente para participar de mesas-redondas onde o apoio ao aborto de não-nascidos por parte do CFM foi consumado.

Que diferença! É como trocar a posição de mártir pela de algoz. Parece mesmo que há gosto para tudo...

São Camilo de Lelis, rogai por nós!

quarta-feira, março 06, 2013

S.S. Bento XVI, um Papa Pró-Vida!

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Sou dos que preferem acreditar na palavra daqueles que têm crédito e, em matéria de crédito, S.S. Bento XVI, mesmo quando era ainda apenas o Cardeal Ratzinger, tem muito.

Se ele, após muito meditar e orar, decidiu que fará mais bem à Santa Igreja retirando-se de seu cargo, quem sou eu para questionar seus motivos ou exigir-lhe que permaneça no cargo. Baixo minha cabeça com a mesma devoção filial que tive quando de sua eleição. Quando ainda cardeal, Josef Ratzinger virou alvo de ataques que partiam de 10 entre 10 católicos ditos "progressistas". Os que ainda tinham algum escrúpulo para falar mal de S.S. João Paulo II, direcionavam todo seu ódio ao então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Os progressistas brasileiros, capitaneados por Leonardo Boff (que nunca engoliu ter tido suas asinhas devidamente podadas por Ratzinger), eram e são particularmente maliciosos ao falar sobre S.S. Bento XVI. O mais curioso é que o tal "panzerkardinal" jamais se alterou com os ataques dos ripongas barbudos e retrógrados da América Latina. Boff apostatou e agora vive de destilar seu veneno sempre que pode contra tudo que ele em sua visão limitada e distorcida acha que é o correto. Frei Betto e outros de tal tipo continuam brincando de serem religiosos, enquanto vão tentando corroer a Igreja por dentro. 

E Ratzinger, que sempre foi acusado por tais grupelhos de ser um carreirista, de apenas buscar o poder, deu-lhes um formidável tapa na cara, pois para renunciar ao ministério pontifício é preciso bem mais que apenas se sentir sem forças, é preciso uma humildade do tipo que só se adquire com anos e anos de prática.

E pensar que Boff sequer foi capaz de manter-se silencioso e evitar divulgar as besteiras que escreveu... Que contraste! Enquanto um deixa o papado e vai para uma vida de retiro e oração, o outro fica apenas esperando o cheiro de carniça para se deleitar no holofote mais próximo.

Em relação à defesa da vida, S.S. Bento XVI continuou a linha de seus antecessores, notadamente a de S.S. João Paulo II, e foi um incansável combatente pela dignidade humana desde a concepção até seu fim natural.

Abaixo segue um apanhado das declarações sobre a defesa da vida emitida por S.S. Bento XVI e divulgadas aqui no blog.



"Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva."


"(...) Sua Santidade aproveitou a oportunidade para falar sobre os requerimentos da lei moral natural e o consistente ensinamento da Igreja sobre a dignidade da vida humana da concepção à morte natural que obriga a todos os católicos, especialmente aos legisladores, juristas e aqueles responsáveis pelo bem comum da sociedade a trabalhar em cooperação com todos os homens e mulheres de boa vontade na criação de um sistema justo de leis capazes de proteger a vida humana em todos os estágios de seu desenvolvimento."


"Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida. 
 
Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tampouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida."




"(...) falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural"




"No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes: 
  • tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural;
  • reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível;
  • tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos."


Por tudo o que fez pelos católicos do mundo inteiro e por exercer tão bem a missão que lhe foi confiada, obrigado Bento XVI. Continuarei sempre a rezar para que o Senhor Deus lhe dê forças e o guarde.

terça-feira, julho 10, 2012

Dom Eugenio Sales, R.I.P.

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Sou um dos que Dom Eugenio Sales jamais conheceu pessoalmente, mas cuja vida foi tocada por ele. 

Batizado quando criança, meu contato com a fé era esporádico e minha espiritualidade se resumia a saber algumas poucas orações que só eram proferidas quando problemas batiam à porta.

Mas como para o Senhor Deus nada é impossível e o Espírito Santo sopra onde quer, um dia a semente da inquietude foi posta no coração de um William adolescente. E com a semente o Altíssimo enviou também a chuva para regar e alimentar aquela pequenina planta: os escritos semanais de Dom Eugenio em um jornal carioca eram lidos sempre que possível. Neles, o bom bispo abordava diversos assuntos: família, costumes, Papa, Igreja, defesa da vida, etc. Nada escapava à sua argumentação e o William adolescente ia aprendendo um pouco, mesmo sem ter disto consciência, a beleza que só o catolicismo possui.

Jamais esqueci que a primeira vez que finalmente alguém me explicou o real sentido da Páscoa foi exatamente Dom Eugenio Sales em um de seus artigos. Guardo-o comigo até hoje.

O tempo foi passando e minha aproximação à verdadeira e única fé levou ainda uns bons anos e uma quantidade imensurável de erros. Porém aquela sementinha lançada pelo Senhor Deus e regada pelo zelo pastoral de Dom Eugênio jamais desapareceu. Com minhas atitudes, minhas dúvidas, minhas reservas, tentei intensamente sufocar tudo, mas como resistir quando Deus nos seduz de tal forma? Um feliz dia, finalmente um William de vinte e tantos anos deixou de resistir e se aproximou da Santa Igreja, a esposa imaculada de Nosso Senhor Jesus Cristo.

E jamais esqueci da importância de Dom Eugenio em todo este processo. Foi ele, mesmo sem saber, o instrumento utilizado pelo Senhor Deus para trazer aquele adolescente aos poucos para junto de Si. Talvez seja exatamente esta a característica dos bons bispos: a prontidão em ser um instrumento nas mãos de Deus, um instrumento pronto e moldável às diversas situações, mesmo que isto signifique escrever artigos para um jornal que seriam lidos por algum adolescente que tateava o mundo que o cercava buscando algum sentido em tudo aquilo

Dom Eugenio jamais fez concessões quando se tratava da fé. Ao contrário de vários que preferem os holofotes e microfones, Dom Eugênio sempre mostrou em sua face serena a firmeza de uma fé inabalável. Seria-lhe muito fácil seguir a última moda ou dizer algo apenas porque assim é mais fácil e será mais palatável. Não poucos são os que fazem isto, sejam bispos, padres e religiosos e religiosas. Infelizmente, os exemplos são muitos e bem conhecidos, pois a mídia os adora. Mas não foi assim com Dom Eugenio, sua firmeza inspirada no Evangelho rendeu-lhe incompreensões, insultos, acusações, que buscavam atingi-lo e também, principalmente, atingir a Santa Igreja que ele tanto amava.

E foi exatamente este amor pela Santa Igreja uma das primeiras coisas que aprendi com Dom Eugenio e, com a Graça de Deus, serei capaz de amá-la até o fim de meus dias. 

Que o Senhor Deus, sempre presente na vida de Dom Eugenio, tenha piedade de sua alma e o leve para junto de Si, após o árduo e bom combate que ele aqui travou.