/* Google Analytics */ /* Google Analytics */

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Estatísticas abortistas? Não, obrigado.



Mais um comentário recebido que vale a pena ser respondido. Foi enviado por Erico no post sobre "Edir Macedo e seu abortismo universal" e vai abaixo na íntegra e sem retoques.
"Quem é contrario ao aborto é contrario a vida, meu querido, pois segundo a Federação Internacional de Planejamento Familiar, 70 mil mulheres brasileiras, morrem por ano no Brasil. (vai discutir com eles)

Quem é contrario aborto, manda as mulheres para a ilegalidade, por que segundo estudo Guttmacher Institute em países onde o aborto é considerado ilegal, as mulheres procuram os "abortorios" ilegais e acabam morrendo, legalizar é reduzir drasticamente o numero de mulheres mortas.

Mas, eu estou escrevendo um artigo sobre o aborto e vou citar o seu blog no meu artigo, qdo for publicado te mando uma copia.

Só, mais uns dados segundo o Guttmacher Institute

"61% have one or more children"

"78% report a religious affiliation" - 78% das mulheres norte-americana que cometem aborto tem alguma filiação religiosa.

Abraços."
***

"Quem é contrário ao aborto é contrário à vida"!

Trata-se de um clichê abortista tentar imputar aos outros o que eles mesmos sabem que está errado. Por terem consciência que o aborto é um atentado contra uma vida humana é que muitos abortistas -- Erico incluído -- tentam infantilmente reverter o jogo, querendo, claro, dizerem-se do lado da vida das mulheres.

Aqui isto não cola, Erico. Talvez no ambiente que você frequenta, no mesmo ambiente que vai ler teu "artigo", isto pegue muito bem, talvez isto lhe valha uns suspiros de admiração à tua sabedoria. Aqui? Não mesmo...

Faltou você provar que o aborto não termina com uma vida humana. Estarei esperando um artigo teu provando que o fruto da concepção não está vivo ou que não é humano. Que tal partir daí, meu querido?

O fato é que o Erico e muitos outros abortistas acham que têm que escolher uns para viver e outros para morrer. Eu e todo o movimento Pró-vida temos CERTEZA de que mãe e filho devem viver. Um não deve ser diretamente assassinado para que o outro viva, muito menos para que o outro possa terminar o semestre na faculdade ou para que a carreira não passe algum "contratempo".

Hummm... Quer dizer que a IPPF diz que morrem 70 mil mulheres no Brasil? Sério? Tudo isto causado por abortos mal-feitos? Sério mesmo?

Faça o seguinte, Erico: peça as fontes. Escreva indagando-lhes sobre quais fontes eles fundamentaram tal número. Depois disto, vá procurar nos dados que estão disponíveis aqui no Brasil -- Estamos falando de Brasil, não é mesmo? --, os dados do DATASUS, e veja que alguém deve estar errado.

Você, meu querido Erico, caiu (será mesmo?) em mais uma das várias formas de os abortistas criarem um ambiente no qual a desinformação é o eterno prato do dia.

70.000 mulheres morrem por ano? Causadas por aborto? Provas, por favor...

Mas fique tranquilo que você não está só neste mar de desinformação! A revista de maior circulação nacional também está junto contigo nesta canoa furada, o que pode ser visto aqui.

A verdade, verdade mesmo, verdade documentada, é que o número de mortes maternas causadas por aborto no Brasil nem chega perto dos dezenas de milhares que tanta gente apregoa por aí. É só ver os dados oficiais do DATASUS. Segue abaixo a imagem de tal consulta.



Segundo o DATASUS, a média de mortes maternas causadas por abortos "mal feitos" é de 10 por ano. Estes são os dados disponíveis. Ou seja: nem preciso eu discutir com o "confiabilíssimo e isento" Guttmacher Institute sobre a falsidade dos dados que eles têm, o próprio DATASUS faz o trabalho por mim.

Querido Erico, o que você precisa mesmo é basear teu "artigo" em melhores fontes. Aceitar sem pestanejar os números da IPPF ou Guttmacher Institute quando o assunto é aborto é o mesmo que o fazendeiro deixar a contagem das galinhas na mão da raposa. É pedir para ser enganado, meu querido. Dúvidas? Nem precisa acreditar em mim, é só você fazer uma pesquisa independente sobre quem são os tais institutos, mas se sentir vontade você pode até dar uma olhada nesta postagem sobre o Guttmacher Institute.

Meu caro, não é à tôa que 10 entre 10 abortistas adoram todos os "relatórios" que saem do forno destes institutos!

Mas que tal falarmos de estatísticas que estes institutos abortistas jamais te deixarão ver? É só dar uma passada de olhos nos dados divulgados pelo blog Jornada Cristã, dados estes retirados do site norte-americano The Unchoice. Vamos a eles:
  • 64% dos abortos realizados envolvem algum tipo de coerção de outras pessoas à mulher que aborta;
  • 84% das mulheres que realizaram aborto não estavam plenamente informadas;
  • 52% das mulheres que abortaram o filho disseram sentir-se apressadas em fazê-lo e 54% se sentiram inseguras, mas ainda assim…
  • 67% não receberam aconselhamento;
  • 79% não foram informadas sobre alternativas ao aborto;
  • Coerção pode degenerar em violência;
  • Homicídio é a principal causa de morte de mulheres grávidas;
  • Risco de morte para as mulheres é 62% maior após realizar aborto;
  • 31% das mulheres sofrem complicações de saúde após praticarem aborto (nota: estamos falando dos Estados Unidos, onde o aborto é legalizado e realizado em clínicas onde há “segurança”);
  • 65% sofrem sintomas de estresse pós-traumático;
  • 60% das mulheres que praticaram aborto afirmaram depois: “parte de mim morreu”;
  • Adolescentes são seis vezes mais propensas a cometer suicídio, em um período de seis meses após a prática de um aborto;
  • O risco de depressão clínica é 65% maior após um aborto;
  • Taxas de suicídio são 6 vezes maiores entre mulheres que praticaram aborto.
Mas o engraçado é que você, que parece tão afeito a números, apesar de gostar de fontes questionáveis, esqueceu uma estatística importantíssima e que ficou escondida sobre tua frase de efeito -- "legalizar é reduzir drasticamente o numero de mulheres mortas": a cada aborto feito uma criança é morta.

Difícil imaginar que uma pessoa que gosta de estatísticas -- mesmo que só sejam as que lhe são favoráveis --, e que até mesmo faz citações em Inglês, ignore o fato de que a cada aborto feito uma vida humana é cruelmente eliminada. E é por isto que beira o ridículo Erico escrever que os contrários ao aborto é que são contra a vida.

É engraçado que Erico não se espante com esta letalidade para o nascituro de 100% a cada aborto bem ou mal feito. Sabe que até faz sentido ele usar as fontes que usa? O Guttmacher Institute e a IPPF podem, como qualquer abortista, ligar bem pouco para a veracidade dos dados que divulgam, mas eles sabem como ninguém juntar gente que lhes sirva de papagaio.

Para finalizar, um recado ao Erico: vou guardar teu futuro "artigo" com muito carinho. Com as excelentes fontes que você usa, ele cairá bem na minha coleção de pérolas que já obtive sobre o assunto.

Um abraço!

2 comentários:

Messias disse...

É prática de abortistas manipular dados ao seu bel prazer.
Um dos principais responsáveis pela legalização do aborto em alguns lugares dos EUA confessou que fez muito isso. Seu nome: Dr. Nathanson, hoje um grande defensor da vida.

Flavio O... disse...

Segundo o Datasus, em 2009, morreram19 mulheres por Falha na Tentativa de Aborto. Assim, nem que se multiplicasse esse número por nove se chegaria às 180 mortes por aborto inseguro anunciadas. E quanto aos mais de 1 milhão e 400 mil abortos provocados por ano no Brasil? Esses números são do Instituto Alan Guttmacher, ex-departamento da bilionária Federação Americana de Planejamento Familiar, que, só nos Estados Unidos, possui mais de 800 clínicas de aborto (fonte Wikipédia) Eu que um dia achei estranha essa coisa de CPI do aborto agora acho mais que louvável. Esses números são muuuito estranhos. E, pô, no Brasil o aborto já é livre em casos de estupro e de gravidez de risco, que querem mais?! Que o Brasil fique como Cuba, onde o aborto é liberado há décadas e a prática se tornou o principal meio contraceptivo, como ocorreu na União Soviética?! Precisamos sim é de campanhas de esclarecimento, de prevenção à gravidez, de educação. Pode dar mais trabalho, mas é o melhor.