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quarta-feira, dezembro 19, 2007

Sempre a mentira...

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A indústria do aborto e seus simpatizantes vive de mentir, mentir, mentir. Isto é um fato cada vez mais comprovado. Mentem porque a realidade lhes é desfavorável; mentem porque pouco se importam com a verdade; mentem porque seus pseudo-argumentos só sobrevivem em meio à confusão que causam na cabeça dos incautos.

É tudo parte do pacote que eles vendem. Pena que há tanta gente que o compre, seja devido a uma ignorância sobre o assunto, seja devido a querer fazer parte deste assim chamado "progressismo".

A mentira, desta vez, apareceu na Colômbia...

Em um boletim especial emitido pelo Population Research Institute a mentira montada pelos pró-aborto daquele país salta aos olhos até de quem é indiferente ao assunto.

Eis um pequeno trecho:

"As feministas pró-aborto disseram que eram feitos mais de 300.000 abortos inseguros na Colômbia e daí a necessidade de legalizar o aborto nesse país. Até hoje só se realizaram cerca de 50 abortos desde Maio de 2006. Essa é a magnitude da mentira destas cifras”.

Esta mentira é conscientemente criada e nutrida com a colaboração de grande parte da mídia, da intelectualidade, de formadores de opinião, de políticos e de muitos outros. Para um número disparatado deste ser levado a sério por tanta gente preparada e instruída é preciso vontade para a má-fé, é preciso comunhão com a mentira. Gente que se diz séria e com responsabilidade social, tais como jornalistas e acadêmicos, que deveriam ser a voz da razão e da transparência dos fatos, são os primeiros a dar aval a esta mentira.

E é este mesmíssimo método da mentira que é utilizado aqui no Brasil pela mesma patota. "Feministas", jornalistas, acadêmicos, etc., todos juntam esforços para a liberação do aborto, todos emprestam seus dons a uma causa fundamentada no embuste, na confusão. São mercadores da própria consciência, a História lhes fará justiça.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Dimenstein, o mesmo de sempre

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Se o governador do RJ, Sérgio Cabral Filho, resolver candidatar-se nas próximas eleições, provavelmente ele pode contar com o voto de Gilberto Dimenstein. Mas se não der nas próximas, tudo bem... Dimenstein pelo jeito é bastante fiel às suas (péssimas) escolhas.

Quando no começo deste ano seu governador predileto começou a tentar alavancar a discussão sobre o aborto, Dimenstein não teve dúvidas e nem pudores: chamou o político de "corajoso" por tentar trazer à tona tal assunto (clique aqui para ler entrada sobre o assunto). Corajoso por quê? Por defender um dos atos mais covardes que um ser humano pode cometer? Os meses passaram, mas a admiração do jornalista pelo político parece que só aumentou. Faz sentido... Ambos se completam.

No recente e lamentável episódio envolvendo Sérgio Cabral Filho (clique aqui e aqui), Dimenstein mais uma vez veio em socorro ao patrãozinho (clique aqui).

O título pomposo -- "Aborto, crime e castigo" --, dá a falsa impressão de uma profundidade que Dimenstein jamais alcança. Nem neste e nem em textos anteriores sobre o assunto. Mas além da falsa impressão, o título é falso mesmo, pois o texto trata apenas de "aborto" -- o "crime e castigo" está lá apenas por ser bonitinho e fazer referência a um clássico da literatura russa.

O jornalista começa por clamar que suas opiniões não são aquelas de alguém que conhece o problema de longe, ele entrevistou sabe-se lá quantas crianças e adolescentes desde meados dos anos 80. Segundo ele, este seu contato direto com a realidade, fez com que ele aprendesse que:

"(...) não existe relação direta entre violência e pobreza (isso sim um preconceito), mas com a desestrutura familiar combinada com a ineficiência policial e a falta de perspectivas aos jovens nas comunidades mais pobres. Essa combinação move a produção da "fábrica de marginais." O governador Sérgio Cabral Filho disse, em essência, o que deveria ser dito: há uma relação entre violência e planejamento familiar."

O texto de Dimenstein mais uma vez se presta ao louvor de sua patota... E desta vez o desejo de agradar a sua turma é tão grande que ele até mesmo quer "dourar a pílula" sobre o que disse Sérgio Cabral Filho. O governador disse exatamente o seguinte:

"A questão da interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública."

Cabral Filho fala "em essência" coisa nenhuma! Ele quer dar vazão a um pensamento que quer ver uma conexão direta entre aborto e violência, coisa, segundo suas próprias palavras, aprendida em um best-seller. O fato é que não adianta Dimenstein querer ver um suposto mérito inexistente nas palavras de Sérgio Cabral Filho. Deixe o governador se defender, Dimenstein, ele já é bem grandinho para fazê-lo sozinho. O jornalista quer apenas pegar a onda levantada pelo governador, mas, como a onda não vai bem na direção que ele deseja, ele dá um jeitinho de acertar o rumo.

É seguindo o rumo por ele desejado que Dimenstein escreve o seguinte:

"A família torna-se o primeiro e mais devastador foco de rejeição e de ressentimento, prosseguindo na escola pública que não ensina, no posto de saúde que não cura, na polícia que não cuida da segurança, nos espaços de lazer que não existem e no mercado de trabalho que não oferece empregos para pessoas com baixa escolaridade."

Pois é... Dimenstein demonstra que conhece as causas, mas, curiosamente, ele não fala nada sobre cada um dos problemas que elencou. Ele não cobra melhores escolas, ele não cobra mais empregos, ele não cobra uma polícia melhor preparada. Nada disto! O problema para ele é:

"(...) uma mulher pobre com muitos filhos pode ser um fator de risco. Isso não é preconceito. É uma obviedade."

É impressionante como o discurso abortista é entediantemente repetitivo. Quando alguém da turma de Dimenstein começa a falar sobre aborto, podemos estar certos que ele acabará por trazer à tona o já batido "mulher pobre/inúmeros filhos". E por que fazem isto? Porque para eles o aborto é apenas uma questão de números, de quantidade. Para eles, o importante não é o fato de que uma vida é ceifada, o importante é que o orçamento público não seja onerado; o importante não é que sejam dadas melhores condições aos pais para criarem seus filhos, o importante é que estes filhos nem cheguem a nascer; imporntante não é que sejam dadas aos mais humildes melhores condições de vida, o importante é que ele não se reproduzam.

Dimenstein, espertamente, evita abordar a verdadeira questão sobre o aborto, aquela que mais espinhos traz aos que o querem ver liberado: o que é o fruto da concepção? Sem abordar esta questão, todo um discurso melosamente construído para servir a uma suposta preocupação social de nada adianta. Mas Dimenstein e sua turma evitam a questão, pois eles sabem que desta forma teriam que justificar o término cruel de uma vida humana, de um ser inocente. É bem mais fácil se colocar no papel de arauto do bem estar da sociedade...

quinta-feira, outubro 25, 2007

Sérgio Cabral Filho e o aborto - II

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3) "Sou favorável ao direito da mulher de interromper uma gravidez indesejada. Sou cristão, católico, mas que visão é essa? Esses atrasos são muito graves."

Esta visão é a da Igreja em sua milenar existência na Terra. Ou bem o governador é favorável ao aborto, ou é cristão católico. Uma coisa exclui a outra, necessariamente. Se o governador é católico, então deve conhecer o que o saudoso Papa João Paulo II escreveu na Encíclica "Evangelium Vitae":

"
A vida humana é sagrada e inviolável em cada momento da sua existência, inclusive na fase inicial que precede o nascimento."

Onde está o atraso? Onde está a visão errada? Onde a gravidade desta posição? Talvez Sérgio Cabral Filho se ache mais católico que o Papa...

O falecido Papa João Paulo II escreveu também um outro trecho que se encaixa perfeitamente no "católico" Sérgio Cabral Filho:

"Uma responsabilidade geral, mas não menos grave, cabe a todos aqueles que favoreceram a difusão de uma mentalidade de permissivismo sexual e de menosprezo pela maternidade, como também àqueles que deveriam ter assegurado — e não o fizeram — válidas políticas familiares e sociais de apoio às famílias, especialmente às mais numerosas ou com particulares dificuldades económicas e educativas."

O governador dizer-se católico é muito fácil... Muitos fazem o mesmo: estão aí as "Católicas pelo Direito de Decidir" como exemplo clássico de propaganda enganosa. O governador vai pelo mesmo caminho; no caso, quer ir abertamente contra o 5o. mandamento -- "Não matar" -- e ainda posar de católico.

Se ele quer tentar enganar a si mesmo dizendo-se católico, fique à vontade Só não espere que alguém acredite em uma asneira destas.

***

Resumindo, a fala do governador do Rio de Janeiro é um desastre completo, do início ao fim. Nada se salva. É o discurso botequinesco de quem está mais acostumado a soltar bravatas do que a refletir. É o estilo Lula de pensar nos problemas.

Sérgio Cabral Filho e o aborto - I

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O governador do RJ, Sérgio Cabral, concedeu entrevista ao portal G1, na qual podemos ler o seguinte trecho:

"G1 – Mas o Brasil não consegue dar conta do mosquito da dengue. Teremos condições de resolver essa questão das drogas?
Cabral - O Brasil não dá conta do câncer. Não dá conta dos que necessitam de CTIs. Não dá conta de um monte de coisas. Se for partir para isso... São duas questões que têm a ver com violência: uma é a questão das drogas que é mais internacional. O Brasil deve contribuir. A outra, é um tema que, infelizmente, não se tem coragem de discutir. É o aborto. A questão da interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública. Quem diz isso não sou eu, são os autores do livro "Freakonomics" (Steven Levitt e Stephen J. Dubner). Eles mostram que a redução da violência nos EUA na década de 90 está intrinsecamente ligada à legalização do aborto em 1975 pela suprema corte americana. Porque uma filha da classe média se quiser interromper a gravidez tem dinheiro e estrutura familiar, todo mundo sabe onde fica. Não sei por que não é fechado. Leva na Barra da Tijuca, não sei onde. Agora, a filha do favelado vai levar para onde, se o Miguel Couto não atende? Se o Rocha Faria não atende? Aí, tenta desesperadamente uma interrupção, o que provoca situação gravíssima. Sou favorável ao direito da mulher de interromper uma gravidez indesejada. Sou cristão, católico, mas que visão é essa? Esses atrasos são muito graves. Não vejo a classe política discutir isso. Fico muito aflito. Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal. Estado não dá conta. Não tem oferta da rede pública para que essas meninas possam interromper a gravidez. Isso é uma maluquice só."

A quantidade de besteiras apenas nesta resposta indica a mediocridade do governador para tratar grandes questões. O primarismo de Cabral Filho é parecido com o que se espera de quem tente lidar com este tema em um botequim, no qual a seriedade das opiniões é inversamente proporcional à quantidade de álcool ingerido. A rasterice de seus pseudo-argumentos não se sustentam à mais leve brisa.

Apesar da superficialidade com que trata o tema, o governador parece ter particular gosto pelo mesmo. Logo no início de seu governo, ele abordou o tema, merecendo o elogio do jornalista Gilberto Dimenstein, e que já foi abordado neste blog (clique aqui). Dimenstein, então, chamou Sérgio Cabral Filho de "corajoso". Ah, a mútua atração dos medíocres...

A verdade é que a resposta de Cabral Filho é um emaranhado de idéias pessimamente fundamentadas e que têm em comum apenas a superficialidade, coisa que parece ser a marca registrada do governador. Mas o governador pode ficar tranqüilo, pois mediocridade, superficialidade, rasteirice faz parte do pacote básico de um bom abortista.

Seu discurso é tão trôpego que dificulta sobremaneira uma análise. Salta aos olhos de quem o lê a falta de unidade mínima nas idéias. É o discurso bêbedo de quem não gastou 2 segundos no tema.

O governador merece ser respondido por partes.

1) "A questão da interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública. Quem diz isso não sou eu, são os autores do livro "Freakonomics" (Steven Levitt e Stephen J. Dubner). Eles mostram que a redução da violência nos EUA na década de 90 está intrinsecamente ligada à legalização do aborto em 1975 pela suprema corte americana."

Aparentemente o governador fez uma boa argumentação, citando a fonte e tudo mais. Coisa de nível acadêmico mesmo. A tese de Steven Levitt vai muito citada aqui no Brasil e muitos imaginam que o norte-americano demonstrou sem quaisquer sombras de dúvida a íntima relação entre aborto e violência.

Nada mais enganoso... Quem compra o peixe que Levitt quer vender sem procurar saber mais sobre sua procedência, corre o risco de ficar com um best-seller na mão e pensar que ali estão todas as respostas para os problemas atuais. Saiba o governador que a tese de Levitt não é a unanimidade que ele pensa que é. Cientistas de renome já torceram o nariz para suas conclusões e alguns até mesmo criticaram fortemente a metodologia utilizada no "paper" que serviu de base para o texto que apareceu em "Freakonomics".

Em um post antigo neste blog (clique aqui), no qual um "mestre" também citou a tese de Levitt, escrevi assim:

"Sr. Kappaun, o "mestre", "esqueceu-se" de ir atrás de outras fontes que contestam a tal demonstração de Steven Levitt. Fizesse ele um pouquinho de esforço, uma simples pesquisa no Google ou coisa parecida, ele saberia que vários pesquisadores contestaram as afirmações do Sr. Levitt e não acharam a tal relação entre aborto e criminalidade. Alguns outros pesquisadores apontaram para o fato de a queda da criminalidade coincidir com o domínio das autoridades policiais sobre a praga do "crack", que grassou entre os jovens nas maiores cidades norte-americanas. Cientistas como Theodore Joyce (National Bureau of Economic Research) e Alfred Blumstein (Criminologista - Carnegie Mellon University) vêem nenhuma ou bem pouca influência da legalização do aborto. O Sr. Kappaun, o "mestre", não deu pelota para outros pesquisadores que têm pensamento contrário ao de Steven Levitt. Talvez ele pense que um autor de best-seller, diga o que disser, deva estar certo de qualquer maneira."

O governador Cabral Filho fez como o tal "mestre" e parece também acreditar que se está impresso em um best-seller deve mesmo ser coisa verdadeira.

Mais uma coisa, a legalização do aborto nos E.U.A. aconteceu em 1973, e não em 1975. Infelizmente o governador está errado... Digo infelizmente porque se ele estivesse certo, uma legalização ocorrida 2 anos mais tarde significaria milhares de vidas salvas de terminarem como lixo biológico, pois é disto que estamos tratando - do fim indigno de uma vida humana. É disto que estamos falando, governador, de vidas humanas que merecem ser tratadas com dignidade e não terem seus destinos decididos com pseudo-argumentos coletados em algum best-seller da moda.

2) "Porque uma filha da classe média se quiser interromper a gravidez tem dinheiro e estrutura familiar, todo mundo sabe onde fica. Não sei por que não é fechado. Leva na Barra da Tijuca, não sei onde. Agora, a filha do favelado vai levar para onde, se o Miguel Couto não atende? Se o Rocha Faria não atende? Aí, tenta desesperadamente uma interrupção, o que provoca situação gravíssima."

Agora o governador tenta uma linha de argumentação apelativa ao social, ao velho tema de "os-ricos-podem-então-os-pobres-também-devem-poder". É a luta de classes invadindo o tema do aborto.

O governador, ao menos, é coerente. Coerente em sua mediocridade, mas, ainda assim, coerente. Na mesma entrevista ele defendeu a legalização das drogas. Parece que o governador não pode ver uma ilegalidade que, em vez de tratar do problemas com os instrumentos de que dispõe, ele prefere mesmo é lutar para que o delito passe a ser legal. Dá bem menos trabalho, não é, governador?

Então os pobres também devem ter o "direito" de abortar já que os mais abastados o podem? É por demais curioso o método de resolução de problemas do governador...

Aliás, beira o surreal a frase "Não sei por que não é fechado" saída da boca de um governador, que tem a polícia sob seu comando. Como assim não sabe? É simples: é devido à sua incompetência, governador! É a sua ligeireza ao tratar do tema que o leva a até mesmo a deixar de reconhecer o escopo de seu trabalho. O aborto é crime no Brasil, mas a polícia de Sérgio Cabral Filho escolhe os crimes que deve combater. Parece que Sérgio Cabral Filho, que torna-se a cada dia mais próximo do presidente Lula, está absorvendo o método deste último de abordar questões complicadas: "não sei", "não vi", "não é comigo".

Se Sérgio Cabral Filho vira para o lado quando ciente de um crime, não se surpreenda quando a população de seu estado também deixá-lo de lado nas próximas eleições.

[Continua no próximo post.]


quinta-feira, outubro 18, 2007

Recado ao ministro Temporão: vá matar mosquitos!

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Ministro Temporão e seu chefe, o presidente Lula

No dia 29 de março de 2007, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assim declarou à "Folha de São Paulo"

Continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2007/10/18/recado-ao-ministro-temporao-va-matar-mosquitos/

segunda-feira, outubro 15, 2007

O aborto e a Teologia do Ódio de Edir Macedo

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Com o devido respeito às pessoas de boa-fé que se aproximaram da Igreja Universal do Reino de Deus e que imagino que sejam a maioria de seu contingente, a defesa da liberação do aborto por parte de Edir Macedo com a utilização da Bíblia ultrapassa quaisquer limites aceitáveis. Sua utilização de trecho das Sagradas Escrituras para justificar a hedionda prática de extermínio de crianças não nascidas é um emblema da Teologia do Ódio que ele pratica. Jamais vi uma pessoa de referência, como ele infelizmente é, utilizar-se de trecho da Bíblia para justificar o aborto de uma forma tão desonesta e tão baixa.

quinta-feira, abril 05, 2007

Aplausos do inferno

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Abaixo segue uma tradução livre feita por mim e por um amigo, Bernardo de Andrade, de um artigo do grande Pe. Frank Pavone.


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Aplausos do inferno