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segunda-feira, dezembro 14, 2009

"Bebereis o sangue de nossos abortos"

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A frase que vai acima foi pichada na sede da Fundación Red Madre, uma entidade assistencial espanhola, com sede em Madrid, de apoio às mulheres grávidas que estejam passando por conflitos diante de uma gravidez inesperada.

O vandalismo praticado por feministas/abortistas radicais dá bem a idéia do tipo de "argumentação" que os partidários do aborto livre utilizam: à falta de argumentos, um bocado de tinta na calada da noite.

O tal "direito de escolha", que é repetido à exaustão por feministas e abortistas, é uma simples peça retórica que esconde a vandalização moral a que se prestam tais grupos, que mascara que a tal "escolha" só lhes é cara se esta for a morte, o assassinato de seres humanos totalmente indefesos.

Esta pichação da dignidade humana a que se dedicam, cuja pichação concreta acontecida em Madrid é apenas um sintoma da mais completa amoralidade, vai já por demais longe, ao ponto de vandalizarem as instalações de uma entidade que auxilia as próprias mulheres em dificuldades, o que só deixa mais claro ainda a todos que a tais tipos pouco importa o auxílio às mulheres que passam por dificuldades durante uma gravidez, o que importa mesmo é o orgulho individualista que festeja "escolhas" sobre cadáveres de inocentes bebês.

Mais fotos podem ser vistas aqui.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

O dom da vida

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Confesso que jamais entendi quem não acredita em milagres... Tampouco entendo aqueles que levantam o punho para o céu como a cobrar um sinal que lhes faça acreditar, como se a prova da existência de Deus só valesse se lhes fosse dada no dia e hora que eles bem entendem, e, claro, da forma que eles querem.

Isto não é buscar respostas, é apenas portar-se como criança mimada, como um Saramago, que do alto de sua moral assassina -- uma moral que fecha os olhos para os crimes hediondos da esquerda por todo o planeta -- supostamente quer dar lição a todos, mas o que realmente quer é vender livros de montão para manter um padrão de vida que fica bem longe das condições de vida de um cubano médio, por exemplo. Pois é... Socialismo nos olhos alheios é coisa bem fácil.

Credo! Começar falando de milagres e passar a discorrer sobre Saramago é um desvio muito grande... Hora de retornar!

O aborto, este crime hediondo que mata não apenas a vida de uma criança, levando junto a saúde física e psicológica da mãe, e que tem influência direta na saúde moral da sociedade, é exatamente a negação de um dos maiores milagres que Deus continuamente nos deixa presenciar.

Quem aborta é como se negasse a existência de Deus e de Suas obras. Há problemas, há dificuldades para muitas mães e casais? Sim, infelizmente, mas quem aborta é parecido com uma pessoa que diante de um quadro de beleza extraordinária, mas com uma moldura feia e envelhecida, resolvesse jogar fora o a obra de arte porque não consegue desviar sua atenção da moldura.

Alguns dias atrás, coloquei aqui um pequeno vídeo mostrando com ilustrações retiradas de livros médicos como é o procedimento de um aborto por nascimento parcial. Mesmo se tratando de ilustrações, as imagens são fortes, pois o que vai ali descrito é o fim cruel de uma vida humana, de um ser que muitas vezes passou por este mundo sem receber um momento de amor, de cuidado, que teve sua vida terminada absurdamente por gente que teima em não enxergar o milagre que está diante de seus olhos.

Apesar de o vídeo mostrar a realidade, houve reclamações. Chega a ser cômico que diante das ilustrações de um procedimento de aborto por nascimento parcial alguém possa dar mais atenção a que no vídeo os batimentos cardíacos de um bebê deveriam ser bem mais acelerados. Isto é, exatamente como escrevi acima, coisa de quem só consegue dar atenção às molduras velhas e feias. Saramago e sua moral fazem a cabeça de muitos...

O vídeo acima é dedicado a estas pessoas, que se incomodam com o número das batidas do coração em um vídeo, mas se importam bem pouco com o coração que deixa de bater a cada aborto feito. São como os fariseus: "Filtrais um mosquito e engolis um camelo" (S. Mateus 23,24).

***

Vale a pena olhar a página do "The Endowment for Human Development" para entender mais sobre o desenvolvimento de um ser humano desde a concepção até seu nascimento. O milagre da vida está à vista de todos, basta querer vê-lo.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Edir Macedo e seu abortismo universal

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Já tive a oportunidade de escrever sobre Edir Macedo. É um bocado chato ter que lidar com tais tipos, pois a única obra deste senhor é enganar os fracos com um simulacro de religião que não é levado a sério nem mesmo por seus pares protestantes.

Já li coisas de feministas radicais que fariam corar qualquer pessoa que tivesse um mínimo de retidão moral. Já li pseudo-argumentos de abortistas que fazem pensar até onde vai a desonestidade de tais pessoas para defender um ato cruel e assassino. O que escreve Edir Macedo sobre aborto consegue ir mais longe, é de envergonhar não apenas qualquer protestante, mas qualquer pessoa de bom senso.

Ao utilizar a Bíblia para justificar um ato tão hediondo como o aborto, Edir Macedo vai por um caminho que me dá nojo, asco, repulsa. E estes sentimentos ruins só aumentam à medida que ele vai moldando a mente de seus "fiéis", que após a deixa do chefão descem ainda mais. Já tive a oportunidade de responder a um destes paus-mandados por aqui.

A arrogância deste pessoal só é páreo para sua ignorância sobre qualquer tipo de assunto. É uma gente que acha que aprende a Bíblia pelo simples contato, uma gente que vê aquelas imagens de Edir Macedo ensinando a "solicitar" dinheiro dos incautos e acha que tudo vai bem.

Como Edir Macedo é escravo de seu ódio pela Santa Igreja, a única fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, ele se viu obrigado a ser favorável ao aborto. Onde está a Igreja Católica, Edir Macedo faz questão de estar no lado oposto, e é por isto que ele e seus mandados hoje tomaram a causa do aborto para si. É isto aí, o ódio de Edir Macedo pela Santa Igreja é tanto que ele não hesitou em se postar ao lado dos abortistas.

O caso atual -- agradecimentos ao meu amigo Wagner Moura pela dica! -- é que o pessoal da seita de Edir Macedo voltou à carga sobre o assunto aborto. Em um blog que faz o milagre de repostar entradas do blog do chefe, foi novamente abordado o caso da menina de Alagoinha, que trouxe à tona a formidável união entre ONGs abortistas, profissionais de saúde e a grande mídia, todos mancomunados para eliminar friamente o mal supremo que era a gestação de gêmeos.

Ver feministas e a seita de Edir Macedo unidos em uma mesma causa diz muito sobre ambos, não é mesmo?

Passando à postagem do chefe do grupo Universal, logo no início ele escreve assim:
"(...) chamou a atenção sobre o caso da criança que foi abusada de 9 anos de idade e que sofreu o aborto"
Mentira. A menina "sofreu" aborto coisa nenhuma. O procedimento foi feito sob uma cortina de enganação e medo na qual foram envolvidos seus responsáveis legais. O aborto, neste caso, foi procurado direta e friamente por grupos que andam sempre à procura de exemplos que possam sensibilizar a opinião pública para a liberação do aborto. O sofrimento da menina e de sua família foi instrumentalizado tanto por ONGs abortistas quanto pela mídia, que jamais perde uma oportunidade de alavancar a causa abortista.

Mas é claro que Edir Macedo não pararia por aí... Logo em seguida ele escreve:

"O aborto está entre as três principais causas de mortalidade materna no país. Só em 2006, teriam sido feitos mais de um milhão de abortos e quase 219.000 mulheres acabaram internadas nas redes de saúde pública por complicações após a interrupção.(...)"
Mais mentiras... E nesta série de mentiras encadeadas, Edir Macedo, seguindo um método que já se tornou tradição entre os abortistas tupiniquins, joga números sem quaisquer fundamentos. Um milhão de abortos? Qual a fonte de tal número? Ninguém sabe...

Justiça seja feita, Edir Macedo não está só nesta mentirada de "um milhão de abortos" no Brasil. Até mesmo a revista nacional de maior circulação parte para a mentira pura e simples quando o caso é aborto.

Mas Edir Macedo ajuda a perpetuar a mentira de que o aborto é uma das principais causas de morte materna no Brasil. Todos sabemos que mentira tem pernas curtas, mas neste caso são mais curtas que o costumeiro, pois quem desmente o chefão do grupo Universal é o próprio DATASUS, a mesma fonte de dados que já desmentiu até mesmo o Ministro Temporão, que também já andou tentando fazer graça exagerando os números do aborto no Brasil.

Na postagem em que foi demonstrada a mentira do Ministro Temporão, foi também trazida uma mentira da Ministra Nilcéia Freire. Eis o trecho relevante:

"Note-se que os membros do governo Lula conhecem muito bem os números do DATASUS. A Ministra Nilcéia Freire e sua equipe em resposta ao CEDAW (Convention on the Elimination of All Forms of Discrimination against Women - Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, um braço da ONU que acha que negar o "direito" de matar fetos é uma forma de discriminação contra as mulheres) declarou: "Entre 2002 e 2004 houve 115, 152 e 156 mortes provocadas por abortos, o que faz o aborto a quarta causa de mortalidade materna no Brasil". A declaração da ministra bate com os dados do DATASUS, mas, curiosamente, ela esqueceu de desagregá-los. Tivesse feito isto, ela poderia declarar que as mortes por aborto provocado nos anos referidos foram 7, 6 e 11. O que a ministra fez foi juntar todos os números de mortes por aborto no período, sejam eles abortos espontâneos, abortos por gravidez ectópica ou outros."
Ou seja, para exagerar ao extremo os números do aborto, figuras de relevo do governo Lula não hesitam em divulgar números que diferem das próprias fontes de dados oficiais. E Edir Macedo, ao dizer que o aborto "está entre as três principais causas de mortalidade materna no país" contribui para a consolidação da mentira, pois ele também cometeu o mesmo "erro" dos ministros de Lula, que juntam todos os tipos de aborto e vendem a idéia de que todos são abortos provocados.

E, como no caso das feministas, ver a seita de Edir Macedo utilizando os mesmos métodos petistas diz um bocado sobre ambos.

E já que Edir Macedo gosta tanto de falar de Bíblia, talvez ele devesse ensinar a seus fiéis a quem corresponde nas Sagradas Escrituras a figura do "Pai da Mentira".

Mas a deixa para a verborragia ignorante de Edir Macedo foi o comentário de um de seus seguidores. Este, seguindo os passos de seu ídolo, escreveu esta pérola que mereceu destaque do chefão:

"O Terceiro Mundo foi, é e será sempre subdesenvolvido enquanto o clero romano impor suas doutrinas supostamente em nome de Deus. Na verdade, eles querem mais miseráveis no mundo pra sustentar suas ongs supostamente sociais. Na Africa, na América Central e do Sul, Filipinas e outros tantos países de miséria a Igreja Católica se faz e sustenta a ostentação papal. Nesses lugares os padres pedófilos não aparecem porque a mídia tem estado nas mãos deles. Mas nos USA o prejuízo que eles têm causado aos paroquianos incautos são recompensados com a justiça mais justa e independente americana. Por isso eles têm tido enormes prejuízos econômicos (bilhões de dólares) com seus bispos e padres pedófilos…
E depois têm a cara de pau de excomungar os defensores e benfeitores dessa menina estuprada.Tomara que o fizessem com todos os seus incautos para que eles deixassem mesmo essa Babilônia!"
Difícil imaginar dois parágrafos com tantos clichês anti-católicos amontoados quanto estes... Este papo de ligar falta de desenvolvimento ao catolicismo é praticamente um fetiche protestante, o mesmo fetiche que leva a muitos deles achar que a prosperidade material é indício de eleição divina. Que falta fazem os sacramentos para esta gente... Que Deus os ajude e ilumine seus corações!

A próspera Grã-Bretanha, a mesma na qual a Deforma Protestante rendeu inúmeros mártires aos nossos altares, hoje em dia deixa bebês morrerem à míngua enquanto ensina às suas crianças o respeito aos insetos. A Holanda, o sagrado cofre do protestantismo, hoje em dia virou campo de provas do demônio, com o aborto, drogas e eutanásia liberados, entre outras bizarrices.

Mas o aluno de Edir Macedo se supera ao chamar os médicos que foram excomungados de "defensores e benfeitores". De quem? À menina o que conseguiram fazer foi juntar um ato hediondo à uma violência extrema. Às crianças abortadas, fica difícil falar em benfeitores quando o que os médicos fizeram foi tirar-lhes a vida friamente.

Só mesmo na mente de um ignorante que o aborto é algo parecido com uma defesa. Quem são os agressores? Quais os crimes cometidos pelas crianças que foram parar em sacos plásticos para servirem de evidência contra o agressor de sua mãe?

Depois de trazer o comentário de seu seguidor, o chefe volta à carga:
"Eu sou a favor do aborto. Não é que eu ache que toda grávida deveria abortar, mas acho que nem toda grávida tem condições de ter um filho."
Edir Macedo, do alto de sua megalomania, talvez não consiga compreender que ele achar ou não que uma mulher deva ter condições de ter um filho importa nada para a dignidade intrínseca ao ser humano que foi gerado. Não é -- felizmente! -- o aval de Edir Macedo que determina quem deve ou não viver.

Eu, por exemplo, não acho que Edir Macedo tenha condições de ter um galpão onde ele se reúna com seus seguidores para esbravejar a plenos pulmões e, no entanto, ele faz isto pelo mundo inteiro.

O restante da postagem de Edir Macedo traz apenas algumas indagações que é uma mistura de infantilidade com irresponsabilidade. Ele chega ao ponto de perguntar:

"(...) Qual a chance de uma criança abortada perder a salvação de sua alma? Qual a chance de uma criança chegar à idade adulta perder a salvação de sua alma?"
Tomando como base o pensamento edirmacediano, o aborto seria praticamente um favor que alguém faz a uma criança, pois se não fosse o bondoso abortista a criança correria o seríssimo risco de viver e perder sua alma. No pensamento torto de Edir Macedo o aborto é como um instrumento para assegurar a salvação de crianças.
E é neste ponto que mais dá nojo o que escreve Edir Macedo. Ver alguém que utiliza uma Teologia barata e pífia para pintar em cores alegres um ato tão horrível como o aborto é coisa que faz embrulhar o estômago. E isto quando até mesmo os abortistas que executam as crianças com as próprias mãos dizem o óbvio: que aborto é assassinato.

Edir Macedo, ao chamar o mal de bem e ao arrastar ao mesmo erro seus seguidores, ao exercitar seu ódio à Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo utilizando até mesmo dados fantasiosos mostra bem o caminho perigoso que tantos já percorreram: podem até começar com boas intenções, mas terminam com o ofício de vender como coisa boa até mesmo a morte de bebês no ventre de suas mães.

Que Deus os ajude.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Na Grã-Bretanha, bebês não-nascidos valem menos que um inseto

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Enquanto aqui entre nós há gente que acha que é normal incriminar quem destrói ovos de tartarugas enquanto o assassinato de crianças ainda no ventre de suas mães deve ser liberado, no Reino Unido a coisa já vai em outro patamar.

De acordo com informação trazida pelo bioeticista Wesley J. Smith, no Reino Unido uma mudança curricular faz parte de uma iniciativa para tornar as crianças mais sensíveis aos "direitos" dos insetos.

A iniciativa chega ao ponto de afirmar que os insetos têm responsabilidades, o que, como bem apontou Wesley Smith, é um absurdo, pois ter responsabilidades é um atributo humano.

A grande ironia começa quando pensamos que a Grã-Bretanha tornou-se a "Capital Abortista" da Europa. É isto mesmo! Enquanto os "educadores" britânicos preocupam-se em moldar as mentes dos pequeninos para que eles sintam-se culpados ao extremo quando pisarem inadvertidamente em alguma formiga ou aranha, basta olhar para o lado que há uma "clínica" cuidando de dar uma solução final para o "problema" dos não-nascidos.

Ética estranha a do Reino Unido... São capazes deixar lentamente morrer crianças sobreviventes de abortos sem qualquer tipo de cuidado médico, mas o que não pode mesmo é alguém achar que uma aranha não tem "direitos". São capazes de deixar uma mãe desesperada assistir seu filho recém-nascido morrer sem o mínimo cuidado médico, mas sentem-se horrorizados se uma mosca é morta.

Isto é o fundo do poço, não? Não, não é...

Como indicado também pelo professor Wesley Smith, há coisas ainda mais bizarras acontecendo na Europa. Na Suíça há já aporte constitucional que trata da "dignidade das plantas". Sim, é isto mesmo... Em um país onde o aborto é liberado, há gente mais preocupada com a "dignidade" de flores e da grama.

A coisa é tão grave que um painel que tratava do assunto gastou tempo discutindo o status moral da ação de um fazendeiro que ao voltar para casa havia "decapitado" algumas flores silvestres com sua foice. E a palavra "decapitado" não é invencionice minha nem do professor Wesley J. Smith, é um termo utilizado no relatório produzido durante o painel.

Pois é... Parece que tem gente colocando cabeças em plantas e esquecendo da própria.

Até que ponto descerá a Europa? Difícil avaliar, ainda mais quando vemos que a intolerância religiosa caminha a passos largos no Velho Continente. E é por aí mesmo que podemos ter uma pista do futuro que os europeus estão escolhendo: um futuro no qual a Cruz, o símbolo da vitória do Bem sobre o Mal, torna-se indesejada enquanto plantas e animais passam a ter "direitos" que são negados a seres humanos não-nascidos.


terça-feira, novembro 17, 2009

Do Blog BIODIREITO-MEDICINA: Transplantes de órgãos vitais exigem morte do doador, adverte Bento XVI

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"A morte encefálica foi criada em função dos interesses transplantadores de alta complexidade e custo, no final da década de 60, por Comitê Ad Hoc de Harvard. A forma mais simples de explicar este imperativo é de que os órgãos vitais únicos apenas podem ser retirados viáves para transplantação se a atividade cardiorrespiratória estiver preservada."

Estas são as palavras do advogado Celso Galli Coimbra. Vale a pena ler mais sobre este assunto importantíssimo (clique aqui).

Quem deseja se aprofundar mais no assunto, faria bem começar por esta compilação feita pelo mesmo advogado, responsável pelo blog "Biodireito-Medicina" e pela página de mesmo título.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Obama e o aborto: um diário

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Atualmente é impossível falar de aborto sem que o nome de Barack Obama surja em destaque. Também pudera, quando se trata de abortismo, Obama é realmente nota 10. E quem diz isto nem sou eu, é uma organização abortista! Eles se conhecem e se merecem...

O que surpreende é que haja tanta gente caindo na lábia de Obama e seus asseclas. Quando o assunto é aborto, surpreende mais ainda como católicos, e católicos de renome, daqueles que têm penetração na grande mídia, conseguem olhar para o lado ante o apoio irrestrito do messias abortista -- é o que Obama é... -- ao assassinato de crianças ainda no ventre de suas mães.

Não tenho como esconder o constrangimento que sinto ao me deparar com textos pueris escritos por gente que podia -- e devia! -- trazer coisa melhor. E devia, exatamente por se dizer católica...

Mas este pessoal é uma gente estranha... É um pessoal que acha que o jeito de tratar um Papa é ser irreverente, que o jeito de ser católico é questionar pontos estáveis da doutrina, etc. E é este mesmo pessoal que praticamente se joga ao chão para que Obama pise em cima, que nutre pelo abortista nota 10 uma admiração que só as adolescentes nutrem pelos ídolos da moda.

Pois que fiquem eles com suas fantasias infastis... O que temos no mundo real é uma compilação feita pelo site LifeNews em que é mostrado o governo Obama e seu abortismo a todo vapor.

Iniciado em 05/11/2008, desde antes da posse de Obama, o registro dos atos de Obama sobre aborto e afins é de deixar qualquer um de queixo caído. Há de tudo um pouco: nomeação de juízes pró-aborto para altos cargos, nomeação de políticos abortistas para importantes posições de governo, homenagens a líderes abortistas, direcionamento de fundos do orçamento para políticas abortistas, discursos reafirmando seu irrestrito abortismo, etc.

Vale a pena dar uma olhada no diário abortista de Obama, nem que seja para sentir mais asco ainda das ações de uma pessoa que podia fazer muito bem, mas que, infelizmente, escolheu fazer o mal.

sábado, novembro 14, 2009

A cruel realidade do aborto

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É bom que se diga que o que choca mesmo no aborto não é sabermos que o bebê está já formado, que já tem a "aparência" de um ser humano normal. O que é realmente chocante e cruel é que uma vida humana foi eliminada. 

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https://contraoaborto.wordpress.com/2009/11/14/a-cruel-realidade-do-aborto/



quinta-feira, novembro 12, 2009

Na Espanha, políticos abortistas não podem comungar. E no Brasil? Bem...

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Segundo informações da imprensa, Monsenhor Juan Antonio Martínez Camino S.J. (foto ao lado), bispo-auxiliar de Madri e Secretario-Geral da Conferência Episcopal Espanhola, declarou o seguinte sobre políticos que apóiam um projeto abortista que tramita naquele país:
"Estão objetivamente em pecado e não podem ser admitidos à sagrada comunhão."
Parece coisa óbvia, não é mesmo? Se algum católico defende publicamente o cruel e absurdo assassinato de crianças no ventre de suas mães, coloca-se em situação de pecado gravíssimo. Em casos assim, a comunhão deverá ser negada a tais fiéis. Entre os vários e graves motivos, há o perigo de escândalo e de que o mau exemplo público arraste a outros fiéis para as trevas do pecado.


E o que acontece no Brasil?

É desnecessário, mas é bom que se lembre que o ensinamento da Igreja -- Una, Santa, Católica e Apostólica -- é o mesmo tanto na Basílica de São Pedro quanto em uma capelinha na selva vietnamita.

Aborto não é brincadeira. O Concílio Vaticano II trouxe palavras duríssimas para este crime hediondo:
"Com efeito, Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis. (...)" - Gaudium et Spes, 51.
Dito isto, faria muito bem à Igreja no Brasil que aprendesse um pouco com Monsenhor Juan Antonio Martínez Camino sobre como lidar com políticos abortistas. Fizesse isto, seríamos poupados da imagem abaixo, que vale bem mais que mil palavras.

Lula, o "católico a seu modo", comungando, também a seu modo, em Missa rezada pelo Cardeal Hummes. (27/05/2007)



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sábado, novembro 07, 2009

A enganação feminista e a realidade do aborto

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O movimento feminista hoje em dia encontra-se infestado de gente que está se lixando para a dignidade das mulheres, dado que a única coisa que se ouve as militantes gritarem é sobre um suposto "direito" ao aborto, ao assassinato de bebês ainda no ventre das mães.

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https://contraoaborto.wordpress.com/2009/11/07/a-enganacao-feminista-e-a-realidade-do-aborto/

Um novo blog sobre maternidade: MONSTRA TE ESSE MATREM

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Blog novo na praça! A socióloga Rosane Mito criou um blog cujo assunto principal é a maternidade, este dom fantástico que o Senhor Deus deu às mulheres.

É muito bom ver a maternidade tratada de uma forma altamente positiva, como verdadeira Graça de Deus. Mas o melhor mesmo é deixar a autora do blog falar um pouco sobre a maternidade nos dias atuais. Eis um pequeno trecho (original aqui):
"É nesse contexto que encontramos a maternidade hoje. Pressionada entre o medo e a culpa. Medo de perder todas as comodidades e todas as glórias que, segundo nos contam, apenas poderão ter aquelas que abdicarem ou ao menos adiarem o quanto puderem essa “incômoda” aventura. Culpa por continuar desejando e querendo algo que acredita que pode lhe completar e dar sentido a vida. Culpa também por acreditar que se tiver um filho, ou mais um, vai tornar mais pobre o mundo em que eles viverão. Ou talvez porque teve um filho muito cedo e agora todos dizem que a esperança no futuro acabou, entre fraldas sujas e mamadeiras, entre papinhas e noites em claro... (...)"
O blog está apenas iniciando, mas só vermos um assunto tão importante tratado de forma séria dá para ver que o potencial é muito bom.

Rosane Mito merece muitos parabéns pela iniciativa! Espero que mais mulheres trilhem o mesmo caminho, pois precisamos muito disto.

Vale checar: MONSTRA TE ESSE MATREM

terça-feira, outubro 20, 2009

Preservativos: e o Papa continua certo...

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Abaixo segue uma tradução livre de uma recente entrevista do Dr. Edward Green, que é pesquisador da Universidade de Harvard na área de Saúde Pública e População e Desenvolvimento.

Dr. Green assombrou o mundo ao afirmar que as palavras do Papa Bento XVI poderiam estar corretas sobre o problema da distribuição de preservativos como forma eficaz de combater a epidemia de AIDS.

Várias coisas saltam aos olhos de quem lê Dr. Green. Em primeiro lugar vemos que um dos fatores primordiais para a vitória sobre a epidemia é a mudança comportamental. Ou seja, é necessário a ênfase na fidelidade. Adianta bem pouco a distribuição maciça de preservativos como a que acontece no Brasil, onde programa de combate à AIDS é sinônimo de propagandas de incentivo ao "sexo seguro", uma falácia que só custa vidas.

Outro ponto é a contaminação ideológica de todas as instâncias governamentais e não-governamentais que lidam com o assunto. Os programas de combate à AIDS em vários países -- Brasil inclusive -- estão reféns de militantes gays e de libertários sexuais, que querem impor sua falta de valores sobre os cadáveres dos mais fracos.

Não compartilho de todas as idéias e nem de todas as conclusões do Dr. Green, mas creio que suas palavras servem muito bem para calar a boca dos que tentaram ridicularizar as palavras do Sumo Pontífice.


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Dr. Edward Green é pesquisador sênior na Harvard School of Public Health and Center for Population and Development Studies. Ele deu uma entrevista para o ilsussidiario.net quando da visita do Papa Bento XVI à África onde ele declarou -- como liberal e como médico/antropólogo -- que ele compartilha substancialmente as visões do Papa sobre AIDS e o uso de preservativos. O professor Green divulgou um paper em um encontro sobre AIDS na recente Conferência de Rimini.

Il Sussidiario - Dr. Green, qual é a situação geral em relação à AIDS? Os níveis de infecção serão reduzidos?


Dr. Edward Green - No geral, os níveis de infecção por HIV estão caindo. A taxa de novas infecções tem caído já há 11 anos. Em 2007 a UNAIDS finalmente admitiu que estas taxas estavam em queda. Serviu a propósitos políticos e financeiros para a obtenção de mais fundos continuar dizendo que a AIDS estava piorando cada vez mais e mais. Na verdade, o pico de infecções na África deu-se por volta do ano 2000. Há porém alguns poucos países onde o número de HIV está ainda em ascensão e os EUA é um deles. E aqui estamos nós, os EUA, dizendo aos africanos para fazer isto e aquilo, enquanto que nós não conseguimos resolver o problema em nosso próprio quintal. Nós deveríamos ajoelhar diante de um país como Uganda e aprender. Há outros países na África onde sabemos que o índice de infecções por HIV está decaindo, tais como Zâmbia, Quênia, Zimbábue, Etiópia, Malawi. E em cada caso a proporção relatada de homens e mulheres, que era de mais do que um parceiro sexual, caiu significativamente alguns anos antes de as taxas de infecção caírem.

Il Sussidiario - O senhor tem destacado algumas particularidades da África em relação a outras regiões, correto?

Dr. Edward Green - Mesmo dentro da África, há dois tipos básicos de epidemia por HIV, a generalizada e a concentrada. A generalizada é quando encontramos a infecção na população em geral. A concentrada quando ela está concentrada entre homens que fazem sexo com outros homens, usuários de drogas ou prostitutas. E apenas nestes países onde o HIV é majoritariamente concentrado entre prostitutas -- e mesmo assim não quaisquer prostitutas, mas prostitutas de bordéis --, apenas nestes poucos países, tais como Tailândia e Camboja, há uma chance de termos um impacto nacional através de uma política centrada na distribuição de preservativos.

Il Sussidiario - Na sua prévia entrevista publicada no ilsussidiario.net em março passado, o senhor concordava com as declarações do Papa Bento XVI sobre AIDS e preservativos durante sua visita à África. Poderia explicar melhor?

Dr. Edward Green - Bem... Podemos dizer que o Papa provavelmente não pensa que os preservativos sejam a resposta em lugar algum no mundo, e eu diria que cientificamente os preservativos têm funcionado em alguns poucos locais, como a Tailândia e o Camboja. A razão porque eu falei em concordância ao Papa foi porque ele não se referiu à abstinência, porque ele disse que as pessoas precisam ser responsáveis e também porque ele sempre fala sobre fidelidade ao matrimônio. Fui procurado por duas revistas de circulação nacional sobre o assunto, e eu disse que basicamente o Papa estava com a razão por tais motivos. Eu sabia que a parte que seria mais controversa seria quando o Papa disse que os preservativos poderiam até mesmo piorar o problema. De fato, por muitos anos já nós temos visto uma associação entre alta utilização de preservativos e altas taxas de infecção por HIV. E ao olharmos para as pessoas que estão sendo infectadas, elas tendem a ser usuários de preservativos. Conseguimos explicar este fenômeno desta forma: se existe uma tecnologia para redução dos riscos (preservativo), mas você se arrisca mais, a redução de riscos será anulada devido aos maiores riscos a que você se expôs.

Il Sussidiario - Durante a visita do Papa a Uganda, Sra. Museveni, a Primeira-Dama, escreveu um artigo que publicamos, onde ela reforça a importância da educação da população para o sucesso na luta contra a AIDS. Qual a sua opinião sobre o papel da educação como uma ferramenta para combater o HIV?

Dr. Edward Green - Esta deveria ser a principal arma para combater a AIDS. Uganda não tinha dinheiro para medicamentos. O presidente declarou que eles não conseguiam obter medicamentos vitais e nem mesmo medicamentos tais como drogas anti-malária ou aspirina. Como poderiam conseguir obter preservativos suficientes para todos? Então os preservativos não eram a solução. Ela teria de vir com palavras tais como "respeite sua esposa" e "respeita seu marido". "Jovens, mantenham-se castos, adiem o início da vida sexual". Há muito tempo para ter uma vida sexual quando se é adulto, mas, quando se é adolescente, deve-se aguardar, para que não haja preocupações. E deve-se fazer as pessoas terem medo de serem contaminadas por AIDS. Eu mostrei slides de crânios e ossos. Isto é contrário à abordagem da mídia global à AIDS. No momento, o país que tem a mais alta taxa de HIV no mundo é a Suazilândia e eu vivi lá por quatro anos, de forma que conheço bem sua realidade. A campanha atual por lá diz basicamente que sexo é divertido e o slogan da campanha é "Camisinha, onde a diversão está".

Il Sussidiario - É impressionante o fato de que a AIDS está sempre nas manchetes e uma doença como a malária, que é epidêmica e letal como a AIDS, não tenha o mesmo nível de atenção na mídia.

Dr. Edward Green - Correto. Há muito dinheiro indo para a AIDS e, pela primeira vez durante um grande esforço na área de saúde, o dinheiro não está indo para a prevenção mas para o tratamento, e tratamento é muito caro. Não há paralelo de tal coisa. Isto acontece porque grupos ativistas continuam demandando mais e mais dinheiro. Não importa o quanto se dê, jamais é suficiente. O que eu disse em minha palestra é que o programa mais efetivo que o mundo já viu foi o de Uganda no final dos anos 80 e início dos 90. No final dos anos 80 o programa custava US$ 0,23 por cada pessoa anualmente. Hoje Uganda está sendo inundada por doações de dinheiro, não tanto quanto de outros países, mas agora os doadores estão gastando por volta de 8 vezes mais que anteriormente e o HIV está começando a mostrar uma ascensão. A maior história de sucesso mundial de combate à AIDS está sendo posta em perigo porque doadores internacionais, meu país inclusive, têm feito pressão para que Uganda se conforme ao que é comumente feito em outros países, para que dê ênfase aos preservativos, nos diagnósticos, no tratamento de DSTs, no tratamento de AIDS, e para que deixe de lado os ensinamentos para que que cada pessoa permaneça com um parceiro, seja fiel. Sim, é isto mesmo, o custo aumentou e a efetividade caiu. E ainda assim estão culpando não haver preservativos suficientes.

Il Sussidiario - Como o senhor lida com todo o preconceito contra sua posição não-convencional?

Dr. Edward Green - A primeira vez que estive em Uganda, em 1993, passei apenas uma semana lá mas pude pude ver que era um programa diferente e que ganhara alguma fama já em 1988. Eu fazia um trabalho no Caribe e na República Dominicana e lá havia um tipo difeente de epidemia, com muitas infecções entre prostitutas e por isto eles tinham um agressivo programa de distribuição de preservativos. Eu o avaliei e produzi um paper sobre o assunto e este tornou-se bem popular de tal forma que eu estive nos noticiários. Tive meus 15 minutos de fama como dizem. Quando retornei após minha primeira semana em Uganda, meu pai foi uma das primeiras pessoas a quem eu contei o que lá acontecia. Meu pai era muito conhecido no campo de estudos populacionais. Ele foi o primeiro embaixador de assuntos populacionais do Departamento de Estado e ele estava nos conselhos de todas organizações de planejamento familiar. Ele viu imediatamente a significância do que eu estava dizendo: porque é melhor, muito melhor que preservativos. Eu lhe disse que não sabia ainda se eu estava certo. E com todos com quem eu falava, à exceção dos ugandenses, todos os especialistas de vários países diziam que eu estava errado. Era o ano de 1993 e eu tinha a certeza que o programa não iria para frente. De toda forma, quando eu realmente tive de falar, em 1998 e em 2001, eu mais ou menos declarei guerra à máfia da AIDS. Há um artigo em uma recente revista Forbes que fala de mim declarando uma "jihad" contra a máfia da AIDS em 2001.

Il Sussidiario - E isto foi frustrante?

Dr. Edward Green - Sim, muito. Isto machuca. Tenho amigos que não mais falam comigo. As pessoas pensam que sou um traidor. Eu venho do meio que estudo o planejamento familiar, de tal forma que a Igreja Católica é encarada como o inimigo e nós somos muito polarizados nos EUA sobre tal assunto. E todos pensam que se você acredita no Programa ABC ("Abstinence, Be faithful, Condom" -- Abstinência, Fidelidade, Preservativos) você deve ser um correlegionário do Bush. Eu digo que não, que jamais o apoiei. Eu escrevi dois livros recentemente, um tem por título "AIDS and Ideology" e o outro, "AIDS e Behavior". Eles ainda não estão finalizados. Em "AIDS e Ideologia" eu digo que a razão porque o paradigma ainda não mudou é parcialmente porque há uma indústria multibilionária e esta indústria quer que as coisas continuem como estão e em parte porque existe a forte crença de que liberdade sexual é mais importante do que a vida humana. Algums destes ativistas gays dizem: "Eu defenderei a liberdade sexual até a morte do último africano". Quero dizer, porém, que há gays que me apóiam, há organizações gays que advogam fidelidade de monogamia, mas ninguém sabe disto.

Il Sussidiario - E não se pode fazer nada contra a liberdade sexual. Quem come em demasia e ganha peso, corre o risco de perder a assistência médica, mas a liberdade sexual não pode ser contestada. Por que isto é assim?

Dr. Edward Green - Os ativistas que influenciam a política sobre AIDS construíram um muro ao redor do comportamento sexual, protegendo-o de qualquer tentativa de mudança. Eles fizeram a prevenção contra a AIDS uma simples matéria de adoção de tecnologia (preservativos, drogas), mas não de mudança de comportamento. Estou feliz em dizer que esta situação está mudando lentamente e que o perigo de se ter múltiplos parceiros está finalmente sendo reconhecido, pois esta evidência não pode ser ignorada para sempre.

Il Sussidiario - Ao final podemos dizer que o ponto principal é um uso responsável do sexo e das relações sexuais. E esta é uma uma atitude humana em geral, não necessariamente religiosa ou católica. Qual sua opinião sobre isto?

Dr. Edward Green - Concordo. Concordo com esta declaração: o ponto essencial é o sexo responsável e baseado em confiança e respeito mútuo. Não importa se você é católico ou protestante ou heterossexual ou gay. Há algumas organizações gays que advogam fidelidade e sexo de baixo risco. Mas nunca se ouve sobre tais organizações porque elas são sufocadas pelos gritos de grupos ativistas que dominam a mídia e o debate sobre AIDS.

quinta-feira, outubro 15, 2009

E o Prêmio Nobel da Paz virou piada...

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Abaixo, apenas 2 exemplos de caricaturas feitas para expressar o quão ridículo foi a concessão do prêmio a Obamaborto.

Para ver muitas mais, é só ir nesta página. Divirtam-se.





Guttmacher Institute e seu relatório "isento"

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Começaram a chegar à minha caixa postal mensagens com notícias sobre um novo relatório do Guttmacher Institute no qual é mostrado que o número de abortos e gestações não desejadas sofreram quedas significativas causadas pela ampla utilização de métodos anticoncepcionais.

Para um leitor desavisado, pode até ser que esta conclusão pareça fazer sentido, afinal de contas a reportagem que divulgou o relatório vem com vários números que demonstram mesmo a queda do número de abortos. E, para um leitor mais desavisado ainda, a responsável pelo relatório, que segundo a reportagem é "uma organização de saúde sexual com sede nos Estados Unidos", parece dar credibilidade ao "estudo" e ter isenção ao tratar de assunto tão sério.

Só que as coisas não são bem assim... Comecemos pelos números e pelas conclusões do estudo, deixando a parte melhor, a isenção do Guttmacher Institute, para um pouco mais tarde.

O que impressiona nos números divulgados pelo Guttmacher Institute é a obviedade dos mesmos. Admitindo que os números do instituto são verdadeiros, é coisa ridiculamente óbvia dizer que o número de abortos cai à medida que a contracepção vai sendo universalizada. É evidente que o número de gravidezes cairá; é evidente que o número de nascimentos também cairá; e é evidente que o número de abortos cairá. Repito: isto aconteceria admitindo-se que os números do instituto são razoavelmente confiáveis.

Mas por que o instituto se daria ao trabalho de movimentar sua gigantesca máquina de relações públicas para divulgar uma obviedade? Ora, os abortistas têm, basicamente, dois produtos a vender: a contracepção e o aborto. A verdade é que a divulgação deste relatório neste momento vem muito a calhar, pois pesquisas recentes indicam que nos EUA, pela primeira vez desde a completa legalização do aborto, há mais gente contrária a esta cruel prática do que a favor.

Dado que o jogo está virando, aquele papinho de feminista radical de que "meu corpo me pertence", que tenta vender a idéia de que o nascituro é como que um apêndice de sua mãe, não cola mais. Há que se mostrar, então, que o aborto é agora não um método de controle populacional hediondo -- a China que o diga! --, mas sim uma coisa muito necessária quando os métodos contraceptivos falham.

A diretora do instituto, Sharon Camp, deu a seguinte declaração:
"Há cada vez mais provas de que dar às mulheres os meios para decidir por elas mesmas quando querem ficar grávidas e quantos filhos querem ter diminui de maneira importante os índices de gestações não desejadas e, portanto, reduz a necessidade de recorrer ao aborto"
Este é o famoso e falacioso "direito de escolha" extendido à concepção. Na verdade, fora uma gravidez resultante de estupro, a mulher sempre exerce este seu direito quando escolhe fazer sexo. Por mais que muita gente bata o pé de raiva, por mais que milhares de ONGs subam favelas para dar cursos e mais cursos que ensinem a adolescentes como colocar preservativos em bananas e outras habilidades pitorescas, ainda assim ainda não foi inventado método contraceptivo artificial que seja 100%.

Uma gravidez é uma (feliz) conseqüência possível de cada relação sexual e é o ato sexual que é a escolha possível a todos. Ao escolher o ato sexual, os parceiros devem -- ou deveriam -- estar cientes de que seus atos têm conseqüências. E é por isto que é uma tremenda canalhice, coisa criminosa mesmo, que nossos adolescentes e jovens não sejam educados sobre as conseqüências de seus atos, mas sim sobre como evitar que seus atos tenham conseqüências.

Querer adiar o momento da "escolha" para depois do ato, quando já uma vida pode ter sido gerada é o começo de um processo cruel, no qual quem tem tudo a perder é a parte mais frágil: o nascituro. É o nascituro que será cruelmente sacrificado por causa da inconseqüência de seus pais

Na verdade, bobo é quem cai na armadilha de achar que realmente existe o tal "sexo seguro". Tal coisa não existe nem de longe, mas isto não impede ONGs, governos, profissionais de saúde e outros de enganarem milhões de pessoas por todo o mundo -- a maioria jovens -- de que basta um preservativo e tanto uma gravidez quanto doenças gravíssimas serão possibilidades afastadas.

Mas o que o relatório do Guttmacher Institute não revela, ao fazer um louvor asqueroso dos benefícios da contracepção é que as próprias mulheres são as que mais têm a perder com a universalização desta prática. Conforme cada vez mais evidências vão sendo descobertas, há fortíssimas ligações de que a prática do aborto e a utilização de métodos contraceptivos hormonais têm grande peso no aumento assustador do número de casos de câncer de mama. (Para maiores detalhes, checar aqui, aqui e aqui.)

É curioso como um instituto que deveria lidar com questões referentes à saúde da mulher ignora por completo tal assunto... Mas quem conhece um pouco que seja a história do Guttmacher Institute, sabe que isto não é à tôa. Mas isto fica para o final.

E quanto aos dados? Serão confiáveis os dados do instituto? O Dr. Bernard Nathanson, um dos fundadores da NARAL (National Abortion Rights Action League) e que converteu-se em líder pró-vida, assim conta sobre as táticas de desinformação constantes no meio abortista:
"É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade.

Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas. Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda"
Será que isto se aplica ainda hoje? Tomando como base o Brasil, um país, que se não é de primeiro mundo, também não é um Sudão ou uma Burkhina-Faso, é impressionante como a estimativa do número de abortos varia na casa de milhões. Isto não é Estatística, é puro chute, mas é um chute que é divulgado, que vira manchetes, acaba em revistas, em sites, e que é repetido à exaustão até que pareça verdade. Resumindo: é um chute que serve muito bem à causa abortista.

Conforme um artigo escrito aqui mesmo neste blog, o número da moda é de 1.400.000 abortos anuais. Como se chegou a este número? Ninguém sabe. Absolutamente ninguém sabe.

Quem deu uma passada de olhos no relatório do Guttmacher Institute, pode ver que a estimativa de abortos para a América do Sul em 2003 foi de 2.900.000. Sendo 1,4 milhão o número da moda na mídia brasileira, temos que o Brasil seria o responsável praticamente pela metade da estimativa do instituto. Sabendo que o Brasil possui praticamente metade da população na América do Sul, dá para desconfiarmos da tal "estimativa", pois ela está muito redonda: para quem tem metade da população, metade do número de abortos.

E como é esta estimativa? No artigo anteriormente citado, o número de abortos comumente citado na mídia varia entre 1.000.000 e 4.000.000 anuais. Só por aí dá para ter uma idéia da confiabilidade de tais estimativas. Quando lemos as palavras do Dr. Nathanson sobre os métodos abortistas de desinformação, vemos bem que tais números servem apenas de tática para a agenda abortista.

Alan Guttmacher Institute: isenção e credibilidade?

Chegou finalmente a hora de falar sobre o Guttmacher Institute.

Primeiramente, quem foi Alan Guttmacher? Ele foi um médico especializado Obstetrícia/Ginecologia. Até aqui tudo bem... O problema começa quando vemos que Dr. Guttmacher fez parte de um grupo de cientistas envolvidos com o estudo do Eugenismo, chegando a galgar a posição de vice-presidente na American Eugenics Society. A coisa só piora quando sabemos que Dr. Guttmacher foi nada mais nada menos que presidente da famosa Planned Parenthood Federation of America, que é a maior provedora de abortos nos EUA e que é chamada por muitos de a "maior multinacional abortista" do mundo.

O interessante é que o envolvimento do Dr. Gutmacher com o Eugenismo não consta na página de sua biografia constante no site do instituto. A palavra "Eugenismo" nem sequer aparece no texto. Nem pista. Nadinha. Por que será?

O Guttmacher Institute é simplesmente o braço dedicado a pesquisas da Planned Parenthood. Enquanto a Planned Parenthood é a ponta executora das práticas abortistas, o Guttmacher Institute é a ponta que municia a mídia e a academia com dados altamente confiáveis sobre o aborto e a contracepção. Em um ambiente assim, só idiotas acreditam que o Guttmacher Institute tem mesmo credibilidade e isenção para divulgar estudos repletos de "estimativas".

Ou seja, o release de imprensa que indicou que o instituto é "uma organização de saúde sexual com sede nos Estados Unidos" deliberadamente não contou nem metade da história. Dizer que o Guttmacher Institute é uma mera "organização de saúde sexual" é algo como dizer que Pelé foi um jogador de futebol: pode até ser verdade, mas não conta a história toda.

Duvido muito que a Folha de São Paulo e outros veículos de comunicação sejam dirigidos por idiotas. Não sendo assim, resta-nos apenas a possibilidade de que a grande mídia está fazendo a sua parte para ajudar o avanço do abortismo.

Alguém ainda tem dúvidas disto?

sexta-feira, outubro 09, 2009

A Beata Madre Teresa de Calcutá e a verdadeira Paz

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A Beata Madre Teresa da Calcutá, em seu discurso de recebimento do Prêmio Nobel de 1979, dedicou um parágrafo inteiro ao drama do aborto. A este ato horrendo e cruel, ela chamava de "o maior responsável pela destruição da paz no mundo inteiro".

Madre Teresa, que conhecia a miséria como ninguém, sabia apresentar soluções ao mal do aborto. E foi exatamente isto que ela fez em discurso na Conferência sobre População e Desenvolvimento no Cairo:
"- O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. Só é questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas. Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o pai, nem a mãe, nem o Estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza. "
Sua vida foi uma constante entrega a Deus através do serviço aos mais pobres e necessitados. Isto é promover a paz, a verdadeira paz, uma paz que não olha para o lado quando vê um ser humano fragilizado ser trucidado em nome de um suposto direito individual, um suposto direito de escolha.

A escola onde Madre Teresa aprendeu a ver Deus em cada pobre que batia à sua porta foram as favelas da Índia, um lugar de miséria medonha. Seria bem fácil que ela fizesse como muitos e pensasse que o problema dos pobres é que eles existem, e que a solução final é sua eliminação gradual através do aborto de seus filhos. Mas Madre Teresa era uma mulher sábia, uma mulher com o coração aberto a Deus e escolheu a porta estreita.

Entre a vida e a morte, uma única escolha é possível: "Escolhe, pois, a vida"! Madre Teresa sabia disto. Quem realmente busca a paz sabe disto.
Os organizadores do Prêmio Nobel também sabiam disto... Não mais, pelo jeito.

Passaram-se 30 anos desde a premiação da religiosa, e o que temos agora? Temos o mesmo prêmio sendo concedido a Barack Obama, um campeão quando o assunto é aborto, um verdadeiro ídolo entre os abortistas, mesmo entre os mais radicais.

Após estes 30 anos, o que mudou? O aborto continua sendo um ato cruel, que mata milhões por todo o planeta. Madre Teresa também não mudou, pois até sua morte ela continuou a condenar o aborto da mesma forma enfática. Tampouco mudou Barack Obama, pois ele é e sempre foi um abortista tão descarado que até mesmo se utiliza disto como plataforma política. Há quem goste e há quem vote, infelizmente.

O que foi então que mudou?

Mudou o mundo com certeza... E o Nobel da Paz também. Ninguém esquece que um terrorista como Yasser Arafat também ganhou o mesmo prêmio. Ou seja, em vista dos últimos anos, não há tanta surpresa assim. De um prêmio entregue a uma religiosa que faleceu em fama de santidade, tornou-se um prêmio meramente político entregue a um abortista tão descarado que até mesmo votava contra leis que visavam a proteção de bebês sobreviventes de abortos.

É claro que alguém pode dizer que a escolha de Obama não teve qualquer relação com sua posição radicalmente abortista. É nisto que também creio e é o que mais acho dramático. Premiar alguém que advoga que um bebê que, contra tudo e todos, sobreviva a um procedimento que visava sua morte deve ser deixado à míngua até que morra do mesmo jeito, premiar tal pessoa por sua busca da "paz" chega a ser cômico.

O grande drama é que o mundo mudou um bocado para pior quando vemos que o aborto passou de "o maior responsável pela destruição da paz no mundo inteiro" para uma simples nota no currículo tão louvado de um "pacificador".

É bem pouco admirável este mundo novo...

segunda-feira, outubro 05, 2009

Depoimento de uma vítima do câncer de mama

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No vídeo que vai acima, Charnette Messé conta como o aborto e a contracepção artificial acabaram lhe deixando, ainda bem jovem, com uma seqüela seríssima: o câncer de mama.

Conforme já abordado neste blog (aqui e aqui), as fortíssimas evidências da conexão entre o aborto e o uso de contraceptivos hormonais e o câncer de mama são sistematicamente escondidas das mulheres.

A sra. Messé aprendeu esta verdade a duras penas e quando já era tarde demais. Hoje ela é uma ativista na luta contra o câncer de mama e procura levar às mulheres apoio e informação, pois, segundo suas próprias palavras:
"Estar grávida é Deus nos dizendo que Ele nos confia uma outra vida."

quarta-feira, setembro 30, 2009

Do blog DEUS LO VULT!: Carta à CNBB - Nomeação de Abortista para o STF

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Dizer o que sobre o apoio da CNBB à indicação do abortista Toffoli para uma vaga no STF? Dizer novamente que é lamentável? Dizer que estamos decepcionados por tal apoio?

Sinceramente? Já passamos desta fase, não? Estou já enojado com a CNBB posicionar-se francamente contrária ao que prega a própria Igreja. Enquanto os católicos se mobilizam para tentar, através das poucas forças que possuem, ir contra esta avalanche de imoralidade que varre nossa sociedade, a CNBB posiciona-se favorável a uma pessoa que, além de não demonstrar de forma alguma o requisito de "notório saber jurídico", ainda mantém uma posição favorável à descriminalização do aborto?

E por que isto? Porque seu irmão, padre, ex-secretário da mesma CNBB, afirma que ele é "ético" o suficiente para o cargo? Que "ética" é esta que procura lavar as mãos frente ao assassinato cruel de seres humanos indefesos e fragilizados?

Por tudo isto, assino embaixo a carta enviada pelo Jorge Ferraz, do blog Deus lo Vult!, a Dom Dimas Lara Barbosa, Secretério-Geral da CNBB. Destaco um pequeno trecho:
"E então, Excelência? Quando nós, católicos, levantamo-nos em público contrariamente à nomeação de um sujeito que é pró-aborto para o Supremo Tribunal Federal do Brasil e, no dia seguinte, as manchetes dos jornais dizem que a CNBB apóia a indicação do mesmíssimo indivíduo para o mesmíssimo cargo, como Vossa Excelência acha que nós ficamos? De que maneira podemos defender a Igreja, se os senhores bispos desta Terra de Santa Cruz estão empenhados em atraiçoá-La covardemente?"
Eu não escreveria melhor... Mesmo porque o que penso sobre o acontecido talvez não deva ser colocado em palavras por risco de pecar por irreverência contra certos bispos.

Mas o nojo quanto a tudo isto permanece.


Deus nos ajude.

sábado, setembro 26, 2009

Ainda Marina Silva e o aborto: mais besteiras

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Marina Silva e Dilma Roussef: bobo é quem vê diferença entre elas.

Esta eu soube através do blog "O possível e o extraordinário", do meu amigo Wagner Moura.
"Não posso simplificar dizendo que sou contra ou a favor. No meu entendimento acho que deve haver um plebiscito. Não se pode impor nem a posição dos que são contra nem a dos que são a favor. Não se trata de satanizar a mulher que busca alternativa para seu desamparo, mas seria reducionismo achar que aborto é um ato sem consequência. Precisamos aprofundar esse debate. Advogo para que se possa ter essa discussão.” Senadora Marina Silva durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, 21/09/2009."
Por que a senadora não faz o serviço completo e pede também um plebiscito para o homicídio, que, assim como o aborto, também está elencado entre os "Crimes contra a vida" em nosso Código Penal? A verdade é que a senadora, ciente ou não, está defendendo uma inconstitucionalidade. Isto só para ficar no terreno legal.

A questão, na verdade, é bem simples: não cabe um posicionamento a favor do aborto pois se trata de uma vida humana. Ou isto ou a senadora parte para a relativização do mandamento "Não matarás", que ela ao menos deve conhecer. Ou então a senadora, contra tudo o que a ciência já sabe, insiste, da mesma forma que muito abortistas, que o fruto da concepção não é humano.

Este é o tamanho da confusão em que se meteu a senadora, que é apontada por ampla maioria da mídia como uma pessoa altamente ética. Na questão do aborto, em minha humilde opinião, a senadora, assim como seu companheiro Lula, faz mais mal do que uma abortista declarada.

Explico: o que muito atrapalha na defesa da vida são as pessoas que se dizem "pessoalmente contra o aborto, mas..."; gente como Marina Silva, Lula e outros. Atrapalham porque são eles, com sua visão relativista da vida humana, que mais munição dão aos que procuram a liberação do aborto.

O que a senadora do fundo do abismo de sua visão relativista não consegue enxergar é que o aborto não é alternativa para o desamparo em que por acaso se encontre uma mulher. Alternativa seria a desburocratização de adoções, seria implementar medidas de apoio à mulher grávida, seria construção de creches, de escolas, etc.. O aborto, a eliminação de um ser humano em estágio ainda frágil, não é alternativa a nada.

O que vai ficando claro é que a famosa ética de Marina Silva é a ética possível a uma esquerdista, uma ética tão relativista que chega ao ponto de, sob uma retórica bem elaborada, olhar para o lado enquanto crianças vão parar em trituradores de carne.

A senadora acha que o debate deve ser aprofundado. Debater o que, senadora? Debater que os frutos da concepção não são seres humanos? Ou debater que o aborto é uma "alternativa" à vida da criança?

Esta ética de Marina Silva a mim não surpreende, é uma ética caduca, uma ética que se adapta ao público, é uma ética que serva para nada, apenas para favorecer o assassinato cruel de crianças no ventre de suas mães.

A senadora acerta ao falar que o aborto não é um ato sem conseqüências. Corretíssimo! A conseqüência de TODO aborto, fora os problemas físicos e psicológicos para a mãe, é a cruel morte de um ser humano e não há plebiscito que mude isto.

De golfinhos humanizados e bebês animalizados

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Um amigo meu recebeu um destes e-mails de corrente de protesto. O motivo? Este: a matança de golfinhos nas Ilhas Faroe.

Na mensagem, vinham anexadas algumas imagens "chocantes" de habitantes das Ilhas Faroe participando da "matança" dos pobres animais. As imagens do evento, dada a comoção que causou, podem ser vistas em vários sites. Quem se interessar, poderá vê-las através de uma simples busca no Google.

Ao final da mensagem, uma penca de nomes de pessoas que já haviam encaminhado a mensagem para seus contatos fazendo campanha contra aquela "crueldade". É necessário dizer que às imagens somavam-se frases como:
"O mar se tinge de vermelho, entretanto não é devido aos efeitos climáticos da natureza. Se deve a crueldade com que os seres humanos (ser civilizado) matam centenas dos famosos e inteligentíssimos Golfinhos Calderón."
Ou:
"Deste massacre participam principalmente jovens. Por que? Para demonstrar que estes mesmo jovens já chegaram a uma idade adulta, estão maduros."
Ou ainda:
"Eles não morrem instantaneamente, são cortados uma ou duas vezes com ganchos grossos. Nesse momento os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido."
Tais frases deviam contribuir muito para a revolta das pessoas que viam as imagens, o que é natural.

É chato dizer isto, mas a verdade é que aqueles que, talvez até demonstrando uma boa vontade, pularam de indignação contra as imagens do "massacre" erraram um pouco o alvo. O abate dos golfinhos é um evento cuja principal função é guardar a carne do animal para o rigoroso inverno nas Ilhas Faroe.

A parte de o abate ser como que um rito de passagem não é comprovada. Mais informações sobre o que realmente acontece podem ser vistas aqui e aqui.

Mas o que é que um assunto destes tem a ver com o aborto, o principal tema deste blog? Aparentemente nenhum... Mas quando ficamos sabendo que a mensagem foi enviada por uma pessoa que milita pela liberação do aborto a coisa muda de figura. E milita ao ponto de seu e-mail -- que não vou divulgar, claro -- fazer referência exatamente à descriminalização do aborto.

E a coisa fica mais tragicamente irônica quando no corpo da mensagem lemos frases como "os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido" para indicar o sofrimento dos animais abatidos.

Mas é forçoso dizer que uma defensora do aborto horrorizar-se com a morte dos golfinhos, e de golfinhos que emitem sons de "choro de um recém-nascido", não é coisa que me surpreenda. Aliás, posso dizer que é típico mesmo de tais pessoas este tipo de horror seletivo.

Um horror tão seletivo que é capaz de relativizar a vida de seres humanos ainda não nascidos, mas que rasga as vestes quando vê o abate de golfinhos que apenas serviriam de alimento.

É um horror artificial, que se importa muito com quantos golpes morre um golfinho nas Ilhas Faroe, mas que nem liga para o triturador encontrado em clínicas de aborto no Rio de Janeiro e que era utilizado para eliminar as evidências de um crime bárbaro e cruel contra seres humanos em estágio frágil.

É um horror falso, que acha bem pouco civilizado quem mata golfinhos para comer, mas que aplaude de pé médicos que são capazes de matar dois pequenos e frágeis seres humanos, fazendo-os pagar com a morte pelo crime de seu pai.

É um horror que nos horroriza porque humaniza golfinhos e animaliza seres humanos, da mesma forma que nem se importa que ovos de tartaruga sejam protegidos enquanto procura-se a legalização do aborto de seres humanos.

Este é o tipo de horror que podemos esperar de quem se dói que os faroenses comam carne de golfinho, mas que acha um absurdo que não seja seu direito que seu filho vá parar em um triturador de carne.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Do blog BIODIREITO MEDICINA: Morte encefálica e transplante de órgãos

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"(...) não se pode admitir que alguém seja levado à morte para poupar a vida de outrem. Então, toda a problemática referente aos transplantes esbarra num problema primeiro, incontornável: estará o doador realmente sem vida?

Não é suficiente que o futuro doador esteja desenganado pelos médicos. Pois a previsão pode falhar. E mesmo que fosse infalível, ou seja, que tal ou tal pessoa não pudesse de modo algum sobreviver, não seria lícito levá-la à morte para efeito de transplante.

Em situação tão delicada, compreende-se então, com facilidade, que a equipe médica necessita ter, atrás de si, critérios legais perfeitamente confiáveis de acordo com a moral, atualizados e firmes. É o caso dos adotados no Brasil?"

Tomei conhecimento desta matéria publicada na revista
Catolicismo através do blog Biodireito Medicina. Os desdobramentos éticos do assunto são importantíssimos e a leitura deste texto é muito esclarecedora.


quinta-feira, setembro 24, 2009

Contextualizando o aborto: o vídeo que o Youtube censurou

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O vídeo acima ("Requiem for the disappeared") mostra o funeral de 23 bebês assassinados em duas clínicas de aborto nos EUA.

Abandonados em latas de lixo aos pedaços, foram recolhidos por militantes pró-vida para que ao menos na morte tivessem a dignidade que lhes foi negada pelos médicos, pelas pais, pela sociedade.

O vídeo acima foi censurado no Youtube. Segundo a política do site, imagens de realismo gráfico devem sempre ser acompanhadas da devida contextualização e informação.

Difícil imaginar melhor contexto para o aborto de bebês do que um funeral. A morte, e uma morte cruel, é o contexto de todo aborto. Esta é a verdade que muitos -- Youtube incluído -- querem que permaneça escondida.

E quanto à informação, não seriam as imagens de pró-vidas recolhendo os pedaços de bebês de latas de lixo na calada da noite mais informação do que é suficiente para o significado último de todo aborto?

O grupo Pró-Vida que produziu o vídeo pensa ainda em medidas legais contra o Youtube por esta indevida censura de mais um vídeo da causa Pró-Vida, coisa que já aconteceu em vezes anteriores.

Por enquanto, há vários outros sites que permitem a exibição do vídeo. Mas mesmo se não houvesse, mesmo se o último ser humano decente fosse calado, mesmo assim não faltariam pedras para deixar claro a todos a realidade do aborto. Uma realidade que só está completa com um funeral.

Do blog JORNADAS ESPIRITUAIS: Não podeis servir a Deus e ao PT

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Abaixo vai um trecho do excelente blog Jornadas Espirituais. Vale a pena ler a íntegra (disponível aqui).

"(...) Enchem muito a boca para falar de "excluídos", "opressão" e "marginalizados", porém quem é mais excluído que aquele homem cujo direito a vida foi tirado ainda indefeso no ventre da mãe? Quem mais oprimido do que uma criança dilacerada por puro egoísmo de evitar mais uma boca para alimentar? Quem mais marginalizado de quem é arrancado do ventre materno e atirado ainda com vida numa lata de lixo? Um ser humano abortado é o verdadeiro excluído, marginalizado e oprimido. É a essência de quem foi excluído antes de ver a luz do dia, marginalizado antes de nascer e oprimido ainda no ventre da mãe. Por que os neo-fariseus da TdL, estes sepulcros caiados, estes Herodes travestidos de sacerdotes e teólogos, não os defendem?"

domingo, setembro 20, 2009

O PT e sua ética pró-aborto - Parte II

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O senhor Jaime Ferreira Lopes, Chefe de Gabinete do deputado Luiz Bassuma, foi expulso aos gritos, segundo seu próprio relato, pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini. O motivo da expulsão, aparentemente, foi porque o senhor Jaime portava uma filmadora portátil.

A reação do presidente petista dá bem a idéia do que deve ter acontecido naquela sessão. Novamente, pergunta-se: há alguma surpresa com os métodos truculentos dos petistas?

Mais uma vez, o que é de surpreender mesmo é a reação do senhor Jaime Ferreira Lopes, que ao invés de enfrentar o esbravejante Berzoini e perguntar-lhe se o presidente petista tinha algo a esconder da opinião pública, preferiu, segundo suas próprias palavras "não tornar mais tensa ainda a reunião, me retirei, em silêncio do ambiente".

Infelizmente, o senhor Jaime Ferreira Lopes achou por bem retirar-se calado diante da gritaria de Berzoini. Talvez fosse o momento de uma atitude mais enérgica, mas o senhor Jaime achou por bem acatar a gritaria descabida do Presidente do PT e sair cabisbaixo.

Infelizmente, também, não é a primeira vez que vemos uma atitude no mínimo estranha por parte do senhor Jaime Ferreira Lopes. Em um texto de livre circulação produzido pelo advogado Celso Galli Coimbra (que pode ser lido aqui), é colocada uma frase do senhor Jaime Ferreira Lopes, então presidente da associação Brasil Sem Aborto:
"Não se pode colocar uma questão pontual como o aborto acima de todo um projeto de governo"
Causa muita estranheza a qualquer pró-vida uma tal frase. Quais seriam, então, as questões que têm prioridade em relação às vidas dos não-nascidos?


É o próprio Dr. Celso Galli Coimbra quem explica o contexto de tal frase:
"Esta frase (...) é do petista Jaime Ferreira Lopes de "Brasil Sem Aborto", então Presidente de "Brasil Sem Aborto" e hoje seu vice, que foi dirigida pessoalmente a mim quando ele inviabilizou a eficácia da notificação dos candidatos à Presidência da República, em outubro de 2006 (notificação que fora decidida em votação do Comitês por proposição minha na Plenária de agosto de 2006, representando o Comitê do Rio Grande do Sul, em Brasília), para não prejudicar lula com perdas de votos no segundo turno das eleições naquele ano. Na notificação com fundamentação jurídica elaborada por mim, era oposto a ambos os candidatos a pergunta chave sob o ponto de vista da competência jurídica privativa de quem fosse eleito Presidente: "se eleito, ele sancionaria uma legislação abortista vinda do Congresso?"" [destaques no original]
Quem lê este relato só pode concluir que o movimento Pró-Vida saiu perdendo quando colocado em conflito contra os interesses petistas. Mas esta não foi a primeira vez e certamente não será a última.

Por exemplo, no dia 23/04/1996, foi votada a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 25/95, de autoria do então deputado Severino Cavalcanti, que objetivava a proibição do aborto em qualquer situação. Pois bem, fica claríssimo a qualquer um que tal votação era de enorme interesse para os Pró-Vida.

Resultado: não houve um petista que aparecesse para votar a favor. Dentre os deputados petistas que votaram contra a emenda que protegeria completamente os não-nascidos, estavam os deputados de Minas Gerais, Chico Ferramenta e Sandra Starling.

Sandra Starling, aliás, é co-autora do tristemente famoso PL 1135/91, que é o principal Projeto de Lei tramitando no Congresso que busca a modificação do Código Penal para a liberação do aborto.

A princípio os nomes de Chico Ferramenta e Sandra Starling são apenas nomes de petistas que atuam pela Cultura da Morte, certo? Certo. Mas o mais curioso de tudo é que o senhor Jaime Ferreira Lopes, que retirou-se da sessão do Conselho de Ética do PT sob os gritos de Ricardo Berzoini para não tumultuar o ambiente, que escreveu carta pública ao presidente do PT reclamando da arrogância com que havia sido tratado, que talvez até partilhe do sentimento de que "o PT está perdendo a sua alma", este senhor na referida carta pública, faz um breve histórico de sua atuação política.

E o que podemos ler neste histórico? Eis as próprias palavras do sr. Jaime:

"(...) já em 1993, fui assessor especial do Gabinete da então Secretária de Educação de Belo Horizonte, Sandra Starling-PT/MG, na gestão do Prefeito Patrus Ananias, acompanhando-a depois, por quase 3 anos, como Coordenador Político do seu mandato de Deputada Federal. Em 1995, a convite, assumi a Chefia de Gabinete do então Deputado Federal Chico Ferramenta. Em 1997, tornei-me Chefe de Gabinete do Deputado Federal Walter Pinheiro-PT/BA. Em 1999, com muita alegria, passei a integrar o Mandato da então Deputada Federal Maria do Carmo Lara, hoje Prefeita de Betim, com ela trabalhando 6 anos. E, em 2004, passei a integrar, a convite, o Gabinete do Deputado Federal Luiz Bassuma. "
O senhor Jaime Ferreira Lopes esteve envolvido com o PT, filiado ou não, nos últimos 30 anos. Ok. E ele é contrário ao aborto. Ok. Então o que é que ele andou fazendo no Gabinete de Sandra Starling, então Secretária de Educação em Minas Gerais? E isto após ela ter apresentado, junto com o então deputado Eduardo Jorge, também do PT, o PL 1135/91? Será que o Sr. Jaime Ferreira Lopes não sabia do histórico de Sandra Starling? Ou será que sabia e não se importava?

E depois o sr. Jaime vai trabalhar com o deputado Chico Ferramenta, que também votou não na PEC 25/95?

Ou seja, parece mesmo que para o sr. Jaime Ferreira Lopes o aborto é uma questão mesmo pontual, pelo menos não é nada que o impeça de trabalhar para "companheiros" seus que produzem projetos abortistas e que votam contra os interesses Pró-Vida.

E o sr. Jaime Ferreira Lopes ainda diz que "com muita alegria" ele trabalhou para a então deputada Maria do Carmo Lara. Quem é Maria do Carmo Lara? Ela é atualmente a prefeita de Betim/MG, mas antes, quando deputada e a quem o sr. Jaime serviu alegremente, ela fazia parte da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis), a mesma Frente que apóia, por exemplo, a aprovação do PL 122/2006 -- a Lei da Homofobia --, uma coisa que sob falsos pretextos deseja impedir qualquer crítica de cunho moral às práticas homossexuais.

Mas a atuação da agora prefeita não ficou apenas por aí... Quando ainda deputada, a sra. Maria do Carmo Lara, e ainda sendo servida pelo contentíssimo sr. Jaime Ferreira Lopes, assinou uma declaração entregue ao Parlamento Europeu pela deputada portuguesa Ilda Figueiredo em que era pedido a absolvição de mulheres envolvidas em abortos clandestinos na cidade de Maia, quando o aborto ainda era ilegal em Portugal.

O Julgamento de Maia, como ficou conhecido o caso, foi muito utilizado pelos abortistas portugueses como forma de forçar a liberação do aborto naquelas bandas. E a então deputada Maria do Carmo Lara, então em seu primeiro mandato, assinou a declaração que pedia que as mulheres que abortaram seus filhos fossem absolvidas de seus crimes.

E ao lado da deputada, em seu Gabinete, quem estava? O feliz sr. Jaime Ferreira Lopes.

Não digo que o sr. Jaime não seja contra o aborto, mas para quem é uma liderança pró-vida no Brasil, é peculiar como ele passou boa parte de sua atuação política atuando em gabinetes de parlamentares petistas que favoreceram, de uma forma ou de outra, a Cultura da Morte e o abortismo.

E isto acaba nos levando ao ponto principal: está mais do que provado que é impossível ser um verdadeiro pró-vida -- para quem o aborto não é apenas uma "questão pontual", mas sim uma questão fundamental -- e ser petista, pois o conflito sempre chegará e, até hoje, o movimento Pró-Vida sempre sai perdendo.

É chegada a hora de os petistas que realmente importam-se com a vida dos não-nascidos escolherem o único caminho coerente: a porta de saída. Não o fazendo, eles apenas estarão ajudando a agenda abortista de seu partido.