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sexta-feira, outubro 09, 2009

A Beata Madre Teresa de Calcutá e a verdadeira Paz


A Beata Madre Teresa da Calcutá, em seu discurso de recebimento do Prêmio Nobel de 1979, dedicou um parágrafo inteiro ao drama do aborto. A este ato horrendo e cruel, ela chamava de "o maior responsável pela destruição da paz no mundo inteiro".

Madre Teresa, que conhecia a miséria como ninguém, sabia apresentar soluções ao mal do aborto. E foi exatamente isto que ela fez em discurso na Conferência sobre População e Desenvolvimento no Cairo:
"- O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. Só é questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas. Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o pai, nem a mãe, nem o Estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza. "
Sua vida foi uma constante entrega a Deus através do serviço aos mais pobres e necessitados. Isto é promover a paz, a verdadeira paz, uma paz que não olha para o lado quando vê um ser humano fragilizado ser trucidado em nome de um suposto direito individual, um suposto direito de escolha.

A escola onde Madre Teresa aprendeu a ver Deus em cada pobre que batia à sua porta foram as favelas da Índia, um lugar de miséria medonha. Seria bem fácil que ela fizesse como muitos e pensasse que o problema dos pobres é que eles existem, e que a solução final é sua eliminação gradual através do aborto de seus filhos. Mas Madre Teresa era uma mulher sábia, uma mulher com o coração aberto a Deus e escolheu a porta estreita.

Entre a vida e a morte, uma única escolha é possível: "Escolhe, pois, a vida"! Madre Teresa sabia disto. Quem realmente busca a paz sabe disto.
Os organizadores do Prêmio Nobel também sabiam disto... Não mais, pelo jeito.

Passaram-se 30 anos desde a premiação da religiosa, e o que temos agora? Temos o mesmo prêmio sendo concedido a Barack Obama, um campeão quando o assunto é aborto, um verdadeiro ídolo entre os abortistas, mesmo entre os mais radicais.

Após estes 30 anos, o que mudou? O aborto continua sendo um ato cruel, que mata milhões por todo o planeta. Madre Teresa também não mudou, pois até sua morte ela continuou a condenar o aborto da mesma forma enfática. Tampouco mudou Barack Obama, pois ele é e sempre foi um abortista tão descarado que até mesmo se utiliza disto como plataforma política. Há quem goste e há quem vote, infelizmente.

O que foi então que mudou?

Mudou o mundo com certeza... E o Nobel da Paz também. Ninguém esquece que um terrorista como Yasser Arafat também ganhou o mesmo prêmio. Ou seja, em vista dos últimos anos, não há tanta surpresa assim. De um prêmio entregue a uma religiosa que faleceu em fama de santidade, tornou-se um prêmio meramente político entregue a um abortista tão descarado que até mesmo votava contra leis que visavam a proteção de bebês sobreviventes de abortos.

É claro que alguém pode dizer que a escolha de Obama não teve qualquer relação com sua posição radicalmente abortista. É nisto que também creio e é o que mais acho dramático. Premiar alguém que advoga que um bebê que, contra tudo e todos, sobreviva a um procedimento que visava sua morte deve ser deixado à míngua até que morra do mesmo jeito, premiar tal pessoa por sua busca da "paz" chega a ser cômico.

O grande drama é que o mundo mudou um bocado para pior quando vemos que o aborto passou de "o maior responsável pela destruição da paz no mundo inteiro" para uma simples nota no currículo tão louvado de um "pacificador".

É bem pouco admirável este mundo novo...

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