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terça-feira, dezembro 13, 2016

É aceitável o aborto por motivo de estupro ou incesto?

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Abaixo segue uma tradução livre de um trecho do excelente livro "Defending Life", de autoria do professor de Filosofia e Jurisprudência Francis J. Beckwith, da Baylor University.





segunda-feira, julho 18, 2016

Grávida após estupros seguidos, ela rejeitou o aborto ao ouvir a batida do coração de seu bebê

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Sara e seu filho William, no Zoológico

O que segue abaixo é o relato de Sara Gerardo, que há 12 anos viu-se grávida do homem que a abusou sexualmente durante um ano. Mesmo com muitas dúvidas, ela havia decidido pelo aborto, mas desistiu após ouvir as batidas do coração de seu filho.

sexta-feira, julho 08, 2016

Violentada por um estranho, ela rejeitou o aborto - e não se arrepende

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Foi divulgado pela organização pró-vida Live Action o depoimento de uma jovem que ficou grávida após ser violentada e que resolveu ter seu bebê e criá-lo.


"Dois meses após [o estupro] eu...

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2016/07/08/violentada-por-um-estranho-ela-rejeitou-o-aborto-e-nao-se-arrepende/ 

domingo, fevereiro 07, 2016

Como o Brasil trata suas crianças: alguém se lembra de João Hélio?

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E não fizemos nada!
Há exatos 9 anos, morria o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas 6 anos, no subúrbio do Rio de Janeiro. Preso pelo cinto de segurança, ele foi arrastado pelo lado de fora do carro que havia sido roubado de sua mãe por quatro bandidos no subúrbio do Rio de Janeiro. Sua mãe e sua irmã mais velha conseguiram sair do carro, mas João Hélio não conseguiu se desvencilhar do cinto que o prendia ao automóvel. Seu corpinho foi destroçado durante o trajeto feito pelos criminosos, que foram presos poucas horas depois do bárbaro crime.

abordei este caso anteriormente no blog e, mesmo após tantos anos, continua sendo difícil tratar disto. Imaginar o pequeno João Hélio, na inocência de seus 6 aninhos, tendo que passar por tamanho sofrimento é coisa que escapa a qualquer um que sequer tente imaginar o absurdo da situação. Assim como é impossível imaginar a dor dos pais do menino, que hoje estaria em plena adolescência se tivesse permanecido entre nós.

À época de sua morte, houve uma justa e esperada indignação, mas, como sempre acontece, não foram poucos os que vieram a público pedir "calma" e "civilidade". Calma e civilidade para lidar com a morte de uma criança que foi arrastada e despedaçada na frente de sua mãe e irmã? O tipo de morte que o menino teve não é aceita nem que seja dada aos animais. Imagine-se o que ocorreria se um pervertido amarrasse um cachorro em seu carro e o saísse arrastando pelas ruas de uma de nossas grandes cidades. Como reagiríamos? Por muito menos gente já perdeu emprego, reputação, etc.

"Ah! Mas os criminosos foram pegos!" Sim, foram. E o que fizemos para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer? Ainda temos de lidar com menores cometendo crimes impunemente, com o sucateamento e desmoralização de nossas polícias, com a incapacidade de nossa população de se defender minimamente. 

Um dos assassinos de João Hélio, Ezequiel Toledo da Silva, era menor de idade quando cometeu o crime. Cumpriu pena sócio-educativa de 3 anos e foi solto. Houve uma iniciativa que procurava colocá-lo em um programa de proteção a testemunhas, pois temia-se por sua integridade física. Houve até mesmo notícia de que ele iria morar no exterior, levado por uma ONG, o que parece não ter acontecido devido à indignação popular diante desta informação. A última notícia que se tem é que ele voltou a cometer crimes. Alguém se surpreende com isto? 

Quando da morte de João Hélio, houve até sociólogo que chamou de "reposta bárbara" o fato de que muitos desejavam a redução da maioridade penal. Houve políticos que não aceitavam sequer discutir o assunto, pois, segundo eles, estávamos ainda sob efeito do impacto emocional do horrível crime que havia sido cometido. Mas e agora? Passados nove anos do acontecido, o que podemos dizer que fizemos de concreto para que mais crianças não corram o risco de morrer como João Hélio? Temos agora por volta de 60.000 homicídios por ano., e muitos destes são cometidos por menores de idade que no máximo cumprirão penas de recolhimento de 3 anos em instituições de segurança baixíssima, onde a única coisa que aprenderão será como cometer mais crimes. 

É assim que o Brasil trata suas crianças. Elas nunca são prioridade. Não merecem educação de qualidade; nossas escolas públicas tornaram-se, fora as pouquíssimas exceções, depósitos de crianças, que de lá sairão em sua maioria analfabetas funcionais. Não merecem investimentos em saneamento, o que diminuiria drasticamente o número de crianças que ainda morrem por doenças que podem ser perfeitamente controladas. 

Mas o que elas parecem merecer, na cabeça de certos políticos, de jornalistas com agenda, de militantes e de todos que lhes dão apoio é a morte. Parece que é melhor que elas nem mesmo venham à luz, que sequer existam, que pereçam ainda no ventre de suas mães. O mesmo Estado que lhes nega educação, que lhes nega condições básicas de saúde, que lhes nega proteção contra crimes tais como foi vítima o pobre João Hélio, é este mesmo Estado que busca que o aborto seja liberado. 

Quando foi que nossas crianças se tornaram o problema? Nosso problema, na verdade, é a incompetência, é a corrupção, é a opção por ideologias comprovadamente assassinas. As más condições deixadas às nossas crianças são a herança de tudo o que criamos por aqui. E serão elas que terão de pagar por nossos erros?

E agora, diante da calamidade da Saúde Pública e da incompetência para pesquisar vacinas ou controlar a proliferação de mosquitos, a primeira resposta dos bem-pensantes é liberar o aborto? Mais uma vez serão nossas crianças que irão pagar por nossa estúpida incompetência? E isto com o aplauso de tantos que ainda têm a petulância de se dizerem preocupados com a saúde da população? 

O pequeno João Hélio morreu faltando poucos dias para o Carnaval de 2007. Em 2011, escrevi isto:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.
Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. Isto, na minha opinião de não-sociólogo, é que é barbaridade!"
O Brasil não é apenas um país que não é sério. O Brasil é um país que tornou-se profundamente sem vergonha, pois é exatamente isto o que se pode dizer de um país que trata suas crianças não como o futuro a ser preservado, mas como o problema a ser eliminado. 


segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Desordem moral, a raiz de nossos males

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No dia 7 de fevereiro de 2007, há 8 anos portanto, falecia de forma absurdamente cruel o menino João Hélio, de 6 anos de idade, nas violentas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Alguém se lembra? Talvez poucos, bem poucos mesmo.

Um menino arrastado e despedaçado ao ser levado pendurado em um carro com criminosos em fuga não bastou para interromper o carnaval carioca, que aconteceria duas semanas depois. Em uma postagem de 2011, quando dos 4 anos da morte de João Hélio, assim escrevi:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.

Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. (...)"
Pelo jeito o menino João Hélio virou estatística, pois nada da indignação causada por aquela morte crudelíssima parece ter restado.

Onde, aliás, ficou a indignação da sociedade brasileira quando no dia 3 de janeiro do ano passado a menina Ana Clara, também de 6 anos, teve 95% de seu corpo queimado em ato de terror contra o ônibus no qual ela viajava com sua mãe. Este ato foi cometido por menores de idade a mando de encarcerados do sistema prisional do Maranhão. A menina veio a falecer 3 dias após o ataque.

Houve alguma indignação profunda em nossa sociedade? Algo foi feito para que casos assim possam ser minimizados ou não voltem mais a ocorrer? Nada.

E nossa sociedade vai, ano após ano, perdendo sua sensibilidade... Na madrugada deste Domingo, na cidade de Jaguarão, no RS, uma adolescente de 16 anos morreu atropelada por um caminhão de Trio Elétrico. Não entro no mérito do que aconteceu, principalmente por respeito aos familiares, mas o que aconteceu após o acidente é de estarrecer, conforme relatado pela página da revista Veja:
"Ainda de madrugada, a prefeitura da cidade suspendeu os festejos. Entretanto, já na tarde deste domingo a programação teve autorização para ser retomada. Durante os eventos, haverá um minuto de silêncio em homenagem à jovem."
Certo. Uma jovem morre na "festa" e a reação é retomar tudo de onde parou. Que tal desviar um trio elétrico para passar na porta do cemitério também? Que tal uma batucada no velório? A canalhice do carnaval carioca e suas "homenagens" ao menino João Hélio parece que vem fazendo escola Brasil afora.

Melhor, bem melhor, fez o bloco cujo caminhão de Trio Elétrico atropelou e matou a jovem gaúcha. Em nota oficial, o bloco declarou:
"Apesar de a menina não ser integrante do trio elétrico Marajás do Trago, estamos extremamente abalados e não temos condições psicológicas de continuar com os desfiles no Carnaval de 2015."
E quem teria condições? Um bloco de carnaval -- "Marajás do Trago"! -- mostra mais tutano moral que a administração pública de uma cidade. Que tempos!

E é bom que se diga que Jaguarão é uma cidade de menos de 30.000 habitantes. Ou seja, nem mesmo a impessoalidade e o egoísmo típico das grandes cidades podem servir de desculpa. E é claro que o problema não é Jaguarão, o problema é o Brasil, é nossa desordem moral, esta força que está nos corroendo por dentro e que nos impele ao que é errado, que nos cega e impede que vejamos o que é correto. 

Um dos exemplos desta desordem é um vídeo que apareceu esta semana nas redes sociais. Nele era mostrado o resultado de um acidente em uma estrada no Brasil e podia-se ver pessoas saqueando a carga do caminhão que havia sofrido o maior dano. Conforme o veículo da pessoa que estava filmando a cena ia ultrapassando o caminhão que estava sendo saqueado, podia-se ver o frenesi dos saqueadores em tomar para si a maior parte possível da carga. A grande surpresa é que quando é filmada a cabine do caminhão que estava semi-destruída podia-se ver o motorista preso ás ferragens, provavelmente morto, ou desacordado e precisando de ajuda. E ninguém o ajudava, caso necessitasse, ou ninguém mostrava o mínimo de respeito por uma pessoa que havia acabado de falecer. Nada. A única coisa que importava era o roubo, o crime, o levar vantagem tão típico nosso. Foi coisa de embrulhar o estômago ver homens portando-se de forma pior que animais.

É esta desordem que devemos combater, pois é ela a raiz de inúmeros males; males que vêm deixando um rastro de crianças mortas de forma cruel, tais como João Hélio, Ana Clara e inúmeras outras; males que levam as mulheres a encarar o aborto como se solução fosse para algo. Nesta desordem moral quem mais sofre são os pequeninos, são os frágeis, são os necessitados; estejam eles no ventre de suas mães, no banco de trás de nossos carros, ao lado de sua mãe em um ônibus ou até mesmo na cabine de um caminhão de carga. Esta desordem moral nos atingirá a todos.



quinta-feira, março 13, 2014

João Helio, Ana Clara, Yorrally... E vamos aqui aguardando a próxima vítima

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João Helio - assassinado em 07/02/2007
Há 7 anos, mais precisamente no dia 07/02/2007, o menino João Helio, aos seis anos de idade, foi arrastado por vários bairros do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, preso pelo cinto de segurança do automóvel de sua mãe que havia sido roubado. 

Justificadamente, houve comoção nacional com a tragédia. Manchetes foram escritas, especialistas em Segurança Pública foram ouvidos, sociólogos foram entrevistados, etc. Como a atrocidade aconteceu perto da época do Carnaval, chegou-se ao ponto de algumas escolas de samba "homenagearem" João Helio através de cartazes nos desfiles, de coreografias... Claro, nada como se mostrar solidário com o drama vivido pelos familiares do menino antes de cair no samba, não é mesmo? Nossa cara-de-pau parece não ter limites...

Mas no meio de toda esta pantomima, tão comum entre nós sempre que acontece uma tragédia de tal porte, havia também uma indignação sincera da população contra um crime tão bárbaro cometido contra uma criança. Somava-se a isto o fato de entre os bandidos haver um rapaz ainda menor de idade, e a população sabe bem o que isto significa: impunidade, mesmo para os crimes mais hediondos que se possa imaginar. 

Como era natural, o tema da redução da maioridade penal voltou a surgir, pois sequer imaginar que alguém possa participar de um crime como aquele e sair impune após meros 3 anos de medidas sócio-educativas é para revoltar qualquer um. Como era também natural, naturalíssimo até, os suspeitos usuais vieram a público para, do alto de seus pedestais, dar o alerta para o perigo de uma precipitação em relação ao assunto, para o risco de nos deixarmos levar pelo calor do momento. Houve até quem dissesse que pensar em tal assunto naquele momento fosse sinal de barbaridade. Foi isto o que declarou à época o sociólogo Ignacio Cano:
"Isso seria uma resposta bárbara a um crime bárbaro que só faria aumentar a espiral da barbárie. Vejo nisso uma repercussão excessiva, apesar do caráter extremamente perturbador do crime, um raciocínio primitivo porque as pessoas estão reagindo emocionalmente. Tentar extrair políticas públicas de um caso extremo como esse é demais.”
Pois é... Para o professor Cano, bárbaros somos nós que nos indignamos que um rapaz possa participar do trucidamento de um menino de 6 anos e passar apenas 3 anos em repouso em uma unidade correcional, boa parte deste tempo provavelmente em regime semi-aberto. O sociólogo faria bem melhor em explicar a nós mortais como a "espiral da barbárie" poderia aumentar quando apenas se deseja que os culpados cumpram penas de acordo com a natureza de seus crimes. E faria mais bem ainda se nos ensinasse como um criminoso cumprir apenas 3 anos de medidas sócio-educativas, após tratar uma criança com menos dignidade do que a devida a um animal, fará para diminuir a tal "espiral da barbárie".

Na verdade, o que aconteceu mesmo com a "espiral da barbárie" -- para continuar a utilizar o vocabulário do professor -- foi que o menor de idade cresceu, atingiu a maioridade e a última notícia que se tem dele é que voltou a cometer crimes, sendo autuado por posse ilegal de arma de fogo, tráfico e corrupção. Ao que parece, a "espiral da barbárie" não segue os ditames de certos especialistas. 
Ana Clara, queimada viva em 03/01/2014

Na verdade, a barbárie vinda dos bandidos continua recrudescendo: no dia 3 de janeiro deste ano, a menina Ana Clara e mais outros 5 passageiros ficaram queimados após o ônibus em que seguiam ser parado e incendiado a mando de encarcerados no sistema prisional do Condado dos Sarneys, também conhecido como estado do Maranhão. Com 95% de seu corpo queimado, Ana Clara, também de 6 anos de idade, como João Helio, não resistiu aos graves ferimentos, vindo a falecer 3 dias após o ataque.

Segundo informações, dos seis detidos acusados de participação no crime, dois são menores de idade. Alguém está mesmo surpreso com isto? Como os bandidos, bem ao contrário de certos sociólogos, sabem muito bem detectar as mensagens que a realidade lhes passa, a utilização de menores em tais tipos de ataques é cada vez maior, pois eles sabem que a pena na eventualidade remota de alguém ser preso será muito branda, totalmente desproporcional ao crime praticado. Você sabe que um país está sem rumo quando os bandidos são mais realistas que os sociólogos, poderia alguém dizer...

Mas como a barbaridade não encontra freio em nossa Justiça ou nas políticas públicas, ontem fomos brindados com a notícia de que um "menino" de 17 anos e 364 dias de idade assassinou friamente Yorrally, de 14 anos, sua ex-namorada, com um tiro no olho. Não satisfeito, o "menino", do qual eu não posso sequer citar o nome, gravou seu crime e o enviou aos seus amigos. 

Yorrally Ferreira
No primeiro quadro, um frame do vídeo feito
pelo ex-namorado mostrando o assassinato

Premeditação, motivo fútil, falta de remorso, etc. Dá para se pensar em um monte de agravantes para o crime cometido pelo "menino", mas nada disto adiantará, pois ele passará no máximo 3 anos de sua vida em medidas sócio-educativas e depois poderá sair para conhecer outras meninas e, quem sabe?, novas vítimas. Tudo com a conivência de muita gente bem pensante.

Há 7 anos morria João Helio. Há alguns poucos meses morreu Ana Clara. Há um dia morreu Yorrally. E muitos outros morreram em crimes cometidos por menores de idade. E aí? Será que agora podemos rever a legislação referente à maioridade penal ou será que ainda estamos "reagindo emocionalmente"? Ou será que estamos contribuindo para aumentar a "espiral da barbárie"? Quando será que teremos a permissão para nos indignar sem que sejamos nós os bárbaros?

sexta-feira, junho 07, 2013

O Estatuto do Nascituro, os idiotas úteis e a farra dos abortistas

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Em algum canto obscuro, talvez até nos porões de alguma (ou várias) PUC existente no Brasil, há militantes abortistas rindo de orelha a orelha. Enganam-se muito os que acham que eles estão indignados com a aprovação do Estatuto do Nascituro em Comissão da Câmara de Deputados. Eles, mais do que ninguém, sabem que o que se lhes apresentou de mãos beijadas foi uma baita oportunidade, destas que não há dinheiro que compre.

Em poucos dias, como se o assunto fosse novo (tramita desde 2004), a  militância abortista, com seus tentáculos por toda a imprensa e nas mídias sociais, espalhou termos tais como "Bolsa-Estupro", ou que as mulheres seriam obrigadas a terem filhos resultantes de violência sexual, ou que, pasmem!, os estupradores ganhariam o direito de pais, até mesmo com direito a visitar seus rebentos.

Ora... Francamente? É de se lamentar que as pessoas não façam o mínimo que se espera delas quando um assunto sério como é a defesa da vida está em pauta. O texto do Estatuto do Nascituro está disponível para quem quiser lê-lo (clique aqui) e sua leitura é extremamente fácil, pois, ao contrário de outras peças legislativas vindas de nossos parlamentares, esta é de uma clareza impressionante. Basta ler e entender o que lá está. 

Quem conseguir me provar que algo lá indica que o estuprador ganhará direitos de pai da criança, ganha uma viagem de ida para Cuba ou um lugar na primeira fila de um dos Congressos promovidos por alguma entidade abortista de sua preferência. Estarei esperando. Sentado, claro.

Quem diz que o Estatuto obrigará as mulheres a terem filhos concebidos em estupros simplesmente não o leu. E, pior, não leu a Complementação de Voto feita pela relatora Dep. Solange Almeida, que deixa claramente exposto que há ressalvas devido ao que já consta no Art. 128 do Código Penal.

Ou seja, a gritaria toda, com meninas esbravejando no Facebook, gente correndo para assinar um abaixo-assinado eletrônico é por qual motivo mesmo? Por nada... Sinto dizer, mas estão todos servindo de idiotas úteis para uma coisa muito maior e muito, mas muito, mais obscura: a aprovação total e irrestrita do aborto.

E talvez seja isto o pior de tudo, o mais trágico. Em uma era em que a informação está disponível na ponta dos dedos, bastando um clique para alcançá-la, vemos que as pessoas simplesmente não lêem mais. E, quando lêem, não entendem o que vai escrito. E são estas que servem de massinha de modelar na mão dos militantes abortistas financiados com grana internacional.

Uma destas pessoas indignadas chegou na página do blog no Facebook esbravejando que o estuprador teria o direito de visitar a criança. Então eu lhe pedi que trouxesse o texto do Estatuto onde isto estaria escrito. Após alguns momentos (o Google é rápido mesmo...), ela colou alguns links com matérias saídas na imprensa e apenas isto... E ainda perguntou se eu queria mais. Será que precisa? Isto é um diploma de alienação pura e simples. Tomar como fonte de suas indignações o que vai nos jornais, e em suas versões online!, como fonte isenta sobre um assunto tão sério ou é ignorância profunda ou simples má-fé. De qualquer forma, é o sonho da militância abortista ter gente assim a seu dispor.

E mais... O que tanta gente indignada não quer entender, provavelmente por causa de todo ruído criado pela militância, é que quem ficará sem qualquer ajuda será a mulher que foi estuprada e decide, em um ato extremo de valoração da vida humana que já carrega em seu ventre, manter a gravidez. É esta que terá o direito de receber do Estado ajuda financeira, psicológica, etc. E isto acontecerá quando o estuprador não for identificado, pois será ele que deverá pagar por seu crime, inclusive com a devido aporte para o sustento da vida que ele gerou através de violência.

Mas se prevalecer a ótica dos que gritam, esta mulher deverá ser abandonada. "Ela que se vire e crie seu filho sozinha!" -- é o que estão dizendo. Ela estará sendo vítima duas vezes: de seu algoz, um facínora, um calhorda que a usou sexualmente, e também da sociedade, que sequer lhe dá um auxílio mínimo para que ela possa criar, caso deseje, seu filho. É fazer exatamente o que muitos criticam: é transformar a vítima em culpada. "Quem mandou não abortar?" -- é o que estão a dizer em casos assim. 

E é isto que enoja... Em um país em que até presos, independentes de seus crimes, por mais abjetos que sejam, ganham ajuda finaneira para suas famílias, é este país que um monte de gente se levanta contra uma ajuda financeira a uma mulher estuprada e que decide manter seu filho?

Isto não é apenas ignorância. É crueldade e falta de compaixão. E é exatamente o que a militância abortista planejou sobre todo este imbroglio. Talvez este pessoal não imaginasse que seria tão fácil manipular tanta gente em tão pouco tempo. Mas a ignorância endêmica em nosso país deixou o terreno bem plano para tais grupos.

E uma outra profunda nota a se lamentar é que as lideranças pró-vida mostraram-se, mais uma vez, incapacitadas para lidar com o assunto, para esclarecer, para ocupar a mídia e mostrar a verdade. Lamentável...




segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Caso João Hélio: e não fizemos nada...

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Há exatos 4 anos, o menino João Hélio foi trucidado, destroçado por bandidos no subúrbio do Rio de Janeiro. A comoção que se seguiu ao bárbaro assassinato foi enorme. E justificada. E, pode-se dizer, até muito positiva, pois em uma cidade e em um país que se acostumou já com crianças mortas por balas perdidas, com mulheres assassinadas em cruzamentos, com passageiros de ônibus queimados vivos, é positivo que ainda haja barbaridade que cause indignação. Sinal de que nossa sociedade não está morta. Ainda…

Mas uma coisa que estes 4 anos mostraram é que essa capacidade de se indignar vai diminuindo cada vez mais.

A capa do número da revista Veja que se seguiu à morte do menino vinha com o seguinte título em destaque: "… NÃO VAMOS FAZER NADA?"

E o que fizemos, afinal? Houve alguma mudança estrutural considerável para que a população sentisse que casos como o de João Hélio não vão mais acontecer? Uma das medidas que foi muito discutida à época do crime foi a diminuição da maioridade penal, e inúmeros políticos aproveitaram a onda, mas deu em nada. Que é ridiculamente absurdo que jovens possam votar a partir de 16 anos, mas que não possam arcar criminalmente com suas atitudes erradas, só um idiota o negaria.

Ou seja, um rapazote serve bem para votar no candidato que seus professores de Filosofia e Sociologia (sim, isto está no currículo agora) pintam em cores lindas e brilhantes durante suas "aulas", mas, caso ele resolva arrastar de carro pelas ruas um menino de 6 anos preso pelo cinto de segurança, ele deve poder fazê-lo sem que seja punido de acordo com seu crime.

Um dos assassinos, o "menor" Ezequiel, após 3 anos em uma instituição para jovens infratores, quase entrou em um programa para proteção de adolescentes ameaçados de morte. Não fosse a gritaria popular, Ezequiel estaria soltinho e mamando nas tetas do Estado.

Atualmente, segundo informações, ele está cumprindo medida sócio-educativa em regime semi-aberto por 2 anos. Ou seja, por volta de 2012 ele estará livre! Isto é Brasil.

Mas o que mais revolta é o que tivemos de ouvir e ler nos dias seguintes ao bárbaro crime. Não faltou gente, os de sempre, a falar que o crime foi cometido por todos nós, ou que devemos atacar as causas que levam a isto, ou que não devíamos buscar soluções fáceis no calor da emoção, etc. Um blablablá que faz muito sucesso nas salas de aula da UERJ ou da USP, mas que não traz de volta o menino João Hélio de volta e nem lhe faz justiça.

Um exemplo deste papo-cabeça enrolador pode ser a declaração do sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, que chamado pelo portal G1 para dar sua opinião de especialista sobre o clamor público que pedia, entre outras coisas, a redução da maioridade penal, saiu-se com esta:

"Isso seria uma resposta bárbara a um crime bárbaro que só faria aumentar a espiral da barbárie. Vejo nisso uma repercussão excessiva, apesar do caráter extremamente perturbador do crime, um raciocínio primitivo porque as pessoas estão reagindo emocionalmente. Tentar extrair políticas públicas de um caso extremo como esse é demais.”
Pois é… Gente como o sociólogo Ignacio Cano achava, e provavelmente acha ainda, que o caso de um menino de 6 anos arrastado por 7 Km, tendo seu corpo destroçado na via pública, teve "repercussão excessiva". Querer que a sociedade seja protegida ou ao menos tenha como punir exemplarmente quem comete crimes de tal porte, para o sociólogo, é uma "resposta bárbara".

Talvez fosse o caso de se perguntar ao sociólogo se agora, passados já 4 anos, já é ou não o tempo de se buscar soluções. Talvez devêssemos perguntar a ele se seu radar civilizatório já permite que ao menos discutamos a redução da maioridade penal. Ou será que isto ainda é classificado por ele como barbaridade?

Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.

Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. Isto, na minha opinião de não-sociólogo, é que é barbaridade!

O fato é que, passados 4 anos, Sergio Cabral foi reeleito, Lula foi reeleito (ah, sim… Dilma…) e o Rio de Janeiro continua com seus carnavais pomposos e luxuriantes. E nós aqui continuamos esperando um novo caso João Hélio acontecer. 

E quando isto ocorrer, bastará um bando de foliões gritando o nome da vítima da vez e um monte de especialistas a dizer que temos que nos acalmar. Afinal, o importante é o samba jamais parar, não é mesmo?

quinta-feira, junho 04, 2009

49 milhões a 5 - Ann Coulter

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Fui alertado pelo amigo Matheus Cajaíba, do excelente blog Jornada Cristã, para um excelente artigo da conservadora norte-americana Ann Coulter sobre o caso do assassinato do abortista George Tiller. Segue abaixo uma tradução livre (original aqui).

Os puristas podem estranhar, mas resolvi traduzir o termo "liberals" por "esquerdistas". Fiz isto para tentar uma aproximação da cena política norte-americana com a nossa, facilitando o entendimento das forças que movem aos pró-aborto.

Sobre o conteúdo do artigo da polemista norte-americana, o que posso dizer é que ele é impecável. Desde o início nota-se a forte denúncia da completa falta de critério dos que acusam TODO o movimento pró-vida de cumplicidade ou, ao menos, de aplainar o caminho para o assassinato do abortista. Trata-se apenas, lógico, de uma espessa cortina de fumaça e de uma maquiavélica manobra para tentar instumentalizar a morte do Dr. George Tiller.


Ann Coulter demonstra claramente como o "dinheiro de sangue" do abortista Tiller enchia as campanhas democratas, notoriamente a da antiga governadora do Kansas, estado onde fica a cidade -- Wichita -- onde o assassinato foi cometido. Governadora esta que largou o mandato para ser nomeada para uma alta posição no governo Obama.
E demonstra também como os mesmos que se juntaram para, após os ataques terroristas de setembro de 2001, mostrar que a maioria dos muçulmanos é de pessoas pacíficas, apesar da morte de mais de 3.000 norte-americanos, são os mesmos que agora querem classificar de terroristas todos os pró-vidas por causa do assassinato do abortista por um homem com extenso histórico de doenças mentais e envolvimento com organizações obscuras.

Mas já estou contando o que fica bem melhor na pena da articulista...


Finalizando, eu gostaria apenas que sejam bem notados os dois últimos parágrafos, nos quais Ann Coulter utiliza exatamente argumentos abortistas, nada tirando e nada pondo, para enfaticamente mostrar como a defesa do aborto é nada menos que a defesa do assassinato. Uma magistral utilização de reductio ad absurdum.


Sem mais, segue o artigo.


***


49 milhões a 5


Logo após o assassinato a tiros do abortista George Tiller, o presidente Barack Obama enviou uma mensagem alertando que esta nação não tolerará ataques a militantes pró-vida ou a qualquer norte-americano por causa de sua religião ou crença.

Haha! Brincadeirinha! Esta foi a principal manchete -- com pequenas alterações -- de um editorial do New York Times lançando um alerta sobre teoréticos crimes de ódio contra muçulmanos, que foi publicada oito meses após os atentados de 11/09/2001. Será que os pró-vidas poderão ver aprovada uma lei contra crimes de ódio e também páginas e páginas escritas para convencer aos norte-americanos que "a maioria dos pró-vidas são pacíficos"?

Por anos temos ouvido falar sobre a grave ameaça de que os norte-americanos reajam desproporcionadamente a um ataque terrorista cometido por 19 muçulmanos bradando "Allahu akbar" enquanto guiavam aviões comerciais em direção a arranha-céus de New York. Isto seria o equivalente a 19 pró-vidas gritando "Cada aborto assassina um coração pulsante!" enquanto alvejassem milhares de cidadãos inocentes em Wichita, Kansas.

Por que os esquerdistas não estão se apressando a nos assegurar desta vez que "a maioria dos pró-vidas são pacíficos?" Bem diferente dos muçulmanos, os pró-vidas verdadeiramente são pacíficos.

De acordo com recentes pesquisas de opinião, a maioria dos norte-americanos se opõem ao aborto -- o que é consistente com a histérica recusa dos esquerdistas em votar sobre tal assunto. Em um país com aproximadamente 150 milhões de pró-vidas, 5 abortistas foram mortos desde Roe x Wade.

Durante os mesmos 36 anos, mais de 49 milhões de bebês foram assassinados por abortistas. Vamos rever o placar, torcedores: 49.000.000 a 5.

Enquanto isto, perto de 2 milhões de muçulmanos vivem nos EUA, e, embora os muçulmanos sejam menos assassinos que abortistas, estou bem certa que eles mataram mais do que 5 pessoas nos EUA nos últimos 36 anos. Por alguma razão, o número "3.000" fica aparecendo em minha mente.

Então, em um país que é mais do que a metade pró-vida -- e que 80% se opõem aos aborto de último trimestre, os do tipo que eram feitos por Tiller -- apenas 5 abortistas foram assassinados. E em um país que é menos do que 0,5% muçulmano, algumas dúzias de muçulmanos mataram milhares de norte-americanos.

Mas a morte de aproximadamente um abortista por década leva os esquerdistas a condenar todo o movimento pró-vida como "terroristas domésticos". Pelo menos os esquerdistas finalmente encontraram alguns terroristas que eles gostariam de enviar para Guantanamo.

Tiller gabava-se sobre já ter feito 60.000 abortos, incluindo abortos de bebês viáveis, aptos a sobreviverem fora do útero de suas mães. Ele ganhou milhões de dólares fazendo abortos de último trimestre, que são tão grotescos que apenas dois outros abortistas o fazem em todo o país.

A lei de Kansas permite abortos no último trimestre apenas para salvar a vida da mãe ou para prevenir um "irreversível dano físico" à mãe. Mas Tiller estava mais do que feliz em assassinar bebês viáveis, pois: 1) cada aborto deste tipo custava US$ 5.000; 2) ele atestava que havia "condições substanciais e irreversíveis" para justificar o aborto, o que, na visão do Dr. Tiller, aparentemente incluiria ser impedida de ir a shows ou a rodeios, ou ainda ficar "temporariamente deprimida" por causa da gravidez.

Em retorno pelo dinheiro de sangue do rentável abatedouro de Tiller, os democratas teceram uma rede de proteção para o abortista.

Em 1997, o jornal The Washington Post publicou que Tiller compareceu à Casa Branca -- Bill Clinton era o presidente -- para um café-da-manhã para os maiores doadores de campanha. Além da doação de US$ 25.000 para Clinton, Tiller queria agradecer-lhe pessoalmente pelos 30 meses de sua proteção a cargo de agentes federais pagos pelo dinheiro dos contribuintes.

Os democratas de Kansas que recebiam de Tiller centenas de milhares de dólares em doação para campanhas repetidamente intervinham para barrar qualquer interferência no abortório de Tiller.

Kathleen Sebelius, que era a governadora do estado do Kansas até Obama a nomear para a Health and Human Services Secretary, recebeu centenas de milhares de dólares em doações de Tiller. Enquanto governadora, Sebellius vetou uma lei que restringiria os abortos de último trimestre e uma outra que obrigaria Tiller a entregar seus registros sobre atestados de "condições substanciais e irreversíveis" em justificativa dos abortos no último trimestre.

O Procurador-Geral Paul Morrison também foi eleito com a ajuda do dinheiro de sangue de Tiller em substituição ao anterior, um republicano, que estava no meio de uma investigação sobre vários crimes de Tiller, incluindo sua falha em relatar estupros de menores ("statutory rapes" - nos EUA, o sexo de um(a) adulto(a) com um(a) menor de 16 anos, mesmo consentido, é considerado um tipo de estupro), apesar de fazer abortos em meninas grávidas com apenas 11 anos.

Mas logo após Morrison substituir o Procurador-Geral republicano, as acusações contra Tiller foram reduzidas e, em curto espaço de tempo, ele foi absolvido de crimes menores. Apesar disto, em um caso que não é incomum ao se fazer negócios com democratas, Morrison já é história, tendo sido forçado a sair quando sua amante o acusou de assédio sexual e corrupção.

Tiller não era protegido apenas por uma Guarda Pretoriana de democratas eleitos, mas também pela pluralidade protetora da Evangelical Lutheran Church in America (ELCA - Igreja Evangélica Luterana na América) -- coincidentemente, a mesma igreja ao qual pertencia um conterrâneo de Tiller que se auto-proclamava "BTK killer" (um famoso matador em série de Wichita).

A página oficial da ELCA assim instrui aos visitantes: "Um vida em desenvolvimento no útero não tem um direito absoluto ao nascimento". Assim como decidem quem tem e quem não tem um "direito absoluto a nascer", quem é que pode dizer que abortistas que fazem os abortos de último trimestre têm "direito absoluto" à vida?

Eu não mataria um abortista, mas eu não desejaria impor meus valores morais aos outros. Ninguém é a favor de atirar em abortistas. Mas como a criminalização de homens tomando difíceis e trágicas decisões será um meio efetivo de alcançar a meta de reduzir o assassinato de abortistas?

Seguindo os preceitos morais dos esquerdistas, acredito que a correta posição seja: Se você é contra o assassinato de abortistas, então não atire em um.

quarta-feira, março 11, 2009

Estupro, aborto e valores distorcidos - Carlos Ramalhete

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O estupro, mais ainda, o estupro reiterado e contumaz de uma criança indefesa é um crime asqueroso, que poderia em justiça merecer a pena de morte (não percebi, aliás, em nenhuma das numerosas e estridentes reações pró-aborto à declaração de dom Cardoso, alguém pedindo que fosse estendida ao estuprador a pena de morte que sofreram seus filhos).

Continue lendo:

 https://contraoaborto.wordpress.com/2009/03/11/estupro-aborto-e-valores-distorcidos-carlos-ramalhete/

terça-feira, março 10, 2009

16 semanas, 6 centímetros, 100 gramas

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"Ontem, por volta das 9h, enquanto advogados da Arquidiocese de Olinda e Recife se preparavam para dar entrada com uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco para impedir o aborto, ela já havia expelido o primeiro feto. Duas horas e meia depois, o aborto ocorreu por completo, expelindo o segundo. Cada um tinha aproximadamente seis centímetros e pesava cerca de cem gramas. Os fetos foram guardados em um saco plástico e encaminhados para exame de DNA, que comprovará a autoria do crime de estupro pelo padrasto, o rapaz de 23 anos, que está no Presídio de Pesqueira."
O trecho que vai acima é da página do jornal Diário de Pernambuco. O que está em negrito é a única descrição que o jornal dá para os SERES HUMANOS que foram abortados sob os aplausos da mídia, de ongs abortistas, da população em geral e até mesmo de muitos "católicos".

Enfim, sob os aplausos de muitas pessoas (tais como a sra. Denise), que acham que têm condições de dar aulas de humanismo para alguém, quando o que fazem mesmo é se colocar no papel de escolher quem deve ou não viver.

Bebês inocentes pagaram pelo crime de seu pai. É isto o que temos ao final de toda esta história.

A menina-mãe não deu a luz a seus filhos. Não! Pelo que vai descrito no jornal, eles foram "expelidos". É a coisificação do ser humano escancarada a nossos olhos, é a bestialização do maior Dom que Deus nos dá.

Há gente, que bate no peito orgulhosamente dizendo-se grande defensora da vida, pois, segundo tais pessoas, a menina corria risco de morte. Mentira! E mentira deslavada... Há casos comprovados de meninas que deram à luz até mesmo com menos idade do que a menina de Lagoinhas.

Mas que importa isto, não é mesmo? O que importa para a imprensa, para ongueiros e para tanta gente pseudo-humanista é apenas que os bebês tinham de ser abortados.

O que aconteceu é que somaram o crime hediondo do aborto de duas crianças, dois SERES HUMANOS, ao drama do abuso absurdo cometido pelo padrasto. E são estes dois SERES HUMANOS que nem mesmo puderam ter uma sepultura decente: "foram guardados em um saco plástico". O único destino destes bebês foi, sob os aplausos de tanta gente, servirem de prova material para a Justiça.

Mas para viver eles não serviram...

Nós, humanos, enterramos nossos mortos. Há os que enterram seus bichos de estimação. E há aqueles que estupram crianças, há os que assassinam... E há também aqueles que "expelem" os bebês dos ventres de suas mães. Há aqueles que os colocam em sacos plásticos para servirem de prova material. Há, enfim, aqueles que negam o óbvio: que a cada aborto é um ser humano que é morto.

Mas quem quer saber disto? A maioria, aquela mesma que aplaude até agora a Justiça? Justiça para quem mesmo? Para os que foram parar em sacos plásticos é que não foi...

E será que entre o enorme contigente que aplaude o desfecho em Recife, o mesmo pessoal que direcionou sua fúria linchatória para a pessoa de D. José Cardoso Sobrinho, que não excomungou ninguém, mas apenas disse o óbvio -- "Estão excomungados" --, são estas mesmas pessoas que talvez nem saibam o crime hediondo que estão aplaudindo.

Um ser humano é um ser humano, independente de seu tamanho. Mesmo assim, é bom que muitos saibam o que é que eles ajudaram ou aplaudiram a ser tratado apenas como objeto. Eis um vídeo de uma criança de 16 semanas ainda no ventre de sua mãe:



Os bebês que foram abortados pareciam-se com este que vai acima. Provavelmente movimentavam-se da mesma forma. Alheios à violência extrema a que seu pai biológico submeteu sua pequenina mãe, desenvolviam-se normalmente.

Eram seres humanos que, como todos nós, não carregavam a culpa pelo crime de seu genitor. E, no entanto, foram eles os sentenciados à morte, tudo isto sob um discurso que era o mais justo a se fazer, de que eles deviam morrer para que sua frágil mãe vivesse -- o que é mentira.

Mas não é mentir o que este pessoal faz? Tudo isto, claro, debaixo da máscara de justiça, de humanismo, de magnanimidade?

A única diferença entre os bebês filhos de um pai normal e os que são filhos de um estuprador, como é o padrasto da menina de Lagoinhas, é que estes últimos não foram amados. Ao invés de um mundo que estivesse alegre com a expectativa de sua vinda, o que tiveram foi uma turba que lhes desejava a morte. Ao invés de roupinhas quando do nascimento, um saco plástico quando do aborto, do "expelimento".

Pois encarem, então, o saco plástico e vejam o troféu de vossos atos. Contemplem cada um: 16 semanas, 6 centímetros, 100 gramas.


quinta-feira, novembro 13, 2008

Padre marcado para morrer

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Assim é o mundo maravilhoso de Obama! O Padre Frank Pavone, um dos mais proeminentes líderes pró-vida dos EUA, recebeu ameaça de morte no dia seguinte à eleição do messias abortista norte-americano.

Em tradução livre, eis o texto da ameaça, que pode ser lida no blog do próprio padre, que se encontra na página da organização "Priests for Life", da qual ele é diretor:

"Eu prevejo que haverá mais terrorismo anti-aborto causado por esta eleição. PREVEJO TAMBÉM QUE DESTA VEZ ISTO SERÁ RESPONDIDO NA MESMA MOEDA POR CONTRATERRORISTAS PRÓ-ESCOLHA [eufemismo para pró-aborto], que produzirão ataques similares a conhecidos pró-vida. Padre Frank será um alvo natural dos contraterroristas pró-escolha.

Devido a isto, aconselho a você, Padre Frank, que, caso tenhas conhecimento de qualquer atentado a uma clínica abortiva, saia da cidade. Tire férias no estrangeiro. Vá visitar o Vaticano. Se houve algum ato de terrorismo anti-aborto, sua vida não estará segura nos EUA.

Boa sorte."


Segundo o padre, outros líderes pró-vida receberam ameaças semelhantes.

O texto da ameaça alega que atos de violência por parte dos pró-aborto são uma forma de contraterrorismo, o que é absurdo. Em primeiro lugar porque o movimento pró-vida não é de forma alguma terrorismo, sendo reconhecido por sua resistência pacífica. O próprio Pe. Frank dá o número de mais de 70000 prisões de ativistas pró-vida entre os anos de 1987 e 1994, principalmente em piquetes e vigílias feitas em frente a clínicas abortivas. Destas 70000 prisões, nenhuma delas foi devida a algum ato violento.

Em segundo lugar, um tal raciocínio quer ganhar legitimidade misturando o legítimo movimento pró-vida com os atos de uns poucos loucos que nem mesmo tem conexão com o movimento, como o próprio Pe. Frank escreve. É como querer justificar um possível assassinato do padre devido aos atos de uns poucos loucos e que nada têm com o movimento pró-vida. Fica claro que uma tal justificativa é inócua e que apenas serve de pretexto para uma futura violência.

Mas qual a surpresa? Que esperar de quem é capaz de assistir ao assassinato frio de um ser humano indefeso e ainda aplaudir? Que esperar de quem dá ajuda, sorrateiramente, a uma verdadeira limpeza étnica, recebendo dinheiro manchado pelo racismo? Que esperar de quem é capaz de assistir por 10 horas seguidas a um bebê lutando por sua vida e nada fazer, apenas esperando sua dolorosa morte?

Surpresa nenhuma, é apenas mais do mesmo. Preparemo-nos, pois virão dias difíceis.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Um comentário que merece resposta

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Recebi um comentário anônimo interessante sobre o post anterior, que, de tão interessante, merece uma resposta especial. Merece até uma tradução simultânea para o Inglês desta mensagem, para facilitar o entendimento do comentarista anônimo.

Veio originalmente em Inglês, com erros e tudo:

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Hope you "stupid" human understand when your mather get raped and get pregnan later because of RAPE, then i'll see you if you still agains abort...
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Traduzindo:

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Espero que você, estúpido humano, entenda quando sua mãe seja estuprada e engravide por causa do ESTUPRO, então eu verei se você ainda permanece contra o aborto...
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Este é um belíssimo exemplo da delicadeza abortista. É esta delicadeza que impede que o remetente desta bela mensagem entenda que o fruto da concepção, qualquer que seja a forma como ele foi concebido, seja por violência, seja por amor, seja por descuido, é, assim como nós, um ser humano.

Vou colocar em pratos limpos para o fulano entender: sou contra o aborto em qualquer situação.

Isto quer dizer que:
  • Se minha mãe, se viva fosse, sofresse uma tamanha violência e engravidasse, eu me revoltaria contra a violência e exigiria justiça, mas tenha certeza que igualmente eu teria a alegria de ter um irmãozinho ou irmãzinha.
  • Se eu tivesse uma irmã e ela fosse estuprada e engravidasse, eu igualmente exigiria justiça, e adoraria ter um sobrinho ou sobrinha.
  • Se minha esposa sofresse uma violência sexual e engravidasse, além de exigir justiça, eu teria a renovada alegria de criar um filho ou uma filha.
  • Se qualquer de minhas familiares, amigas, conhecidas, desconhecidas, fosse estuprada e engravidasse, eu exigiria justiça e me alegraria porque Deus achou por bem colocar mais uma de suas criaturas entre nós.

Deu para entender, ou será necessário desenhar? E por que isto? Porque a questão do aborto é uma questão "preto-e-branco", ou se é contra totalmente ou se é a favor. Não existe meio termo.

Quando um abortista traz à tona casos limites como o da gravidez decorrente do estupro, não nos enganemos: isto não é devido a uma compaixão por estas mulheres sofredoras de violência; é apenas uma etapa que servirá para sua agenda abortista.

Dúvidas? Vejamos o que escreveu a feminista Leila de Andrade Linhares Barsted citando Danda Prado, no artigo "Legalização e descriminalização do aborto no Brasil - 10 anos de luta feminista", publicado na revista Estudos Feministas vol. 0 n° 0 do 2° semestre de 1992:

"(...) o único valor da proposta de lei sobre o aborto com indicação embriopática (...) a partir do ângulo da integridade e autonomia das mulheres, reside no fato de ampliar o leque de possibilidades de abortamento, como etapa tática para alcançar, dentro de uma estratégia de luta, a liberação mais ampla dos casos permitidos na lei para a interrupção da gravidez."

É isto aí! As feministas pró-aborto, quando brigam por aborto por motivo de estupro ou anencefalia ou outro defeito embrionário, o fazem apenas como "etapa tática" em seu objetivo principal: a liberação total do aborto. Não é compaixão, não é justiça, nada. É apenas cálculo. Um frio cálculo.

O remetente do post acha-se no "direito" de liberar o assassinato de um ser humano por causa do crime de outro. Eu abomino esta idéia e, para mim, quem advoga tal causa torna-se cúmplice de um crime.

Eu e o anônimo remetente estamos em lados opostos. Ele acha que o fruto da concepção pode ser eliminado pela vontade de alguém ou pelo crime de outro. Eu não. Eu sei que o fruto da concepção é um ser humano como outro qualquer e deve ser preservado.