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terça-feira, outubro 14, 2014

"(...) todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto"

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O ex-deputado petista Luiz Bassuma, que, na prática, foi expulso do PT por defender a vida explica em vídeo como foi o processo em que ele foi alvo da militância a favor do aborto dentro do PT.

Segundo suas próprias palavras:
"Em 2007, em seu Congresso, (...) [o PT diz que] A partir de agora todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto."

Infelizmente, muitos católicos brincam com sua fé em épocas de eleições, assim como muitos o fazem durante o Carnaval, e a despeito de tudo o que já se tornou conhecido nos últimos anos nos governos Lula e Dilma em relação aos ataques diretos à vida e á família, insistem em dar seus votos a uma corja que é o símbolo da Cultura da Morte contra a qual devemos lutar.

Parece que nem mesmo a palavra de um Papa pode impedir certos "católicos" de prestar culto a seus ídolos. É sempre bom relembrar o que já nos ensinou o Magistério da Igreja sobre o assunto:
"(...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como «ação», se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã." [S.S. Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno]

E, no mesmo documento, o Santo Padre ensinou de forma claríssima:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." [negrito meu]

Percebe-se que o Santo Padre utilizou palavras fortes, mas ainda assim ele teve o cuidado pastoral necessário com seu rebanho. E não é que há gente que resolve deixar pontos importantes, entre os quais a defesa da vida humana é o principal, de lado para ajoelhar-se junto ao altar de um partido político? Isto tem nome: é idolatria.

Mesmo que uma pessoa segundo sua ótica não veja diferença entre ambos os adversários no segundo turno destas eleições, é inegável que o assalto à vida humana não-nascida e à família que pudemos testemunhar nestes últimos anos pode levar até mesmo a alguém ter de se deparar com a situação de escolher o mal menor. E como alguém pode justificar que o mal menor seja votar no PT estando ciente de tudo o que pudemos assistir recentemente?

Salta aos olhos também a arrogância dos que colocam sua fé no partido acima da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Santa Igreja. Como um exemplo acabado disto podemos ver o que aconteceu na página Paraclitus, uma conhecida e frequentada página no Facebook. Em uma postagem recente, uma mensagem na qual eram disponibilizados diversos vídeos e textos demonstrando claramente os ataques do PT e da ideologia que ele representa à família, à vida nascente, aos mais básicos princípios cristãos de moral e bons costumes causou revolta em vários de seus leitores. Seguem alguns exemplos:


Esta provavelmente não conhece as palavras firmes do Magistério sobre quem apóia partidos de linha socialista e comunista. Tampouco a leitora se dá conta da gravidade da situação atual, na qual a vida nascente é alvo de várias iniciativas de partidos de esquerda, principalmente do PT. A moça se diz católica, mas ao mesmo tempo não sabe o mínimo sobre como atuar politicamente tendo sua fé como guia.



Esta sequer sabe o que seja heresia. E para ela ainda tem o agravante de que ela acha mesmo que quem quer acabar com o processo democrático no Brasil é quem denuncia o PT, mas não o próprio PT com o Mensalão, com o Petrolão, os ataques à família, etc.



Posicionar-se, para esta leitora da página Paraclitus, é impor a vontade. Ela acha que um católico dono de uma página no Facebook deve ser imparcial. Talvez ela seja também devota de São Pilatos, que resolveu lavar as mãos e permitir a condenação de um inocente. Dizer que um católico não deve votar no PT é uma obra de caridade e sinal de que os administradores da página têm cuidado com as almas de seus irmãos, pois quem conhece a palavra do Magistério e o histórico dos partidos de esquerda em seus ataques às liberdades religiosas sabe que, exatamente como disse o Papa Pio XI, um "bom católico" não apóia tais partidos.



Esta foi impressionante em sua virulência. Chama o administrador da página de "ditador" apenas porque ele tem um posicionamento claro. Ela condena o que chama de julgamento, mas logo em seguida não hesita em rogar uma praga, dizendo que o Espírito Santo fará sentir sua força sobre os administradores da página. Pois é... A idolatria tem mesmo este efeito cegante sobre os idólatras. Talvez ela acredite que Pio XI, que foi "apenas" o Vigário de Cristo, devia ser um baita ditador por ter dito o que disse sobre o apoio a partidos esquerdistas.

Em resumo, é de embasbacar o baixo nível dos católicos brasileiros ao tratarem de política. Não é à toa que viram presa fácil de discursos populistas como o de Lula, Dilma e do PT. 

O Senhor Deus deu-nos o livre-arbítrio não para que o utilizássemos como um estandarte para nossos erros, mas porque ele deseja que nós de livre coração queiramos nos unir a Ele. Ele sempre espera mais de nós e para nos ajudar ainda deu-nos o um "doce Cristo na Terra", nas palavras de Santa Catarina de Sena sobre o Papa. E muitos católicos afastam-se das palavras do Magistério para juntar-se ao discurso de partidos políticos que vêm atacando a vida humana nascente e a família?

Quem deseja permanecer no erro e chafurdar na lama, pois que o faça, mas não queira utilizar seu "catolicismo" como justificativa. O ponto máximo da liberdade para um católico é ser servo de Cristo. E se alguém ignora o mínimo sobre sua fé em relação à sua participação política, deve o quanto antes parar de tentar justificar suas escolhas utilizando sua fé ou uma suposta liberdade que se sobrepõe até mesmo ao ensino ortodoxo da Santa Igreja.


domingo, janeiro 23, 2011

Enquanto uns matam, outros acolhem

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Infelizmente, por absoluta falta de tempo, não pude traduzir e legendar o vídeo abaixo.





Neste é mostrado o caso de um vietnamita, Tuong Phuoc Phuc, que cuida de mais de 50 crianças. Destas, apenas duas são seus filhos de sangue; o restante, não fossem os cuidados deste santo dos nossos dias, teriam o triste destino de tantos bebês abortados.

Tudo começou quando a esposa de Tuong passou por dificuldades no parto. Rezando, Tuong pediu a Deus pela vida de sua esposa e filho e Lhe disse que faria algo de bom pelos outros.

Quando sua esposa estava em recuperação do parto difícil, diz Tuong que viu várias mulheres grávidas entrando na sala de cirurgia e de lá saindo sozinhas. Em seguida ele viu os médicos jogando os bebês no lixo hospitalar.

"Sou católico e respeito o espírito dos seres humanos." -- palavras de Tuong sobre sua motivação. "Então solicitei se eu não podia levá-los comigo."

Isto levou Tuong a usar suas economias para comprar um pequeno terreno onde ele pudesse enterrar os corpos dos bebês abortados. Atualmente, já são mais de 9000 pequeninos túmulos, onde os bebês abortados têm o mínimo de dignidade na morte, a mesma dignidade que lhes foi negada em vida.

Muitas mulheres começaram a ir ao cemitério para rezar e outras, grávidas, começaram a procurar a casa de Tuong buscando abrigo. A partir daí algumas mulheres que não se sentiam, por um motivo ou outro, em condições de criar seus filhos, deixavam-nos com Tuong.

Várias destas crianças, após passarem um período de tempo sob os cuidados de Tuong, são recuperadas por suas mães. Não fosse o abnegado trabalho do vietnamita, sabemos bem o que aconteceria com tais crianças.


quarta-feira, outubro 06, 2010

D. Demetrio Valentini: suas obras

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Como acho por demais constrangedor ter que abordar as palavras de bispos, creio que seja bem mais produtivo mostrar suas obras e deixar que elas falem por si só.

O bispo em questão é D. Demétrio Valentini, que mais uma vez veio a público criticar irmãos seus no episcopado que não partilham de sua cartilha esquerdista.

Aqui neste blog, D. Demétrio é velho conhecido. Em fevereiro de 2008, às vésperas da Campanha da Fraternidade que abordaria o tema da defesa da vida, coisa muito esperada pela militância pró-vida brasileira, estourou um escândalo de uma coordenadora nacional de pastoral que deu declarações favoráveis à descriminalização do aborto.

Que fez D. Demétrio, que era o bispo responsável pela Pastoral? Ora, saiu em defesa da coordenadora. Eis um trecho:
  • “Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”
  • “é válido o depoimento de Bernadete, pois é um grito que vem não do teórico mas de quem conhece e vive com as mulheres marginalizadas”
  • “O homem comete aborto toda vez que se desinteressa pela vida do filho que pôs na barriga da mulher.”

Pois é... Para D. Demétrio o absurdo não é que uma coordenadora nacional de pastoral defenda a legalidade do aborto, o absurdo é que haja "posições radicais e fechadas" em temas como o aborto.

A coisa fica ainda mais confusa quando vemos que D. Demétrio já assinou carta emitida pela CNBB na qual o aborto era chamado de "delito grave contra a vida humana, pois representa a morte de um ser humano inocente e indefeso".

Ah, sim... Tal carta foi emitida em Roma, quando D. Demétrio participava de um Sínodo dos Bispos para a América. Ou seja, em Roma, junto do Papa, D. Demétrio chama o aborto de "delito grave contra a vida humana..."; em Jales, no conforto de sua diocese, D. Demétrio dá declarações nas quais "posições radicais e fechadas" em relação ao aborto não são aceitáveis.

Afinal, a qual D. Demétrio que devemos dar crédito?

Mas há mais...

A Pastoral da Mulher Marginalizada, que era da responsabilidade de D. Demétrio, exibia em seu site que tinha apoio de inúmeras organizações feministas/abortistas, o que pode ser visto aqui, aqui, aqui e aqui.

Alguém pode dizer que tais apoios deviam ser um descuido ou coisa parecida. Ok. Pode ser. Parece então que o descuido é transmissível, pois no site da Cáritas do Brasil também apareceu com um banner de apoio a uma organização feminista que tem o aborto como uma de suas bandeiras, o que pode ser visto aqui e aqui.

Mas, afinal, o que têm em comum do site da Pastoral da Mulher Marginalizada e o site da Cáritas do Brasil para ambos mostrarem apoios de entidades feministas/abortistas? Se há mais coisas em comum, eu não sei, mas o que sei é que ambas as entidades têm como bispo responsável o próprio D. Demétrio Valentini.

Que baita, que estrondosa coincidência, não?

Deve ser uma destas coincidências absurdas também que levaram D. Demétrio Valentini a rotular seus irmãos no episcopado de fundamentalistas apenas porque na última Assembléia Geral da CNBB inúmeros bispos falaram firmemente contra o tristemente famoso PNDH-3, um pacotão do governo Lula que incluía aborto, cerceamento da liberdade de expressão, uniões gays entre outras coisas mais.

Estas são as obras de D. Demétrio. Quando ele não gosta de uma coisa, não lhe falta mídia para que ele possa até chamar outros bispos de fundamentalistas. Recentemente, D. Demétrio mostrou-se amuado que inúmeros bispos tenham lançado declaração alertando seus fiéis sobre o perigo de se dar votos a candidatos abortistas. Eis o que o prelado declarou ao jornal Diário de Guarulhos:
"A gente sabe que em tempo de propaganda eleitoral a realidade se complica por expedientes antiéticos, sobretudo pela disseminação de acusações, que visam deturpar o nome dos adversários, e tirar vantagem eleitoral. Aí aparecem situações que precisam ser esclarecidas."

Virou antiético bispos abordarem questões morais? O que foi mesmo que os bispos com posições contrárias às de D. Demétrio "deturparam"? Ou D. Demétrio prova por A+B que Dilma Rousseff é contrária ao aborto ou suas palavras voltam-se contra ele mesmo.

Já eu, simples leigo, acho profundamente antiético que entidades católicas mostrem apoio de entidades feministas/abortistas em seus sites. Mas isto sou eu...

Mas D. Demétrio fala mais ao Diário de Guarulhos:
"A nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos. Eu faço parte da Regional Sul 1 e não fui consultado sobre apoiar ou não essa atitude. Como podem afirmar que é algo que partiu da CNBB?"
Instrumentalização da CNBB? Sério??? Isto acontece? Desde quando? Não é possível este absurdo! Liguem para o Vaticano!

Ora, D. Demétrio... Quando a CNBB faz o papel que agrada a um monte de gente, bispos incluídos, de ficar convocando calote de dívidas, de desapropriação de terras de seus legítimos donos, de desarmamento, etc. e outros absurdos que não encontram qualquer respaldo na Doutrina, ninguém vê este pessoal reclamando.

Agora, quando a CNBB é utilizada para alertar aos fiéis para uma questão moral de suma importância, aí ela é "instrumentalizada". Ora... Tome-nos por bobos, mas não por idiotas.

Mas a grande questão que permanece é o que realmente incomodou D. Demétrio? Se os bispos somente divulgaram coisa que devia ser óbvia, de que um católico consciente de sua missão não deve dar votos para políticos e partidos abortistas, qual o problema?

Faça-nos um favor e aponte o erro de seus irmãos bispos, D. Demétrio. Afinal, todos estamos muito curiosos em saber qual D. Demétrio que está presente entre nós: aquele que chama o aborto de "delito grave contra a vida humana" ou aquele que critica posições "radicais e fechadas" contra o aborto.

Ou será que tudo se resume ao fato de estar em Roma ou na Diocese de Jales?

quinta-feira, abril 16, 2009

Universidade católica ajoelha para Obama

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Antes de Obama - Com o monograma IHS



















Preparado para Obama - Sem o monograma IHS








Vergonha!

E isto aconteceu enquanto as atenções todas estão focadas na proximidade da lamentável concessão do título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Notre Dame para Barack Obama, a despeito de suas conhecidas posições pró-aborto e contrariando mesmo claríssimas posições dos bispos norte-americanos:
"The Catholic community and Catholic institutions should not honor those who act in defiance of our fundamental moral principles. They should not be given awards, honors or platforms which would suggest support for their actions." - Catholics in Political Life

["As comunidades e instituições católicas não devem homenagear àqueles que atuem em desacordo com nosso princípios morais fundamentais. Não deverão ser concedidos prêmios, homenagens ou oportunidades que possam sugerir apoio às suas ações."]
Mas não satisfeito com o verdadeiro escândalo que se aproxima, hoje fiquei sabendo que Obama, o abortista-mor, aprontou mais uma...

Conforme noticiado pela Catholic League, a Casa Branca solicitou que a Universidade de Georgetown, outra prestigiada universidade católica dos EUA, cobrisse todos os símbolos religiosos enquanto o presidente Barack Obama fizesse seu discurso. E, para vergonha de todo o orbe católico, a direção da universidade aceitou esta ridícula exigência! Mais uma vez somos apunhalados pelas costas por aqueles que deveriam ser os primeiros a nos defender.

Foi coberto até mesmo o símbolo IHS, um monograma que representa o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! E este monograma é o símbolo da Companhia de Jesus, dos jesuítas!


Quanta vergonha... Tudo isto é muito lamentável. Cabe aos católicos reagirem a casos assim. Se Obama quer discursar em uma universidade católica, pois que ele aceite o que nos é caro. Caso não aceite, porta da rua! O que não pode é católicos aceitarem que até mesmo um símbolo que representa Nosso Salvador seja coberto. E isto, acontecendo neste glorioso Tempo Pascal, reveste-se ainda mais de escárnio.


Pelo jeito há jesuítas esquecendo as palavras de alguém que até há poucas décadas lhes era muito caro...


"Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos. " (São Marcos 8,38)

terça-feira, março 24, 2009

O sociólogo que vale pela opinião pública

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Abaixo segue uma resposta a um artigo do sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza sobre o caso da menina de Alagoinha/PE. O original do artigo pode ser lido aqui.

***

Igreja Católica: anúncio de uma Boa Nova ou manifestação de rigidez doutrinária?

Pio XII, em 1950, disse ser necessária uma opinião pública na Igreja. Nem sempre é fácil realizá-la, quando se mantêm algumas estruturas autoritárias. Mas, além disso, há uma opinião pública na sociedade, que olha a Igreja Católica e a questiona. Nestes dias, amplos setores dessa opinião pública estão escandalizados com as declarações do arcebispo D. José Cardoso Sobrinho em relação ao aborto de uma menina de nove anos, estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos. Com particular dureza e frialdade no semblante, lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto, ao mesmo tempo considerando o estupro apenas um pecado, ainda que grave. Ora, já de mais atrás e pelo mundo afora, a opinião pública vem questionando a Igreja por ter tantas vezes acobertado casos de pedofilia de sacerdotes e até do fundador de um forte movimento eclesial, os Legionários de Cristo. Neste caso, o estupro do padrasto também é pedofilia sobre a menina e sua irmã. Já há, pois, uma atitude de desconfiança ou de suspeição diante de certos atos eclesiásticos. As cartas que chegam em grande número às redações dos jornais, que circulam em blogs e em e-mails, indicam na grande maioria perplexidade, espanto ou indignação. E depois a Igreja se queixa de perder fiéis ou de não conseguir realizar com êxito uma “nova Evangelização” (pregação da Boa Nova) fora de seus muros.


[O sociólogo Luiz Alberto Gómez de Souza mente. E esta mentira ganha em gravidade quando quem a profere é um sociólogo renomado, que, envolvido com questões religiosas no meio acadêmico, não pode de forma alguma alegar, como boa parte da mídia, ignorância sobre um assunto importante como são as condições de uma excomunhão. As reações da mídia refletiram desde a mais pura ignorância sobre o catolicismo até o mais baixo anti-catolicismo de um Arnaldo Jabor.

Nada disto pode alegar o sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza. Quando ele escreve que o Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, "lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto", o sociólogo bem sabe que está proferindo uma mentira. Não soubesse, não lhe caberia abordar um assunto do qual não entende.


O fato concreto é apenas um, como bem deve saber o sociólogo: D. José não fulminou ninguém com a excomunhão. O Código de Direito Canônico diz que esta pena é automaticamente imposta quando do próprio ato do aborto. D. José nada mais fez que esclarecer o que já é óbvio: estão excomungados todos os que participaram diretamente do procedimento. Se o sociólogo renomado quer se bater com alguém sobre a conveniência desta excomunhão, pois que se bata com o Magistério da Igreja.


Ou será que ele apenas se acovardou e achou mais fácil começar por um arcebispo? Faz sentido... Ainda mais quando vemos que o sociólogo ataca o arcebispo da diocese que foi comandada pelo ídolo de um catolicismo que se diz "progressista", mas que nada tem de realmente progressista, pois sua raiz é alimentada pelos nutrientes da mesma ideologia que só deixou cadáveres por onde passou. Pobre D. Helder Câmara... Duvido muito que ele aprovasse o (mau) uso que tantos fazem de seu nome.


O sociólogo aumenta sua mentira quando escreve que o arcebispo, sobre o estupro, o considera "apenas um pecado, ainda que grave". Em primeiro lugar, o renomado sociólogo parece querer adicionar aos seus títulos acadêmicos a qualificação de "perscrutador de corações", pois quer ser senhor até mesmo do que vai no coração de D. José. O estupro, e isto qualquer católico pode afirmá-lo, e não apenas o arcebispo, é um crime horrendo. É um pecado e um crime. E o aborto é igualmente um pecado e também -- mesmo que o sociólogo evite dizer tal verdade -- um crime. Pena que o sociólogo prefira prestar-se mais ao papel de advinho do que vai no coração de seu próximo do que mostrar-se interessado em jogar luz sobre a verdade.


Vem daí, deste pouco aprêço pela verdade, ao qual o sociólogo se entrega prazeirosamente, o luxo de pular do assunto excomunhão para o já tão famoso chavão de "padres pedófilos". Nada como agradar as manchetes de jornais, não é mesmo? E já que o professor, talvez deixando o sociólogo falar mais alto do que o católico, como ele alega ser, parece querer que a Igreja ajuste seus princípios à quantidade de cartas ou e-mails que são enviados aos jornais, talvez ele devesse se perguntar, em primeiro lugar, se se deve agradar aos jornais antes que a Deus.]



Hoje, a prescrição da defesa da vida “desde a concepção”, na doutrina moral da Igreja Católica, é relativamente recente, vem do século XVII para cá, confirmada por Pio IX em 1869 e repetida desde então. Mas no passado, para Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, a “animação”, chegada da alma ao embrião, se daria lá pelos quarenta dias da gestação. Volta hoje um grande debate entre teólogos e pastoralistas para repensar o tema candente do aborto, inclusive levando em conta os avanços das biociências. Não se trata de um dogma, mas de uma doutrina moral. E como ensinou o Cardeal Newman no século XIX, uma doutrina está sempre em desenvolvimento. Quando ele escreveu sobre isso, Gregório XVI e Pio IX – o mesmo citado acima – condenavam com violência e empregando fortes adjetivos, a democracia e a liberdade de imprensa. Hoje a Igreja pôs de lado essas restrições historicamente superadas. As normas do Código de Direito Canônico expressam uma doutrina vigente. Porém o próprio Código, tal como o temos hoje, foi elaborado apenas no começo do século passado, revisto depois do Vaticano II e no futuro, deverá ir se atualizando com possíveis mudanças doutrinárias. Temas como a interrupção de uma gravidez involuntária, a ordenação de mulheres ou o celibato sacerdotal obrigatório estão nas reflexões de especialistas e, principalmente, nos anseios de amplas bases eclesiais. Eles poderão ser revistos em futuros concílios ou com novos papas. Mas enquanto as atuais normas ainda estão vigentes, há que tratá-las com muito cuidado, discernimento, sentido de oportunidade, misericórdia e compaixão.

[O sociólogo em seu artigo vai por um progressismo estranho, um progressismo que comete o pecado de até mesmo negar as mais recentes descobertas da ciência. Além do que o sociólogo, católico como só ele sabe ser, relativiza o ensinamento do Magistério sobre o fato -- científico, diga-se de passagem -- que a vida inicia na concepção. Escreve o professor Luiz Alberto que a defesa da vida desde a concepção é coisa recente na Igreja. Esquece-se ele, porém, de informar também que o que havia no passado era uma dúvida quanto ao momento em que dava a "animação" do novo ser humano gerado, assim como esquece-se também de escrever que mesmo quando havia esta dúvida o ensinamento da Igreja jamais permitiu que a vida iniciada fosse deliberadamente eliminada. É bastante curioso como este ponto importantíssimo foi esquecido pelo professor.

O relativismo do professor Luiz Alberto vai tão longe que ele chega ao absurdo de insinuar que se tal e tal Papa defenderam posições já atualmente superadas em relação à democracia e à liberdade de imprensa, nada impede que imaginemos que a posição em relação ao aborto procurado seja revista no futuro. Deixando de lado a comparação, feita pelo professor, de uma questão fundamental como a vida de seres humanos a regimes de governo, é muitíssimo interessante que este advogue uma suposta legalidade canônica futura a atos ilícitos que hoje em dia são cometidos. Pelo raciocínio do eminente sociólogo, supostamente católico, poderemos talvez chegar à absolvição de Judas Iscariotes caso no futuro algum louco ache por bem que trair o Messias não é lá bem um pecado. Alías, segundo o pensamento relativista do professor, qualquer pecado cometido no presente sempre terá a esperança de virar ato lícito no futuro! Pequemos, pois, caro professor? É isto mesmo?]


Se para o bispo Cardoso Sobrinho, neste caso do aborto, a excomunhão se dá automaticamente, porque proclamar de maneira tão incisiva e sem considerações que deveriam ser mais pastorais e menos legais? Ele poderia facilmente ter previsto o escândalo ou a perplexidade que não deixaria de levantar. Pela legislação civil brasileira esse ato foi duplamente legítimo e estamos num estado republicano de separação entre Igreja e Estado. Certamente, o ato do bispo se dirige apenas aos católicos, mas além de causar reprovação na sociedade, criou mal-estar dentro da própria Igreja. A nota da CNBB a respeito, lida nas entrelinhas, mostra esse mesmo mal-estar dentro da instituição eclesiástica, quando se alonga no estupro como “ato insano”, lamenta o número de casos de abuso sexual e de violência e só na última frase vai falar a respeito da eliminação da vida de seres indefesos, citando um documento do regional do nordeste da CNBB ao qual o bispo pertence. Sem falar das indagações nas bases eclesiais, comunidades e pastorais.

[Nova mentira do sociólogo? Ou é o confundir seu método de ensino? A excomunhão, bem sabe o tarimbado sociólogo ou deveria sabê-lo ao abordar tal assunto, dá-se automaticamente independente do bispo A ou do bispo B. Aliás, a excomunhão automática a quem envolve-se diretamente no crime do aborto, independe da posição na hierarquia, vale para todo e qualquer católico. Se o católico Luiz Alberto Goméz de Souza quer criar um novo Código de Direito Canônico, nada o impede... Só não queira ser levado a sério como católico.

Tampouco importa, olhando sob a ótica católica, que para um verdadeiro fiel deve estar sempre acima de uma ótica meramente civil, tampouco importa que a lei atual -- esta, sim, volúvel aos ventos dos tempos -- afirme que um tipo de aborto não é punível (o que é diferente de legal..). A um católico isto importa bem pouco. Aborto é um pecado gravíssimo. Sempre foi e continuará sendo. E qualquer cristão pode chegar a tal conclusão ao pensar nas vidas inocentes que vão parar no lixo hospitalar ou jogadas no sistema de esgoto.


Tampouco importa, também, uma suposta perplexidade de bases eclesiais ou pastorais sobre o assunto. Menos importa ainda quando se sabe que as tais bases eclesiais em grande parte funcionam alimentadas pela caduca Teologia da Libertação, este verdadeiro câncer na Igreja no Brasil, que entre outras obras conseguiu a façanha de criar católicos que relativizam o valor da vida.]


A impressão que fica é de que se trata de um pronunciamento muito mais na linha do legalismo rígido dos fariseus do que da misericórdia de Jesus. Diante das palavras deste último, ninguém se atreveu a atirar a primeira pedra na mulher adúltera, o que era previsto pela doutrina vigente na legislação judaica daquele momento. E isso foi feito pelo sucessor de D. Hélder Câmara, quando comemoramos o centenário de seu nascimento! Aliás, o bispo Cardoso Sobrinho, pelos anos afora, tentou apagar sem sucesso os sinais irradiantes e proféticos de seu grande predecessor. Jamais D. Hélder, transbordante de caridade e de amor, faria uma coisa dessas, ele que, em vez de condenar, ouvia e questionava com carinho todos os que se aproximavam dele, desde os pequenos e os indefesos, no seguimento de seu mestre Jesus. D. Cardoso Sobrinho, já passando da idade da aposentadoria, se coloca do lado oposto daquele que sempre deve ter sido uma sombra ameaçadora para ele. Será que isso vai provocar sua saída sempre adiada do Recife, ou contará pontos a seu favor em certos círculos?

[Impressiona como o sociólogo chama de fariseu quem lembra da pena de excomunhão, mas, novamente, esquece-se de que a excomunhão é exatamente uma pena didática, que procura lembrar o penalizado da fealdade de seu pecado. Mas o sociólogo, católico, acha por bem que um fiel não siga a palavra do Magistério, mas, antes, que siga sua interessante teoria do pecar hoje para esperar que, no futuro, o pecado não mais seja pecado. E impressiona também o sociólogo chamar aos outros de legalistas enquanto que ele, invocando a legislação brasileira, diz que o ato hediondo do aborto no Recife foi "duplamente legítimo". Ou seja, para o professor quem apenas lembra a Lei da Igreja é um fariseu, um legalista; já quem segue uma lei ilegítima do ponto de vista católico é magnânimo, compassivo? Que tal então substituir o Código de Direito Canônico pelo Código Penal Brasileiro, doutor? Assim ficará bem para o senhor? Quem é mesmo o real fariseu?

Eu não me encaixo entre os tietes de D. Hélder Câmara. Tenho por sua figura o aprêço que tenho por um bispo. Porém, incomoda-me o fato de que certos grupos, muitos dos quais nada têm a ver com o cristianismo, instrumentalizam sua pessoa. Duvido muito que D. Hélder desse qualquer aval às besteiras escritas ou insinuadas pelo professor Luiz Alberto, tal como escrever que D. José condenou alguém. O que é isso professor? Acaso o senhor faltou a qual aula da catequese? Não sabe até hoje que nossos pecados são nossos e de mais ninguém e que quem nos condena somos nós mesmos?]


É hora da opinião pública na Igreja e na sociedade seguir manifestando seu estupor e sua desconformidade. Acaba de ocorrer um fato significativo. Um sacerdote conservador, indicado para bispo na Áustria, tinha feito, previamente, uma declaração considerando o furacão Katrina como um castigo de Deus diante das muitas clínicas de aborto de Nova Orleans. Sabendo disso, surgiram rapidamente, no meio eclesial austríaco, abaixo-assinados e declarações contra a nomeação. Roma teve de voltar atrás e anulou o ato. Ali pesou a opinião pública. Atitudes como esta do bispo de Recife, ou do bispo tradicionalista que negou o holocausto, ou outras diante da pedofilia em várias dioceses, especialmente dos Estados Unidos, pelo sinal ao contrário que expressam nelas, poderiam apressar, quem sabe, mudanças nos comportamentos pastorais e levar a revisões futuras na doutrina moral e nas atuais prescrições. Do contrário a Igreja, na contramão, vai perdendo o pé no diálogo com o mundo e se isola tragicamente de uma consciência histórica contemporânea. Autor: Luiz Alberto Gómez de Souza

[Mais desinformação, doutor? Já não basta a quantidade de besteiras por parágrafo até aqui? Se o professor achou por bem alegrar-se que um sacerdote ortodoxo tenha sido praticamente obrigado a não aceitar a Diocese de Linz (vamos dar nomes aos bois?) porque não conta a história toda? Por que não conta que a baderna litúrgica naquela diocese é tamanha que há paroquianos que chegam ao ponto de criarem uma instalação dedicada a Judas Iscariotes? Ou que há padres daquela diocese que notoriamente não vivem plenamente segundo o que lhes pede a Igreja, deixando de lado o celibato sacerdotal? Ou ainda que há pesquisas que indicam que os fiéis da Diocese de Linz nem mesmo sabem que o Papa é o Vigário de Cristo? E estes fatos, professor, não valem a pena serem mencionados? E conte também, professor, que a Santa Sé (melhor assim do que "Roma", não é?) não pode e não desejou impor a nomeação para tal diocese ao Padre Gerhard Maria Wagner (ele tem nome, doutor!). Devido ao padre se sentir constrangido pelo clero "progressista" daquela diocese é que ele achou por bem pedir dispensa da nomeação. E o Papa a aceitou. Estes são os fatos.

Não foi opinião pública, professor, que pesou... Foram as lamentáveis atitudes de pessoas que pensam que a Igreja é seu quintal, que acham por bem azucrinarem a vida de um padre ao ponto de lhe impedirem de assumir uma diocese. Diocese altamente problemática, diga-se. E diga também que as declarações de Pe. Wagner não tem muito a ver com a resistência do clero da Diocese de Linz, pois o que conta mesmo neste triste episódio é a vontade de um clero local leniente com os diversos problemas que lhes atingem, que nem mesmo mais percebem tais problemas, em manter o (péssimo) estado atual daquela Diocese. Isto, professor, é que é ser reacionário!


Por tudo isto, não cabe ao sociólogo ficar escrevendo absurdos sobre opinião pública na Igreja, como se bastasse um vozerio para que o errado tomasse o lugar do certo. Isto tem bem pouco a ver com opinião pública, mas, muito mais, com tentativas de criar divisões entre os fiéis.


E engana-se muito o sociólogo ao pensar que a Igreja tem que dialogar com o mundo sobre pontos que lhe são fundamentais, tais como a defesa da vida. Vidas, e vidas de seres humanos frágeis e inocentes, não são negociáveis, menos ainda quando o que se busca não é uma correção de rumo, mas um apaziguamento com o mundo, o mesmo mundo que busca relativizar o valor da vida.


"Meu reino não é deste mundo", lembra disto, caro professor?]

sábado, março 21, 2009

No blog REINADA - Defender a vida é isto!

3 comentários ###

Meu amigo blogueiro, Marcos Ludwig, do blog Reinada, há algum tempo fez uma eloqüente defesa da vida durante uma simples conversa por MSN com uma amiga sua.

Isto serve bem para sabermos que para defendermos a vida não há tempo nem local. O tempo é este e o local é aonde estivermos.

Bem diferente de certos "católicos pretensiosos", que preferem distribuir mensagens defendendo posições irreconciliáveis com o catolicismo, Marcos Ludwig mostra que certos problemas passam pela falta de real adesão ao que é proposto pela mensagem cristã:

Dora: Pro povão, fazer filho é tão “natural” quando comer e cagar. Mesmo que não tenham condições, engravidam do mesmo jeito e não tiram por que, na maioria, são católicos… Não entendem o processo de engravidar como qualquer outro processo orgânico. Ai, esse assunto dá muito pano pra manga -_-

Marcos: Claro, do jeito que tu vai particionando o assunto, só pode dar mesmo. Bom, quem segue o catolicismo com devoção não engravida fora do tempo. Espera casar pra poder fazer isso. “Tirar” significa matar uma pessoa, mesmo que essa pessoa esteja em gestação. Se isso acontece fora do tempo, é por uma irresponsabilidade quanto aos próprios atos e que evidentemente está sendo influenciada por vários meios.

Vejamos um outro trecho da argumentação de Marcos Ludwig:

Dora: Concordo contigo que é irresponsabilidade, mas ainda assim, não considero aborto assassinato.

Marcos: Bom, aí tu está justificando um crime com a possibilidade do que pode acontecer com essa pessoa no futuro. Tu condena uma pessoa à morte por “achar” que ela não vai se dar bem. Bom, se a vida começa na concepção (e é a verdade de fato, segundo constatado pela Biologia), e ‘abortar’ é o mesmo que terminar com uma vida concebida, e se terminar com uma vida é assassinar, então abortar é assassinar.

A lógica da argumentação de Marcos Ludwig é irretocável. Aborto é assassinato, mesmo que isto possa ferir as consciências de muitos.

Parabéns ao Marcos Ludwig pela defesa da vida!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Papa dá lição em importante deputada abortista norte-americana

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Esta notícia é excelente para homens e mulheres de vida pública, que pensam que podem posar como católicos e ao mesmo tempo atuar para a expansão da Cultura da Morte em nossa sociedade.

Continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2009/02/26/papa-da-licao-em-deputada-catolica-que-apoia-aborto/

terça-feira, novembro 11, 2008

Nossa arma: o Rosário!

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Nestes tempos em que Obama e seu orgulho abortista faz a alegria de tanta gente, é hora de não esmorecer, de arregaçar as mangas e fazer a nossa parte. Para tanto, utilizemos de todas as nossas armas, e a arma por excelência de um cristão é o Santo Rosário.

Pensando nisto, um grupo de universitários criou uma página -- Reze o Terço -- na qual esta poderosíssima arma é utilizada em desagravo pelas milhões de mortes que são produzidas pela Cultura da Morte cada vez mais intensificada em nossa sociedade.

“Deus nos enviou o seu Espírito Santo para cuidar da sua Igreja e de cada um de nós no caminho rumo à santidade. Viver coerentemente a nossa fé. É isso que nos cabe sempre. Não desanimemos nunca. Deus venceu o mundo!!!”

Sábias palavras de Francisco Augusto, responsável pelo site, e seus amigos.

Rezemos, pois, o Terço! Principalmente pelas crianças não nascidas, pelas que são rejeitadas por seus pais, pelas que são indignamente tratadas como material de pesquisa na mão de cientistas inescrupulosos, pelas crianças que são encaradas pela sociedade como um peso.

O momento é de paciência e coragem. Paciência para esperar Deus agir no coração dos homens e coragem para não desanimarmos com a dureza da batalha.

Não deixe de visitar a página Reze o Terço.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Padre Euteneuer e o voto católico

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O texto que vai abaixo, é uma tradução livre do número desta semana da "Spirit & Life", newsletter da organização Human Life International, entidade voltada à ação e divulgação da Cultura da Vida em todo o mundo. Ela é presidida pelo Padre Thomas J. Euteneuer, que também é quem assina o texto abaixo.

Apesar de o Pe. Euteneuer escrever para os católicos norte-americanos e para as eleições que por lá ocorrerão no próximo dia 4 de novembro, sua exposição da Doutrina é cristalina. Há padres brasileiros que fariam muito bem em lê-lo.

Vergonhosamente, aqui no Brasil, caso o abortista Barack Obama fosse candidato a alguma coisa, ganharia fácil. Se brasileiros fossem eleitores nos EUA, seria de esperar que a vitória de Obama fosse muito mais fácil.

E por que isto acontece? A questão principal é a total indiferença da população em geral pela mais importante questão dos dias atuais: o respeito à vida.

Durante estas últimas eleições municipais não poucas vezes pudemos ouvir alguém dizer que o aborto não deveria ser uma questão, pois outros problemas das cidades eram questões bem mais urgentes. Este é um erro de proporções gigantescas, que só demonstra ainda mais a indiferença reinante nos eleitores. Vide o caso de Luiza Erundina, que, quando prefeita da cidade de São Paulo, foi a pioneira do chamado "aborto legal" em nosso país.

Em um país de maioria católica, podemos concluir que à indiferença por uma questão como o respeito à vida soma-se o desprezo pelo que ensina a Santa Igreja por parte de muito que se dizem fiéis. E nem é o caso de acharmos que tais atitudes somente vêm dos chamados "católicos de IBGE", que são aqueles que apenas dizem-se católicos, sem nunca se preocuparem em viver de acordo com a religiãos que professam.

O mais preocupante é que podemos até mesmo ver pessoas que têm participação ativa na vida paroquial fazerem pouco caso -- desprezam mesmo -- de ensinamentos claríssimos do Magistério. Nem mesmo quando confrontadas com a verdade expressa em documentos oficiais dão ouvidos à razão. Não é à tôa que o orgulho é o fundamento de todos os vícios e pecados...

Uma mãe qualquer, não-católica, que forneça preservativos a seus filhos é escandaloso, primeiramente porque vai contra a Lei Natural, que é comum a todos os homens, e, em segundo lugar, passa a mensagem totalmente errada a seus filhos de que, façam o que fizerem, cuidem apenas para que seus corpos não se contaminem. Já uma mãe católica que tem a mesma atitude comete um ato ainda mais abominável, pois além de demonstrar desprezo pelo que ensina a Igreja da qual diz fazer parte, contribui para que em seus filhos germine o mesmo desprezo.

Se o sal perde seu sabor, para que ele serviria mesmo?

É a estes católicos insossos que o Padre Euteneuer direciona seu artigo. São a pessoas como os eleitores de Marta Suplicy, que resolvem olhar para o outro lado quando são confrontados com o favorecimento ao aborto por parte de sua candidata.

A estes o padre dá um recado claríssimo: o respeito à vida é A QUESTÃO dos dias atuais. Um ato intrinsecamente mau não pode ser relativizado jamais!

Um católico que, ao decidir seu voto, deixa de lado a questão do aborto, corre o risco tanto de contribuir para a Cultura da Morte quanto para, no futuro, distribuir camisinhas para seus filhos adolescentes e enganar-se pensando que isto é contribuir para o Reino de Deus.

A seguir, o excelente texto do Pe. Euteneuer (original aqui).


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O voto católico


Padre Thomas J. Euteneuer

Fui solicitado por muitas pessoas para que eu as ajudasse a esclarecer o ensinamento católico sobre como exercer o direito ao voto, especialmente no que diz respeito ao tema do aborto. Há diversos candidatos em toda a nação com plataformas sobre diversos assuntos, e os católicos estão tentando tomar uma decisão correta, desta forma mostrarei a posição da Igreja tão inequivocamente quanto possível com o intento de educar aos fiéis e não como uma confirmação de qualquer candidato ou candidatos em particular: verdadeiros católicos não são eleitores de um único tema -- somos eleitores com princípios. Isto determina a quais candidatos damos nosso voto e também o estado de nossas almas após votarmos.


Com respeito ao tema do aborto, o princípio em questão é a impossibilidade moral de que um católico coopere com um ato ou uma instituição que é "intrinsecamente má". Algo que é "intrinsecamente mau" não apenas é uma coisa ruim: é uma coisa horrível, hedionda, que ultrapassa quaisquer outras considerações morais, e jamais podemos legitimamente cometer tal ato ou aprová-lo quando cometido por outrem. Votando em um candidato que defende a matança de inocentes bebês não nascidos mostra aprovação ou inaceitável tolerância deste hediondo crime contra a humanidade, e católicos jamais devem fazê-lo em boa consciência. O Catecismo da Igreja Católica chama tal atitude e ação uma "cooperação formal" com o mal (#2272). Isto não significa que eu me comprometo com o mal, significa que dou minha concordância a ele e que fiz o possível para uma pessoa em um cargo público dar continuidade ou alavancar o mal na sociedade.


Cooperação formal no mau ato perpetrado por uma outra pessoa é pecado, e, dependendo da gravidade deste ato, esta cooperação pode ser um pecado mortal. Já que um aborto procurado é um ato intrinsecamente mau, e toda promoção deste cairá na mesma categoria moral, votar por um candidato que o defende é um pecado mortal. Adicionado ao pecado de cooperação formal com o mal está o pecado de desobediência à legítima autoridade da Igreja. Até esta data, a Conferência Episcopal dos Bispos Norte-Americanos e vários outros bispos norte-americanos têm esclarecidos estes princípios para os católicos, e seus ensinamentos não poderiam ser mais claros.


E mais ainda, há o pecado do escândalo que um número deplorável de padres e religiosos estão criando devido a sua aterradora visão sobre o que ensina a Igreja, divulgada tanto nos púlpitos quanto fora deles. Pais católicos e professores igualmente contribuem para o escândalo quando não ensinam às crianças princípios morais ou quando não procuram formar suas consciências de acordo com a Verdade que está em Cristo.


Alguns perguntam se um católico pode votar em alguém cujas políticas favoreçam uma agenda que está alinhada com o ensinamento da Igreja Católica em sua maior parte. Perguntam também "e se um católico discorda com a posição do candidato sobre aborto, mas ainda assim quer votar por este candidato por outras razões consistentes com nossos valores?" Aqui a Igreja usa o termo "razão proporcional" para indicar que deve haver algum tipo de equilíbrio na posição que indique que é provável que um bem maior seria alcançado para a sociedade apesar do mal que é defendido pelo candidato. Racionalização proporcional geralmente tem a ver com posições que não sejam intrinsecamente más ou que, caso sejam, constituiriam uma parte mínima da plataforma, de tal forma que o mal tivesse peso irrisório nos planos do candidato. De acordo com o princípio acima, contudo, a medida com que o candidato promoveria algo tão hediondo quanto o aborto pode literalmente anular todo o bem que ele faria pela humanidade! Quando o direito fundamental é negado pela sociedade, quaisquer direitos e bens são igualmente ameaçados. O fundamento moral de todos é devastado. Desta forma, a resposta tem que ser não; não é legítimo discordar sobre uma posição pró-aborto e ainda assim votar por um candidato que tenha esta posição.


Deve um católico votar em um candidato "imperfeito" se o opositor, um radical pró-aborto, é pior ainda? A Igreja diz que sim, mas apenas se o voto não é a expressão de concordância com os elementos "imperfeitos" da política do candidato e apenas se o voto é dado para limitar o mal que seu opositor inevitavelmente faria.


É realmente lamentável que tenhamos chegado ao ponto onde sejamos obrigados a abdicar de alguns de nossos princípios básicos na cabine de votaçao porque não conseguimos melhores candidatos que estejam dispostos a servir ao bem comum. Esta é uma discussão para uma outra oportunidade, mas eu antecipo que se os católicos não derem importância aos seus princípios de forma enfática o quanto antes, principalmente durante períodos eleitorais, poderemos, em futuras eleições, não ter qualquer escolha que possa satisfazer nossa consciência católica. Que Deus nos ajude e guie no próximo dia 4 de novembro.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Capitão Obvious exige resposta

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Recebi um comentário sobre o post no qual relatei a história admirável de Lorraine Allard. Ei-lo, com falta de pontuação, erros e tudo mais:

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Ele fez sua escolha se ela tivesse optado pelo aborto nos teriamos q respeita-la tambem e naum pre-julgala como fazem os catolicos
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O Capitão Obvious, o super-herói que cuida da qualidade dos comentários e textos que vêm parar em minha caixa postal, entrou em contato comigo exigindo que eu desse uma resposta especial ao comentarista anônimo.

Ele ainda pediu que eu colocasse uma mensagem dele especialmente direcionada a você, meu caro anônimo. É esta que está aí acima... Ele também pediu para dizer que realmente está preocupado contigo, que teu caso pode já ser bem grave.


Segue a resposta...

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Ao contrário de você, caro anônimo, que faz que não enxerga o óbvio, Lorraine Allard sabia que o que estava em seu ventre era uma vida humana, seu próprio filho. Ela corajosamente fez aquilo que a maioria das mães fazem: todo o possível para o bem de seus filhos.

Eu, ao contrário de você, não creio que devo respeito a alguém ao ponto de fechar os olhos a uma vida sendo ceifada. A tal "opção" a que você se refere é a opção entre o certo e o errado. Eu e Lorraine ficamos com o certo. Já você...


Isto que você chama de "respeito" é, na verdade, medo, covardia, omissão.

Lorraine foi corajosa! E você, anônimo, que prefere olhar para o lado quando uma mãe decide eliminar seu filho?

Lorraine foi valente frente à possibilidade da própria morte. E você, caro anônimo?

Lorraine fez de nosso mundo um lugar um bocado mais amoroso com seu gesto por seu filho. E você, anônimo?


E ainda tem preconceito contra católicos? Esperou muito tempo na fila? Entenda: o que os católicos, estes seres estranhos, fazem é ser claríssimos frente ao erro, ao pecado. É errado. Ponto. Já o perdão, está, como sempre esteve, disponível a todos que desejem emenda.


O que não dá é passar a mão na cabeça de quem errou e achar que com isto está respeitando a "opção" do outro. Isto é relativismo, anônimo. Isto é covardia frente ao mal.


Católicos não são covardes frente ao mal. Deve ser herança do exemplo dado pelo fundador da Igreja. Você sabe bem de quem eu estou falando...