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terça-feira, fevereiro 28, 2017

Salve os brasileirinhos: Impeça a aprovação do PL7371/2014

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O PL 7371/2014, conforme os defensores da proposta, apenas criaria um fundo para combater a violência contra mulheres.

No entanto, em conjunção com o a Lei 12.845/2013, este projeto permite que fartos recursos internacionais entrem no país para realização de abortos, com o treinamento de agentes de saúde e compra de equipamentos para expansão da prática do aborto.

O PL7371/2014 prevê que esses fundos serão captados por “doações, as contribuições em dinheiro, os valores e os bens móveis e imóveis que venham a ser recebidos de organismos ou entidades nacionais, internacionais ou estrangeiras, bem como de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais, internacionais ou estrangeiras” (art. 2.º).

Sejamos honestos: não existe Papai Noel nem doação desinteressada vinda de George Soros, Bill & Melinda Gates Foundation e tantas outras. Essas organizações querem entrar no Brasil para promover o aborto. Basta que haja uma porta para entrar (PL 7371/2014) e uma entrelinha (Lei 12.845/2013) para tornar o aborto uma realidade em nosso país.

Não se trata de caridade, esses fundos não entrarão de forma desinteressada, esses fundos são a moeda de troca para que haja abortos (e muitos!!) no Brasil.
Os recursos de organismos nacionais e internacionais destinados ao financiamento e implantação da prática do aborto e sua promoção no Brasil e no mundo chegam a cifras de mais de US$ 9 bilhões só dos EUA. (Veja: https://www.theguardian.com/global-development/2017/jan/24/trump-abortion-gag-rule-health-aid). Já para a saúde das brasileiras não se encontra tamanha generosidade.

Por isso, o fundo previsto no PL7371/2014 será um “abortoduto”, pois financiará a implantação efetiva da Lei 12.845/2013 que permite o aborto pelo SUS bastando a gestante alegar que a concepção da criança ocorreu numa relação sexual não consentida.

Entrem em contato escrevendo (por email, Facebook, Twitter) e telefonem aos políticos para que rejeitem o PL7371/2014.

Informem que nós, mulheres brasileiras, somos pró-vida e que a bancada feminista não nos representa. E o que realmente queremos de presente no dia 8 de março é a rejeição do PL7371/2014.


Para entrar em contato com os deputados, estamos fornecendo uma lista que está sendo atualizada diariamente em formato de uma planilha Excel. >>>Para acessá-la, clique aqui.<<<


quarta-feira, novembro 30, 2016

E o STF virou megafone da militância abortista...

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Min. Rosa Weber e Min. Luis Roberto Barroso

No final desta noite, um verdadeiro furacão varreu os meios pró-vida do Brasil: a notícia de que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal havia decidido que o aborto cometido até o 3º mês gestação não seria crime.

A 1ª Turma do STF emitiu esta controversa decisão ao analisar o caso do fechamento por parte da força policial de uma clínica de abortos na cidade de Duque de Caxias, RJ, onde várias pessoas tiveram a prisão preventiva decretada. Ao contrário do que certas manchetes tentam [des]informar, tal decisão, que foi a de conceder habeas corpus aos envolvidos no aborto, não cria precedente a ser utilizado em outras instâncias e tampouco pode-se dizer algo como se o STF tivesse legalizado o aborto. A decisão em questão tem o escopo específico para o caso em questão

É, porém, gravíssimo o que aconteceu ontem no STF por vários motivos. Um deles é que, mesmo que tal decisão não crie precedente jurídico direto, ela pode ser utilizada por juízes de outras instâncias para a fundamentação de suas decisões, o que é desastroso. Outro motivo é que a argumentação do ministro parece um imenso blablablá de militante abortista, onde ele desfiou termos e idéias que não têm qualquer aporte jurídico em nossa legislação. Exemplo:
"Na medida em que é a mulher que suporta o ônus integral da gravidez, e que o homem não engravida, somente haverá igualdade plena se a ela for reconhecido o direito de decidir acerca da sua manutenção ou não"
Chega a ser difícil sequer imaginar que tal disparate tenha saído da pena de um ministro que tem por obrigação zelar pela texto constitucional. Dizer que "homem não engravida" e ainda chamar isto de argumento? Desde quando há na Constituição algo que exija compensações entre os sexos devido às suas diferenças biológicas? E, devido ao homem não engravidar, a mulher deve então ter a possibilidade decidir "acerca da manutenção ou não" de uma gravidez? Esta decisão, senhor ministro, não cabe a um homem e nem a uma mulher - que tal esta igualdade? -, pois a vida que a mãe carrega no ventre deve ser preservada e é a própria Constituição que diz isto.

Em outro trecho, o ministro escreve esta outra pérola:
"O direito à integridade psicofísica protege os indivíduos contra interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes, relacionando-se, ainda, ao direito à saúde e à segurança. Ter um filho por determinação do direito penal constitui grave violação à integridade física e psíquica de uma mulher"

É patético que o ministro Barroso discorra sobre "interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes" enquanto tenta argumentar que não é crime eliminar uma vida humana frágil e inocente. Quanta cegueira, senhor ministro!

Ele quer falar de "saúde e segurança" defendendo que os nascituros sejam esquartejados nos ventres de suas mães, sejam expelidos através de drogas, sejam envenenados e tenham seus corpos retirados do ventre de suas mães. Esta é uma argumentação canalha! É apenas panfletagem de péssima qualidade, de um primarismo ridículo e absurdo.

E não é que o direito penal determine que a mulher tenha o filho, como ele afirma. O que o Código Penal faz é dispor que o ato do aborto é sim um ato criminoso contra uma vida humana, coisa que a patacoada retórica do ministro resolveu deixar de lado totalmente, preferindo "argumentar", ao que parece, tomando como base todos os clichês que são cuspidos pela militância abortista. Na prática, o ministro resolveu na canetada dizer que ele é quem decide o que é ou não crime. Ele pouco se importou que haja um Código Penal em vigência no Brasil; ele, e apenas ele, é quem decide o que é ou não crime no Brasil.

Min. Edson Fachin  

Ele falar em "integridade física" enquanto não dá a mínima para o que acontece com um ser humano que sequer tem voz para clamar por sua vida mostra bem o nível de canalhice que certos nomes do STF estão dispostos a atingir. Querer falar em integridade física da mulher e, convenientemente, esquecer que se está eliminando cruelmente um ser humano a cada aborto é típico de militantes abortistas, que tentam a todo custo esconder da população a realidade de um aborto. Quem diria que um ministro do STF também andaria por esta estrada?

Para termos um real entendimento do que o ministro e o restante da turma - ministro Edson Fachin e ministra Rosa Weber - entendem que não seja um crime, seria bom darmos uma espiada no caso para o qual eles resolveram conceder Habeas Corpus aos envolvidos no estouro de uma clínica de abortos no RJ. 

Segundo informou a Folha de São Paulo à época:
"Entre os presos está o médico responsável pelos procedimentos. Segundo a polícia, ele tentou fugir do local com a ajuda de um policial civil, que também acabou preso. O médico foi autuado por tentativa de homicídio e foi obrigado pelos policiais a retornar à clínica para cuidar de uma paciente que passava por um aborto.
Além deles, foram presos um taxista que fazia o transporte das pacientes, uma faxineira da clínica, que auxiliava nos abortos, e a dona do estabelecimento. Segundo a polícia, a proprietária do local participava dos abortos como uma enfermeira."

Ou seja, dez pessoas foram presas em flagrante. Entre elas, médicos, enfermeiras, um policial civil, um taxista e até mesmo uma faxineira, que também ajudava nos abortos (!). Estas pessoas estavam conscientes de seus crimes e o faziam com o simples objetivo de ganhar dinheiro através do desespero de mulheres. É um caso clássico de formação de quadrilha. 

Ou seja, a polícia do RJ investiga uma denúncia anônima, monta uma operação para desbaratar uma quadrilha de criminosos que ganham dinheiro às custas do desespero de mulheres humildes, é eficiente e consegue fazer as prisões dos criminosos. E agora a 1ª Turma do STF diz que aquilo que os criminosos estavam fazendo não era crime? Então os policiais que valorosamente trabalharam para trancafiar os pulhas que ganham dinheiro desta forma apenas perderam tempo e desperdiçaram recursos de nossos impostos? Entre os criminosos, havia até mesmo um policial civil, o que indica planejamento para a atividade criminosa. Então a pessoa que fez a denúncia anônima também perdeu seu tempo?

Ora, francamente... Como o STF chegou a um ponto tão baixo? O STF agora resolveu legislar, o que está além de suas atribuições. Pior ainda: resolveu panfletar e se portar como um militante pela liberação total do aborto.


sexta-feira, maio 13, 2016

O PT no poder: 13 anos lutando pelo aborto

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Este blog surgiu no último ano do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época estava claro a todo mundo todo o impulso que o PT dava à legalização do aborto no Brasil, coisa que sempre esteve em suas intenções, mesmo que isto não fique bem claro muitas vezes. Com a recente derrocada de Dilma Rousseff, justamente retirada do poder por causa de seus crimes de responsabilidade, é chegado o momento de uma avaliação do que foram os anos petistas em relação ao aborto.

Em primeiro lugar é bom que se diga que o PT faz parte do problema, mas não é o único que atua para a legalização do aborto no Brasil. Até a subida de Lula ao poder, coube ao tucano José Serra, enquanto Ministro da Saúde do governo FHC, tomar a atitude que de forma mais concreta havia contribuído para a flexibilização da proibição do aborto em nosso país. Foi de sua pena que saiu a assinatura de uma Norma Técnica que favoreceu a prática do aborto em todo o território nacional.

Porém, se o gesto do então ministro José Serra foi o mais concreto até a subida do PT ao poder, isto não significa que este mesmo PT tenha se tornado abortista apenas após sua chegada à presidência. Muito pelo contrário, o PT esteve sempre na tropa de choque que procura liberar totalmente o aborto no Brasil e sua tomada do poder executivo foi um verdadeiro desastre para os que defendem a vida. 

Foi o governo Lula que criou uma comissão com o objetivo específico de revisar e propor mudanças no Código Penal para que o aborto deixasse de ser crime e passasse a ser direito.

Foi durante o governo Lula que a liberação do aborto começou a ser vendida como necessária porque trata-se de um "problema de Saúde Pública". E para isto foram divulgados dados fictícios, os partidos de esquerda começaram a bater nesta tecla freqüentemente, a mídia embarcou e dava suporte a esta guinada no discurso anterior que era o de "direito ao próprio corpo". Isto nada mais era que uma nova etapa da enganação que sempre envolve o tema da liberação do aborto, pois torna-se bem mais fácil a flexibilização da opinião pública diante de números absurdos de mortes.

Durante seus mandatos, Lula sempre que necessário afirmava-se pessoalmente contrário ao aborto, mas dizia que tinha uma responsabilidade como presidente de todos os brasileiros. Isto nada mais era que uma de suas espertezas e porque não queria perder apoios importantes, principalmente entre os religiosos e boa parte da população, que é amplamente contrária ao aborto. Para manter este discurso, Lula foi capaz de encaminhar carta ao então presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, na qual afirmava sua identificação com os valores éticos do Evangelho e a fé que havia recebido de sua mãe, garantindo ainda que seu governo não tomaria qualquer iniciativa que fosse contrária aos princípios cristãos. Dois meses após esta carta, Lula deu aval a Nilcéia Freira, então ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, para que ela seguisse em frente com a proposta de revisão da legislação relacionada ao aborto.

Foi durante o governo Lula que seu então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez questão de dar abraço em um médico envolvido no triste caso da menina de Alagoinha. Tal gesto, claro, foi para mostrar à imprensa o compromisso do governo petista com a causa do aborto.


Já Dilma Rousseff, criada do nada por Lula para ser sua sucessora e esquenta-cadeira, teve que fazer malabarismos junto à opinião pública desde que sua opinião sobre favorável ao aborto - disponível em vídeo - apareceu para a população. Em um dos movimentos mais asquerosos das últimas eleições, envolvendo até mesmo religiosos, criou-se uma cortina de fumaça para evitar o naufrágio da candidatura devido a esta questão. Mais uma vez, o petismo e a esquerda arrastaram na lama muita gente que devia preservar a fé que professa, o que ficou bem claro quando dias após a eleição, uma publicação no Diário Oficial da União trazia um novo aporte de verbas para pesquisas destinadas à despenalização do aborto.

Já na presidência, Dilma Rousseff causou polêmica com a colocação de Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Aliás, não apenas militante: ela mesma admitiu que já fez abortos com as próprias mãos. 

E tudo isto é apenas uma pequena amostra do que o PT fez durante seus mais de 13 anos no poder. Há fatos aos quais não tivemos acesso, jogadas por debaixo dos panos, favorecimentos, financiamento da militância abortista, favorecimento do abortismo nas universidades e na mídia, políticas públicas contrárias à família. Toda uma geração de jovens foram bombardeados com uma ideologia assassina que apenas trouxe destruição por onde passou. Há muito mais que pode ser pesquisado aqui mesmo neste blog (assuntos: PT, Política), que de forma nenhuma esgota toda a obra petista desde 2003. Suas más obras terão ainda muito efeito entre todos nós, pois nada disto será varrido com o impeachment. A luta é árdua, como sempre foi.

Resumindo, Lula e Dilma foram um completo desastre para os que prezam a vida humana, principalmente para a vida humana ainda não nascida. O PT tem a luta pelo aborto em seu DNA, ele é verdadeiramente um partido abortista. Não é o único, mas com certeza é o mais atuante e o que mais dano causa e causou à defesa da vida humana. Não foi mera coincidência que a pessoa à esquerda de Dilma Rousseff quando de seu discurso de despedida era exatamente Eleonora Menicucci, como podemos ver na imagem abaixo. Inadvertidamente, este fato mostra bem a proximidade da luta pela total liberação do aborto com a ideologia da esquerda e o quanto esta causa lhe é cara.

Que o impeachment de Dilma Rousseff traga novos ventos para a defesa da vida e da família no Brasil. É o que todos esperamos.


Dilma Rousseff em seu último discurso antes do impeachment.
Ao seu lado esquerdo, Eleonora Menicucci.


segunda-feira, setembro 21, 2015

Uma nova batalha pela vida se aproxima

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Mesmo em tempos de instabilidade política e econômica, não podemos deixar de estar vigilantes sobre os ataques à vida e à família por parte de certas forças políticas.

Nesta semana acontecerá mais uma batalha contra as forças que lutam pela implantação do aborto -- mesmo que de forma velada -- no Congresso Nacional.

Em 2013, o deputado Eduardo Cunha, quando ainda não era presidente do Câmara, protocolou o Projeto de Lei 5.069, que tem o objetivo de dotar "(...)o sistema jurídico pátrio de mecanismos mais efetivos para refrear a prática do aborto, que vem sendo perpetrada sob os auspícios de artimanhas jurídicas, em desrespeito da vontade amplamente majoritária do povo brasileiro", segundo as próprias palavras do relator do PL, o deputado Evandro Gussi (PV-SP).

Este PL está atualmente em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O relator Evandro Gussi apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei e também apresentou um substitutivo que inclui até mesmo a revogação de parte da lei 12.845/2013, cuja entrada em vigor foi muito criticada pelas lideranças pró-vida por seu texto que veladamente facilitava o acesso ao aborto, mesmo este sendo ilegal e tendo a esmagadora maioria da população brasileira contrária a esta hedionda prática.

Eis um breve resumo do que é pretendido pelo substitutivo do deputado Evandro Gussi:

1) criminaliza o induzimento, instigação ou auxílio ao aborto (adição de art. 126-A no CP), bem como o anúncio de meio abortivo. 
2) altera o texto da Lei 12845/2013, para adequar o texto do art 1º, 2º e 3º para impedir que o aborto vire prática de planejamento familiar. Como consequência, prevê exame de corpo de delito para atendimento de caso de violência sexual, como requisito para se proceder ao aborto, nos casos inimputáveis pela lei (estupro, risco de vida da gestante).


Além de criminalizar tanto a propaganda de meios abortivos - como é o caso de pessoas que criam páginas para venda de medicamentos proibidos que causam aborto -, estas modificações buscam minimizar o estrago feito pela lei 12.845/2013, que ficou conhecida no meio pró-vida como "Lei Cavalo de Tróia", pois ficou claro a todos que o texto da lei foi produzido especificamente com a intenção de abrir brechas para o acesso ao aborto. Mais detalhes sobre esta lei podem ser vistos aqui e aqui.

Como não surpreende ninguém, há resistências a esta proposta de legislação, principalmente por parte de deputados ligados ao governo que integram a CCJ, como pode ser visto em reportagem da própria Câmara de Deputados. 

O PT e seus aliados há muito vêm tentando legalizar o aborto no Brasil e a Lei Cavalo de Tróia é mais uma das tentativas neste sentido. Lembre-se também que a autoria original da lei partiu exatamente deste partido. 

Estivessem mesmo preocupados em manter o ordenamento jurídico, os deputados contrários à iniciativa dos deputados Eduardo Cunha e Evandro Gussi não permaneceriam com este posicionamento, pois tanto o Projeto de Lei original quanto seu substitutivo procuram assegurar que a legislação que foi criada para auxílio às mulheres vítimas de violência sexual não seja utilizada para outros fins.

Ao insistir em combater tanto o PL original quanto o substitutivo, os deputados contrários a este ajuste necessário na legislação parecem indicar exatamente o que se suspeitava: toda a Lei Cavalo de Tróia foi produzida para servir de base para a liberação do aborto de forma velada, como indicado por várias lideranças pró-vida.

Não fosse assim, qual seria o problema em tornar criminoso o ato de anunciar a venda de meios abortivos, já que em nosso país o aborto continua sendo um crime contra a vida? Qual seria o problema em especificar claramente o que seja violência sexual, tal como está no substitutivo? Qual seria o problema em retirar a polêmica nomenclatura "profilaxia da gravidez" do texto da lei? Afinal, qual seria o problema estabelecer que vítimas de violência sexual devem passar por exame de corpo de delito?

Tudo isto consta do substitutivo e é um avanço positivo para uma legislação que pretende - ao mesmo é o que diz pretender em seu texto -- servir de auxílio às vítimas de violência sexual. Por que então vários deputados estão contrários a estas propostas?

Ou será que interessa ao governo do PT, que desde sua subida ao poder com o presidente Lula tenta de todas as formas possíveis a liberação do aborto, que o texto da lei permaneça ambíguo, confuso e aberto às mais absurdas interpretações, exatamente para facilitar brechas na legislação que impede o aborto?

É vergonhoso que o PT e seus aliados abortistas tenham instrumentalizado até mesmo um tema tão sensível quanto violência sexual para levar à frente sua agenda abortista. Não satisfeito de quebrar o país para implantar seu projeto de poder, este partido é capaz de descer até tal ponto para criar formas de burlar nossa legislação contrária ao aborto.

Isto é um desrespeito direto à vontade da população, que é amplamente contrária à legalização do aborto. O cálculo político petista é de tal maneira maquiavélico, que a presidente Dilma apenas sancionou esta lei após a Jornada Mundial da Juventude. Somente após a partida do Papa Francisco é que a presidente Dilma sancionou a lei. Isto é cálculo político, é maquiavelismo, práticas comuns quando se trata de PT.

Para finalizar, no momento precisamos que o maior número possível de pessoas pressionem os deputados da CCJ, principalmente os indecisos quanto à questão, para que eles apareçam na reunião da CCJ da próxima terça-feira, onde este assunto será discutido. 

Abaixo segue o contato dos deputados que, segundo informações, encontram-se indecisos sobre o assunto. Quem puder, deve, de preferência, ligar para estes parlamentares. Ao clicar no nome do deputado, será aberta uma página com os contatos do mesmo. 

Uma lista com todos os membros da CCJ - a favor, contrários e indecisos em relação à matéria -  podem ser vistos neste link. 




TITULARES

PMDB/PP/PTB/DEM/PRB/SD/PSC/PHS/PTN/PMN/PRP/PSDC/PEN/PRTB



PSD/PR/PROS



PSDB/PSB/PPS/PV



PDT



SUPLENTES

PMDB/PP/PTB/DEM/PRB/SD/PSC/PHS/PTN/PMN/PRP/PSDC/PEN/PRTB



PSD/PR/PROS



PSDB/PSB/PPS/PV



PDT




terça-feira, setembro 16, 2014

Uma feminista instrumentaliza o próprio aborto

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Sara Winter, em versão Dia dos Namorados

"Alguns minutos antes de colocar o cytotec na boca, eu coloquei minhas mãos no ventre e disse 'Filha, eu vou deixar você nascer mais tarde, numa família saudável, sem um pai com problemas alcoólicos, sem sermos abandonadas.'"
E assim a ativista Sara Winter matou sua filha em seu ventre, conforme ela divulgou em sua página no Facebook. Sara deu estas informações, segundo ela, na "esperança de ajudar milhares de mulheres a se sentirem representadas, sentirem que não estão sozinhas".

Ela informa também que já não mais poderá ter filhos, pois devido a complicações do aborto -- uma grave infecção nas "trompas uterinas" -- seu médico lhe disse que ela provavelmente não poderá ter um filho de novo.

Sara, claro, tem suas justificativas:
"Se o aborto fosse legal, gratuito e seguro, eu ainda teria minha opção. O abandono do ex-marido, a negligência do Estado e a intromissão da Instituição Cristã nas decisões de políticas públicas para as mulheres roubaram de mim o sonho de poder ser mãe."
A ativista também declarou estar "disposta a conselhar e ajudar de toda e qualquer maneira possível cada mulher desesperada que não quer dar continuidade na gestação".

Ok, Sara, nós entendemos.

Entendemos que você, mesmo tendo plena consciência de que já havia dentro de você uma vida humana, para sua própria conveniência resolveu dar cabo da vida de sua filha não-nascida e jogá-la na rede de esgoto ou no lixo comum.

Entendemos que você, que se diz feminista (o que não tem nada a ver com o verdadeiro feminismo ou com suas origens - ver "Feministas: ontem e hoje"), curiosamente tentou justificar para sua filha, a quem ia matar, que os "problemas alcóolicos" do pai dela era um dos motivos pelos quais ela tinha que morrer.

Entendemos que o teu feminismo, a mesma ideologia que te faz "protestar" com os seios à mostra por qualquer motivo tosco, te deixou tão independente dos homens que você não suportou o abandono do ex-marido e resolveu eliminar a vida de tua filha. Como você é independente, Sara! Será que tantas mulheres que têm a coragem de criarem seus filhos sozinhas deveriam seguir teu belíssimo exemplo? E note que você vive em uma época que o termo "mãe solteira" não é mais estigma entre nós.

Entendemos, Sara, que para você todos têm culpa porque você não mais poderá ter filhos: o ex-marido, o Estado, a Igreja, etc. Só quem tem nada com isto é você, não é mesmo? Pena que tua filha nunca mais estará entre nós, pois no futuro talvez ela pudesse dizer a você que soa bem ridículo quem toma uma pílula que sabe que eliminará um ser humano, que envolve riscos inúmeros para a própria saúde, e que fica querendo culpar a todos, menos a si mesma pelos problemas que daí vieram.

Entendemos que você quer passar para todos a idéia de ser uma mulher "poderosa", "guerreira", "independente", mas quando a coisa aperta aí você fala em família, fala em ter sido abandonada, mostra tanta dependência de um homem -- e um com "problemas de alcoolismo"! -- que prefere eliminar a própria filha do que ter de lidar com uma realidade em que você poderia deixar tua retórica ter algum valor no mundo real.

Entendemos, Sara, que desde que o FEMEN disse que você não servia para líder teu espaço na mídia vem definhando e atitudes como esta de falar de aborto e se colocar como exemplo vêm muito a calhar para tua "carreira", não é mesmo? Afinal, você até mesmo tentou fazer parte da última edição do Big Brother Brasil, programa que já havia sido criticado por você mesma! Ou seja, você tem se ocupado de corpo e alma para ter alguma relevância no cenário nacional, mesmo que seja nas páginas do jornal "O Dia".

Enfim, nós entendemos, Sara, tua necessidade extrema de atenção. Afinal, ter 22 anos e um comportamento de uma menininha mimada de 12 anos não deve mesmo ser fácil para ninguém. A vida adulta não parece ser para todos, não é mesmo?

Mas sabe o que não dá para entender? É como você, que se diz feminista, foi capaz, segundo tuas próprias palavras, de ficar sangrando por 3 semanas após o aborto com Cytotec sem procurar um médico. Como você ficou com "febre altíssima" e tendo "cólicas horríveis" durante tanto tempo sem se dar conta de que deveria procurar ajuda? E você quer que acreditemos que isto foi devido a você estar com medo de ser denunciada? É sério isto? Logo você, Sara, que quer passar uma imagem de tão senhora de si, logo você estava com medo de que médicos te denunciassem? Sério mesmo?

Não dá para entender, Sara, que você, como várias das feministas atuais, diz que luta pelo "direito ao próprio corpo", tenha tratado tão mal o próprio corpo, permitindo-o sangrar por 3 semanas, permitindo que uma infecção se alastrasse pelas suas trompas uterinas até resolver procurar ajuda. É para tratar tão mal teu próprio corpo que você diz que luta pelo direito a ele? Aliás, é peculiar também que você queira o direito ao próprio corpo, mas que isto não te baste, pois, caso você não saiba, o corpo de tua filha que você eliminou não era teu corpo, até o DNA dela era diferente do teu. 

E o que realmente não dá para entender é que você tenha tido tanto medo de procurar ajuda médica para se tratar porque achava que seria denunciada, mas que subitamente todo este medo tenha desaparecido ao relatar tua experiência a um jornal de grande circulação. E isto nem ficou apenas no relato do que aconteceu contigo... Você também declarou estar "disposta a conselhar [sic] e ajudar de toda e qualquer maneira possível cada mulher desesperada que não quer dar continuidade na gestação". Ou seja, você, que temia ser denunciada por ter cometido um aborto, agora não tem mais medo algum, estando disposta até mesmo a servir de conselheira para quem deseja cometer o mesmo ato, ato este que continua sendo crime no Brasil. É impressionante como tua coragem apareceu novamente quando um jornal te procurou para falar de aborto!

Enfim, o aborto não parece ter sido um problema para Sara Winter, pois ela vem até mesmo procurando instrumentalizá-lo para sua carreira. O aborto de Sara foi um problema mesmo para sua filha abortada, pois foi ela quem foi sacrificada por uma mãe que parece apenas preocupada em representar um personagem patético criado por sua mente delirante. E isto é triste, bem triste.

quarta-feira, maio 28, 2014

Deputado Eduardo Cunha informa que Ministro da Saúde revogará portaria que institucionalizaria o aborto no Brasil

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Segundo informação que consta na página do Deputado Eduardo Cunha, o ministro da Saúde, Artur Chioro, revogou a portaria 415/2014, que virtualmente liberava o aborto na rede pública, bastando que qualquer mulher declarasse que não teve uma relação com pleno consentimento. Segue um trecho do texto da página do deputado:

“Ontem (27), recebendo o ministro da Saúde na Liderança do PMDB, alertei que estava ingressando na Câmara dos Deputados com um projeto de decreto legislativo para revogar a portaria 415 do ministério. Alertei a ele que pelos termos da portaria ela estaria legalizando o aborto ilegal. Nesta quarta (28), o ministro me procurou para comunicar que estudou a portaria editada por uma secretaria do Ministério e entendeu que havia falhas. Logo resolveu revoga-lá para melhor estudá-la. Quero deixar aqui registrado o agradecimento ao ministro pela compreensão do tema e pela decisão tomada de revogação da portaria 415. Certamente, após estudá-la, ele deverá apresentar alguma nova proposta ou nova portaria nos estritos termos da legislação vigente.”

Estamos aguardando mais informações sobre o assunto.


sexta-feira, julho 19, 2013

CNBB opta pelo veto parcial ao PLC 03/2013. Um pouco de Churchill faria muito bem nestes momentos...

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Chamberlain e o papel que ele achava que evitaria
a guerra contra os nazistas. Não funcionou...
Quem fizer uma pesquisa aqui no blog utilizando o marcador "CNBB" poderá se espantar com conteúdo que encontrará, mas tal surpresa talvez só aconteça na eventualidade de que tal pessoa tenha passado um bom tempo fora do Brasil. Para quem convive diariamente com vários aspectos vindos da CNBB, falar em surpresa não cabe de forma alguma.

Temas como infanticídio indígena, defesa do aborto, distribuição de camisinha, apoio a entidades abortistas, perseguição a padres de conhecida ortodoxia, políticos abortistas dando palestras a padres, etc., dá uma idéia dos assuntos nos quais a CNBB e órgãos e entidades a ela coligados se envolvem, quase sempre do lado errado. E olhe que estou apenas listando os temas que corriqueiramente são tratados aqui no blog... Quando o assunto envolve outros aspectos, que não são do âmbito deste blog, o buraco do poço só afunda.

A hierarquia da Igreja é coisa bem definida e por demais conhecida: Papa, bispos, padres; nesta ordem. Alguém viu a CNBB aí? Não? Pois é... Sua jurisdição é bem específica na Igreja e ela de forma alguma tem valor de um bispo, por pior que este seja. Fica pela conta do baguncismo do Brasil, mais ainda entre o meio católico, este pensar que a CNBB manda mais do que realmente manda.

Dúvidas? Nem precisamos ir muito longe... Basta ver que inúmeros bispos se mantém bem longe do que acontece nos corredores da CNBB, pois estão bem cientes do que vai por lá. Em primeiro lugar, em vários órgãos internos quem dá as cartas é algum leigo com agenda própria, e que muitas vezes tem muito pouco a ver com o que prega a Santa Igreja. É por isto que nós, católicos brasileiros, temos uma penitência que nos é imposta diariamente por gente que deveria zelar pela defesa da fé.

Mas desta vez a CNBB realmente se superou. O problema atual é o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 03/2013, que, a pretexto de buscar o auxílio às vítimas de violência sexual, na prática é mais uma tentativa obscura de procurar liberar o aborto no Brasil, o que pode ser visto no excelente artigo do Padre Paulo Ricardo. Embora várias lideranças pró-vida venham alertando para o verdadeiro "Cavalo-de-Tróia" que é esta peça legislativa e para a necessidade de veto total, a CNBB e outras entidades que representariam o lado pró-vida na questão optaram pelo VETO PARCIAL ao texto, solicitando à presidente Dilma que fossem retirados os trechos mais polêmicos.

A CNBB e as outras entidades optaram por não ver que o texto deste Projeto de Lei é repleto de problemas graves. Um exemplo: não se fala em prova de violência sexual ou mesmo da necessidade de um Boletim de Ocorrência junto aos órgãos competentes, tampouco se fala do tempo máximo após a violência para recorrer a este auxílio. Ou seja, se uma mulher em estado avançado de gravidez resolver fazer um aborto, basta que ela vá a uma unidade do SUS e diga que foi vítima de violência sexual. O único trecho em que é dito algo sobre o agressor é quando o médico que atender a mulher deverá coletar material para ser enviado para análise do serviço de Medicina Legal. Desnecessário dizer que este material será "perdido" em muitos casos.

Tudo isto é obscuro... E se o médico não conseguir coletar material, caso a gravidez esteja em estágio avançado? O que é, afinal, "profilaxia da gravidez"? O que isto significa: fornecimento de pílula abortiva, execução de um aborto, mesmo que em estágio avançado de gravidez?

Para quem lê o texto fica claríssimo que há muita coisa não esclarecida. Difícil é achar que isto não foi proposital. É evidente que foi! É uma jogada para a galera, como só os abortistas sabem fazer. Eles sabem bem que a aprovação de um texto propositadamente "meia-boca" é de grande serventia à sua causa, à liberação total do aborto. Já agora estão aparecendo notícias plantadas na grande mídia dizendo algo como religiosos são contra Projeto que auxilia mulheres vítimas de violência sexual... 

Talvez seja exatamente contra esta reação que seria insuflada pelos abortistas que a CNBB e outras entidades resolveram optar pela busca do veto parcial. A CNBB, com toda a experiência que tem ao lidar com os trâmites do poder, já devia a esta altura saber que uma lei ruim serve apenas para o proveito de quem não liga para a Lei e é este exatamente o caso. Como as piores heresias, que tem uma fina casca de verdade para enganar os incautos e esconder o caminho para o inferno, as piores leis são aquelas que misturam seu amargor junto às doçuras de boas causas. Mas parece que só a CNBB e estas entidades não sabem disto...

Se a CNBB e outras entidades buscam o veto parcial devido a um cálculo estratégico, sinto informar, mas isto é um desastre. Não é dando terreno ao inimigo -- é de inimigos que estamos tratando, sim! -- que se ganha uma guerra. E eis uma novidade para a CNBB em particular: suas táticas não dão certo há muito... Quantas foram as vezes que tivemos de ver algum bispo com cargo na CNBB vir a público e se mostrar preocupadíssimo com a diminuição do número de católicos? Quantos de nós temos que aguentar irmãos de fé sendo tragados pelos apelos nada teológicos vindos de seitas inúmeras, prometendo-lhes prosperidade, curas milagrosas, etc.? E o que fez a CNBB de concreto em relação a tudo isto?

"Ah, mas a CNBB faz muito!" -- pode alguém reclamar. Mesmo? Então talvez já seja a hora de ver que faz algo muito errado, isto sim, pois há anos e anos que nada muda, não é mesmo? Da mesma forma, há anos a CNBB é, digamos, diplomática com o PT, mais ainda quando este se tornou governo. E de que adiantou isto? Tomando como exemplo apenas a defesa da vida, o que podemos ver é que nunca a Cultura da Morte andou a passos tão largos como desde que o PT chegou ao poder. Ou seja, a diplomacia da CNBB vem servindo de bem pouco, e quando a diplomacia envolve a questão da vida, podemos ver o desastre diante de nossos olhos.

É evidente que a diplomacia tem seu valor, mas é bom que se diga que muitas vezes a fraqueza e a omissão, que é pecado, escondem-se atrás da diplomacia. Uma coisa é um bispo norte-americano buscar qualquer mínima vitória na defesa da vida, como ocorreu recentemente no Texas com o banimento de abortos a partir de 20 semanas de gestação, e outra, bem diferente, é a CNBB buscar um veto parcial em um Projeto de Lei, como se isto fosse o máximo que é possível. Isto não é diplomacia, é demonstração de fraqueza, que fica mais patente quando vemos que o povo católico espera uma posição firme e valorosa frente à Cultura da Morte. Nem mesmo a iminente visita do Papa Francisco foi capaz de mexer com os brios da CNBB, que terá esta carta na manga para os próximos dias. E demonstração de fraqueza frente a um inimigo encarnecido tem o mesmo efeito que gasolina na fogueira.

Mas é bom que se diga que se a CNBB mais uma vez faz um papel no mínimo lamentável (sobre as outras entidades, principalmente Brasil Sem Aborto, como bem ensinou São Bento, é melhor calar que falar algo...), onde estão nossos bispos? Será que muitos deles acham que podem deixar este caso gravíssimo na mão da CNBB? O que será preciso para que eles entendam que isto não funciona de forma alguma? 

Até o momento, apenas 2 bispos vieram a público para alertar seu rebanho sobre o perigo do PLC 03/2013: Dom Antonio Rossi Keller, de Frederico Westphalen-RS, e Dom Celso Marchiori, de Apucarana-PR. Isto é muito pouco e esta falta de ouvirmos a voz de nossos pastores em momentos tão graves só ajuda a alimentar esta ilusão que a CNBB responde pelos bispos ou de que sua voz tenha o mesmo valor que a voz de um bispo.

Para finalizar, é triste ver que tudo isto vem criando muita confusão entre os pró-vidas. Parece que encarar a política como "a arte do possível", como referido no blog Frates in Unum, já vai fazendo a cabeça de muitos... Outros acreditam nas entidades que dizem que o possível é o veto parcial. Eu prefiro pensar que quando nos acomodamos com o possível é sinal de que não merecemos o impossível.

Quanto a avaliações do que é ou não possível, já vi muitos erros de avaliação cometidos por gente que se achava muito conhecedor de tudo. Pena que as pessoas têm memória curta... Talvez poucos se lembrem que o PL 1135/91, que buscava a retirada do Código Penal da punição para o crime do aborto, teve sua votação na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados evitada várias devido ao conselho de muitos pró-vidas envolvidos com a questão, que diziam que os abortistas conseguiriam seus objetivos. Já outros pró-vidas indicavam que aquele era o momento ideal (isto ocorreu em 2007) para a votação, o que batia de frente com os que se diziam mais entendedores dos procedimentos legislativos. Por fim, após alguns adiamentos, a votação foi feita e a vitória pró-vida ocorreu de forma esmagadora, deixando claro que a avaliação dos entendidos estava completamente errada.

E quem garante que isto não é o que está acontecendo exatamente neste momento? Enquanto muitos caem no fácil discurso de fazer o que é o possível, vão abdicando do que é o correto.

Há limites ao se lidar com certos tipos de inimigos. Deveríamos talvez olhar para a primeira metade do século passado e o que a política de apaziguamento dos nazistas fez com a Europa. Corremos o risco de ficar na história como ficou o Primeiro-Ministro Neville Chamberlain, que foi negociar com Hitler e voltou com um pedaço de papel como garantia após ceder às exigências do líder nazista, tudo isto para evitar a guerra, que estouraria algum tempo depois. 

Neville, os ingleses, os franceses e toda a Europa aprenderam a duras penas que há limites para certos tipos de negociação. Este "laissez faire" defendido por muitos é desastroso quando o que está em risco são vidas humanas frágeis e inocentes. Se os abortistas produzem um texto sob medida para seus propósitos o mais certo seria rejeitá-lo de todo e mostrar à população tal tentativa sorrateira, e não tentar adaptar o texto para que não faça estragos. Apenas isto já é um verdadeiro estrago.

A CNBB e outras entidades parecem querer evitar de qualquer forma um enfrentamento com nossos governantes e com certas entidades e a mídia. Deviam aprender com Winston Churchill, que substituiu no cargo a Neville Chamberlain, e a quem disse estas palavras:
"Você teve a escolha entre a guerra e a desonra. Você escolheu a desonra, e terá a guerra."

Quem não acredita em veto total deveria aprender com Churchill e saber que o Senhor Deus, mais do que o que nos é possível, pede-nos para que lutemos até o final. Não é o caso de acreditar ou não, mas, sim, de lutar pelo que é o correto. O impossível só nos vem pela Graça, mas para isto é preciso confiança, e é o que parece que anda faltando muito.



terça-feira, julho 16, 2013

Dr. Paulo Fernando - CARTA ABERTA A CNBB - PELO VETO TOTAL AO PLC 3-2013

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O conhecido e atuante líder pró-vida Dr. Paulo Fernando (www.paulofernando.com.br), de Brasília-DF, escreveu uma Carta Aberta endereçada à CNBB pedindo o veto total ao PLC 03/2013, que busca, de forma enganosa e obscura, em uma afronta direta aos direitos democráticos da população, a implementação do aborto, mascarando tal ato como ajuda a mulheres que sofrem violência sexual.

É uma vergonha para os católicos brasileiros verem-se tão mal representados por sua Conferência Episcopal neste assunto.






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CARTA ABERTA A CNBB - PELO VETO TOTAL AO PLC 3-2013


Vossas Excelências Reverendíssimas, 

Srs. Bispos da CNBB

Em nome do povo brasileiro, de modo especial dos católicos desta grande nação, rogamos à Vossas Excelências Reverendíssimas se pronunciem pelo VETO TOTAL ao PLC 3/2013 de autoria da deputada Iara Bernardi PT-SP. 

Aproveito-me em parte do editorial da gazeta do Povo “O PLC 3/2013 usa o pretexto meritório do atendimento à mulher vítima de violência para escancarar as portas à prática do aborto.

O Partido dos Trabalhadores finalmente está à beira de conseguir, da forma mais traiçoeira possível, legalizar o aborto no Brasil. Se a presidente Dilma Rousseff sancionar o PLC 3/2013, que está em sua mesa, terá coroado um esforço de décadas em favor da eliminação de seres humanos indefesos e inocentes. 

Em 1991, os então deputados petistas Eduardo Jorge e Sandra Starling já propunham projeto de lei prevendo a liberação da interrupção da gravidez, plataforma consagrada em resoluções aprovadas em diversos congressos do partido. Outras tentativas se seguiram, como o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) e o projeto de reforma do Código Penal proposto pelo Senado. Felizmente, políticos a favor da vida e a sociedade civil organizada sempre foram capazes de bloquear tais ações, defendendo a dignidade da vida humana.

Boa parte dos esforços feitos até então para legalizar o aborto buscava alterar os artigos 124 a 128 do Código Penal, segundo os quais o aborto é crime, embora não seja punido nos casos de gravidez resultante de estupro e de risco de vida para a mãe. No entanto, como movimentos e a bancada pró-vida sempre estiveram muito atentos a quaisquer tentativas de mudança na lei penal, os políticos pró-aborto mudaram de estratégia. Em nenhum momento o PLC 3/2013 menciona o Código Penal, ou os termos “aborto” e “interrupção da gravidez”. 

À primeira vista, é um projeto que trata do atendimento às vítimas de violência sexual (o que é meritório), sendo preciso encaixar muito bem as peças para descobrir os objetivos ocultos. Segundo o artigo 1.º, todo e qualquer hospital fica obrigado a “oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”. Esse atendimento imediato inclui, segundo os incisos IV e VII do artigo 3.º, a “profilaxia da gravidez” e o “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais”, o que incluiria a administração da pílula do dia seguinte e o aborto.

Na prática, qualquer mulher que chegue a um hospital alegando ter tido uma relação sexual não consentida (a definição de “violência sexual” contida no PLC 3/2013) ganha, assim, o direito de ser encaminhada a um serviço de “aborto legal”. 

Como diversas normas técnicas do Ministério da Saúde já haviam eliminado a exigência de exame de corpo de delito ou de Boletim de Ocorrência para atestar o estupro, basta que uma mulher interessada em abortar se dirija a qualquer hospital e diga que engravidou após uma relação sexual não consentida, para se beneficiar da brecha legal que não pune o aborto cometido em caso de gravidez resultante de estupro. 

O pulo do gato do PLC 3/2013 é consagrar em lei, pela primeira vez, esse procedimento, e não incluir a possibilidade de objeção de consciência: instituições religiosas, por exemplo, ficariam obrigadas a encaminhar a gestante ao “aborto legal” independentemente de seus princípios.

A participação do PT no processo que levou à aprovação do PLC 3/2013 é evidente. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estava entre os que pediram à Câmara que desengavetasse o PL 60/1999, de autoria da petista Iara Bernardi. O deputado José Guimarães, líder do partido na Câmara, pediu urgência na tramitação, o que foi aceito quando presidia a Casa o paranaense petista André Vargas. O projeto foi aprovado rapidamente, e de forma unânime, no plenário da Câmara; já renomeado como PLC 3/2013, passou por duas comissões do Senado e, por fim, pelo plenário do Senado, sempre com 2 relatoras petistas. 

Uma tramitação-relâmpago com o objetivo evidente de impedir leituras mais atentas do projeto e que desmascarassem as intenções dos seus autores. Anteontem, vários deputados pró-vida reconheceram tanto a sagacidade dos autores do PLC 3/2013 quanto seu lapso em identificar a ameaça à vida.

Precisamos recordar o óbvio: o aborto é a eliminação deliberada de um ser humano indefeso e inocente. Uma sociedade que tolera tal tratamento provoca a própria degradação – não é o caso, no entanto, do Brasil, onde a maioria da população condena o aborto. Assim, o PT, ao promover de forma sorrateira a ampliação do acesso ao aborto, ofende não só a dignidade humana, como também o sentimento geral do povo brasileiro. Após repetidas e comprovadas declarações de apoio à legalização do aborto, a então candidata Dilma Rousseff declarou, em carta dirigida aos cristãos durante a campanha de 2010, “defender a manutenção da legislação atual sobre o assunto”, em referência ao aborto. 

O texto fala da "profilaxia da gravidez" eufemismo para a prática do aborto, além de asseverar que a mulher vítima terá direito a atendimento prioritário e emergencial sem estabelecer o tempo de gestação.

Não existe meia vida, portanto o veto parcial não atende aos ditames da defesa absoluta do direito à vida. Não caiam na cantilhena dos movimentos da cultura da morte feministas que apregoam o atendimento da mulher que sofre, mesmo porquê atualmente a legislação já assegura o atendimento gratuito pelo SUS.

Diante do exposto, na condição de cidadão, advogado e católico, militante do movimento pró-vida rogo à Vossas Reverendíssimas , que não sejam omissos nesta hora, pois a História haverá de cobrar – e mais – ainda o juízo de Deus, da decisão que tomarem. Vossas Excelências Reverendíssimas são chamadas hoje a se posicionar em defesa da vida – pelo VETO TOTAL ao PLC 03/2013. Assim quer a expressa maioria do povo brasileiro que é contra o aborto, assim exige o catecismo da Igreja católica e muitos documentos pontifícos, de modo especial a Evangelium Vitae.

Certos de que tomarão a decisão mais acertada, despeço-me

Fraternalmente,

Em Cristo,Jesus

Paulo Fernando Melo da Costa