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quinta-feira, agosto 27, 2009

Mais absurdos sobre o caso de Alagoinha

0 comentários ###

A excelente atuação de D. José Cardoso Sobrinho no caso da menina de Alagoinha deu oportunidade de ouro a uma turma que fermenta um ódio infundado pela Igreja aproveitasse os holofotes.

Ao indisfarçado autoritarismo na linguagem de muitos segue-se também a ignorância dos fatos do caso e mesmo em relação aos preceitos católicos. Enfim, a tônica do discurso de muitos é uma mistura de arrogância, de desconhecimento, de empáfia, etc.

Um exemplo puríssimo pode ser lido abaixo, em vermelho. Em azul seguem minhas respostas aos absurdos que o blogueiro tenta passar como argumentação (original aqui).

***


Quem frequenta este blog sabe, mui bien, o que eu penso acerca do aborto (e se não sabe, clique aqui pra descobrir).

No resumo da ópera, vale sintetizar que eu sou contra a maior descriminalização da prática. O termo "maior" não está sobrando: com ele eu quero dizer que sim, sou a favor dos casos que a lei já autoriza a prática, e não, não sou a favor de que outros casos diversos sejam permitidos, como a simples vontade da gestante.


### Para quem quer passar uma idéia de que já refletiu seriamente sobre a questão do aborto, o blogueiro falha feio. E falha porque porque desconhece que a lei brasileira não autoriza a prática do aborto em caso algum. O que há, na verdade, são casos em que a punição devida ao crime não é aplicada, o que é bem diferente de se dizer que o procedimento seja autorizado. ###

É fascista? É radical? Penso que não, já que todos tivemos o exemplo de radicalismo nesses dias, quando o arcebispo de Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, "comunicou" à família de uma menina de 9 anos grávida de gêmeos vindos de um estupro e aos médicos envolvidos no aborto legal a que foi submetida que estavam excomungados da vida na Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana.

### Mais erros... A única coisa que D. José fez foi tornar pública a excomunhão tantos dos membros da equipe médica diretamente envolvidos no ato do aborto quanto quem autorizou o aborto. E é sempre oportuno lembrar que D. José não utilizou de sua autoridade episcopal para excomungar ninguém, dado que a excomunhão é automática no caso de aborto. À menina-mãe não cabe punição alguma, pois, devido à sua pouca idade, ela não passível de sanções pelo Código de Direito Canônico. ###

Para quem não sabe, o Catecismo da Igreja Católica (uma espécie de manual do catolicismo) assim diz da excomunhão:

"Alguns pecados particularmente graves são passíveis de excomunhão, a pena eclesiástica mais severa, que impede a recepção dos sacramentos e o exercício de certos atos eclesiais."


Um dos argumentos mais repetidos pelo arcebispo sobre seu polêmico manifesto foi que "Se a lei dos homens é contrária à lei de Deus, então ela não vale nada e deve ser ignorada." Com isso, Dom José quer dizer que, não interessa se o aborto é legal judicialmente. É pegado gravissíssimo, cuja pena é excomunhão (abandonar a religião também é, o que faz de mim um excomungado).


### Apenas antes de se partir para a "argumentação" do blogueiro, é bom que se diga que ele está certo mesmo: se ele apostatou, está excomungado. É triste que ele não se dê conta de seu erro, assim como é triste que ele dê declarações jocosas sobre isto. ###


Pois bem, então vamos por partes: primeiro, alguém precisa avisar ao arcebispo que, desde Pedro II, salvo engano, o Brasil é um país laico. Isso quer dizer que aqui, na República Federativa do Brasil a lei de Deus é apenas uma curiosidade, pois este país não professa uma religião. Outra coisa, todos sabem que a gravidez da menininha, estuprada continuamente pelo padrasto era de alto risco, podendo tirar-lhe a vida. Porém, segundo o bispo, a lei de Deus não permite que se diga que os fins justificam os meios e a matemática não bate: faz mais sentido perder a vida da menina do que dos dois filhos que ela trazia no ventre.

### Aqui o blogueiro mistura ignorância com distorção dos fatos.

Ignora o rapaz que o fato de o Brasil ser um país laico nada mais é que o Estado não professa oficialmente uma religião. Apenas quer dizer que o Estado não deve favorecer uma religião em relação a outras.


Mas o caso é que faltou o autor do blog explicar a conexão lógica entre a a fala de D. José e o ataque ao Estado laico. O então Arcebispo de Olinda e Recife disse uma verdade que em nada fere a laicidade do Estado Brasileiro, mas que talvez fira um bocado o laicismo do blogueiro e de outros que pensam como ele.


Os católicos, e, assim creio, até mesmo crentes de outras denominações, não têm obrigação alguma em se sujeitar a uma lei que vá frontalmente contra a Lei de Deus, na qual acreditam. E tal lei deve mesmo ser ignorada... O que o blogueiro parece desejar é que os católicos fiquem calados quando vêem um aborto ser cometido no prédio vizinho, tudo devido ao Estado Laico. Isto não seria uma saudável laicidade do estado, seria, sim, um opressor laicismo, e, se ele se sente bem em olhar para o lado quando diante de um aborto, que ao menos deixe aos católicos a liberdade de indignar-se contra isto.


Querer que um católico seja obrigado a baixar a cabeça frente a um mal das proporções do aborto é coisa tão autoritária que até mesmo países em que esta cruel prática é legalizada há a figura da objeção de consciência. Ou seja, isto de querer enfiar goela abaixo dos católicos a aceitação do aborto por conta da laicidade do Estado nada mais é que um arroubo totalitário mascarado.


Sobre a distorção dos fatos, o autor do blog faria bem melhor se explicasse em qual manual médico ou qual pesquisa está escrito que gravidez de risco é equivalente a uma pena de morte. O fato é que o blogueiro comprou um peixe podre que lhe venderam; ele acreditou piamente nas notícias plantadas por ONGs abortistas de que a menina-mãe corria risco de vida. Não só não corria, como esta mentira já foi por demais desmascarada.


E, além do mais, uma gravidez de risco é coisa mais do que comum, e, com o avanço da Medicina, é cada vez menor o índice de mortes em tais casos. Ou seja, é muito difícil que alguém argumente que devido a um risco na gravidez o aborto deveria ser liberado, e, basicamente, é isto que o blogueiro tenta fazer... E falha ridiculamente.
###

Pra coroar, nas páginas amarelas da VEJA desta semana, Dom José insinuou (e católicos mais cegos têm afirmado) que os pais da menina foram coagidos a assinarem as autorizações para o aborto. Uma afirmação séria, com certeza, muito séria. Mas fico me perguntando: e se eles foram mesmo coagidos? Se eles foram, eu deixo a pergunta: quer dizer que eles estavam na DÚVIDA se deviam salvar a filha (também ela inocente) ou preservar duas crianças fruto de uma barbaridade? Não é atoa que tal desgraça tenha acontecido com esta menina: olha a qualidade de pais que ela tem, que titubearam e tiveram de ser coagidos a salvarem a vida da própria filha! Caralho, eu pensei que depois dos Nardoni eu já tinha visto de tudo...

### Não há qualquer insinuação... O que se sabe de gente que acompanhou o caso de perto é que houve sim o engano dos pais da menina, pessoas humildes.

Mas aqui o blogueiro vai mostrando suas reais motivações. O "e se eles foram mesmo coagidos?" mostra toda a face autoritária de quem se acha melhor que os pais da menina, que, tomando como base suas péssimas palavras, crê mesmo que a coação que levou ao aborto de duas crianças é justificável.

E mesmo esta "justificação" fundamenta-se em uma mentira: que a menina corria risco iminente de vida. Mas o que é uma mentira para quem acha que a coação é um meio válido para atingir um objetivo, não é mesmo? ###

Mas... pode ser que você esteja se perguntando o que eu acho, assim, em palavras e frases curtas, o que eu acho disso tudo. Bem, te digo: eu acho que, sob a presidência de Chico Bento XVI, o catolicismo caminha para trás. Cismando com a existência do Holocausto, ressuscitando a idéia de que a camisinha não serve para nada porque, segundo o Vaticano, "tem poros por onde o vírus do HIV pode passar", excomungando médicos e pais... Qual o próximo passo? Excomungar cientistas ou juntar lenha para as fogueiras?

### Aqui podemos ver toda a má-fé do blogueiro ao argumentar.

Ele pode achar o que quiser de S.S. Bento XVI e de suas ações, pois é livre para ter suas opiniões. Só que para ser levado a sério é preciso que ele consiga sustentar o que opina.

"Cismando com a existência do Holocausto"? Na verdade o autor do blog deve estar se referindo ao infeliz caso das declarações de D. Williamson. O que tem isto a ver com O Papa Bento XVI? Nada, absolutamente nada.

"Ressuscitando a idéia de que a camisinha não serve para nada"? Já que ele deseja atacar a posição católica sobre a questão, seria bem mais honesto se ele a abordasse sobre o ponto de vista moral, que é exatamente o ponto fundamental da proibição de métodos artificiais de contracepção. Mas para que se dar ao trabalho, não é mesmo? É infinitamente mais fácil colocar palavras na boca dos outros e jogar para a galera. Honestidade argumentativa, claro, é coisa para os fracos.

Mas o irônico é que o mesmo rapaz que acredita piamente em mentiras divulgadas, que desconhece a legislação brasileira, que autoritariamente está se lixando para o que realmente queriam os pais da criança, que pensa que pode bradar a laicidade do Estado como forma de forçar os católicos a baixarem a cabeça frente ao aborto, o verdadeiramente irônico é que ele se acha mesmo em posição de dar lições em alguém. E, mais ainda, pensa mesmo que ele e somente ele sabe o que é o certo para os rumos da Igreja.

P
fui... Sempre me surpreendo com os soluços megalômanos de alguns.

Sobre os cientistas, talvez o blogueiro devesse estudar um pouco e procurar saber sob a tutela de quem foram criadas as primeiras universidades. Talvez ele devesse tentar entender a importância de certas ordens religiosas tanto para a preservação do conhecimento quanto do desenvolvimento das ciências, economia e artes.

Quanto à questão das fogueiras... Creio que já podemos criar uma equivalente católica à Lei de Goodwin, que é assim enunciada: "À medida que uma discussão on-line se alonga, a probabilidade de uma comparação envolvendo Hitler ou o nazismo se aproxima de 1".

Seguindo esta linha de pensamento, posso até enunciar a Lei de Murat:
"Quanto menos um interlocutor conhece História da Igreja e quanto mais ele nutre ódio pelo catolicismo, a probabilidade de uma súbita citação da Inquisição aproxima-se de 1."
Citar termos que levam à emoção sem nem mesmo conhecer a realidade histórica na qual estavam inseridos é coisa típica dos tolos e dos intelectualmente desonestos. ###

É o que diz aquele velho ditado: você pode ficar calado e deixar que pensem que é um imbecil. Ou você pode abrir a boca e dar a eles certeza.

### Perfeito! Será que faltou espelho? ###

quinta-feira, julho 16, 2009

A entediante feminista malufista

1 comentários ###

Recebi em meu e-mail pessoal uma mensagem não solicitada. Sei lá como esta senhora (a quem chamarei de Senhora Boring) tomou conhecimento de meu endereço, mas o fato é que ela nem mesmo atendeu às solicitações para que eu saísse de sua lista. Que nada... Ela, talvez achando-se o supra-sumo da sabedoria, vai enchendo as caixas de correio alheios com as maiores besteiras que lhe vêm à cabeça.

Já que a referida internauta também se exime de mostrar a quem repassa seus e-mails quais são os destinatários de suas asneiras, evitando assim que os destinatários possam receber uma resposta da parte que foi atacada pela truculência da remetente, segue aqui uma resposta a uma mensagem desta senhora, pessoa que eu jamais quis em minhas relações e à qual já até solicitei para deixar-me de fora dos destinatários de suas asneiras.


Aliás, mal sabe a senhora que seus e-mails e dizeres tornaram-se motivo de jocosos comentários na blogosfera nacional. Ela ainda vai longe... A continuar no ritmo que está, tornar-se-á digna de um verbete em alguma Wikipedia da vida. O significado do nome da senhora será conhecido talvez nestes termos:
-- Pessoa incoerente, capaz de afirmar uma fé que não vivencia. Exímia produtora de juízos temerários, é portadora de uma incrível capacidade de distorcer o pensamento alheio para que caibam em seus parâmetros diminutos e provincianos.
Ou coisa parecida. Mas que haveremos de fazer, não é mesmo? Temos que conviver com tais tipos na internet. Não divulgo seu nome apenas por respeito a seus familiares, que não têm culpa por serem obrigados a compartilhar o nome de família que esta senhora insiste em arrastar na lama, virando motivo de chacotas digitais.

Mas é melhor mostrar logo o que Senhora Boring escreveu:

Recebi esse email hoje, e fiquei impressiona com o ABSURDO que está escrito!
Como pode, um homem dizer uma barbaridede dessa?

O que leva um homem a escrever esse lixo?

Qual mulher "queima sutiam" hoje em dia?

Será que ele pensa que é bom andar sem sutiam?

Será que ele tem mãe, ou irmã, ou mulher ou filhas?

E se as tem, será que as respeita? ( ou as quer mártires de SUA fé )

Será que ele é misógino?

Não dá para entender, uma pessoa, homem ou mulher pensar dessa forma, o que dirá escrever...

Esse tipo de homem que defende a "martirização" das mulheres é tão diferente dos islamicos que vivem para morrer como mártires?

Só que aqueles, dão a SUA vida por sua fé e esse quer que as mulheres morram ...

Realmente, não podemos comparar esse é a covardia em pessoa.
O motivo da raivosamente espumante revolta da senhora internauta? O post em que comparo feministas a malufistas. Não aos malufistas em geral, seja isto bem entendido, mas a qualquer malufista que concorde com as famosas palavras do conhecido político: "Estupra, mas não mata".

Pois a senhora pode babar de raiva mais um pouco: reitero tudo o que escrevi. E mais ainda, exponho os absurdos (estes, sim, verdadeiros) que ela escreveu.
Qual mulher "queima sutiam" hoje em dia?
Será que ele pensa que é bom andar sem sutiam?
Não sei o que é pior, se a patológica incapacidade de entender uma ironia que seria capaz de fazer rir a uma criança em cueiro ou a desnecessária e descabida pergunta sobre o que eu penso sobre como as mulheres gostam de andar.

Não é à tôa que os comentários da senhora fizeram tanta gente feliz, pois como não rir de quem escreve tamanha asneira após ler um texto como o que escrevi? Ganha um doce quem conseguir explicar como a senhora consegue perguntar "é bom andar sem sutiam?" após ler a postagem em referência.

Mas cuidado! Tentar entender como a mente de tal senhora funciona pode trazer sérios danos a um cérebro são.
Será que ele tem mãe, ou irmã, ou mulher ou filhas?
E se as tem, será que as respeita? ( ou as quer mártires de SUA fé)
Será que ele é misógino?

Faltou a Senhora Boring explicar o que isto tem a ver com o que escrevi. Bem... Faltou nada! E alguém consegue entender qualquer coisa que ela tenta explicar? Sua incapacidade de expressão só é superada por sua incapacidade de compreensão.

Seus períodos, curtos e inexpressivos, e a falta de encadeamento nas idéias, deixam transparecer um pensamento que parece mover-se aos soluços ou, talvez, como o cambalear de um bêbado procurando algum apoio que evite a queda iminente. Mas o utópico poste da Senhora Boring jamais chega, pois sua capacidade de argumentação é comparável a de um papagaio mal treinado. E para compensar isto, que faz a Senhora Boring? Ora... Enche seus comentários de distorções e trechos emocionais, procurando ganhar através da artificial indignação e da mentira o que ela é incapaz de conquistar por uma correta argumentação.

Com o triste trecho acima, a Senhora Boring queria tentar jogar para sua galera (sua listinha secreta de e-mails) que eu desrespeito as mulheres. E como as desrespeito? Segundo ela, assim: fazendo uma postagem em que mostro que feministas criam falsas controvérsias por causa da veneração a Santa Maria Goretti, dizendo que isto é sinal de que a Igreja apóia a violência contra as mulheres.

Ou seja, eu escrevo uma postagem em que defendo a posição da Igreja, de que esta não é -- como jamais foi -- a favor de violência contra as mulheres e a senhora diz que sou desrespeitoso em relação às mulheres. É ou não para rir?

Dizem que uma das definições de loucura é exatamente uma pessoa fazer a mesma coisa repetidas vezes esperando resultados diferentes. Bem... Estarei esperando a senhora escrever as mesmas asneiras para que eu repita novamente o óbvio. E depois novamente. E novamente... E novamente...

Talvez ela pense que quem respeita as mulheres são as feministas, que à falta da luta pelo direito ao voto ou de alguns sutiens para queimar (é ironia, hein!), agora têm como única bandeira o aborto. Isto que é respeito pelas mulheres, não é mesmo? E o respeito pelos não nascidos? Estes não contam? Ou será que eles têm menos valor que, digamos, o direito de uma graduanda terminar seu período letivo?

Mas uma das coisas boas é que ela aprendeu uma palavra nova. Faltou apenas aprender o significado de misoginia, pois se tivesse aprendido não escreveria a asneira que escreveu.
Esse tipo de homem que defende a "martirização" das mulheres é tão diferente dos islamicos que vivem para morrer como mártires?
Só que aqueles, dão a SUA vida por sua fé e esse quer que as mulheres morram ...
O melhor ela guarda para o final! É aqui que sua patológica incapacidade de compreensão do pensamento alheio mais se mostra aguçada!

Ganha outro doce quem conseguir provar que eu defendi "martirização" de mulheres em meu texto. Isto é coisa que só uma mente afeita às ficções em que vive poderia concluir.

Defendi -- e defendo! --, mesmo sob o ódio babento de quantos forem, que o martírio de Santa Maria Goretti, que fez mais pela valorização da mulher que qualquer feminista de meia-pataca, não seja manchado com artificiais controvérsias criadas com a única intenção de atacar a Igreja.

E o que faz a Senhora Boring, que em mensagens anteriores também não solicitadas anunciava-se como "católica praticante"? Não só não defende a veneração e a importância de Santa Maria Goretti, como ainda diz para sua patota que eu quero que as mulheres morram.

Quem lê estes absurdos entende bem porque esta senhora tornou-se uma das maiores chacotas da internet, principalmente entre os blogueiros católicos.

***

Esta postagem nem pode ser chamada de uma resposta; trata-se mais de uma exposição de absurdos produzidos por uma mente doentia, uma mente que gasta seu tempo não para esclarecer, não para lutar pela verdade e tampouco para evangelizar ou fazer um sadio apostolado, preferindo muito mais tecer intrigas, criar confusões, distorcer o pensamento alheio, anunciar mentiras, etc.

Mas o mais curioso é que, ao incomodar-se com o que escrevi, é de se esperar que a Senhora Boring, caso tenha mesmo um mínimo de coerência -- seria pedir muito? --, concorde totalmente com a tal controvérsia artificialmente criada por algum grupo feminista interessado apenas em atingir a Igreja. E concordando com a controvérsia, a Senhora Boring cai nos braços da declaração malufiana: "Estupra, mas não mata".

Ou seja, ao final, o que se tem é que a Senhora Boring é malufista.

Subitamente, tudo faz sentido.



terça-feira, março 24, 2009

O sociólogo que vale pela opinião pública

1 comentários ###

Abaixo segue uma resposta a um artigo do sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza sobre o caso da menina de Alagoinha/PE. O original do artigo pode ser lido aqui.

***

Igreja Católica: anúncio de uma Boa Nova ou manifestação de rigidez doutrinária?

Pio XII, em 1950, disse ser necessária uma opinião pública na Igreja. Nem sempre é fácil realizá-la, quando se mantêm algumas estruturas autoritárias. Mas, além disso, há uma opinião pública na sociedade, que olha a Igreja Católica e a questiona. Nestes dias, amplos setores dessa opinião pública estão escandalizados com as declarações do arcebispo D. José Cardoso Sobrinho em relação ao aborto de uma menina de nove anos, estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos. Com particular dureza e frialdade no semblante, lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto, ao mesmo tempo considerando o estupro apenas um pecado, ainda que grave. Ora, já de mais atrás e pelo mundo afora, a opinião pública vem questionando a Igreja por ter tantas vezes acobertado casos de pedofilia de sacerdotes e até do fundador de um forte movimento eclesial, os Legionários de Cristo. Neste caso, o estupro do padrasto também é pedofilia sobre a menina e sua irmã. Já há, pois, uma atitude de desconfiança ou de suspeição diante de certos atos eclesiásticos. As cartas que chegam em grande número às redações dos jornais, que circulam em blogs e em e-mails, indicam na grande maioria perplexidade, espanto ou indignação. E depois a Igreja se queixa de perder fiéis ou de não conseguir realizar com êxito uma “nova Evangelização” (pregação da Boa Nova) fora de seus muros.


[O sociólogo Luiz Alberto Gómez de Souza mente. E esta mentira ganha em gravidade quando quem a profere é um sociólogo renomado, que, envolvido com questões religiosas no meio acadêmico, não pode de forma alguma alegar, como boa parte da mídia, ignorância sobre um assunto importante como são as condições de uma excomunhão. As reações da mídia refletiram desde a mais pura ignorância sobre o catolicismo até o mais baixo anti-catolicismo de um Arnaldo Jabor.

Nada disto pode alegar o sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza. Quando ele escreve que o Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, "lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto", o sociólogo bem sabe que está proferindo uma mentira. Não soubesse, não lhe caberia abordar um assunto do qual não entende.


O fato concreto é apenas um, como bem deve saber o sociólogo: D. José não fulminou ninguém com a excomunhão. O Código de Direito Canônico diz que esta pena é automaticamente imposta quando do próprio ato do aborto. D. José nada mais fez que esclarecer o que já é óbvio: estão excomungados todos os que participaram diretamente do procedimento. Se o sociólogo renomado quer se bater com alguém sobre a conveniência desta excomunhão, pois que se bata com o Magistério da Igreja.


Ou será que ele apenas se acovardou e achou mais fácil começar por um arcebispo? Faz sentido... Ainda mais quando vemos que o sociólogo ataca o arcebispo da diocese que foi comandada pelo ídolo de um catolicismo que se diz "progressista", mas que nada tem de realmente progressista, pois sua raiz é alimentada pelos nutrientes da mesma ideologia que só deixou cadáveres por onde passou. Pobre D. Helder Câmara... Duvido muito que ele aprovasse o (mau) uso que tantos fazem de seu nome.


O sociólogo aumenta sua mentira quando escreve que o arcebispo, sobre o estupro, o considera "apenas um pecado, ainda que grave". Em primeiro lugar, o renomado sociólogo parece querer adicionar aos seus títulos acadêmicos a qualificação de "perscrutador de corações", pois quer ser senhor até mesmo do que vai no coração de D. José. O estupro, e isto qualquer católico pode afirmá-lo, e não apenas o arcebispo, é um crime horrendo. É um pecado e um crime. E o aborto é igualmente um pecado e também -- mesmo que o sociólogo evite dizer tal verdade -- um crime. Pena que o sociólogo prefira prestar-se mais ao papel de advinho do que vai no coração de seu próximo do que mostrar-se interessado em jogar luz sobre a verdade.


Vem daí, deste pouco aprêço pela verdade, ao qual o sociólogo se entrega prazeirosamente, o luxo de pular do assunto excomunhão para o já tão famoso chavão de "padres pedófilos". Nada como agradar as manchetes de jornais, não é mesmo? E já que o professor, talvez deixando o sociólogo falar mais alto do que o católico, como ele alega ser, parece querer que a Igreja ajuste seus princípios à quantidade de cartas ou e-mails que são enviados aos jornais, talvez ele devesse se perguntar, em primeiro lugar, se se deve agradar aos jornais antes que a Deus.]



Hoje, a prescrição da defesa da vida “desde a concepção”, na doutrina moral da Igreja Católica, é relativamente recente, vem do século XVII para cá, confirmada por Pio IX em 1869 e repetida desde então. Mas no passado, para Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, a “animação”, chegada da alma ao embrião, se daria lá pelos quarenta dias da gestação. Volta hoje um grande debate entre teólogos e pastoralistas para repensar o tema candente do aborto, inclusive levando em conta os avanços das biociências. Não se trata de um dogma, mas de uma doutrina moral. E como ensinou o Cardeal Newman no século XIX, uma doutrina está sempre em desenvolvimento. Quando ele escreveu sobre isso, Gregório XVI e Pio IX – o mesmo citado acima – condenavam com violência e empregando fortes adjetivos, a democracia e a liberdade de imprensa. Hoje a Igreja pôs de lado essas restrições historicamente superadas. As normas do Código de Direito Canônico expressam uma doutrina vigente. Porém o próprio Código, tal como o temos hoje, foi elaborado apenas no começo do século passado, revisto depois do Vaticano II e no futuro, deverá ir se atualizando com possíveis mudanças doutrinárias. Temas como a interrupção de uma gravidez involuntária, a ordenação de mulheres ou o celibato sacerdotal obrigatório estão nas reflexões de especialistas e, principalmente, nos anseios de amplas bases eclesiais. Eles poderão ser revistos em futuros concílios ou com novos papas. Mas enquanto as atuais normas ainda estão vigentes, há que tratá-las com muito cuidado, discernimento, sentido de oportunidade, misericórdia e compaixão.

[O sociólogo em seu artigo vai por um progressismo estranho, um progressismo que comete o pecado de até mesmo negar as mais recentes descobertas da ciência. Além do que o sociólogo, católico como só ele sabe ser, relativiza o ensinamento do Magistério sobre o fato -- científico, diga-se de passagem -- que a vida inicia na concepção. Escreve o professor Luiz Alberto que a defesa da vida desde a concepção é coisa recente na Igreja. Esquece-se ele, porém, de informar também que o que havia no passado era uma dúvida quanto ao momento em que dava a "animação" do novo ser humano gerado, assim como esquece-se também de escrever que mesmo quando havia esta dúvida o ensinamento da Igreja jamais permitiu que a vida iniciada fosse deliberadamente eliminada. É bastante curioso como este ponto importantíssimo foi esquecido pelo professor.

O relativismo do professor Luiz Alberto vai tão longe que ele chega ao absurdo de insinuar que se tal e tal Papa defenderam posições já atualmente superadas em relação à democracia e à liberdade de imprensa, nada impede que imaginemos que a posição em relação ao aborto procurado seja revista no futuro. Deixando de lado a comparação, feita pelo professor, de uma questão fundamental como a vida de seres humanos a regimes de governo, é muitíssimo interessante que este advogue uma suposta legalidade canônica futura a atos ilícitos que hoje em dia são cometidos. Pelo raciocínio do eminente sociólogo, supostamente católico, poderemos talvez chegar à absolvição de Judas Iscariotes caso no futuro algum louco ache por bem que trair o Messias não é lá bem um pecado. Alías, segundo o pensamento relativista do professor, qualquer pecado cometido no presente sempre terá a esperança de virar ato lícito no futuro! Pequemos, pois, caro professor? É isto mesmo?]


Se para o bispo Cardoso Sobrinho, neste caso do aborto, a excomunhão se dá automaticamente, porque proclamar de maneira tão incisiva e sem considerações que deveriam ser mais pastorais e menos legais? Ele poderia facilmente ter previsto o escândalo ou a perplexidade que não deixaria de levantar. Pela legislação civil brasileira esse ato foi duplamente legítimo e estamos num estado republicano de separação entre Igreja e Estado. Certamente, o ato do bispo se dirige apenas aos católicos, mas além de causar reprovação na sociedade, criou mal-estar dentro da própria Igreja. A nota da CNBB a respeito, lida nas entrelinhas, mostra esse mesmo mal-estar dentro da instituição eclesiástica, quando se alonga no estupro como “ato insano”, lamenta o número de casos de abuso sexual e de violência e só na última frase vai falar a respeito da eliminação da vida de seres indefesos, citando um documento do regional do nordeste da CNBB ao qual o bispo pertence. Sem falar das indagações nas bases eclesiais, comunidades e pastorais.

[Nova mentira do sociólogo? Ou é o confundir seu método de ensino? A excomunhão, bem sabe o tarimbado sociólogo ou deveria sabê-lo ao abordar tal assunto, dá-se automaticamente independente do bispo A ou do bispo B. Aliás, a excomunhão automática a quem envolve-se diretamente no crime do aborto, independe da posição na hierarquia, vale para todo e qualquer católico. Se o católico Luiz Alberto Goméz de Souza quer criar um novo Código de Direito Canônico, nada o impede... Só não queira ser levado a sério como católico.

Tampouco importa, olhando sob a ótica católica, que para um verdadeiro fiel deve estar sempre acima de uma ótica meramente civil, tampouco importa que a lei atual -- esta, sim, volúvel aos ventos dos tempos -- afirme que um tipo de aborto não é punível (o que é diferente de legal..). A um católico isto importa bem pouco. Aborto é um pecado gravíssimo. Sempre foi e continuará sendo. E qualquer cristão pode chegar a tal conclusão ao pensar nas vidas inocentes que vão parar no lixo hospitalar ou jogadas no sistema de esgoto.


Tampouco importa, também, uma suposta perplexidade de bases eclesiais ou pastorais sobre o assunto. Menos importa ainda quando se sabe que as tais bases eclesiais em grande parte funcionam alimentadas pela caduca Teologia da Libertação, este verdadeiro câncer na Igreja no Brasil, que entre outras obras conseguiu a façanha de criar católicos que relativizam o valor da vida.]


A impressão que fica é de que se trata de um pronunciamento muito mais na linha do legalismo rígido dos fariseus do que da misericórdia de Jesus. Diante das palavras deste último, ninguém se atreveu a atirar a primeira pedra na mulher adúltera, o que era previsto pela doutrina vigente na legislação judaica daquele momento. E isso foi feito pelo sucessor de D. Hélder Câmara, quando comemoramos o centenário de seu nascimento! Aliás, o bispo Cardoso Sobrinho, pelos anos afora, tentou apagar sem sucesso os sinais irradiantes e proféticos de seu grande predecessor. Jamais D. Hélder, transbordante de caridade e de amor, faria uma coisa dessas, ele que, em vez de condenar, ouvia e questionava com carinho todos os que se aproximavam dele, desde os pequenos e os indefesos, no seguimento de seu mestre Jesus. D. Cardoso Sobrinho, já passando da idade da aposentadoria, se coloca do lado oposto daquele que sempre deve ter sido uma sombra ameaçadora para ele. Será que isso vai provocar sua saída sempre adiada do Recife, ou contará pontos a seu favor em certos círculos?

[Impressiona como o sociólogo chama de fariseu quem lembra da pena de excomunhão, mas, novamente, esquece-se de que a excomunhão é exatamente uma pena didática, que procura lembrar o penalizado da fealdade de seu pecado. Mas o sociólogo, católico, acha por bem que um fiel não siga a palavra do Magistério, mas, antes, que siga sua interessante teoria do pecar hoje para esperar que, no futuro, o pecado não mais seja pecado. E impressiona também o sociólogo chamar aos outros de legalistas enquanto que ele, invocando a legislação brasileira, diz que o ato hediondo do aborto no Recife foi "duplamente legítimo". Ou seja, para o professor quem apenas lembra a Lei da Igreja é um fariseu, um legalista; já quem segue uma lei ilegítima do ponto de vista católico é magnânimo, compassivo? Que tal então substituir o Código de Direito Canônico pelo Código Penal Brasileiro, doutor? Assim ficará bem para o senhor? Quem é mesmo o real fariseu?

Eu não me encaixo entre os tietes de D. Hélder Câmara. Tenho por sua figura o aprêço que tenho por um bispo. Porém, incomoda-me o fato de que certos grupos, muitos dos quais nada têm a ver com o cristianismo, instrumentalizam sua pessoa. Duvido muito que D. Hélder desse qualquer aval às besteiras escritas ou insinuadas pelo professor Luiz Alberto, tal como escrever que D. José condenou alguém. O que é isso professor? Acaso o senhor faltou a qual aula da catequese? Não sabe até hoje que nossos pecados são nossos e de mais ninguém e que quem nos condena somos nós mesmos?]


É hora da opinião pública na Igreja e na sociedade seguir manifestando seu estupor e sua desconformidade. Acaba de ocorrer um fato significativo. Um sacerdote conservador, indicado para bispo na Áustria, tinha feito, previamente, uma declaração considerando o furacão Katrina como um castigo de Deus diante das muitas clínicas de aborto de Nova Orleans. Sabendo disso, surgiram rapidamente, no meio eclesial austríaco, abaixo-assinados e declarações contra a nomeação. Roma teve de voltar atrás e anulou o ato. Ali pesou a opinião pública. Atitudes como esta do bispo de Recife, ou do bispo tradicionalista que negou o holocausto, ou outras diante da pedofilia em várias dioceses, especialmente dos Estados Unidos, pelo sinal ao contrário que expressam nelas, poderiam apressar, quem sabe, mudanças nos comportamentos pastorais e levar a revisões futuras na doutrina moral e nas atuais prescrições. Do contrário a Igreja, na contramão, vai perdendo o pé no diálogo com o mundo e se isola tragicamente de uma consciência histórica contemporânea. Autor: Luiz Alberto Gómez de Souza

[Mais desinformação, doutor? Já não basta a quantidade de besteiras por parágrafo até aqui? Se o professor achou por bem alegrar-se que um sacerdote ortodoxo tenha sido praticamente obrigado a não aceitar a Diocese de Linz (vamos dar nomes aos bois?) porque não conta a história toda? Por que não conta que a baderna litúrgica naquela diocese é tamanha que há paroquianos que chegam ao ponto de criarem uma instalação dedicada a Judas Iscariotes? Ou que há padres daquela diocese que notoriamente não vivem plenamente segundo o que lhes pede a Igreja, deixando de lado o celibato sacerdotal? Ou ainda que há pesquisas que indicam que os fiéis da Diocese de Linz nem mesmo sabem que o Papa é o Vigário de Cristo? E estes fatos, professor, não valem a pena serem mencionados? E conte também, professor, que a Santa Sé (melhor assim do que "Roma", não é?) não pode e não desejou impor a nomeação para tal diocese ao Padre Gerhard Maria Wagner (ele tem nome, doutor!). Devido ao padre se sentir constrangido pelo clero "progressista" daquela diocese é que ele achou por bem pedir dispensa da nomeação. E o Papa a aceitou. Estes são os fatos.

Não foi opinião pública, professor, que pesou... Foram as lamentáveis atitudes de pessoas que pensam que a Igreja é seu quintal, que acham por bem azucrinarem a vida de um padre ao ponto de lhe impedirem de assumir uma diocese. Diocese altamente problemática, diga-se. E diga também que as declarações de Pe. Wagner não tem muito a ver com a resistência do clero da Diocese de Linz, pois o que conta mesmo neste triste episódio é a vontade de um clero local leniente com os diversos problemas que lhes atingem, que nem mesmo mais percebem tais problemas, em manter o (péssimo) estado atual daquela Diocese. Isto, professor, é que é ser reacionário!


Por tudo isto, não cabe ao sociólogo ficar escrevendo absurdos sobre opinião pública na Igreja, como se bastasse um vozerio para que o errado tomasse o lugar do certo. Isto tem bem pouco a ver com opinião pública, mas, muito mais, com tentativas de criar divisões entre os fiéis.


E engana-se muito o sociólogo ao pensar que a Igreja tem que dialogar com o mundo sobre pontos que lhe são fundamentais, tais como a defesa da vida. Vidas, e vidas de seres humanos frágeis e inocentes, não são negociáveis, menos ainda quando o que se busca não é uma correção de rumo, mas um apaziguamento com o mundo, o mesmo mundo que busca relativizar o valor da vida.


"Meu reino não é deste mundo", lembra disto, caro professor?]

quarta-feira, março 18, 2009

Um Mengele incomoda muita gente...

3 comentários ###

O texto que escrevi sobre o abortista dr. Mengele incomodou um comentarista anônimo. O ser sem nome pelo jeito não gostou de saber que Mengele era abortista. Pois é... Vai ver que ele acha que o monstro nazista só era monstro porque matava e fazia experimentos com judeus, ciganos e católicos poloneses, mas ficou chateado em saber que o monstro nazista, à falta do aparato que lhe permitia receber vagões de seres humanos, preferiu o singelo ofício de abortista quando escondido na Argentina.

Segue a mensagem e minha resposta.

"Que texto + patético!!! Mengele nunca foi preso por prática de aborto!! Ah, Adivinha como Mengele fugiu pra Argentina??? Através da aju da do Vaticano (Ratlines). É sabido que o vaticano ajudou nazistas a fugirem da Europa depois da guerra. Ajudou também os "Ustashi"(nazi-croatas), que nem Ante Pavelic e Andrija Artukovic(2 católicos devotos). É patético seu argumento anti-aborto , você deveria aplicar isso contra as freiras.(Sim, algumas praticam aborto). "

Hummm... Vindo de quem vem o comentário, estou começando a achar que atingi uma artéria.

Incomodou-te olhar para o lado e ver dr. Mengele partilhando a mesa contigo? Pois é... Eu te entendo. Deve ser chato mesmo manter uma postura que vc deve dizer que é humanista e ver que, na verdade, tua prática se equipara a de um nazista fugitivo.

E Mengele foi preso, sim. Por pouco tempo, mas foi... Vá se informar! E sabe por que ele foi preso? Porque sua "paciente" morreu durante o procedimento. Pois é... O delegado argentino provavelmente era parecido contigo, devia se interessar apenas por um lado da história e olhar para o lado enquanto Mengele fazia abortos.

Vaticano ajudou nazista a fugirem? Sério? Qual a rota que eles utilizaram? Algumas freiras praticam aborto? Sério mesmo? E os túneis ligando os mosteiros de homens aos conventos de freiras? Esqueceu disto? E a papisa Joana? Hein, hein? E Maria Monk, nos EUA? Hein? Já ouviu falar dela? Hummm... Croatas nazistas? E? Diga-me: onde está na doutrina algo que dê permissão para uns loucos fazerem loucuras?

Meu caro Anônimo, teu preconceito, teu anti-catolicismo é tão grande que vc se permite acreditar em qualquer absurdo que chega ao teu ouvido. Gaste uns 2 segundos e pense no que escreve, meu amigo. Ignorância, nos dias atuais, em que o conhecimento está disponível na ponta dos dedos, é um privilégio de poucos. E vc é um deles! Parabéns!

Vc escreveu que meu argumento contra o aborto é patético. Mesmo? E qual é ele? A única coisa que fiz neste texto foi mostrar com quem os abortistas andam de mãos dadas. Incomoda, né? Mas diga lá: qual é o teu argumento pró-aborto? Em qual momento mágico vc acha que o fruto da concepção se torna humano? E vá mais além: depois deste marco, que não tem nada de biológico, sendo pura convenção abortista, vc acha que um bebê possa ser morto porque sua mãe foi violentada? Mesmo? E por que? Ele, então, perde sua humanidade devido ao crime de terceiros? Aliás, é ele culpado de algo?

Mas, como eu escrevi, entendo tua raiva. Ser parceiro de um Mengele deve deixar muita gente alterada.

quinta-feira, setembro 18, 2008

A volta de Capitão Obvious

2 comentários ###

Capitão Obvious, o super-herói que cuida da qualidade dos comentários enviados a este blog, esteve um pouco afastado. Não estava de férias, claro, pois, como todos sabem, super-heróis não tiram férias. Disse-me ele que não estava dando muito as caras por aqui porque, ao que parece, os comentaristas resolveram se policiar mais. Infelizmente -- e ele me contou isto meio preocupado --, sempre há os que não aprendem.

Bem... O caso é que Capitão Obvious voltou porque apareceu em minha caixa de mensagens o texto abaixo, enviado, como quase sempre acontece, por um anônimo. Na verdade, uma anönima desta vez.

Eis o texto, na íntegra, do jeito que aqui chegou:

"Gostaria de saber de onde vcs tiraram a idéia que pesquisa com células tronco embrionária é sinonimo de aborto. Um embrião congelado mais cedo ou mais tarde vai ser Jogado fora, sem nenhum escrupulo... pq a hipocresia? Esses embriões podem ajudar a salvar a vida de muita gente,devolver o sorriso de pais q hoje estão desesperados por encontrar uma cura para seus filhos. Vamos pensar nos que já estão aqui tendo uma sobre vida. Quero deixar bem claro que eu sou contra o aborto, ABORTO...obrigada "

Por ignorância ou não, o fato é que a anônima não sabe que, atualmente, quando se fala de pesquisas com células-tronco de embriões humanos, há sempre o descarte do embrião. Ou seja, qualquer pesquisa que seja feita com células-tronco embrionárias equivalem a um aborto. A não ser que anônima ache que o embrião não é um ser humano, só que aí seria o caso de ela provar. O que tem de gente interessada nisto, não é pouca coisa; só que a vontade de tais pessoas não servem para mudar as leis biológicas. Deus sabe o que faz.

Um embrião será jogado fora mais cedo ou mais tarde? Pois é, não deveria. Capitão Obvious ficou pasmo com a passividade da anônima! Ele disse, literalmente: "Fiquei bobo de ver que a anônima, quando está de frente com uma situação errada, simplesmente se conforma e olha para o lado." O capitão disse que talvez ela não entendesse direito o significado da palavra "hipocrisia". Se entendesse -- assim ele me disse --, ela perceberia que deu um tiro no próprio pé.

Bem, bem... Mas o capitão se enfureceu -- ele é meio pavio curto mesmo -- quando a anônima disse que os embriões servirão para salvar a vida sabe-se lá de quem. Isto se realmente servirem... Mas o ponto não é este. Foi quando ele abordava este trecho da mensagem que ele soltou o verbo e desandou a falar:

"Quer dizer que a anônima acha ok salvar uma vida pelo sacrifício de outra? Hummm... Consigo pensar em alguns lugares onde isto já foi tentado e acho que ela mesma não gostaria muito de estar com aquele pessoal. Não consigo pensar qual pai ou mãe pode mesmo sorrir pela cura de seu filho sabendo que, para tanto, foi preciso que sabe-se lá quantas vidas tenham sido eliminadas.

Aliás, já que estamos falando de trocar vida por vida, deveríamos perguntar o que ela pensa de dar sua preciosa vida por, digamos, várias crianças que precisam de transplantes. Segundo a teoria dela, os pais destas crianças irão sorrir um bocado. Que tal aumentar a sobrevida de tais crianças, cara anônima? Ou será que sua teoria "humanista" só serve quando uma parte não tem voz que possa ser ouvida e, desta forma, possa ser classificada como algo a ser "jogado fora"?"


Ele realmente estava furioso. É assim que ele fica quando vê pessoas querendo para os outros o que rejeitariam para si. Ele é coerente. Até a anônima deve concordar com isto...

Mas, logo depois, ele começou a rir incontrolavelmente... Não parava mesmo! Perguntei-lhe o que era. Ele, ainda engasgando de tanto rir, prosseguiu:

"William, William... A anônima, ao final, ainda se diz contra o aborto! Ela acha aceitável matar um embrião, mas ainda quer posar de contrária ao aborto! Hummm... Acho até que estive com ela pessoalmente ontem. É que uma menina ontem se aproximou de mim e disse que estava meio-grávida. Deve ser a mesma pessoa, com certeza. Ah, sim... Teve um outro dia que conheci uma mulher que se dizia de uma organização chamada "Católicas pelo Direito de Decidir". Quando tive mais contato com ela, achei estranho ela se dizer católica e ir contra a maioria dos princípios católicos e até de dogmas. Ao final, achei que ela não queria ser levada a sério mesmo. Deve ser o mesmo com a tal anônima."

Pois é, pois é... O capitão é meio chato mesmo. Ele vê a questão do aborto por demanda como ela realmente é: não é aceitável e pronto. Se você o aceita, por algum motivo, você pode ser tudo, menos contra o aborto.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Capitão Obvious exige resposta

1 comentários ###


Recebi um comentário sobre o post no qual relatei a história admirável de Lorraine Allard. Ei-lo, com falta de pontuação, erros e tudo mais:

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Ele fez sua escolha se ela tivesse optado pelo aborto nos teriamos q respeita-la tambem e naum pre-julgala como fazem os catolicos
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O Capitão Obvious, o super-herói que cuida da qualidade dos comentários e textos que vêm parar em minha caixa postal, entrou em contato comigo exigindo que eu desse uma resposta especial ao comentarista anônimo.

Ele ainda pediu que eu colocasse uma mensagem dele especialmente direcionada a você, meu caro anônimo. É esta que está aí acima... Ele também pediu para dizer que realmente está preocupado contigo, que teu caso pode já ser bem grave.


Segue a resposta...

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Ao contrário de você, caro anônimo, que faz que não enxerga o óbvio, Lorraine Allard sabia que o que estava em seu ventre era uma vida humana, seu próprio filho. Ela corajosamente fez aquilo que a maioria das mães fazem: todo o possível para o bem de seus filhos.

Eu, ao contrário de você, não creio que devo respeito a alguém ao ponto de fechar os olhos a uma vida sendo ceifada. A tal "opção" a que você se refere é a opção entre o certo e o errado. Eu e Lorraine ficamos com o certo. Já você...


Isto que você chama de "respeito" é, na verdade, medo, covardia, omissão.

Lorraine foi corajosa! E você, anônimo, que prefere olhar para o lado quando uma mãe decide eliminar seu filho?

Lorraine foi valente frente à possibilidade da própria morte. E você, caro anônimo?

Lorraine fez de nosso mundo um lugar um bocado mais amoroso com seu gesto por seu filho. E você, anônimo?


E ainda tem preconceito contra católicos? Esperou muito tempo na fila? Entenda: o que os católicos, estes seres estranhos, fazem é ser claríssimos frente ao erro, ao pecado. É errado. Ponto. Já o perdão, está, como sempre esteve, disponível a todos que desejem emenda.


O que não dá é passar a mão na cabeça de quem errou e achar que com isto está respeitando a "opção" do outro. Isto é relativismo, anônimo. Isto é covardia frente ao mal.


Católicos não são covardes frente ao mal. Deve ser herança do exemplo dado pelo fundador da Igreja. Você sabe bem de quem eu estou falando...