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quinta-feira, março 26, 2015

A Internacional do Aborto

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Sempre que se fala sobre o grande interesse internacional pela liberação do aborto no Brasil, aparece uma turma dizendo que tudo não passa de teoria da conspiração.

Pois bem, o deputado-celebridade Jean Wyllys, que agora quer tirar uma casquinha na onda abortista, assim colocou na justificativa de Projeto de Lei 882/2015:
"Foram levados em consideração para a redação desta proposição: a lei 18.987 do Uruguai, a lei do Estado Espanhol de 2010, e o Projeto de Lei da Campanha Nacional pelo Aborto Seguro, Legal e Gratuito da Argentina."
Ou seja, para a confecção de um PL que poderá tornar-se lei em nosso país, foram utilizadas legislações de 3 outros países onde o abortismo está andando a passos largos. É mais do que evidente que o Brasil é um dos principais alvos de interesses obscuros para a liberação do aborto.

O Brasil é apenas mais uma etapa da Internacional do Aborto.

Jean Wyllys também quer brincar de abortista

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Ora, que Jean Wyllys necessita manter-se na mídia e posar como progressista, e que, para isto, nada melhor que botar banca como defensor do aborto, pois tal coisa rende muitos pontos entre a patota da esquerda, nada disto é novidade, certo? 

Talvez o deputado, complexado por ser apenas um ex-BBB, esteja tentando dar ares mais sérios à sua atuação política, saindo um pouco da agenda gay. Ser gay para Jean Wyllys e assemelhados não é apenas orientação sexual, é uma agenda política e nada mais. É por isto que uma das famosas imagens do parlamentar é uma na qual ele está posando com um fardamento militar à la Che Guevara, o mesmo Che Guevara que odiava gays. Ou seja, Jean Wyllys estão tão a fim de fazer parte da patota esquerdista que aceita até idolatrar um cara que provavelmente o enviaria para um campo de trabalhos forçados até ele virar "homem". Que paixão avassaladora!

Não estou aqui a cobrar coerência de Jean Wyllys, pois não sou ninguém para isto. Tampouco espero que ele seja coerente; apenas me divirto com os nós que certas pessoas dão em suas vidas. Jean Wyllys, o ser humano, o que merece tratamento digno de qualquer um de seus semelhantes, aceitou tornar-se escravo da personagem Jean Wyllys, o gay que se prosta como um cão amestrado diante de um homem asqueroso como Che Guevara. E tudo, claro, para ficar bem com a turminha com a qual ele quer andar e da qual busca admiração.

É neste contexto que a luta de Jean Wyllys pela liberação do aborto deve ser encarada. Será que alguém acha mesmo que o deputado-celebridade importa-se com o assunto aborto? Alguém acha que Jean Wyllys preocupa-se com o que acontece com as mulheres? Alguém é ainda tão ingênuo a este ponto? 

Mas que nada! O deputado está apenas marcando pontos com sua patota. Ele quer apenas preparar o terreno para vôos mais altos. Nada mal para quem chegou ao Congresso apenas devido à verdadeira bagunça que é o sistema eleitoral brasileiro, não é mesmo? Como um adolescente no afã de agradar a turminha descolada, que Jean Wyllys na justificativa de seu Projeto de Lei escreve isto:
"(...) fazemos de conta que a criminalização tem alguma incidência quantitativa na prática de abortos, embora qualquer pesquisa séria em qualquer país do mundo prove o contrário, da mesma forma que fazemos de conta que a criminalização de determinadas substâncias impede seu consumo e sua comercialização massiva; que a omissão legislativa sobre os direitos civis de determinadas famílias faz com que elas não existam; que a negação dos direitos dos filhos de casais homoafetivos faz com que eles não tenham mais dois pais ou duas mães; ou que a omissão legislativa sobre a identidade de gênero de determinadas pessoas faz com que o nome que elas usam na vida real, e pelo qual são chamadas pelos outros, seja substituído, em alguma circunstância não meramente formal, por aquele que apenas existe nos documentos."
O deputado conseguiu, em apenas um parágrafo, em um texto que supostamente deveria servir para justificar a liberação do aborto, defender a liberação de drogas proibidas, a união gay e a utilização de nomes alternativos por homossexuais. Quanta preocupação com o que acontece com as mulheres, não?

Será que ele traz algum dado novo sobre o assunto aborto, algo que realmente justificasse a liberação deste crime hediondo? Nada. Zero. Vazio. 

Jean Wyllys, em sua tentativa de justificar o injustificável, traz os mesmos dados batidos -- e falaciosos -- que o movimento abortista apresenta desde sempre. E como não poderia faltar, a suprema enganação abortista não podia deixar de aparecer quando o deputado declarou ao jornal "O Globo" o seguinte:
"A interrupção voluntária da gravidez não deve ser tratada como um instrumento de controle de natalidade, mas um direito da mulher a decidir sobre seu corpo. E sua legalização deve ser encarada como uma decisão política de acabar com a morte de milhares de mulheres pobres que recorrem a cada ano ao aborto clandestino pela omissão do Estado."
"Morte de milhares de mulheres pobres"? Sempre me impressiona este fetiche da esquerda por números grandiosos quando se trata da vida humana. Novidade nenhuma para uma ideologia que não vê nada de mais em assassinar mais de 100 milhões de pessoas mundo afora -- e isto apenas para contar os nascidos. Fica evidente que eles precisam que muitas mulheres morram para que se sintam justificados no que tentam. Tudo isto, claro, sem contar as principais vítimas do aborto, que são as crianças que não nasceram.

A verdade, mesmo que ela não tenha importância para Jean Wyllys e sua patota esquerdista, é que o número de mortes por tentativas de aborto é bem diferente do que eles querem que todos acreditem. É conhecida tática do movimento abortista instrumentalizar a morte de mulheres que infelizmente recorrem ao aborto. E é exatamente isto que as mulheres são para os abortistas: um instrumento para alavancar uma agenda de esquerda. É por isto que Jean Wyllys não titubeia em juntar união homossexual e liberação de drogas com o assunto aborto: é tudo parte do bonde da esquerda.

De tudo isto, podemos tirar que Jean Wyllys está fazendo o papel que todos esperam dele. Bem ao contrário do que ele provavelmente acha, sua contribuição para a política nacional é pior do que a de um Tiririca, por exemplo, pois Tiririca assume que é um palhaço e os que votaram nele aceitaram fazer parte da palhaçada, tornando-se ainda mais palhaços que o deputado picaresco.

Já Jean Wyllys, não. Ele realmente acha-se uma pessoa séria, ele crê realmente que seus projetos têm alguma relevância para o Brasil e não apenas para a turminha da qual ele quer fazer parte. E isto é triste; sempre é triste quando um homem coloca-se em um pedestal. E como deve ser triste que alguém ache que está sendo corajoso quando assina um projeto que busca "libertar" as mulheres de um nascituro "opressor". 

Quanta coragem!

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Desordem moral, a raiz de nossos males

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No dia 7 de fevereiro de 2007, há 8 anos portanto, falecia de forma absurdamente cruel o menino João Hélio, de 6 anos de idade, nas violentas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Alguém se lembra? Talvez poucos, bem poucos mesmo.

Um menino arrastado e despedaçado ao ser levado pendurado em um carro com criminosos em fuga não bastou para interromper o carnaval carioca, que aconteceria duas semanas depois. Em uma postagem de 2011, quando dos 4 anos da morte de João Hélio, assim escrevi:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.

Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. (...)"
Pelo jeito o menino João Hélio virou estatística, pois nada da indignação causada por aquela morte crudelíssima parece ter restado.

Onde, aliás, ficou a indignação da sociedade brasileira quando no dia 3 de janeiro do ano passado a menina Ana Clara, também de 6 anos, teve 95% de seu corpo queimado em ato de terror contra o ônibus no qual ela viajava com sua mãe. Este ato foi cometido por menores de idade a mando de encarcerados do sistema prisional do Maranhão. A menina veio a falecer 3 dias após o ataque.

Houve alguma indignação profunda em nossa sociedade? Algo foi feito para que casos assim possam ser minimizados ou não voltem mais a ocorrer? Nada.

E nossa sociedade vai, ano após ano, perdendo sua sensibilidade... Na madrugada deste Domingo, na cidade de Jaguarão, no RS, uma adolescente de 16 anos morreu atropelada por um caminhão de Trio Elétrico. Não entro no mérito do que aconteceu, principalmente por respeito aos familiares, mas o que aconteceu após o acidente é de estarrecer, conforme relatado pela página da revista Veja:
"Ainda de madrugada, a prefeitura da cidade suspendeu os festejos. Entretanto, já na tarde deste domingo a programação teve autorização para ser retomada. Durante os eventos, haverá um minuto de silêncio em homenagem à jovem."
Certo. Uma jovem morre na "festa" e a reação é retomar tudo de onde parou. Que tal desviar um trio elétrico para passar na porta do cemitério também? Que tal uma batucada no velório? A canalhice do carnaval carioca e suas "homenagens" ao menino João Hélio parece que vem fazendo escola Brasil afora.

Melhor, bem melhor, fez o bloco cujo caminhão de Trio Elétrico atropelou e matou a jovem gaúcha. Em nota oficial, o bloco declarou:
"Apesar de a menina não ser integrante do trio elétrico Marajás do Trago, estamos extremamente abalados e não temos condições psicológicas de continuar com os desfiles no Carnaval de 2015."
E quem teria condições? Um bloco de carnaval -- "Marajás do Trago"! -- mostra mais tutano moral que a administração pública de uma cidade. Que tempos!

E é bom que se diga que Jaguarão é uma cidade de menos de 30.000 habitantes. Ou seja, nem mesmo a impessoalidade e o egoísmo típico das grandes cidades podem servir de desculpa. E é claro que o problema não é Jaguarão, o problema é o Brasil, é nossa desordem moral, esta força que está nos corroendo por dentro e que nos impele ao que é errado, que nos cega e impede que vejamos o que é correto. 

Um dos exemplos desta desordem é um vídeo que apareceu esta semana nas redes sociais. Nele era mostrado o resultado de um acidente em uma estrada no Brasil e podia-se ver pessoas saqueando a carga do caminhão que havia sofrido o maior dano. Conforme o veículo da pessoa que estava filmando a cena ia ultrapassando o caminhão que estava sendo saqueado, podia-se ver o frenesi dos saqueadores em tomar para si a maior parte possível da carga. A grande surpresa é que quando é filmada a cabine do caminhão que estava semi-destruída podia-se ver o motorista preso ás ferragens, provavelmente morto, ou desacordado e precisando de ajuda. E ninguém o ajudava, caso necessitasse, ou ninguém mostrava o mínimo de respeito por uma pessoa que havia acabado de falecer. Nada. A única coisa que importava era o roubo, o crime, o levar vantagem tão típico nosso. Foi coisa de embrulhar o estômago ver homens portando-se de forma pior que animais.

É esta desordem que devemos combater, pois é ela a raiz de inúmeros males; males que vêm deixando um rastro de crianças mortas de forma cruel, tais como João Hélio, Ana Clara e inúmeras outras; males que levam as mulheres a encarar o aborto como se solução fosse para algo. Nesta desordem moral quem mais sofre são os pequeninos, são os frágeis, são os necessitados; estejam eles no ventre de suas mães, no banco de trás de nossos carros, ao lado de sua mãe em um ônibus ou até mesmo na cabine de um caminhão de carga. Esta desordem moral nos atingirá a todos.



segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Mãe recusa tratamento para salvar vida da filha em gestação

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A matéria original pode ser vista aqui.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Proibir abortos aumenta a mortalidade materna? O Chile está provando o contrário.

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Um dos pseudo-argumentos mais utilizados pela militância abortista é o de que criminalizar abortos aumenta a mortalidade materna, pois segundo eles as mulheres não deixarão de abortar e irão procurar alternativas "inseguras". 

Esta forma de raciocínio é torta, como é de praxe entre os abortistas, e tenta apenas tirar do aborto toda a carga ética que envolve a questão, deixando o procedimento como uma mera redução de riscos para a saúde das mulheres que abortam. 

Colocando de lado o fato de que qualquer aborto jamais é seguro, pois sempre haverá ao menos uma morte, uma pesquisa no Chile mostrou que uma tal linha de pensamento é tão firme quanto um prego na areia. Nesta pesquisa é demonstrado que os índices de mortalidade materna caíram desde que aquele país proibiu a prática do aborto em 1989: de 41,3 para 12,7 -- redução de 69,2% -- foi a queda do número de mortes maternas por 100.000 mulheres, o que coloca o Chile como o 2o. melhor colocado nas Américas, à frente até mesmo dos EUA.

Porém, segundo o raciocínio da militância abortista, dada a proibição do aborto, era para se esperar um aumento do número de mulheres hospitalizadas em virtude do aumento de abortos ilegais, não é mesmo? Mas a realidade, esta velha desconhecida dos abortistas, mostra que isto não acontece no Chile, que vem registrando uma contínua queda no número de altas hospitalares devido a abortos ilegais. E para reforçar ainda mais este dado, o número de altas hospitalares devido a problemas naturais na gravidez, tais como gravidez ectópica ou abortos espontâneos, vem se mantendo constante, o que demonstra ainda mais a relevância da queda no número de altas relacionadas a abortos ilegais.



A pesquisa, coordenada pelo epidemiologista Elard Koch, revela ainda outros dados interessantes: medo e coerção são responsáveis por 70% das respostas quando as mulheres são inquiridas sobre o motivo de estarem pensando em recorrer ao aborto. Este dado deita por terra o tal "direito de escolha" tão na boca da militância abortista/feminista e mostra que liberar o aborto é exatamente dar força a quem oprime e coage as mulheres, seja o marido, namorado, companheiro ou família.

É evidente que a proibição do aborto por sí só não pode ser a responsável pela diminuição da mortalidade materna no Chile, e vários especialistas apontam diversas políticas públicas relacionadas à saúde da mulher, o aumento do nível de escolaridade da população e, mais recentemente, programas de apoio emergencial a mulheres vulneráveis e que passam por gravidezes indesejadas.

Ou seja, o Chile optou pelo caminho mais árduo, porém necessário: dar saúde de qualidade, educação e apoio às mulheres. Isto é bem diferente do que acontece no Brasil, em que a Saúde Pública está em frangalhos, a educação é de péssima qualidade e as mulheres que desejam ter seus filhos e que passam por dificuldades são tratadas como cidadãs de segunda-classe, sem o mínimo de apoio sério por parte do Estado.

E enquanto o Chile vai melhorando seus índices populacionais indo na contramão do senso comum abortista, provando que para diminuir mortes maternas não é preciso descriminalizar o aborto, mas sim dar acesso a serviços de saúde de qualidade, educação e apoio, nós ficamos aqui vendo militantes feministas/abortistas e até mesmo revistas de circulação nacional tentando empurrar a agenda abortista à toda a população, mesmo que isto signifique mais e mais mortes, seja de mães ou de filhos.

quarta-feira, outubro 15, 2014

Dilma é a favor do aborto? Sim! E há provas.

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Há uma nova (velha) mentira rolando nas redes sociais, dita principalmente por "católicos" que apóiam a candidata Dilma Rousseff: a de que ela é pessoalmente contrária ao aborto.

Doze anos de PT no poder alavancando o abortismo parece que não tem importância para tais pessoas, é o mínimo que se pode dizer. Isto sem contar que mesmo antes de chegar ao governo federal o PT já era o partido campeão em medidas que impulsionavam a liberação do aborto no Brasil. 

Provas? Pois não: segundo um levantamento feito pelo jornal "Folha de São Paulo" no ano de 1996, tramitavam na Câmara 8 projetos sobre aborto; destes, 7 eram sobre legalização e ampliação do falsamente chamado "aborto legal"; destes 7, nada menos que 6 eram de autoria de petistas. 

Um dos autores tornou-se folcloricamente conhecido recentemente: é Eduardo Jorge, que foi recentemente candidato à presidência pelo Partido Verde (PV). Em debates dos candidatos à presidência quando da eleição em primeiro turno, ele foi um dos mais ferrenhos defensores do aborto, mas é forçoso que seja dito que ele estava apenas sendo coerente com seu histórico de petista.

Mas Eduardo Jorge, enquanto ainda era petista, não ficou apenas no terreno de propostas legislativas relacionadas ao aborto. Não mesmo. Ele foi Secretário de Saúde da gestão de Luiza Erundina como prefeita da cidade de São Paulo, quando ela também ainda era petista. Luiza Erundina é um caso que já pude abordar aqui no blog: certa vez ela foi chamada para dar uma palestra para padres. É evidente que quem orgazina um troço destes tem uma agenda bem diferente do que prega a Igreja, não?

O importante aqui é lembrar que foi durante a gestão de Luiz Erundina em São Paulo, juntamente com seu então Secretário de Saúde Eduardo Jorge, que foi implementado o primeiro serviço no Brasil do enganosamente chamado "aborto legal". É o próprio Eduardo Jorge quem nos conta:
"Fomos nós, no governo Luiza Erundina, em 1989, que organizamos o Hospital de Jabaquara para ser o primeiro do Brasil a receber os casos de abortos legais. Na época, em nenhum lugar do brasil se fazia isso. E de lá pra cá, alguns poucos hospitais se organizaram para garantir esses dois casos. Mas isso é insuficiente, pois, a maioria dos casos não se enquadra no caso de estupro ou risco de vida, e a mulher fica descoberta. São centenas, milhares de mulheres que todos os anos se arriscam em abortos clandestinos."

Ou seja, acha-se as pegadas de petistas no favorecimento do aborto seja no parlamento, seja quando atuantes no executivo.

Mas voltemos ao caso Dilma Rousseff e aborto. Andam dizendo por aí que ela é pessoalmente contra o aborto. Certo. Então como explicar o vídeo abaixo?


No primeiro, sendo sabatinada pelo jornal "Folha de São Paulo", quando ainda nem era candidata à presidência, Dilma é enfática em sua resposta à pergunta do jornalista:
Jornalista: "Sobre o aborto, qual a posição da senhora? A legislação atual é adequada ou a senhora defende uma ampliação?" 
Dilma: "Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, é um absurdo que não haja a descriminalização."

Em um segundo momento, já como candidata do PT à disputa de 2010 pela presidência, Dilma já começou a ajustar seu discurso:
Jornalista: "O que a senhora está defendendo é a criação de um atendimento público para quem quer abortar?"
Dilma: "Para quem estiver em condições de fazer um aborto ou querendo fazer um aborto."
Jornalista: "Ou seja, é um ato de livre escolha..."
Dilma: "Acho que tem de ser tratado como uma questão de Saúde Pública."

Neste ponto, Dilma, já candidata, começa a utilizar a tática elaborada pelos grupos abortistas e que Lula utilizou com maestria durante muito tempo: dizer que aborto é problema de Saúde Pública. A verdade, verdade mesmo, é que eles sabem bem que há diversos outros problemas que são os principais causadores de morte materna no Brasil (ver "Maternidade é que é problema de Saúde Pública no Brasil, não o aborto"), mas nem estão aí, pois lutar contra os estas principais causas não lhes renderão manchetes e nem mesmo financiamentos internacionais para as ONGs promotoras do aborto.

Mas mesmo Dilma já ensaiando o discurso petista de dizer que aborto é problema de Saúde Pública, ela comete um ato falho ao responder que o aborto deveria estar disponível em atendimento público "para quem estiver (...) querendo fazer um aborto". Isto, nada mais é que defender o aborto por demanda, que é o clímax dos sonhos abortistas. 

E agora? Falta alguma prova de que Dilma e o PT tentam há anos enganar a população sobre a questão do aborto? As próprias palavras da candidata desmentem aqueles que tentam defendê-la. É nítido que ela foi ajustando seu discurso conforme sua candidatura, ainda em 2010, foi se consolidando internamente no PT. Fora isto, é bom que se lembre de suas atitudes como governante, em que ela colocou na Secretaria Especial para as Mulheres uma conhecida militante pró-aborto, que não apenas militava, mas que também já havia feito abortos -- ver "Secretaria para Promoção do Aborto tem nova ministra" e "Lulistas, dilmistas e petistas: e agora?".

É bom que se diga também que a atuação de um presidente, no Brasil, não se faz apenas no campo do executivo. É ele quem indica os ministros do STF, que terão de ser aprovados pelo Senado (mas não se tem notícia de recente rejeição). O último indicado de Dilma para o STF foi o ministro Luiz Roberto Barroso, que foi nada mais que um dos advogados que defenderam a liberação do aborto de bebês anencéfalos quando deste julgamento no STF -- ver "Supermo Abortista".

E isto é apenas o que se pode averiguar com as informações disponíveis publicamente, mas há muito mais coisas que acontecem nas sombras, pois abortista é um tipo que detesta luzes em suas obras.

Agora é para perguntarmos: como alguém pode ter a petulância de dizer que Dilma não é a favor do aborto? É facilmente demonstrável que seu partido sempre buscou a liberação deste crime hediondo. Está gravado em vídeo o que ela diz sobre o assunto. Seus atos como governante são uma série de favorecimento à causa abortista. O que mais falta?

Fica claro a todos que os defensores de Dilma querem que todos façam como eles e olhem para o lado enquanto o mal vai se expandindo. Ela dizer-se "pessoalmente contra o aborto" é simples tática que foi sendo cada vez mais utilizada desde que sua candidatura, ainda antes de 2010, foi tomando forma. Esta tática foi utilizada com sucesso por seu mentor, Lula, que sempre foi um mestre em apresentar obscuramente seu real pensamento sobre o assunto.

Se tais pessoas querem defender Dilma, Lula e o PT, pois que o façam, mas que façam isto assumindo tudo o que eles representam, e não tentando proteger seus candidatos daquilo que eles sempre acreditaram, pregaram e fizeram. As provas estão aí para quem desejar procurá-las.

Quem viu o vídeo acima pôde ver o "católico" Gabriel Chalita defendendo a então candidata Dilma Rousseff em 2010. Chalita sabia perfeitamente do posicionamento de Dilma, Lula e do PT em relação ao aborto, mas procurou utilizar sua influência no meio católico para conter a sangria quando o tema aborto surgiu durante a campanha. É impressionante como 30 moedas de prata ainda são o sonho de muita gente... Desde então, Chalita, acusado de recebimento de propina, virou fumaça política e Dilma seguiu sua caminhada até hoje. Talvez isto seja um excelente símbolo para quem deseja vender sua fé para projetos que nada têm a ver com os princípios cristãos.

terça-feira, outubro 14, 2014

"(...) todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto"

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O ex-deputado petista Luiz Bassuma, que, na prática, foi expulso do PT por defender a vida explica em vídeo como foi o processo em que ele foi alvo da militância a favor do aborto dentro do PT.

Segundo suas próprias palavras:
"Em 2007, em seu Congresso, (...) [o PT diz que] A partir de agora todo mundo é obrigado, no PT, a defender a legalização do aborto."

Infelizmente, muitos católicos brincam com sua fé em épocas de eleições, assim como muitos o fazem durante o Carnaval, e a despeito de tudo o que já se tornou conhecido nos últimos anos nos governos Lula e Dilma em relação aos ataques diretos à vida e á família, insistem em dar seus votos a uma corja que é o símbolo da Cultura da Morte contra a qual devemos lutar.

Parece que nem mesmo a palavra de um Papa pode impedir certos "católicos" de prestar culto a seus ídolos. É sempre bom relembrar o que já nos ensinou o Magistério da Igreja sobre o assunto:
"(...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como «ação», se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã." [S.S. Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno]

E, no mesmo documento, o Santo Padre ensinou de forma claríssima:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." [negrito meu]

Percebe-se que o Santo Padre utilizou palavras fortes, mas ainda assim ele teve o cuidado pastoral necessário com seu rebanho. E não é que há gente que resolve deixar pontos importantes, entre os quais a defesa da vida humana é o principal, de lado para ajoelhar-se junto ao altar de um partido político? Isto tem nome: é idolatria.

Mesmo que uma pessoa segundo sua ótica não veja diferença entre ambos os adversários no segundo turno destas eleições, é inegável que o assalto à vida humana não-nascida e à família que pudemos testemunhar nestes últimos anos pode levar até mesmo a alguém ter de se deparar com a situação de escolher o mal menor. E como alguém pode justificar que o mal menor seja votar no PT estando ciente de tudo o que pudemos assistir recentemente?

Salta aos olhos também a arrogância dos que colocam sua fé no partido acima da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Santa Igreja. Como um exemplo acabado disto podemos ver o que aconteceu na página Paraclitus, uma conhecida e frequentada página no Facebook. Em uma postagem recente, uma mensagem na qual eram disponibilizados diversos vídeos e textos demonstrando claramente os ataques do PT e da ideologia que ele representa à família, à vida nascente, aos mais básicos princípios cristãos de moral e bons costumes causou revolta em vários de seus leitores. Seguem alguns exemplos:


Esta provavelmente não conhece as palavras firmes do Magistério sobre quem apóia partidos de linha socialista e comunista. Tampouco a leitora se dá conta da gravidade da situação atual, na qual a vida nascente é alvo de várias iniciativas de partidos de esquerda, principalmente do PT. A moça se diz católica, mas ao mesmo tempo não sabe o mínimo sobre como atuar politicamente tendo sua fé como guia.



Esta sequer sabe o que seja heresia. E para ela ainda tem o agravante de que ela acha mesmo que quem quer acabar com o processo democrático no Brasil é quem denuncia o PT, mas não o próprio PT com o Mensalão, com o Petrolão, os ataques à família, etc.



Posicionar-se, para esta leitora da página Paraclitus, é impor a vontade. Ela acha que um católico dono de uma página no Facebook deve ser imparcial. Talvez ela seja também devota de São Pilatos, que resolveu lavar as mãos e permitir a condenação de um inocente. Dizer que um católico não deve votar no PT é uma obra de caridade e sinal de que os administradores da página têm cuidado com as almas de seus irmãos, pois quem conhece a palavra do Magistério e o histórico dos partidos de esquerda em seus ataques às liberdades religiosas sabe que, exatamente como disse o Papa Pio XI, um "bom católico" não apóia tais partidos.



Esta foi impressionante em sua virulência. Chama o administrador da página de "ditador" apenas porque ele tem um posicionamento claro. Ela condena o que chama de julgamento, mas logo em seguida não hesita em rogar uma praga, dizendo que o Espírito Santo fará sentir sua força sobre os administradores da página. Pois é... A idolatria tem mesmo este efeito cegante sobre os idólatras. Talvez ela acredite que Pio XI, que foi "apenas" o Vigário de Cristo, devia ser um baita ditador por ter dito o que disse sobre o apoio a partidos esquerdistas.

Em resumo, é de embasbacar o baixo nível dos católicos brasileiros ao tratarem de política. Não é à toa que viram presa fácil de discursos populistas como o de Lula, Dilma e do PT. 

O Senhor Deus deu-nos o livre-arbítrio não para que o utilizássemos como um estandarte para nossos erros, mas porque ele deseja que nós de livre coração queiramos nos unir a Ele. Ele sempre espera mais de nós e para nos ajudar ainda deu-nos o um "doce Cristo na Terra", nas palavras de Santa Catarina de Sena sobre o Papa. E muitos católicos afastam-se das palavras do Magistério para juntar-se ao discurso de partidos políticos que vêm atacando a vida humana nascente e a família?

Quem deseja permanecer no erro e chafurdar na lama, pois que o faça, mas não queira utilizar seu "catolicismo" como justificativa. O ponto máximo da liberdade para um católico é ser servo de Cristo. E se alguém ignora o mínimo sobre sua fé em relação à sua participação política, deve o quanto antes parar de tentar justificar suas escolhas utilizando sua fé ou uma suposta liberdade que se sobrepõe até mesmo ao ensino ortodoxo da Santa Igreja.