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terça-feira, maio 12, 2015

O caso do Paraguai: para os defensores do aborto, não há drama que não possa ser utilizado para sua causa

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O caso ainda em andamento da menina paraguaia grávida de seu padastro é por si só bizarro demais. Não surpreende que seja o tipo de caso em que muita gente seja levada a questionar suas convicções. É forçoso dizer que é em caso deste tipo que nossas convicções pró-vida são realmente desafiadas.

Como não poderia deixar de ser, os abortistas, que ficam como abutres procurando carniça para se banquetear, estão aproveitando o caso. O cheiro de podridão lhes atrai como nenhum outro. Destaca-se entre os necrófagos a atuação da Anistia Internacional, que vem pressionando as autoridades paraguaias para que a menina possa abortar.

Gravidezes resultantes de estupros e incestos são os chamados "casos limites" ao se falar sobre aborto. São estes casos que, apesar de relevância estatística bem reduzida,  são sempre utilizados pelos abortistas para empurrar sua agenda na opinião pública. Basta como exemplo que o caso chave para a liberação do aborto nos EUA foi baseado em uma alegação de estupro -- o que se mostrou uma mentira tempos depois. Aqui no Brasil, tivemos um caso semelhante há cinco anos com o tristemente famoso caso de Alagoinha, em que gêmeos foram abortados para que a Cultura da Morte pudesse seguir sua implantação durante o governo petista.

Esta instrumentalização dos dramas alheios, esta disposição para focar o debate sobre o aborto nos casos mais sórdidos é um dos métodos preferidos dos defensores do aborto. Sabem eles que quem foca exclusivamente no drama da menina-mãe estuprada por seu padrasto esquece-se facilmente que ela carrega dentro de si uma vida humana que será cruelmente assassinada. E é exatamente isto que procuram sempre os abortistas: tirar o nascituro do pensamento da opinião pública. 

A vida é um fato, e não uma escolha como desejam os abortistas. Escolhas são os ações que levam à geração de uma nova vida. O fato da vida acontece seja por amor dos pais, seja por "descuido" ou seja até mesmo pela escolha unilateral e criminosa de uma violência, mas a vida não deixa de ser um fato. E é este fato que os abutres abortistas querem que todos esqueçamos em casos como o da menina paraguaia. É aquela vida humana frágil e inocente ainda no ventre de sua menina-mãe que mais lhes incomoda e é ela que eles precisam deixar fora da equação.

Consta que a menina já está no 22o. mês de gestação. Abortistas brasileiros vivem "argumentando" que um feto de 12 semanas ainda nem possui o sistema nervoso (como se fosse isto o que define nossa humanidade) e por isto um aborto não seria problema algum até este tempo gestacional. O que não será visto na imprensa pautada pela agenda do abortismo é que o bebê que vai no ventre da menina-mãe sentirá dores inimagináveis qualquer que seja o método escolhido para seu abortamento. Talvez tais pessoas imaginem que ele deve pagar com dores extremas pelo crime horrendo de seu pervertido genitor.

Uma outra coisa que não se verá na imprensa é que já existem estudos que consideram que o tempo gestacional de viabilidade passe a ser 22 semanas. Atualmente a maioria da literatura médica considera 24 semanas como o tempo gestacional de viabilidade extra-uterina. Ou seja, com o avanço da Medicina, principalmente nas técnicas de cuidados intensivos de prematuros, bebês com tempo gestacional cada vez menor têm mais chance de sobrevivência. 

Por que então até entidades como a Anistia Internacional vêm se envolvendo no caso da menina-mãe do Paraguai? É claro que o motivo é o cheiro de carne podre que lhes excita o paladar. Os abortistas não estão nisto porque importam-se com o drama da menina, não é por alguma preocupação com sua saúde. Não é nada disto. O que lhes interessa são as manchetes e a conquista de mentes e corações para sua causa.

A Anistia Internacional está usando todo seu poder para lutar para que a menina possa fazer um "aborto seguro". Seguro para quem? Certamente não para o bebê em gestação.

As palavras publicadas na página Secular Pro-Life são claríssimas e no ponto:

"Um aborto de gestação tão avançada é feito por injeção letal no coração do bebê. Após isto a mãe entrará em trabalho de parto para expelir o corpo do bebê. Isto significa que esta pobre criança de 10 anos irá passar pela experiência do parto de qualquer forma. Devido a isto e também a todo o trauma que ele infligiu a ela, espero que seu padastro apodreça no inferno. 
A única questão é se ela dará à luz um bebê vivo ou um bebê morto. Mas a Anistia Internacional sequer considera a idéia de permitir que este bebê dê o primeiro suspiro. Eles estão apenas usando este caso para empurrar a agenda do "aborto seguro". Sinto que os dias quando a Anistia Internacional realmente se posicionava pelos direitos humanos ficaram no passado."

É exatamente isto. 

E a coisa fica ainda mais triste quando se vê até mesmo para uma entidade como a Anistia Internacional, que foi fundada por um católico preocupado com os presos políticos, faz parte da turba do abortismo internacional. Que salto enorme! Que papelão! Da luta contra regimes opressores que encarceram opositores por suas opiniões políticas para a luta contra poderosíssimos bebês ainda não nascidos. Quanta coragem! Quanto humanismo!

Assim atuam os defensores do aborto. Não têm a menor cerimônia para usar um drama devastador como o desta menina paraguaia como simples instrumento para sua agenda ideológica. E tudo, claro, com o aval de "defensores" de Direitos Humanos.


terça-feira, maio 05, 2015

Ataques à família, o "Cavalo-de-Tróia" da Cultura da Morte

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Que tal dar uma olhada no que andam pensando certos filósofos sobre a instituição familiar? Adam Swift e Harry Brighouse são filósofos que vêm tentando fazer uma reavaliação do papel da família na sociedade. Um pouco de sua visão pode ser vista em uma entrevista recentemente concedida a um programa de rádio australiano, "The Philosophers Zone".

Que acham eles do singelo ato de ler histórias para seu filho antes de dormir? Todos sabemos que isto é ótimo, e pesquisas indicam que crianças cujos pais têm este hábito saem-se melhor na vida em geral, mas, segundo os filósofos Swift e Brighouse, isto devia ser evitado, pois perpetua e acentua a "desigualdade" entre as crianças e na sociedade em geral. Pois é. Ou seja, o bem da criança deve ser sacrificado por uma idéia pervertida de "igualdade".

De um ponto de vista puramente instrumental, uma maneira de acabar com esta desigualdade, segundo eles, seria a eliminação da família, já que esta é a fonte primordial da desigualdade social. Uma das maneiras de eliminar algo, fora sua supressão direta, é tornar sua definição tão ampla que ela se torne totalmente diversa do que era originalmente. Bons entendedores já sabem o que isto significa. Alguém acha mesmo que a atual insistência no mantra de "novas configurações familiares" é coisa que não trará mal algum? Alguém é mesmo tão ingênuo a este ponto? Swift e Brighouse parece contar com tal legião de ingênuos.

Os filósofos acham também que nossa sociedade está presa ao passado em relação aos laços biológicos entre pais e filhos e aos direitos dos pais sobre a educação de sua prole. Ou seja, na visão deles, um casal pode ter os filhos, mas isto não indica que estes pais têm direito sobre as crianças apenas por tê-los gerado. Não é preciso levar muito à frente a imaginação para ver o rabinho do estado balançando atrás da cortina, não é mesmo?

E a coisa continua... Por que os pais da criança deveriam ser apenas 2? Por que não 3? Ou 4? Segundo os filósofos, isto está completamente em aberto na teoria que eles vêm desenvolvendo. Que tal 10, então? Aí, os filósofos já começam a ficar mais céticos, pois, segundo eles, fica parecendo que a criança não tem pais, mas sim uma comissão, e acaba que ninguém assume como pai e mãe da criança. Então tá. 

Quem fica achando que os ataques que vêm sendo feito à família é coisa pouca, devia começar a pensar aonde este pessoal quer chegar em vez de ficar aplaudindo tudo que a mídia anda mostrando como super antenado e "progressista". A entrevista dada por Adam Swift ao programa "The Philosopher Zone" é um bom indício do caminho que as coisas podem tomar se muitos não deixarem cair as escamas de seus olhos.


domingo, maio 03, 2015

Jornalista argentino dá emocionante testemunho sobre a coragem de seus pais

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Em um debate na TV argentina sobre um caso acontecido com uma das participantes do Gran Hermano 2015 (O BBB de lá), o testemunho de um dos debatedores causou emoção em todos que assistiam. 

Nadia Terazzolo, uma mãe solteira de 31 anos, que está participando da atual edição do Gran Hermano, contou que aos 19 anos namorava com um rapaz que, ao descobrir que ela estava grávida, convenceu-a a fazer uma viagem junto com ele. Durante a viagem, ao fazerem uma parada para descanso e, segundo o que ela contou, ela só lembra de ter acordado no meio de um monte de gaze e algodão. Ela havia abortado.

Esta revelação muito pessoal estava sendo debatida durante o programa apresentado por Pamela David e então o jornalista Adrian Pallares tomou a palavra e contou, entre lágrimas e com a voz embargada, a história de como ele veio ao mundo.
"Minha mãe ficou grávida aos 16 anos. E ela e meu pai se amavam muito. Mesmo sendo adolescentes, decidiram pela minha vida. (...) Peço desculpas, eu não queria falar sobre isto. Nem sei se meus pais gostarão de me ver falando sobre isto, mas como isto acontece com muitas pessoas, há muitos que se amam mas que se assustam, não sabem o que fazer, que seus pais não os ajudam nem apoiam. E então decidem fazer algo que pode prejudicar a mulher que mata a criança."
A apresentadora, também em lágrimas, o abraçou. E o jornalista finalizou:
"Não quero me colocar aqui como fanático ou coisa parecida, quero dizer que sou fruto de pessoas que tiveram coragem, de duas pessoas que com 16 e 17 anos decidiram levar à frente a gravidez."
Que este belíssimo testemunho sirva de incentivo a muitos jovens que se encontram na mesma situação na qual estiveram os pais de Adrian Pallares no passado.

Veja o vídeo abaixo ou clique aqui.




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sexta-feira, maio 01, 2015

Em Novo Hamburgo, um bebê venceu a Cultura da Morte

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Chega a informação de um caso acontecido em Novo Hamburgo, onde um casal de jovens tentou abortar seu filho por medicamentos e o bebê nasceu vivo.

Segundo o página do Jornal NH, o casal Eduardo Alex Schmitt e Caroline Zimmer, de 21 e 18 anos, foram autuados em flagrante por tentativa de abortoO delegado responsável pelo caso, Enizaldo Plentz, quer transformar o indiciamento em tentativa de homicídio. Isto se deve ao fato de que Eduardo teria causado ferimento na cabeça de seu filho com um alicate, quando tentava retirar o bebê do ventre de sua namorada. Eis o que o acusado alega em entrevista concedida ao jornal:
"É uma acusação injusta. Assumo que a gente tentou abortar um feto. A gente não sabia que ele ia sobreviver e, quando vi que estava vivo, fui logo para um hospital pra tentar salvar meu filho e minha namorada."
Sobre a utilização do alicate, assim Eduardo tentou explicar:
"A Carol começou a ter contrações e eu peguei a ferramenta para ajudar a tirar o feto, que a gente pensava que estava morto, pois ela vinha tomando abortivos."
Ainda segundo o jornal, os médicos que atenderam Caroline e o bebê chamaram a polícia quando viram o buraco feito na cabeça da criança, com o cérebro exposto. Eduardo e Caroline pagaram fiança de R$ 20.000,00 e estão aguardando em liberdade o desenvolvimento do inquérito. Segundo as mais recentes informações, o bebê segue internado no Hospital Municipal de Novo Hamburgo e sua condição é estável, mas sem previsão de alta. A guarda provisória da criança foi concedida aos avós paternos e os pais estão impedidos até o momento de ver seu filho.

Difícil até começar a comentar tal notícia. É um absurdo do início ao fim. Há uma geração de jovens irresponsáveis e inconseqüentes, que desejam todos os prazeres da vida adulta, mas que recusam arcar com as conseqüências de seus atos. 

É de estarrecer como o rapaz parece mesmo achar que tudo estaria bem se seu filho -- que ele prefere chamar pelo impessoal "feto" -- tivesse morrido com a dose maciça de remédios abortivos que sua namorada ingeriu. É de estarrecer que ele em momento algum tenha pensado que estes remédios fariam um mal enorme à sua namorada, pois a única coisa que parecia importar era que o "feto" fosse eliminado e eles pudessem seguir com suas vidas normalmente. É de estarrecer que a jovem mãe tenha aceitado participar de tal coisa e expor a si e a seu filho a tamanho perigo.

Mas o absurdo das ações destes jovens, de sua profunda ignorância sobre fatos da vida adulta, de seu completo desconhecimento do que seja um aborto - a eliminação cruel de uma vida humana frágil e inocente -- é resultado do que a sociedade brasileira fez e continua fazendo com as mais recentes gerações. 

Nossos jovens são ensinados ao mais puro hedonismo desde a mais tenra idade, tudo os leva a acreditar que suas ações têm pouca ou nenhuma conseqüência, seja moral, profissional, afetiva ou até mesmo criminal. E a vida sexual destes jovens, que é iniciada cada vez mais cedo, é encarada apenas como uma brincadeira e não como um ato que tem finalidade unitiva e procriativa entre pessoas que se amam e dentro do casamento. Uma gravidez é encarada não como o fruto do amor do casal, mas como um empecilho a ser evitado para que a festa jamais possa ser interrompida.

É com um misto de revolta, pena e tristeza que lemos o porquê de o casal de namorados ter decidido pelo aborto de seu filho:
"A gente decidiu pelo aborto porque ela tinha se preparado, feito Enem. A Carol colocou metas na vida, tipo, daqui a seis anos e meio vou terminar minha faculdade, daqui a tantos anos quero morar num apartamento, meio que deixou a vida dela preparada e esse nenê agora nesse momento ia mudar a idéia de futuro dela. Eu também não queria. Achei que não estava preparado para ser pai."
Impressionante que ele e sua namorada tenham a capacidade de pensar em suas vidas seis ou dez anos à frente, mas não consigam enxergar que uma relação sexual pode resultar em uma gravidez e tampouco pensar que o que ia no ventre de Caroline era o filho de ambos, e não um simples e impessoal "feto". 

Quem lê a entrevista de Eduardo Alex Schmitt fica com a impressão de que ele só se deu conta de que se tratava de uma vida humana, de que se tratava de seu filho, quando a criança se mexeu de dor:
"(...) [Caroline] Pediu para ajudar a tirar o nenê, o feto, porque a gente pensou que estava morto. Daí coloquei o dedo por dentro do corte e tentei puxar pra ajudar a tirar, pra fazer força, nisso acabou machucando mais ainda, rasgou uma parte da pele e daí o nenê se puxou e se movimentou pra dentro. Perguntei pra Carol se tinha feito alguma coisa, se tinha sentido, disse que não tinha feito nada, aí vi que estava vivo."
Somente então ele parece ter se dado conta de que ali havia um ser humano! Seu filho! Até aquele momento, o que havia no ventre de Caroline era para ambos apenas um "feto" a ser abortado. Apenas então a realidade do que é um aborto parece tê-los atingido, e a realidade é que eles tentaram matar o próprio filho. 

É o conhecimento desta realidade, não apenas a realidade do aborto, mas a realidade da vida em geral, que está sendo negado aos jovens de hoje por seus pais, por seus professores, pela mídia e até mesmo por religiosos. Praticamente a única coisa que estes jovens ouvem é "aproveitem a vida!", "só se vive uma vez", "faça sexo, mas sempre com preservativo" e outros incentivos semelhantes. Tudo como se nossa vida não fosse influenciada por nossas escolhas morais.

Em um tal ambiente, pode mesmo alguém se surpreender que um casal de namorados, ambos universitários, simplesmente não tivessem plena consciência de seus atos que levaram a tamanha tragédia? E seu filho por um triz quase paga com a vida...

Nesta história toda, uma coisa permanece estranha: por que os abortistas não aproveitaram a oportunidade de inundar a mídia com sua odienta propaganda pró-aborto? O que terá havido de diferente desta vez que os abortistas não botaram para girar suas engrenagens junto à mídia que lhes é francamente favorável?

A diferença toda é que desta vez não há um cadáver. Graças a Deus, nem a mãe e nem a criança morreram. Alguém pode apenas imaginar o barulho que ocorreria se a jovem mãe tivesse morrido... Não faltariam entidades abortistas e políticos oportunistas, tal como Jean Wyllys, para aproveitar e capitalizar em cima de um cadáver. E é claro também que os abortistas estão evitando este caso específico porque o bebê está vivo. Pegaria mal para eles ficarem gritando pela legalização do aborto enquanto um bebê de poucos dias está lutando pela vida em virtude de um aborto. O que eles falariam? "Devemos garantir que mais bebês não insistam em nascer com vida a cada aborto"? Não dá, não é mesmo?

Os abortistas têm evitado se aproximar da história porque nada se encaixa na propagando que eles insistem em empurrar para cima da população. A jovem mãe não é negra, ela não é desprovida de recursos, ela não é uma ignorante. Nada disto se encaixa no discurso justificador do aborto produzido pelos abortistas. Aos abortistas o que interessa mesmo é que as pessoas permaneçam como o pai do bebê, que só se deu conta de que aquele pequenino ser era seu filho após tê-lo machucado gravemente. Até então, para Eduardo Alex Schmitt, ele era apenas um "feto", uma entidade abstrata e sem quaisquer direitos, sem nem mesmo o direito à vida. Não é exatamente isto o que dizem os abortistas?

É esta desumanização dos seres humanos em gestação a maior obra da Cultura da Morte capitaneada pelos abortistas. E o resultado final disto é um bebê lutando por sua vida após ter o cérebro exposto por uma ferida causada por seu próprio pai e dois jovens traumatizados por uma experiência que ninguém deseja ao pior de seus inimigos. 

E mais triste ainda é pensar que o bebê que sobreviveu é um dos raros que teve a sorte de escapar das garras da Cultura da Morte. Quantos não tiveram como destino a lata de lixo após serem considerados por seus pais como coisas descartáveis, como simples "fetos"? E quantos mais ainda terão o mesmo destino enquanto os abortistas continuam enganando a todos dizendo que o aborto é a solução?

O pequenino bebê de Eduardo e Caroline é um sobrevivente e um herói de uma guerra que é travada contra a humanidade sob os olhares indiferentes de muitos que se dizem humanistas. Queria o Senhor Deus que ele não fique com seqüelas e que sua vida corra melhor do que a forma como ele foi trazido a este mundo.


quinta-feira, março 26, 2015

A Internacional do Aborto

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Sempre que se fala sobre o grande interesse internacional pela liberação do aborto no Brasil, aparece uma turma dizendo que tudo não passa de teoria da conspiração.

Pois bem, o deputado-celebridade Jean Wyllys, que agora quer tirar uma casquinha na onda abortista, assim colocou na justificativa de Projeto de Lei 882/2015:
"Foram levados em consideração para a redação desta proposição: a lei 18.987 do Uruguai, a lei do Estado Espanhol de 2010, e o Projeto de Lei da Campanha Nacional pelo Aborto Seguro, Legal e Gratuito da Argentina."
Ou seja, para a confecção de um PL que poderá tornar-se lei em nosso país, foram utilizadas legislações de 3 outros países onde o abortismo está andando a passos largos. É mais do que evidente que o Brasil é um dos principais alvos de interesses obscuros para a liberação do aborto.

O Brasil é apenas mais uma etapa da Internacional do Aborto.

Jean Wyllys também quer brincar de abortista

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Ora, que Jean Wyllys necessita manter-se na mídia e posar como progressista, e que, para isto, nada melhor que botar banca como defensor do aborto, pois tal coisa rende muitos pontos entre a patota da esquerda, nada disto é novidade, certo? 

Talvez o deputado, complexado por ser apenas um ex-BBB, esteja tentando dar ares mais sérios à sua atuação política, saindo um pouco da agenda gay. Ser gay para Jean Wyllys e assemelhados não é apenas orientação sexual, é uma agenda política e nada mais. É por isto que uma das famosas imagens do parlamentar é uma na qual ele está posando com um fardamento militar à la Che Guevara, o mesmo Che Guevara que odiava gays. Ou seja, Jean Wyllys estão tão a fim de fazer parte da patota esquerdista que aceita até idolatrar um cara que provavelmente o enviaria para um campo de trabalhos forçados até ele virar "homem". Que paixão avassaladora!

Não estou aqui a cobrar coerência de Jean Wyllys, pois não sou ninguém para isto. Tampouco espero que ele seja coerente; apenas me divirto com os nós que certas pessoas dão em suas vidas. Jean Wyllys, o ser humano, o que merece tratamento digno de qualquer um de seus semelhantes, aceitou tornar-se escravo da personagem Jean Wyllys, o gay que se prosta como um cão amestrado diante de um homem asqueroso como Che Guevara. E tudo, claro, para ficar bem com a turminha com a qual ele quer andar e da qual busca admiração.

É neste contexto que a luta de Jean Wyllys pela liberação do aborto deve ser encarada. Será que alguém acha mesmo que o deputado-celebridade importa-se com o assunto aborto? Alguém acha que Jean Wyllys preocupa-se com o que acontece com as mulheres? Alguém é ainda tão ingênuo a este ponto? 

Mas que nada! O deputado está apenas marcando pontos com sua patota. Ele quer apenas preparar o terreno para vôos mais altos. Nada mal para quem chegou ao Congresso apenas devido à verdadeira bagunça que é o sistema eleitoral brasileiro, não é mesmo? Como um adolescente no afã de agradar a turminha descolada, que Jean Wyllys na justificativa de seu Projeto de Lei escreve isto:
"(...) fazemos de conta que a criminalização tem alguma incidência quantitativa na prática de abortos, embora qualquer pesquisa séria em qualquer país do mundo prove o contrário, da mesma forma que fazemos de conta que a criminalização de determinadas substâncias impede seu consumo e sua comercialização massiva; que a omissão legislativa sobre os direitos civis de determinadas famílias faz com que elas não existam; que a negação dos direitos dos filhos de casais homoafetivos faz com que eles não tenham mais dois pais ou duas mães; ou que a omissão legislativa sobre a identidade de gênero de determinadas pessoas faz com que o nome que elas usam na vida real, e pelo qual são chamadas pelos outros, seja substituído, em alguma circunstância não meramente formal, por aquele que apenas existe nos documentos."
O deputado conseguiu, em apenas um parágrafo, em um texto que supostamente deveria servir para justificar a liberação do aborto, defender a liberação de drogas proibidas, a união gay e a utilização de nomes alternativos por homossexuais. Quanta preocupação com o que acontece com as mulheres, não?

Será que ele traz algum dado novo sobre o assunto aborto, algo que realmente justificasse a liberação deste crime hediondo? Nada. Zero. Vazio. 

Jean Wyllys, em sua tentativa de justificar o injustificável, traz os mesmos dados batidos -- e falaciosos -- que o movimento abortista apresenta desde sempre. E como não poderia faltar, a suprema enganação abortista não podia deixar de aparecer quando o deputado declarou ao jornal "O Globo" o seguinte:
"A interrupção voluntária da gravidez não deve ser tratada como um instrumento de controle de natalidade, mas um direito da mulher a decidir sobre seu corpo. E sua legalização deve ser encarada como uma decisão política de acabar com a morte de milhares de mulheres pobres que recorrem a cada ano ao aborto clandestino pela omissão do Estado."
"Morte de milhares de mulheres pobres"? Sempre me impressiona este fetiche da esquerda por números grandiosos quando se trata da vida humana. Novidade nenhuma para uma ideologia que não vê nada de mais em assassinar mais de 100 milhões de pessoas mundo afora -- e isto apenas para contar os nascidos. Fica evidente que eles precisam que muitas mulheres morram para que se sintam justificados no que tentam. Tudo isto, claro, sem contar as principais vítimas do aborto, que são as crianças que não nasceram.

A verdade, mesmo que ela não tenha importância para Jean Wyllys e sua patota esquerdista, é que o número de mortes por tentativas de aborto é bem diferente do que eles querem que todos acreditem. É conhecida tática do movimento abortista instrumentalizar a morte de mulheres que infelizmente recorrem ao aborto. E é exatamente isto que as mulheres são para os abortistas: um instrumento para alavancar uma agenda de esquerda. É por isto que Jean Wyllys não titubeia em juntar união homossexual e liberação de drogas com o assunto aborto: é tudo parte do bonde da esquerda.

De tudo isto, podemos tirar que Jean Wyllys está fazendo o papel que todos esperam dele. Bem ao contrário do que ele provavelmente acha, sua contribuição para a política nacional é pior do que a de um Tiririca, por exemplo, pois Tiririca assume que é um palhaço e os que votaram nele aceitaram fazer parte da palhaçada, tornando-se ainda mais palhaços que o deputado picaresco.

Já Jean Wyllys, não. Ele realmente acha-se uma pessoa séria, ele crê realmente que seus projetos têm alguma relevância para o Brasil e não apenas para a turminha da qual ele quer fazer parte. E isto é triste; sempre é triste quando um homem coloca-se em um pedestal. E como deve ser triste que alguém ache que está sendo corajoso quando assina um projeto que busca "libertar" as mulheres de um nascituro "opressor". 

Quanta coragem!

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Desordem moral, a raiz de nossos males

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No dia 7 de fevereiro de 2007, há 8 anos portanto, falecia de forma absurdamente cruel o menino João Hélio, de 6 anos de idade, nas violentas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Alguém se lembra? Talvez poucos, bem poucos mesmo.

Um menino arrastado e despedaçado ao ser levado pendurado em um carro com criminosos em fuga não bastou para interromper o carnaval carioca, que aconteceria duas semanas depois. Em uma postagem de 2011, quando dos 4 anos da morte de João Hélio, assim escrevi:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.

Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. (...)"
Pelo jeito o menino João Hélio virou estatística, pois nada da indignação causada por aquela morte crudelíssima parece ter restado.

Onde, aliás, ficou a indignação da sociedade brasileira quando no dia 3 de janeiro do ano passado a menina Ana Clara, também de 6 anos, teve 95% de seu corpo queimado em ato de terror contra o ônibus no qual ela viajava com sua mãe. Este ato foi cometido por menores de idade a mando de encarcerados do sistema prisional do Maranhão. A menina veio a falecer 3 dias após o ataque.

Houve alguma indignação profunda em nossa sociedade? Algo foi feito para que casos assim possam ser minimizados ou não voltem mais a ocorrer? Nada.

E nossa sociedade vai, ano após ano, perdendo sua sensibilidade... Na madrugada deste Domingo, na cidade de Jaguarão, no RS, uma adolescente de 16 anos morreu atropelada por um caminhão de Trio Elétrico. Não entro no mérito do que aconteceu, principalmente por respeito aos familiares, mas o que aconteceu após o acidente é de estarrecer, conforme relatado pela página da revista Veja:
"Ainda de madrugada, a prefeitura da cidade suspendeu os festejos. Entretanto, já na tarde deste domingo a programação teve autorização para ser retomada. Durante os eventos, haverá um minuto de silêncio em homenagem à jovem."
Certo. Uma jovem morre na "festa" e a reação é retomar tudo de onde parou. Que tal desviar um trio elétrico para passar na porta do cemitério também? Que tal uma batucada no velório? A canalhice do carnaval carioca e suas "homenagens" ao menino João Hélio parece que vem fazendo escola Brasil afora.

Melhor, bem melhor, fez o bloco cujo caminhão de Trio Elétrico atropelou e matou a jovem gaúcha. Em nota oficial, o bloco declarou:
"Apesar de a menina não ser integrante do trio elétrico Marajás do Trago, estamos extremamente abalados e não temos condições psicológicas de continuar com os desfiles no Carnaval de 2015."
E quem teria condições? Um bloco de carnaval -- "Marajás do Trago"! -- mostra mais tutano moral que a administração pública de uma cidade. Que tempos!

E é bom que se diga que Jaguarão é uma cidade de menos de 30.000 habitantes. Ou seja, nem mesmo a impessoalidade e o egoísmo típico das grandes cidades podem servir de desculpa. E é claro que o problema não é Jaguarão, o problema é o Brasil, é nossa desordem moral, esta força que está nos corroendo por dentro e que nos impele ao que é errado, que nos cega e impede que vejamos o que é correto. 

Um dos exemplos desta desordem é um vídeo que apareceu esta semana nas redes sociais. Nele era mostrado o resultado de um acidente em uma estrada no Brasil e podia-se ver pessoas saqueando a carga do caminhão que havia sofrido o maior dano. Conforme o veículo da pessoa que estava filmando a cena ia ultrapassando o caminhão que estava sendo saqueado, podia-se ver o frenesi dos saqueadores em tomar para si a maior parte possível da carga. A grande surpresa é que quando é filmada a cabine do caminhão que estava semi-destruída podia-se ver o motorista preso ás ferragens, provavelmente morto, ou desacordado e precisando de ajuda. E ninguém o ajudava, caso necessitasse, ou ninguém mostrava o mínimo de respeito por uma pessoa que havia acabado de falecer. Nada. A única coisa que importava era o roubo, o crime, o levar vantagem tão típico nosso. Foi coisa de embrulhar o estômago ver homens portando-se de forma pior que animais.

É esta desordem que devemos combater, pois é ela a raiz de inúmeros males; males que vêm deixando um rastro de crianças mortas de forma cruel, tais como João Hélio, Ana Clara e inúmeras outras; males que levam as mulheres a encarar o aborto como se solução fosse para algo. Nesta desordem moral quem mais sofre são os pequeninos, são os frágeis, são os necessitados; estejam eles no ventre de suas mães, no banco de trás de nossos carros, ao lado de sua mãe em um ônibus ou até mesmo na cabine de um caminhão de carga. Esta desordem moral nos atingirá a todos.