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quinta-feira, junho 23, 2016

A vida humana tem seu início na concepção - é o que diz a Ciência

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A compilação abaixo é uma livre tradução de um artigo da página da Live Action, que é uma ativa entidade pró-vida dos EUA. São 40 citações de especialistas das áreas de Biologia, Embriologia Humana, Medicina, etc. e que atestam o que já havíamos publicado em outra postagem aqui mesmo neste blog: o início da vida humana se dá no momento da concepção.

Os defensores do aborto sempre tentam desviar do fato -- e fato científico, como podemos ver com esta compilação -- que a partir da concepção estamos já falando de uma vida humana, e é a partir deste ponto que qualquer discussão deve começar. E o ponto principal é exatamente que o aborto, independente da justificativa utilizada, é sempre a eliminação direta de um ser humano inocente, frágil e que sequer pode se defender da agressão.

Termos como "amontoado de células", "parasita", "hospedeiro indesejado" ou outros igualmente pejorativos que são utilizados pela militância abortista demonstram apenas que seu discurso tem sempre como alvo retirar do nascituro a sua humanidade para que sua eliminação seja mais palatável. Este discurso apenas demonstra o obscurantismo que está presente na defesa do aborto, pois estes termos buscam apenas esconder que o aborto cruelmente elimina uma vida humana que já é uma realidade a partir do momento da concepção.

E são estes mesmos abortistas que adoram dizer que os pró-vidas tentam impor seus dogmas a quem não compartilha de suas crenças... Mas onde está o dogma que é imposto? Eu não tenho qualquer problema em afirmar que o aborto é um pecado da mais alta gravidade, mas mesmo quem não compartilha de minha fé pode -- e deve! -- rejeitar o aborto exatamente pelo que a ciência já conhece sobre o início da vida humana no momento da concepção. Não é à toa que existem grupos pró-vida formados por ateus e agnósticos, pois rejeitar o aborto não é uma questão religiosa, é uma questão de humanidade.

Abaixo seguem as citações que deixam claro que a partir da concepção já existe um ser novo ser humano. Da próxima vez que algum defensor do aborto tentar dizer que não se sabe quando inicia a vida human, diga em sua cara o que ele realmente é: um obscurantista.

* * * * *


1) "O ciclo da vida dos mamíferos inicia-se quando o spermatozóide entra no óvulo."

--- Okada et al., A role for the elongator complex in zygotic paternal genome demethylation, NATURE 463:554 (Jan. 28, 2010)


2) "Fertilização é o processo pelo qual os gametas haplóides masculino e feminino (espermatozóide e óvulo) unem-se para produzir um indivíduo geneticamente distinto."

--- Signorelli et al., Kinases, phosphatases and proteases during sperm capacitation, CELL TISSUE RES. 349(3):765 (Mar. 20, 2012)


3) "O oviduto ou Trompa de Falópio é a região anatômica onde cada nova vida se inicia nas espécies mamíferas. Após uma longa jornada, o espermatozóide encontra-se com o oócito em local específico conhecido como ampola, e ocorre a fertilização."

--- Coy et al., Roles of the oviduct in mammalian fertilization, REPRODUCTION 144(6):649 (Oct. 1, 2012) (emphasis added).


4) "Fertilização - a fusão de gametas para produzir um novo organismo - é a culminância de uma multitude de processos celulares intrincadamente regulados."

--- Marcello et al., Fertilization, ADV. EXP. BIOL. 757:321 (2013). National Institutes of Health, Medline Plus Merriam-Webster Medical Dictionary (2013).


5) "A própria definição governamental atesta o fato que a vida é iniciada na fertilização. De acordo com o National Institutes of Health, 'fertilização' é o processo de união de dois gametas (óvulo e espermatozóide) 'no qual o número somático de cromossomos é restaurado e o desenvolvimento de um novo indivíduo é iniciado'."

--- Steven Ertelt, ”Undisputed Scientific Fact: Human Life Begins at Conception, or Fertilization” LifeNews.com 11/18/2013


6) "A vida humana inicia na fertilização, o processo durante o qual um gameta masculino ou espermatozóide une-se com o gameta feminino ou oócito (óvulo) para formar uma célula única, chamada zigoto. Esta célula altamente especializada e totipotente marca o início de cada um de nós como um indivíduo único. (...) Um zigoto é o início de um novo ser humano (um embrião)."

--- Keith L. Moore, The Developing Human: Clinically Oriented Embryology, 7th edition. Philadelphia, PA: Saunders, 2003. pp. 16, 2.


7) "Naquela fração de segundo quando os cromossomos juntam-se em pares, o sexo da nova criança será determinado, as características hereditárias recebidas de cada um dos genitores serão estabelecidas e uma nova vida terá começado."

--- Kaluger, G., and Kaluger, M., Human Development: The Span of Life, page 28-29, The C.V. Mosby Co., St. Louis, 1974.


8) Um livro de Embriologia descreve como o nascimento é apenas um evento no desenvolvimento de um bebê, e não o início de sua vida.

"Deve sempre ser lembrado que muitos órgão ainda não estão completamente desenvolvidos em gestações completas e o nascimento deveria ser considerado apenas como um incidente em todo este processo de desenvolvimento."

--- F Beck Human Embryology, Blackwell Scientific Publications, 1985 page vi


9) "É a penetração do óvulo pelo espermatozóide e a mistura resultante do material nuclear que resulta na união que constitui o início da vida de um novo indivíduo."

--- Clark Edward and  Corliss Patten’s Human Embryology, McGraw – Hill Inc., 30


10) "Embora seja costumeiro dividir o desenvolvimento humano em períodos pré-natal e pós-natal, é importante perceber que o nascimento é meramente um evento dramático durante o desenvolvimento e que resulta em uma troca de ambiente."

--- The Developing Human: Clinically Oriented Embryology fifth edition, Moore and Persaud, 1993, Saunders Company, page 1


11) "Seu bebê inicia a vida como um óvulo fertilizado. Nas primeiras seis semanas o bebê é chamado embrião."

--- Prenatal Care, US Department Of Health And Human Services, Maternal and Child Health Division, 1990


12) "Landrum B. Shettles, M.D., P.h.D. foi o primeiro cientista a obter sucesso com fertilizações in vitro: 'O zigoto é vida humana (...) há um fato que ninguém pode negar; seres humanos têm seu início na concepção.'

"Zigoto é um termo para uma vida recém-concebida, após o espermatozóide e o óvulo se unirem e antes de o embrião iniciar sua divisão."

--- From Landrum B. Shettles “Rites of Life: The Scientific Evidence for Life Before Birth” Grand Rapids, MI: Zondervan, 1983 p 40


13) Eis o que consta no livro de Medicina, "Before We Are Born - Essentials of Embryology and Birth Defects":

"O zigoto e o embriçao são organismos humanos viventes."

--- Keith L. Moore & T.V.N. Persaud Before We Are Born – Essentials of Embryology and Birth Defects (W.B. Saunders Company, 1998. Fifth edition.) Page 500


14) "Desta forma uma nova célula é formada a partir da união dos gametas masculino e feminino (espermatozóide e óvulo). Esta célula, referida como zigoto, contém uma nova combinação de material genético, resultando em um indivíduo diferente de seus pais e diferente das demais pessoas no mundo."

--- Sally B Olds, et al., Obstetric Nursing (Menlo Park, California: Addison – Wesley publishing, 1980)  P 136


15) "O termo 'concepção' refere-se à união dos elementos pronucleares masculino e feminino da procriação a partir dos quais um novo ser vivente se desenvolve. É sinônimo com os termos 'fecundação', 'gravidez' e 'fertilização'. (...) Assim, o zigoto formado representa o início de uma nova vida."

--- J.P. Greenhill and E.A. Freidman. Biological Principles and Modern Practice of Obstetrics. Philadelphia: W.B. Saunders Publishers. 1974 Pages 17 and 23.


16) "O desenvolvimento inicia com a fertilização, o processo pelo qual o gameta masculino, o espermatozóide, e o gameta feminino, o oócito, unem-se para gerar um zigoto."

--- T.W. Sadler, Langman’s Medical Embryology, 10th edition. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, 2006. p. 11.


17) "[O zigoto], formado pela união de um oócito e um espermatozóide, é o início de um novo ser humano."

--- Keith L. Moore, Before We Are Born: Essentials of Embryology, 7th edition. Philadelphia, PA: Saunders, 2008. p. 2.


18) "Embora a vida seja um processo contínuo, a fertilização (...) é um marco crítico porque, sob circunstâncias ordinárias, um novo organismo humano geneticamente distino é formado quando os cromossomos dos pronúcleos masculino e feminino unem-se no oócito."

--- Ronan O’Rahilly and Fabiola Miller, Human Embryology and Teratology, 3rd edition. New York: Wiley-Liss, 2001. p. 8.


19) "[Todos] os organismos, por maiores e complexos que sejam quando completamente desenvolvidos, iniciam a vida como uma simples célula. Isto é verdadeiro para o ser humano, por exemplo, cuja vida inicia como um óvulo fertilizado."

--- Dr. Morris Krieger “The Human Reproductive System” p 88 (1969) Sterling Pub. Co


20) "A primeira célula de uma nova e única vida humana inicia sua existência no momento da concepção (fertilização), quando um espermatozóide do pai junta-se com um óvulo da mãe. É desta maneira que a vida humana é passada de uma geração para a outra. Com o ambiente apropriado e sua composição genética, esta simples célula subseqüentemente gerará trilhões de células especializadas e integradas que compõem as estruturas e funções de cada corpo humano individual.

"Cada ser humano vivo nos dias atuais e, pelo que é conhecido cientificamente, cada ser humano que já existiu, iniciou sua existência desta maneira; ou seja, como uma célula. Se esta primeira célula ou qualquer subseqüente configuração de células perece, o indivíduo morre, cessando de existir como um ser vivente. Não há qualquer exceção a esta regra no campo da Biologia Humana."

--- James Bopp, ed., Human Life and Health Care Ethics, vol. 2 (Frederick, MD: University Publications of America, 1985)


21) "Ao se fundirem, os gametas masculino e feminino produzem uma simples célula fertilizada, que é o início de um novo indivíduo."

--- Rand McNally, Atlas of the Body, (New York: Rand McNally and Company, 1980) 139, 144.


22) "[O zigoto] resulta da união de um oócito e um espermatozóide. Um zigoto é o início de um novo ser humano. O desenvolvimento humano inicia na fertilização, processo durante o qual um gameta masculino ou espermatozóide (...) une-se com o gameta feminino ou oócito (...) para formar uma simples célula chamada zigoto. Esta célula altamente especializada e totipotente marca o início de cada um de nós como um único indivíduo."

--- The Developing Human: Clinically Oriented Embryology, 6th ed. Keith L. Moore, Ph.D. & T.V.N. Persaud, Md., (Philadelphia: W.B. Saunders Company, 1998), 2-18


23) "(...) é cientificamente correto dizer que a vida humana inicia na concepção."

--- Dr. Micheline Matthews-Roth, Harvard Medical School: Quoted by Public Affairs Council

24) "(...) a concepção produz a vida e te faz único. A menos que você tenha um gêmeo idêntico, não há virtualmente qualquer chance, pelo curso natural das coisas, que haja um 'outro você' - nem mesmo se a humanidade persistisse por bilhões de anos."

--- Shettles, Landrum, M.D., Rorvik, David, Rites of Life: The Scientific Evidence for Life Before Birth, page 36, Zondervan Publishing House, Grand Rapids, Michigan, 1983


25) Da revista Newsweek, de 12 de novembro de 1973: "A vida humana inicia quando o óvulo é fertilizado e a nova massa celular resultante desta combinação começa a se dividir."

--- Dr. Jasper Williams, Former President of the National Medical Association (p 74)


26) "A formação, a maturação e o encontro das células sexuais masculina e feminina são todas as preliminares para sua união em uma célula combinada, ou zigoto, que definitivamente marca o início de um novo indivíduo. A penetração do óvulo pelo espermatozóide, e a união e junção de seus respectivos núcleos, constitui o processo de fertilização."

--- Leslie Brainerd Arey, “Developmental Anatomy” seventh edition space (Philadelphia: Saunders, 1974), 55


27) "Biologicamente falando, o desenvolvimento humano inicia na fertilização."

--- The Biology of Prenatal Development, National Geographic, 2006 (Video)

28) "Gradualmente e graciosamente, as duas células tornam-se uma. Este é o momento da concepção, quando a série única de DNA de um indivíduo é criada, uma assinatura humana que nunca havia existido antes e que jamais será repetida."

--- In the Womb, National Geographic, 2005 (Prenatal Development Video)


29) "O zigoto contém, portanto, um novo arranjo de genes nos cromossomos nunca antes duplicado em qualquer outro indivíduo. A descendência destinada a se desenvolver a partir do óvulo fertilizado terá uma constituição diferente de qualquer outra pessoa no mundo."

--- DeCoursey, R.M., The Human Organism, 4th edition McGraw Hill Inc., Toronto, 1974. page 584


30) "A ciência do desenvolvimento do indivíduo antes do nascimento é chamada Embriologia. É uma história de milagres, descrevendo os meios pelos quais uma simples célula microscópica é transformada em um ser humano complexo. Geneticamente, o zigoto é completo. Ele representa um novo e único indivíduo unicelular."

--- Thibodeau, G.A., and Anthony, C.P., Structure and Function of the Body, 8th edition, St. Louis: Times Mirror/Mosby College Publishers, St. Louis, 1988. pages 409-419


31) O desenvolvimento de um novo ser humano inicia quando o espermatozóide perfura a membrana celular do óvulo. (...) A vilosidade torna-se a placenta, que irá nutrir o bebê em desenvolvimento pelos próximos oito meses e meio."

--- Scarr, S., Weinberg, R.A., and Levine A., Understanding Development, Harcourt Brace Jovanovich, Inc., 1986. page 86


32) "Cada vida humana inicia como uma combinação de duas células, um óvulo feminino e o espermatozóide masculino, que é bem menor. Esta pequena unidade, não maior do que um ponto nesta página, contém toda a informação necessária para que possa crescer e se tornar a estrutura complexa do corpo humano. A mãe tem apenas que fornecer nutrição e proteção."

--- Clark, J. ed., The Nervous System: Circuits of Communication in the Human Body, Torstar Books Inc., Toronto, 1985, page 99


33) "Um zigoto (uma única célula fertilizada) representa o início da gravidez e da gênese da nova vida."

--- Turner, J.S., and Helms, D.B., Lifespan Developmental, 2nd ed., CBS College Publishing (Holt, Rhinehart, Winston), 1983, page 53


34) "Quase todos os animais superiores iniciam suas vidas a partir de uma única célula, o óvulo fertilizado (zigoto). (...) O momento da fertilização representa o ponto de partida na história da vida, ou ontogenia, do indivíduo."

--- Carlson, Bruce M. Patten’s Foundations of Embryology. 6th edition. New York: McGraw-Hill, 1996, p. 3


35) "Embrião: é o indivíduo em desenvolvimento entre o momento da união da células germinativas e a conclusão dos órgãos que caracteriza seu corpo quando ele se torna um organismo separado. (...) No momento que o espermatozóide do homem encontra o óvulo da mulher e a união resulta em um óvulo fertilizado (zigoto), uma nova vida foi iniciada. (...) O termo embrião refere a vários estágios do desenvolvimento inicial a partir da concepção até 9 ou 10 semanas de vida."

--- Considine, Douglas (ed.). Van Nostrand’s Scientific Encyclopedia. 5th edition. New York: Van Nostrand Reinhold Company, 1976, p. 943


36) "(...) mas a história toda não se inicia com o nascimento. O bebê já existe há meses - a princípio, sinalizando sua presença apenas com pequenos sinais exteriores, mais tarde como um pequenino ser que estava crescendo e gradualmente afetando as vidas daqueles que estavam por perto."

--- Lennart Nilsson A Child is Born: Completely Revised Edition (Dell Publishing Co.: New York) 1986


37) "Naquela fração de segundo quando os cromossomos formam pares, [na concepção] o sexo da nova criança será determinado, características hereditárias recebidas de seus pais serão estabelecidas e uma nova vida terá iniciado."

--- Kaluger, G., and Kaluger, M., Human Development: The Span of Life, page 28-29, The C.V. Mosby Co., St. Louis, 1974


38) "O desenvolvimento de um ser humano inicia-se com a fertilização, um processo pelo qual duas células altamente especializadoas, o espermatozóide do macho e o oócito da fêmea, unem-se para gerar um novo organismo, um zigoto."

--- Langman, Jan. Medical Embryology. 3rd edition. Baltimore: Williams and Wilkins, 1975, p. 3


39) "É a penetração do óvulo por um espermatozóide e a resultante mistura do material nuclear que cada um traz para a uniao que constitui a culminância do processo de fertilização e marca o início da vida de um novo indivíduo."

--- Human Embryology, 3rd ed. Bradley M. Patten, (New York: McGraw Hill, 1968), 43.


40) "A fertilização é um marco importante porque, sob circusntâncias ordinárias, um novo e geneticamente distinto organismo humano é assim formado (...) A fertilização é a seqüência de eventos que inicia quando um espermatozóide faz contato com um oócito. (...) O zigoto (...) é um embrião unicelular."

--- From Human Embryology & Teratology, Ronan R. O’Rahilly, Fabiola Muller, (New York: Wiley-Liss, 1996), 5-55.


quinta-feira, junho 02, 2016

A pílula do dia seguinte é uma roleta-russa com a vida alheia

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Afinal, a chamada "pílula do dia seguinte" é abortiva ou não?

Embora a imagem de um aborto em gestações avançadas cause o horror em muitos, o que é perfeitamente natural, o mesmo não acontece quando se fala de abortos feitos em gestações que estão bem no início, onde o ser humano já gerado lembra bem pouco sua forma física quando de seu nascimento. Talvez isto se deva porque temos a tendência a encarar o aborto por imagens que nos causam horror, tais como sangue, dor, choro, etc., mas a verdade é que esta nossa tendência leva-nos a minimizar ou evitar lidar com o que o aborto realmente é: a eliminação de uma vida humana frágil, inocente e que não pode se defender da agressão que sofre.

Apenas tendo em mente o efeito real e procurado de um aborto, de cada aborto, é que se pode entender que o mal reside não no que imaginamos que seja um aborto, mas em seu efeito final, que é a eliminação de um ser humano já concebido. E isto independe se este ser humano já foi concebido há 9 meses, 12 semanas ou apenas há 1 minuto. O que se defende é a vida do ser humano desde a sua concepção até seu fim natural.

A essência do aborto é exatamente a procura deliberada pela eliminação deste novo ser humano. A forma como se busca eliminá-lo é meramente acidental. Seja nas mãos de um inescrupuloso médico aborteiro em uma clínica que siga todas as normas sanitárias ou seja tomando uma pílula na privacidade do próprio lar e que poderá ter um efeito abortivo em um ser humano recém-concebido, nestes dois extremos a forma como é feito o aborto é apenas um detalhe perto do mal real que é a eliminação deste ser humano.

É devido a esta falta de visão do mal real do aborto que até mesmo pessoas em geral contrárias ao aborto toleram abortos que não teriam a "aparência" de um. É o que acontece com a pílula do dia seguinte, por exemplo. Imaginar que ela funciona apenas como uma "contracepção de emergência" evita, para muitos, que se tenha de tocar em pontos sensíveis. Eu mesmo preferiria que os dados mostrassem que não há qualquer possibilidade de que esta droga tenha efeito abortivo, mas não é o que acontece, como o próprio fabricante afirma.

Um dos efeitos desta droga pode ser a criação de condições que impeçam a implantação do óvulo já fertilizado no útero. Ou seja, ocorreu a geração de um novo ser humano, mas este seria eliminado por causa da falta de ambiente intra-uterino propício ao seu desenvolvimento. Não haveria sangue, não haveria choro, não haveria dor imposta ao bebê, mas sua eliminação é a mesma, e é exatamente esta a essência do aborto.

Note-se bem que eu não escrevo que a pílula do dia seguinte É abortiva. O mais correto é afirmar que ela PODE ser abortiva, e isto é de suma importância. Os cientistas até o momento não conseguiram desenvolver uma droga que com 100% de certeza atue de forma que não aconteça a fertilização. Como já indicado em uma postagem aqui no blog (uma nova versão do artigo citado pode ser lida aqui), os cientistas James Trussell e Elizabeth G. Raymond, dizem que é necessário informar as mulheres sobre todos os efeitos possíveis no medicamento:
"Para fazer uma escolha consciente, as mulheres devem saber que a contracepção de emergência [Pílula do Dia Seguinte], como todos os contraceptivos hormonais tais como pílulas anticoncepcionais, implantes hormonais, anéis vaginais, adesivos hormonais, injetáveis e até mesmo a amamentação -- previnem a gravidez através do adiamento ou da inibição da ovulação ou inibição da fertilização, mas pode também inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio." (destaque meu)

"PODE inibir a implantação de um óvulo fertilizado". Ou seja, há sim a possibilidade de que após a concepção um novo ser humano seja eliminado de forma deliberada através desta droga. 

Alguém pode perguntar: quem é este dr. Trussell, que admitiu tal coisa? Ele é diretor do Departamento de Pesquisa Populacional da Universidade de Princeton. Mas não apenas isto, ele também é membro do Comitê Médico Nacional da Planned Parenthood (a maior rede de clínicas de aborto do mundo), é colaborador do Guttmacher Institute (o braço de pesquisas da Planned Parenthood) e também é membro do Conselho da NARAL Pro-Choice America Foundation (ONG abortista dos EUA). Somado a tudo isto, ele também é responsável por um website que tem por objetivo promover o uso da pílula do dia seguinte. 

Todos estes dados sobre dr. Trussell estão aqui colocados para deixar claro que se alguém teria muito interesse em dizer que a droga não é abortiva, este alguém seria exatamente ele. No entanto, nem ele foi capaz disto. Pelo contrário, ele escreveu que as mulheres devem ser informadas sobre o efeito que a droga pode ter na implantação do óvulo fertilizado. Já em 2010, o dr. Trussell escrevia o seguinte:
"While some find the existing human and animal studies adequate to conclude that levonorgestrel ECPs have no post-fertilization effect, others may always feel that this question has not been unequivocally answered. The best available evidence indicates that levonorgestrel ECPs prevent pregnancy by mechanisms that do not involve interference with post-fertilization events."
["Enquanto alguns pensem que as pesquisas em humanos e animais permitem concluir que a pílula do dia seguinte não tenha efeito após a fertilização, outros não pensam que tal questão tenha sido respondida de forma inequívoca. A melhor evidência disponível indica que a pílula do dia seguinte previne uma gravidez através de mecanismos que não envolvam a interferência nos eventos pós-fertilização."] (destaque meu)

Ou seja, não há conclusão definitiva sobre o assunto, embora haja fortes evidências, segundo a palavra do dr. Trussell. 

Mas, curiosamente, mesmo diante da impossibilidade de dizer que a droga não atua no impedimento da implantação do óvulo fertilizado, o dr. Trussell e a dra. Raymond dizem que a droga não é abortiva. Como isto é possível? Simples: eles, justo antes do parágrafo onde era indicada a necessidade de informar às mulheres os efeitos da droga, escrevem isto:
"ECPs do not interrupt an established pregnancy, defined by medical authorities such as the United States Food and Drug Administration/National Institutes of Health87 and the American College of Obstetricians and Gynecologists88 as beginning with implantation. Therefore, ECPs are not abortifacient.
["A pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez já estabelecida, que é definida por autoridades médicas tais como United States Food and Drug Administration/National Institutes of Health e o American College of Obstetricians and Gynecologists como tendo seu início a partir da implantação. Desta forma, a pílula do dia seguinte não é abortiva."]
Ou seja, na impossibilidade de afirmar com 100% de certeza que a droga não atua na implantação, eles procuraram deslocar a discussão do momento em que já existe um novo ser humano - que é a concepção - para o momento em que autoridades médicas norte-americanas dizem que se pode considerar que existe uma gravidez, e a partir daí quiseram afirmar que a droga não é abortiva. Espertamente eles evitaram ter de lidar com o fato já conhecido pela ciência de que a vida humana tem seu início na concepção, e é a partir deste momento que esta vida deve ser preservada.

Chega a ser bem curiosa a forma como os pesquisadores tiveram de lidar com a questão. Da forma como eles colocam em seu texto, fica-se a imaginar que desde que o concepto não esteja ainda implantado no útero da mãe não se trata de um ser humano. Mas um novo ser humano não é gerado na implantação, mas sim na concepção, como dito pela Embriologia Humana. O que as autoridades médicas norte-americanas chamam de "gravidez já estabelecida" e que ocorre na implantação bem sucedida do óvulo fertilizado na parede do útero não é o marco inicial da geração de um novo ser humano, é um fato posterior. E é neste fato posterior que o princípio ativo da pílula do dia seguinte busca agir para impedir exatamente a implantação. Ou seja, a droga atua em um momento em que a existência de um novo ser humano é já uma realidade.

Deixando-se de lado que os pesquisadores espertamente deixaram de lado o momento da geração de um novo ser humano, que é o da concepção, e partindo de sua própria afirmação de que a droga não é abortiva (o que já se provou inconclusivo), é por demais peculiar que no parágrafo seguinte a esta afirmação eles escrevam que "(...) it is not scientifically possible to definitively rule out that a method may inhibit implantation of a fertilized egg in the endometrium" [(...) não é cientificamente possível deixar de lado que tal método possa inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio(...)].

Em versão anterior do mesmo artigo a linguagem era mais simples e mais clara ao falar sobre os efeitos da droga em questão: "(...) but may at times inhibit implantation of a fertilized egg in the endometrium." [(...) mas pode por vezes inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio". Pode ter ficado mais rebuscado o texto atual, mas o conteúdo permanece o mesmo: não há como afirmar com certeza absoluta que a droga não atue impedindo a implantação do óvulo fertilizado no útero. Nem mesmo dr. Trussell e a dra. Raymond ousaram chegar a tanto. Logo, a dúvida permanece.

Mas é exatamente neste ponto que está o mais peculiar do artigo de Trussell e Raymond. Se eles próprios admitem que não há como provar cientificamente que a droga não atua na implantação, como então eles afirmaram anteriormente que o medicamento não é abortivo? Se há a possibilidade de atuação na implantação, então há a possibilidade do aborto.

Foi exatamente por isto que eles evitaram ter de lidar com o fato de que a partir da concepção já existe um novo ser humano e preferiram começar seu raciocínio a partir do que autoridades médicas norte-americanas admitem como sendo uma "gravidez estabelecida". E está aqui exatamente seu erro, pois a implantação no útero é meramente uma fase - uma fase importante, claro - no desenvolvimento natural de um ser humano que já existe. E é bom até que se diga que há casos raríssimos de gravidezes que ocorreram sem a implantação perfeita no útero, como foi o caso do bebê Azelan Cruz. Exemplos como este deixam bem claro o problema de se considerar a realidade de um novo ser humano em momento outro que o da concepção. Os pesquisadores simplesmente afirmaram algo que não podem provar.

Tudo isto aqui está colocado para que uma coisa fique bem clara: não há ainda como afirmar que a pílula do dia seguinte não cause abortos. Mesmo cientistas envolvidos na militância abortista e que promovem o uso desta droga como o dr. Trussell têm que dar o braço a torcer e admitir que não há ainda como provar cientificamente e sem que reste qualquer dúvida que esta droga não pode ter o efeito de eliminar um ser humano já concebido.

De posse destes dados, fica-se com a seguinte questão: havendo a possibilidade de se estar eliminando um ser humano frágil e inocente, é correta a utilização de tal droga? É evidente que não, pois isto seria como fazer roleta-russa com a vida deste ser já existente.

terça-feira, maio 17, 2016

Mau sinal: Governo Temer nomeia uma abortista para a Secretaria de Direitos Humanos

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Flavia Piovesan, escolhida para a Secretaria de Direitos Humanos

Tudo parece indicar que o presidente em exercício, Michel Temer, resolveu ceder às pressões que começaram a atingir seu governo desde a divulgação de seu ministério. Por não haver alguma mulher entre os novos ministros, a imprensa, como sempre pautada pela esquerda, resolveu usar esta deixa para partir para o ataque, como se determinada genitália fosse garantia de eficiência ou competência. Parece que o exemplo da presidente afastada Dilma Rousseff ainda não foi suficiente para que muita gente no Brasil se dê conta de que pouco importa o gênero para cargos políticos.

Bem, mas o caso é que parece que Michel Temer resolveu ceder às pressões não apenas em relação ao sexo de seus escolhidos como também agora dá mostras que está indo mais além.

Foi escolhida para a Secretaria de Direitos Humanos a advogada Flavia Piovesan, uma conhecida militante de causas muito caras à esquerda, entre elas a liberação do aborto. 

Não são poucos os textos já publicados na imprensa nos quais Flavia Piovesan defende o aborto. Já em 1997 ela publicava, em parceria com Silvia Pimental, uma conhecida militante pró-aborto, o artigo "O direito constitucional ao aborto legal". Eis um trecho:
"O aborto legal há de ser tratado como uma questão relacionada à cidadania e à saúde pública, e não como uma questão de "polícia". A saúde pública, por sua vez, é direito fundamental assegurado pela Carta de 1988. Conseqüentemente, nas hipóteses de aborto legal, faz-se emergencial garantir às mulheres um atendimento na rede pública de saúde que seja digno e confiável."

Aqui a dra. Piovesan defendia um suposto "direito constitucional" relacionado ao aborto em casos do dito "aborto legal" (risco à vida da mãe e gravidez resultante de estupro). A dra. Piovesan usa seus talentos para tentar dar um nó interpretativo na Constituição, pois esta, na verdade, dá suporte à defesa da vida humana desde a concepção. Mas a dra. Piovesan, como boa militante da causa, atropela o que for para tentar impor sua visão à população. Cabe notar também que falar de "aborto legal" é apenas cortina de fumaça, pois os casos de risco à vida da mãe e de gravidezes resultantes de estupros são sempre utilizados como "Cavalos de Tróia", como etapas na busca pela total liberação do aborto.

Em 2003, em pleno governo Lula, novamente em parceria com Silvia Pimentel, Flavia Piovesan escreveu novamente para a Folha de São Paulo. O título de seu artigo foi "Aborto, Estado de Direito e religião". Neste artigo a dra. Piovesan já alçava um vôo mais longo, sem as amarras do "aborto legal", pois a era do PT no poder era o que a militância abortista esperava para poder alavancar de forma intensa a luta pela liberação do aborto. Para isto, nada mais conveniente que tentar jogar no colo da Igreja  Eis um trecho que deixa isto bem explícito:
"O Estado laico é garantia essencial para o exercício dos direitos humanos. Confundir Estado com religião implica a adoção oficial de dogmas incontestáveis, que, ao imporem uma moral única, inviabilizam qualquer projeto de sociedade pluralista, justa e democrática. A ordem jurídica em um Estado democrático de Direito não pode se converter na voz exclusiva da moral católica ou da moral de qualquer religião."

A dra. Piovesan tenta, bem ao estilo conhecido da militância abortista, dar um "chega-para-lá" na Igreja Católica e seu posicionamento contrário ao aborto. A doutora e outros militantes abortistas como ela têm uma visão muito peculiar do que seja "Estado Laico". Para tais tipos, a laicidade do Estado sempre significa que quem professa uma religião não se faça ouvir na sociedade. 

De mais a mais, ser contra o aborto não é sequer uma questão religiosa; é uma questão de humanidade, pois a partir da concepção já existe um ser humano, que deve ter sua vida preservada. Curiosamente a dra. Piovesan passa todo o texto sem se referir a "embrião", a "feto", a "bebê". Ela parece querer que acreditemos que o aborto é um quase nada, algo que diz respeito apenas à mãe, como se ela estivesse cortando as unhas.

No final de 2004, novamente fazendo par com Silvia Pimentel, a dra. Piovesan voltou à carga defendendo o aborto em outro artigo na Folha de São Paulo (sim, sempre na Folha! Não acredite em coincidências...). Agora, a dra. Piovesan já dava asas ao que estava ensaiando em artigos anteriores e resolveu seguir o modelo petista de ligar a questão do aborto a um suposto problema de Saúde Pública. Eis o que ela e sua parceira escreveram:
"Estima-se que o país tenha cerca de dois abortos clandestinos por minuto e que entre 750 mil e 1,4 milhão deles tenham sido realizados apenas em 2000. O aborto figura como a quarta causa de morte materna no Brasil. A legislação repressiva e punitiva tem impacto, sobretudo, na vida de mulheres adolescentes, jovens e de baixa renda, que ora são obrigadas a prosseguir na gravidez indesejada, ora se sujeitam à prática de aborto em condições de absoluta insegurança. Eis o paradoxo: aqueles que, ao defender a absoluta inviolabilidade do direito à vida, sendo contrários à descriminalização do aborto, acabam por contribuir para a morte seletiva de mulheres."

Estima-se? Quem estima? Entre 750.000 e 1.400.000 abortos realizados? Que estatística é esta? A quarta causa de morte materna no Brasil? De onde a dra. Piovesan e a professora Silvia Pimentel tiraram tais dados? Elas não informam...

A verdade é que os números do aborto no Brasil sempre são inflados para serem usados pela militância abortista para criar um determinado efeito na opinião pública, tática já usada com sucesso em outros países. A professora dizer que o aborto é a quarta causa de morte materna é um absurdo completo e ela sabe disto. Se não sabe, ela é incompetente demais para discorrer sobre o tema. A verdade é que mortes relacionadas ao aborto, já que a esquerda gosta sempre de pensar em números, estão em ordem de grandeza bem inferior ao que eles gostariam que fosse a realidade.

Em segundo lugar, o tal paradoxo indicado pelas autoras, é uma mentira. Pesquisas recentes indicam exatamente o contrário, que a proibição do aborto é que preserva realmente a vida das mulheres (outro exemplo pode ser visto aqui). Ou seja, a dra. Piovesan escreve coisas que não pode sequer provar, usando estatísticas erradas ou inexistentes e chega a conclusões completamente descabidas.

Este é apenas um breve apanhado da obra relacionada ao aborto da dra. Flavia Piovesan. Vários outros de seus posicionamentos emulam por completo o pensamento da esquerda em várias questões: casamento gay, diversidade, Lei da Anistia, etc. Por que então o presidente em exercício Michel Temer resolveu trazer tal figura para uma pasta com a Secretaria de Direitos Humanos?

O que se pode dizer com esta nomeação é que temos um péssimo começo em relação à luta pela vida. Mudou-se um governo que durante 13 anos ficou intensamente buscando a liberação do aborto e agora Michel Temer coloca uma pessoa que durante todo este tempo fez parte da tropa de choque que lutava todo o tempo para confundir a opinião pública sobre a questão do aborto?

Definitivamente, foi uma péssima escolha.

Novo ministro da Saúde, o aborto e a imprensa: estatísticas erradas e o pautamento pela militância abortista

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O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros
O portal UOL entrevistou o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre os desafios de sua pasta após a terra arrasada deixada pelos governos petistas. Pois bem, a fala do ministro será abordada um pouco mais abaixo, mas há algo bem peculiar nesta entrevista e na forma como ela foi divulgada.

Em primeiro lugar, há o título: "Ministro da Saúde quer igrejas no debate sobre aborto". É evidente que uma tal chamada para uma entrevista em que são abordados vários assuntos relacionados à área da Saúde tem um claro objetivo de tentar chamar às armas as forças que foram recentemente afastadas do poder. 

Na citada entrevista, o ministro apenas disse que "Vamos ter de conversar com a igreja", o que é por demais óbvio, pois o aborto, bem ao contrário do que insistem alguns, é um problema bem diverso do que apenas considerá-lo um mero "problema de Saúde Pública". Mesmo entre a militância abortista o discurso de aborto como problema de Saúde Pública é coisa bem recente, que ganhou muita força durante os anos petistas, sendo que antes disso o discurso mais comum era o de que o aborto era uma questão de autonomia feminina sobre seus próprios corpos, o que ainda é comum entre as feministas mais radicais e alguns outros.

Como coincidentemente escrevi exatamente na postagem anterior aqui no blog, aborto não é problema de Saúde Pública. Quem leva tal coisa à frente tem a meta de ligar a questão do aborto a um problema que aflige a maior parte da população com a claríssima intenção de flexibilizar mentes e corações para a questão do aborto, pois a população é esmagadoramente contrária à sua liberação.

Mas o que causa bastante curiosidade é o timing do UOL para abordar e dar destaque a esta questão do aborto. Durante anos e anos, o debate sobre o aborto sempre foi envolto em muitas dificuldades. Sempre que tal assunto surgia na grande imprensa era devido a fatos fora da curva (como exemplos, há o tristemente famoso caso da menina-mãe de Alagoinha/PE e também o da jovem Jandira Magdalena Cruz), mas o mesmíssimo assunto era quase completamente ignorado em épocas de eleições, "omissão" que já foi tema de uma postagem aqui no blog - "Aborto, o tema esquecido nas eleições".

Ao PT e à esquerda em geral - como a abordagem da matéria do UOL deixa bem claro - o tema do aborto sempre deve ser tratado segundo sua própria cartilha. E aí surge o escândalo que é chamar religiosos para discutir o tema. O engraçado é que não há uma matéria no UOL ou na Folha de São Paulo ou na Veja que diga que é absurdo que a Igreja Católica ajude tantas crianças e famílias pelo Brasil afora através da Pastoral da Saúde. Não há uma matéria na grande mídia rasgando as vestes porque a Igreja mantém centros de recuperação de drogados, clínicas de acolhimento para portadores do vírus HIV, asilos, centros de educação para deficientes carentes, etc. Nestas horas não há manchetes chamativas que tentam criar indignação na militância que se sentiu alijada do poder.

Na verdade, quando a coisa aperta mesmo, a esquerda é capaz até de ir ao Vaticano para falar com o Santo Padre e reclamar de um fictício golpe. Mas deve ser difícil dar volta em Sua Santidade, pois como chamar de golpe quando os tanques e os soldados estão nos quartéis, a Justiça funciona normalmente, a imprensa continua livre, a internet liberada, e o direito de ir e vir continua preservado, inclusive o direito de atrizes medíocres irem encher o saco do Papa porque seu governo de estimação cometeu crimes e seria retirado do poder?

Mas vamos à fala do ministro...

"Como o senhor pretende tratar o tema do aborto?
Ricardo Barros - Esse é um tema delicado. Recebi a informação de que é feito 1,5 milhão de abortos por ano. Desse total, 250 mil mulheres ficam com alguma sequela e 11 mil vão a óbito. Esse é um tema que vou estudar com muito carinho com nossa equipe. Vou ver com o governo qual será nossa diretriz para agir nessa direção. Essa é uma decisão de governo. Não de um ministério, algo que possa ser decidido individualmente."
O ministro devia procurar gente que o informe melhor sobre o assunto. Estes números que pululam na imprensa nacional sempre são inflados, pois isto é de interesse de muita gente. A imprensa é quase sempre pautada pela militância abortista e a esta interessa pintar um quadro apocalíptico sobre o aborto no Brasil, exatamente como já foi feito em outros países.

Ninguém sabe o número de abortos feitos no Brasil.  A revista Veja, que é das mais atuantes em levar à frente a agenda abortista no Brasil, já publicou que nos anos 80, quando a população do Brasil era muito menor que a atual, o número de abortos era de mais de 4.000.000 por ano (veja em "Veja e o aborto: números fictícios").

Sobre as mortes maternas relacionadas ao aborto, há também muita confusão, confusão esta que é exatamente o que desejam os abortistas, eles contam mesmo com isto. A deputada Jandira Feghali, por exemplo, já tentou emplacar que morriam 1.000.000 de mulheres por ano no Brasil devido a abortos clandestinos. Quando o absurdo ficou claro a todos, sua postagem no Facebook foi ajustada, mas é claro que a confusão já estava feita.

E é por isto que o ministro falar em 11.000 mortes maternas relacionadas a abortos procurados é um total absurdo. Não sei quem está informando ao ministro estes dados, mas sugiro que ele urgentemente troque de assessor sobre este assunto. Estude mesmo com carinho o assunto e, principalmente, não se deixe levar pelo caminho que a militância abortista o tentará levar.

"O senhor considera aborto um problema de saúde pública?
Ricardo Barros - Esse é um problema que existe e precisa ser cuidado. Como é o crack. Como tantas outras mazelas da sociedade que precisam ser cuidadas pelo poder público. Mas a maneira como vamos abordar isso vai depender de discussões. Vamos ter de conversar com a igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão. Temos de ajustar. Antes de propor uma política para isso, vamos ter de realizar um diálogo muito amplo."

Prevejo problemas para o ministro por causa deste trecho. Enquanto a militância irá adorar o trecho anterior a este, exatamente porque ele divulgou números fantasiosos do aborto, esta mesma militância irá ocupar a imprensa para denunciar o ministro por querer "conversar com a igreja" - imagino que ele queira dizer com os religiosos em geral - sobre este assunto. Neste momento, os mesmos esquerdistas que aplaudiram o desespero patético de Leticia Sabatella e sua ida ao Papa reclamar do suposto "golpe" irão pautar a imprensa apontando que o Estado é laico.

Uma previsão: nos próximos dias não aparecerão na imprensa declarações da militância abortista apontando o "absurdo", o "retrocesso", o "descaso" do ministro com a "situação de tantas mulheres humildes que não desejam levar uma gravidez à frente". Tudo isto, claro, é devido ao revés que significou a saída do PT do centro do poder, pois durante mais de 13 anos este partido lá esteve levando a agenda abortista a patamares que a população em geral ainda desconhece.

Eles se acham espertos. Eles sabem bem que a laicidade do Estado não quer dizer que aqueles que proferem algum tipo de fé sejam impedidos de tomar parte nas discussões e decisões pelo simples fato de serem religiosos, mas sim que, independente de alguém ter ou não fé, tais pessoas podem participar do processo político e das decisões com plenos direitos. Eles sabem disto tudo, mas não ligam, pois é bem mais fácil virar para a patota e dizer "Você viu o absurdo que o novo ministro disse? Cara, ele quer chamar religiosos para falar sobre o aborto! Religiosos, cara! O Estado não é laico?".

Espero que o novo ministro não se deixe pautar pela grande imprensa, que é amplamente favorável ao aborto, e tenha coragem de enfrentar o tema tomando como base o fato científico de que a partir da concepção já existe um novo ser humano, que tem tantos direitos quanto qualquer um de nós, e que, exatamente por isto, deve ter sua vida preservada até seu fim natural. 

O aborto não é um "problema da Saúde Pública" no Brasil. É, na verdade, uma das bandeiras mais caras ao atual feminismo e ao esquerdismo, e vem daí que em uma das primeiras entrevistas do novo ministro o portal do UOL tente dar tanto destaque a este tema.

Há inúmeros outros problemas enfrentados pelas mulheres em idade fértil, que causam muito mais mortes e que seriam de solução muito mais fácil. Bastaria vontade política e trabalho, e a imprensa poderia ajudar pressionando nossos governantes a solucionar tais problemas, a empregar eficientemente as verbas da saúde, etc. Mas, pautada pela militância favorável ao aborto, a grande imprensa prefere mesmo é criar confusão manipulando notícias para tentar afastar os religiosos de um tema que atinge a todos.


sábado, maio 14, 2016

Você acha mesmo que aborto é problema de Saúde Pública?

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Dados sobre mortes maternas entre os anos de 1996 e 2013, obtidos em 14/05/2016.
Clique para ampliar.
Para quem acompanha a questão do aborto, ficou nítida, principalmente durante os governos petistas, a mutação que houve no discurso da militância abortista.

Se na Europa e nos EUA os que defendem o aborto batem firme que o aborto é uma questão de autonomia feminina, devido principalmente ao protagonismo do feminismo e sua obsessão pela total liberação do aborto, por aqui no Brasil este discurso do "Meu corpo, minha escolha" não colou muito e não acha apelo junto à população.

Como então o abortismo conseguiria que seus objetivos obscuros encontrasse alguma brecha junto aos anseios da população? Simples: seguindo seu método corriqueiro, os defensores da liberação do aborto começaram a mudar o discuso para colá-lo ao problema de Saúde Pública, um dos que mais afligem a já tão sofrida população brasileira.

Não é novidade alguma que os abortistas usam a mentira como método, criando dados, usando um discurso nebuloso, plantando notícias e falsas estatísticas na mídia, etc. Este procedimento não é novo, tendo até sido denunciado pelo dr. Bernard Nathanson, um médico que, após ter sido um ferrenho apoiador e feito mais de cinco mil abortos, converteu-se em líder pró-vida, sendo responsável pelo famoso documentário "O grito silencioso". Dr. Nathanson contou em detalhes como ele e demais defensores do aborto falsificavam dados, aumentando absurdamente os números relacionados ao aborto, com o objetivo de ir cada vez mais flexibilizando a opinião pública norte-americana.

Então não deve causar surpresa que o abortismo à brasileira tente emplacar por aqui que o aborto é um problema de Saúde Pública. Há pouco menos de 1 ano, a deputada Jandira Feghali jogou a mentira, e teve de se corrigir, que morriam 1 milhão de mulheres por ano no Brasil devido a abortos ilegais. Também a revista Veja, reconhecidamente favorável à liberação do aborto, já participou da mentira sobre o número de abortos no Brasil.

O caso é que o abortismo, quando repete ao infinito que "Aborto é problema de Saúde Pública!", tem um alvo bem claro à sua frente, que é flexibilizar a rejeição ao aborto da maioria da população brasileira. 

Mas há algo que atinge em cheio as pretensões dos defensores do aborto: a realidade. Eles podem criar números fictícios, mas não conseguem que a realidade lhes acompanhe. Jandira Feghali pode divulgar que 1.000.000 de mulheres morrem por ano devido a abortos ilegais, mas ela não consegue produzir 1.000.000 de corpos. 

E é a realidade que nos traz uma simples consulta aos dados do DATASUS. No quadro abaixo, constam os dados sobre mortalidade materna disponíveis no banco de dados do DATASUS, que podem ser consultados online. A ordem de classificação das linhas é segundo o total do número de mortes entre os anos de 1996 a 2013, que é o ano do último dado disponível.

Em destaque, indicado com uma seta vermelha, está a linha onde estão disponíveis os dados sobre mortes causadas por falhas em tentativas de aborto. Pois bem, entre os anos de 1996 e 2013 houve 184 mortes, o que dá uma média de 10,22 mortes anuais por este motivo.

Esta causa de mortalidade materna ocupa a 28ª posição entre todas as causas elencadas nos dados do DATASUS. Ou seja, é bem complicado que alguém diga que o aborto clandestino seja a principal causa de mortes maternas no Brasil, pois há 27 outras causas à sua frente.


E pior: dentre as causas que mais matam as mulheres estão causas que poderiam ser eliminadas ou minimizadas. Volto a escrever aqui o que escrevi em 2013:
"Entre as campeãs da mortandade materna estão causas que poderiam ser resolvidas com um pré-natal de qualidade paras as mães, as devidas condições higiênicas nos hospitais, a disponibilização de mais hospitais para a população, o melhor treinamento do pessoal da área médica, etc. Se a Folha e seus parceiros abortistas estão mesmo tão preocupados com a saúde das mulheres como dizem que estão, não era de se esperar que esta turma desse muita atenção também às outras causas que mais matam as mães brasileiras? Ou será que as únicas mulheres que este pessoal quer salvar são as que procuram abortas seus filhos?"

E também em 2014:
"A única vontade que há é de liberar o aborto, isto nada tem a ver com ajudar mulheres. Se desejam mesmo ajudar as mulheres que morrem devido a complicações na gravidez, há 28 causas a serem atacadas antes que as mortes por aborto procurado tenham vez, mas não é o que acontece, claro. Se desejam mesmo ajudar as mulheres, olhar para os dados que já existem e que são coletados pelo próprio governo seria um bom ponto de partida. 
O grande mistério é que haja tanta gente para falar de aborto como problema de Saúde Pública enquanto simplesmente ignora dezenas de outras causas de mortes maternas que poderiam ser minimizadas e ter um impacto considerável na vida de outras mulheres. Mas o que parece ficar claro mesmo é que para muitos a vida das mulheres e de seus filhos são detalhes a serem sacrificados no altar de uma ideologia. A autora da reportagem fala que o "mistério" do número de abortos no Brasil é devido a um "silêncio que mata", mas o que mata mesmo é a confusão que certos órgãos de imprensa e associações de classe ajudam a criar."

Ou seja, nada mudou. O número de mortes maternas continua, na prática, ocupando a mesma posição que há anos ocupava. Há muitas outras causas que poderiam ser atacadas e que teriam um impacto significativo para a queda deste índice de mortalidade. Não haveria qualquer problema ético ou moral a ser resolvido para lidar com vários fatores que causam bem mais mortes que abortos feitos de forma ilegal. Bastaria vontade, disposição e trabalho.

Mas o que nossos governantes, formadores de opinião e a mídia, todos sempre incitando e regurgitando o discurso da militância abortista mais fazem é continuar a gritaria que "Aborto é questão de Saúde Pública!" enquanto milhares de mulheres morrem por outras causas que teriam uma solução muito mais simples. Mas tal solução não serviria aos reais objetivos dos que desejam a liberação do aborto no Brasil e que se dizem tão preocupados com as mulheres.


sexta-feira, maio 13, 2016

O PT no poder: 13 anos lutando pelo aborto

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Este blog surgiu no último ano do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época estava claro a todo mundo todo o impulso que o PT dava à legalização do aborto no Brasil, coisa que sempre esteve em suas intenções, mesmo que isto não fique bem claro muitas vezes. Com a recente derrocada de Dilma Rousseff, justamente retirada do poder por causa de seus crimes de responsabilidade, é chegado o momento de uma avaliação do que foram os anos petistas em relação ao aborto.

Em primeiro lugar é bom que se diga que o PT faz parte do problema, mas não é o único que atua para a legalização do aborto no Brasil. Até a subida de Lula ao poder, coube ao tucano José Serra, enquanto Ministro da Saúde do governo FHC, tomar a atitude que de forma mais concreta havia contribuído para a flexibilização da proibição do aborto em nosso país. Foi de sua pena que saiu a assinatura de uma Norma Técnica que favoreceu a prática do aborto em todo o território nacional.

Porém, se o gesto do então ministro José Serra foi o mais concreto até a subida do PT ao poder, isto não significa que este mesmo PT tenha se tornado abortista apenas após sua chegada à presidência. Muito pelo contrário, o PT esteve sempre na tropa de choque que procura liberar totalmente o aborto no Brasil e sua tomada do poder executivo foi um verdadeiro desastre para os que defendem a vida. 

Foi o governo Lula que criou uma comissão com o objetivo específico de revisar e propor mudanças no Código Penal para que o aborto deixasse de ser crime e passasse a ser direito.

Foi durante o governo Lula que a liberação do aborto começou a ser vendida como necessária porque trata-se de um "problema de Saúde Pública". E para isto foram divulgados dados fictícios, os partidos de esquerda começaram a bater nesta tecla freqüentemente, a mídia embarcou e dava suporte a esta guinada no discurso anterior que era o de "direito ao próprio corpo". Isto nada mais era que uma nova etapa da enganação que sempre envolve o tema da liberação do aborto, pois torna-se bem mais fácil a flexibilização da opinião pública diante de números absurdos de mortes.

Durante seus mandatos, Lula sempre que necessário afirmava-se pessoalmente contrário ao aborto, mas dizia que tinha uma responsabilidade como presidente de todos os brasileiros. Isto nada mais era que uma de suas espertezas e porque não queria perder apoios importantes, principalmente entre os religiosos e boa parte da população, que é amplamente contrária ao aborto. Para manter este discurso, Lula foi capaz de encaminhar carta ao então presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, na qual afirmava sua identificação com os valores éticos do Evangelho e a fé que havia recebido de sua mãe, garantindo ainda que seu governo não tomaria qualquer iniciativa que fosse contrária aos princípios cristãos. Dois meses após esta carta, Lula deu aval a Nilcéia Freira, então ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, para que ela seguisse em frente com a proposta de revisão da legislação relacionada ao aborto.

Foi durante o governo Lula que seu então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez questão de dar abraço em um médico envolvido no triste caso da menina de Alagoinha. Tal gesto, claro, foi para mostrar à imprensa o compromisso do governo petista com a causa do aborto.


Já Dilma Rousseff, criada do nada por Lula para ser sua sucessora e esquenta-cadeira, teve que fazer malabarismos junto à opinião pública desde que sua opinião sobre favorável ao aborto - disponível em vídeo - apareceu para a população. Em um dos movimentos mais asquerosos das últimas eleições, envolvendo até mesmo religiosos, criou-se uma cortina de fumaça para evitar o naufrágio da candidatura devido a esta questão. Mais uma vez, o petismo e a esquerda arrastaram na lama muita gente que devia preservar a fé que professa, o que ficou bem claro quando dias após a eleição, uma publicação no Diário Oficial da União trazia um novo aporte de verbas para pesquisas destinadas à despenalização do aborto.

Já na presidência, Dilma Rousseff causou polêmica com a colocação de Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Aliás, não apenas militante: ela mesma admitiu que já fez abortos com as próprias mãos. 

E tudo isto é apenas uma pequena amostra do que o PT fez durante seus mais de 13 anos no poder. Há fatos aos quais não tivemos acesso, jogadas por debaixo dos panos, favorecimentos, financiamento da militância abortista, favorecimento do abortismo nas universidades e na mídia, políticas públicas contrárias à família. Toda uma geração de jovens foram bombardeados com uma ideologia assassina que apenas trouxe destruição por onde passou. Há muito mais que pode ser pesquisado aqui mesmo neste blog (assuntos: PT, Política), que de forma nenhuma esgota toda a obra petista desde 2003. Suas más obras terão ainda muito efeito entre todos nós, pois nada disto será varrido com o impeachment. A luta é árdua, como sempre foi.

Resumindo, Lula e Dilma foram um completo desastre para os que prezam a vida humana, principalmente para a vida humana ainda não nascida. O PT tem a luta pelo aborto em seu DNA, ele é verdadeiramente um partido abortista. Não é o único, mas com certeza é o mais atuante e o que mais dano causa e causou à defesa da vida humana. Não foi mera coincidência que a pessoa à esquerda de Dilma Rousseff quando de seu discurso de despedida era exatamente Eleonora Menicucci, como podemos ver na imagem abaixo. Inadvertidamente, este fato mostra bem a proximidade da luta pela total liberação do aborto com a ideologia da esquerda e o quanto esta causa lhe é cara.

Que o impeachment de Dilma Rousseff traga novos ventos para a defesa da vida e da família no Brasil. É o que todos esperamos.


Dilma Rousseff em seu último discurso antes do impeachment.
Ao seu lado esquerdo, Eleonora Menicucci.


terça-feira, maio 10, 2016

O feminismo e sua revolta contra a maternidade

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Na excelente página do Facebook "Moça, não sou obrigada a ser feminista", uma jovem defendeu o aborto tentando descolar este ato hediondo da própria idéia de que ele é um ataque à maternidade, o que havia sido trazido em questão por ocasião de uma postagem sobre o Dia das Mães. 

Tentou e se deu muito mal, como podemos ver na imagem ao lado. A postagem original pode ser vista aqui.

O que os abortistas militantes sabem muito bem, mas talvez a mocinha que acha que é mesmo possível ser "ótima filha e neta" e defender o aborto - servindo muito bem como  massa de manobra aos interesses da militância abortista - não saiba, é que o aborto é uma arma poderosa que atinge a própria idéia de maternidade, algo que está completamente conectado à própria condição feminina. 

Não é à toa que a versão atual do feminismo, quase que completamente tomado pela ideologia de esquerda, em sua ânsia de atingir os pilares da sociedade estabelecida para lutar contra a mítica figura do "patriarcado", elegeu o aborto como sua principal bandeira. Com este verdadeiro holocausto que vem sendo aceito e até tomado como algo virtuoso, o feminismo ajuda a esquerda a fragilizar as bases da sociedade, deixando atrás de si, como esta ideologia sempre fez, um rastro de sangue e destruição.

Se o aborto ajuda a derrubar os próprios fundamentos da sociedade, seu efeito é devastador principalmente para as mulheres, que pagam com suas vidas, com com sua saúde física e mental, com suas expectativas afetivas, etc., enquanto imolam seus filhos. E fazem isto sob os olhares complacentes e incentivadores de um feminismo que há muito já deixou de lutar por igualdade, mas que apenas utiliza as mulheres, principalmente as mais desavisadas e as mais humildes, como bucha de canhão a serem sacrificadas na batalha pela implantação da ideologia da qual é serviçal.

E tudo isto acontece, claro, enquanto as militantes feministas dizem que tudo o que desejam é lutar pelos direitos das mulheres, pelo seu bem-estar. E o resultado está aí: uma jovem de 20 e poucos anos, que sequer vê problema em ser favorável ao aborto e se considerar uma "ótima filha e neta", que não consegue enxergar que se sua mãe e avó pensassem como ela (ou talvez pensem, o que só aumenta a confusão) sua própria existência estaria em jogo.

Tudo isto evidencia, mais uma vez, que para ser favorável ao aborto é preciso uma ginástica mental tão intensa que é necessário que a pessoa chegue ao ponto de virtualmente colocar o seu próprio ser como sacrifício no altar da ideologia que usa o feminismo apenas como instrumento para atingir seus objetivos.

E o feminismo, em sua pueril revolta contra um inimigo imaginário e contra a realidade da própria Biologia e da Embriologia, ataca exatamente o que há de mais feminino na mulher: sua essência materna. É, ao final das contas, uma luta contra a beleza da criação. É uma luta ingrata e talvez venha daí tanta revolta, tanta misandria (que podemos ver cada vez mais presentes neste movimento), tanto descolamento da realidade. 




É exatamente isto que pode-se ver na imagem acima retirada de uma página feminista do Facebook. Ironicamente, em sua revolta, o feminismo atual - bem diferente de que ocorria em seu início - revolta-se contra algo que é parte integrante de uma mulher, seu instinto materno. E o aborto é exatamente um ataque direto e mais desesperado à essência materna da mulher.


Que o feminismo atual sirva a esta causa diz bem quais são suas prioridades e a quem ele realmente serve.