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sábado, setembro 26, 2009

Ainda Marina Silva e o aborto: mais besteiras

Marina Silva e Dilma Roussef: bobo é quem vê diferença entre elas.

Esta eu soube através do blog "O possível e o extraordinário", do meu amigo Wagner Moura.
"Não posso simplificar dizendo que sou contra ou a favor. No meu entendimento acho que deve haver um plebiscito. Não se pode impor nem a posição dos que são contra nem a dos que são a favor. Não se trata de satanizar a mulher que busca alternativa para seu desamparo, mas seria reducionismo achar que aborto é um ato sem consequência. Precisamos aprofundar esse debate. Advogo para que se possa ter essa discussão.” Senadora Marina Silva durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, 21/09/2009."
Por que a senadora não faz o serviço completo e pede também um plebiscito para o homicídio, que, assim como o aborto, também está elencado entre os "Crimes contra a vida" em nosso Código Penal? A verdade é que a senadora, ciente ou não, está defendendo uma inconstitucionalidade. Isto só para ficar no terreno legal.

A questão, na verdade, é bem simples: não cabe um posicionamento a favor do aborto pois se trata de uma vida humana. Ou isto ou a senadora parte para a relativização do mandamento "Não matarás", que ela ao menos deve conhecer. Ou então a senadora, contra tudo o que a ciência já sabe, insiste, da mesma forma que muito abortistas, que o fruto da concepção não é humano.

Este é o tamanho da confusão em que se meteu a senadora, que é apontada por ampla maioria da mídia como uma pessoa altamente ética. Na questão do aborto, em minha humilde opinião, a senadora, assim como seu companheiro Lula, faz mais mal do que uma abortista declarada.

Explico: o que muito atrapalha na defesa da vida são as pessoas que se dizem "pessoalmente contra o aborto, mas..."; gente como Marina Silva, Lula e outros. Atrapalham porque são eles, com sua visão relativista da vida humana, que mais munição dão aos que procuram a liberação do aborto.

O que a senadora do fundo do abismo de sua visão relativista não consegue enxergar é que o aborto não é alternativa para o desamparo em que por acaso se encontre uma mulher. Alternativa seria a desburocratização de adoções, seria implementar medidas de apoio à mulher grávida, seria construção de creches, de escolas, etc.. O aborto, a eliminação de um ser humano em estágio ainda frágil, não é alternativa a nada.

O que vai ficando claro é que a famosa ética de Marina Silva é a ética possível a uma esquerdista, uma ética tão relativista que chega ao ponto de, sob uma retórica bem elaborada, olhar para o lado enquanto crianças vão parar em trituradores de carne.

A senadora acha que o debate deve ser aprofundado. Debater o que, senadora? Debater que os frutos da concepção não são seres humanos? Ou debater que o aborto é uma "alternativa" à vida da criança?

Esta ética de Marina Silva a mim não surpreende, é uma ética caduca, uma ética que se adapta ao público, é uma ética que serva para nada, apenas para favorecer o assassinato cruel de crianças no ventre de suas mães.

A senadora acerta ao falar que o aborto não é um ato sem conseqüências. Corretíssimo! A conseqüência de TODO aborto, fora os problemas físicos e psicológicos para a mãe, é a cruel morte de um ser humano e não há plebiscito que mude isto.

4 comentários:

Sônia disse...

Excelente artigo. Estava justamente procurando a posição de Marina Silva sobre o aborto E eis o que encontro. Obrigada...agora estou em um dilema...em quem votar... Se souberes de um candidato que é contra a legalização do aborto, por favor, me avise...caso contrario vou anular meu voto.

Anônimo disse...

A candidata Marina Silva é sim contra o aborto, como afirmou: "Tenho uma posição contrária ao aborto, mas diria que esse assunto não é de fácil solução. [...] Defendo um plebiscito para que a sociedade se pronuncie. [...] Óbvio que as mulheres não fazem [o aborto] como método contraceptivo, fazem em um momento de desespero". Isso gera um dilema com membros do Partido Verde. Como ela sabe que a maioria dos brasileiros é contra, o plebiscito é algo que os favoráveis ao aborto não querem. Trata-se de uma estratégia política.

Eduardo disse...

Outra informação: O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, decidiu trocar o partido pelo PT. Em abril, um vereador verde de Alfenas (MG) acusou a senadora de se recusar a receber uma bandeira arco-íris.

William Murat disse...

Meu caro:

Eu reitero minha opinião. Marina Silva faz mais mal que uma abortista declarada, pois quer chamar ao debate uma coisa que sequer deveria ser debatida.

Só deve ser debatido o que seja passível de escolha, e a vida humana inocente e ainda frágil não cabe ser debatida.

Foi o tal "debate" que levou Portugal a legalizar o aborto, por exemplo. Precisaram mais de um plebiscito por lá, mas acabaram conseguindo. E tudo começou com esta falsa necessidade de debater.

Esta "estratégia política" é furada exatamente por passar uma falsa idéia, que só ajuda a confundir mais a população.

O que muito carecemos no Brasil é exatamente de políticos que falem claramente no que acreditam. Se ela acha mesmo que precisa de "estratégia política" para lidar com uma questão séria como a defesa da vida, é sinal que o petismo dela ainda está bem vivo.

[]'s