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quarta-feira, abril 29, 2009

Isto não é debate... É abate!


Meu amigo Matheus Cajaíba, do excelente blog Jornada Cristã, envolveu-se em um interessante debate sobre o aborto de bebês anencéfalos.

Bem... Não foi bem um debate, mais pareceu um abate, pois seu oponente ("sparring"?) apenas conseguiu produzir um emaranhado de clichês anti-religiosos e anti-católicos, como já é costumeiro.

Melhor do que eu ficar aqui tentando explicar como Matheus acabou com seu oponente, é muito mais proveitoso destacar alguns trechos em que ele mostra claramente como colocar um abortista em seu lugar.

Os abortistas podem querer posar de humanistas, de racionais, de solidários, mas, ao final, após ser dado apenas um pouco de corda, sempre se mostram um amontoado de clichês, de preconceitos, de arrogantes que têm na morte de crianças inocentes a solução mirabolante para os problemas do mundo.

Na verdade, o "remédio" do aborto tem outro nome: covardia. E é esta covardia que Matheus combateu muito bem.

Seguem alguns pequenos trechos em destaque. Recomendo a leitura de todo o debate.
***
"(...) Os nazistas promoviam a eugenia por motivos racistas; você apoia a eugenia por motivos supostamente humanitários. A vida de um anencéfalo para você não tem valor; para os nazistas, muito menos! E a comparação é estúpida? Eu não duvido que você tenha boas intenções ao apoiar o aborto de anencéfalos pelas razões que você considera lícitas; o problema, que você não quer enxergar, é que os fins não justificam os meios. A defesa da vida deve ser feita de forma instransigente - a defesa da sua vida, da vida de todos os sujeitos, a vida inclusive daqueles que não nasceram. Você defende o mesmo procedimento que os nazistas aplicavam (a morte de pessoas consideradas inválidas) baseando-se no mesmo princípio: a vida de alguns vale menos que a vida de outros."
"(...) dizer que os ministros do STF estão muito “preocupados com a vida” é de uma ingenuidade ímpar (estou sendo bondoso agora). O interesse nessa história toda é abrir uma brecha na legislação para posteriormente empurrar a legalização total e irrestrita do aborto goela abaixo da população brasileira através do poder judiciário - tal como aconteceu nos Estados Unidos no infame caso “Roe vs. Wade”. Isso é preocupação com a vida? Deve ser com a “vida boa” dos donos de clínicas de aborto, os grandes financiadores da campanha mundial pela sua legalização."
"(...) Ao negar o direito à vida a um anencéfalo, está-se negando o direito à vida a um ser humano por motivos utilitaristas. O fato de o bebê teoricamente não sobreviver muito tempo após o parto é irrelevante neste sentido. Repetindo: o bebê anencéfalo não deixa de ser uma pessoa. Nem mesmo você nega isso. A lógica de que o aborto é uma solução, um alívio para um casal, uma mãe, que espera o nascimento de um filho, é falsa.(...)"
"O direito à vida é fundamental e não pode ser relativizado. Você não consegue refutar a isso. O direito à vida do bebê é maior que o direito à liberdade dos pais em eliminá-lo. E é essa premissa que pode garantir a liberdade de todos os cidadãos, porque o direito à liberdade depende do direito à vida. Se o direito à vida for relativizado, a morte de inocentes é justificada. Você defende a morte de pessoas por não terem cérebro; ou seja, o direito à vida deixa de ser fundamental e torna-se relativo. A partir daí, basta inventar novos pretextos - e a luta pela aprovação do aborto de fetos anencéfalos não diz respeito a razões humanitárias, ao contrário do que você pensa; é a porta aberta para a aprovação do aborto como um direito através do poder judiciário.(...)"
***

E estes são apenas alguns poucos trechos.

Resumindo: Matheus arrasou!

12 comentários:

Alberto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
William Murat disse...

Sinceramente? Foi um "abate" sim.

E não, a decisão sobre bebês anencéfalos não é estritamente jurídica. Trata-se de ampliar casos que o aborto pode ser permitido? Não mesmo! O aborto jamais é "permitido"... Há grande diferença entre permitir uma coisa e não puní-la.

Você fez bem em trazer o artigo do CP. "Não se pune o Aborto praticado por médico". Onde está a permissão? Não existe tal coisa. O que há é que o legislação não prevê pena para o crime, que continua crime.

Diga-se de passagem que o aborto de bebês anencéfalos pode vir a ser aprovado, nem por isto será válido moralmente e tampouco constitucional, pois a própria Constituição garante o direito à vida desde a concepção. Uma aprovação de tal absurdo só nos deixa ver a lama em que vai se arrastando o STF.

[]´s

Alberto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
William Murat disse...

Não, não é... E não também, "moral relativa" é invenção vagabunda de gente mais vagabunda ainda. Coisa feita sob medida para criar uma brecha para coisas como o aborto.

E errado novamente, permanece o crime, só que ele não é punível. O crime continua como é.

[]´s

Alberto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
William Murat disse...

Que "ad hominem", homem? E eu lá te chamei de algo? Foi você, por acaso, que inventou a moral relativista? Creio que não, não é? Você é, digamos, um usuário. Mas se a carapuça serve...

Repito: não, a moral não é relativa. O seu "o que para você é crime para outros não é" é a raiz de totalitarismos, no qual um grupelho decide que a sua "moral relativa" é a que vale. E meu caro, a legítima defesa é exatamente isto: defesa. O defensor busca, em primeiro lugar, defender-se, e não matar o agressor, o que pode vir a ser conseqüência da defesa. E por acaso você está querendo comparar aborto a legítima defesa? Ora, isto não se sustenta 2 segundos no ar...

Não só pode como é um dever intervir para a preservação da vida de um ser frágil e inocente. E bem ao contrário do que você escreve, anencéfalos podem sobreviver até mesmo durante meses e anos após virem à luz.

http://www.providaanapolis.org.br/estrceu.htm
http://www.anencephalie-info.org/p/index.php

E meu caro, ninguém aqui fala que não há dificuldades ou mesmo situações difíceis. Só que mesmo diante destas possibilidades a eliminação de uma vida inocente não deve ser permitida. Se você acha que isto é ok, você deveria em primeiro lugar provar que o fruto da concepção não é humano.

Mais uma vez... O STF pode aprovar o que for, isto não quer dizer que seja o correto. E mesmo a jurisprudência existente foi produzida à revelia da proteção constitucional à vida desde a concepção.

Achou que estou posando de "galinho de briga"? Vc não viu nada, meu caro... Não te chamei de vagabundo, repito. Mas isto de "moral relativa" é invencão mesmo de gente vagabunda, de gente que aplaina a estrada para o caos. E engana-se você, e muito, se acha que estou debatendo contigo. Não estou... Estou apenas apontando as besteiras relativistas que você tenta vender como humanismo. E uma coisa que não faço é me omitir perante um mal... E você, que olha para o lado enquanto os aborteiros cruelmente matam um ser humano? Que bela frieza a tua...

[]'s

R. B. Canônico disse...

Que coisa...

O ser humano é ser humano em qualquer lugar. A partir do momento em que se nega esse fato evidente, ficamos a mercê das mais tresloucadas teorias. Quer dizer, na Alemanha a lei já permitiu, em tempos não tão remotos, o assassinato de deficientes. Afinal, eles não poderiam gerar descendentes, tinham expectativa de vida menor, e eram um ônus muito grande para a família. Além do mais, todo o fator psicológico deveria ser levado em conta, não é mesmo? Não é fáci lcuidar de um deficiente, e as vezes a vida da pessoa gira em torno disso. Por isso, os nazistas mataram seus deficientes. A lei deles permitiu.

Afinal de contas, a lei não deve levar em conta argumentos morais nem religiosos, pois esses são todos relativos, nao é mesmo?

Eu chego a ficar arrepiado em pensar que há quem defenda que a verdade deva ser a vontade da maioria... ou de uma minoria barulhenta.

Alberto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
William Murat disse...

Mas é claro que entendo o que você escreve! É o mesmíssimo discursozinho que já ouvi milhares de vezes. Só que você junta com uma empáfia meio ridícula apenas para posar de bom moço.

E não, mais uma vez, a moral não é relativa. Goste você ou não... A moral católica é universal. Aliás, você deve saber o significado de católico, não é mesmo?

"Gente de tua laia"?! Ué? Ad hominem, homem? Perdeu a linha? E a questão do respeito à vida é uma questão de Direito Natural... E meu posicionamento é, sim, fortemente religioso. Não nego e nem preciso; mas para defender a vida até mesmo ateus há que seguem por este caminho.

"Tentando impor"? Não mesmo. E é exatamente que estamos lutando pelos caminhos que nos são possíveis. Você é que, do alto de tua empáfia, se alegra até mesmo com o jogarem a Constituição no chão para que seus desejos sejam atendidos. Quem é mesmo o totalitário, hein?

Hummm... Quer dizer que, para você, a medida para valorar um ser humano é que ele chegue à idade adulta? É sério mesmo que você pensa isto? Você está se enrolando cada vez mais... É como digo: é só dar corda... Sei de um filósofo, Peter Singer, que iria adorar conversar contigo. Ele tem um pensamento bem parecido com o teu. Quem é mesmo o totalitário, hein? Infanticídio para você está valendo, não é? Faz sentido...

A moral reta diz que é ilícito matar um ser humano inocente. Cabe a você provar que um bebê anencéfalo não é humano. Ou isto ou você continua com tua defesa do infanticídio.

Quanto às fontes, é fácil também... Desminta-as, meu caro. Escreva uma página dizendo que aquelas crianças não eram humanas, que elas não nasceram, que não foram amadas, etc. Que tal? Ficar esperneando dizendo que não vale apenas porque você não gosta de quem as escreve pega mal é para você.

[]´s

Jether disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
William Murat disse...

Como o Alberto prestou-se ao ridículo papel de apagar seus comentários, resolvi trazer os quatro de volta, para que as asneiras que ele escreveu estejam disponíveis a todos.1) "Sinceramente, não achei assim um "abate", foi mais um combate, pois nenhum dos dois colocaram argumentos irrefutáveis. A discussão sobre os anencéfalos é estritamente jurídica: trata-se de ampliar os casos em que o aborto pode ser permitido. E segundo o Código Penal, artigo 128: "não se punirá o aborto necessário".
Art. 128. Não constitui crime o aborto praticado por médico se:
I - não há outro meio de salvar a vida ou preservar a saúde da gestante; II - a gravidez resulta de violação da liberdade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida;
III - há fundada probabilidade, atestada por dois outros médicos, de o nascituro apresentar graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais.(nova redação proposta).

Se a aprovação será ou não de "goleada" no STF é irrelevante - o fato é que o aborto de anencéfalos será permitido, e isso baseado na jurisprudência vigente. "

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2) "Não, a decisão sobre os anencéfalos é sim estritamente jurídica. A lei não leva em conta religião nem "moral", pois elas são relativas. A permissão no caso refere-se à permissão judicial. Se existe um excludente de punibilidade, então não é crime, assim como não é crime matar em legítima defesa."

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3) "Ah, as velhas ofensas ad hominem - o mal recorrente de quem fica em desespero de causa. A moral é sim relativa e depende de várias situações, bem como valores religiosos. O que para você é crime para outros não é. Matar alguém em legítima defesa não é crime. É perfeitamente moral e aceitável o aborto de fetos anencéfalos. Ninguém pode intervir numa decisão pessoal e difícil de se ter ou não uma criança nessa situação. Para os outros, é fácil posar de defensor da vida quando não sofrerão as agruras de uma gestação que contraria o objetivo de uma gravidez - que é gerar um descendente, já que anencéfalo não sobrevive, e a ônus econômico, que não pode ser desconsiderado. Isso sem contar os fatores psicológicos. O aborto de fetos com defeitos congênitos será permitido pelos ministros do STF exatamente por estas razões, visto que já é uma jurisprudência em vigor. E não precisa posar de galinho de briga, apelando para grosserias. Isto é para quem está na defensiva. Se não sabe debater, esfrie a cabeça ou se omita. Será menos pior para você. "

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4) "Hummmm...você com certeza não tem a menor idéia do que escrevi. Afinal, você apenas faz o papel de papagaio, repetindo as bobagens de "defensores da vida" ad nauseam...A moral é relativa sim meu caro, goste ou não disso. A moral protestante serve para você? A moral católica serve para os islâmicos? Não! O que ocorre é que gente da tua laia tem esse posicionamento por motivos ideológicos, até mais do que religiosos. E estão tentando impor esse posicionamento ao restante da população. Quem é o totalitário agora? No caso dos anencéfalos, mostre-me um que chegou à idade adulta (sem contar você, é claro..). Não existe nenhuma "moral" que convincentemente sirva para justificar a manutenção da gravidez nesse caso. E quando citar sites ou fontes, pelo menos cite algum isento. Citar a página de um grupo fundamentalista cristão que faz campanha até contra a vacinação da rubeóla porque ela seria esterilizante é assinar atestado de imbecilidade e comprovar que a estupidez não tem mesmo limites... "

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O apagar comentários já respondidos só deixa mais claro a disposição para o diálogo do comentarista. Nenhuma surpresa, claro. Para quem é capaz de defender o aborto, isto é coisa pouca.

William Murat disse...

Para quem quiser ver o último comentário de Alberto que será publicado por aqui devido à sua infantil remoção de comentários já respondidos:

http://contra-o-aborto.blogspot.com/2009/05/alberto-o-mimado-defensor-de-peter.html