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quarta-feira, maio 28, 2014

Assim é a hipocrisia das militantes feministas

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Alertado por uma leitora de nossa página no Facebook, fui checar a página de uma organização feminista, pois as senhorinhas de lá ficaram meio chateadas que ontem, 27/05/2014, tenha acontecido um seminário sobre "Gênero, Aborto e Sociedade", na Câmara dos Deputados.

A imagem ao lado é um exemplo sobre o que pensam os abortistas sobre quem lhes é contrário. Um simples seminário -- aberto ao público -- causa a revolta insana das feministas. Qual o motivo? Ora, é porque elas estão se lixando para o que pensa a população, que é majoritariamente contra o aborto e contra o ativismo político relacionado a gênero. Para elas, basta ser padre ou professar alguma fé para perder o direito de expressão. Preconceito pouco é bobagem, não é mesmo?

O que impressiona também é a arrogância: "Organizações feministas não foram sequer avisadas sobre o evento"! E desde quando quem organiza um seminário sobre "Aborto, Gênero e Sociedade" tem que pedir a benção da legião de "organizações feministas"? Desde quando somente elas podem brincar com o brinquedinho? Aliás, quando foi que elas, ao fazerem algum de seus inúmeros eventos, financiados com a grana de organizações internacionais, resolveram avisar alguma organização pró-vida? O que se vê partindo delas, muito pelo contrário, são eventos de cartas marcadas, até mesmo quando está previsto algum tipo de debate.

Digno de nota também, é a qualidade dos comentários na página feminista. Adjetivos como "nazistas", "fundamentalistas", "nojento", "machistas", "homofóbicos", "absurdo" são até compreensíveis, pois à falta de argumentos sair xingando e rotulando torna-se uma excelente alternativa, não é mesmo? Na verdade, chega a ser peculiar que quem defenda o trucidamento de seres humanos não-nascidos aponte o dedo para os outros gritando "absurdo!", "nazista!".

Como contraponto, uma leitora de nossa página comentou na postagem feminista, no que foi seguida por um outro comentarista, apontando os erros e a hipocrisia de elas se doerem tanto pela ocorrência do evento. Muito bem!


Parabenizamos aos responsáveis, palestrantes e espectadores do seminário. Um evento sobre este assunto e que deixa babando de raiva a militância feminista, uma militância que não tem nada a ver com as necessidades reais de mulheres, servindo apenas como incitação ao ódio entre os sexos, já serviu bem ao seu propósito.


quarta-feira, abril 23, 2014

"Sua casa será destruída e seu gado será tomado" -- Aborto e esterilização na China

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"Se você devia ter abortado e não o fez, sua casa
será destruída e seu gado será tomado"
Dentre os inúmeros malefícios que a mentalidade abortista faz à sociedade, talvez o que tenha efeito mais duradouro e nocivo seja a flexibilização das consciências em relação ao valor da vida humana. Quando este valor é relativizado, como vem acontecendo, o resultado é desastroso não apenas para os nascituros. Estes são apenas os primeiros a pagar com suas vidas pelos erros, pelos crimes e pela omissão de uma sociedade que decidiu olhar para o outro lado enquanto a Cultura da Morte vai corroendo suas bases.

Negar o direito à vida, o primeiro de todos os direitos, traz conseqüências não apenas para o ser humano frágil e inocente que será eliminado, as conseqüências serão impostas a cada um de nós.

"Mesmo que você sangre em profusão, você
não deve dar à luz um outro filho"

É o que vem acontecendo na China com sua política totalitária e criminosa de impor aos casais que tenham apenas um único filho. Muitos podem dizer que a China não é exemplo para nada em relação ao aborto ou planejamento familiar, dado que isto é imposto aos seus cidadãos, o que não acontece em países do primeiro mundo. Já eu penso exatamente o contrário: a China é um exemplo exatamente por demonstrar até onde se pode chegar com a falência da preservação dos direitos mais básicos, principalmente dos direitos daqueles que não têm como se defender.

"Se você deveria ter sido esterilizada e ainda não o fez, você
será detida e processada.Se você deveria ter abortado e
não o fez, sua casa será destruída e seu gado será tomado"

Quando o estado impõe suas políticas à revelia dos direitos fundamentais de seus cidadãos, o resultado é o que podemos ver nestas imagens de cartazes com ameaças graves aos que resistirem ao aborto compulsório ou à esterilização forçada. A gênese de tais mensagens foi a relativização da vida humana. Foi quando se distorceu e diminuiu o valor de uma vida humana que se deu a permissão para que o estado encarasse seus cidadãos não como homens e mulheres, nascituros ou não, mas como simples elementos sujeitos às suas políticas.

"Entrem em contato os que residem longe. Apresentem-se os que
estão escondidos. As que estão grávidas devem ter o parto induzido.
As que têm que ser esterilizadas devem ser trazidas."
a 
Mas quando a legislação proíbe o aborto não está o estado também sendo autoritário? -- alguém pode perguntar. É exatamente o contrário. Em primeiro lugar, não é o estado que diz se o aborto é certo ou errado, é a Lei Natural, aquela que vai inscrita no coração de cada homem, que diz que matar um inocente é errado. Em segundo lugar, uma legislação proibitiva ao aborto nada mais fez que se adequar ao que já diz a própria Lei Natural.

"Se você deveria usar o DIU, mas ainda não o usa, ou deveria
ter suas trompas ligadas, mas ainda não tem,
você será presa imediatamente"

Uma legislação perfeitamente adequada à Lei Natural é aquela em que a vida humana ainda por nascer é preservada até mesmo da vontade de seus próprios genitores. Quando a legislação de um país distancia-se da Lei Natural, como no caso extremo da China, toda a sociedade pagará mais cedo ou mais tarde. Os cidadãos chineses já sentem isto diariamente.


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quinta-feira, abril 03, 2014

O homem que jogou fora o Prêmio Nobel

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Dr. Jérôme Lejeune e pacientes
Eis um breve trecho do livro "Poder Global e Religião Universal", escrito pelo Monsenhor Juan Claudio Sanahuja, publicado pela Editora Ecclesiae.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2014/04/03/o-homem-que-jogou-fora-o-premio-nobel/

Amar e ser amada: a escolha de Elizabeth Joice

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Elizabeth, Max e a pequenina Lily
Elizabeth Joice, uma novaiorquina, foi diagnosticada com câncer em 2010. Após cirurgia e tratamento quimioterápico, ela foi dada como curada da grave doença. 

segunda-feira, março 31, 2014

Legalização da prostituição - o Brasil na vanguarda do atraso

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Recentemente vazou ao público a versão provisória de um documento da Anistia Internacional no qual esta entidade posiciona-se explicitamente favorável à legalização da prostituição. 

Não se pode dizer que esta opção da Anistia Internacional cause surpresa. Na verdade, é exatamente o contrário. Apenas para listar um único exemplo, a Anistia Internacional alinha-se ao abortismo internacional e nos dias atuais é defensora do aborto sob o conhecido eufemismo dos "direitos reprodutivos femininos". É o que também acontece com outras entidades, tais como a UNESCO, a UNICEF e inúmeras outras.

Pois bem, as maiores críticas ao documento vazado vieram de entidades de mulheres que foram resgatadas do abismo da prostituição. Pois é! Quem vai de encontro ao que pensa a Anistia Internacional sobre o assunto são aquelas mulheres que passaram pelo horror e degradação da prostituição. São aquelas que passaram pelas humilhações e maus tratos de seus cafetões, que passaram pelos abusos físicos de "clientes", sendo sempre tratadas como meros objetos em troca de dinheiro. 

Claro que existem entidades feministas que compartilham da mesma agenda da Anistia Internacional em relação à legalização da prostituição. Sobre tais entidades e sobre o que elas defendem, vejamos o que escreveu Robin Morgan, uma conhecida feminista norte-americana e militante anti-prostituição:
"Por 50 anos as organizações de mulheres ao redor do mundo têm lutado contra a compra e venda de seres humanos, coisa que tem nome: escravidão. Há décadas as feministas buscam a criminalização dos clientes ao mesmo tempo que procuram a descriminalização das mulheres que são prostituídas; oferecem a tais mulheres apoio que vai do simples acolhimento até programas de reabilitação de drogas ou educação profissional; e buscam também o endurecimento de leis que criminalizam cafetões, traficantes de pessoas e donos de bordéis. 
A resposta a estas iniciativas foi que nada disto funcionaria (e que feministas eram puritanas loucas e anti-sexo).
A indústria do sexo contra-atacou, tanto abertamente -- 'É a profissão mais velha do mundo. Isto sempre aconteceu'; representa a 'liberação sexual' -- e também por debaixo dos panos através do financiamento de grupos do tipo 'prostitutas são felizes', renomeando a prostituição para 'trabalho sexual' e louvando-a como uma escolha de carreira como outra qualquer. Alguém já encontrou alguma menina de 8 anos que tenha dito 'Quando eu crescer quero ser prostituta'?"
É bom que se diga que Robin Morgan não tem nada de conservadora. Esquerdista, ela apóia, entre outras coisas, o direito ao aborto. Isto dá bem a idéia do absurdo ao qual a Anistia Internacional ensaia dar seu amplo apoio, pois até mesmo feministas que estão na mesma trincheira vem denunciando tal posição.

Sobre a denominação de "trabalhadoras do sexo", termo que vem sendo muito utilizado no Brasil, Robin Morgan tem as seguintes palavras:
"(...) o termo 'trabalhadora do sexo' virou moda entre pessoas bem-intencionadas, que assumem que este signifique respeito às mulheres envolvidas nesta situação, mas isto na verdade significa aprovação ao contexto em que tais mulheres tentam ao menos manterem-se vivas ou do qual vem tentando escapar."
As críticas ao documento da Anistia Internacional vieram de inúmeras entidades. Uma delas protestou contra o documento dizendo que este teria a finalidade de criar um suposto "direito de os homens comprarem sexo".

Não posso deixar de dizer o quanto o cheiro de ironia no ar é forte quando se vê esta briga de feministas contra feministas por causa de um assunto que deveria ser consenso. Enquanto um grupo chama a prostituição de "estupro pago" o outro diz que o ato de prostituir-se pode ser encarado como empoderamento da mulher, como mais uma etapa de sua libertação do jugo machista da sociedade. Que coisa, não? O duplipensar destes grupos vai tão longe que chegam a chamar a prostituição de estupro ou libertação. Isto mostra bem como vai indo o movimento feminista atual.

E o que acontece por aqui no Brasil? Como sempre, somos a vanguarda do atraso. O tristemente famoso deputado Jean Wyllis -- aquele mesmo que não teria votos para ser síndico de seu prédio, mas que nosso ultrapassado sistema eleitoral permitiu-lhe ter vaga no parlamento --, continuando com seu objetivo de BBB-ização da política nacional, vem lutando pela legalização da prostituição no Brasil. O mínimo que se pode dizer é que tal causa merece tal porta-voz.

No Brasil, segundo vem aparecendo na imprensa, as associações de prostitutas vêm se mostrando favoráveis à legalização da profissão. Em um país viciado em Estado como o nosso, até as prostitutas são levadas a crer que a legalização da profissão a tornará isenta de seu estigma, como parece acreditar Cida Vieira, presidente da Associação de Prostitutas de Minas Gerais:
"A partir do momento que for legalizada, a prostituta vai ver que é uma profissão como outra qualquer e isso vai ajudar a diminuir a discriminação."

É exatamente neste momento, quando uma Cida Vieira quer crer -- e também levar os outros a isto -- que a prostituição é uma "profissão como outra qualquer", que a frase fictícia colocada por Robin Morgan na boca de uma garota de 8 anos -- "Quando eu crescer quero ser prostituta" --  faz todo o sentido. Alguém acha mesmo que esta frase será algum dia dita com a mesma naturalidade em relação a outras profissões, como as de médica, advogada e professora?

Enganam-se, e enganam-se conscientes disto, tais prostitutas e associações. E são enganadas por políticos que apenas desejam seus votos, tais como um Jean Wyllis, que se aproveita da questão para vender esperanças a quem tenta se agarrar a qualquer fio de esperança.

Porém, não é a legalização da prostituição que dará dignidade às mulheres que estão nesta vida. Todas têm a dignidade de filhas de Deus e devem lutar para saírem deste abismo de abusos e humilhações diárias, coisa que dinheiro algum pode pagar. E os políticos, ONGs e outras entidades fariam muito melhor se procurassem meios proporcionar que tais mulheres tivessem ajuda para buscar meios dignos de sustento, meios que não impliquem serem tratadas como objetos nas mãos de homens inescrupulosos. 


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Fonte: Does Amnesty International want legal prostitution?

segunda-feira, março 24, 2014

O horror do aborto: corpos de bebês utilizados até como combustível para sistema de aquecimento

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Nos últimos anos os corpos de milhares de fetos abortados foram incinerados junto ao lixo hospitalar de vários hospitais do Reino Unido. Até o momento as informações são que isto aconteceu com mais de 15.500 corpos de fetos nos últimos 2 anos. Muitos destes corpos foram utilizados até mesmo como combustível para o sistema de aquecimento destes hospitais.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2014/03/24/o-horror-do-aborto-corpos-de-bebes-utilizados-ate-como-combustivel-para-sistema-de-aquecimento

quinta-feira, março 13, 2014

João Helio, Ana Clara, Yorrally... E vamos aqui aguardando a próxima vítima

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João Helio - assassinado em 07/02/2007
Há 7 anos, mais precisamente no dia 07/02/2007, o menino João Helio, aos seis anos de idade, foi arrastado por vários bairros do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, preso pelo cinto de segurança do automóvel de sua mãe que havia sido roubado. 

Justificadamente, houve comoção nacional com a tragédia. Manchetes foram escritas, especialistas em Segurança Pública foram ouvidos, sociólogos foram entrevistados, etc. Como a atrocidade aconteceu perto da época do Carnaval, chegou-se ao ponto de algumas escolas de samba "homenagearem" João Helio através de cartazes nos desfiles, de coreografias... Claro, nada como se mostrar solidário com o drama vivido pelos familiares do menino antes de cair no samba, não é mesmo? Nossa cara-de-pau parece não ter limites...

Mas no meio de toda esta pantomima, tão comum entre nós sempre que acontece uma tragédia de tal porte, havia também uma indignação sincera da população contra um crime tão bárbaro cometido contra uma criança. Somava-se a isto o fato de entre os bandidos haver um rapaz ainda menor de idade, e a população sabe bem o que isto significa: impunidade, mesmo para os crimes mais hediondos que se possa imaginar. 

Como era natural, o tema da redução da maioridade penal voltou a surgir, pois sequer imaginar que alguém possa participar de um crime como aquele e sair impune após meros 3 anos de medidas sócio-educativas é para revoltar qualquer um. Como era também natural, naturalíssimo até, os suspeitos usuais vieram a público para, do alto de seus pedestais, dar o alerta para o perigo de uma precipitação em relação ao assunto, para o risco de nos deixarmos levar pelo calor do momento. Houve até quem dissesse que pensar em tal assunto naquele momento fosse sinal de barbaridade. Foi isto o que declarou à época o sociólogo Ignacio Cano:
"Isso seria uma resposta bárbara a um crime bárbaro que só faria aumentar a espiral da barbárie. Vejo nisso uma repercussão excessiva, apesar do caráter extremamente perturbador do crime, um raciocínio primitivo porque as pessoas estão reagindo emocionalmente. Tentar extrair políticas públicas de um caso extremo como esse é demais.”
Pois é... Para o professor Cano, bárbaros somos nós que nos indignamos que um rapaz possa participar do trucidamento de um menino de 6 anos e passar apenas 3 anos em repouso em uma unidade correcional, boa parte deste tempo provavelmente em regime semi-aberto. O sociólogo faria bem melhor em explicar a nós mortais como a "espiral da barbárie" poderia aumentar quando apenas se deseja que os culpados cumpram penas de acordo com a natureza de seus crimes. E faria mais bem ainda se nos ensinasse como um criminoso cumprir apenas 3 anos de medidas sócio-educativas, após tratar uma criança com menos dignidade do que a devida a um animal, fará para diminuir a tal "espiral da barbárie".

Na verdade, o que aconteceu mesmo com a "espiral da barbárie" -- para continuar a utilizar o vocabulário do professor -- foi que o menor de idade cresceu, atingiu a maioridade e a última notícia que se tem dele é que voltou a cometer crimes, sendo autuado por posse ilegal de arma de fogo, tráfico e corrupção. Ao que parece, a "espiral da barbárie" não segue os ditames de certos especialistas. 
Ana Clara, queimada viva em 03/01/2014

Na verdade, a barbárie vinda dos bandidos continua recrudescendo: no dia 3 de janeiro deste ano, a menina Ana Clara e mais outros 5 passageiros ficaram queimados após o ônibus em que seguiam ser parado e incendiado a mando de encarcerados no sistema prisional do Condado dos Sarneys, também conhecido como estado do Maranhão. Com 95% de seu corpo queimado, Ana Clara, também de 6 anos de idade, como João Helio, não resistiu aos graves ferimentos, vindo a falecer 3 dias após o ataque.

Segundo informações, dos seis detidos acusados de participação no crime, dois são menores de idade. Alguém está mesmo surpreso com isto? Como os bandidos, bem ao contrário de certos sociólogos, sabem muito bem detectar as mensagens que a realidade lhes passa, a utilização de menores em tais tipos de ataques é cada vez maior, pois eles sabem que a pena na eventualidade remota de alguém ser preso será muito branda, totalmente desproporcional ao crime praticado. Você sabe que um país está sem rumo quando os bandidos são mais realistas que os sociólogos, poderia alguém dizer...

Mas como a barbaridade não encontra freio em nossa Justiça ou nas políticas públicas, ontem fomos brindados com a notícia de que um "menino" de 17 anos e 364 dias de idade assassinou friamente Yorrally, de 14 anos, sua ex-namorada, com um tiro no olho. Não satisfeito, o "menino", do qual eu não posso sequer citar o nome, gravou seu crime e o enviou aos seus amigos. 

Yorrally Ferreira
No primeiro quadro, um frame do vídeo feito
pelo ex-namorado mostrando o assassinato

Premeditação, motivo fútil, falta de remorso, etc. Dá para se pensar em um monte de agravantes para o crime cometido pelo "menino", mas nada disto adiantará, pois ele passará no máximo 3 anos de sua vida em medidas sócio-educativas e depois poderá sair para conhecer outras meninas e, quem sabe?, novas vítimas. Tudo com a conivência de muita gente bem pensante.

Há 7 anos morria João Helio. Há alguns poucos meses morreu Ana Clara. Há um dia morreu Yorrally. E muitos outros morreram em crimes cometidos por menores de idade. E aí? Será que agora podemos rever a legislação referente à maioridade penal ou será que ainda estamos "reagindo emocionalmente"? Ou será que estamos contribuindo para aumentar a "espiral da barbárie"? Quando será que teremos a permissão para nos indignar sem que sejamos nós os bárbaros?