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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O manifesto pífio das "Católicas pelo Direito de Decidir"


Nem bem foi lançada a Campanha da Fraternidade 2008 -- "Escolhe, pois, a vida" --, as Católicas pelo Direito de Decidir lançam também seu manifesto.

O manifesto é risível de tanto clichê junto. As velhas senhoras mais uma vez contribuem para o anedotário religioso nacional. Mas o que poderíamos esperar de mentes fúteis, não é mesmo?

O que esperar de quem tenta marotamente colocar a culpa de milhões de mortes devido à Aids nas costas da Igreja? Tal raciocínio não é errôneo, é pura má-fé, puro descompromisso com a verdade. Coisa de gente pequena que faz da desonestidade intelectual um meio de vida. Literalmente.

A Igreja prega hoje o que sempre pregou: a castidade segundo o estado de vida de cada um. Aos solteiros, a castidade de seu estado os afasta do perigo de uma doença ainda sem cura. Aos casados, a fidelidade aos respectivos cônjuges igualmente os afasta de tal perigo.

Curiosamente, os mesmos que criticam a Igreja por não mudar sua posição são os que não divulgam o índice de ineficácia dos preservativos. Gerações de jovens estão sendo educadas sob a falácia do "sexo seguro", sem que estejam conscientes do quanto suas vidas estão em risco. Isto sim é uma brutal indiferença ao próximo: sob uma máscara de compaixão vai um frio comportamento que esconde interesses obscuros e mente até o limite para que sua agenda seja implementada.

O que podemos esperar de quem tenta florear uma abominação como a eutanásia? Ato que, sob uma casca de compaixão, esconde uma das formas mais baixas de descaso com a vida, que não encontra respaldo em qualquer das grandes religiões, que, muito ao contrário do pensamento das velhas senhoras, transformam o sofrimento em ocasião de um maior crescimento espiritual.

O que podemos esperar de quem não titubeia em requerer o sacrifício de embriões humanos no altar do deus Ciência na busca de uma cura que sequer se sabe ser possível? Que esperar de tais pessoas, que instrumentalizam as dores de inúmeros doentes e deficientes prometendo-lhes cura ao custo da eliminação de seres humanos no início de suas vidas?

O que esperar de pessoas que, apesar de se dizerem católicas, advogam a inserção de elementos totalmente estranhos à mensagem cristã autêntica. Querem elementos indígenas e afro-latinos (?!) nas celebrações? Quais elementos exatamente? A superficialidade de um tal pedido só deixa ver a disposição desonesta de quem o faz.

A superioridade do cristianismo sobre as outras crenças é afirmada por Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6). Se Jesus, Filho do Deus Altíssimo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, fato que todo e qualquer cristão deve bem conhecer, afirma-se com "o caminho" e não "um caminho", é evidente que o cristianismo, único caminho no qual Jesus é proclamado em sua plena realidade de Filho de Deus, é superior a quaisquer outras crenças.

Causa surpresa que um grupo de mulheres que se dizem católicas não consiga atingir um raciocínio tão básico que é até mesmo compreendido por uma criança iniciante no catecismo.

Que esperar de pessoas para quem a prática homossexual deveria ser tida como virtuosa quando na Bíblia, Palavra de Deus, tais atos são explicitamente classificados como uma "abominação" (Lev 20:13). São Paulo foi igualmente firme quanto ao assunto, chamando tais atos de "torpezas" (Rm 1:27) e também ao dizer que os praticantes não herdarão o Reino de Deus (1Cor 6:9).

O que afinal querem? Que a Igreja mude a Palavra de Deus para o que lhes seja mais agradável? Ou desejam que a Igreja vá frontalmente contra o que vai escrito na Bíblia Sagrada? Fica claro com quem está a razão.

Que esperar de pessoas que se dizem católicas, mas convenientemente esquecem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a indissolubilidade do matrimônio? "Não separe o homem o que Deus uniu" (Mt 19:6). Como levar a sério alguém que se diz católico e procura deliberadamente ignorar um claro mandamento do Filho de Deus?

Como levar a sério quem mistura assuntos tão díspares quanto defesa da vida e sacerdócio feminino? Fica claro a qualquer pessoa a ridícula disposição de apenas causar confusão a quem as lê. E onde estão os argumentos para um suposto "direito" das mulheres ao sacerdócio? Curiosamente as velhas senhoras esquecem de mostrar a situação da mulher antes e depois do advento do cristianismo, coisa que bem demonstraria a colossal besteira que procuram ridiculamente demonstrar.

O que podemos esperar de um grupo de mulheres que arrogantemente se dizem cientistas e que viram os olhos para a VERDADE CIENTÍFICA de que uma vida humana inicia-se na concepção? E se já existe uma vida humana, esta deverá ser preservada e não há suposto "direito sobre o próprio corpo" que possa justificar a eliminação de um outro ser humano.

A Igreja afirma, e sempre o afirmou, a dignidade da vida, independentemente de como esta vida tenha sido gerada, seja através de um ato de amor ou de um ato de violência.

É até mesmo cômico ver um grupo vir a público clamar um suposto direito das mulheres ao sacerdócio baseando-se num conceito distorcido de igualdade, mas curiosamente deixar de lado qualquer noção de igualdade quando se trata de eliminar um ser humano concebido.

Enfim, as Católicas pelo Direito de Decidir mais uma vez expõem-se ao público como realmente são: fúteis, superficiais, midiáticas, enganadoras.

A tentativa clara de criar rupturas na Igreja é até infantil na execução. Politicamente correto e oportunista do início ao fim, o discurso das Católicas pelo Direito de Decidir desce ao fundo do poço do ridículo ao tentar associar assuntos tão diferentes como racismo, sacerdócio feminino, Liturgia e disciplina sacramental com a defesa da vida.

Ao final fica claro que tudo é apenas o discurso cambaleante de quem procura confundir.

3 comentários:

Wagner Moura disse...

Speechless...

Quem sabe agora a CNBB podera continuar em silencio ao saber que as CDD sao de fato catolicas. "Alivio!"

Nosso Senhor nos defenda de tamanha ira contra a vida humana.

Fabrício L. disse...

Total apoio, William!

Elas não merecem crédito, mas os fiéis católicos merecem esclarecimento. É importante que fique claro para todos que esta organização não é católica.

Paz e Bem!

J. Begatti disse...

Concordo que de católicas elas não tem absolutamente nada, de cristãs então muito menos. Elas estão indiscriminadamente divulgando esta cultura da MORTE, não merecem crédito. Uma manifestação forte junto aos parlamentares deve ser feita com intuito de rechaçar de vez esta ameaça, triste, muito triste.!
J.Begatti
www.begatti.blogspot.com