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domingo, fevereiro 03, 2008

O "humanismo" torto de Bernadete Aparecida Ferreira

A sra. Bernadete Aparecida Ferreira, apesar do nome de santa, é a protagonista do mais recente escândalo a atingir a Igreja Católica no Brasil. Ela, que se diz "humanista e cristã", justifica seu pensamento dizendo que o faz para defender a vida das mulheres que fazem aborto.

Sra. Bernadete trabalha há 17 anos com prostitutas, ou, como ela prefere, "mulheres em situação de prostituição". Ela alega a experiência neste trabalho como autoridade para nos ensinar sobre a ineficácia da descriminalização do aborto: “a criminalização do aborto não diminui a sua prática”.

O peculiaríssimo "humanismo" da sra. Bernadete a leva a convenientemente esquecer de um mandamento básico da religião que ela diz seguir:

"NÃO MATARÁS"

Após ler este mandamento, a sra. Bernadete tem algumas opções:

  • Provar que o concepto não é humano;
  • Provar que o aborto provocado não é a eliminação direta de um ser humano;
  • Provar que este mandamento não mais faz parte da doutrina católica.

Isto, claro, se ela quer ainda dizer-se católica e ser levada a sério. Agora, se ela apenas quer deixar de lado um mandamento para encaixar sua agenda pessoal, é para perguntarmos o que esta senhora está fazendo como coordenadora de uma pastoral vinculada à CNBB? Se for apenas para causar escândalo, tudo bem... Missão cumprida!

Mas ainda há mais... A sra. Bernadete, a "humanista e cristã", declarou também:

“Não aconselho aborto nem uso de camisinha, sou pelo planejamento familiar o mais natural possível, concordo com a Igreja em tudo, mas defendo a vida da mulher”

A confusa sra. Bernadete não percebe que o "tudo" dela não é suficiente. O seu "tudo" é uma contradição em termos, já que logo após ela solta um "mas...". Não sra. Bernadette, sem "mas...", sem "porém...", sem "se..."! Ainda mais quando o que está em jogo é a vida de inocentes, de seres humanos em estágio frágil de suas vidas.

A fala da sra. Bernadete deixa transparecer que a Igreja não olha pela vida das mulheres. É muito curioso ver isto saindo da boca de uma coordenadora de pastoral para as MULHERES MARGINALIZADAS.

Na verdade, verdade mesmo, é a sra. Bernadete que cria uma situação onde o que há é um conflito em que apenas um deve sobreviver: ou a mãe ou o concepto.

Para a Igreja, ambos devem sobreviver. Para a Igreja, não há diferença de dignidade entre mãe e filho. Para a sra. Bernadete, há. Para a Igreja, uma das formas de lutar contra o aborto é pressionar os governos a que criem mais e melhores políticas públicas que valorizem a maternidade e que ajudem os pais a criar seus filhos.

Para a sra. Bernadete, a descriminalização do aborto é um meio mais eficaz de ajudar as mulheres em "situação de prostituição".

Infelizmente, há ainda mais...

“Fazer aborto para mulheres em situação de prostituição nem sempre significa que não amem seus filhos, que não gostariam de tê-los ou mesmo que gostariam de abortar a torto e a direito”

Beira o ridículo alguém dar declaração como esta.

Um aborto não significa que uma mulher ou um pai não ame seu filho ou filha abortado? Acaso quem ama seu filho o deixa ser trucidado, envenenado, levado pelo sistema de esgotos?

Se a sra. Bernadete diz que muitas prostitutas são pressionadas pela situação em que vivem a abortar seus filhos, isto é um coisa; dizer, porém, que estas mães amem os filhos e mesmo assim os abortam é brincadeira de péssimo gosto.

Faria muito melhor a sra. Bernadete se evangelizasse as prostitutas que a Igreja coloca sob seus cuidados como coordenadora da Pastoral da Mulher Marginalizada ao invés de ficar inventando justificativas para o injustificável.

Faria muito melhor se ela levasse estas mulheres tão sofridas a amarem realmente seus filhos e trazê-los à luz do que procurar ajustar a realidade a seu torto discurso, a seu torto "humanismo".

Faria muitíssimo melhor, a sra. Bernadette, se procurasse levar à frente sua agenda pessoal, seu torto "humanismo", que nada tem de cristão, bem longe das pastorais da Igreja.

A Igreja sempre defendeu a vida desde a concepção até seu fim natural. Definitivamente, o discurso da sra. Bernadete não se encaixa neste princípio.

2 comentários:

Anônimo disse...

A senhora Bernadete é uma mulher digna, cuso os valores humanos dela é bem aprimorado, porem ela como ser humano que é tem seus defeitos, um deles é pensar que muitas mulheres por serem "próstitutas" não tiveram outra opção, a não ser vederem seus corpos por dinheiro. eu sou contra o aborto, e sei que ela tambem é.

William Murat disse...

Não está aqui em questão se a sra. Bernadette é digna ou não. Não sou seu juiz e nem quero ser.

O ponto aqui é a declaração muito infeliz que ela deu. Esta declaração, sim, foi profundamente indigna, ainda mais por sair da boca de uma mulher que lida diariamente com o drama de tantas mulheres.

O aborto, meu caro(a), jamais é solução para nada. Eu sei disto, vc provavelmente sabe disto e também a sra. Bernadette deve saber. Então por que ela dá declarações relativizando o mal que é o aborto, como se este fosse possível de ser tolerado devido à situação das mães.

Também eu tenho meus defeitos, e só o Senhor Deus sabe o quanto são amplos e profundos, e nem por isto eu devo me calar ante um mal como o aborto. Tampouco deve alguém como a sra. Bernadette se calar diante deste mal.

Se você sabe mesmo que ela também é contra o aborto, então ou ela ou você mesmo por favor explique as frases infelizes da sra. Bernadette:

“Não aconselho aborto nem uso de camisinha, sou pelo planejamento familiar o mais natural possível, concordo com a Igreja em tudo, mas defendo a vida da mulher”

Ou então esta, que beira o ridículo se não se tratasse de coisa bem séria:

“Fazer aborto para mulheres em situação de prostituição nem sempre significa que não amem seus filhos, que não gostariam de tê-los ou mesmo que gostariam de abortar a torto e a direito”

Se ela é mesmo contra o aborto, então deve no mínimo se retratar de tais frases infelizes.

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