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domingo, fevereiro 03, 2008

Vamos perguntar ao bispo?

O escandaloso caso de uma coordenadora de pastoral vinculada à CNBB que divulgou depoimento favorável à descriminalização do aborto fala por si. Sequer imaginar que uma pessoa com relevante cargo pastoral na Igreja seja favorável à descriminalização do aborto é por demais absurdo.

A questão do aborto é divisora de águas. É uma questão "preto e branco", como os norte-americanos gostam de falar. Não existe pessoa mais ou menos contra o aborto e nem mais ou menos favorável. Sim, sim; não, não. Ou contra ou a favor. Ponto.

Alguém pode pensar que talvez a sra. Bernadete tenha escondido durante todo este tempo que seja favorável à descriminalização do aborto e que só agora isto veio à tona.

Infelizmente, isto não é bem assim...

Eis um rápido vislumbre sobre o pensamento da sra. Bernadete Aparecida Ferreira sobre a questão em 2003, conforme consta na página do Programa Nacional de DST e AIDS:

"
Bernadete Aparecida Ferreira, presidente da Organização Não Governamental (ONG) Casa da Mulher 8 de Março, diz que a criminalização do aborto não evita o ato. “Apenas gera clandestinidade e dá dinheiro a pessoas sem qualificação, que provocam danos à mulher”. Segundo ela, o aborto deve ser descriminalizado. “Para que as mulheres tenham serviços de qualidade”.

Isto em 2003... Coincidência que este foi o ano da ascensão de Lula ao poder? Difícil acreditar em coincidências em casos assim.

Ou seja, o "humanismo" torto da sra. Bernadete já é por demais conhecido de todos. Pergunta-se: como ela chegou aonde chegou com este pensamento? Fosse a CNBB uma ONG abortista, sem problemas. Mas não é, graças a Deus! Como esta senhora vai cuidar do aconselhamento e evangelização de mulheres marginalizadas se ela coloca-se frontalmente contra o ensinamento bi-milenar da Igreja sobre a questão?

Ou será que a CNBB não liga para o que pensam os leigos que são a força motora de suas pastorais?

De qualquer ângulo que se olhe para esta questão, apenas uma coisa fica bem clara: há coisa muito errada em boa parte das pastorais. Fica evidente, a cada dia, que o triste e lamentável episódio do DVD da Verbo Filmes não foi um lapso, um deslize. Não, não... É apenas a evolução natural do ambiente que se está criando em muitas pastorais.

***

Mas será que há jeito? Claro que sim! Nos tempos atuais, a esperança é das virtudes que mais devemos exercitar.

A nossa esperança nos leva até D. Pedro Luiz Stringhini, presidente da
Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB. A Pastoral para a Mulher Marginalizada está subordinada à comissão presidida por D. Pedro Luiz. É a ele que devemos, em primeiro lugar, nos dirigir para respeitosamente pedir explicações deste absurdo.

Podemos perguntar a D. Pedro Luiz Stringhini por que a coordenadora, sra. Bernadete Aparecida Ferreira, não é de imediato afastada de suas funções, pois, segundo ele declarou ao jornal "O Estado de São Paulo":

"O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB."

O bispo poderia esclarecer a todos o motivo de a sra. Bernadete não ser sumariamente afastada do cargo que ocupa. O que estamos esperando afinal de contas? Que ela participe de uma passeata pró-aborto?

Podemos também pedir esclarecimentos sobre por que a sra. Bernadete esteve durante tanto tempo fazendo um trabalho junto a mulheres marginalizadas através de uma Pastoral da Igreja, vinculada à CNBB, sem que estivesse em concordância com os princípios básicos da Igreja. Isto fica bem claro quando lemos a declaração da sra. Bernadete Aparecida Ferreira dada em 2003.

Por fim, podemos pedir, também respeitosamente, como é nosso dever frente a um sucessor dos apóstolos, esclarecimentos quanto a esta declaração dada por D. Pedro Luiz Stringhini:

“É provável que haja mais manifestações desse tipo, de pessoas ligadas a nós, como já ocorreu numa palestra do Núcleo Fé e Cultura, da PUC de São Paulo.”

O que isto quer dizer? Que haverá mais escândalos deste tipo? Que teremos de enfrentar mais gente de dentro da Igreja indo contra o ensinamento da Igreja em uma questão que é inegociável, segundo o próprio Papa?

Aliás, a própria CNBB foi firme em afirmar a inegociabilidade do valor da vida humana por ocasião da Semana Nacional da Vida em 2006:

"(...)
De modo especial salientamos o valor sagrado da Vida Humana, sem nos esquecermos de todas as demais dimensões que esta abrange. Diante de tantos ataques que a Vida vem sofrendo em nossos dias é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores. Desejamos que todos se empenhem nestes dias nesse sentido." (original pode ser lido aqui)

Como então podemos esperar que haja mais manifestações como a da sra. Bernadete? O que, afinal, estão estas pessoas fazendo em pastorais se elas estão em franca oposição à palavra da própria CNBB, que apenas repete, como era de se esperar a palavra da Igreja e do Magistério?

Creio que o bispo poderá muito bem prestar esclarecimentos a todos os fiéis que respeitosamente o indagarem sobre estas questões.

O e-mail de D. Pedro Luiz Stringhini é dpls@terra.com.br. Que tal perguntarmos a ele o que está havendo?


3 comentários:

vanderley disse...

Podem até perguntar ao bispo, mas não
creio que vá adiantar.

Há meses atrás, o "Estadão" publicou uma foto da "procissão" "Grito dos excluidos" em S.Paulo onde estavam
presentes feministas com cartazes a favor do aborto -na foto- e depois foi celebrada missa na Catedral da Sé, por D.Pedro.

Não consta que ele tenha pronunciado a respeito. Muito provavelmente ele deve pensar que as CDDs(católicas com direito a decidir) não podem ser excluidas!!!.

PS. como ele é responsável pela pastorais sociais é bem provável que ele soubesse da participação delas na procissão...Ou será que elas se infiltraram e ninguém da Igreja percebeu, só o fotógrafo do
Estadão.???

Fabrício L. Ribeiro disse...

De falsos pastores, lobos em pele de cordeiros, livrai-nos Senhor!

Paz e Bem!

Wagner Moura disse...

"Presidente da Organização Não Governamental (ONG) Casa da Mulher 8 de Março"?! Uma feminista pró-aborto declarada não preocupa o bispo?

Nossa alegria é reconhecer que Nosso Senhor já tem em mãos um bem a tirar de toda essa desgraça.

Deus provê, Deus proverá. Sua misericórdia não faltará!

Gostei do trabalho de pesquisa... ;)