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sexta-feira, março 06, 2009

Manifesto das "Católicas" pelo Direito de Decidir: nenhuma surpresa


Como sempre acontece quando há situações como o acontecido com a menina-mãe do Recife, inúmeras ONGs aproveitam a oportunidade para apontar suas armas para os defensores da vida. Claro que as "Católicas" pelo Direito de Decidir não ficariam atrás e divulgariam um comunicado sobre o assunto.

Nem mais causa surpresa a cara-de-pau de tais entidades que se prestam ao papel único e exclusivo de enganar ao público. O maior símbolo disto é que estar ongueiras tomem o nome de "católicas" para defender uma prática hedionda como o aborto. A mentira e a distorção dos fatos é seu principal produto.

Abaixo segue o comunicado devidamente intercalado com meus comentários.

***


Insanidade, crueldade ou princípios cristãos?
Católicas pelo Direito de Decidir manifeta-se sobre o caso da menina pernambucana de nove anos, grávida por estupro de seu próprio padastro

O que pode levar alguém a desejar obrigar uma criança, com risco de sua própria vida, a manter uma gravidez fruto de uma inominável violência? Rígidos princípios religiosos? Ou insanidade e crueldade? Estamos falando do caso ocorrido em Pernambuco da menina de nove anos que apresentou gravidez (de gêmeos!) como resultado de estupros seguidos que sofreu de seu padrasto, violência a que foi submetida desde os seis anos de idade.

[Como era de se esperar as ongueiras são seletivas quanto à violência que lhes incomoda. O trucidamento de crianças ainda no ventre de suas mães lhes é bem suave na consciência. Curiosamente, as ongueiras evitam dizer que a própria menina-mãe queria manter a gravidez. Mas que importa isto, não é mesmo? Neste caso, elas são favoráveis ao direito de decidir, claro que desde que a decisão seja pelo aborto, pois o pai da menina, que era contra o assassinato, foi esquecido pelas ongueiras.]

A gestação foi interrompida no dia 04 de março último, às 10h da manhã, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde que permite abortamento em casos de gravidez de risco ou quando a gestante foi vítima de estupro, ainda que o aborto continue sendo crime no país. O caso da garota pernambucana se enquadrava nos dois casos, já que a gravidez de fetos gêmeos também colocava sua vida em risco, pois a menina pesa apenas 36 kg e mede 1,36 m. Por seu muito pequena, ela não tem estrutura física para suportar a gravidez de um feto, muito menos de dois. É de se imaginar, ainda, os danos psicológicos a que seria submetida se fosse obrigada a levar essa gravidez a termo.

[Gravidez de risco não é coisa incomum. E as ongueiras continuam com sua seletividade: tentam argumentar que a criança corria um iminente risco de saúde, coisa negada pelos próprios profissionais que a atenderam, e nem mesmo cobram dos governantes que dessem o devido auxílio à menina. Claro, pois para tais pessoas a escolha é sempre o aborto. Aliás, "escolha" para estas senhoras inexiste, pois a única opção pela qual elas gritam é a opção de abortar. Não há escolha para quem só vê um caminho. Assim como não há catolicismo para quem se coloca em oposição à Igreja. Uma vez falsas sempre falsas.]

Para nossa surpresa - e indignação!-, entretanto, houve uma intensa movimentação de militantes religiosos contra a interrupção dessa gravidez tão perigosa, sob todos os aspectos, para essa pequena criança de nove anos. Até mesmo ameaça de excomunhão houve! Sob o argumento da defesa da vida, essas pessoas não se importaram em nenhum momento nem com a violência já sofrida por ela, nem com a real possibilidade que havia de a menina perder a própria vida. Se essa criança - que tem existência real e concreta, com uma história de vida, relações pessoais, afetos, sentimentos e pensamentos, enfim -, se essa menina não merece ter sua vida protegida, trata-se de defender a vida de quem? De uma vida em potencial ou um conceito, uma abstração? Quem tem o direito de condenar à morte uma pessoa em nome de se defender uma possibilidade de vida que ainda não se concretizou e não tem existência própria e autônoma?

[As indignadas ongueiras, da baixeza de seus pseudo-argumentos, acusam a seus opositores de não se importarem com a violência sofrida pela criança. É estúpida a pergunta "trata-se de defender a vida de quem?", pois é típica de quem não reconhece a humanidade dos SERES HUMANOS que estavam no ventre da menina-mãe. Tanto a menina deve ter sua vida protegida quanto seus filhos. A seletividade das ongueiras, ao melhor estilo nazista, só encara a humanidade de quem pode abortar, mas nega aos abortados até mesmo sua humanidade.

As ongueiras chamam o fruto da concepção de "vida em potencial", de "conceito, uma abstração", e assim o fazem porque é este o caminho enganador para justificar aos desavisados o assassinato de indefesos. É completamente vazia a retórica típica de quem quer apenas enganar ao dizer que a menina estaria condenada à morte. É uma enorme mentira, nenhuma surpresa. Mas foram os filhos da menina que sofreram uma pena de execução sumária, autorizada por sua avó materna.

As senhoras "católicas" só aceitam proteger uma vida caso ela tenha "existência própria e autônoma". Eis a porta aberta, escancarada para a eutanásia e para o infanticídio. Que doente terminal pode dizer-se autônomo? Que criança com poucos meses de nascida pode ser dizer autônoma? Eis o absurdo que estas ongueiras defendem. Elas querem demonizar os que se opõem ao aborto de duas crianças, aos que defendem a vida dos três envolvidos diretamente, e assim o querem porque não há, segundo elas, nem existência própria e nem autonomia. Na verdade, e é isto que elas querem esconder a todo custo, utilizando a velha tática de acusar aos outros de seus defeitos, na verdade mesmo elas defendem apenas conceitos para lá de abstratos e subjetivos, e isto em oposição ao fato concreto da vida dos bebês trucidados.]



Pensamos que se configura como pura crueldade essa intransigente defesa de princípios abstratos e de valores absolutos que, quando confrontados com a realidade cotidiana, esvaziam-se de sentido e, principalmente, da compaixão cristã. Seria possível imaginarmos o que Jesus Cristo diria a essa menina? Seria ele intolerante, inflexível e cruel a ponto de dizer a ela que sua vida não tem valor? Ou ele a acolheria gentilmente, procuraria ouvir sua dor e a acalentaria em seu sofrimento? Será que ele defenderia que ela sofresse mais uma violência ou usaria sua voz para gritar contra os abusos que ela sofreu

[Se o assunto não fosse tão sério poderíamos dar boas risadas com as "Católicas pelo Direito de Decidir". Beira o absurdo quem exige uma subjetiva autonomia como forma de valoração da vida vir querer ensinar compaixão cristã. Que tal ensinar compaixão cristã para as crianças que foram assassinadas? Pura crueldade é matar um ser humano exatamente porque lhes nega a humanidade, isto é tática que foi amplamente utilizada por regimes totalitários no século passado: tratar o outro como coisa para que sua existência seja submetida às vontades do mais forte. Nosso Senhor Jesus Cristo, caras ongueiras, jamais contradisse qualquer mandamento. "Não matarás", lembram? Jesus jamais diria para quem quer que fosse que é correto, aceitável matar os próprios filhos. Isto é que é pura crueldade. O que Jesus diria à menina, é exatamente o contrário do que "católicas" como as senhoras lhe dizem: que a vida da menina tem tanto valor quanto a de seus filhos.]

Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigente, duros, violentos e nada amorosos. Assusta-nos o desprezo pela vida das mulheres. Assusta-nos que suas histórias sejam descartadas, que sua existência na Terra esteja valendo menos do que a crença autoritária de algumas poucas pessoas.

[Eis o real objetivo finalmente desmascarado! Estas senhoras pouco se importam com a menina, e não só com os bebês que foram assassinados. Que nada! O que lhes movimentou mesmo foi a oportunidade -- qual um abutre esperando pelos despojos de um predador -- de mais uma vez alavancar a causa do aborto. É este o resultado de toda esta retórica vazia. É isto que lhes faz escancaradamente escolher quem deve ou não viver. É a "crença autoritária" de poucas pessoas que desejava que todos saíssem vivos desta história. E é o relativismo, a moral flexível, a falta de princípios cristãos que fazem tais senhoras aplaudir o assassinato de duas crianças. E tudo isto, claro, sobre o pretexto de um falso humanismo, que engana a muitos, mas que não se mantém 2 segundos no ar.]

Para que a nossa democracia seja efetiva, as pessoas precisam ter o direito real de escolher. Por isso, defendemos que as políticas públicas de saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos já conquistados sejam garantidos. Além disso, lutamos pela legalização do aborto, para que as mulheres que assim desejem, possam levar qualquer gravidez até o fim. Mas que as que não o desejam, não sejam obrigadas a arriscar suas vidas, ou mesmo morram, por se pautarem por valores éticos distintos.

São Paulo, 05 de março de 2009

Católicas pelo Direito de Decidir
http://www.catolicasonline.org.br/

[Errado! Para que nossa democracia seja realmente efetiva, os direitos individuais devem ser respeitados. E o direito à vida é o primeiro de todos. É fundamental. O que estas senhoras defendem, debaixo de todo este discurso panfletário, é apenas a lei do mais forte, travestido de humanismo.]

Um comentário:

Andrea disse...

E essas criaturas ainda se dizem católicas...mas é muita desfaçatez!

Senhor tende piedade de nós!