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quarta-feira, junho 29, 2011

Um médico, um juiz e muitas besteiras (muitas mesmo!)

Como não podia deixar de acontecer, conforme vai se aproximando o julgamento por parte do STF sobre a legalidade do aborto de bebês anencéfalos, os usuais suspeitos começam a aparecer.

O Leviatã abortista cujos tentáculos estão na mídia, na política, na academia brasileira, já começa a limpar suas armas para desferir os últimos golpes. Nem seria necessário tanto esforço, já que, conforme dito pelo Ministro Marco Aurélio de Mello, ele espera que o placar seja acachapante.

Sim, é isto mesmo... Um ministro da mais alta Corte de nosso país vai à imprensa declarar voto sobre um julgamento futuro, coisa que lhe é proibida por Lei, e ninguém faz nada. Cadê o Procurador-Geral da República? Onde estão nossos parlamentares? Cadê as ONGs?

Quando um dos juízes mais antigos do STF declara voto impunemente sem que haja um único órgão da imprensa a questioná-lo podemos ter a certeza que está praticamente tudo dominado.

Mas desta vez o juiz do título é outro... Trata-se do Dr. José Henrique Torres, que juntamente com o médico Thomaz Rafael Gollop escreveu uma peça interessantíssima e que vem já sendo divulgada na rede abortista nacional.

O texto do médico e do juiz mais parece ter saído da pena de Dr. Jekyll e Mr. Hyde se finalmente a criatura e seu criador conseguissem desvencilhar um do outro. Juntando uma falsa argumentação jurídica a um terror médico de 5a. categoria, os militantes pró-aborto de anencéfalos foram capazes de escrever coisas como:
"Ademais, de acordo com essa sua situação específica da anencefalia, não seria possível nem mesmo falar em aborto no sentido jurídico-penal. E o diagnóstico ultrassonográfico de anencefalia, que é 100% seguro, pode ser realizado com 12 semanas de gravidez." 
Graças ao Senhor Deus nem Dr. Gollop e nem Dr. Torres tiveram nada a ver com a vida da menina Marcela de Jesus... O 100% seguro do Dr. Gollop cai por terra até mesmo pelas palavras de uma militante pelo "direito" do aborto.

"Do ponto de vista científico, não há relação entre a vida e a anencefalia. O caso Marcela de Jesus foi um erro de diagnóstico."
Ou seja, seria ótimo se os militantes combinassem as histórias antes. Quando necessário, o diagnóstico de anencefalia é 100% seguro; mas se o bebê já tiver nascido e estiver vivendo, como foi o caso de Marcela de Jesus, aí este negócio de "100% seguro" cai por terra e o que houve foi um "erro".

A arrogância deste pessoal é assombrosa.

Em tempo: Débora Diniz é a mesma que há algum tempo declarou que um feto anencéfalo é "representação do subumano por excelência". Foi ela também que processou e ganhou um processo contra o Pe. Lodi, acusando-o de tê-la chamada de "abortista".

Gente boa, a antropóloga!

Mas o médico e o juiz mostram em seguida a solidez de sua argumentação jurídica: 
"(...)há uma norma constitucional que impede que as cidadãs e os cidadãos brasileiros sejam submetidos a tortura ou a qualquer tratamento cruel. Assim, o Estado não pode obrigar uma mulher a manter uma gestação de anencéfalo até o termo final, pois isso implicaria submetê-la a tortura e a tratamento cruel."
Os doutores Torres e Gollop poderiam sair mais de seus gabinetes e dos auditórios onde dão palestras para a militância abortista e poderiam saber que há gente que jamais chamou de "tortura" ou "tratamento cruel" a gravidez e o parto de um filho portador de anencefalia. Poderiam ler depoimentos como o abaixo:
"O conforto veio de lindas cartas escritas por pais de bebês que possuíam anencefalia. Lendo-as, acabamos nos sentindo escolhidos e privilegiados. Aliás, era um confronto enorme, a tristeza que ficou da gestação de anencefalia da minha amiga, e o amor extremo expresso por estas famílias que viveram com seus filhos o tempo que Deus quis." (original aqui)
Mas os dois se superaram ao escrever o trechinho abaixo:
"(...) o anencéfalo é um natimorto cerebral, que até pode ter uma sobrevida vegetativa por, no máximo, alguns dias ou semanas, mas a sua morte é inexorável."
Talvez este trecho tenha sido escrito apenas pelo Dr. Gollop, pois me recuso a admitir que um juiz como Dr. Torres tenha deixado escapar tamanha gafe. Ou isto ou ambos deveriam explicar para qual de nós a morte não é inexorável.

Inexorável, aliás, é ver os inúmeros erros de um texto feito sob medida para a patota abortista poder alimentar seus blogs e sites, mesmo que ele seja patético do início ao fim.

Dr. Torres está debutando aqui no blog. Dr. Gollop, infelizmente, já tive o desprazer de citá-lo. Ele é o mesmo que foi capaz de, em seu blog, dizer que o aborto era a 4a. causa de mortalidade materna no Brasil, e, na postagem seguinte, apenas 3 dias depois, escrever que era a 3a. [Nota: Aparentemente, o blog do Dr. Gollop foi desativado. Esperemos que ele em breve o reative e mantenha suas pérolas e fantasias sobre o número de abortos no Brasil.]

São textos como o do médico Gollop e do juiz Torres que deixa-nos bem ver o nível da militância pró-aborto. É uma gente que não está nem aí para qualquer tipo de racionalidade, querem é simplesmente impor um ponto de vista e nada mais.

Que coisa, não? A cara-de-pau deste pessoal só não é maior que sua covardia, pois a vítima de sua peculiaríssima noção de justiça, no caso de um bebê anencéfalo, é um ser humano totalmente inocente e extremamente doente. 

No Brasil, neste país atípico em que vamos nos tornando, Golias não apenas mata David, mas o faz com requintes de crueldade, com uma balança da justiça na mão e vestindo um jaleco bem branquinho.


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