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terça-feira, janeiro 04, 2011

5 anos e outra resposta


5 anos de blog!

Como eu disse ano passado, estou ainda desejando que este blog termine por falta de assunto. Infelizmente, o que vai no horizonte é exatamente o contrário, como bem mostrou o amigo blogueiro Wagner Moura.

É isto que temos... Uma presidente fantoche eleita pela vontade de um ignorante manipulador. E tudo, claro, com o aval de tanta gente que se diz católica mas que é capaz de votar em abortista.

Dizer o quê? Nada. Se os porcos gostam de lama...

Eu, nestes mais de 5 anos já (só de blog...) estou ainda esperando um argumento abortista que valha este nome. E venha ele de onde vier, seja de um cientista social, de uma feminazista ou de um político. O que sei é que até hoje não vi nada que justifique o hediondo ato de matar um ser humano ainda no ventre de sua mãe.

Na verdade, mesmo uma feminazista sabe que não há nada que justifique tal ato, só que ela ou não está nem aí ou acha que o tal "direito" da mãe sobrepõe o direito à vida. Não sei o que é pior, se a pura indiferença à vida humana ou se a gradação sobre quem merece mais viver seja por qual motivo for.

Uma coisa é certa: quem cunhou o termo "feminazista" acertou em cheio.

E como fiz ano passado, também este ano vai uma resposta a um dos "argumentos" que chegam aqui na área de comentários. Abaixo, comentário vai em vermelho e minha resposta em azul.


***



Anjinha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pílula do dia seguinte: Folha de São Paulo falha f...":
A pílula do dia seguinte NÃO é abortiva!!
A gravidez só ocorre quando o óvulo fecundado prende-se à parede uterina. O fato de o óvulo ser fecundado não necessariamente quer dizer que ele vai grudar no útero.
E mais: O DIU faz o msm que a pílula do dia seguinte... impede a nidação do embrião!
Pesquise mais antes de afirmar algo incoerente! ;-)
E mais: Sou contra o aborto!


Para responder à Anjinha, basta apenas dar uma olhada em uma postagem de abril de 2009: "Pílula do dia seguinte: Folha de São Paulo falha feio", a mesma na qual ela deixou o comentário.

Assim como a Folha de São Paulo, Anjinha também parece ter embarcado no blablablá do Ministério da Saúde, o mesmo que vem há anos tendo papel ativo na tentativa de descriminalizar o aborto. E o pior é que o falatório ministerial, ao qual Anjinha parece aderir, vai de encontro ao que o próprio fabricante diz sobre o medicamento.

Eu, que segundo Anjinha não pesquisei sobre o assunto, prefiro dar crédito a quem produz o medicamento; já ela, que é entendida no assunto e pesquisou bastante, prefere seguir a cartilha do Ministério da Saúde e da Folha de São Paulo. Então tá.

E a professora Anjinha ainda vai mais longe no seu ensino: "O fato de o óvulo ser fecundado não necessariamente quer dizer que ele vai grudar no útero.".

É mesmo? Sério? E quem decide qual óvulo fecundado vai ou não "grudar" no útero? O Ministério da Saúde? A Folha de São Paulo? A Anjinha?

Será que é tão difícil entender que qualquer ato que tenha como alvo a eliminação do fruto da concepção é um ato abortivo? Será necessário desenhar?

Uma das formas do medicamentos em questão é exatamente impedir a implantação de óvulos fecundados na parede do útero (o que a pesquisadora Anjinha chama de "grudar"). Se um óvulo é fecundado, mas tem sua implantação impedida pelo medicamento, Anjinha não chama isto de aborto.

É mais ou menos assim: para Anjinha, a criação de ambiente desfavorável ao natural desenvolvimento do nascituro não tem nada a ver com aborto. Levando este método angelical de pensar à frente, um médico aborteiro que retirasse um bebê de 32 semanas de gestação do ventre de sua mãe e o colocasse em um ambiente impróprio (no caso, qualquer lugar que não fosse uma incubadora) não estaria fazendo nada de mais.

Pois é exatamente isto que fazem muitos médicos mundo afora! Exemplos? Ei-los: "Hitler venceu?" e "Um bebê abandonado à morte".

Para Anjinha, não há problema algum em que ela ou outra pessoa decida qual ou quando um óvulo fecundado deve "grudar no útero". Talvez os médicos das postagens logo acima achem o mesmo quando retiram bebês do útero de suas mães e os abandonam à morte. Talvez, para eles, a única coisa que fazem é um parto no qual o bebê é colocado em um ambiente impróprio após a retirada do útero. Somente isto.

Mas eu não sei nada... Afinal, não pesquisei sobre o assunto.

Ah, sim! Anjinha é contra o aborto. Ainda bem que ela avisou! Eu já estava suspeitando o contrário... Eu sei nada mesmo.

4 comentários:

Ana Maria Nunes disse...

Parabéns pelo blogue e força na luta. Feliz 2011, abraço

***************

Com o advento da presidentA, termos muitas anjinhas a combater!

Anônimo disse...

Anjinha má, essa! Agora é a moda da estação. Rs. William, meu caro, parabéns pela dedicação. Tenho certeza que nestes anos muitas mentes e corações refletiram sobre a nossa maior tragédia social, o aborto. E em 2011, sabemos, o desafio de perseverar iluminando, alertando, informando a quantos for possível, será ainda maior. Que Contra o Aborto seja uma referência pró-vida cada vez mais consolidada na internet de língua portuguesa e que possamos contar com sua renovada dedicação para, tão brilhantemente nos mostrar que o respeito à vida é um valor inegociável.

Eduardo Araújo disse...

Caro William,

Antes de mais nada, um grande abraço e um felicíssimo 2011, repleto de vitórias nas muitas batalhas contra a praga do abortismo! Como falou a Ana Maria, a era dilma traz consigo sinais de muitas dessas batalhas e suas "anjinhas" a combater e nesse mister você é um grande soldado.

Sobre a anjinha ... Anjinha caída, só se for.

Apliquemos o "raciocínio" da sujeita à variação da PDS que impede a nidação: segundo a anjinha caída, não há aborto, porque não há gravidez sem o óvulo fecundado "grudar" na parede uterina, assim a PDS "não seria abortiva" ... Ocorre que é a própria PDS que impede o "grude" citado pela anjinha caída. Montemos, portanto, o sensacional arJumento dela:

A pílula do dia seguinte não é abortiva, porque impede o óvulo fecundado de "grudar" na parede do útero. Como essa "cola" não ocorre, não há gravidez e assim não há aborto ... !!!!

Belo exemplo de raciocínio circular.

Quanto ao arremate da anjinha caída - de ela ser contra o aborto, considere que hoje em dia quase todos os defensores do aborto declaram ser ... contra o aborto! A tática dessa corja nojenta consiste em criar uma falsa distinção entre:

- ser a favor do aborto;

- ser a favor da descriminalização do aborto.

Isso é de um enorme cinismo, como é, aliás, tudo o que vem de defensores do aborto. Com um ardil desses eles pretendem driblar a opinião pública do povo brasileiro, majoritariamente contra o aborto.

William disse...

Caríssimo Eduardo:

PAX!

Um ótimo 2011 para vc e tua família!

Ri muito aqui com o "arJumento"! Definição perfeita.

Deus nos livre de tais anjinhas caídas!

Um forte abraço!