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domingo, fevereiro 12, 2006

Advogadas medrosas (3)

Continuando...


Medo 6) "EU TENHO MEDO quando a diretoria da OAB SP autoriza a publicação de ofício interno de Cícero Harada, dirigido ao presidente, no “mailing list” da OAB, no que parece ser uma atitude de democracia mas que esconde a arbitrariedade do uso do poder, garantindo a quem está na sua estrutura o uso da máquina da instituição."

Vamos listar cronologicamento os fatos.

I) Divulgação do artigo "O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto", de Cícero Harada. Este artigo apareceu na página da OAB-SP em 26/12/2005, porém o mesmo já circulava há dias através de mensagens e em outras páginas, uma das quais é a página do serviço de informações Zenit.

II) Divulgação na página da OAB-SP da réplica ao artigo escrita pela socióloga Heleieth Saffioti, no dia 12/01/2006. Esta veiculação foi motivada por requerimento das mesmas advogadas que assinaram o agora analisado "Eu tenho medo".

III) Publicação da tréplica de Cícero Harada na página da OAB-SP, em 19/01/2006.

IV) Após circulação através de mensagens na internet, aparece o "Eu tenho medo" em uma página, no dia 01/02/2006.


Muito bem, após colocados estes fatos, vamos tentar entender mais este "medo".

Segundo as advogadas, o "medo" vem do fato de a diretoria da OAB-SP permitir a publicação da tréplica do Dr. Harada, o que teria sido uma atitude que "esconde a arbitrariedade do uso do poder". As advogadas, ao fazerem uma tal denúncia, esquecem-se que o artigo da professora Heleieth Saffioti foi veiculado na página da OAB-SP exatamente para atender a um pedido delas próprias. Eis um trecho do requerimento, que pode ser lido na íntegra em "O direito da mulher ao respeito" (clique aqui):

"Como advogadas, requeremos que o artigo da Professora Doutora Heleieth Safiotti seja veiculado, como garantia do exercício da democracia e pluralidade de opiniões, no “mailing list” dessa OAB."

O requerimento foi atendido e o artigo publicado, mesmo sendo uma peça que nada acrescentava de positivo ao debate, pois não respondeu a nenhum dos argumentos dispostos pelo Dr. Cícero Harada, primando muito mais por ataques gratuitos a pessoas e instituições. Ou seja, parece que para as advogadas o exercício da democracia só vai até o ponto em que elas possam publicar a última palavra, mesmo que esta palavra seja um artigo que simplesmente evita contra-argumentar.

O Dr. Cícero Harada, após tomar conhecimento da réplica - bem... da tentativa de réplica - da socióloga, continuou em sua firme posição de debater o assunto. Assim o procurador expressou-se ao presidente da OAB-SP quando do envio de sua tréplica:

"Estabeleceu-se a discussão. Penso que a OAB-SP deveria capitanear esse debate. Ele acende paixões e o debate é da essência da democracia. Defender seus pontos de vista com ardor é próprio do advogado e das partes."

Foi a publicação desta tréplica como forma de dar prosseguimento ao debate que já havia se estabelecido que causou "medo" às advogadas? Onde está a atitude anti-democrática da diretoria da OAB-SP? Quando da publicação do artigo da professora Saffioti elas com muito gosto invocavam a "garantia do exercício da democracia e pluralidade de opiniões"; porém, quando da publicação da tréplica elas bradam que isto lhes dá "medo"?

Medo de que?? Só se for do debate, pois a tréplica do Dr. Harada evidenciou que a contra-argumentação foi totalmente evitada no texto da socióloga.

Mais "medos" na próxima entrada.

Um comentário:

Marcos disse...

Parabéns, esta é a única fonte que conheço onde foi exposta a conexão de grandes fundações da elite internacional como Rockefeller e Ford e a campanha do aborto.
A única intenção dessa elite é destruir a última defesa do cidadão contra o Estado autoritário, que é a família. O Estado passa a ser então pai e mãe. Os lucros vão para os bolsos dos banqueiros internacionais.
É triste ver a esquerda burra apoiando estes bilionários.
Não se pode esquecer que são todos ocultistas, e para eles sacrifícios de bebês são uma fonte de poder.