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terça-feira, junho 09, 2009

Do Blog NOTÍCIAS PRÓ-FAMÍLIA: Entrevista com arcebispo brasileiro acerca da excomunhão dos médicos aborteiros


Três de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Nota: A seguinte entrevista com o Arcebispo José Cardoso Sobrinho, de Olinda e Recife, Brasil, foi feita pela jornalista francesa Jeanne Smits. A entrevista apareceu originalmente em francês no jornal Present, e foi republicada no blog dela em inglês. A Sra. Smits concedeu amavelmente a LifeSiteNews permissão para republicar o artigo integralmente.

Pergunta: Como resultado do caso de Recife, o jornal L’Osservatore Romano publicamente rejeitou suas declarações sobre a excomunhão automática daqueles que escolheram o aborto para a pequena menina e o executaram. Desde então, surgiu uma tendência nos meios de comunicação sugerindo que o ensino da Igreja mudou quanto à determinação se o aborto (quando a vida da mãe está em perigo ou em outras circunstâncias particulares) é errado, se é pecado. Por outro lado, as mentiras dos meios de comunicação acerca de pontos importantes do caso têm sido abundantes, embora muitas pessoas tenham expressado admiração por sua atitude. Será que sua Excelência poderia nos dizer o que realmente aconteceu?

Resposta: Primeiramente quero expressar minha gratidão muito profunda a todos aqueles que expressaram apoio. Recebi centenas de mensagens de solidariedade do mundo todo: padres, bispos, leigos, aprovando minha decisão de falar claramente acerca da lei da Igreja. Recebi o prêmio Von Galen de Human Life International, e bem recentemente a Associação Pró-Vida de São Paulo também me designou seu prêmio. Graças a Deus, muitas pessoas aprovam o que fiz.

Há algumas pessoas, porém, na França, no Canadá… inclusive bispos, que escreveram artigos ou cartas públicas para declarar sua desaprovação. Num espírito de diálogo, gostaria de dizer que é errado dizer que nós — isto é, a mim mesmo e o padre paroquial da menina grávida — não demos a ela a atenção especial de que ela necessitava. Demos-lhe toda atenção e cuidado. O que infelizmente foi publicado não é simplesmente verdade: fizemos tudo o que estava dentro de nossa capacidade para ajudar.

Alguns, quando falam sobre a publicidade em torno desse caso, afirmam que não era “oportuno” falar de excomunhão. Não concordo com esse ponto de vista. Eles estavam praticamente me dizendo que deveríamos ter esquecido o que a Lei Canônica diz acerca de excomunhão. Minha opinião é diferente. Digo que essa lei existe para o bem da Igreja. E que não fui eu quem excomungou ninguém, como repeti inúmeras vezes. Aqueles que me acusam dizem que fui eu quem “excomungou”, e isso é totalmente falso; eu simplesmente atrai a atenção para uma lei que existe na Igreja, cânon 1398. E pergunto: é adequado permanecer em silêncio, como muitos afirmam? Teria sido melhor que eu não falasse nada sobre excomunhão? Bem, respondo que não concordo. É uma lei da Igreja para o bem da Igreja. Existiu durante muitos séculos. O novo Código de Lei Canônica, promulgado em 1983 pelo Servo de Deus Papa João Paulo 2, reitera essa lei. Da mesma forma, o Catecismo da Igreja Católica, publicado pelo mesmo papa em 1992, repete e comenta acerca dessa lei. Teria sido melhor ficar em silêncio? Bem, em minha opinião, é da mais elevada importância atrair a atenção de todos e especialmente os fiéis católicos, para a seriedade do crime do aborto. É por esse motivo que a lei existe.

Nós, em nossa diocese, temos recebido muitas mensagens de muitas pessoas que me disseram: “Agora, entendo melhor a gravidade do aborto, e mudarei minha consciência”. Em minha opinião, o ato de atrair atenção para a existência dessa excomunhão produz um benefício espiritual entre os fiéis católicos, mas também entre outros, que, aparentemente, de forma sossegada se submetem a abortos e que, creio eu de agora em diante, pesará na consciência deles a gravidade do que estão fazendo. E essa é a meta final dessa lei da Igreja, dessa penalidade de excomunhão: é medicinal. É um remédio para a conversão de todos. Para a pessoa que incorre nele, é um meio de fazê-lo entender que ele terá de responder a seu ato diante de Deus. Com a Igreja, desejamos que cada pessoa individualmente, mesma aqueles que seguem a vereda do erro, possa viver de acordo com a lei de Deus. Não queremos a condenação eterna de ninguém. Em minha opinião, silêncio — não falado de excomunhão — causaria grave prejuízo à Igreja.

Mas há algo mais sério. Tenho a impressão de que entre aqueles que falaram contra mim, alguns estão praticamente insinuando que seria melhor ab-rogar o cânon sobre excomunhão. Mas a Igreja não crê nisso. A Igreja sustenta essa lei, porque é necessária para o bem comum da Igreja, quando o assunto é ofensas bem graves, que há uma lei clara, e que essa lei seja aplicada. Esses são princípios de grande importância. Para mim, o silêncio equivaleria à cumplicidade. Sabemos — todos os meios de comunicação internacionais dizem isso — que há até 50 milhões de abortos anuais, a nível mundial. Aqui no Brasil, o número citado é cerca de um milhão anualmente. Em consciência, estou certo de que é necessário falar, despertar a consciência das pessoas, porque o silêncio pode ser interpretado como aprovação.

Leia o restante aqui.

2 comentários:

Emanuelle disse...

William,

Deveríamos escrever cartas ao Bispo do Recife para que ele páre de falar a bobagem de que existem 1 milhão de abortos anuais no Brasil. Todo lugar que ele abre a boca, repete essa besteira. Eu admiro muito o Sr. Arcebispo por sua coragem em defender a vida, por ter tocado no assunto da excomunhão com bravura e até sem outra alternativa, afinal, quem mandou matarem os gêmeos? Mas ele tem de parar de falar esse negócio de abortos clandestinos, etc, quando sabemos que esses dados são mentiras dos abortistas. O que acha?

William Murat disse...

Emanuelle:

Realmente, esta é uma bobagem na qual muitos estão caindo, mais um dos frutos da má obra dos abortistas.

Tenho contato com gente que pode tentar alertar o bispo para isto. Vou acioná-los.

Excelente tua idéia.

[]´s