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sábado, maio 14, 2016

Você acha mesmo que aborto é problema de Saúde Pública?

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Dados sobre mortes maternas entre os anos de 1996 e 2013, obtidos em 14/05/2016.
Clique para ampliar.
Para quem acompanha a questão do aborto, ficou nítida, principalmente durante os governos petistas, a mutação que houve no discurso da militância abortista.

Se na Europa e nos EUA os que defendem o aborto batem firme que o aborto é uma questão de autonomia feminina, devido principalmente ao protagonismo do feminismo e sua obsessão pela total liberação do aborto, por aqui no Brasil este discurso do "Meu corpo, minha escolha" não colou muito e não acha apelo junto à população.

sexta-feira, maio 13, 2016

O PT no poder: 13 anos lutando pelo aborto

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Este blog surgiu no último ano do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época estava claro a todo mundo todo o impulso que o PT dava à legalização do aborto no Brasil, coisa que sempre esteve em suas intenções, mesmo que isto não fique bem claro muitas vezes. Com a recente derrocada de Dilma Rousseff, justamente retirada do poder por causa de seus crimes de responsabilidade, é chegado o momento de uma avaliação do que foram os anos petistas em relação ao aborto.

Em primeiro lugar é bom que se diga que o PT faz parte do problema, mas não é o único que atua para a legalização do aborto no Brasil. Até a subida de Lula ao poder, coube ao tucano José Serra, enquanto Ministro da Saúde do governo FHC, tomar a atitude que de forma mais concreta havia contribuído para a flexibilização da proibição do aborto em nosso país. Foi de sua pena que saiu a assinatura de uma Norma Técnica que favoreceu a prática do aborto em todo o território nacional.

Porém, se o gesto do então ministro José Serra foi o mais concreto até a subida do PT ao poder, isto não significa que este mesmo PT tenha se tornado abortista apenas após sua chegada à presidência. Muito pelo contrário, o PT esteve sempre na tropa de choque que procura liberar totalmente o aborto no Brasil e sua tomada do poder executivo foi um verdadeiro desastre para os que defendem a vida. 

Foi o governo Lula que criou uma comissão com o objetivo específico de revisar e propor mudanças no Código Penal para que o aborto deixasse de ser crime e passasse a ser direito.

Foi durante o governo Lula que a liberação do aborto começou a ser vendida como necessária porque trata-se de um "problema de Saúde Pública". E para isto foram divulgados dados fictícios, os partidos de esquerda começaram a bater nesta tecla freqüentemente, a mídia embarcou e dava suporte a esta guinada no discurso anterior que era o de "direito ao próprio corpo". Isto nada mais era que uma nova etapa da enganação que sempre envolve o tema da liberação do aborto, pois torna-se bem mais fácil a flexibilização da opinião pública diante de números absurdos de mortes.

Durante seus mandatos, Lula sempre que necessário afirmava-se pessoalmente contrário ao aborto, mas dizia que tinha uma responsabilidade como presidente de todos os brasileiros. Isto nada mais era que uma de suas espertezas e porque não queria perder apoios importantes, principalmente entre os religiosos e boa parte da população, que é amplamente contrária ao aborto. Para manter este discurso, Lula foi capaz de encaminhar carta ao então presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, na qual afirmava sua identificação com os valores éticos do Evangelho e a fé que havia recebido de sua mãe, garantindo ainda que seu governo não tomaria qualquer iniciativa que fosse contrária aos princípios cristãos. Dois meses após esta carta, Lula deu aval a Nilcéia Freira, então ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, para que ela seguisse em frente com a proposta de revisão da legislação relacionada ao aborto.

Foi durante o governo Lula que seu então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez questão de dar abraço em um médico envolvido no triste caso da menina de Alagoinha. Tal gesto, claro, foi para mostrar à imprensa o compromisso do governo petista com a causa do aborto.


Já Dilma Rousseff, criada do nada por Lula para ser sua sucessora e esquenta-cadeira, teve que fazer malabarismos junto à opinião pública desde que sua opinião sobre favorável ao aborto - disponível em vídeo - apareceu para a população. Em um dos movimentos mais asquerosos das últimas eleições, envolvendo até mesmo religiosos, criou-se uma cortina de fumaça para evitar o naufrágio da candidatura devido a esta questão. Mais uma vez, o petismo e a esquerda arrastaram na lama muita gente que devia preservar a fé que professa, o que ficou bem claro quando dias após a eleição, uma publicação no Diário Oficial da União trazia um novo aporte de verbas para pesquisas destinadas à despenalização do aborto.

Já na presidência, Dilma Rousseff causou polêmica com a colocação de Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Aliás, não apenas militante: ela mesma admitiu que já fez abortos com as próprias mãos. 

E tudo isto é apenas uma pequena amostra do que o PT fez durante seus mais de 13 anos no poder. Há fatos aos quais não tivemos acesso, jogadas por debaixo dos panos, favorecimentos, financiamento da militância abortista, favorecimento do abortismo nas universidades e na mídia, políticas públicas contrárias à família. Toda uma geração de jovens foram bombardeados com uma ideologia assassina que apenas trouxe destruição por onde passou. Há muito mais que pode ser pesquisado aqui mesmo neste blog (assuntos: PT, Política), que de forma nenhuma esgota toda a obra petista desde 2003. Suas más obras terão ainda muito efeito entre todos nós, pois nada disto será varrido com o impeachment. A luta é árdua, como sempre foi.

Resumindo, Lula e Dilma foram um completo desastre para os que prezam a vida humana, principalmente para a vida humana ainda não nascida. O PT tem a luta pelo aborto em seu DNA, ele é verdadeiramente um partido abortista. Não é o único, mas com certeza é o mais atuante e o que mais dano causa e causou à defesa da vida humana. Não foi mera coincidência que a pessoa à esquerda de Dilma Rousseff quando de seu discurso de despedida era exatamente Eleonora Menicucci, como podemos ver na imagem abaixo. Inadvertidamente, este fato mostra bem a proximidade da luta pela total liberação do aborto com a ideologia da esquerda e o quanto esta causa lhe é cara.

Que o impeachment de Dilma Rousseff traga novos ventos para a defesa da vida e da família no Brasil. É o que todos esperamos.


Dilma Rousseff em seu último discurso antes do impeachment.
Ao seu lado esquerdo, Eleonora Menicucci.


terça-feira, maio 10, 2016

O feminismo e sua revolta contra a maternidade

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Na página "Moça, não sou obrigada a ser feminista", uma jovem defendeu o aborto tentando descolar este ato hediondo da própria idéia de que ele é um ataque à maternidade, o que havia sido trazido em questão por ocasião de uma postagem sobre o Dia das Mães. 

Continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2016/05/10/o-feminismo-e-sua-revolta-contra-a-maternidade/

terça-feira, abril 12, 2016

Um feminismo que acoberta crimes está muito longe de lutar pelas mulheres

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Esta é a postagem polêmica
O que vai abaixo é mais uma das provas de que o feminismo atual nada tem a ver com o bem estar das mulheres. (Fica aqui um agradecimento especial à excelente página do Facebook "Moça, não sou obrigada a ser feminista", onde obtive a informação sobre a página feminista tentando atrapalhar a investigação da polícia mineira.)

No dia 07/04, o portal G1 divulgou que, em Belo Horizonte/MG, Ilizabete Alves Menezes, de 69 anos, foi presa por cometer abortos - mais de 100, segundo o portal -, exercício ilegal da profissão, formação de quadrilha e distribuição de medicamentos controlados. Junto com Ilizabete também foram presos seus filhos Jaqueline Alves Ferreira Menezes (46 anos) e Marcelo Alvez Ferreira Menezes (43 anos), e ainda Jaildo Souza Santos (64 anos), todos acusados do crime de aborto e formação de quadrilha.

A polícia de MG está de parabéns por botar tais criminosos na cadeia e isto devia servir de exemplo para o país inteiro. O aborto é crime previsto no Código Penal e deve ser coibido. Tais criminosos aproveitam-se de mulheres muitas vezes em situações de desespero para ganhar dinheiro sujo de sangue através da morte de inocentes e fragilizados seres humanos. 

Porém, para contrastar com o excelente trabalho da polícia, uma página feminista do Facebook resolveu incentivar as mulheres de Belo Horizonte a não ajudar o trabalho da polícia, dizendo-lhes para ficarem caladas. Em uma postagem asquerosa, as responsáveis pela página "Eta mídia machista" dizem às mulheres de BH para não dar qualquer informação á polícia "porque o crime precisa ser comprovado e a prova do crime seriam os embriões, que a polícia não tem".

A página quer que as mulheres sejam "unidas" pela causa de impedir apuração de crimes graves, crimes contra a vida (original aqui): 
"Não a denunciem, não SE denunciem. A polícia divulgou que vai entrar em contato com os familiares das mulheres como forma de coação! O desejo real é o de incriminar Ilizabeth através das nossas denúncias. Somos mulheres, precisamos nos unir. Não vá à Delegacia: eles não tem PROVAS sem nosso depoimento. Mas com a sua denúncia, você complica a situação de Ilizabeth e ainda pode ser indiciada. Aborto é CRIME. Não compareça. Se proteja e proteja as demais mulheres. Sem sua confissão não tem como comprovarem nada."
Quem diria, não? De um movimento que dizia lutar pela igualdade entre homens e mulheres, o feminismo atual virou apenas um grupo que está disposto a ficar contribuindo para o acobertamento de crimes contra mulheres e contra seres humanos indefesos e inocentes. Uma completa vergonha. 

Lembre-se que Ilizabete não é médica, que ela e seus comparsas são acusados de ganhar dinheiro cometendo crimes pondo em risco a vida de mais de 100 mulheres, fora o assassinato que é cometido a cada aborto. Mesmo que as feministas insistam em "esquecer" a vida humana do nascituro, e o que dizer da vida das MULHERES que foi posta em risco por Ilizabete e seus comparsas? Para estas mulheres a única coisa que o feminismo tem a dizer é "Fiquem caladinhas!"? É isto mesmo? E é este movimento que diz se importar com o bem-estar das mulheres em geral? A mim parece que o que importa mesmo às feministas é que tipos como Ilizabete fiquem soltas por aí ganhando dinheiro sujo de sangue e que mais mulheres tenham suas vidas postas em risco. E tudo isto, claro, sob a falsa justificativa de "direito ao próprio corpo". No caso de Ilizabete seria o direito a ganhar grana aproveitando o desespero de outras mulheres.

O bom é que as verdadeiras mulheres não se deixam mais enganar por este movimento chamado "Feminismo". Cada vez mais as mulheres vão entendendo que o movimento não lhes acrescenta nada, que ele é uma descaracterização do que realmente é ser mulher. E, devido a isto, a reação ao post foi firme por parte exatamente de mulheres que não aceitaram que uma incitação ao crime seja feita em nome delas. Eis alguns exemplos dos muitos que podem ser vistos nos cometários à postagem:








O movimento feminista, que em seus primórdios rejeitava o aborto exatamente porque via este crime como uma forma de opressão das mulheres, hoje em dia, fora algumas poucas e, infelizmente, irrelevantes exceções, tornou-se apenas um movimento misândrico e um vetor para o esquerdismo em geral, tendo o aborto totalmente livre como sua principal bandeira. E para levar esta bandeira até o pico vale tudo, até mesmo colocar em risco a vida de quantas mulheres for necessário e acobertar crimes gravíssimos contra a vida. Isto é vergonhoso.



terça-feira, fevereiro 16, 2016

Temporão, ex-ministro de Lula, quer ser o patrono do aborto por microcefalia

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O ex-ministro Temporão ao lado de seu chefe, o ex-presidente Lula

Há 9 anos, em outubro de 2007, uma postagem neste blog denunciava declaração do então ministro da Saúde do governo Lula, José Gomes Temporão. Nela era mostrado o método do governo de utilizar dados fantasiosos sobre mortes relacionadas ao aborto como forma de flexibilizar a opinião pública.

Naquela época, o então ministro dava declarações a todo microfone disponível falando sobre "milhares" de mortes de mulheres devido a abortos ilegais no Brasil. Para quem foi chefe de um ministério que tem como uma de suas funções coletar e consolidar os dados indicativos da saúde dos brasileiros, é peculiar que ele não saiba que os dados disponíveis no DATASUS não dão qualquer fundamento às tais "milhares" de mortes maternas.

A média real é de 10,23 mortes maternas relacionadas a tentativas de aborto por ano. Fica claro que o ministro, ao falar em "milhares" de mortes anuais, não comete um simples erro. Isto é apenas um método comum entre a militância pró-aborto e que consiste em exagerar as estatísticas relacionadas à esta hedionda prática para que a população vá flexibilizando sua natural resistência. 

Como a atual epidemia da proliferação do vírus Zika e a suspeita que este seja a causa do surto de microcefalia que vem ocorrendo parece ser a "oportunidade" que muitos esperavam - conforme confessado por uma feminista em entrevista à revista "Época" -, o ex-ministro foi encontrado pela reportagem da BBC Brasil para falar sobre o assunto. 

Temporão deu declaração dizendo que já se colocou à disposição do grupo que pretende levar a questão da liberação do aborto por motivo de microcefalia. Apenas esta informação passada pelo ministro já nos mostra bem como os abortistas vêm aproveitando a "oportunidade" e também o desprezo que eles têm pelo debate da questão. Eis um trecho da entrevista que esclarece bem isto:
"Nas palavras do médico, atual diretor executivo do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (ISAGS), o projeto 'já nasceria derrotado' caso a discussão acontecesse na Câmara dos Deputados. 'Jamais passaria. Este é talvez o mais reacionário corpo de deputados e senadores da história republicana', diz."
Ou seja, isto é mais uma indicação que no Brasil, exatamente como aconteceu nos EUA e que se tornou o procedimento padrão abortista em outros países, a principal pressão pela liberação do aborto é feita através do Poder Judiciário. O por que isto é assim? É o próprio ministro que indica a resposta ao admitir que uma iniciativa direta neste sentido jamais passaria pelo parlamento brasileiro, ainda mais em sua nova configuração após as últimas eleições.

Mas não são os abortistas que dizem sempre que estão dispostos a debater a questão? E não seria o parlamento, onde estão os representantes políticos da população, o lugar adequado para este debate? Isto só indica uma coisa que aprendi com o passar dos anos: abortistas não querem debater nada; querem apenas e somente liberar o aborto mesmo que seja por cima da vontade contrária da população ou mesmo por cima do fato científico de que a vida humana inicia no momento da concepção. 

Como o poder político do PT vem se esfacelando a olhos vistos e o futuro mostra-se cada vez mais negro para a legenda, utilizar o parlamento para a agenda abortista só acarretará mais desgaste político para o PT e seus aliados, o que eles não podem se permitir neste momento. 

Fora isto, o ex-ministro e o tal grupo que irá ao STF pedir a flexibilização do aborto devido ao surto de microcefalia (que nem se sabe a real causa até o momento) sabem bem que aquela corte lhes é amplamente favorável. Um exemplo recente é a liberação do aborto para fetos portadores de anencefalia, um julgamento (mais um...) que envergonhou o Direito Brasileiro, pois tivemos caso até mesmo de ministro do STF declarando voto antes do julgamento e, de forma jocosa, esperando que o lado que ele apoiava tivesse vitória "acachapante". Um verdadeiro escândalo.

Voltando ao ministro Temporão, o ex-ministro, do alto de sua autoridade moral de quem divulgava dados fantasiosos sobre o aborto, declarou:
"O Brasil vive um momento na política em que o cinismo, a mentira e a hipocrisia têm que terminar no contexto do aborto. Temos que enfrentar a realidade e deixar de fingir que não estamos vendo o que acontece. Abortos ilegais são feitos todos os dias nas camadas mais ricas da sociedade."
Ah! A suprema e ilibada moral dos que defendem a morte de seres humanos no ventre de suas mães! O velho discurso para a galera de que "os ricos podem abortar"!

Ninguém está fingindo que não está vendo o que acontece. Na verdade, vai ficando bem clara a baixeza dos abortistas ao aproveitarem de uma epidemia que vem causando pânico entre a população como "oportunidade" (palavra de feminista/abortista, não esqueçamos) para tentar a liberação do aborto tomando o atalho do Poder Judiciário e evitando o debate no parlamento. Haja "cinismo, mentira e hipocrisia", não é mesmo, ex-ministro?

Na reportagem da BBC Brasil, Temporão parece querer assumir um papel de patrono do aborto no Brasil. Eis um trecho interessante:
"'A presidente Dilma nunca falou sobre o assunto e nenhum dos ministros que me sucedeu tocou no tema. Eu me arrisquei, botei meu rosto no debate e nunca recuei', diz hoje, se definindo como um 'homem militante da causa feminista'."
Ele devia ser mais justo e dar o crédito que o ex-presidente Lula merece. Poderia também parar de tentar preservar a presidente Dilma de forma patética ao dizer que ela jamais se pronunciou sobre o assunto. Só um idiota acha mesmo que Dilma não é favorável ao aborto, pois ela colocou à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres uma feminista que até já chegou a fazer abortos, mesmo não sendo médica.

Então o ex-ministro Temporão poderia bem parar de tentar dar uma de super-herói e receber todas as balas no peito de aço gritando "Deixa comigo!", que todo mundo sabe bem que a busca pela liberação do aborto é uma antiga busca da esquerda, principalmente dos governos petistas - mas não somente, claro.

O mais curioso na reportagem é que o ex-ministro deixa bem claro que não existe comprovação que a infecção pelo vírus Zika seja o causador do surto de microcefalia, mas ele usa a epidemia de vírus Zika de qualquer forma para montar o caso que será levado ao STF por ele e seu grupo.
"'Nesta etapa, o que precisamos é obter mais evidências científicas e de saúde pública que deem substância à questão que irá ao Supremo', argumenta Temporão. 'Há robustas evidências epidemiológicas e clínicas, mas ainda não há comprovação determinada e absoluta. Por isso coloquei que é muito importante ouvir e ler mais sobre o tema.'"
Não seria mais prudente coletar os dados, analisá-los e só então partir para a montagem de um caso? Se o tal caso está sendo montado antes da obtenção das "evidências científicas" por que elas são então necessárias? Parece é que o ex-ministro e seu grupo querem colocar uma casquinha científica em sua militância pró-aborto. Parece, na verdade, é que o vírus Zika é exatamente o que a feminista Ilana Löwy disse: "uma oportunidade" para a implantação do aborto.

Mas talvez o trecho mais estranho da reportagem seja o seguinte:
"(...) 'é um absurdo que a sexta economia do mundo tenha índices tão altos de infestação' pelo vírus. 
'Basta comparar bairros mais ricos e mais pobres, a diferença (na incidência da doença) é gritante. Isso coloca em risco de maneira diferenciada essas mulheres', afirma.
Temporão afirma que haveria 'uma falsa impressão' de que epidemia seria fruto da 'negligência das pessoas'. Para o ex-ministro, a principal culpa é do Estado, que não ofereceria 'coleta de lixo, fornecimento correto de água e esgotamento sanitário' de forma adequada."
Quem lê isto fica com a impressão que ou Temporão jamais fez parte de governos petistas ou de que o problema todo começou após sua saída do ministério. Onde estava Temporão quando podia ajudar a resolver estes problemas que poderiam ajudar a controlar a proliferação do mosquito que é o vetor do vírus Zika? 

Será que em seu tempo de ministro ele não achava que os índices de infestação pelo vírus da Dengue não eram também um absurdo? Creio mesmo que ele se importava bem pouco com o problema: em 2007 este blog já recomendava ao então Ministro da Saúde que fosse matar mosquitos, pois este era causador de muito mais mortes que os abortos feitos ilegalmente. Mas é claro que o ministro preferia dar declarações sobre as inexistentes "milhares" de mortes por aborto. Isto é compreensível, pois posar de progressista e colocar em si próprio a medalha de "homem militante da causa feminista" é coisa bem mais descolada que ir tratar de matar mosquitos, não é mesmo? Temporão quer ficar com os louros, e nós ficamos com as doenças que ele deveria ter combatido. Um baita negócio; para ele, claro.

Então ficamos assim: o ex-ministro Temporão foi incompetente para tentar matar mosquitos quando esteve no ministério, mas achava tempo suficiente até para abraçar médicos abortistas sob as luzes dos holofotes. E agora, quando a proliferação dos mosquitos que ele nunca combateu de forma eficiente cria novos problemas de Saúde Pública, ele utiliza-se da desculpa do mosquito e das doenças que por ele são transmitidas para tentar empurrar a agenda abortista na garganta da população brasileira. É isto mesmo?

Só tenho a dar parabéns, ao ex-ministro Temporão. Ele é o retrato perfeito da maioria de nossos homens públicos: é a incompetência posta a serviço da militância, que apenas quer empurrar sua agenda na população. E tudo isto, evidentemente, com generosas pitadas do famoso progressismo chinfrim.


terça-feira, fevereiro 09, 2016

Um comercial de TV deixou furiosos os defensores do aborto

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Um comercial divulgado durante o Super Bowl - a final do campeonato de futebol americano - causou faniquitos entre os abortistas dos EUA.

Cada segundo de transmissão de comerciais nos intervalos do evento esportivo é o mais caro do planeta e estes comerciais criam toda uma expectativa, havendo gente que nem mesmo se importa tanto com o jogo, mas com os comerciais. Ou seja, milhões e milhões de pessoas assistiram a mensagem passada pelos publicitários.

Um destes comerciais deixou raivosos os abortistas norte-americanos. O motivo? Simples: um bebê ainda não nascido era retratado de forma humana. Sim, é isto mesmo. Os abortistas têm horror a que SERES HUMANOS ainda no ventre de suas mães sejam mostrados como SERES HUMANOS. Ou seja, abortistas ligam bem pouco para a verdade, pois sabem que a verdade lhes é desfavorável e ligam bem pouco para a honestidade, pois sabem que o reconhecimento da humanidade do bebê não-nascido seria péssimo para seus "negócios".

Não à toa os não-nascidos são sempre referidos pelos abortistas como "amontoado de células", "parasitas" e nomes semelhantes. A negação da humanidade, o que é comprovado pela própria ciência, é fundamental para manter de pé o castelo de areia dos favoráveis ao aborto. Tudo o que reafirma este fato óbvio causa-lhes faniquitos, pois é exatamente isto que eles não querem que o público em geral fique sabendo. Eles sabem que é bem mais fácil defender o que chamam de "amontoado de células" vá para o lixo, mesmo que eles saibam bem que se trata de um ser humano frágil e inocente.

Exatamente por isto o comercial acima causou a fúria de inúmeras entidades abortistas dos EUA. Como pode alguém ousar mostrar um não-nascido como um ser humano? Como pode alguém ousar mostrar este "absurdo" para milhões de pessoas? O que eles mais querem e precisam é que esta humanidade seja escondida do público e, principalmente, das mulheres que pensam em abortar.

Para manter o negócio do aborto - e é um negócio mesmo, e de milhões de dólares - funcionando os abortistas fazem de tudo: enganam, mentem, são desonestos, negam a ciência, etc. Para eles, tudo isto está valendo. O que não vale mesmo, o que os deixa furiosos é que seja mostrada a óbvia verdade de que a partir da concepção já existe um novo ser humano.

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Assista o comercial abaixo:



domingo, fevereiro 07, 2016

Como o Brasil trata suas crianças: alguém se lembra de João Hélio?

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E não fizemos nada!
Há exatos 9 anos, morria o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas 6 anos, no subúrbio do Rio de Janeiro. Preso pelo cinto de segurança, ele foi arrastado pelo lado de fora do carro que havia sido roubado de sua mãe por quatro bandidos no subúrbio do Rio de Janeiro. Sua mãe e sua irmã mais velha conseguiram sair do carro, mas João Hélio não conseguiu se desvencilhar do cinto que o prendia ao automóvel. Seu corpinho foi destroçado durante o trajeto feito pelos criminosos, que foram presos poucas horas depois do bárbaro crime.

abordei este caso anteriormente no blog e, mesmo após tantos anos, continua sendo difícil tratar disto. Imaginar o pequeno João Hélio, na inocência de seus 6 aninhos, tendo que passar por tamanho sofrimento é coisa que escapa a qualquer um que sequer tente imaginar o absurdo da situação. Assim como é impossível imaginar a dor dos pais do menino, que hoje estaria em plena adolescência se tivesse permanecido entre nós.

À época de sua morte, houve uma justa e esperada indignação, mas, como sempre acontece, não foram poucos os que vieram a público pedir "calma" e "civilidade". Calma e civilidade para lidar com a morte de uma criança que foi arrastada e despedaçada na frente de sua mãe e irmã? O tipo de morte que o menino teve não é aceita nem que seja dada aos animais. Imagine-se o que ocorreria se um pervertido amarrasse um cachorro em seu carro e o saísse arrastando pelas ruas de uma de nossas grandes cidades. Como reagiríamos? Por muito menos gente já perdeu emprego, reputação, etc.

"Ah! Mas os criminosos foram pegos!" Sim, foram. E o que fizemos para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer? Ainda temos de lidar com menores cometendo crimes impunemente, com o sucateamento e desmoralização de nossas polícias, com a incapacidade de nossa população de se defender minimamente. 

Um dos assassinos de João Hélio, Ezequiel Toledo da Silva, era menor de idade quando cometeu o crime. Cumpriu pena sócio-educativa de 3 anos e foi solto. Houve uma iniciativa que procurava colocá-lo em um programa de proteção a testemunhas, pois temia-se por sua integridade física. Houve até mesmo notícia de que ele iria morar no exterior, levado por uma ONG, o que parece não ter acontecido devido à indignação popular diante desta informação. A última notícia que se tem é que ele voltou a cometer crimes. Alguém se surpreende com isto? 

Quando da morte de João Hélio, houve até sociólogo que chamou de "reposta bárbara" o fato de que muitos desejavam a redução da maioridade penal. Houve políticos que não aceitavam sequer discutir o assunto, pois, segundo eles, estávamos ainda sob efeito do impacto emocional do horrível crime que havia sido cometido. Mas e agora? Passados nove anos do acontecido, o que podemos dizer que fizemos de concreto para que mais crianças não corram o risco de morrer como João Hélio? Temos agora por volta de 60.000 homicídios por ano., e muitos destes são cometidos por menores de idade que no máximo cumprirão penas de recolhimento de 3 anos em instituições de segurança baixíssima, onde a única coisa que aprenderão será como cometer mais crimes. 

É assim que o Brasil trata suas crianças. Elas nunca são prioridade. Não merecem educação de qualidade; nossas escolas públicas tornaram-se, fora as pouquíssimas exceções, depósitos de crianças, que de lá sairão em sua maioria analfabetas funcionais. Não merecem investimentos em saneamento, o que diminuiria drasticamente o número de crianças que ainda morrem por doenças que podem ser perfeitamente controladas. 

Mas o que elas parecem merecer, na cabeça de certos políticos, de jornalistas com agenda, de militantes e de todos que lhes dão apoio é a morte. Parece que é melhor que elas nem mesmo venham à luz, que sequer existam, que pereçam ainda no ventre de suas mães. O mesmo Estado que lhes nega educação, que lhes nega condições básicas de saúde, que lhes nega proteção contra crimes tais como foi vítima o pobre João Hélio, é este mesmo Estado que busca que o aborto seja liberado. 

Quando foi que nossas crianças se tornaram o problema? Nosso problema, na verdade, é a incompetência, é a corrupção, é a opção por ideologias comprovadamente assassinas. As más condições deixadas às nossas crianças são a herança de tudo o que criamos por aqui. E serão elas que terão de pagar por nossos erros?

E agora, diante da calamidade da Saúde Pública e da incompetência para pesquisar vacinas ou controlar a proliferação de mosquitos, a primeira resposta dos bem-pensantes é liberar o aborto? Mais uma vez serão nossas crianças que irão pagar por nossa estúpida incompetência? E isto com o aplauso de tantos que ainda têm a petulância de se dizerem preocupados com a saúde da população? 

O pequeno João Hélio morreu faltando poucos dias para o Carnaval de 2007. Em 2011, escrevi isto:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.
Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. Isto, na minha opinião de não-sociólogo, é que é barbaridade!"
O Brasil não é apenas um país que não é sério. O Brasil é um país que tornou-se profundamente sem vergonha, pois é exatamente isto o que se pode dizer de um país que trata suas crianças não como o futuro a ser preservado, mas como o problema a ser eliminado.