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terça-feira, abril 12, 2016

Um feminismo que acoberta crimes está muito longe de lutar pelas mulheres

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Esta é a postagem polêmica
O que vai abaixo é mais uma das provas de que o feminismo atual nada tem a ver com o bem estar das mulheres. (Fica aqui um agradecimento especial à excelente página do Facebook "Moça, não sou obrigada a ser feminista", onde obtive a informação sobre a página feminista tentando atrapalhar a investigação da polícia mineira.)

No dia 07/04, o portal G1 divulgou que, em Belo Horizonte/MG, Ilizabete Alves Menezes, de 69 anos, foi presa por cometer abortos - mais de 100, segundo o portal -, exercício ilegal da profissão, formação de quadrilha e distribuição de medicamentos controlados. Junto com Ilizabete também foram presos seus filhos Jaqueline Alves Ferreira Menezes (46 anos) e Marcelo Alvez Ferreira Menezes (43 anos), e ainda Jaildo Souza Santos (64 anos), todos acusados do crime de aborto e formação de quadrilha.

A polícia de MG está de parabéns por botar tais criminosos na cadeia e isto devia servir de exemplo para o país inteiro. O aborto é crime previsto no Código Penal e deve ser coibido. Tais criminosos aproveitam-se de mulheres muitas vezes em situações de desespero para ganhar dinheiro sujo de sangue através da morte de inocentes e fragilizados seres humanos. 

Porém, para contrastar com o excelente trabalho da polícia, uma página feminista do Facebook resolveu incentivar as mulheres de Belo Horizonte a não ajudar o trabalho da polícia, dizendo-lhes para ficarem caladas. Em uma postagem asquerosa, as responsáveis pela página "Eta mídia machista" dizem às mulheres de BH para não dar qualquer informação á polícia "porque o crime precisa ser comprovado e a prova do crime seriam os embriões, que a polícia não tem".

A página quer que as mulheres sejam "unidas" pela causa de impedir apuração de crimes graves, crimes contra a vida (original aqui): 
"Não a denunciem, não SE denunciem. A polícia divulgou que vai entrar em contato com os familiares das mulheres como forma de coação! O desejo real é o de incriminar Ilizabeth através das nossas denúncias. Somos mulheres, precisamos nos unir. Não vá à Delegacia: eles não tem PROVAS sem nosso depoimento. Mas com a sua denúncia, você complica a situação de Ilizabeth e ainda pode ser indiciada. Aborto é CRIME. Não compareça. Se proteja e proteja as demais mulheres. Sem sua confissão não tem como comprovarem nada."
Quem diria, não? De um movimento que dizia lutar pela igualdade entre homens e mulheres, o feminismo atual virou apenas um grupo que está disposto a ficar contribuindo para o acobertamento de crimes contra mulheres e contra seres humanos indefesos e inocentes. Uma completa vergonha. 

Lembre-se que Ilizabete não é médica, que ela e seus comparsas são acusados de ganhar dinheiro cometendo crimes pondo em risco a vida de mais de 100 mulheres, fora o assassinato que é cometido a cada aborto. Mesmo que as feministas insistam em "esquecer" a vida humana do nascituro, e o que dizer da vida das MULHERES que foi posta em risco por Ilizabete e seus comparsas? Para estas mulheres a única coisa que o feminismo tem a dizer é "Fiquem caladinhas!"? É isto mesmo? E é este movimento que diz se importar com o bem-estar das mulheres em geral? A mim parece que o que importa mesmo às feministas é que tipos como Ilizabete fiquem soltas por aí ganhando dinheiro sujo de sangue e que mais mulheres tenham suas vidas postas em risco. E tudo isto, claro, sob a falsa justificativa de "direito ao próprio corpo". No caso de Ilizabete seria o direito a ganhar grana aproveitando o desespero de outras mulheres.

O bom é que as verdadeiras mulheres não se deixam mais enganar por este movimento chamado "Feminismo". Cada vez mais as mulheres vão entendendo que o movimento não lhes acrescenta nada, que ele é uma descaracterização do que realmente é ser mulher. E, devido a isto, a reação ao post foi firme por parte exatamente de mulheres que não aceitaram que uma incitação ao crime seja feita em nome delas. Eis alguns exemplos dos muitos que podem ser vistos nos cometários à postagem:








O movimento feminista, que em seus primórdios rejeitava o aborto exatamente porque via este crime como uma forma de opressão das mulheres, hoje em dia, fora algumas poucas e, infelizmente, irrelevantes exceções, tornou-se apenas um movimento misândrico e um vetor para o esquerdismo em geral, tendo o aborto totalmente livre como sua principal bandeira. E para levar esta bandeira até o pico vale tudo, até mesmo colocar em risco a vida de quantas mulheres for necessário e acobertar crimes gravíssimos contra a vida. Isto é vergonhoso.



terça-feira, fevereiro 16, 2016

Temporão, ex-ministro de Lula, quer ser o patrono do aborto por microcefalia

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O ex-ministro Temporão ao lado de seu chefe, o ex-presidente Lula

Há 9 anos, em outubro de 2007, uma postagem neste blog denunciava declaração do então ministro da Saúde do governo Lula, José Gomes Temporão. Nela era mostrado o método do governo de utilizar dados fantasiosos sobre mortes relacionadas ao aborto como forma de flexibilizar a opinião pública.

Naquela época, o então ministro dava declarações a todo microfone disponível falando sobre "milhares" de mortes de mulheres devido a abortos ilegais no Brasil. Para quem foi chefe de um ministério que tem como uma de suas funções coletar e consolidar os dados indicativos da saúde dos brasileiros, é peculiar que ele não saiba que os dados disponíveis no DATASUS não dão qualquer fundamento às tais "milhares" de mortes maternas.

A média real é de 10,23 mortes maternas relacionadas a tentativas de aborto por ano. Fica claro que o ministro, ao falar em "milhares" de mortes anuais, não comete um simples erro. Isto é apenas um método comum entre a militância pró-aborto e que consiste em exagerar as estatísticas relacionadas à esta hedionda prática para que a população vá flexibilizando sua natural resistência. 

Como a atual epidemia da proliferação do vírus Zika e a suspeita que este seja a causa do surto de microcefalia que vem ocorrendo parece ser a "oportunidade" que muitos esperavam - conforme confessado por uma feminista em entrevista à revista "Época" -, o ex-ministro foi encontrado pela reportagem da BBC Brasil para falar sobre o assunto. 

Temporão deu declaração dizendo que já se colocou à disposição do grupo que pretende levar a questão da liberação do aborto por motivo de microcefalia. Apenas esta informação passada pelo ministro já nos mostra bem como os abortistas vêm aproveitando a "oportunidade" e também o desprezo que eles têm pelo debate da questão. Eis um trecho da entrevista que esclarece bem isto:
"Nas palavras do médico, atual diretor executivo do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (ISAGS), o projeto 'já nasceria derrotado' caso a discussão acontecesse na Câmara dos Deputados. 'Jamais passaria. Este é talvez o mais reacionário corpo de deputados e senadores da história republicana', diz."
Ou seja, isto é mais uma indicação que no Brasil, exatamente como aconteceu nos EUA e que se tornou o procedimento padrão abortista em outros países, a principal pressão pela liberação do aborto é feita através do Poder Judiciário. O por que isto é assim? É o próprio ministro que indica a resposta ao admitir que uma iniciativa direta neste sentido jamais passaria pelo parlamento brasileiro, ainda mais em sua nova configuração após as últimas eleições.

Mas não são os abortistas que dizem sempre que estão dispostos a debater a questão? E não seria o parlamento, onde estão os representantes políticos da população, o lugar adequado para este debate? Isto só indica uma coisa que aprendi com o passar dos anos: abortistas não querem debater nada; querem apenas e somente liberar o aborto mesmo que seja por cima da vontade contrária da população ou mesmo por cima do fato científico de que a vida humana inicia no momento da concepção. 

Como o poder político do PT vem se esfacelando a olhos vistos e o futuro mostra-se cada vez mais negro para a legenda, utilizar o parlamento para a agenda abortista só acarretará mais desgaste político para o PT e seus aliados, o que eles não podem se permitir neste momento. 

Fora isto, o ex-ministro e o tal grupo que irá ao STF pedir a flexibilização do aborto devido ao surto de microcefalia (que nem se sabe a real causa até o momento) sabem bem que aquela corte lhes é amplamente favorável. Um exemplo recente é a liberação do aborto para fetos portadores de anencefalia, um julgamento (mais um...) que envergonhou o Direito Brasileiro, pois tivemos caso até mesmo de ministro do STF declarando voto antes do julgamento e, de forma jocosa, esperando que o lado que ele apoiava tivesse vitória "acachapante". Um verdadeiro escândalo.

Voltando ao ministro Temporão, o ex-ministro, do alto de sua autoridade moral de quem divulgava dados fantasiosos sobre o aborto, declarou:
"O Brasil vive um momento na política em que o cinismo, a mentira e a hipocrisia têm que terminar no contexto do aborto. Temos que enfrentar a realidade e deixar de fingir que não estamos vendo o que acontece. Abortos ilegais são feitos todos os dias nas camadas mais ricas da sociedade."
Ah! A suprema e ilibada moral dos que defendem a morte de seres humanos no ventre de suas mães! O velho discurso para a galera de que "os ricos podem abortar"!

Ninguém está fingindo que não está vendo o que acontece. Na verdade, vai ficando bem clara a baixeza dos abortistas ao aproveitarem de uma epidemia que vem causando pânico entre a população como "oportunidade" (palavra de feminista/abortista, não esqueçamos) para tentar a liberação do aborto tomando o atalho do Poder Judiciário e evitando o debate no parlamento. Haja "cinismo, mentira e hipocrisia", não é mesmo, ex-ministro?

Na reportagem da BBC Brasil, Temporão parece querer assumir um papel de patrono do aborto no Brasil. Eis um trecho interessante:
"'A presidente Dilma nunca falou sobre o assunto e nenhum dos ministros que me sucedeu tocou no tema. Eu me arrisquei, botei meu rosto no debate e nunca recuei', diz hoje, se definindo como um 'homem militante da causa feminista'."
Ele devia ser mais justo e dar o crédito que o ex-presidente Lula merece. Poderia também parar de tentar preservar a presidente Dilma de forma patética ao dizer que ela jamais se pronunciou sobre o assunto. Só um idiota acha mesmo que Dilma não é favorável ao aborto, pois ela colocou à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres uma feminista que até já chegou a fazer abortos, mesmo não sendo médica.

Então o ex-ministro Temporão poderia bem parar de tentar dar uma de super-herói e receber todas as balas no peito de aço gritando "Deixa comigo!", que todo mundo sabe bem que a busca pela liberação do aborto é uma antiga busca da esquerda, principalmente dos governos petistas - mas não somente, claro.

O mais curioso na reportagem é que o ex-ministro deixa bem claro que não existe comprovação que a infecção pelo vírus Zika seja o causador do surto de microcefalia, mas ele usa a epidemia de vírus Zika de qualquer forma para montar o caso que será levado ao STF por ele e seu grupo.
"'Nesta etapa, o que precisamos é obter mais evidências científicas e de saúde pública que deem substância à questão que irá ao Supremo', argumenta Temporão. 'Há robustas evidências epidemiológicas e clínicas, mas ainda não há comprovação determinada e absoluta. Por isso coloquei que é muito importante ouvir e ler mais sobre o tema.'"
Não seria mais prudente coletar os dados, analisá-los e só então partir para a montagem de um caso? Se o tal caso está sendo montado antes da obtenção das "evidências científicas" por que elas são então necessárias? Parece é que o ex-ministro e seu grupo querem colocar uma casquinha científica em sua militância pró-aborto. Parece, na verdade, é que o vírus Zika é exatamente o que a feminista Ilana Löwy disse: "uma oportunidade" para a implantação do aborto.

Mas talvez o trecho mais estranho da reportagem seja o seguinte:
"(...) 'é um absurdo que a sexta economia do mundo tenha índices tão altos de infestação' pelo vírus. 
'Basta comparar bairros mais ricos e mais pobres, a diferença (na incidência da doença) é gritante. Isso coloca em risco de maneira diferenciada essas mulheres', afirma.
Temporão afirma que haveria 'uma falsa impressão' de que epidemia seria fruto da 'negligência das pessoas'. Para o ex-ministro, a principal culpa é do Estado, que não ofereceria 'coleta de lixo, fornecimento correto de água e esgotamento sanitário' de forma adequada."
Quem lê isto fica com a impressão que ou Temporão jamais fez parte de governos petistas ou de que o problema todo começou após sua saída do ministério. Onde estava Temporão quando podia ajudar a resolver estes problemas que poderiam ajudar a controlar a proliferação do mosquito que é o vetor do vírus Zika? 

Será que em seu tempo de ministro ele não achava que os índices de infestação pelo vírus da Dengue não eram também um absurdo? Creio mesmo que ele se importava bem pouco com o problema: em 2007 este blog já recomendava ao então Ministro da Saúde que fosse matar mosquitos, pois este era causador de muito mais mortes que os abortos feitos ilegalmente. Mas é claro que o ministro preferia dar declarações sobre as inexistentes "milhares" de mortes por aborto. Isto é compreensível, pois posar de progressista e colocar em si próprio a medalha de "homem militante da causa feminista" é coisa bem mais descolada que ir tratar de matar mosquitos, não é mesmo? Temporão quer ficar com os louros, e nós ficamos com as doenças que ele deveria ter combatido. Um baita negócio; para ele, claro.

Então ficamos assim: o ex-ministro Temporão foi incompetente para tentar matar mosquitos quando esteve no ministério, mas achava tempo suficiente até para abraçar médicos abortistas sob as luzes dos holofotes. E agora, quando a proliferação dos mosquitos que ele nunca combateu de forma eficiente cria novos problemas de Saúde Pública, ele utiliza-se da desculpa do mosquito e das doenças que por ele são transmitidas para tentar empurrar a agenda abortista na garganta da população brasileira. É isto mesmo?

Só tenho a dar parabéns, ao ex-ministro Temporão. Ele é o retrato perfeito da maioria de nossos homens públicos: é a incompetência posta a serviço da militância, que apenas quer empurrar sua agenda na população. E tudo isto, evidentemente, com generosas pitadas do famoso progressismo chinfrim.


terça-feira, fevereiro 09, 2016

Um comercial de TV deixou furiosos os defensores do aborto

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Um comercial divulgado durante o Super Bowl - a final do campeonato de futebol americano - causou faniquitos entre os abortistas dos EUA.

Cada segundo de transmissão de comerciais nos intervalos do evento esportivo é o mais caro do planeta e estes comerciais criam toda uma expectativa, havendo gente que nem mesmo se importa tanto com o jogo, mas com os comerciais. Ou seja, milhões e milhões de pessoas assistiram a mensagem passada pelos publicitários.

Um destes comerciais deixou raivosos os abortistas norte-americanos. O motivo? Simples: um bebê ainda não nascido era retratado de forma humana. Sim, é isto mesmo. Os abortistas têm horror a que SERES HUMANOS ainda no ventre de suas mães sejam mostrados como SERES HUMANOS. Ou seja, abortistas ligam bem pouco para a verdade, pois sabem que a verdade lhes é desfavorável e ligam bem pouco para a honestidade, pois sabem que o reconhecimento da humanidade do bebê não-nascido seria péssimo para seus "negócios".

Não à toa os não-nascidos são sempre referidos pelos abortistas como "amontoado de células", "parasitas" e nomes semelhantes. A negação da humanidade, o que é comprovado pela própria ciência, é fundamental para manter de pé o castelo de areia dos favoráveis ao aborto. Tudo o que reafirma este fato óbvio causa-lhes faniquitos, pois é exatamente isto que eles não querem que o público em geral fique sabendo. Eles sabem que é bem mais fácil defender o que chamam de "amontoado de células" vá para o lixo, mesmo que eles saibam bem que se trata de um ser humano frágil e inocente.

Exatamente por isto o comercial acima causou a fúria de inúmeras entidades abortistas dos EUA. Como pode alguém ousar mostrar um não-nascido como um ser humano? Como pode alguém ousar mostrar este "absurdo" para milhões de pessoas? O que eles mais querem e precisam é que esta humanidade seja escondida do público e, principalmente, das mulheres que pensam em abortar.

Para manter o negócio do aborto - e é um negócio mesmo, e de milhões de dólares - funcionando os abortistas fazem de tudo: enganam, mentem, são desonestos, negam a ciência, etc. Para eles, tudo isto está valendo. O que não vale mesmo, o que os deixa furiosos é que seja mostrada a óbvia verdade de que a partir da concepção já existe um novo ser humano.

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Assista o comercial abaixo:



domingo, fevereiro 07, 2016

Como o Brasil trata suas crianças: alguém se lembra de João Hélio?

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E não fizemos nada!
Há exatos 9 anos, morria o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas 6 anos, no subúrbio do Rio de Janeiro. Preso pelo cinto de segurança, ele foi arrastado pelo lado de fora do carro que havia sido roubado de sua mãe por quatro bandidos no subúrbio do Rio de Janeiro. Sua mãe e sua irmã mais velha conseguiram sair do carro, mas João Hélio não conseguiu se desvencilhar do cinto que o prendia ao automóvel. Seu corpinho foi destroçado durante o trajeto feito pelos criminosos, que foram presos poucas horas depois do bárbaro crime.

abordei este caso anteriormente no blog e, mesmo após tantos anos, continua sendo difícil tratar disto. Imaginar o pequeno João Hélio, na inocência de seus 6 aninhos, tendo que passar por tamanho sofrimento é coisa que escapa a qualquer um que sequer tente imaginar o absurdo da situação. Assim como é impossível imaginar a dor dos pais do menino, que hoje estaria em plena adolescência se tivesse permanecido entre nós.

À época de sua morte, houve uma justa e esperada indignação, mas, como sempre acontece, não foram poucos os que vieram a público pedir "calma" e "civilidade". Calma e civilidade para lidar com a morte de uma criança que foi arrastada e despedaçada na frente de sua mãe e irmã? O tipo de morte que o menino teve não é aceita nem que seja dada aos animais. Imagine-se o que ocorreria se um pervertido amarrasse um cachorro em seu carro e o saísse arrastando pelas ruas de uma de nossas grandes cidades. Como reagiríamos? Por muito menos gente já perdeu emprego, reputação, etc.

"Ah! Mas os criminosos foram pegos!" Sim, foram. E o que fizemos para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer? Ainda temos de lidar com menores cometendo crimes impunemente, com o sucateamento e desmoralização de nossas polícias, com a incapacidade de nossa população de se defender minimamente. 

Um dos assassinos de João Hélio, Ezequiel Toledo da Silva, era menor de idade quando cometeu o crime. Cumpriu pena sócio-educativa de 3 anos e foi solto. Houve uma iniciativa que procurava colocá-lo em um programa de proteção a testemunhas, pois temia-se por sua integridade física. Houve até mesmo notícia de que ele iria morar no exterior, levado por uma ONG, o que parece não ter acontecido devido à indignação popular diante desta informação. A última notícia que se tem é que ele voltou a cometer crimes. Alguém se surpreende com isto? 

Quando da morte de João Hélio, houve até sociólogo que chamou de "reposta bárbara" o fato de que muitos desejavam a redução da maioridade penal. Houve políticos que não aceitavam sequer discutir o assunto, pois, segundo eles, estávamos ainda sob efeito do impacto emocional do horrível crime que havia sido cometido. Mas e agora? Passados nove anos do acontecido, o que podemos dizer que fizemos de concreto para que mais crianças não corram o risco de morrer como João Hélio? Temos agora por volta de 60.000 homicídios por ano., e muitos destes são cometidos por menores de idade que no máximo cumprirão penas de recolhimento de 3 anos em instituições de segurança baixíssima, onde a única coisa que aprenderão será como cometer mais crimes. 

É assim que o Brasil trata suas crianças. Elas nunca são prioridade. Não merecem educação de qualidade; nossas escolas públicas tornaram-se, fora as pouquíssimas exceções, depósitos de crianças, que de lá sairão em sua maioria analfabetas funcionais. Não merecem investimentos em saneamento, o que diminuiria drasticamente o número de crianças que ainda morrem por doenças que podem ser perfeitamente controladas. 

Mas o que elas parecem merecer, na cabeça de certos políticos, de jornalistas com agenda, de militantes e de todos que lhes dão apoio é a morte. Parece que é melhor que elas nem mesmo venham à luz, que sequer existam, que pereçam ainda no ventre de suas mães. O mesmo Estado que lhes nega educação, que lhes nega condições básicas de saúde, que lhes nega proteção contra crimes tais como foi vítima o pobre João Hélio, é este mesmo Estado que busca que o aborto seja liberado. 

Quando foi que nossas crianças se tornaram o problema? Nosso problema, na verdade, é a incompetência, é a corrupção, é a opção por ideologias comprovadamente assassinas. As más condições deixadas às nossas crianças são a herança de tudo o que criamos por aqui. E serão elas que terão de pagar por nossos erros?

E agora, diante da calamidade da Saúde Pública e da incompetência para pesquisar vacinas ou controlar a proliferação de mosquitos, a primeira resposta dos bem-pensantes é liberar o aborto? Mais uma vez serão nossas crianças que irão pagar por nossa estúpida incompetência? E isto com o aplauso de tantos que ainda têm a petulância de se dizerem preocupados com a saúde da população? 

O pequeno João Hélio morreu faltando poucos dias para o Carnaval de 2007. Em 2011, escrevi isto:
"Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.
Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. Isto, na minha opinião de não-sociólogo, é que é barbaridade!"
O Brasil não é apenas um país que não é sério. O Brasil é um país que tornou-se profundamente sem vergonha, pois é exatamente isto o que se pode dizer de um país que trata suas crianças não como o futuro a ser preservado, mas como o problema a ser eliminado. 


sábado, fevereiro 06, 2016

Feminista chama epidemia de vírus Zika de "OPORTUNIDADE" para a liberação do aborto

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"É UMA OPORTUNIDADE" para legalizar o aborto, diz a feminista Ilana Löwy

A mais nova estrela da turma pró-aborto não está entre os parlamentares, não está entre os intelectuais, não está entre os jornalistas que divulgam dados fraudulentos para tentar enganar os incautos, não está em alguma das inúmeras ONGs cujo único objetivo é lutar pela legalização do aborto, não está no Poder Judiciário e tampouco está no governo petista, que desde sua ascensão ao poder busca incansavelmente a completa liberação do aborto no Brasil. (Mas é bom notar que também o PSDB, representado principalmente por José Serra, já foi responsável por desastrosas decisões favoráveis ao aborto no Brasil.)

Nada disto. A nova estrela do movimento abortista no Brasil é o mosquito Aedes Aegypt, que transmite o vírus Zika e que vem causando pânico no Brasil e em outras partes do mundo. Este mosquito é a esperança de inúmeros defensores do assassinato de bebês no ventre de suas mães. Simples assim? Sim, simples assim. Como a população é esmagadoramente contrária ao aborto, e os esforços jurídicos e políticos vêm demorando muito mesmo após mais de 12 anos de governo petista, que era a grande esperança dos abortistas, parece que eles resolveram apelar para a guerra biológica e resolveram ir atrás do bloco do mosquito.

Este mosquito virou o mascote entre a turma do aborto. ONGs abortistas, parlamentares supostamente "progressistas", jornalistas que afetam isenção sobre o assunto, intelectuais e militantes feministas radicais, todos estão adorando o pânico causado pelo o aumento dos casos de infecção pelo vírus Zika entre a população e pela suspeita de que esta infecção seja a causa do surto de casos de microcefalia que vem ocorrendo principalmente no Nordeste do País, coisa que sequer foi comprovada pelos dados disponíveis até o momento.

Dizer que tais pessoas estão adorando o pânico da população é uma palavra muito dura? Será mesmo que alguém seria capaz de ser baixo ao ponto de ver a fundamentada preocupação da população como, digamos, uma oportunidade para levar à frente a agenda da liberação do aborto? Será que alguém seria capaz de tal baixeza? Resposta: sim. Um retumbante "SIM".

E há provas disto? Sim, há. Vez por outra um militante favorável ao aborto deixa-nos ver claramente suas reais intenções e seus métodos. Foi exatamente o que fez a professora Ilana Löwy em entrevista à revista "Época" desta semana. Eis o trecho em questão:
"ÉPOCA – O surto de zika vírus e sua provável relação com o aumento de casos de microcefalia podem influenciar, como ocorreu com a rubéola na Europa, mudanças na legislação sobre o aborto no Brasil?
Ilana LöwyÉ uma oportunidade. Espero de verdade que a epidemia de zika vírus no Brasil abra espaço para se debater o direito de decisão da mulher de ter ou não o bebê, como aconteceu com a epidemia de rubéola no Reino Unido. (...)"
Ficou claro o suficiente? A professora Löwy chama de "oportunidade" a epidemia do vírus Zika que vem causando pânico entre a população. Ela, ao invés de esperar e cobrar que a epidemia seja debelada, espera que esta tragédia na área da Saúde "abra espaço" para o debate sobre o aborto.

A professora não poderia ser mais clara sobre como é o método abortista de proceder e aproveitar o que eles chamam de "oportunidades". Seja o estupro de mulheres, seja a gravidez de menores de idade, seja o drama das mulheres que têm de enfrentar gravidezes de fetos anencéfalos, nada parece escapar à sanha abortista pela busca de "oportunidades" para que o aborto seja totalmente liberado.

Mas, como não poderia deixar de acontecer, a revista "Época" não conta tudo sobre a professora Ilana Löwy. Ao chamar sra. Löwy apenas de "pesquisadora", a revista foi, digamos assim, bem superficial sobre o currículo da professora. 

Quem é Ilana Löwy, seria ela apenas uma apenas uma pesquisadora? Segundo a "Revista Estudos Feministas", vol. 23, nº 2, de 2015, ela é:
"bióloga, historiadora das ciências e feminista. (...) e autora de vários ensaios sobre as relações entre ciências biomédicas, gênero e feminismo, envolvendo temáticas como a assistência médica à reprodução, história da contracepção e os problemas ligados à utilização dos hormônios como medicamentos."
Por que a "Época" não indicou que a professora Löwy é feminista? A revista a qualifica como historiadora científica e esquece de fazer referência ao feminismo da professora? E isto justo agora que qualquer cantora, blogueira, atriz e até mesmo "homens" (os patéticos "feministos") adoram serem reconhecido como feministas?

Sobre os interesses da professora, a publicação diz apenas que "são voltados para diagnósticos pré-natais e prevenção e tratamento de doenças relacionadas a mudanças no material genético do feto", sem uma palavra sequer sobre o espectro real dos interesses da acadêmica, que pode ser visto em seu mini-currículo publicado na "Revista Estudos Feministas". Isto é, no mínimo, curioso, mas não é incomum que a "Época" saia dos trilhos quando trata do assunto aborto. Em 2008, a então redatora-chefe da revista, Ruth de Aquino, escreveu um artigo panfletário sobre o aborto e este foi abordado aqui mesmo neste blog ("Não, não é tudo verdade"). Na verdade, a "Época" apenas segue a linha editorial da imensa maioria da imprensa brasileira quando trata da questão do aborto.

É muito indicada a leitura de toda a entrevista, pois nela pode-se ver claramente o que vai na cabeça dos abortistas quando falam francamente sobre o assunto. Apenas para finalizar e ser breve, e deixando de lado o "esquecimento" da revista "Época" sobre o feminismo da professora Löwy, eis o último trecho da entrevista:
"ÉPOCA – A senhora estudou a febre amarela urbana, também transmitida pelo Aedes aegypti. É possível eliminar esse vetor, que transmite ainda dengue e zika vírus? 
Ilana Löwy – É uma meta importante, mas muito difícil de ser atingida rapidamente. Minha crença de que será difícil eliminar os mosquitos está baseada na observação da dificuldade de eliminar a epidemia de dengue."
Ou seja, se está difícil matar os mosquitos, vamos então liberar a matança de bebês. É isto mesmo? A conclusão que se tira, por mais perversa que esta seja, é de que, para certas pessoas, até mosquitos têm mais direitos à vida que bebês não-nascidos.


sexta-feira, janeiro 22, 2016

Na Marcha pela Vida nos EUA, os jovens dão o recado!

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"Uma vida é tirada.
Muitos corações são partidos."

Como ocorre todo ano desde 1974, hoje mais uma vez aconteceu em Washington D.C., a capital dos EUA, a "Marcha pela Vida".



"ABORTO: 1/3 de nossa geração está faltando"

"Terroristas mataram 3000 desde 1990.
Abortistas mataram 4000 desde ONTEM."

"Eu AMO mulheres e bebês!" 
"É assim que se parece uma FEMINISTA PRÓ-VIDA!"

"Pró-Vida - Pró-Mulher - Pró-Amor"

"Pode me chamar de extremista, mas eu penso que o desmembramento é errado"

"Esta feminista se opõe à discriminação por desmembramento"

"Espero que minha mamãe seja pró-vida"

"Todas as vidas são importantes"

"Somos todos humanos, certo?
Cada vida humana possui o mesmo valor e vale a pena ser salva."

"Um amor, dois batimentos.
Mal posso esperar para encontrar meu filho em 123 dias!"

"Uma pessoa é uma pessoa, não importa o tamanho"

Os jovens são a maioria 


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Fonte das imagens: 35 of the Most Interesting Signs at the March for Life

quarta-feira, janeiro 13, 2016

"Meu corpo! Minha fraude!" - Na Espanha, mulheres engravidavam para fazer abortos e receber dinheiro do seguro

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Segundo informa um jornal espanhol, na província de Almería foram presas 16 pessoas que faziam parte de uma quadrilha que cometia fraudes para receber indenizações de seguradoras.

Continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2016/01/13/meu-corpo-minha-fraude-na-espanha-mulheres-engravidavam-para-fazer-abortos-e-receber-dinheiro-do-seguro

segunda-feira, janeiro 11, 2016

A quem interessa a impunidade pelo crime de aborto? - O jogo de interesses que lucra com a morte de mulheres e seus bebês

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No dia 14/10/2014, a polícia do Rio de Janeiro realizou a Operação Herodes, na qual 75 mandados de prisão e 118 de busca e apreensão foram executados para desbaratar a principal quadrilha responsável por clínicas de aborto no RJ. 

Dentre os presos na operação, havia médicos, policiais civis e militares, advogados, enfermeiras. A investigação foi a maior já realizada no Brasil para coibir e punir a prática do aborto, contando com 70 delegados e 430 agentes de polícia, e o inquérito policial produzido totalizou 14.108 páginas em 56 volumes, segundo informa a notícia do portal G1 à época. 

Apesar do sucesso da operação, apesar de todo o dinheiro dos pagadores de impostos investido para acabar com esta verdadeira máfia que ganha dinheiro sujo à custa do desespero de mulheres e do sangue de inocentes, os próprios policiais participantes da operação sabiam que lutavam uma luta ingrata em um país onde a impunidade é praxe, mesmo para os crimes tão baixos como o aborto.

Eis o que consta em reportagem do G1:
"'A história dessas pessoas demonstra que eles já vêm há muitos anos numa história de crimes sem punição. A legislação é muito benevolente com esse tipo de crime', afirmou Veloso, destacando que até hoje essas pessoas eram presas apenas em flagrante e depois acabavam sendo soltas por alguma medida cautelar."

A declaração foi de Fernando Veloso, então Chefe de Polícia Civil do RJ. Quando até a autoridade policial sabe que luta contra um mar de impunidade a coisa está bem difícil, a começar pela benevolência com um crime bárbaro, mas que é por muitos tolerado pelos mais variado motivos. Tudo fica mais fácil, claro, porque a principal vítima sequer tem voz para clamar contra a violência da qual é alvo.

Veloso, porém, não foi profético, não foi visionário e nem foi advinho. Foi apenas um realista. Ele sabia bem com o que estava lidando. A prova disto é a Medida Cautelar dada pelo Ministro Marco Aurélio, do STF, publicada em 12/11/2015, que deu a liberdade aos que haviam sido presos na Operação Herodes.

A justificativa para que os acusados respondam ao processo em liberdade que foi acolhida pelo ministro foi que "o ato que implicou a prisão preventiva mostrou-se fundamentado na prática delituosa, sem lançamento de qualquer motivação individualizada, relativa a cada réu". Em um inquérito de 14.108 páginas produzido por uma investigação de uma equipe de mais de 500 policiais, entre delegados e agentes, é de se imaginar que o que não falte é "motivação individualizada" de cada réu. Ou a polícia do RJ foi extremamente incompetente ou a justiça brasileira parece mais disposta a ater-se a detalhes técnicos mínimos do que tirar de circulação pessoas que cometem o crime de aborto há décadas.

E tudo isto feito, claro, com o dinheiro dos impostos da população, que espera que criminosos contumazes sejam processados e presos, e não que seu dinheiro seja gasto em uma operação que ao final resulte na soltura dos acusados devido a algum erro técnico.

Deixando de lado os labirintos técnicos de nossa justiça, podemos falar um pouco do trabalho executado pela quadrilha de aborteiros, para que se tenha idéia com o que estamos lidando neste caso.

O delegado Glaudiston Galeno declarou o seguinte sobre os médicos que haviam sido presos:
"Os médicos que estão sendo presos hoje são açougueiros humanos. Eles matam como se estivessem matando bezerros. Essa é a visão dessas pessoas."
Um destes presos é o médico Aloísio Soares Guimarães, apontado como um dos chefes da quadrilha, que tinha mais de 80 anos de idade quando da operação, e, segundo informa o G1, faz abortos desde 1972. É isto mesmo: há mais de 40 anos o médico faz abortos sem que a Justiça seja capaz de colocá-lo atrás das grades e sem que sequer o Conselho Regional de Medicina do RJ (Cremerj) o puna de alguma forma. Seu registro no Cremerj está ativo e uma simples busca na internet revela até o endereço de seu consultório.

Um outro destes presos é o médico Bruno Gomes da Silva, que estava com 80 anos à época da Operação Herodes. Conhecido pela alcunha de "Doutor Aborto", a página do jornal O Globo informa que ele até mesmo tomou cerveja enquanto fazia um aborto, segundo consta do inquérito policial.


O médico Bruno Gomes da Silva sendo preso em 2007


Dr. Bruno faz jus ao apelido de "Doutor Aborto". Basta algumas buscas na internet para traçarmos um pouco de sua história no ramo de lucrar com o sangue de inocentes e com o desespero de mulheres. Eis algumas notícias envolvendo o "Doutor Aborto" antes mesmo da Operação Herodes:


  • Em 13/10/2008 - Madureira (bairro da Zona Norte do Rio):
"O médico responsável pelo estabelecimento, identificado como Bruno Gomes da Silva, não foi encontrado pela polícia. Ele e outro funcionário teriam escapado pelos fundos da clínica ao perceberem a chegada dos policiais." (notícia original aqui)


  • Em 13/08/2009 - Botafogo (bairro da Zona Sul do Rio):
"No estabelecimento da Rua Paulo Barreto, os agentes prenderam, em flagrante, o médico Bruno Gomes da Silva, e detiveram funcionários do local e mulheres que aguardavam para realizar o aborto. Uma das vítimas, que estava sendo preparada para o procedimento, foi encaminhada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea" (notícia original aqui)


  • Em 09/05/2014 - Jacarezinho (bairro da Zona Norte do Rio):
"A responsável pela clínica, não identificada pela polícia, conseguiu fugir antes da operação, assim como um dos médicos, Bruno Gomes da Silva, de 80 anos, que deixou a clínica ao ver a movimentação da polícia. Ele realizava abortos desde 1957 e já teve várias clínicas ilegais de aborto. A clínica lucrava de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil por aborto." (notícia original aqui)

O registro no Cremerj do "Doutor Aborto" também continua ativo. Quando de sua prisão em 13/08/2009, assim informou o Jornal do Brasil em sua página:
"O Cremerj informou que aguarda a comunicação da polícia sobre a participação de médicos nas clínicas de aborto para tomar as medidas cabíveis, que vão de advertência a cassação que precisa ser referendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Na década de 1970, Bruno Gomes da Silva chegou a ter a cassação recomendada pelo Cremerj, mas o Conselho Federal de Medicina (CFM) reduziu a pena para suspensão por 30 dias."

Ou seja, se o Cremerj tivesse atuado como deveria contra um aborteiro em 1970, muitas vidas humanas teriam sido poupadas das mãos gananciosas do "Doutor Aborto". Ao invés disto, o Cremerj o deixou escapar apenas com 30 dias de suspensão, o que equivale a um tapinha na mão. Afinal, o que são 30 dias de suspensão em relação a mais 40 anos de abortos, não é mesmo?

Entre os presos na Operação Herodes, encontrava-se também a médica Ana Maria G. Barbosa. Ela, que também tem o registro em dia junto ao Cremerj, já é conhecida do Ministério Público do RJ, que há mais de uma década já a havia denunciado pela prática de abortos - 6.352 abortos, para sermos mais precisos. Eis o que informa a página do jornal Gazeta do Povo, do Paraná:
"Uma médica foi presa nesta terça-feira (14) durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra uma quadrilha que realizava abortos. Ana Maria G. Barbosa é do município de Montanha, norte do Espírito Santo, e morava em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. A médica tem uma casa em São Mateus, Região Norte do Espírito Santo, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão pela Polícia Civil do Rio. O material apreendido será investigado. Contra ela ainda pesam mais de 6 mil denúncias pela prática de aborto.  O Ministério Público do Rio de Janeiro já havia denunciado a médica pela prática de 6.352 abortos no período de janeiro de 2001 a 9 de abril de 2003. Ela teria realizado os procedimentos em uma clínica na cidade de São João do Meriti, na Baixada Fluminense."

Os médicos Aloísio Soares Guimarães, Bruno Gomes da Silva e Ana Maria G. Barbosa são apenas 3 dos presos durante a Operação Herodes, e o que se colocou aqui como exemplo é apenas uma amostra do que se pode encontrar em simples buscas na internet.

Agora, vamos falar um pouco sobre as vítimas. 

Quando foi deflagrada a Operação Herodes, os casos das mortes de duas mulheres haviam causado comoção na sociedade há poucos meses. Jandira Magdalena dos Santos, de 27 anos, e Elizângela Barbosa, de 32 anos, morreram após fazerem abortos em clínicas clandestinas. Como não poderia deixar de acontecer, os favoráveis ao aborto instrumentalizaram ambas as mortes para tentar levar à frente sua agenda que busca a total liberação do aborto no Brasil.

Entidades e sites feministas, como é de praxe, sentiram o cheiro de sangue e saíram gritando o absurdo que tais mulheres tenham sido "obrigadas" a recorrer a clínicas clandestinas para fazerem abortos. Em um destes sites, uma jovem feminista escreveu uma longa peça culpando todo mundo pela morte de Jandira: os machistas, os políticos, os religiosos, a sociedade hipócrita, etc. Ou seja, todos os que ela, jovem feminista em seu mundo paranóico, combate em "textões" publicados em Facebook e sites feministas, é que são os reais assassinos de Jandira. Não foi a máfia abortista que matou Jandira, não foram médicos como o "Doutor Aborto", nada disto. Os reais assassinos foram os que dizem às mulheres para não abortar, pois isto poderá custar sua própria vida e certamente custará a vida do filho que está em seu ventre. Os reais assassinos são aqueles que dizem às mulheres que elas merecem mais que abortos. Os reais assassinos são aqueles que chamam à responsabilidades os homens, para que jamais neguem apoio às suas companheiras no caso de uma gravidez. É nesta farsa que as ativistas feministas querem que todos acreditem.


Sala de cirurgia em uma das clínicas de aborto.
Abaixo, um triturador de fetos. (fonte)
Mas o que impressiona não é que tais grupos tenham aproveitado a chance criada pela morte das duas mulheres para empurrar sua agenda, pois isto não é incomum. O que impressiona mesmo é a facilidade com que elas se esqueceram da morte das duas mulheres.

Curiosamente, não se viu feminista que tenha vindo à público apoiar os resultados da Operação Herodes, que ocorreu apenas alguns meses após as tragédias das duas mulheres. Não se soube de feminista que tenha procurado a imprensa e parabenizado a polícia por ter prendido aborteiros que há décadas ganhavam dinheiro às custas do desespero de mulheres.

É claro que isto jamais aconteceria, pois aos favoráveis ao aborto a existência de um "Doutor Aborto" tomando sua cerveja enquanto retalha bebês no ventre de suas mães é um fato que ajuda a causa que defendem. Tanto médicos inescrupulosos quanto mulheres que morrem em suas mãos, tais como Jandira e Elizângela, são dados que ajudam na manutenção da narrativa da "necessidade e urgência da liberação do aborto". Aos que apóiam o aborto, uma Operação Herodes mais atrapalha do que ajuda. Aos que apóiam o aborto, as mortes de duas mulheres que buscavam abortar seus filhos servem perfeitamente a seus objetivos.

É duro dizer tal coisa? É forçar demais? Será mesmo? Onde então está a indignação pela recente liberação dos que haviam sido presos durante a Operação Herodes? Onde está a revolta com médicos que por décadas ganharam dinheiro com o desespero e com o sangue de mulheres desesperadas? Nada... Só há silêncio. Não há passeatas. Nâo há "textão" no Facebook. Nada. 

Não são as feministas que dizem lutar pelos direitos das mulheres? Por que então o desbaratamento de uma máfia de aborteiros não mereceu qualquer atenção de tais grupos? Por que a liberação de gente que era capaz de tomar cerveja enquanto fazia abortos não criou qualquer tipo de comoção?

A verdade é que a existência de clínicas clandestinas, de médicos inescrupulosos, de máfias de aborteiros e de mulheres que morrem cometendo o crime de aborto cabe perfeitamente no plano de quem deseja ver a lberação do aborto no Brasil. E é por isto que há tanta impunidade em relação ao aborto. É por isto que a liberação dos que haviam sido presos em uma operação policial exemplar não causa o mínimo de indignação entre feministas, entre políticos defensores do aborto e nem na mídia.

No Brasil, o assassino Rei Herodes provavelmente seria endeusado e tratado como "progressista". A única coisa que desejam os abortistas é que apareçam mais Jandiras e mais Elizângelas para que suas mortes sirvam à sua causa. E enquanto isto não acontece, quanto mais "Doutores Aborto" estiverem livres, melhor.


sexta-feira, janeiro 08, 2016

Homem contratou uma "barriga de aluguel" e depois quis obrigá-la a abortar um de seus trigêmeos

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Melissa Cook
Melissa Cook, norte-americana de 47 anos e que já é mãe de 4 filhos, foi contratada por um homem de 49 anos, solteiro e que ainda vive com seus pais, para ser a barriga de aluguel de um bebê concebido com o esperma dele e o óvulo de uma jovem doadora de 20 anos. 

domingo, novembro 08, 2015

Um milagre chamado Maria Clara e o contraste entre dois médicos

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A pequenina Maria Clara sendo medida pela equipe do berçário

"Não vou tirar... Não consigo... É a esperança de manter uma vida..."

Foi com estas palavras que o médico Frederico Mendes Vieira respondeu a uma pergunta sobre o motivo pelo qual decidiu manter uma bebê no ventre de uma paciente mesmo que isto estivesse contrariando o que é relatado na literatura médica. 

Se dr. Frederico tivesse procedido de outra forma e feito o aborto, mesmo que por razões médicas, a bebê Maria Clara, filha de Charlô Pereira da Silva, não teria nascido na última sexta-feira (06/11) na cidade de São Joaquim, SC, no Hospital Sagrado Coração de Jesus. Segundo a reportagem da página São Joaquim Online, a gestação começou a mostrar-se problemática quando houve rompimento da bolsa com 21 semanas e 4 dias. Pelo que informou o dr. Frederico ao site, a literatura médica dá como certa a morto do bebê em casos deste tipo. 
Dr. Frederico Mendes Vieira

Eis as palavras do médico-obstetra:
“Não exitem relatos de bolsa rota (ruptura prematura) de fetos que tenham sobrevivido com 63 dias (sem o líquido amniótico). Existem relatos de 55 dias, mas não de 63. Vou inclusive levar ao Congresso Nacional de Medicina em Brasília e vou relatar o caso. Porque para a medicina é impossível que o feto tenha sobrevivido. Isto foi um milagre, pois não existia chances. Não era nem 99% de o feto morrer, era 100%… Era só levar para a sala do parto e abortar a criança para não causar riscos para a mãe.” 

Charlô estava internada no hospital há 2 meses devido a necessidade de cuidados intensos. Na sexta-feira passada, após dr. Frederico observar que a bebê não estava mais se desenvolvendo, foi feita uma cesariana de emergência para que Maria Clara viesse à luz. 

O tempo gestacional total foi de 30 semanas e 4 dias. Maria Clara permaneceu na barriga de sua mãe 9 semanas após o rompimento da bolsa, um verdadeiro milagre! E este milagre só foi possível porque no Hospital Sagrado Coração de Jesus havia um médico que estava comprometido com a preservação da vida, um médico que, por suas próprias palavras, tinha "esperança de manter uma vida", mesmo que para isto tivesse de contrariar até mesmo seus conhecimentos médicos.

E quando pensamos que nesta mesma semana a edição da Revista Veja São Paulo traz em sua capa o médico Jefferson Drezett que tem em seu currículo mais de 600 "abortos legais", podemos ver um dos maiores problemas do Brasil: damos valor aos que não merecem, premiamos o erro, louvamos a corrupção.
Charlô Pereira da Silva, a mãe

É evidente que a reportagem foi pautada pela militância abortista, que vê perigo com a votação do Projeto de Lei 5069/2013, que, dentre outras disposições, exige a apresentação de B.O. para o acesso ao eufemisticamente chamado "aborto legal" -- se preferir chamar de "assassinato legal" ou "esquartejamento assistido" também está valendo. Pois é... Para criar brechas para o aumento no caso de abortos no Brasil, a atual militância feminista está disposta até mesmo a deixar de lado que mulheres denunciem estupradores. A prova que a militância abortista tem o pé firme da redação de Veja (coisa que não é novidade para este blog...) pode ser visto neste trecho da reportagem:
"A questão do aborto legal vem sendo muito discutida devido ao recente projeto de lei do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele quer dificultar essa operação no país. A proposta, que passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 21 de outubro, prevê, entre outras coisas, a obrigatoriedade de um boletim de ocorrência para a realização do procedimento (atualmente, basta a  palavra da vítima no hospital) e mais restrições à venda de medicamentos considerados abortivos no Brasil. Na prática, segundo os críticos da ideia, isso poderia impedir por aqui até a comercialização da pílula do dia seguinte, droga hoje vendida livremente nas farmácias."

Quando se quer manipular a opinião pública, começa-se sempre por criar um vilão. Neste caso, é Eduardo Cunha o alvo, por ser autor do Projeto de Lei original. Mas não apenas por isto, claro, pois há outros motivos políticos pelos quais a esquerda queira vê-lo longe do poder. Segundo a Veja, "ele quer dificultar essa operação no país". Certo... Curiosamente, a revista sequer menciona que a população brasileira é esmagadoramente contrária a mudanças na lei referente ao aborto e duvido muito que seja a favor de quem quer deixar brechas na lei para que o aborto possa ser feito por quem desejar. 

Faltou também a revista informar que os tais "críticos de idéia" são os militantes abortistas e também que a parte sobre a pílula do dia seguinte é uma deslavada mentira, tendo sido criada apenas uma cortina de fumaça pelos abortistas como é seu método conhecido.

Na reportagem da Veja São Paulo há todo um cuidado em mostrar o trabalho que dr. Drezett e sua equipe fazem com tanta eficiência há vários anos. É tudo muito "humano" e o hospital Pérola Byington até já ganhou um prêmio do Banco Mundial por seu trabalho de abortar bebês. É evidente que em momento nenhum a revista reporta que a cada aborto, independente de como tenha sido concebido, é um ser humano que é eliminado. Atendimento humanizado, neste caso, é para alguns apenas, certo?

O pai de Maria Clara, Anderson, e o médico Frederico Mendes Vieira,
emocionados com o milagre chamado Maria Clara

É também ótimo sabermos que em um país onde a Saúde Pública está totalmente falida, com gestantes muitas vezes sendo atendidas no chão de hospitais, o Pérola Byington ganha um prémio "pela excelência do trabalho ali realizado". O "trabalho realizado" no caso, é sempre bom lembrar, é a morte de bebês no ventre de suas mães. É evidente que nem dr. Drezett e nem a revista irão contar aos leitores que a partir da concepção já existe um novo ser humano. Pelo jeito, há verdades que os leitores de Veja não merecem ler.
Dr. Drezett e a capa de Veja SP

E é este tipo de trabalho realizado pelo dr. Drezett que merece uma capa da Veja São Paulo e um prêmio do Banco Mundial. Já o milagre que foi o nascimento de Maria Clara, milagre que só foi possível porque o dr. Frederico Mendes Vieira teve esperança de manter aquela vida em gestação, não merecerá uma capa de Veja ou coisa parecida. O Brasil é mesmo só para iniciados...


Mas a verdade é que isto pouco importa. As lágrimas de emoção nos olhos do médico e do pai de Maria Clara valem bem mais que uma capa de revista semanal. 

Dr. Frederico teve esperança na vida que estava em gestação e foi partícipe de um milagre que se chama Maria Clara; já o dr. Drezett, que após mais de 600 abortos declarou não ter qualquer problema de consciência, pode contemplar o resultado de seu trabalho olhando para o lixo hospitalar. Que contraste, não?

Em sua página no Facebook, o dr. Frederico assim escreveu sobre a experiência única que foi o nascimento de Maria Clara:
"Obrigado meu Deus pelos 63 milagres que trouxeram Maria Clara ao mundo e por me permitir fazer parte desta historia. 
Obrigado a família pela confiança. Especialmente aos pais Charlô e Anderson! 
Obrigado ao hospital pela estrutura disponibilizada. 
Obrigado à equipe de enfermagem pelo suporte e comprometimento. 
Obrigado a todos que se emocionaram com o milagre da vida!"

E todos nós agradecemos ao dr. Frederico e por ele representar tão bem o que é a missão da verdadeira Medicina: salvar e preservar a vida humana.