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terça-feira, março 06, 2012

Cultura da Morte: o infanticídio

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Na última semana, vários foram os veículos de imprensa que publicaram notas sobre um artigo de dois estudiosos de Bioética no qual eles trataram da aceitabilidade do que eles chamaram de "aborto pós-parto" ("Pergunta abortista: E por que um bebê deveria viver?").

É bom que se diga que "aborto pós-parto" é coisa que não existe. Isto é mero palavrório para o velho infanticídio, coisa que é tão abjeta que até mesmo os autores do tal artigo evitaram chamá-lo pelo seu nome correto, procurando antes inventar um termo contraditório, aproveitando a aceitação do aborto para ir mais além em seus delírios demoníacos.

A oposição que se levantou por todo o mundo em relação ao tal artigo é muito positiva, sem dúvida alguma, mas é também um sinal do que vai muito errado em nosso meio. Para mim, a surpresa é que não haja mais gente indignada com o que vem acontecendo entre nós há décadas. Foi preciso que o artigo dos pesquisadores imprimisse na mente de muitos as imagens de bebês já fora do útero de suas mães sendo massacrados por mera conveniência para que muitos visualizassem todo o horror da Cultura da Morte.

Os pesquisadores, se é que podemos chamar assim gente que gasta tempo e esforços próprios e da sociedade para produzir suporte intelectual ao assassinato de bebês, simplesmente não levantaram um dia e resolveram que era chegado o momento de defender o puro e simples assassinato de bebês após o parto. Isto é um processo longo e tortuoso (como na lição que nos passa o célebre filme de Ingmar Bergman, "O ovo da serpente") e que a muitos vai passando perigosamente despercebido.

Quem vê as premissas que são a base do raciocínio dos autores Giubilini e Minerva, nota que elas são aceitas como corretíssimas por muita gente que provavelmente fez cara de nojo ao saber o que os pesquisadores haviam publicado. Quem aceita as premissas dos pesquisadores e vira a cara para a conclusão final de seu raciocínio, que é a aceitação do infanticídio, porta-se como um abortista que se indigna quando vê um pró-vida portando um cartaz com um feto destroçado resultante de um aborto "bem sucedido". É um grande covarde, pois quer lutar pelo direito do aborto mas não quer sequer encarar as conseqüências de tal "direito".

Mas este episódio não deixou lições apenas para abortistas de meia-tigela... A verdade, a mais pura verdade, é que o infanticídio vem sendo defendido, na prática, em várias instâncias mundo afora

Aqui mesmo no Brasil, conforme já divulgado neste blog, há certas comunidades indígenas que ainda praticam o infanticídio, com o aval de certos antropólogos e "missionários" que se importam bem pouco com o Reino de Deus. Um distorcido princípio de não-intervencionismo faz com que crianças indígenas de certas comunidades sejam cruelmente mortas por serem gêmeas ou portadoras de alguma deficiência.

Como o mal não é privilégio dos ignorantes, na sofisticadíssima e abastada Holanda o infanticídio é também praticado, com o aval das leis. Parece que por lá a Justiça é cega não para ser justa, mas para não ter de ver a perversão que os legisladores criaram com suas leis que mais parecem escritas pelo próprio diabo.

Mas este festival de horrores aos quais assistimos há muito não pára por aí...

Recentemente, em um debate envolvendo os pré-candidatos rebuplicanos às próximas eleições presidenciais dos EUA, o conhecido político Newt Gingrich perguntou por que a grande imprensa daquele país jamais confrontou Barack Obama com seu favorecimento ao infanticídio quando era senador do estado de Illinois. -- Como assim? Que conversa é esta? -- muitos indagaram, entre democratas e republicanos.

Não, isto não se trata do tristemente famoso "Aborto por Nascimento Parcial", um procedimento que já é de gelar o coração até dos mais fortes, no qual o bebê já quase  plenamente formado é retirado do útero de sua mãe, à exceção de sua cabeça, na qual é feito um buraco e enfiado um tubo por onde seu cérebro será sugado. Este procedimento é um horror à parte e teve também o apoio incondicional de Obama, mas não é sobre isto que Newt Gingrich falava.

O político republicano falava especificamente sobre Obama ter votado contra o Illinois´ Born Alive Infant Protection Act [Ato de Proteção ao Bebê Nascido Vivo do Estado de Illinois]. Esta legislação visava que crianças que acaso tivessem sobrevivido a tentativa de aborto fossem reconhecidas legalmente como pessoas, sendo obrigatório que lhes fossem dispensados cuidados médicos para mantê-las vivas.

Pois bem, nas 3 oportunidades em que esta legislação foi apresentada ao senado estadual de Illinois, o então senador Barack Obama votou contra. Para Obama, o suposto direito ao aborto vai tão longe que inclui a possibilidade de na eventualidade de um bebê sobreviver ao procedimento de aborto, que este seja abandonado à morte, como em casos já acontecidos na Grã-Bretanha nos quais até mesmo bebês que não haviam sido abortados foram deixados sem cuidado médico para que morressem ("Um bebê abandonado à morte" e "Hitler venceu?").

Ou seja, os pesquisadores Giubilini e Minerva não estão, infelizmente, falando de coisas novas. A Cultura da Morte vai tão avançada pelo mundo que uma pessoa como Obama consegue se eleger presidente da nação mais poderosa do mundo sem que a imprensa sequer o indague sobre suas ações como político, que na prática favoreceram o infanticídio. Vai tão avançada, que se sente à vontade com a promoção do infanticídio nos mais escondidos grotões brasileiros ou na cosmopolita e pervertida Holanda.


A perseguição a Padre Paulo Ricardo

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Só posso achar que veio das profundezas uma carta aberta pedindo o afastamento do Padre Paulo Ricardo. É esta conclusão lógica a que posso chegar, pois, afinal, quem é o pai da mentira?

Li a tal carta e digo que o bom Padre Paulo Ricardo é a voz de muitos católicos. Estamos sem paciência para padrecos de show, para assistentes sociais fantasiadas de freiras, para bispos que mais parecem políticos. Padre Paulo Ricardo fala de coisas que há muito os católicos esperam que seus religiosos e bispos falem.

Acima de tudo, ele porta-se como um verdadeiro sacerdote. Não fica contemporizando com o mal, não aceita o fácil e batido discurso de "ir aonde o povo está", que virou passaporte para padres virarem estrelas midiáticas e deixar seu serviço principal de lado: a conversão de almas para o Senhor Deus.

A batina, aos subscritores da tal carta, parece-lhes um grande incômodo, dizendo-se contra seu uso ideológico. Mesmo? E quando foi que tais religiosos usaram-na, afinal? Sabem, aliás, o significado do uso da batina? Sabem, aliás, que deviam utilizá-la? Interpretam "hábito eclesiástico conveniente" como uma permissão para, convenientemente, não usar hábito algum. 

Como não poderia deixar de ser, atacam as posições políticas do padre, pois ele não é da laia dos que viram a cara para o fato de que socialismo e catolicismo são realidades excludentes. Como já ensinado pelo Papa Pio XI, "ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista" (Encíclica Quadragesimo Anno). Ele não é dos que há décadas faz do projeto político de certos partidos a razão de ser de seu sacerdócio. Ele não é dos que vendem seus dons para o serviço de uma ideologia que nada tem a ver com a missão da Santa Igreja.

Atacam-no em sua ortodoxia, chegando à desfaçatez de distorcer discursos de S.S. Bento XVI para antepô-los às atitudes do bom padre. Pois então que venham a público e mostrem em que não concordam com o discurso do padre, pois críticas abstratas de nada valem. Pois que tenham a coragem que o Padre Paulo Ricardo tem em suas denúncias e mostrem seus incômodos -- profundamente teológicos, não? -- com o discurso do padre. Creio que isto deva ser tarefa extremamente fácil já que foi tão forte a reação ao que o padre vem ensinando.

Os subscritores são, acima de tudo, covardes. Sim, pois é a mais pura covardia tentar jogar os fiéis, padres, religiosos, CNBB e até mesmo o bispo diocesano contra a pessoa do padre, chamando-o de diversos adjetivos pejorativos, coisa que em nada condiz em chamá-lo de "irmão" como o fazem no início da carta, afetando um cuidado que claro está não têm pela pessoa do padre.

E que fiquem certos que mesmo que consigam seu obscuro objetivo, que é calar a boca de um verdadeiro profeta, mesmo que o mal que desejam fazer prevaleça, a voz de Padre Paulo Ricardo não será calada, pois até mesmo as pedras falarão.

Assinei e recomendo aos verdadeiros católicos que assinem a petição online de apoio ao Padre Ricardo, por quem rezarei para que tenha forças para continuar a levar à frente seu humilde trabalho que é feito para a maior glória de Deus.

sexta-feira, março 02, 2012

Haddad contra o aborto: alguém acredita?

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O posicionamento de Fernando Haddad, o petista candidato à prefeitura de São Paulo, em relação ao aborto não traz qualquer coisa de novo. Ao se dizer pessoalmente contra o aborto, o ex-ministro, o pai do kit-gay, apenas repete um mantra que os petistas vêm repetindo à exaustão em épocas de eleição. Acreditar nisto é tão opcional quanto acreditar em coelhinho da páscoa, sendo que este último é fofinho e ainda traz um monte de chocolate.

O ex-presidente Lula, um dos maiores espertalhões deste país, apesar de sua intransponível ignorância, sempre que podia se dizia também pessoalmente contra o aborto, mas isto não o impediu de criar uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, com status de ministério, cuja principal função parece ter sido alavancar o abortismo no Brasil. Isto também não o impediu de enganar até mesmo os bispos do Brasil sobre suas reais intenções em relação à liberação do aborto.

Dilma, a fantoche insossa que Lula colocou em seu lugar, viu-se em maus lençóis quando, durante as eleições, suas posições abortistas vieram à tona. Uma tropa de choque da enganação, inclusive religiosos, correu para afirmar que Dilma era tão pró-vida quanto uma freira enclausurada. Surpreendentemente, Dilma continuou na mesma toada de seu antecessor e recentemente nomeou uma ministra que não apenas é abortista, mas também já chegou a ser treinada para fazer abortos. 

Este é o PT! Qualquer candidato petista, quando confrontado com o assunto aborto, ou se diz à favor da vida ou se diz pessoalmente contra o aborto, que é o mesmo que dizer que suas políticas públicas vão favorecer o abortismo, exatamente como vêm fazendo desde sempre. 

quinta-feira, março 01, 2012

Universidades Católicas e a Cultura da Morte: o caso da PUC-SP

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Já que tivemos recentemente uma notícia de que o Vaticano está dando um ultimato à Universidade Católica do Peru, o que é muito bem-vindo, podemos ter alguma esperança que as várias instituições católicas de ensino superior no Brasil também possam ser enquadradas.

Anos de complacência de nossos bispos e dos religiosos que presidem tais instituições tornaram-nas um antro de esquerdismo, de apologia ao homossexualismo e do abortismo. 

Exemplos para isto não faltam, mas há locais que se destacam. Houvesse uma competição para o quanto uma universidade católica se afasta de sua identidade, eu apostaria todas as minhas fichas na PUC-SP.

Para dar um único exemplo do quanto esta universidade vai dominada por gente que nada tem a ver com os valores católicos que deveriam ser o diferencial daquela instituição, basta que vejamos o currículo das principais cabeças da ONG pró-aborto "Católicas pelo Direito de Decidir". 

Todas estas informações foram tiradas do site da própria ONG e do sistema LATTES.


Maria José Rosado Nunes (http://lattes.cnpq.br/6468382496358455)

É Professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde faz parte do Colegiado e do Comitê Acadêmico. Ainda nesta instituição é Representante Docente do Departamento de Ciências da Religião junto ao conselho da Faculdade e Coordenadora da Área de Religião e Sociedade do Programa de Ciências da Religião

Notemos que Dra. Rosado Nunes não é apenas uma professora, ela acumula cargos de importância na universidade.

Quem dá uma olhada em seu currículo, pode ver que a professora já atuou em outras faculdades católicas, tais como a Universidade Santa Úrsula e a Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção.

Fundou, em 1993, e dirige a ONG Católicas pelo Direito de Decidir. Tem vínculo institucional com a PUC-SP desde 1994. Ou seja, quando foi contratada pela universidade, Maria José já havia fundado uma das ONGs pró-aborto mais ativas do Brasil.

Entre as publicações da doutora, podemos ver títulos como "Por Uma Ética de Solidariedade em Favor da Legalização do Aborto No Brasil" ou "É Possível Ser Católico e Apoiar o Direito ao Aborto" ou "Os desafios da comunicação em defesa da legalização do aborto" ou ainda "Aborto não é Crime: a luta pela vida". E esta lista se estende muito...


Regina Soares Jurkewicz (http://lattes.cnpq.br/6158553815462290)

Possui doutorado em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006). Tese de doutorado: "Violência Clerical: abuso sexual de mulheres por padres no Brasil". Foi professora universitária no Instituto Superior de Teologia de Santo André e nas Faculdades Oswaldo Cruz. É coordenadora executiva e uma das fundadoras da ong Católicas pelo Direito de Decidir.

Apesar de a dra. Jurkewicz não listar vínculo institucional com a PUC-SP, é o endereço desta universidade que consta como seu endereço profissional.

A produção da doutora não é tão prolífica quanto a de Maria José Rosado Nunes, mas ela, como é de praxe entre as feministas pró-aborto que se dizem católicas, gosta de criar confusão advogando que a questão do aborto está ainda aberta, como na publicação "Aborto:un tema en discusión en la Iglesia Católica", na qual ela contribuiu.

Ela também gosta de aparecer na mídia para falar sobre o tema, chegando ao ponto de ir à TV Record, a tv do abortista Edir Macedo para discutir o tema "Aborto, Igreja e Pedofilia".



Responsável pelas atividades inter-religiosas e pela articulação com a Red Latinoamericana de Católicas por el Derecho a Decidir. Coordenadora do projeto de Formação de Multiplicadoras. Doutora em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, sob orientação de Maria José Rosado Nunes.



Responsável pela articulação com o movimento LGBTT e por atividades voltada a jovens. Coordena o projeto  Arte pela legalização do aborto.  Mestre em Ciências da Religião (PUC-SP) e doutoranda em Psicologia Social (USP). O título de sua dissertação de mestrado foi "HOMOSSEXUALIDADE, RELIGIÃO E GÊNERO - a influência do catolicismo na construção da auto-imagem de gays e lésbicas", produzida sob orientação de Maria José Rosado Nunes.

***

Ou seja, a PUC-SP dá emprego e ajuda na formação de gente que luta pela liberação do aborto no Brasil. E isto é apenas o que se pode apurar a partir dos nomes que constam no site das Católicas pelo Direito de Decidir.

Pode-se alegar que uma universidade é realmente um espaço plural, onde várias correntes de pensamento são chamadas ao convívio. Só que é aí que entra o fato de que tais instituições são católicas e esta identidade deve permear todos os seus aspectos. 

Na Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae, eis o que está escrito:
Uma vez que o objectivo de uma Universidade católica é garantir em forma institucional uma presença cristã no mundo universitário perante os grandes problemas da sociedade e da cultura, ela deve possuir, enquanto católica, as seguintes características essenciais
1. uma inspiração cristã não só dos indivíduos, mas também da Comunidade universitária enquanto tal;
2. uma reflexão incessante, à luz da fé católica, sobre o tesouro crescente do conhecimento humano, ao qual procura dar um contributo mediante as próprias investigações;
3. a fidelidade à mensagem cristã tal como é apresentada pela Igreja;
4. o empenho institucional ao serviço do povo de Deus e da família humana no seu itinerário rumo àquele objectivo transcendente que dá significado à vida.

Difícil sequer imaginar que fidelidade à mensagem cristã é esta criada no ambiente da PUC-SP da qual saem tantas lideranças do abortismo nacional. Algo deve estar muito errado por lá há muito tempo e, provavelmente, há gente que deveria tomar alguma atitude e não o faz.


É evidente que não se está dizendo que tudo que sai da PUC-SP é ruim, mas uma das formas de combater o mal é evitar que ele se espalhe, não contribuir  para sua vitória. Ao que parece a PUC-SP tornou-se terreno fértil para muita coisa que nada tem a ver com uma instituição que possa se chamar de católica.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Universidades Católicas: chegará a vez do Brasil?

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Segundo notícia veiculada no LifeSiteNews, a Universidade Católica do Peru está sendo alvo de um ultimato para se adequar aos ensinamentos da Santa Igreja. Ou isto ou perdem o título de instituição católica e sofrem as conseqüências: materiais, administrativas, financeiras, etc.

Palmas, muitas palmas para o Vaticano. Espero que a Santa Sé volte seus olhos também para o que acontece por aqui no Brasil, onde as instituições católicas de ensino superior -- não todas, claro... --, notadamente nossas PUCs, tornaram-se antros de gente que só busca maneiras de fazer algum mal à Igreja.

Exemplos? Seguem alguns:

1) A já falecida feminista e socióloga Heleieth Saffioti, quando ainda professora da PUC-SP, escreveu uma réplica a um artigo do Dr. Cicero Harada (“O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto”), no qual escreveu tal trecho, entre outras coisas de igual calibre:
"O Dr. Procurador preferiu discutir a questão no campo religioso, tecendo loas ao Papa João Paulo II, o Papa da morte. Obviamente, na medida em que condenava o uso do preservativo masculino, permitindo apenas a abstinência (quem poria seu próprio pescocinho sob a guilhotina, apostando que os jovens se abstêm de sexo?), auxiliou o crescimento do contingente contaminado com HIV. João Paulo II conhecia bem a sociedade do espetáculo, tendo-o preparado para seu enterro. Irmão gêmeo, em idéias, do então presidente da congregação e hoje Papa Bento XVI, sabia sobejamente que sua obra teria continuidade por muitos e muitos anos." ("Manifestação de Heleieth Saffioti")
Esta professora lecionou na PUC-SP durante 16 anos e só podemos imaginar o que andou ensinando às levas de alunos que passaram por suas mãos. Detalhe: após ser demitida devido a problemas financeiros da PUC-SP ("Chororô na PUC-SP: Feminista demitida há 4 anos ainda reclama"), a professora ainda teve a cara-de-pau de dizer que sua demissão foi por motivos ideológicos devido a ela ser favorável ao aborto e por ter se exposto no caso do debate com o Dr. Cicero Harada.


2) Conforme divulgado no site "Jornada Cristã", a PUC-MG promoveu um curso de extensão, "Direito à diferença", voltado para professores do ensino fundamental. Eis o que escreve Matheus Cajaíba, responsável pelo site, sobre o conteúdo do curso:
"Um dos módulos do curso trata do assunto “Representações sobre gênero e orientação sexual: ‘Mitos’ e ‘Verdades’“. É claro que o curso tem como objetivo promover a ideologia gayzista, servindo de fachada para o pleno exercício, em uma universidade católica, do ativismo homossexual. Trata-se de enfiar na cabeça dos professores, à força, para que depois eles enfiem na cabeça das crianças, sob o eufemismo “educação”, a noção de que o comportamento homossexual é natural e deve ser considerado legítimo – pior ainda: que todas as vozes dissonantes em relação a esse ponto de vista devem ser caladas e a oposição ao homossexualismo deve ser criminalizada. Isso está acontecendo em uma instituição universitária católica, que deveria estar promovendo os valores do evangelho, mas contribui para a realização da agenda dos movimentos ativistas homossexuais." (negrito no original)
É preciso dizer algo mais?


3) Em 2009, na Associação de Professores da Universidade Católica da Goiás, quem por lá passava poderia ver afixado um cartaz do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), órgão vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (a mesma que agora tem a abortista Eleonora Menicucci como ministra), fazendo a apologia do direito das mulheres de abortarem bebês anencéfalos.




***



E a lista poderia prosseguir mais e mais. Isto é uma pequena amostra do que acontece nas instituições católicas de ensino superior no Brasil e que vem há anos causando escândalos nos católicos que realmente tentam viver saudavelmente sua fé.

Eu gostaria muito de saber o que a Universidade Católica do Peru fez de tão grave para merecer este ultimato, pois minha impressão é que provavelmente a mesmíssima coisa acontece por aqui há muito tempo, sem que haja um bispo para tomar alguma atitude.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Hora do abafa: abortistas correm para reparar gafe e erram novamente

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A rede de comunicação abortista continua seu trabalho obscuro de ficar lançando desinformação na grande mídia, que lhe é amplamente favorável.

Como o fantástico número de 200.000 mortes maternas devido a abortos ilegais não alçou vôo, apesar de ter sido divulgado até mesmo em sites de ONGs abortistas, a turma do abafa veio já em socorro da tremenda gafe cometida. O site "Aborto em Debate", ponta-de-lança virtual do abortismo nacional, resolveu lançar uma errata sobre o fantasioso dado de 200.000 mil mortes maternas, que eles mesmos haviam ajudado a divulgar. Ei-la:
“A questão dos abortos inseguros nos preocupa. Morrem 200 ao ano e 200 mil vai aos hospitais, e muitas com efeitos físicos, emocionais por uma gestação não desejada. Consequência do código penal, já tratado em 2007 nas observações finais, que orientou acelerar a legislação para suprimir as punições contra as mulheres que se submetem aos abortos. Lamentavelmente não vimos progressos neste sentido e se houve, pedimos para aclarar, inclusive em caso de anencefalia. O código penal é restritivo, apenas dois casos, nos casos de estupro se dispensou a autorização, mas os médicos se negam a faze-lo só com a palavra da mulher. Muitas mulheres não denunciam, com medo ou desinformação ou medo que a polícia as trate mal.”
Eles deviam fazer nova errata até acertar ou então mostrar a fonte que indica 200 mortes maternas anuais por motivo de abortos ilegais. Como já divulgado anteriormente aqui neste blog e como recentemente mostra uma tabela com os últimos dados do DATASUS (ver 1a. tabela), a média anual de mortes devido a abortos ilegais é de 11. Ou seja, mesmo consertando um dado errado -- o que já estava mais do que claro a todos -- os abortistas continuam a errar.

E por que erram? Ora... Erram porque não têm qualquer responsabilidade com a verdade. Erram porque lhes é muito útil aumentar enormemente o número de mortes maternas. Erram porque é conhecida tática abortista divulgar dados fictícios sobre o aborto. Erram porque o número real de mulheres que morrem devido a esta prática hedionda pouco lhes importa, contanto que seja grande o suficiente para flexibilizar o pensamento da população sobre o assunto, que é amplamente contrária ao aborto.

Volto a dizer: os números oficiais sobre o aborto estão disponíveis na página do DATASUS. Só erra sobre tais dados quem quer permanecer no erro. E gosta de permanecer no erro quem fica divulgando textos das mais variadas fontes desde que tragam informação que lhes seja útil, seja verdadeira ou não. E é assim que o site "Aborto em Debate" traz em outra de suas postagens o seguinte trecho, também tirado do jornal O Estado de São Paulo:
"Esses peritos não ficarão satisfeitos com a avaliação de que o assunto não cabe ao Executivo. Nesta semana, uma coalizão de 12 ONGs repassou à ONU dados que serão mencionados hoje. Um deles: o aborto de risco é o quarto maior motivo de morte materna no Brasil e a própria ministra admite que é a quinta causa de internação no SUS."
Mais uma vez, onde estão as fontes de tais dados? O que há disponível no DATASUS é que mortes maternas por motivo de abortos ilegais ocupam a 29a. posição entre as mais diversas causas de óbito materno (ver 2a. tabela). Ou seja, mais um dado que necessita uma errata, e esta, se vier, provavelmente estará errada, pois parece que a única coisa que não sai da pena de um abortista é a verdade.

E o caso é que esta profusão de dados divulgados por abortistas, este verdadeiro fetiche por divulgar dados errados sobre o aborto, é simples cortina de fumaça para evitar o ponto crucial da questão, que é lidar com a questão de que a cada aborto o que é eliminado cruelmente é uma vida humana. Este sim é um dado que nunca se verá em qualquer site abortista.

Pergunta abortista: E por que um bebê deveria viver?

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"Abortion is largely accepted even for reasons that do not have anything to do with the fetus’ health. By showing that (1) both fetuses and newborns do not have the same moral status as actual persons, (2) the fact that both are potential persons is morally irrelevant and (3) adoption is not always in the best interest of actual people, the authors argue that what we call ‘after-birth abortion’ (killing a newborn) should be permissible in all the cases where abortion is, including cases where the newborn is not disabled."
 [O aborto é amplamente aceito por motivos que nada têm a ver com a saúde do feto. Demonstrando que (1) fetos e recém-nascidos não têm o mesmo status moral de pessoas reais, (2) o fato de que ambos sejam pessoas em potencial é moralmente irrelevante e que (3) a adoção nem sempre é do melhor interesse de todos, os autores advogam que o que é chamado "aborto pós-parto" (matar um recém-nascido) deveria ser permitido em todos os casos onde o aborto também seja, incluindo nos casos em que o recém-nascido não é deficiente.]