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domingo, julho 25, 2010

Católico que vota em abortista não é eleitor, é cúmplice

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Recomendo a leitura de duas postagens do excelente blog "En Garde", editado por Taiguara Fernandes e Mateus Mota.

Na primeira, é mostrado como o discurso de José Serra sobre o aborto é mutante conforme a situação. Quando Ministro da Saúde do governo FHC, ele foi responsável pela edição da tristemente famosa Norma Técnica que permitiu que o aborto em gravidez motivada por estupro.

O mesmo Serra que hoje se diz contrário ao aborto foi o mesmo que no passado recente ajudou a difundir Brasil afora a falsa idéia de "aborto legal", uma contradição em termos, pois o aborto no Brasil permanece ilegal.

Eis um pequeno trecho:
"Para aqueles que não sabem, o abortismo não é particularidade da Dilma e do PT: o grupo pessedebista de FHC-Serra, formado também nas esteiras do comunismo, guarda largas simpatias com o abortismo e já tomou atitudes concretas em prol da bandeira, como a Norma Técnica do Aborto, aprovada pelo então Ministro da Saúde, José Serra." (destaque no original)
Já na segunda postagem, o blogueiro desmonta as promessas da candidata do PT, Dilma Roussef, que agora se diz contrária ao aborto. Seu partido, embora tenha recentemente recuado e retirado do PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) referências ao aborto, voltou com nova carga favorável ao aborto, fato que foi praticamente ignorado pela grande mídia.

Assim relata o blogueiro do "En Garde":
"O tal Consenso de Brasília - o Consenso do Aborto - foi assinado pelo Governo Lula e propõe a todos os países da América Latina que revisem suas leis proibitivas ao aborto, visando a sua legalização geral e irrestrita. Foi aprovado no último dia 16 de julho, por ocasião da conclusão da XIª Conferencia Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, realizada em Brasília entre os dias 12 e 16 de julho, promovida pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU) em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Lula." (destaque no original)
Enquanto Dilma percorre o Brasil enganando líderes religiosos com um discurso falso sobre o aborto, a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, fala oficialmente pelo governo petista e confirma suas intenções abortistas.

E é exatamente por isto que o blogueiro desabafa ao final de sua postagem:
"Mais que burro e estúpido, quem acredita e vota no PT é cúmplice de suas práticas criminosas e será cúmplice do assassínio de crianças se este Partido da Morte - que Deus nos livre - conseguir aprovar o aborto no Brasil. Pronto, falei." (destaque no original)

Concordo!

sábado, julho 24, 2010

PMM-BH se pronuncia. E novamente faz besteira...

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Pressionada, a Pastoral da Mulher Marginalizada Arquidiocese de Belo Horizonte (PMM-BH) retirou a postagem em seu blog que reverberava a opinião emitida pela Secretaria de Política para as Mulheres, órgão do Governo Federal envolvido na luta pela liberação do aborto no Brasil.

Claro está que divulgar uma peça deste teor equivale a concordar com o que vai ali escrito. A PMM-BH começa sua "explicação" do ocorrido com as seguintes palavras:
"A respeito da repercussão sobre o texto que aborda o Projeto de Lei que dispõe sobre a proteção do nascituro e retira o direito da mulher, hoje garantido por lei, de abortar em caso de estupro (...)
Não há o tal "direito" da mulher de abortar um bebê que foi concebido em um estupro. Isto, basicamente, é retórica de militância pró-aborto. O que existe na legislação atual, e que é completamente errada sob o ponto de vista moral, é que não há punição em abortos feitos por médicos em casos desta natureza. Tirar daí que existe um "direito" de matar uma criança gerada por estupro quando ainda está no ventre de sua mãe não tem qualquer fundamento no ensinamento católico e era de se esperar que uma Pastoral Católica -- é isto, certo? -- soubesse deste "pequeno" detalhe.

Em seguida a esta introdução desastrosa, a PMM-BH chega ao ponto de divulgar o link para o texto no qual a postagem retirada ajudava a divulgar. Esperteza pouca é bobagem, não é mesmo?

Tomando a todos como idiotas, a PMM-BH retira do ar o texto e deixa em seu lugar um link para continuar divulgando o mesmíssimo texto. Que coisa edificante é ver uma Pastoral Católica -- é católica mesmo? -- tripudiando daqueles que estranharam que uma entidade católica gaste tempo e esforços para divulgar mensagens da militância pró-aborto.

Querendo sair bem do imbróglio, a PMM-BH tenta justificar sua postagem anterior escrevendo que o acontecido era apenas uma informação e foi devido à sua disposição para o debate.

Para responder a mais esta esperteza da PMM-BH, primeiramente devemos dizer que é desnecessário que a militância pró-aborto tenha mais ajuda para levar sua mensagem à população, pois a grande mídia faz isto muito bem. E é absurdo que uma Pastoral Católica -- é disto mesmo que estamos falando? -- ache que tenha que fazer parte desta turma.

Em segundo lugar, já que a PMM-BH quer contribuir para o debate, talvez ela pudesse indicar quando foi que em seu blog houve divulgação de um evento Pró-Vida. Se a PMM-BH quisesse mesmo contribuir para o tal debate, seria natural que ela desse atenção aos dois lados da questão. Como não dá, é natural que se pense que ela tem sim um posicionamento já definido por um dos lados do debate, e este lado é justamente o que vai contra os ensinamentos católicos.

Em terceiro e último lugar, a PMM-BH acha mesmo que o aborto, seja por qual motivo for, é alvo de debate na Igreja? Se acha isto, talvez a PMM-BH devesse dar aulas a nossos bispos, que em 2006, durante a Semana Nacional da Vida, divulgaram a seguinte mensagem:

"(...) De modo especial salientamos o valor sagrado da Vida Humana, sem nos esquecermos de todas as demais dimensões que esta abrange. Diante de tantos ataques que a Vida vem sofrendo em nossos dias é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores. Desejamos que todos se empenhem nestes dias nesse sentido."

"Inalienável e inegociável"! Será preciso dizer mais? Será mesmo que alguém, ao ler tais palavras de nossos bispos, que seguem exatamente palavras já emitidas pelo Papa Bento XVI, pode dizer que há abertura para debate em relação à proteção da vida humana?

Por fim, a PMM-BH diz que as pessoas que teceram comentários "abusivos e ofensivos" em relação à entidade poderiam ter dialogado e apresentado críticas construtivas.

Pois bem, parece que a PMM-BH prefere coar um mosquito e engolir um camelo, pois lança uma nota explicativa tentando justificar o injustificável e ainda diz que os críticos foram "abusivos e ofensivos".

"Abusivo e ofensivo" é imaginarmos que uma entidade católica mostre-se aberta ao debate sobre coisa que o Papa e os bispos em comunhão com ele já disseram que é um ponto inegociável. "Abusivo e ofensivo" é chamar de "direito" que uma mãe possa fazer o aborto de uma criança concebida em um estupro, pois não se elimina uma violência cometendo outra violência.

Eu chamo de "abusivo e ofensivo", beirando mesmo a tripudiação com a inteligência de gente séria, que a PMM-BH lance uma nota explicativa sobre a postagem que havia anteriormente indicando um link para que o mesmo texto possa ser lido em outra página. Qual a necessidade disto?

E se a PMM-BH quer mesmo uma crítica construtiva, poderia começar retirando de seu blog a divulgação que foi feita em 23/09/2009 de um evento da militância pró-aborto, exatamente como já mostrado aqui neste blog em postagem anterior.

Se a PMM-BH quiser mais críticas construtivas, que tal começar retirando de seu blog os links para páginas de conhecidas entidades pró-aborto, tais como a Marcha Mundial das Mulheres e IPAS-Brasil, entre outros. O curioso é que não há sequer um link para qualquer entidade Pró-Vida do Brasil ou de fora.

A PMM-BH termina sua nota assim:
"Estamos na batalha pela justiça social, em busca de um mundo mais humano, sem violência contra a mulher, sem exploração. Vamos unir forças, nos manifestar e denunciar as estruturas injustas e tudo que atenta contra a vida."
É bom então a PMM-BH saber que justiça social alguma será alcançada se a morte de bebês ainda no ventre de suas mães for chamada de "direito", pois o direito à vida é o primeiro de todos os direitos. E dentro do "tudo que atenta contra a vida", o primeiro atentado dos dias atuais é exatamente o que é feito contra a vida humana ainda frágil e inocente, a vida do nascituro.

É esta "estrutura injusta" que devemos denunciar em primeiro lugar, mas parece que tem gente que não quer compreender isto.

quinta-feira, julho 22, 2010

Mais D. Bergonzini sobre o aborto e o PT (e não adianta apagar, CNBB!)

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Como parece que a CNBB agora está com o péssimo hábito de retirar de seu site artigos que não se encaixam no ideário que por lá dá as cartas, achei por bem reproduzir abaixo um outro artigo de D. Luiz Gonzaga Bergonzini sobre o aborto e o PT, o partido do aborto, e que foi publicado originalmente na Folha Diocesana, jornal da Diocese de Guarulhos e que consta no site da CNBB Regional Sul I.

Dom Bergonzini, ao contrário de alguns de seus irmãos no episcopado nacional, não tem papas na língua para denunciar o abortismo do PT ou de outros candidatos. E nem adianta a CNBB retirar ou censurar artigos dos bispos, pois o que não vai faltar é blog para publicar artigos como o abaixo.





***



O PT e o Aborto

No site do PT (http://www.pt.org.br/site/secretarias) pode-se ler a moção apresentada pela Secretaria Nacional de Mulheres e aprovada pela maioria dos delegados e delegadas do 13° Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (08-05-06).

Se é justo que todos tenhamos um “posicionamento firme contra todas as injustiças e discriminações a que estão submetidas às mulheres na sociedade”, o que corresponde também às exigências de justiça do Evangelho, fazer disso um pretexto para levantar a bandeira da descriminalização do aborto é absurdo, incoerente e não corresponde à realidade.

Absurdo, porque, em nome da defesa da vida das mulheres que morrem por causa do aborto clandestino, se esquece completamente que o feto e o embrião, sacrificados no aborto, são também indivíduos humanos merecedores de todo o nosso respeito a começar pelo respeito à vida. Todas as vidas têm igual valor. Não existem vidas mais dignas e menos dignas. Aceitar esta distinção seria aceitar uma tremenda discriminação, contra a qual justamente o movimento feminista se insurge.


Incoerente, por dois motivos. O primeiro: pelo fato que fetos e embriões são também homens e mulheres já sexualmente definidos e a metade dos fetos e embriões abortados são de mulheres. Daí a incoerência desta moção que em nome do feminismo vai contra as próprias mulheres, a não ser que segundo as feministas, mulher é só quem seja adulta e sexualmente ativa, introduzindo assim uma discriminação a mais, que elas dizem combater. Segundo motivo: em nome da liberdade de decisão da mulher prejudica-se as próprias mulheres que praticam o aborto. O aborto, mesmo em caso de violência sexual e praticado nas melhores condições de assistência médica, é sempre prejudicial para a saúde psíquica da mulher, constituindo-se numa derrota de sua auto-estima, e ela carregará este trauma pelo resto da vida. Estatísticas de atestados de óbito mostram como, dentro do prazo de um ano do parto ou do aborto provocado, o número de suicídios das mulheres que provocaram o aborto é sete vezes maior do que o número de suicídios de mulheres que deram à luz. Que ajuda é esta que as feministas querem dar às mulheres, quando a própria psiquiatria moderna, alemã e italiana, aconselha para o bem estar psíquico da mulher a não interromper a gravidez, mesmo em caso de violência sexual?


Não corresponde à verdade. De fato se fala de milhares de mulheres que morrem em conseqüência do aborto mal feito, quando o Ministério da Saúde registrou nos últimos anos uma diminuição constante destas mortes, de 198 em 1995 descendo para 115 em 2002 [Nota do Blog: Na verdade, este número é ainda menor, o que pode ser visto aqui]. Não é verdade que a descriminalização do aborto é causa direta da diminuição das mortes maternas. Causa direta desta diminuição é a assistência à gravidez ao parto e ao puerpério. De fato, Chile, Costa Rica e Uruguai, onde o aborto é proibido, tem uma mortalidade materna inferior à de Cuba, onde morrem 33 mulheres a cada 100.000 nascidos vivos e onde o aborto é legalizado há mais de trinta anos. Assim também Portugal, Irlanda e Polônia, onde o aborto é proibido, tem mortalidade materna inferior à dos EUA e da Inglaterra, onde o aborto é legalizado há muitos anos.


Mas a parte pior da moção em questão é que se exige que os parlamentares do PT (ao todo 14), que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, retirem seu nome desse movimento. Aí aparece o rosto autoritário do PT, que respeita a liberdade de consciência quando esta não vai contra os planos do partido (pode-se votar contra o aborto quando o voto não muda os projetos do partido mas nunca quando este voto poderia prejudicar os planos partidários). De fato, nenhum membro do PT ousou apresentar, até hoje, um projeto de lei que proíba o aborto ou que fortaleça a família. Concluindo, fazemos nossas as considerações que apareceram num estudo publicado em 2002 no site do Providafamília de Brasília: abortistas encontramos em todos os partidos da direita e da esquerda... A diferença é que os demais partidos têm abortistas, enquanto o PT é abortista. Sendo esta a posição do PT, é bom lembrar a recomendação do Apocalipse aos cristãos que moravam em Babilônia (ou seja em Roma): “Saí dela (no nosso caso dele), ó meu povo, para que não sejais cúmplices dos seus pecados (no nosso caso do desrespeito à vida e aos direitos humanos fundamentais, entre os quais o respeito à liberdade de consciência)” (Ap 18,4).


Fazemos votos que, em se tratando de uma moção, a direção do partido corrija os absurdos nela contidos e, de qualquer forma, parabenizamos os 14 deputados petistas, que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Contra o Aborto, pela sua coerência e coragem.


Dom Luiz Gonzaga Bergonzin

Bispo Diocesano de Guarulhos, SP


sábado, julho 17, 2010

Pastoral Pró-Aborto?

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Do jeito que as coisas vão com a Igreja no Brasil é bem capaz que a pergunta acima em pouco tempo deixe de ser apenas um recurso retórico.

Só não vê quem não quer... Há anos muitos vem alertando aos senhores bispos sobre o que anda aprontando Brasil afora muita gente encastelada nas tais pastorais sociais da CNBB, com agendas que nada têm a ver com a missão da Igreja.

Aqui mesmo neste blog já tive a oportunidade de mostrar coisas graves, tais como uma coordenadora nacional de pastoral que deu declarações dizendo-se favorável à descriminalização do aborto. Um ano após este verdadeiro escândalo e tudo continuava na mesma.

O presidente da Comissão Episcopal para Caridade, Justiça e Paz, D. Pedro Luiz Stringhini, reponsável pela pastoral na qual atuava a tal coordenadora (PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada), à época do escândalo deu a seguinte declaração:
"O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB."
Enganou-se quem quis ser enganado... Parecia que para D. Stringhini o mais importante era o término normal do mandato da coordenadora do que o fato de ela se mostrar em frontal discordância aos ensinamentos católicos em relação a um grave assunto como o aborto.

O resultado desta complacência, desta passividade ao lidar com gente que vai frontalmente contra o que ensina a Igreja é que o problema só faz aumentar. Isto posto, não é de admirar que estejamos novamente frente a um escândalo.

Desta vez, é o braço na arquidiocese de Belo Horizonte da Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM-BH) que vem a público dar declarações contrárias ao que a Igreja ensina sobre o aborto.

Conforme podemos ver em uma postagem no blog da PMM-BH, é lamentada a tramitação no Congresso Nacional do "Estatudo do Nascituro", o Projeto de Lei 478/2007, de autoria dos Deputados Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG). Este projeto pretende reforçar em nossa legislação a proteção necessária aos nascituros, que nos últimos anos vêm sendo alvo de obstinado ataque.

A totalidade das lideranças Pró-Vida no Brasil pronunciou-se favoravelmente a este projeto, iniciativa mais do que bem-vinda nos dias atuais, nos quais Governo, ONGs e o abortismo internacional dão as mãos para legalizarem o aborto no Brasil.

O próprio título da postagem do blog da PMM-BH -- "Direito ao aborto em caso de estupro está ameaçado" -- contém já uma óbvia manipulação, pois o aborto no Brasil jamais foi "um direito", mesmo em casos de gravidez devido a estupro. Segundo a legislação atual, abortos feito por médicos em mulheres vítimas de estupro não são puníveis, o que é bem diferente de se dizer que tal aborto passou a ser um "direito".

O chamado "aborto legal", este eufemismo criando por ONGs abortistas para esconder uma flagrante ilegalidade (mais uma...), não existe. Tampouco existe o tal "direito" ao aborto no Brasil. Aliás, fosse isto um "direito", seria por demais peculiar que ele estivesse elencado entre os "Crimes contra a vida" do Código Penal.

Deixando de lado a parafernália retórica abortista de quinta categoria explicitada já no título da postagem, é para se perguntar por que um blog de uma Pastoral Católica -- É de católicos que estamos falando, não? -- fica a se lamuriar por um projeto que ganhou elogios dos Pró-Vida brasileiros.

O caso é que o blog da PMM-BH nada mais fez que reverberar um comunicado da área da Secretaria de Políticas para as Mulheres, um dos principais órgãos governamentais envolvidos na luta pela liberação do aborto em nosso país. Uma simples busca pelo título do texto revela que ele foi reproduzido pela fina-flor da luta pelo aborto no Brasil: Católicas pelo Direito de Decidir, CFEMEA, IPAS, Observatório da Mulher, etc.

Pergunta-se: o que uma Pastoral faz no meio desta turma?

Se a PMM-BH achou por bem publicar o comunicado lamurioso da Secretaria de Política para as Mulheres, então é forçoso admitir que a pastoral concorda com tudo que ali vai escrito, que é um emaranhado de mentiras ("(...) leva várias mulheres à morte todos os anos") e chavões do onguismo feminista-abortista ("(...) trata de um retrocesso revogar um direito reconhecido à mulher").

E note-se que a humanidade do nascituro não é nem sequer mencionada. Não se toca no assunto! Para a PMM-BH há apenas o "direito da mulher de abortar".

A verdade é que a PMM-BH, como fica claro a quem lê seu blog, vai já completamente dominada por um troço que tem nada a ver com o catolicismo: o feminismo. Basta dar uma checada no blog da PMM-BH para termos certeza disto.

Esqueça-se busca por justiça, por igualdade de direitos políticos, trabalhistas, econômicos, etc.. Isto há muito ficou no passado. O que se tem atualmente é que o feminismo foi tomado por gente cuja única preocupação é incitar ódio de gênero sob a fachada de luta por igualdade. O resultado mais à vista de todos é exatamente que o atual feminismo anda de braços dados com o abortismo internacional.

E é este feminismo mais rasteiro, mais alinhado com o abortismo internacional, que dá as caras no blog da PMM-BH, que serve de caixa de ressonância do abortismo governista ao ir contra o Estatuto do Nascituro. E este posicionamento da PMM-BH é tão estranho, tão afastado do catolicismo, que até mesmo vai frontalmente contra o que diz a Pastoral Familiar da CNBB, que saudou a aprovação do Projeto de Lei:
"A aprovação do Estatuto do Nascituro. A luta foi grande. Pessoas, entidades, ONGs e a Igreja, com grande empenho da Comissão Nacional para a Vida e a Família da CNBB, colaboraram na aprovação do Estatuto do Nascituro. Nossos agradecimentos aos políticos que votaram em favor da vida. Assim, fica mais uma vez comprovado que a vida humana começa na fecundação e que o feto, o embrião, é ser humano e merece toda proteção, cuidado e respeito. Venceu a verdade, venceu a vida, venceu o bom senso."
Ou seja, enquanto uns aplaudem, outros lamentam? Uns querem que os nascituros tenham suas frágeis vidas protegidas e outros nem se importam com seu destino? É isto mesmo? As Pastorais não se entendem e acho que todos sabemos o que acontece com um reino dividido, não?

Ah, mas pode-se pensar que o acontecido no blog da PMM-BH foi apenas um lapso, um deslize. Um simples erro que levou à divulgação de um comunicado do governo abortista, uma coisa impensada talvez...

Será mesmo?

Difícil acreditar nisto quando vemos que em uma postagem no dia 23/09/2009 o blog da PMM-BH divulgava um evento de título "VII SEMINÁRIO GÊNERO EM QUESTÃO: DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS – O ABORTO EM DEBATE".

No cardápio do tal evento, fala de militantes pró-aborto e de ONGs tais como a Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Esta ONG, aliás, tem uma já conhecida "parceria" com a Pastoral da Mulher Marginalizada em nível nacional, o que pode ser visto em uma postagem anterior aqui mesmo no blog.

Em suas publicações, a Marcha Mundial das Mulheres não esconde suas intenções:
"Para a Marcha Mundial, a luta pelo direito ao aborto é permanente e fundamental para a construção da autonomia e autodeterminação das mulheres."
Se não bastasse isto, a MMM sente-se tão à vontade que até participa do "Grito dos Excluídos", manifestação capitaneada pela própria CNBB, com direito a pegar assinaturas dos manifestantes a favor da descriminalização do aborto, como bem denuncou Wagner Moura em seu blog.

Fora isto, durante o evento houve também a apresentação do documentário "O fim do silêncio", uma peça produzida para ajudar a luta pelo aborto no Brasil. Este documentário, foi alvo de uma reportagem da Rede de TV Canção Nova. Na reportagem, a diretora do documentário, quando questionada sobre a saúde das crianças abortadas, gaguejou e teve a cara-de-pau de dizer que "E-eu estou falando sobre o aborto. É outro tema.".

É isto que a PMM-BH acha conveniente que uma Pastoral Católica -- É católica, certo? -- divulgue?

"Ah!", mas alguém pode dizer, "Mas a PMM-BH só queria ajudar no debate, colocar-se no lugar do outro, compreendê-lo, etc.". Então é bom que se diga com todas as letras: o direito à vida não é alvo de debates! Este bla-bla-blá relativista serve para nada quando o que está em jogo é a preservação da vida de seres humanos frageis e inocentes.

Não é porque um grupinho se junta para ver filminhos e fingir que debate algo, afetando uma suposta compaixão para com as mães em dificuldades enquanto se lixa para o destino de crianças abortadas, não é por isto que o direito à vida é minimamente diminuído.

Mas que haja um grupo de gente que queira se reunir para buscar as formas mais eficientes de ajudar a luta pelo aborto no Brasil não é de surpreender ninguém. O que é de causar surpresa (ou talvez não...) é que haja uma Pastoral Católica -- É isto mesmo? Católica? -- que se solidarize com isto e até ajude na divulgação. Isto é coisa que foge por completo à normalidade.

Mas esperar normalidade, ao menos a normalidade católica, talvez seja coisa irreal quando se trata da PMM-BH. Basta uma olhada nos sites indicados pelo blog e lá podemos ver um link para a página do IPAS-Brasil. Esta é a ONG que, entre outras coisas, produziu um documentário para capitalizar para a causa abortista o caso do aborto dos gêmeos de Alagoinha. É mesmo uma baita referência para uma Pastoral Católica colocar em seu blog, não?

O que fica claro a todo mundo é que há pastorais que estão completamente dominadas por gente com missão bem diferente da missão evangelizadora da Igreja. E se os senhores bispos não fizerem nada poderemos chegar um dia -- Deus não permita! -- que tenhamos gente tão à vontade em fazer o errado como se fosse certo que a idéia absurda e contraditória de uma "Pastoral Pró-Aborto" seja levada realmente a sério.


sexta-feira, julho 16, 2010

Bispo de Guarulhos: "Não dêem votos a Dilma Rousseff e a candidatos pró-aborto"

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Que alegria é saber que ainda temos bispos que atuam como verdadeiros pastores!

É a fidelidade à esta missão de pastor que faz toda diferença e é isto, somente isto!, que o povo católico espera de seus bispos.

Fidelíssimo a esta missão sagrada de apascentar as ovelhas que estão em seu redil, o senhor Bispo de Guarulhos, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, escreveu um artigo intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

É altamente recomendável a leitura do artigo. Aqui, um trecho em destaque:
"Na condição de Bispo Diocesano, como r e s p o n s á v e l pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21). " (negrito no original)
E no trecho abaixo, podemos ver que o artigo do senhor Bispo da Diocese de Guarulhos passa bem longe das generalizações que são produzidas na CNBB, que mais servem para confundir que para ensinar aos fiéis.
"Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam." (negrito no original)
Sem enrolações! Sem meias palavras! É nossa obrigação como católicos não votar em candidatos que apóiem a Cultura da Morte. Qualquer conversa fiada que tente fugir desta verdade é papo furado de quem quer colocar sua agenda política à frente de seu catolicismo. E nós, católicos, servimos a Deus somente.

Que mais bispos façam como D. Bergonzini, pois omitir-se em tempos graves como os atuais é praticamente ser cúmplice daqueles que não valorizam a vida.


"Posso viver?"

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O vídeo abaixo é a história real de como o rapper norte-americano Nick Cannon veio ao mundo, contada pelo próprio.

A história é um drama já vivido por muitas mulheres, com desfechos também diferentes. Está tudo lá. Adolescente de 17 anos, ainda estudante, pressionada pela gravidez indesejada, está prestes a tomar uma decisão que afetará toda sua vida.

Deixada à porta de um clínica de abortos por um homem (namorado? parente?), o que demonstra a covardia de tantos homens para quem o tal "direito de escolha" tornou-se um conveniente passe para a irresponsabilidade, a menina entra no edifício e nota-se a confusão em seu olhar. Em seu coração ela sabe que a opção, a tal "escolha", é falsa.
"Você já me vê quando está dormindo, e você não pode matar seus sonhos."

"Tenho esperanças que você tome a decisão correta."

"É uma vida dentro de você. Olhe em seu ventre."
São as verdades ditas pelo rapper em sua música, mostrando a realidade da vida que já está presente desde o momento da concepção.

E no refrão, o músico repete que, se ele tivesse voz naquele momento, perguntaria à sua confusa mãe:
"Posso viver?"
Sua mãe ouviu aquela voz que fala fundo ao coração de cada um de nós e a história termina bem, Graças a Deus!

A mãe de Nick Cannon, apesar de todas as dificuldades, seguiu à frente com a gravidez. E hoje ele, ator e cantor de sucesso, pode nos contar esta história que é o espelho de tantas outras.

Agradeço ao Matheus, do blog "Jornada Cristã", pela dica.



Novo presidente da Academia Pontifícia para a Vida fala a Zenit

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E falou muito bem!

Sobre a recente mudança na Lei do Abroto na Espanha, seu país natal, D. Ignacio Carrasco foi direto ao ponto: "É a primeira vez que o aborto é reconhecido como um direito que substancialmente consiste em matar outra pessoa. É inconcebível."

Mais destaques abaixo:

"ZENIT: Como defender a dignidade do embrião do ponto de vista científico?

Dom Ignacio Carrasco: O problema não é científico; desse ponto de vista, está muito defendido. O problema é a natureza fundamentalmente sociopolítica e ideológica e, contra isso, os argumentos científicos não têm peso. É um âmbito no qual o que conta é o poder e se quem tem o poder não tem nenhuma intenção de dialogar ou, pelo menos refletir um pouco, não há muito o que fazer.

Ou seja, no final, o que resta é a arma política, e a arma política que os cidadãos de hoje possuem é limitada. Os que conhecem a política podem fazer muito mais e esta é a sua gravíssima responsabilidade. Usando uma linguagem do futebol, poderíamos dizer que a bola está com o adversário. Estudos científicos é o que temos, mas quem toma as decisões não escuta. Tudo se reduz a direitos humanos, mas entendidos de uma forma que qualquer realidade se converte em um direito humano. Eu não sei quando chegaremos ao direito de roubar, mas por trás dessas leis o que existe é uma lógica relativista.


ZENIT: E do ponto de vista teológico e espiritual?

Dom Ignacio Carrasco: Um dos problemas que temos com relação ao embrião é que não se vê. Mais do que de embrião, devemos falar de criança, que está na fase inicial do seu desenvolvimento. Pelo fato de que nós não o percebemos, está em uma situação de tremendo perigo, em um tremendo risco.

A defesa do embrião precede a própria mentalidade cristã. Isso não quer dizer que ninguém pensava em abortar; o pecado existe desde sempre. Todos nós sabemos que não se pode roubar e, no entanto, em muitas culturas e em todos os tempos, houve roubos. O cristão toma consciência de que essa criatura é a imagem de Deus, tem a consciência de que é uma presença da ação divina.

De alguma maneira, as criaturas no início da vida são como uma espécie de lembrança do que é a ação de Deus no mundo entre os homens, quem atua muitas vezes sem que nós percebamos, porque o que às vezes percebemos é a maldade dos homens e não a bondade de Deus. Ele poderia efetivamente paralisar um assassino antes de que mate uma vítima, mas não o faz porque seu amor funciona de outra maneira."

Mais pode ser lido aqui.