
Abaixo segue uma tradução livre de uma recente entrevista do Dr. Edward Green, que é pesquisador da Universidade de Harvard na área de Saúde Pública e População e Desenvolvimento.
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"Há cada vez mais provas de que dar às mulheres os meios para decidir por elas mesmas quando querem ficar grávidas e quantos filhos querem ter diminui de maneira importante os índices de gestações não desejadas e, portanto, reduz a necessidade de recorrer ao aborto"Este é o famoso e falacioso "direito de escolha" extendido à concepção. Na verdade, fora uma gravidez resultante de estupro, a mulher sempre exerce este seu direito quando escolhe fazer sexo. Por mais que muita gente bata o pé de raiva, por mais que milhares de ONGs subam favelas para dar cursos e mais cursos que ensinem a adolescentes como colocar preservativos em bananas e outras habilidades pitorescas, ainda assim ainda não foi inventado método contraceptivo artificial que seja 100%.
"É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade.Será que isto se aplica ainda hoje? Tomando como base o Brasil, um país, que se não é de primeiro mundo, também não é um Sudão ou uma Burkhina-Faso, é impressionante como a estimativa do número de abortos varia na casa de milhões. Isto não é Estatística, é puro chute, mas é um chute que é divulgado, que vira manchetes, acaba em revistas, em sites, e que é repetido à exaustão até que pareça verdade. Resumindo: é um chute que serve muito bem à causa abortista.
Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas. Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda"

"- O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. Só é questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas. Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o pai, nem a mãe, nem o Estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza. "Sua vida foi uma constante entrega a Deus através do serviço aos mais pobres e necessitados. Isto é promover a paz, a verdadeira paz, uma paz que não olha para o lado quando vê um ser humano fragilizado ser trucidado em nome de um suposto direito individual, um suposto direito de escolha.
"Estar grávida é Deus nos dizendo que Ele nos confia uma outra vida."

"E então, Excelência? Quando nós, católicos, levantamo-nos em público contrariamente à nomeação de um sujeito que é pró-aborto para o Supremo Tribunal Federal do Brasil e, no dia seguinte, as manchetes dos jornais dizem que a CNBB apóia a indicação do mesmíssimo indivíduo para o mesmíssimo cargo, como Vossa Excelência acha que nós ficamos? De que maneira podemos defender a Igreja, se os senhores bispos desta Terra de Santa Cruz estão empenhados em atraiçoá-La covardemente?"Eu não escreveria melhor... Mesmo porque o que penso sobre o acontecido talvez não deva ser colocado em palavras por risco de pecar por irreverência contra certos bispos.
"Não posso simplificar dizendo que sou contra ou a favor. No meu entendimento acho que deve haver um plebiscito. Não se pode impor nem a posição dos que são contra nem a dos que são a favor. Não se trata de satanizar a mulher que busca alternativa para seu desamparo, mas seria reducionismo achar que aborto é um ato sem consequência. Precisamos aprofundar esse debate. Advogo para que se possa ter essa discussão.” Senadora Marina Silva durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, 21/09/2009."Por que a senadora não faz o serviço completo e pede também um plebiscito para o homicídio, que, assim como o aborto, também está elencado entre os "Crimes contra a vida" em nosso Código Penal? A verdade é que a senadora, ciente ou não, está defendendo uma inconstitucionalidade. Isto só para ficar no terreno legal.