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sexta-feira, julho 03, 2009

Isto que é Interina!

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No último dia 28, acabou o mandato do Procurador Geral da República, Dr. Antonio Fernando de Souza.

Infelizmente, até o último momento, Dr. Fernando manteve engavetada a
Representação que lhe foi encaminhada por alguns parlamentares solicitando esclarecimentos sobre as atitudes e também o afastamento do Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, do julgamento da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental no. 54 (ADPF 54), que trata do abortamento de anencéfalos.

Para o lugar de Dr. Fernando, foi escolhido Dr. Roberto Gurgel, que era Vice-Procurador-Geral.
Até aí, tudo bem. Tudo bem, também, que a subprocuradora Deborah Duprat assuma interinamento o cargo, coisa que é mais do que esperada em uma fase de transição.

O que causa surpresa mesmo é que a Dra. Deborah Duprat, interinamente no cargo, resolva dar entrada junto ao STF de uma
Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) na qual é pedido o reconhecimento de uniões homossexuais.

É de praxe que interinos mantenham as coisas funcionando enquanto os titulares não estão disponíveis para o cargo. Mais ainda se for em um momento de transição como o que está acontecendo com a Procuradoria Federal.
Mas a Dra. Duprat não quer saber de nada disto! Celeridade e eficiência é com ela mesma!

Após apenas 3 dias no cargo, a interina produziu uma ADPF de 48 páginas. E olhe que não são 48 páginas largadas no papel... Há, na ADPF, um total de 71 notas de rodapé, mostrando como é bem fundamentada a ação da Procuradora-Geral interina. Isto tudo sem contar os 15 anexos com pareceres de especialistas e de outras decisões judiciais.


Haja trabalho para 3 dias! Haja eficiência! É de se perguntar por que não foi ela a escolhida para o cargo? Se em 3 dias a Dra. Duprat mostra uma eficiência sobrenatural para produzir uma ação sobre tema polêmico, ação esta recheada de notas de rodapé e anexos, demonstrando a farta pesquisa, o que não poderíamos esperar da Dra. Duprat como titular do cargo, não é mesmo?


Só é difícil entendermos porque ela, no meio de seu transe produtivo, também não fez o favor de retirar da gaveta a Representação contra o Ministro Marco Aurélio de Mello. Bem, bem... Talvez ela saiba perfeitamente a qual público agradar, não é mesmo?


Mas o fato é que podemos ter uma idéia do porquê de Dra. Duprat ser apenas uma interina, mesmo que seja uma interina do balacobaco como ela está demonstrando ser. Para isto, basta que entendamos
o que seja uma ADPF e como ela é devidamente utilizada.

A ADPF é uma ação que surgiu na ordem constitucional brasileira com a CF de 1988. Ela só pode ser utilizada em casos que não seja possível utilizar outra ação, como explica a própria Dra Duprat:

"O art. 4º, § 1º, da Lei 9.882/99 instituiu o chamado “princípio da subsidiariedade” da ADPF. (...) parece fora de dúvida que o juízo sobre o atendimento do princípio em questão deve ter em vista a existência e eficácia, ou não, de outros processos objetivos de fiscalização de constitucionalidade – ação direta de inconstitucionalidade, ação declaratória de constitucionalidade ou ação direta de inconstitucionalidade por omissão – que possam ser empregados na hipótese." E continua " No caso, este requisito está plenamente satisfeito. Com efeito, a ação direta de inconstitucionalidade não poderia ser manejada, pois não se objetiva impugnar a constitucionalidade total ou parcial de qualquer preceito legal."
Ora, é claro que se quer declarar a inconstitucionalidade da lei que diz que a união estável no Brasil somente é reconhecida entre homem e mulher. A própria PGR em exercício, cita isto, poucas páginas antes, em sua ação: "Pelo contrário, o Código Civil, ao disciplinar a união estável, circunscreveu-a às relações existentes entre homem e mulher, mantendo, neste particular, a orientação legislativa anterior, estampada nas Leis 8.971/94 e 9.278/96."

Se a interina quer declarar a inconstitucionalidade do Código Civil, por que não usou a ação própria (a ADI, visto que a ADPF só se pode usar subsidiariamente)? Ocorre que se assim o fizesse a incoerência da ação restaria cristalina. Pois o Código Cívil ao declarar que a união estável está circunscrita às relações entre homem e mulher nada mais faz do que repetir o preceito constitucional (que a Procuradora pretende esconder) estampado no parágrafo terceiro do Art. 226:
"§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento."
Como vai se declarar inconstitucional artigo de lei que se limita a copiar texto da própria constituição?

Ah... Mas que nada! A interina Dra. Duprat compensa a confusão jurídica de sua ação com a disposição para o trabalho. Assumindo o cargo no dia 29/06, Dra. Duprat não deve ter dormido no serviço -- literalmente --, pois já no dia 02/07 ela estava entregando o volume de 322 páginas, entre o texto da ação e anexos, ao STF. Ou seja, ela precisou de apenas 3 dias (29 e 30/06, 01/07) para escrever as 48 páginas da ação, recheadas de notas, além de pesquisar e revisar os pareceres e decisões judiciais constantes nas outras 274 páginas.

Eu gosto de me achar um otimista... E é por isto que acredito piamente -- é matéria de fé mesmo! -- que a Dra. Duprat foi mesmo capaz de produzir tal ação em tão pouco tempo. É de gente como a Dra. Duprat que precisamos neste país! Precisamos de tal nível de eficiência no meio jurídico.

Ou isto ou achamos que Dra. Duprat estava com a ação já totalmente preparada na gaveta, apenas esperando o momento da saída de Dr. Antonio Fernando para, assim que assumisse interinamente o cargo, ajuizá-la no STF.

Ah, mas isto seria muito oportunismo... Não consigo sequer imaginar tal coisa acontecendo no Brasil.

quarta-feira, junho 10, 2009

Abortos de graça!

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Como homenagear um médico aborteiro morto? Claro que não dá para louvar as obras que ele fez em vida, não é mesmo? Se bem que os abortistas parecem pensar que o servicinho sujo ao qual estes "médicos" se dedicam são, na verdade, um serviço às mulheres. Balela! O que estes tipos estão fazendo é perpetuando a escravidão que uma boa parte da sociedade coloca sobre os ombros das mulheres, e, claro, sendo muito bem pagos por isto.

Apesar disto, uma clínica do Estado da Philadelphia, nos EUA, encontrou a maneira ideal de homenagear Dr. George Tiller, médico aborteiro recentemente assassinado por um homem com problemas mentais e que nada tinha de pró-vida.

Como? Simples: fazendo abortos de graça!

É isto mesmo! Quando se imagina que a desfaçatez deste pessoal atingiu o limite mais baixo, eles conseguem nos surpreender. Dá bem para ver o quanto este pessoal dá valor à vida humana...

Esta forma baixa de provocação, feita sob medida para chocar, deixa-nos ver a impressionante podridão da indústria do aborto, indústria esta que enriqueceu um aborteiro como Dr. Tiller, que terminou seus dias alvejado por um louco.

Todas as lideranças pró-vida norte-americanas foram unânimes na condenação ao assassinato de Dr. George Tiller e na solidariedade a seus familiares. Corretíssimo! Isto é ser pró-vida!

E entre os abortistas? Há alguém que se indigne com esta nítida provocação, com esta "homenagem" feita sobre cadáveres de crianças inocentes e indefesas? Há alguém que pense que qualquer limite tenha sido ultrapassado? Óbvio que não... Pois após ultrapassado o limite natural de que o fruto da concepção é já um ser humano, qual limite pode haver?

Situações assim deixam apenas mais claro o que todos já sabemos: o aborto é um negócio negócio sujo, mas, ainda assim, um negócio. É por isto que há inúmeras ONGs que a ele se dedicam, é por isto que estas ONGs louvaram a ascensão de Obama, o messias abortista, pois sabiam que ele, exatamente como vem fazendo, lhes daria os recursos necessários para expandir ainda mais o abortismo pelo mundo.

Aqui no Brasil, em que inúmeras ONGs (sempre elas...) com a conivência de governantes e parlamentares tentam impor goela abaixo da população que a liberação do aborto é um passo necessário para nosso salto para o futuro, não é difícil imaginar as inúmeras promoções que serão feitas caso esta cultura da morte entre de vez em nosso país.

"Legalização do aborto aumenta mortes maternas": agora em PDF

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O leitor Alexandre Magno Brito de Medeiros fez a gentileza de produzir uma versão em PDF do artigo "Legalização do aborto aumenta mortes maternas".

Agradeço muitíssimo a gentileza e o desprendimento de Alexandre Magno.

Disponibilizo esta versão através do Scribd. Para ver em tela cheia, é só clicar aqui. Quem quiser salvar para posterior leitura ou impressão, é só clicar em "More" e depois em "Save Document".


Legalização do aborto aumenta mortes maternas

terça-feira, junho 09, 2009

Do Blog NOTÍCIAS PRÓ-FAMÍLIA: Entrevista com arcebispo brasileiro acerca da excomunhão dos médicos aborteiros

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Três de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Nota: A seguinte entrevista com o Arcebispo José Cardoso Sobrinho, de Olinda e Recife, Brasil, foi feita pela jornalista francesa Jeanne Smits. A entrevista apareceu originalmente em francês no jornal Present, e foi republicada no blog dela em inglês. A Sra. Smits concedeu amavelmente a LifeSiteNews permissão para republicar o artigo integralmente.

Pergunta: Como resultado do caso de Recife, o jornal L’Osservatore Romano publicamente rejeitou suas declarações sobre a excomunhão automática daqueles que escolheram o aborto para a pequena menina e o executaram. Desde então, surgiu uma tendência nos meios de comunicação sugerindo que o ensino da Igreja mudou quanto à determinação se o aborto (quando a vida da mãe está em perigo ou em outras circunstâncias particulares) é errado, se é pecado. Por outro lado, as mentiras dos meios de comunicação acerca de pontos importantes do caso têm sido abundantes, embora muitas pessoas tenham expressado admiração por sua atitude. Será que sua Excelência poderia nos dizer o que realmente aconteceu?

Resposta: Primeiramente quero expressar minha gratidão muito profunda a todos aqueles que expressaram apoio. Recebi centenas de mensagens de solidariedade do mundo todo: padres, bispos, leigos, aprovando minha decisão de falar claramente acerca da lei da Igreja. Recebi o prêmio Von Galen de Human Life International, e bem recentemente a Associação Pró-Vida de São Paulo também me designou seu prêmio. Graças a Deus, muitas pessoas aprovam o que fiz.

Há algumas pessoas, porém, na França, no Canadá… inclusive bispos, que escreveram artigos ou cartas públicas para declarar sua desaprovação. Num espírito de diálogo, gostaria de dizer que é errado dizer que nós — isto é, a mim mesmo e o padre paroquial da menina grávida — não demos a ela a atenção especial de que ela necessitava. Demos-lhe toda atenção e cuidado. O que infelizmente foi publicado não é simplesmente verdade: fizemos tudo o que estava dentro de nossa capacidade para ajudar.

Alguns, quando falam sobre a publicidade em torno desse caso, afirmam que não era “oportuno” falar de excomunhão. Não concordo com esse ponto de vista. Eles estavam praticamente me dizendo que deveríamos ter esquecido o que a Lei Canônica diz acerca de excomunhão. Minha opinião é diferente. Digo que essa lei existe para o bem da Igreja. E que não fui eu quem excomungou ninguém, como repeti inúmeras vezes. Aqueles que me acusam dizem que fui eu quem “excomungou”, e isso é totalmente falso; eu simplesmente atrai a atenção para uma lei que existe na Igreja, cânon 1398. E pergunto: é adequado permanecer em silêncio, como muitos afirmam? Teria sido melhor que eu não falasse nada sobre excomunhão? Bem, respondo que não concordo. É uma lei da Igreja para o bem da Igreja. Existiu durante muitos séculos. O novo Código de Lei Canônica, promulgado em 1983 pelo Servo de Deus Papa João Paulo 2, reitera essa lei. Da mesma forma, o Catecismo da Igreja Católica, publicado pelo mesmo papa em 1992, repete e comenta acerca dessa lei. Teria sido melhor ficar em silêncio? Bem, em minha opinião, é da mais elevada importância atrair a atenção de todos e especialmente os fiéis católicos, para a seriedade do crime do aborto. É por esse motivo que a lei existe.

Nós, em nossa diocese, temos recebido muitas mensagens de muitas pessoas que me disseram: “Agora, entendo melhor a gravidade do aborto, e mudarei minha consciência”. Em minha opinião, o ato de atrair atenção para a existência dessa excomunhão produz um benefício espiritual entre os fiéis católicos, mas também entre outros, que, aparentemente, de forma sossegada se submetem a abortos e que, creio eu de agora em diante, pesará na consciência deles a gravidade do que estão fazendo. E essa é a meta final dessa lei da Igreja, dessa penalidade de excomunhão: é medicinal. É um remédio para a conversão de todos. Para a pessoa que incorre nele, é um meio de fazê-lo entender que ele terá de responder a seu ato diante de Deus. Com a Igreja, desejamos que cada pessoa individualmente, mesma aqueles que seguem a vereda do erro, possa viver de acordo com a lei de Deus. Não queremos a condenação eterna de ninguém. Em minha opinião, silêncio — não falado de excomunhão — causaria grave prejuízo à Igreja.

Mas há algo mais sério. Tenho a impressão de que entre aqueles que falaram contra mim, alguns estão praticamente insinuando que seria melhor ab-rogar o cânon sobre excomunhão. Mas a Igreja não crê nisso. A Igreja sustenta essa lei, porque é necessária para o bem comum da Igreja, quando o assunto é ofensas bem graves, que há uma lei clara, e que essa lei seja aplicada. Esses são princípios de grande importância. Para mim, o silêncio equivaleria à cumplicidade. Sabemos — todos os meios de comunicação internacionais dizem isso — que há até 50 milhões de abortos anuais, a nível mundial. Aqui no Brasil, o número citado é cerca de um milhão anualmente. Em consciência, estou certo de que é necessário falar, despertar a consciência das pessoas, porque o silêncio pode ser interpretado como aprovação.

Leia o restante aqui.

quinta-feira, junho 04, 2009

Um pouco de humor by Scrubs

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No vídeo acima, no início da cena, um casal de namorados, ambos médicos (J.D. e Kim), começa a discutir sobre o que fazer com a gravidez que "aconteceu". Até que eles chegam ao assunto daquela palavra iniciada por "a" (a-word), uma clara referência a quanto este assunto é sensível entre os norte-americanos.

Por volta de 00:18, uma enfermeira (Laverne) que estava por perto, ao ouvir um pedaço da conversa, indaga:


Laverne: Alguém disse "aborto"?


J.D., o médico, aponta para Kim.


Kim: Laverne, com todo respeito, isto não é assunto teu. E nem de Jesus.


A enfermeira coloca em cima do balcão uma imagem de Jesus e continua.


Laverne: Creio que Ele pensa diferente.


Nisto J.D. começa a fantasiar -- coisa que ele faz sempre --, e em sua fantasia a imagem de Jesus ganha vida e o próprio Jesus começa a lhe falar.


Jesus Cristo: Ela está certa, J.D.; toda vida é preciosa.


J.D.: Mas e se ter este bebê for um grande erro?


Jesus, esfregando os olhos e fazendo cara de impaciente, continua.


Jesus: Ok... Vou tentar simplicar a coisa... Sem abortos, ok?


J.D. tenta argumentar.


J.D.: Mas e se...


Jesus, cortando-lhe a fala, fazendo uma voz cantarolante.


Jesus: Sem abortos!


J.D.: Deixe-me terminar! Mas e se os pais forem viciados que negligenciarão seus filhos?


Jesus faz uma cara de sério e compenetrado, caçoando de J.D.


Jesus: Oh... Bem... Neste caso, tudo estaria bem.


J.D.: Sério?


E Jesus gritando e balançando os braços para J.D.


Jesus: Sem abortos!!! Como é que você não consegue entender isto???


Assim termina a fantasia de J.D.


A cena é hilária e a mensagem é perfeita. Pouco importa se os pais serão ou não negligentes -- aliás, quem tem bola de cristal que funcione? --, pouco importa se um bebê "aconteceu", nada disto importa. O que importa realmente é que um ser humano foi concebido e ele tem o direito à vida como cada um de nós.

Como é que tem gente que não entende isto?

L´Osservatore Romano, deixa o bispo falar!

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"Enviamos a resposta da arquidiocese ao artigo de Monsenhor Fisichella para Roma. É de direito que seja permitida uma resposta devido a publicação de informações falsas sabe-se lá por qual motivo. Os leitores de L´Osservatore Romano deveriam poder conhecer o outro ponto de vista."

Segundo o LifeSiteNews, estas são palavras de Dom José Cardoso Sobrinho, o corajoso Arcebispo de Olinda e Recife, em uma entrevista a um jornal francês, indicando que o L´Osservatore Romano está colocando empecilhos à publicação da excelente resposta da arquidiocese.

O que podemos dizer? A se confirmar esta má vontade em publicar a resposta da Arquidiocese de Olinda e Recife a um artigo no mínimo desastrado de Msgr. Fisichella, parece que vai indo muito mal o jornal romano. Isto sem contar que o já mal-estar recentemente causado por um editorial do mesmo jornal que dizia que Barack Obama não é abortista.

Não chamar Obamaborto (by Wagner Moura) de abortista, o que ele realmente é, só pode indicar duas coisas: ou está faltando acesso à internet, ou se está realmente querendo criar confusão entre os católicos.

Quanto à primeira eu posso ajudar: é só acessar este link para se ter uma idéia do que Obama já botou em prática até o momento. E isto apenas como presidente, pois seu histórico antes da eleição é mais escabroso ainda, tendo por vezes ocupado a tribuna do Senado norte-americano para defender o "direito" de serem feitos abortos de último trimestre de gestação, uma coisa que é tão grotesca que é difícil alguém diferenciar tal ato de puro e simples infanticídio. Pois é... E, para o L´Osservatore Romano, Obama não é abortista? Ok!

Apenas um recado para o L´Osservatore Romano: conceda o direito de resposta a Dom José Cardoso Sobrinho. Isto sim é um direito! E é mais do que necessário.

49 milhões a 5 - Ann Coulter

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Fui alertado pelo amigo Matheus Cajaíba, do excelente blog Jornada Cristã, para um excelente artigo da conservadora norte-americana Ann Coulter sobre o caso do assassinato do abortista George Tiller. Segue abaixo uma tradução livre (original aqui).

Os puristas podem estranhar, mas resolvi traduzir o termo "liberals" por "esquerdistas". Fiz isto para tentar uma aproximação da cena política norte-americana com a nossa, facilitando o entendimento das forças que movem aos pró-aborto.

Sobre o conteúdo do artigo da polemista norte-americana, o que posso dizer é que ele é impecável. Desde o início nota-se a forte denúncia da completa falta de critério dos que acusam TODO o movimento pró-vida de cumplicidade ou, ao menos, de aplainar o caminho para o assassinato do abortista. Trata-se apenas, lógico, de uma espessa cortina de fumaça e de uma maquiavélica manobra para tentar instumentalizar a morte do Dr. George Tiller.


Ann Coulter demonstra claramente como o "dinheiro de sangue" do abortista Tiller enchia as campanhas democratas, notoriamente a da antiga governadora do Kansas, estado onde fica a cidade -- Wichita -- onde o assassinato foi cometido. Governadora esta que largou o mandato para ser nomeada para uma alta posição no governo Obama.
E demonstra também como os mesmos que se juntaram para, após os ataques terroristas de setembro de 2001, mostrar que a maioria dos muçulmanos é de pessoas pacíficas, apesar da morte de mais de 3.000 norte-americanos, são os mesmos que agora querem classificar de terroristas todos os pró-vidas por causa do assassinato do abortista por um homem com extenso histórico de doenças mentais e envolvimento com organizações obscuras.

Mas já estou contando o que fica bem melhor na pena da articulista...


Finalizando, eu gostaria apenas que sejam bem notados os dois últimos parágrafos, nos quais Ann Coulter utiliza exatamente argumentos abortistas, nada tirando e nada pondo, para enfaticamente mostrar como a defesa do aborto é nada menos que a defesa do assassinato. Uma magistral utilização de reductio ad absurdum.


Sem mais, segue o artigo.


***


49 milhões a 5


Logo após o assassinato a tiros do abortista George Tiller, o presidente Barack Obama enviou uma mensagem alertando que esta nação não tolerará ataques a militantes pró-vida ou a qualquer norte-americano por causa de sua religião ou crença.

Haha! Brincadeirinha! Esta foi a principal manchete -- com pequenas alterações -- de um editorial do New York Times lançando um alerta sobre teoréticos crimes de ódio contra muçulmanos, que foi publicada oito meses após os atentados de 11/09/2001. Será que os pró-vidas poderão ver aprovada uma lei contra crimes de ódio e também páginas e páginas escritas para convencer aos norte-americanos que "a maioria dos pró-vidas são pacíficos"?

Por anos temos ouvido falar sobre a grave ameaça de que os norte-americanos reajam desproporcionadamente a um ataque terrorista cometido por 19 muçulmanos bradando "Allahu akbar" enquanto guiavam aviões comerciais em direção a arranha-céus de New York. Isto seria o equivalente a 19 pró-vidas gritando "Cada aborto assassina um coração pulsante!" enquanto alvejassem milhares de cidadãos inocentes em Wichita, Kansas.

Por que os esquerdistas não estão se apressando a nos assegurar desta vez que "a maioria dos pró-vidas são pacíficos?" Bem diferente dos muçulmanos, os pró-vidas verdadeiramente são pacíficos.

De acordo com recentes pesquisas de opinião, a maioria dos norte-americanos se opõem ao aborto -- o que é consistente com a histérica recusa dos esquerdistas em votar sobre tal assunto. Em um país com aproximadamente 150 milhões de pró-vidas, 5 abortistas foram mortos desde Roe x Wade.

Durante os mesmos 36 anos, mais de 49 milhões de bebês foram assassinados por abortistas. Vamos rever o placar, torcedores: 49.000.000 a 5.

Enquanto isto, perto de 2 milhões de muçulmanos vivem nos EUA, e, embora os muçulmanos sejam menos assassinos que abortistas, estou bem certa que eles mataram mais do que 5 pessoas nos EUA nos últimos 36 anos. Por alguma razão, o número "3.000" fica aparecendo em minha mente.

Então, em um país que é mais do que a metade pró-vida -- e que 80% se opõem aos aborto de último trimestre, os do tipo que eram feitos por Tiller -- apenas 5 abortistas foram assassinados. E em um país que é menos do que 0,5% muçulmano, algumas dúzias de muçulmanos mataram milhares de norte-americanos.

Mas a morte de aproximadamente um abortista por década leva os esquerdistas a condenar todo o movimento pró-vida como "terroristas domésticos". Pelo menos os esquerdistas finalmente encontraram alguns terroristas que eles gostariam de enviar para Guantanamo.

Tiller gabava-se sobre já ter feito 60.000 abortos, incluindo abortos de bebês viáveis, aptos a sobreviverem fora do útero de suas mães. Ele ganhou milhões de dólares fazendo abortos de último trimestre, que são tão grotescos que apenas dois outros abortistas o fazem em todo o país.

A lei de Kansas permite abortos no último trimestre apenas para salvar a vida da mãe ou para prevenir um "irreversível dano físico" à mãe. Mas Tiller estava mais do que feliz em assassinar bebês viáveis, pois: 1) cada aborto deste tipo custava US$ 5.000; 2) ele atestava que havia "condições substanciais e irreversíveis" para justificar o aborto, o que, na visão do Dr. Tiller, aparentemente incluiria ser impedida de ir a shows ou a rodeios, ou ainda ficar "temporariamente deprimida" por causa da gravidez.

Em retorno pelo dinheiro de sangue do rentável abatedouro de Tiller, os democratas teceram uma rede de proteção para o abortista.

Em 1997, o jornal The Washington Post publicou que Tiller compareceu à Casa Branca -- Bill Clinton era o presidente -- para um café-da-manhã para os maiores doadores de campanha. Além da doação de US$ 25.000 para Clinton, Tiller queria agradecer-lhe pessoalmente pelos 30 meses de sua proteção a cargo de agentes federais pagos pelo dinheiro dos contribuintes.

Os democratas de Kansas que recebiam de Tiller centenas de milhares de dólares em doação para campanhas repetidamente intervinham para barrar qualquer interferência no abortório de Tiller.

Kathleen Sebelius, que era a governadora do estado do Kansas até Obama a nomear para a Health and Human Services Secretary, recebeu centenas de milhares de dólares em doações de Tiller. Enquanto governadora, Sebellius vetou uma lei que restringiria os abortos de último trimestre e uma outra que obrigaria Tiller a entregar seus registros sobre atestados de "condições substanciais e irreversíveis" em justificativa dos abortos no último trimestre.

O Procurador-Geral Paul Morrison também foi eleito com a ajuda do dinheiro de sangue de Tiller em substituição ao anterior, um republicano, que estava no meio de uma investigação sobre vários crimes de Tiller, incluindo sua falha em relatar estupros de menores ("statutory rapes" - nos EUA, o sexo de um(a) adulto(a) com um(a) menor de 16 anos, mesmo consentido, é considerado um tipo de estupro), apesar de fazer abortos em meninas grávidas com apenas 11 anos.

Mas logo após Morrison substituir o Procurador-Geral republicano, as acusações contra Tiller foram reduzidas e, em curto espaço de tempo, ele foi absolvido de crimes menores. Apesar disto, em um caso que não é incomum ao se fazer negócios com democratas, Morrison já é história, tendo sido forçado a sair quando sua amante o acusou de assédio sexual e corrupção.

Tiller não era protegido apenas por uma Guarda Pretoriana de democratas eleitos, mas também pela pluralidade protetora da Evangelical Lutheran Church in America (ELCA - Igreja Evangélica Luterana na América) -- coincidentemente, a mesma igreja ao qual pertencia um conterrâneo de Tiller que se auto-proclamava "BTK killer" (um famoso matador em série de Wichita).

A página oficial da ELCA assim instrui aos visitantes: "Um vida em desenvolvimento no útero não tem um direito absoluto ao nascimento". Assim como decidem quem tem e quem não tem um "direito absoluto a nascer", quem é que pode dizer que abortistas que fazem os abortos de último trimestre têm "direito absoluto" à vida?

Eu não mataria um abortista, mas eu não desejaria impor meus valores morais aos outros. Ninguém é a favor de atirar em abortistas. Mas como a criminalização de homens tomando difíceis e trágicas decisões será um meio efetivo de alcançar a meta de reduzir o assassinato de abortistas?

Seguindo os preceitos morais dos esquerdistas, acredito que a correta posição seja: Se você é contra o assassinato de abortistas, então não atire em um.