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sábado, março 28, 2009

Pe. Thomas J. Euteneuer: Artigo de membro do Vaticano necessita de pronto esclarecimento

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Abaixo segue uma tradução livre do artigo do Pe. Thomas J. Euteneuer desta semana, divulgado na e-Newsletter "Spirit & Life". Pe. Thomas, que é o presidente da Human Life International, discorre sobre o caso de Alagoinha e a desastrada intervenção de Dom Rino Fisichella -- e outros prelados -- sobre a questão.

O original pode ser lido
aqui.



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Artigo de membro do Vaticano necessita de pronto esclarecimento


Não é nenhum segredo que os mliitantes pró-vida, ao longo dos anos, não tem podido contar com o apoio de muitos membros do clero em questões referentes à defesa da vida, mas, até agora, temos conseguido apoio de vários órgãos do Vaticano para uma clara, consistente e correta defesa da vida. Uma declaração feita há duas semanas por um alto membro da Santa Sé sobre um aborto no Brasil, contudo, causou espanto em muita gente, e está causando uma grande preocupação pelo seu impacto na forma como a Igreja poderá defender a vida por todo o mundo. Solicito vossas orações para que a Santa Sé esclareça e corrija esta situação o quanto antes, para que não haja mais danos.

O incidente em questão envolve -- inacreditavelmente -- o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Arcebispo Rino Fisichella, que deu uma declaração, em 15 de março, criticando um bispo no Brasil que acertadamente declarou estarem excomungados os médicos que fizeram um aborto em uma menina de 9 anos que estava grávida devido a um estupro. A menina estava grávida de gêmeos e desta forma foram abortados dois bebês. Apesar de sua pouca idade, ela não estava em sério perigo (de acordo com o hospital), e tampouco seus bebês. Mesmo se ela estivesse em perigo, o aborto teria sido imoral porque a morte direta de um inocente jamais é permitida. Mesmo sem explicitar que a Igreja condena inequivocamente o incestuoso ato cometido contra a pequena menina, contudo, a questão da excomunhão dos que fizeram o aborto permanece por si mesma e merece aplauso, e não críticas feitas por outros prelados. Infelizmente, o Arcebispo Fisichella não foi o único bispo a criticar publicamente a decisão do bispo brasileiro em aplicar a Lei da Igreja.

A inocente menina, desta forma, tornou-se o centro de uma tempestade criada pela indústria do aborto, que instrumentalizou sua vitimização para promover o aborto no Brasil, onde ele é atualmente ilegal. Infelizmente, a intervenção do Arcebispo Fisichella deixou a impressão de ser uma declaração semi-doutrinal, coube como uma luva nas mãos dos abortistas por parecer dar permissão para o aborto em situações-limites similares. O Arcebispo Fisichella não estava dando desculpas para o aborto em si em tais casos, mas devido a uma infeliz escolha de palavras em seu artigo, como era de se esperar, no mesmo dia em que o Arcebispo Fisichella publicou sua declaração, a Associated Press assim entitulou seu próprio artigo: "Prelado do Vaticano defende aborto para menina de 9 anos". O mundo observa e escuta o que vem do Vaticano por causa da enorme autoridade moral e espiritual da Santa Sé; e, da mesma forma, por causa da responsabilidade quando são feitas declarações em nome da Igreja Católica.

Eu aplaudo a maior parte do que foi feito neste caso pela diocese local no Brasil, e rezo para que todos os bispos tomem isto como um exemplo da forma certa de tratar com uma situação pastoral muito dificultosa. Os créditos devem ir para o Arcebispo José Cardoso Sobrinho e vários outros padres desta diocese por terem providenciado um generoso cuidado pastoral para a família durante o terrivel problema. Na verdade, quando a menina foi transferida para um hospital distante 230 km de sua paróquia, seu pároco viajava tal distância todos os dias para visitá-la e para assegurar à família que a Igreja providenciaria todo o cuidado possível para as três crianças vulneráveis.

A grande ironia em tudo isto é que, enquanto obtemos pouco ou nenhum apoio por parte de altos membros da Igreja para corrigir bispos que sejam negligentes em sua missão de guardar a fé e seu rebanho, neste caso o bispo fez exatamente o que era certo sobre a questão da excomunhão, e ele foi por isto criticado por um alto membro do Vaticano.

A mera aparência de uma concessão do Vaticano neste assunto veio no pior momento possível na atual situação cultural e política na América Latina. Este continente católico é um alvo especial das agressivas forças da cultura da morte; desta forma, a última coisa que precisamos é que a Igreja mostre-se fraca ou dividida sobre nossos ensinamentos ou nossa resolução em lutar contra os promotores da morte. A Igreja Católica e sua divina autoridade é em muitos lugares o único escudo que os não-nascidos têm para manter longe os abortistas e seus instrumentos de morte. Oremos para que o Vaticano retifique seu erro e que fortifique este escudo sem demora. Os não-nascidos do Brasil assim como os de outra parte do mundo contam conosco!

Rev. Thomas J. Euteneuer,
Presidente da Human Life International

sexta-feira, março 27, 2009

Oração à Santa Gianna Beretta Molla

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Recebi através de um comentário uma belíssima oração à Santa Gianna.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2009/04/27/oracao-a-santa-gianna-beretta-molla/

quinta-feira, março 26, 2009

Do Blog A IGREJA UNA E SANTA: Como um Bispo deve se portar – Exemplo de Dom John D'Arcy

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Recomendo a leitura de uma excelente postagem no blog do Danilo Augusto, que sempre faz comentários muito pertinentes sobre a situação da Igreja no Brasil.

Desta vez ele nos traz a informação sobre as atitudes exemplares do bispo norte-americano, D. John D´Arcy, que criticou fortemente a direção da prestigiosa Universidade de Notre-Dame, uma das mais tradiocionais universidades católicas daquele país.

O blogueiro Danilo faz uma pertinente comparação com nossa situação, na qual as PUCs estão infestadas de abortistas e pessoas que utilizam de um espaço disponibilizado pela Igreja para corroer-lhe por dentro.

Destaco um trecho:
"E a nobre presidência da CNBB, envolvendo-se sempre em casos tão desnecessários como Reforma Tributária, Agrária, Dia da Água, etc e deixando temas como Aborto, ditadura gayzista, ensino socialista e tantos outros (patrocinados pelo governo) de lado, não estaria escolhendo o prestígio e preterindo a Fé? Creio que sim...

Se Dom D’Arcy faz uma objeção de consciência no caso Obama, nada mais justo (e necessário) que façamos uma objeção clara sobre a CNBB! Não podemos fechar os olhos aos abomináveis erros cometidos por essa egrégia instituição só porque nela estão filiados os nossos bispos diocesanos. Alguns acreditam que ir contra a CNBB é ir contra a Igreja! Ora, mas se a CNBB está diametralmente oposta ao catolicismo, então como resolver essa questão? Amar um significará rejeitar o outro. Eu fico com a Igreja, e você?"
Perfeito! Também fico com a Igreja.

quarta-feira, março 25, 2009

Os aplausos da patota

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O artigo do sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza sobre a questão da menina-mãe de Alagoinha é péssimo em todos os pontos por ele abordados. Desde a vã e inútil tentativa de tentar fazer seu público crer que o Arcebispo D. José Cardoso Sobrinho excomungou alguém -- o que é mentira, pois a excomunhão para o gravíssimo crime do aborto é automática -- até a tática ridícula de trazer chavões anti-católicos à baila como forma de sensibilizar ainda mais o público, que já está mais do que justamente sensível para casos desta natureza.

O artigo fica pior ainda quando o que lemos partiu da pena de um católico, que é como o professor se apresenta. Mas o catolicismo do sociólogo é um catolicismo peculiar... É um catolicismo que manda às favas a correção ao abordar um tema tão delicado quanto o de excomunhões. É um catolicismo que acusa um prelado de falta de compaixão sem nem antes se inteirar dos fatos que envolveram um fato delicadíssimo. É, enfim, um catolicismo que clama ser compassivo enquanto silencia sobre o final trágico que duas vidas inocentes tiveram.

É coisa muito estranha mesmo um tal catolicismo... Mas não é que tal catolicismo tem fãs?

O artigo do sociólogo recebeu alguns comentários no site "Amai-vos", a maioria elogiando-o. Alguém consegue imaginar uma coisa destas? É escrito um artigo que prima pela falta de correção, que traz à tona um relativismo tamanho que chega ao absurdo de insinuar que a prática do aborto, que desde sempre foi matéria de sérias condenações por parte do Magistério, possa no futuro ser aceita, pois, segundo ele, o desenvolvimento doutrinário pode chegar a este ponto.

É um absurdo deste digno de elogio? Infelizmente, há gente que acha que sim.

O texto do sociólogo é uma peça que não consegue passar uma única informação que não requeira contraponto que mostre a verdade, mas que faz uma tietagem explícita de um falecido bispo, coisa que beira muito mais a idolatria do que uma saudável veneração a um sucessor dos apóstolos.

Mas é este texto absurdo, que ao invés de cerrar as fileiras junto à ortodoxia e ao cuidado demonstrado por D. José e por outros religiosos que estiveram envolvidos no doloroso caso da menina de Alagoinha, cuidado que tiveram com as três vidas que teriam seus destinos resolvidos por um crime hediondo que se seguiu a uma violência absurda do padastro da menina. Mas que nada! Quem se importa com o destino de duas crianças que foram parar em sacos plásticos após violentamente expulsas do ventre de sua mãe? O que importa mesmo é mirar na figura do bispo que teve a coragem de, enfrentando toda a mídia e ativistas de organizações abortistas, enfrentando até mesmo a flacidez de católicos de IBGE, que em momentos assim posam de verdadeiros católicos, mas que se esquecem até mesmo do mandamento "Não matarás".

É esta peça que recebe elogios?

Mas a coisa piora... E piora muito. Dentre as quatro primeiras pessoas que resolveram utilizar seu tempo para elogiar este artigo nada menos que três são padres. Sim... É isto mesmo. Três padres elogiam com palavras melosas o artigo do renomado professor, um artigo que pode fazer as alegrias de um catolicismo que se diz "progressista", mas que, na verdade é um catolicismo que mostra-se retrógrado ao ponto de relativizar a condenação ao aborto, condenação esta que já havia naquele que é considerado o primeiro catecismo da Igreja, a Didaqué.

Pois é... No afã de elogiar a patota, os "progressistas" chegaram ao ponto de negar uma doutrina moral já explicitada desde os primeiros tempos do cristianismo! E isto lá é progressismo? É, antes, o mais claro exemplo do quão retrógrado vai o pensamento de tais pessoas.

Um dos padres elogiantes chega ao ponto de escrever o seguinte:
"(...) Só quero saber quando o Vaticano vai disser a esse senhor de "frialdade no semblante" e no coração que deixe de ser arcebispo e deixe de estar na fila dos que quiseram apedrejar a mulhar adultera e que começe um tratamento de psicoánalises."
Aquele que o padre chama de "senhor de frialdade no semblante" foi o mesmo que, bem antes de importar-se em ser julgado não só pela mídia anti-católica, mas também até por seus irmãos no sacerdócio, foi dos poucos que se bateu contra tudo para preservar as vidas dos três diretamente envolvidos. E é deste corajoso bispo que o padre vem e diz que ele atiraria pedras na adúltera? Será mesmo, padre? Será que é o Arcebispo de Olinda e Recife que necessita de tratamento ou são aqueles que vivem um catolicismo que relativiza até mesmo o "Não matar"?

E um outro padre, após tecer os elogios de praxe, sai-se com esta:
"(...) que pena que muitos entendidos e formadores de consciencia pouco manifesta em algumas questões da vida, ética, moral, justiça! na nossa Igreja e sociedade! o texto bilblico apresenta a maior vitude é a Caridade! "
Sim... O padre lamenta que mais gente não siga o exemplo do sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza em escrever um artigo destes! É coisa para se pensar... Um arcebispo, demonstrando uma firmeza moral digna dos profetas, um prelado que não tremeu diante dos microfones que o cercavam, e que -- que isto fique claro! -- nada mais fez que explicitar a todos o que a Santa Igreja ensina, este não é digno de elogio. Para o padre comentarista parece que quem é digno de elogio, que quem é caridoso mesmo é quem esquece-se de duas crianças trucidadas sob a desculpa de que colocavam em risco a vida de sua mãe. Já o arcebispo, não; este não merece elogios, não é mesmo? Que audácia ele lutar com suas forças para preservar a vida das 3 crianças! Francamente, isto não funciona nem mesmo como aritmética.

As opiniões de comentaristas não-sacerdotes no geral vão de mal a pior. Nota-se em todas o viés meloso, uma coisa que só quem faz parte da patota pode entender. Um destes comentaristas, do alto de sua credencial de católico praticante, sai-se com esta:
"(...) Sou católico praticante e trabalho com crianças e adolescentes, muitos destes vitimados. A atitude do bispo senão ridícula, não atinge o cerne da questão. É um obtuso. Primeiro porque ser excomungado nos dias de hoje...e depois porque não mediu a extensão de sua atitude, ou melhor, mediu sim, sua soberba em querer mostrar poder e por fim ficar conhecido. A CNBB deveria avaliar com urgência a aposentadoria deste insano, antes a avalanche de debandada de fiéis para outras denominações, senão melhores, ainda mais oportunistas. "
Faltou o comentarista dizer qual o cerne da questão, pois muitos, inclusive D. José, pensavam que era a vida de três crianças... E ele ainda faz pouco caso da excomunhão. Não sei qual o tipo de catolicismo tal pessoa pode praticar, mas provavelmente é do tipo que nem mesmo entende o que seja e qual a finalidade de uma pena grave como a de excomunhão. Talvez por estar envolvido na prática deste tipo de catolicismo especialíssimo é que o comentarista ignore que a pena de excomunhão tem uma finalidade, entre outras, didática, para que tanto o pecador seja levado a compreender a gravidade de seu ato quanto os fiéis mantenham firme no coração a fealdade do ato cometido.

Mas para o comentarista nada disto importa. Seu catolicismo já decretou que excomunhões não cabem nos dias atuais! Faz sentido... O que cabe mesmo é o esquecimento de que duas crianças foram parar em sacos plásticos como meras evidências criminais. Viraram objetos... Mas quem se importa, não é mesmo? Ah, quem se importa é um D. José Cardoso Sobrinho, este mesmo que o comentarista chama de "soberbo", de "insano", que acusa buscar apenas poder, fama.

Falta lógica no comentarista... Se o arcebispo buscasse mesmo fama, seria fácil: era necessário apenas proceder exatamente como o sociólogo lhe orientasse. Ele, o arcebispo, ganharia muito. Ganharia as manchetes de jornais, ganharia elogios em sites de espiritualidade, ganharia, após sua morte, uma legião de seguidores que o idolatrariam. Ganharia muito! Provavelmente, perderia o Céu... Ah... Mas não há nada como agradar a patota "progressista"!

E falta preparo ao comentarista... A CNBB não aposenta ninguém. O comentarista pode detestar D. José até a ponta da unha, pode enviar milhares de cartas à CNBB, pode fazer campanha, criar sites, escrever artigos e tudo o mais, que nada disto adiantará, pois a CNBB não tem nada a ver com a aposentadoria de bispos.

E os comentaristas seguem... Um deles, talvez envergonhado de se dizer católico, escreve o seguinte:
"(...) Considero-me ainda católico, em parte (...)"
E é este "católico em parte" que elogia o artigo do sociólogo! Que aconteceu ao "ou és frio ou quente"? Estes são os católicos do "mas"... São aqueles que, sempre que aparece uma questão polêmica, talvez com medo de nadar contra a corrente, apressam-se a dizer: "Sou católico, mas...". E segue-se uma quantidade enorme de asneiras, de coisas que jamais encontraram espaço no catolicismo, de coisas que hoje em dia chegam ao ponto de relativizar a rejeição ao aborto e que acham por bem "passar pito" -- como um dos comentaristas escreveu que seria necessário fazer com o "bispo reacionário" -- naqueles que tem a coragem de, em praça pública, bradar contra o absurdo do aborto de duas crianças.

Mas há esperanças! Comentaristas apareceram que ficaram chocados com os absurdos que já haviam sido escritos. E, como as vozes que deveriam clamar contra os absurdos se calam, até mesmo as pedras hão de falar! O leitor Emerson José de Freitas defendeu muito bem a posição realmente católica:
"Amigos, Muito se fala em misericórdia. Mas e a misericórdia com os gêmeos que foram mortos no ventre materno!?!? Ninguém na imprensa apareceu para falar sobre isto... Se a voz do Bispo se levantou para defendê-los é logo colocado como conservador retrógrado. Em nenhum momento o Bispo foi frio com o drama da menina grávida. O problema é que a imprensa realçou apenas a questão da excomunhão e esqueceu o resto. Além disso em nehum caso o aborto é permitido pela lei brasileira, o que acontece é que em alguns casos o ato deixa de ser punível como foi o caso."
Ele lembrou muito bem! Que misericórdia é esta que escolhe quem é digno de sua atenção? Por que tantos se esquecem da misericórdia para com as crianças mortas no ventre da mãe?

E, para finalizar, o leitor Paulo de Oliveira, joga uma pá de cal no relativismo dos comentaristas:
"Artigos como este tenho lido aos montes e a maior parte fala,fala e nada fica claro. A posição fica no "morno". Acontece que Jesus mesmo disse que ou sejamos quentes ou frios, porque o morno ele vai vomitar de sua boca. E esse medo de a Igreja perder católicos? Jesus não teve esse medo quando, ao anunciar a instituição da Eucaristia, viu a multidão que queria aclamá-lo Rei, pois havia multiplicado os pães, escandalizar-se e ir embora, ficando apenas os apóstolos. E Jesus desafiou: vcs também querem ir? O resto da história sabemos. Bem, há muito relativismo nesses comentários e na condenação o arcebispo. "
É isto mesmo! Quando a coisa fica difícil é que podemos ver com quantos poderemos contar. Uns querem torcer seus princípios para agradar multidões, para engordar uma patota; outros, preferem reafirmar as verdades, mesmo que lhes custe a popularidade, mesmo que lhes restem apenas uns 12 amigos ao lado.

Eu não trocaria estes 12 por nenhuma patota... Pena que haja quem troque.

terça-feira, março 24, 2009

Grande Ato Público de Defesa da Vida!

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Divulgo o 3o. Ato Público em Defesa da Vida.

Os paulistas devem fazer o possível para comparecer a este importante evento, que mostrará a nossos parlamentares a importância de serem rejeitados quaisquer projetos que busquem a liberação do aborto ou qualquer outro ataque à vida humana.

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Dia 28 de março de 2009, próximo sábado, 10 horas.

Praça da Sé, São Paulo, SP.

O sociólogo que vale pela opinião pública

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Abaixo segue uma resposta a um artigo do sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza sobre o caso da menina de Alagoinha/PE. O original do artigo pode ser lido aqui.

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Igreja Católica: anúncio de uma Boa Nova ou manifestação de rigidez doutrinária?

Pio XII, em 1950, disse ser necessária uma opinião pública na Igreja. Nem sempre é fácil realizá-la, quando se mantêm algumas estruturas autoritárias. Mas, além disso, há uma opinião pública na sociedade, que olha a Igreja Católica e a questiona. Nestes dias, amplos setores dessa opinião pública estão escandalizados com as declarações do arcebispo D. José Cardoso Sobrinho em relação ao aborto de uma menina de nove anos, estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos. Com particular dureza e frialdade no semblante, lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto, ao mesmo tempo considerando o estupro apenas um pecado, ainda que grave. Ora, já de mais atrás e pelo mundo afora, a opinião pública vem questionando a Igreja por ter tantas vezes acobertado casos de pedofilia de sacerdotes e até do fundador de um forte movimento eclesial, os Legionários de Cristo. Neste caso, o estupro do padrasto também é pedofilia sobre a menina e sua irmã. Já há, pois, uma atitude de desconfiança ou de suspeição diante de certos atos eclesiásticos. As cartas que chegam em grande número às redações dos jornais, que circulam em blogs e em e-mails, indicam na grande maioria perplexidade, espanto ou indignação. E depois a Igreja se queixa de perder fiéis ou de não conseguir realizar com êxito uma “nova Evangelização” (pregação da Boa Nova) fora de seus muros.


[O sociólogo Luiz Alberto Gómez de Souza mente. E esta mentira ganha em gravidade quando quem a profere é um sociólogo renomado, que, envolvido com questões religiosas no meio acadêmico, não pode de forma alguma alegar, como boa parte da mídia, ignorância sobre um assunto importante como são as condições de uma excomunhão. As reações da mídia refletiram desde a mais pura ignorância sobre o catolicismo até o mais baixo anti-catolicismo de um Arnaldo Jabor.

Nada disto pode alegar o sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza. Quando ele escreve que o Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, "lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto", o sociólogo bem sabe que está proferindo uma mentira. Não soubesse, não lhe caberia abordar um assunto do qual não entende.


O fato concreto é apenas um, como bem deve saber o sociólogo: D. José não fulminou ninguém com a excomunhão. O Código de Direito Canônico diz que esta pena é automaticamente imposta quando do próprio ato do aborto. D. José nada mais fez que esclarecer o que já é óbvio: estão excomungados todos os que participaram diretamente do procedimento. Se o sociólogo renomado quer se bater com alguém sobre a conveniência desta excomunhão, pois que se bata com o Magistério da Igreja.


Ou será que ele apenas se acovardou e achou mais fácil começar por um arcebispo? Faz sentido... Ainda mais quando vemos que o sociólogo ataca o arcebispo da diocese que foi comandada pelo ídolo de um catolicismo que se diz "progressista", mas que nada tem de realmente progressista, pois sua raiz é alimentada pelos nutrientes da mesma ideologia que só deixou cadáveres por onde passou. Pobre D. Helder Câmara... Duvido muito que ele aprovasse o (mau) uso que tantos fazem de seu nome.


O sociólogo aumenta sua mentira quando escreve que o arcebispo, sobre o estupro, o considera "apenas um pecado, ainda que grave". Em primeiro lugar, o renomado sociólogo parece querer adicionar aos seus títulos acadêmicos a qualificação de "perscrutador de corações", pois quer ser senhor até mesmo do que vai no coração de D. José. O estupro, e isto qualquer católico pode afirmá-lo, e não apenas o arcebispo, é um crime horrendo. É um pecado e um crime. E o aborto é igualmente um pecado e também -- mesmo que o sociólogo evite dizer tal verdade -- um crime. Pena que o sociólogo prefira prestar-se mais ao papel de advinho do que vai no coração de seu próximo do que mostrar-se interessado em jogar luz sobre a verdade.


Vem daí, deste pouco aprêço pela verdade, ao qual o sociólogo se entrega prazeirosamente, o luxo de pular do assunto excomunhão para o já tão famoso chavão de "padres pedófilos". Nada como agradar as manchetes de jornais, não é mesmo? E já que o professor, talvez deixando o sociólogo falar mais alto do que o católico, como ele alega ser, parece querer que a Igreja ajuste seus princípios à quantidade de cartas ou e-mails que são enviados aos jornais, talvez ele devesse se perguntar, em primeiro lugar, se se deve agradar aos jornais antes que a Deus.]



Hoje, a prescrição da defesa da vida “desde a concepção”, na doutrina moral da Igreja Católica, é relativamente recente, vem do século XVII para cá, confirmada por Pio IX em 1869 e repetida desde então. Mas no passado, para Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, a “animação”, chegada da alma ao embrião, se daria lá pelos quarenta dias da gestação. Volta hoje um grande debate entre teólogos e pastoralistas para repensar o tema candente do aborto, inclusive levando em conta os avanços das biociências. Não se trata de um dogma, mas de uma doutrina moral. E como ensinou o Cardeal Newman no século XIX, uma doutrina está sempre em desenvolvimento. Quando ele escreveu sobre isso, Gregório XVI e Pio IX – o mesmo citado acima – condenavam com violência e empregando fortes adjetivos, a democracia e a liberdade de imprensa. Hoje a Igreja pôs de lado essas restrições historicamente superadas. As normas do Código de Direito Canônico expressam uma doutrina vigente. Porém o próprio Código, tal como o temos hoje, foi elaborado apenas no começo do século passado, revisto depois do Vaticano II e no futuro, deverá ir se atualizando com possíveis mudanças doutrinárias. Temas como a interrupção de uma gravidez involuntária, a ordenação de mulheres ou o celibato sacerdotal obrigatório estão nas reflexões de especialistas e, principalmente, nos anseios de amplas bases eclesiais. Eles poderão ser revistos em futuros concílios ou com novos papas. Mas enquanto as atuais normas ainda estão vigentes, há que tratá-las com muito cuidado, discernimento, sentido de oportunidade, misericórdia e compaixão.

[O sociólogo em seu artigo vai por um progressismo estranho, um progressismo que comete o pecado de até mesmo negar as mais recentes descobertas da ciência. Além do que o sociólogo, católico como só ele sabe ser, relativiza o ensinamento do Magistério sobre o fato -- científico, diga-se de passagem -- que a vida inicia na concepção. Escreve o professor Luiz Alberto que a defesa da vida desde a concepção é coisa recente na Igreja. Esquece-se ele, porém, de informar também que o que havia no passado era uma dúvida quanto ao momento em que dava a "animação" do novo ser humano gerado, assim como esquece-se também de escrever que mesmo quando havia esta dúvida o ensinamento da Igreja jamais permitiu que a vida iniciada fosse deliberadamente eliminada. É bastante curioso como este ponto importantíssimo foi esquecido pelo professor.

O relativismo do professor Luiz Alberto vai tão longe que ele chega ao absurdo de insinuar que se tal e tal Papa defenderam posições já atualmente superadas em relação à democracia e à liberdade de imprensa, nada impede que imaginemos que a posição em relação ao aborto procurado seja revista no futuro. Deixando de lado a comparação, feita pelo professor, de uma questão fundamental como a vida de seres humanos a regimes de governo, é muitíssimo interessante que este advogue uma suposta legalidade canônica futura a atos ilícitos que hoje em dia são cometidos. Pelo raciocínio do eminente sociólogo, supostamente católico, poderemos talvez chegar à absolvição de Judas Iscariotes caso no futuro algum louco ache por bem que trair o Messias não é lá bem um pecado. Alías, segundo o pensamento relativista do professor, qualquer pecado cometido no presente sempre terá a esperança de virar ato lícito no futuro! Pequemos, pois, caro professor? É isto mesmo?]


Se para o bispo Cardoso Sobrinho, neste caso do aborto, a excomunhão se dá automaticamente, porque proclamar de maneira tão incisiva e sem considerações que deveriam ser mais pastorais e menos legais? Ele poderia facilmente ter previsto o escândalo ou a perplexidade que não deixaria de levantar. Pela legislação civil brasileira esse ato foi duplamente legítimo e estamos num estado republicano de separação entre Igreja e Estado. Certamente, o ato do bispo se dirige apenas aos católicos, mas além de causar reprovação na sociedade, criou mal-estar dentro da própria Igreja. A nota da CNBB a respeito, lida nas entrelinhas, mostra esse mesmo mal-estar dentro da instituição eclesiástica, quando se alonga no estupro como “ato insano”, lamenta o número de casos de abuso sexual e de violência e só na última frase vai falar a respeito da eliminação da vida de seres indefesos, citando um documento do regional do nordeste da CNBB ao qual o bispo pertence. Sem falar das indagações nas bases eclesiais, comunidades e pastorais.

[Nova mentira do sociólogo? Ou é o confundir seu método de ensino? A excomunhão, bem sabe o tarimbado sociólogo ou deveria sabê-lo ao abordar tal assunto, dá-se automaticamente independente do bispo A ou do bispo B. Aliás, a excomunhão automática a quem envolve-se diretamente no crime do aborto, independe da posição na hierarquia, vale para todo e qualquer católico. Se o católico Luiz Alberto Goméz de Souza quer criar um novo Código de Direito Canônico, nada o impede... Só não queira ser levado a sério como católico.

Tampouco importa, olhando sob a ótica católica, que para um verdadeiro fiel deve estar sempre acima de uma ótica meramente civil, tampouco importa que a lei atual -- esta, sim, volúvel aos ventos dos tempos -- afirme que um tipo de aborto não é punível (o que é diferente de legal..). A um católico isto importa bem pouco. Aborto é um pecado gravíssimo. Sempre foi e continuará sendo. E qualquer cristão pode chegar a tal conclusão ao pensar nas vidas inocentes que vão parar no lixo hospitalar ou jogadas no sistema de esgoto.


Tampouco importa, também, uma suposta perplexidade de bases eclesiais ou pastorais sobre o assunto. Menos importa ainda quando se sabe que as tais bases eclesiais em grande parte funcionam alimentadas pela caduca Teologia da Libertação, este verdadeiro câncer na Igreja no Brasil, que entre outras obras conseguiu a façanha de criar católicos que relativizam o valor da vida.]


A impressão que fica é de que se trata de um pronunciamento muito mais na linha do legalismo rígido dos fariseus do que da misericórdia de Jesus. Diante das palavras deste último, ninguém se atreveu a atirar a primeira pedra na mulher adúltera, o que era previsto pela doutrina vigente na legislação judaica daquele momento. E isso foi feito pelo sucessor de D. Hélder Câmara, quando comemoramos o centenário de seu nascimento! Aliás, o bispo Cardoso Sobrinho, pelos anos afora, tentou apagar sem sucesso os sinais irradiantes e proféticos de seu grande predecessor. Jamais D. Hélder, transbordante de caridade e de amor, faria uma coisa dessas, ele que, em vez de condenar, ouvia e questionava com carinho todos os que se aproximavam dele, desde os pequenos e os indefesos, no seguimento de seu mestre Jesus. D. Cardoso Sobrinho, já passando da idade da aposentadoria, se coloca do lado oposto daquele que sempre deve ter sido uma sombra ameaçadora para ele. Será que isso vai provocar sua saída sempre adiada do Recife, ou contará pontos a seu favor em certos círculos?

[Impressiona como o sociólogo chama de fariseu quem lembra da pena de excomunhão, mas, novamente, esquece-se de que a excomunhão é exatamente uma pena didática, que procura lembrar o penalizado da fealdade de seu pecado. Mas o sociólogo, católico, acha por bem que um fiel não siga a palavra do Magistério, mas, antes, que siga sua interessante teoria do pecar hoje para esperar que, no futuro, o pecado não mais seja pecado. E impressiona também o sociólogo chamar aos outros de legalistas enquanto que ele, invocando a legislação brasileira, diz que o ato hediondo do aborto no Recife foi "duplamente legítimo". Ou seja, para o professor quem apenas lembra a Lei da Igreja é um fariseu, um legalista; já quem segue uma lei ilegítima do ponto de vista católico é magnânimo, compassivo? Que tal então substituir o Código de Direito Canônico pelo Código Penal Brasileiro, doutor? Assim ficará bem para o senhor? Quem é mesmo o real fariseu?

Eu não me encaixo entre os tietes de D. Hélder Câmara. Tenho por sua figura o aprêço que tenho por um bispo. Porém, incomoda-me o fato de que certos grupos, muitos dos quais nada têm a ver com o cristianismo, instrumentalizam sua pessoa. Duvido muito que D. Hélder desse qualquer aval às besteiras escritas ou insinuadas pelo professor Luiz Alberto, tal como escrever que D. José condenou alguém. O que é isso professor? Acaso o senhor faltou a qual aula da catequese? Não sabe até hoje que nossos pecados são nossos e de mais ninguém e que quem nos condena somos nós mesmos?]


É hora da opinião pública na Igreja e na sociedade seguir manifestando seu estupor e sua desconformidade. Acaba de ocorrer um fato significativo. Um sacerdote conservador, indicado para bispo na Áustria, tinha feito, previamente, uma declaração considerando o furacão Katrina como um castigo de Deus diante das muitas clínicas de aborto de Nova Orleans. Sabendo disso, surgiram rapidamente, no meio eclesial austríaco, abaixo-assinados e declarações contra a nomeação. Roma teve de voltar atrás e anulou o ato. Ali pesou a opinião pública. Atitudes como esta do bispo de Recife, ou do bispo tradicionalista que negou o holocausto, ou outras diante da pedofilia em várias dioceses, especialmente dos Estados Unidos, pelo sinal ao contrário que expressam nelas, poderiam apressar, quem sabe, mudanças nos comportamentos pastorais e levar a revisões futuras na doutrina moral e nas atuais prescrições. Do contrário a Igreja, na contramão, vai perdendo o pé no diálogo com o mundo e se isola tragicamente de uma consciência histórica contemporânea. Autor: Luiz Alberto Gómez de Souza

[Mais desinformação, doutor? Já não basta a quantidade de besteiras por parágrafo até aqui? Se o professor achou por bem alegrar-se que um sacerdote ortodoxo tenha sido praticamente obrigado a não aceitar a Diocese de Linz (vamos dar nomes aos bois?) porque não conta a história toda? Por que não conta que a baderna litúrgica naquela diocese é tamanha que há paroquianos que chegam ao ponto de criarem uma instalação dedicada a Judas Iscariotes? Ou que há padres daquela diocese que notoriamente não vivem plenamente segundo o que lhes pede a Igreja, deixando de lado o celibato sacerdotal? Ou ainda que há pesquisas que indicam que os fiéis da Diocese de Linz nem mesmo sabem que o Papa é o Vigário de Cristo? E estes fatos, professor, não valem a pena serem mencionados? E conte também, professor, que a Santa Sé (melhor assim do que "Roma", não é?) não pode e não desejou impor a nomeação para tal diocese ao Padre Gerhard Maria Wagner (ele tem nome, doutor!). Devido ao padre se sentir constrangido pelo clero "progressista" daquela diocese é que ele achou por bem pedir dispensa da nomeação. E o Papa a aceitou. Estes são os fatos.

Não foi opinião pública, professor, que pesou... Foram as lamentáveis atitudes de pessoas que pensam que a Igreja é seu quintal, que acham por bem azucrinarem a vida de um padre ao ponto de lhe impedirem de assumir uma diocese. Diocese altamente problemática, diga-se. E diga também que as declarações de Pe. Wagner não tem muito a ver com a resistência do clero da Diocese de Linz, pois o que conta mesmo neste triste episódio é a vontade de um clero local leniente com os diversos problemas que lhes atingem, que nem mesmo mais percebem tais problemas, em manter o (péssimo) estado atual daquela Diocese. Isto, professor, é que é ser reacionário!


Por tudo isto, não cabe ao sociólogo ficar escrevendo absurdos sobre opinião pública na Igreja, como se bastasse um vozerio para que o errado tomasse o lugar do certo. Isto tem bem pouco a ver com opinião pública, mas, muito mais, com tentativas de criar divisões entre os fiéis.


E engana-se muito o sociólogo ao pensar que a Igreja tem que dialogar com o mundo sobre pontos que lhe são fundamentais, tais como a defesa da vida. Vidas, e vidas de seres humanos frágeis e inocentes, não são negociáveis, menos ainda quando o que se busca não é uma correção de rumo, mas um apaziguamento com o mundo, o mesmo mundo que busca relativizar o valor da vida.


"Meu reino não é deste mundo", lembra disto, caro professor?]

sábado, março 21, 2009

Manifesto de Madri

1 comentários ###
Reproduzo abaixo uma tradução do "Manifesto de Madrid", que é a declaração de mais de 1200 cientistas espanhóis contrários aos ataques feitos à vida humana em estágio ainda frágil capitaneado pelo Partido Socialista Espanhol.



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«Os abaixo assinantes, professores de universidade, pesquisadores, acadêmicos, e intelectuais de diferentes profissões, ante a iniciativa do Grupo Socialista no Congresso, por meio da Subcomissão do aborto, de promover a total liberação do aborto, assinamos o presente Manifesto em defesa da vida humana em sua etapa inicial, embrionária e fetal e rechaçamos sua instrumentalização ao serviço de lucrativos interesses econômicos ou ideológicos.

Em primeiro lugar, reclamamos uma correta interpretação dos dados da ciência em relação com a vida humana em todas suas etapas e a este respeito desejamos se tenham em consideração os seguintes feitos:

a) Existe suficiente evidência científica de que a vida começa no momento da fecundação. Os conhecimentos mais atuais assim o demonstram: a Genética assinala que a fecundação é o momento em que se constitui a identidade genética singular; a Biologia Celular explica que os seres pluricelulares se constituem a partir de uma única célula inicial, o zigoto, em cujo núcleo se encontra a informação genética que se conserva em todas as células e é a que determina a diferenciação celular; a Embriologia descreve o desenvolvimento e demonstra sua continuidade sem interrupção.

b) O zigoto é a primeira realidade corporal do ser humano. Depois da fusão dos núcleos gaméticos materno e paterno, o núcleo resultante é o centro coordenador do desenvolvimento, que reside nas moléculas de DNA, resultado da adição dos genes paternos e maternos em uma combinação nova e singular.

c) O embrião (da fecundação até a oitava semana) e o feto (a partir da oitava semana) são as primeiras fases do desenvolvimento de um novo ser humano e no claustro materno não interfere em de nenhum órgão da mãe e nem em sua sustentabilidade, embora dependa desta para seu próprio desenvolvimento.

d) A natureza biológica do embrião e do feto humano é independente da forma como foi originada, bem seja proveniente de uma reprodução natural ou produto de reprodução assistida.

e) Um aborto não é só a «interrupção voluntária da gravidez», mas um ato simples e cruel de «interrupção de uma vida humana».

f) É preciso que a mulher a quem se proponha abortar adote livremente sua decisão, depois de um conhecimento informado e preciso do procedimento e das conseqüências.

g) O aborto é um drama com duas vítimas: alguém morre e a outra sobrevive e sofre diariamente as conseqüências de uma decisão dramática e irreparável. Quem aborta é sempre a mãe e quem sofre as conseqüências também, embora seja o resultado de uma relação compartilhada e voluntária.

h) É portanto preciso que as mulheres que decidam abortar conheçam as seqüelas psicológicas de tal ato e em particular do quadro psicopatológico conhecido como o «Síndrome Pós-aborto» (quadro depressivo, sentimento de culpa, pesadelos recorrentes, alterações de conduta, perda de auto-estima, etc.).

i) Dada a trascendência do ato para o qual se procura a intervenção de pessoal médico é preciso respeitar a liberdade de objeção de consciência nesta matéria.

j) O aborto é além disso uma tragédia para a sociedade. Uma sociedade indiferente à matança de perto de 120.000 bebês ao ano é uma sociedade fracassada e doente.

k) Longe de supor a conquista de um direito para a mulher, uma Lei do aborto sem limitações deixaria a mulher como a única responsável por um ato violento contra a vida de seu próprio filho.

l) O aborto é especialmente duro para uma jovem de 16-17 anos, a quem se pretende privar da presença, do conselho e do apoio de seus pais para tomar a decisão de seguir com a gravidez ou abortar. Obrigar uma jovem de tão pouca idade a decidir sozinha é uma irresponsabilidade e uma forma clara de violência contra a mulher.

Desta forma, consideramos que as conclusões que o Grupo Socialista no Congresso, por meio da Subcomissão do aborto, serão encaminhadas ao Governo para que sejam dados prazos de implementação, o que agravará a situação atual e não escuta a sociedade, que longe de desejar uma nova Lei para legitimar um ato violento para o não nascido e para sua mãe, reclama uma regulação para deter os abusos e a fraudes legais cometidas nos centros onde se praticam os abortos».

Fdo.:

Nicolás Jouve (Catedrático de Genética; DNI 1154811)

Francisco Ansón (Escritor; DNI 847005)

Cessar Nombela (Catedrático de Microbiologia; 1346619S)

Francisco Javier do Arco (Biólogo, Filósofo e Escritor; DNI: 00138438-N)

Vicente Bellver (Professor Titular Filosofia do Direito: DNI: 24335564T)

Luís Franco Beira (Catedrático de Bioquímica: DNI é 02.464.829B)

…/…

Seguem um milhar de adesões a data de 17 de março de 2009, e seguem aumentando.