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terça-feira, março 24, 2009

O sociólogo que vale pela opinião pública

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Abaixo segue uma resposta a um artigo do sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza sobre o caso da menina de Alagoinha/PE. O original do artigo pode ser lido aqui.

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Igreja Católica: anúncio de uma Boa Nova ou manifestação de rigidez doutrinária?

Pio XII, em 1950, disse ser necessária uma opinião pública na Igreja. Nem sempre é fácil realizá-la, quando se mantêm algumas estruturas autoritárias. Mas, além disso, há uma opinião pública na sociedade, que olha a Igreja Católica e a questiona. Nestes dias, amplos setores dessa opinião pública estão escandalizados com as declarações do arcebispo D. José Cardoso Sobrinho em relação ao aborto de uma menina de nove anos, estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos. Com particular dureza e frialdade no semblante, lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto, ao mesmo tempo considerando o estupro apenas um pecado, ainda que grave. Ora, já de mais atrás e pelo mundo afora, a opinião pública vem questionando a Igreja por ter tantas vezes acobertado casos de pedofilia de sacerdotes e até do fundador de um forte movimento eclesial, os Legionários de Cristo. Neste caso, o estupro do padrasto também é pedofilia sobre a menina e sua irmã. Já há, pois, uma atitude de desconfiança ou de suspeição diante de certos atos eclesiásticos. As cartas que chegam em grande número às redações dos jornais, que circulam em blogs e em e-mails, indicam na grande maioria perplexidade, espanto ou indignação. E depois a Igreja se queixa de perder fiéis ou de não conseguir realizar com êxito uma “nova Evangelização” (pregação da Boa Nova) fora de seus muros.


[O sociólogo Luiz Alberto Gómez de Souza mente. E esta mentira ganha em gravidade quando quem a profere é um sociólogo renomado, que, envolvido com questões religiosas no meio acadêmico, não pode de forma alguma alegar, como boa parte da mídia, ignorância sobre um assunto importante como são as condições de uma excomunhão. As reações da mídia refletiram desde a mais pura ignorância sobre o catolicismo até o mais baixo anti-catolicismo de um Arnaldo Jabor.

Nada disto pode alegar o sociólogo Luiz Alberto Goméz de Souza. Quando ele escreve que o Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, "lançou fulminante a excomunhão sobre os que participaram do aborto", o sociólogo bem sabe que está proferindo uma mentira. Não soubesse, não lhe caberia abordar um assunto do qual não entende.


O fato concreto é apenas um, como bem deve saber o sociólogo: D. José não fulminou ninguém com a excomunhão. O Código de Direito Canônico diz que esta pena é automaticamente imposta quando do próprio ato do aborto. D. José nada mais fez que esclarecer o que já é óbvio: estão excomungados todos os que participaram diretamente do procedimento. Se o sociólogo renomado quer se bater com alguém sobre a conveniência desta excomunhão, pois que se bata com o Magistério da Igreja.


Ou será que ele apenas se acovardou e achou mais fácil começar por um arcebispo? Faz sentido... Ainda mais quando vemos que o sociólogo ataca o arcebispo da diocese que foi comandada pelo ídolo de um catolicismo que se diz "progressista", mas que nada tem de realmente progressista, pois sua raiz é alimentada pelos nutrientes da mesma ideologia que só deixou cadáveres por onde passou. Pobre D. Helder Câmara... Duvido muito que ele aprovasse o (mau) uso que tantos fazem de seu nome.


O sociólogo aumenta sua mentira quando escreve que o arcebispo, sobre o estupro, o considera "apenas um pecado, ainda que grave". Em primeiro lugar, o renomado sociólogo parece querer adicionar aos seus títulos acadêmicos a qualificação de "perscrutador de corações", pois quer ser senhor até mesmo do que vai no coração de D. José. O estupro, e isto qualquer católico pode afirmá-lo, e não apenas o arcebispo, é um crime horrendo. É um pecado e um crime. E o aborto é igualmente um pecado e também -- mesmo que o sociólogo evite dizer tal verdade -- um crime. Pena que o sociólogo prefira prestar-se mais ao papel de advinho do que vai no coração de seu próximo do que mostrar-se interessado em jogar luz sobre a verdade.


Vem daí, deste pouco aprêço pela verdade, ao qual o sociólogo se entrega prazeirosamente, o luxo de pular do assunto excomunhão para o já tão famoso chavão de "padres pedófilos". Nada como agradar as manchetes de jornais, não é mesmo? E já que o professor, talvez deixando o sociólogo falar mais alto do que o católico, como ele alega ser, parece querer que a Igreja ajuste seus princípios à quantidade de cartas ou e-mails que são enviados aos jornais, talvez ele devesse se perguntar, em primeiro lugar, se se deve agradar aos jornais antes que a Deus.]



Hoje, a prescrição da defesa da vida “desde a concepção”, na doutrina moral da Igreja Católica, é relativamente recente, vem do século XVII para cá, confirmada por Pio IX em 1869 e repetida desde então. Mas no passado, para Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, a “animação”, chegada da alma ao embrião, se daria lá pelos quarenta dias da gestação. Volta hoje um grande debate entre teólogos e pastoralistas para repensar o tema candente do aborto, inclusive levando em conta os avanços das biociências. Não se trata de um dogma, mas de uma doutrina moral. E como ensinou o Cardeal Newman no século XIX, uma doutrina está sempre em desenvolvimento. Quando ele escreveu sobre isso, Gregório XVI e Pio IX – o mesmo citado acima – condenavam com violência e empregando fortes adjetivos, a democracia e a liberdade de imprensa. Hoje a Igreja pôs de lado essas restrições historicamente superadas. As normas do Código de Direito Canônico expressam uma doutrina vigente. Porém o próprio Código, tal como o temos hoje, foi elaborado apenas no começo do século passado, revisto depois do Vaticano II e no futuro, deverá ir se atualizando com possíveis mudanças doutrinárias. Temas como a interrupção de uma gravidez involuntária, a ordenação de mulheres ou o celibato sacerdotal obrigatório estão nas reflexões de especialistas e, principalmente, nos anseios de amplas bases eclesiais. Eles poderão ser revistos em futuros concílios ou com novos papas. Mas enquanto as atuais normas ainda estão vigentes, há que tratá-las com muito cuidado, discernimento, sentido de oportunidade, misericórdia e compaixão.

[O sociólogo em seu artigo vai por um progressismo estranho, um progressismo que comete o pecado de até mesmo negar as mais recentes descobertas da ciência. Além do que o sociólogo, católico como só ele sabe ser, relativiza o ensinamento do Magistério sobre o fato -- científico, diga-se de passagem -- que a vida inicia na concepção. Escreve o professor Luiz Alberto que a defesa da vida desde a concepção é coisa recente na Igreja. Esquece-se ele, porém, de informar também que o que havia no passado era uma dúvida quanto ao momento em que dava a "animação" do novo ser humano gerado, assim como esquece-se também de escrever que mesmo quando havia esta dúvida o ensinamento da Igreja jamais permitiu que a vida iniciada fosse deliberadamente eliminada. É bastante curioso como este ponto importantíssimo foi esquecido pelo professor.

O relativismo do professor Luiz Alberto vai tão longe que ele chega ao absurdo de insinuar que se tal e tal Papa defenderam posições já atualmente superadas em relação à democracia e à liberdade de imprensa, nada impede que imaginemos que a posição em relação ao aborto procurado seja revista no futuro. Deixando de lado a comparação, feita pelo professor, de uma questão fundamental como a vida de seres humanos a regimes de governo, é muitíssimo interessante que este advogue uma suposta legalidade canônica futura a atos ilícitos que hoje em dia são cometidos. Pelo raciocínio do eminente sociólogo, supostamente católico, poderemos talvez chegar à absolvição de Judas Iscariotes caso no futuro algum louco ache por bem que trair o Messias não é lá bem um pecado. Alías, segundo o pensamento relativista do professor, qualquer pecado cometido no presente sempre terá a esperança de virar ato lícito no futuro! Pequemos, pois, caro professor? É isto mesmo?]


Se para o bispo Cardoso Sobrinho, neste caso do aborto, a excomunhão se dá automaticamente, porque proclamar de maneira tão incisiva e sem considerações que deveriam ser mais pastorais e menos legais? Ele poderia facilmente ter previsto o escândalo ou a perplexidade que não deixaria de levantar. Pela legislação civil brasileira esse ato foi duplamente legítimo e estamos num estado republicano de separação entre Igreja e Estado. Certamente, o ato do bispo se dirige apenas aos católicos, mas além de causar reprovação na sociedade, criou mal-estar dentro da própria Igreja. A nota da CNBB a respeito, lida nas entrelinhas, mostra esse mesmo mal-estar dentro da instituição eclesiástica, quando se alonga no estupro como “ato insano”, lamenta o número de casos de abuso sexual e de violência e só na última frase vai falar a respeito da eliminação da vida de seres indefesos, citando um documento do regional do nordeste da CNBB ao qual o bispo pertence. Sem falar das indagações nas bases eclesiais, comunidades e pastorais.

[Nova mentira do sociólogo? Ou é o confundir seu método de ensino? A excomunhão, bem sabe o tarimbado sociólogo ou deveria sabê-lo ao abordar tal assunto, dá-se automaticamente independente do bispo A ou do bispo B. Aliás, a excomunhão automática a quem envolve-se diretamente no crime do aborto, independe da posição na hierarquia, vale para todo e qualquer católico. Se o católico Luiz Alberto Goméz de Souza quer criar um novo Código de Direito Canônico, nada o impede... Só não queira ser levado a sério como católico.

Tampouco importa, olhando sob a ótica católica, que para um verdadeiro fiel deve estar sempre acima de uma ótica meramente civil, tampouco importa que a lei atual -- esta, sim, volúvel aos ventos dos tempos -- afirme que um tipo de aborto não é punível (o que é diferente de legal..). A um católico isto importa bem pouco. Aborto é um pecado gravíssimo. Sempre foi e continuará sendo. E qualquer cristão pode chegar a tal conclusão ao pensar nas vidas inocentes que vão parar no lixo hospitalar ou jogadas no sistema de esgoto.


Tampouco importa, também, uma suposta perplexidade de bases eclesiais ou pastorais sobre o assunto. Menos importa ainda quando se sabe que as tais bases eclesiais em grande parte funcionam alimentadas pela caduca Teologia da Libertação, este verdadeiro câncer na Igreja no Brasil, que entre outras obras conseguiu a façanha de criar católicos que relativizam o valor da vida.]


A impressão que fica é de que se trata de um pronunciamento muito mais na linha do legalismo rígido dos fariseus do que da misericórdia de Jesus. Diante das palavras deste último, ninguém se atreveu a atirar a primeira pedra na mulher adúltera, o que era previsto pela doutrina vigente na legislação judaica daquele momento. E isso foi feito pelo sucessor de D. Hélder Câmara, quando comemoramos o centenário de seu nascimento! Aliás, o bispo Cardoso Sobrinho, pelos anos afora, tentou apagar sem sucesso os sinais irradiantes e proféticos de seu grande predecessor. Jamais D. Hélder, transbordante de caridade e de amor, faria uma coisa dessas, ele que, em vez de condenar, ouvia e questionava com carinho todos os que se aproximavam dele, desde os pequenos e os indefesos, no seguimento de seu mestre Jesus. D. Cardoso Sobrinho, já passando da idade da aposentadoria, se coloca do lado oposto daquele que sempre deve ter sido uma sombra ameaçadora para ele. Será que isso vai provocar sua saída sempre adiada do Recife, ou contará pontos a seu favor em certos círculos?

[Impressiona como o sociólogo chama de fariseu quem lembra da pena de excomunhão, mas, novamente, esquece-se de que a excomunhão é exatamente uma pena didática, que procura lembrar o penalizado da fealdade de seu pecado. Mas o sociólogo, católico, acha por bem que um fiel não siga a palavra do Magistério, mas, antes, que siga sua interessante teoria do pecar hoje para esperar que, no futuro, o pecado não mais seja pecado. E impressiona também o sociólogo chamar aos outros de legalistas enquanto que ele, invocando a legislação brasileira, diz que o ato hediondo do aborto no Recife foi "duplamente legítimo". Ou seja, para o professor quem apenas lembra a Lei da Igreja é um fariseu, um legalista; já quem segue uma lei ilegítima do ponto de vista católico é magnânimo, compassivo? Que tal então substituir o Código de Direito Canônico pelo Código Penal Brasileiro, doutor? Assim ficará bem para o senhor? Quem é mesmo o real fariseu?

Eu não me encaixo entre os tietes de D. Hélder Câmara. Tenho por sua figura o aprêço que tenho por um bispo. Porém, incomoda-me o fato de que certos grupos, muitos dos quais nada têm a ver com o cristianismo, instrumentalizam sua pessoa. Duvido muito que D. Hélder desse qualquer aval às besteiras escritas ou insinuadas pelo professor Luiz Alberto, tal como escrever que D. José condenou alguém. O que é isso professor? Acaso o senhor faltou a qual aula da catequese? Não sabe até hoje que nossos pecados são nossos e de mais ninguém e que quem nos condena somos nós mesmos?]


É hora da opinião pública na Igreja e na sociedade seguir manifestando seu estupor e sua desconformidade. Acaba de ocorrer um fato significativo. Um sacerdote conservador, indicado para bispo na Áustria, tinha feito, previamente, uma declaração considerando o furacão Katrina como um castigo de Deus diante das muitas clínicas de aborto de Nova Orleans. Sabendo disso, surgiram rapidamente, no meio eclesial austríaco, abaixo-assinados e declarações contra a nomeação. Roma teve de voltar atrás e anulou o ato. Ali pesou a opinião pública. Atitudes como esta do bispo de Recife, ou do bispo tradicionalista que negou o holocausto, ou outras diante da pedofilia em várias dioceses, especialmente dos Estados Unidos, pelo sinal ao contrário que expressam nelas, poderiam apressar, quem sabe, mudanças nos comportamentos pastorais e levar a revisões futuras na doutrina moral e nas atuais prescrições. Do contrário a Igreja, na contramão, vai perdendo o pé no diálogo com o mundo e se isola tragicamente de uma consciência histórica contemporânea. Autor: Luiz Alberto Gómez de Souza

[Mais desinformação, doutor? Já não basta a quantidade de besteiras por parágrafo até aqui? Se o professor achou por bem alegrar-se que um sacerdote ortodoxo tenha sido praticamente obrigado a não aceitar a Diocese de Linz (vamos dar nomes aos bois?) porque não conta a história toda? Por que não conta que a baderna litúrgica naquela diocese é tamanha que há paroquianos que chegam ao ponto de criarem uma instalação dedicada a Judas Iscariotes? Ou que há padres daquela diocese que notoriamente não vivem plenamente segundo o que lhes pede a Igreja, deixando de lado o celibato sacerdotal? Ou ainda que há pesquisas que indicam que os fiéis da Diocese de Linz nem mesmo sabem que o Papa é o Vigário de Cristo? E estes fatos, professor, não valem a pena serem mencionados? E conte também, professor, que a Santa Sé (melhor assim do que "Roma", não é?) não pode e não desejou impor a nomeação para tal diocese ao Padre Gerhard Maria Wagner (ele tem nome, doutor!). Devido ao padre se sentir constrangido pelo clero "progressista" daquela diocese é que ele achou por bem pedir dispensa da nomeação. E o Papa a aceitou. Estes são os fatos.

Não foi opinião pública, professor, que pesou... Foram as lamentáveis atitudes de pessoas que pensam que a Igreja é seu quintal, que acham por bem azucrinarem a vida de um padre ao ponto de lhe impedirem de assumir uma diocese. Diocese altamente problemática, diga-se. E diga também que as declarações de Pe. Wagner não tem muito a ver com a resistência do clero da Diocese de Linz, pois o que conta mesmo neste triste episódio é a vontade de um clero local leniente com os diversos problemas que lhes atingem, que nem mesmo mais percebem tais problemas, em manter o (péssimo) estado atual daquela Diocese. Isto, professor, é que é ser reacionário!


Por tudo isto, não cabe ao sociólogo ficar escrevendo absurdos sobre opinião pública na Igreja, como se bastasse um vozerio para que o errado tomasse o lugar do certo. Isto tem bem pouco a ver com opinião pública, mas, muito mais, com tentativas de criar divisões entre os fiéis.


E engana-se muito o sociólogo ao pensar que a Igreja tem que dialogar com o mundo sobre pontos que lhe são fundamentais, tais como a defesa da vida. Vidas, e vidas de seres humanos frágeis e inocentes, não são negociáveis, menos ainda quando o que se busca não é uma correção de rumo, mas um apaziguamento com o mundo, o mesmo mundo que busca relativizar o valor da vida.


"Meu reino não é deste mundo", lembra disto, caro professor?]

sábado, março 21, 2009

Manifesto de Madri

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Reproduzo abaixo uma tradução do "Manifesto de Madrid", que é a declaração de mais de 1200 cientistas espanhóis contrários aos ataques feitos à vida humana em estágio ainda frágil capitaneado pelo Partido Socialista Espanhol.



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«Os abaixo assinantes, professores de universidade, pesquisadores, acadêmicos, e intelectuais de diferentes profissões, ante a iniciativa do Grupo Socialista no Congresso, por meio da Subcomissão do aborto, de promover a total liberação do aborto, assinamos o presente Manifesto em defesa da vida humana em sua etapa inicial, embrionária e fetal e rechaçamos sua instrumentalização ao serviço de lucrativos interesses econômicos ou ideológicos.

Em primeiro lugar, reclamamos uma correta interpretação dos dados da ciência em relação com a vida humana em todas suas etapas e a este respeito desejamos se tenham em consideração os seguintes feitos:

a) Existe suficiente evidência científica de que a vida começa no momento da fecundação. Os conhecimentos mais atuais assim o demonstram: a Genética assinala que a fecundação é o momento em que se constitui a identidade genética singular; a Biologia Celular explica que os seres pluricelulares se constituem a partir de uma única célula inicial, o zigoto, em cujo núcleo se encontra a informação genética que se conserva em todas as células e é a que determina a diferenciação celular; a Embriologia descreve o desenvolvimento e demonstra sua continuidade sem interrupção.

b) O zigoto é a primeira realidade corporal do ser humano. Depois da fusão dos núcleos gaméticos materno e paterno, o núcleo resultante é o centro coordenador do desenvolvimento, que reside nas moléculas de DNA, resultado da adição dos genes paternos e maternos em uma combinação nova e singular.

c) O embrião (da fecundação até a oitava semana) e o feto (a partir da oitava semana) são as primeiras fases do desenvolvimento de um novo ser humano e no claustro materno não interfere em de nenhum órgão da mãe e nem em sua sustentabilidade, embora dependa desta para seu próprio desenvolvimento.

d) A natureza biológica do embrião e do feto humano é independente da forma como foi originada, bem seja proveniente de uma reprodução natural ou produto de reprodução assistida.

e) Um aborto não é só a «interrupção voluntária da gravidez», mas um ato simples e cruel de «interrupção de uma vida humana».

f) É preciso que a mulher a quem se proponha abortar adote livremente sua decisão, depois de um conhecimento informado e preciso do procedimento e das conseqüências.

g) O aborto é um drama com duas vítimas: alguém morre e a outra sobrevive e sofre diariamente as conseqüências de uma decisão dramática e irreparável. Quem aborta é sempre a mãe e quem sofre as conseqüências também, embora seja o resultado de uma relação compartilhada e voluntária.

h) É portanto preciso que as mulheres que decidam abortar conheçam as seqüelas psicológicas de tal ato e em particular do quadro psicopatológico conhecido como o «Síndrome Pós-aborto» (quadro depressivo, sentimento de culpa, pesadelos recorrentes, alterações de conduta, perda de auto-estima, etc.).

i) Dada a trascendência do ato para o qual se procura a intervenção de pessoal médico é preciso respeitar a liberdade de objeção de consciência nesta matéria.

j) O aborto é além disso uma tragédia para a sociedade. Uma sociedade indiferente à matança de perto de 120.000 bebês ao ano é uma sociedade fracassada e doente.

k) Longe de supor a conquista de um direito para a mulher, uma Lei do aborto sem limitações deixaria a mulher como a única responsável por um ato violento contra a vida de seu próprio filho.

l) O aborto é especialmente duro para uma jovem de 16-17 anos, a quem se pretende privar da presença, do conselho e do apoio de seus pais para tomar a decisão de seguir com a gravidez ou abortar. Obrigar uma jovem de tão pouca idade a decidir sozinha é uma irresponsabilidade e uma forma clara de violência contra a mulher.

Desta forma, consideramos que as conclusões que o Grupo Socialista no Congresso, por meio da Subcomissão do aborto, serão encaminhadas ao Governo para que sejam dados prazos de implementação, o que agravará a situação atual e não escuta a sociedade, que longe de desejar uma nova Lei para legitimar um ato violento para o não nascido e para sua mãe, reclama uma regulação para deter os abusos e a fraudes legais cometidas nos centros onde se praticam os abortos».

Fdo.:

Nicolás Jouve (Catedrático de Genética; DNI 1154811)

Francisco Ansón (Escritor; DNI 847005)

Cessar Nombela (Catedrático de Microbiologia; 1346619S)

Francisco Javier do Arco (Biólogo, Filósofo e Escritor; DNI: 00138438-N)

Vicente Bellver (Professor Titular Filosofia do Direito: DNI: 24335564T)

Luís Franco Beira (Catedrático de Bioquímica: DNI é 02.464.829B)

…/…

Seguem um milhar de adesões a data de 17 de março de 2009, e seguem aumentando.

S.S. Bento XVI x Presidente Lula: duas imagens, dois discursos

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Imagem: Presidente Lula distribui preservativos no Rio de Janeiro, durante o Carnaval de 2009.

Discurso: "Eu não posso, como pai e como Presidente da República, fingir que distribuir preservativos é ruim. (...) Se perguntarem para mim "Ô, Lula, você é contra ou a favor do aborto?". Eu falo: como cristão eu sou contra o aborto. (...) Agora, como Chefe-de-Estado, eu tenho que tratar como questão de Saúde Pública." (Presidente Lula, dia 08/03/2009)




Imagem: Sua Santidade Bento XVI distribuindo a Sagrada Comunhão.

Discurso: "Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva." (Angola, 20/03/2009)

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Praticamente desnecessário acrescentar algo.

O presidente Lula criou um personagem bicéfalo. Ele quer ser cristão apenas quando está na Capela do Palácio da Alvorada comungando das mãos de um cardeal ou quando vai ao Vaticano. No resto do tempo, ele deixa seu cristianismo de lado, preferindo fazer a demagogia de sempre.

Sua Santidade Bento XVI é cristão em todo lugar, seja no Vaticano ou em Angola. Seu discurso jamais muda. Ele é sempre coerente.

Um disbribui preservativos em franca oposição ao ensinamento da Igreja. O outro distribui a Sagrada Comunhão, alimento e sentido de nossa vida.

Difícil é entender por que alguns católicos admiram o bicéfalo Lula e olham com reservas para Sua Santidade. Provavelmente há mais gente que acha que pode colocar seu cristianismo na gaveta quando lhes convém.

Deve haver mais bicéfalos por aí...

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Fonte do discurso do Papa: Blog Fidei Depositium.


No blog REINADA - Defender a vida é isto!

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Meu amigo blogueiro, Marcos Ludwig, do blog Reinada, há algum tempo fez uma eloqüente defesa da vida durante uma simples conversa por MSN com uma amiga sua.

Isto serve bem para sabermos que para defendermos a vida não há tempo nem local. O tempo é este e o local é aonde estivermos.

Bem diferente de certos "católicos pretensiosos", que preferem distribuir mensagens defendendo posições irreconciliáveis com o catolicismo, Marcos Ludwig mostra que certos problemas passam pela falta de real adesão ao que é proposto pela mensagem cristã:

Dora: Pro povão, fazer filho é tão “natural” quando comer e cagar. Mesmo que não tenham condições, engravidam do mesmo jeito e não tiram por que, na maioria, são católicos… Não entendem o processo de engravidar como qualquer outro processo orgânico. Ai, esse assunto dá muito pano pra manga -_-

Marcos: Claro, do jeito que tu vai particionando o assunto, só pode dar mesmo. Bom, quem segue o catolicismo com devoção não engravida fora do tempo. Espera casar pra poder fazer isso. “Tirar” significa matar uma pessoa, mesmo que essa pessoa esteja em gestação. Se isso acontece fora do tempo, é por uma irresponsabilidade quanto aos próprios atos e que evidentemente está sendo influenciada por vários meios.

Vejamos um outro trecho da argumentação de Marcos Ludwig:

Dora: Concordo contigo que é irresponsabilidade, mas ainda assim, não considero aborto assassinato.

Marcos: Bom, aí tu está justificando um crime com a possibilidade do que pode acontecer com essa pessoa no futuro. Tu condena uma pessoa à morte por “achar” que ela não vai se dar bem. Bom, se a vida começa na concepção (e é a verdade de fato, segundo constatado pela Biologia), e ‘abortar’ é o mesmo que terminar com uma vida concebida, e se terminar com uma vida é assassinar, então abortar é assassinar.

A lógica da argumentação de Marcos Ludwig é irretocável. Aborto é assassinato, mesmo que isto possa ferir as consciências de muitos.

Parabéns ao Marcos Ludwig pela defesa da vida!

No blog PALAVRAS APENAS, uma bela resposta a uma católica pretensiosa

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São Paulo discursa no Areópago


Fabricio Lombardi, do blog "Palavras Apenas", deu uma fantástica resposta a uma católica pretensiosa. Pretensiosa porque ela acha que pode conciliar catolicismo com ser favorável ao aborto; pretensiosa porque ela acha que pode conciliar catolicismo sem o necessário respeito aos bispos, que são sucessores dos apóstolos.

"Ébete Nuñez", o nome fictício utilizado por Fabricio para caracterizar esta senhora "catolicíssima", utiliza seu tempo para enviar mensagens aos quatro cantos cujo conteúdo são sempre mensagens contra a Igreja, contra o Papa e contra religiosos e fiéis ortodoxos. Este é um exemplo clássico de gente que espalha ao invés de ajuntar, exatamente como nos alertou Nosso Senhor Jesus Cristo.

É um catolicismo pretensioso porque quer ser parâmetro de uma nova forma de ser Igreja, mas que, na verdade, é uma forma que já nasce caduca, pois busca corroer os alicerces da única Igreja fundada por Nosso Senhor, exatamente como fazem os inimigos. E esta forma caduca, que chega ao absurdo de negar verdades colocadas no Catecismo e explicitadas pelo Magistério ao longo dos séculos, e de ser favorável ao aborto e outros disparates mais, é o resultado de um coração duro, que se mostra incapaz de se abrir aos ensinamentos até mesmo dos Papas, que foram colocados em tal posição não pela vontade de homens, mas pela atuação do Espírito Santo.

Dou parabéns ao amigo Fabricio, a quem admiro cada vez mais e a quem agradeço, assim como toda a Igreja, porque ele se dispõe a lutar o bom combate contra os inimigos da Santa Igreja. Inimigos estes que, se cá entre nós não procuram da espada para derramar nosso sangue, utilizam da calúnia, da difamação e de baixas insinuações, que atingem até mesmo a figura de um bispo exemplar, como é D. José Cardoso Sobrinho.

Não deixem de ler: Catolicismo pretensioso.

sexta-feira, março 20, 2009

A Morte conduz os abortistas

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Fantástica charge feita por Emerson de Oliveira, do Veritatis Splendor.

quinta-feira, março 19, 2009

Um ateu-crente comenta

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E não é que há mais gente incomodada com o texto sobre o abortista Mengele?

É engraçado... Um monte de gente fica posando de humanista no caso da menina de Alagoinha, mas quando confrontado com a verdade que um monstro nazista como dr. Mengele praticava abortos quando escondido na Argentina, aí se dói e acha um absurdo. Ué? Que posso fazer? Eu escolho minhas companhias... Eu não escolhi Mengele, foram os abortistas que o escolheram.

E foi um destes que escolheu Mengele como parceiro que escreveu para cá um comentário revoltadinho.

É de um rapaz chamado Edwi. É um ateu, como fica claro para quem lê o comentário. Nada contra ateus... desde que se convertam! :-)

Curioso como esta gente é incrivelmente entediante... Sempre seguem um roteiro e ser favorável ao aborto é parte do script. Aliás, sabe quem -- fora o dr. Mengele, claro... -- está ao lado dos ateus na causa abortista? Ninguém menos do que Edir Macedo, que vem utilizando sua rede particular de TV para alavancar a causa.

Quem diria, não é mesmo? Edir Macedo, na sua obsessão de enfrentar a Igreja, teve que se declarar pelo aborto. Ele é um homem movido pelo ódio à Igreja... E os ateus, movidos também pelo mesmo ódio e imbuídos de uma falsa ética, caem no mesmo patamar de seus amigos de IURD. Que coisa, não?

E junto a eles, dr. Mengele! Caramba! Que turma da pesada!

Mas vamos à mensagem do comentarista ateu e da resposta que ele fez por merecer.
"Novamente, os argumentos furados de sempre: comparações descabidas, contestações de laudos médicos baseado em achismos, atacam o nazismo (é dizer, cospem no prato que comeu)...
Leia sua bíblia! Veja quantas pessoas seu deus já matou! INCLUSIVE AS CRIANÇAS QUE VOCÊ TANTO DEFENDE!! Veja as astrocidades que clérigos da ICAR cometeram ao longo de sua história, em nome de deus.
Mas o que esperar de pessoas que cultuam um monstro repulsivo? O que esperar de pessoas cujo símbolo de sua fé é um homem esfacelado pregado em dois pedaços de paus?"
Por partes é sempre melhor. E talvez assim fique mais fácil para o amigo Edwi colocar ordem em seu pensamento.

  • "Novamente, os argumentos furados de sempre: comparações descabidas, contestações de laudos médicos baseado em achismos (...)"

Edwi, Edwi... Você faz melhor que isso, rapaz! Não gostou de ver Mengele cafungando em teu cangote? Fazer o que, não é mesmo?

Qual foi a comparação descabida, meu caro? Incomodou-te que dr. Mengele gostasse de fazer suas experiências em gêmeos? Mas se eu nem comparei o que ele fazia com gêmeos com o que aconteceu com os gêmeos em Recife... Eu apenas mostrei um aspecto do monstro nazista.

O que, então, é descabido? Dr. Mengele fez abortos. Há médicos hoje em dia que fazem abortos. O que há de descabido nisto? Ah, sim... Talvez você esteja se referindo ao fato de que Mengele fez abortos ilegalmente. Então, o que te incomoda não é que dr. Mengele tenha feito abortos, mas que os tenha feito ilegalmente. É isto? Só pode ser isto, pois de outra forma tua indignação fica meio absurda.

Mas e dr. Mengele barbarizar em Auschwitz-Birkenau? Tudo ok para você caso ele estivesse dentro de uma "legalidade"?

Liga não, Edwi... Estou brincando contigo! Mas sabe o que é? É que você pode espernear o quanto quiser, mas não pode mudar o fato de que dr. Mengele teve seus dias de abortista. E como você parece aplaudir abortistas sem problema, não pode me culpar por inferir que Mengele poderia contar com teus aplausos.

Sobre os laudos médicos, meu caro, eu gostaria muitíssimo de lê-los e ver o diagnóstico que levasse a menina de Alagoinha a estar às portas da morte por causa da gravidez. O que sei é que há médicos que contestam veementemente tal fato. Pode checar aqui.

  • "(...) atacam o nazismo (é dizer, cospem no prato que comeu)..."

Ô, Edwi! Coisa feia, rapaz! Você queria que eu fizesse o que? Que não o atacasse? Lembre-se que quem aplaudiria dr. Mengele seria você, hein! Lembre-se também que esta farsa de católicos juntos com nazistas é coisa bem recente, coisa criada pelos "nazistas de esquerda".

Mas você deve saber disto? Ou não? Bem... Pode ser que não, já que você parece ignorar o passado abortista de Mengele. Ignorava, não é? Ou sabia de tudo e se calava? Malandrinho você, hein!

  • "Leia sua bíblia! Veja quantas pessoas seu deus já matou! INCLUSIVE AS CRIANÇAS QUE VOCÊ TANTO DEFENDE!! Veja as astrocidades que clérigos da ICAR cometeram ao longo de sua história, em nome de deus."

Mas espere aí... Você é ou não ateu? Quer dizer que você acredita no Deus que se revelou conforme as Sagradas Escrituras? É isto, certo?, pois você diz que Ele matou sei lá quantos... Ou você não acredita nEle mas Lhe bota a culpa por não sei quantas mortes assim mesmo? Coisa confusa, caro Edwi.

Estou tentado a crer que você faz parte de um grupo dissidente de ateus. Deves ser de um grupo que até acredita em Deus, mas só para as coisas ruins. É isto mesmo? Ou seja, você é um ateu/crente? Hummm... Subitamente, ateus e iurdianos serem favoráveis ao aborto faz muito sentido.

Sim, podemos falar sobre "atrocidades de clérigos"... Mas diga antes onde está na Doutrina o salvo-conduto para as tais atrocidades. Que tal? É que não entendi... Você está falando contra os atrozes ou contra a Doutrina, que não dá nenhum aporte para as atrocidades. Resumindo: se você diz que os clérigos atrozes assim o eram por causa da Doutrina, você deve ter como provar que a Doutrina ensina atrocidades, não é mesmo?

Estarei aguardando, ok? Se você não conseguir, seja honesto e converta-se. Pelo menos de nosso lado não temos Mengeles. Isto é uma coisa boa, vá por mim!

Mas vem cá, caro Edwi... Por que você gritou isto: "INCLUSIVE AS CRIANÇAS QUE VOCÊ TANTO DEFENDE!!"? Você queria que eu não as defendesse? Isto te incomodou também? A mim, o que me incomodou mesmo, é que você admite com tuas próprias palavras que havia crianças a serem defendidas e, mesmo assim, você não se dispôs a levantar uma pena por causa delas.

  • "Mas o que esperar de pessoas que cultuam um monstro repulsivo? O que esperar de pessoas cujo símbolo de sua fé é um homem esfacelado pregado em dois pedaços de paus?"

Vou ser sincero... Ainda não me acostumei aos preceitos de tua seita atéia, esta que acredita em Deus, mas apenas para coisas ruins. Os ateus puro-sangue devem estar chateados com vocês... E com toda razão! Pôxa, os caras gastam um tempão para tirar Deus de suas vidas e vocês vem e chamam uma coisa para eles inexistente de "monstro repulsivo".

Francamente, Edwi... Assim você e tua seita atéia ficam parecendo a hiena Hardy Ha-Ha! Lembra dela? "Oh, dia! Oh, azar!". Você e os dissidentes ficam, como a hiena depressiva, apenas dizendo "Oh, Deus monstruoso! Oh, Ser Supremo mas tão incrivelmente maldoso!".

Você diz não esperar muito de nós. E não deve mesmo! Se você queria nos ofender, errou o alvo. Nem mesmo nós esperamos muito de nós mesmos... Esperamos muito de Nosso Deus e apenas dEle! Mas você, que sugeriu que eu lesse a minha Bíblia, deve conhecer isto: "Tudo posso naquele que me dá força" (Fil 4,13). Conheces, não é mesmo?

Ou será que você lê e não entende? Pode ser que sim... Mas isto não é coisa nova. Veja: "Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos" (I Coríntios 1, 23).

Veja se entende isto, caro Edwi. Se não conseguir, pode ser que você gaste teus dias ao lado de Mengele.