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sábado, março 21, 2009

No blog PALAVRAS APENAS, uma bela resposta a uma católica pretensiosa

2 comentários ###
São Paulo discursa no Areópago


Fabricio Lombardi, do blog "Palavras Apenas", deu uma fantástica resposta a uma católica pretensiosa. Pretensiosa porque ela acha que pode conciliar catolicismo com ser favorável ao aborto; pretensiosa porque ela acha que pode conciliar catolicismo sem o necessário respeito aos bispos, que são sucessores dos apóstolos.

"Ébete Nuñez", o nome fictício utilizado por Fabricio para caracterizar esta senhora "catolicíssima", utiliza seu tempo para enviar mensagens aos quatro cantos cujo conteúdo são sempre mensagens contra a Igreja, contra o Papa e contra religiosos e fiéis ortodoxos. Este é um exemplo clássico de gente que espalha ao invés de ajuntar, exatamente como nos alertou Nosso Senhor Jesus Cristo.

É um catolicismo pretensioso porque quer ser parâmetro de uma nova forma de ser Igreja, mas que, na verdade, é uma forma que já nasce caduca, pois busca corroer os alicerces da única Igreja fundada por Nosso Senhor, exatamente como fazem os inimigos. E esta forma caduca, que chega ao absurdo de negar verdades colocadas no Catecismo e explicitadas pelo Magistério ao longo dos séculos, e de ser favorável ao aborto e outros disparates mais, é o resultado de um coração duro, que se mostra incapaz de se abrir aos ensinamentos até mesmo dos Papas, que foram colocados em tal posição não pela vontade de homens, mas pela atuação do Espírito Santo.

Dou parabéns ao amigo Fabricio, a quem admiro cada vez mais e a quem agradeço, assim como toda a Igreja, porque ele se dispõe a lutar o bom combate contra os inimigos da Santa Igreja. Inimigos estes que, se cá entre nós não procuram da espada para derramar nosso sangue, utilizam da calúnia, da difamação e de baixas insinuações, que atingem até mesmo a figura de um bispo exemplar, como é D. José Cardoso Sobrinho.

Não deixem de ler: Catolicismo pretensioso.

sexta-feira, março 20, 2009

A Morte conduz os abortistas

0 comentários ###

Fantástica charge feita por Emerson de Oliveira, do Veritatis Splendor.

quinta-feira, março 19, 2009

Um ateu-crente comenta

4 comentários ###

E não é que há mais gente incomodada com o texto sobre o abortista Mengele?

É engraçado... Um monte de gente fica posando de humanista no caso da menina de Alagoinha, mas quando confrontado com a verdade que um monstro nazista como dr. Mengele praticava abortos quando escondido na Argentina, aí se dói e acha um absurdo. Ué? Que posso fazer? Eu escolho minhas companhias... Eu não escolhi Mengele, foram os abortistas que o escolheram.

E foi um destes que escolheu Mengele como parceiro que escreveu para cá um comentário revoltadinho.

É de um rapaz chamado Edwi. É um ateu, como fica claro para quem lê o comentário. Nada contra ateus... desde que se convertam! :-)

Curioso como esta gente é incrivelmente entediante... Sempre seguem um roteiro e ser favorável ao aborto é parte do script. Aliás, sabe quem -- fora o dr. Mengele, claro... -- está ao lado dos ateus na causa abortista? Ninguém menos do que Edir Macedo, que vem utilizando sua rede particular de TV para alavancar a causa.

Quem diria, não é mesmo? Edir Macedo, na sua obsessão de enfrentar a Igreja, teve que se declarar pelo aborto. Ele é um homem movido pelo ódio à Igreja... E os ateus, movidos também pelo mesmo ódio e imbuídos de uma falsa ética, caem no mesmo patamar de seus amigos de IURD. Que coisa, não?

E junto a eles, dr. Mengele! Caramba! Que turma da pesada!

Mas vamos à mensagem do comentarista ateu e da resposta que ele fez por merecer.
"Novamente, os argumentos furados de sempre: comparações descabidas, contestações de laudos médicos baseado em achismos, atacam o nazismo (é dizer, cospem no prato que comeu)...
Leia sua bíblia! Veja quantas pessoas seu deus já matou! INCLUSIVE AS CRIANÇAS QUE VOCÊ TANTO DEFENDE!! Veja as astrocidades que clérigos da ICAR cometeram ao longo de sua história, em nome de deus.
Mas o que esperar de pessoas que cultuam um monstro repulsivo? O que esperar de pessoas cujo símbolo de sua fé é um homem esfacelado pregado em dois pedaços de paus?"
Por partes é sempre melhor. E talvez assim fique mais fácil para o amigo Edwi colocar ordem em seu pensamento.

  • "Novamente, os argumentos furados de sempre: comparações descabidas, contestações de laudos médicos baseado em achismos (...)"

Edwi, Edwi... Você faz melhor que isso, rapaz! Não gostou de ver Mengele cafungando em teu cangote? Fazer o que, não é mesmo?

Qual foi a comparação descabida, meu caro? Incomodou-te que dr. Mengele gostasse de fazer suas experiências em gêmeos? Mas se eu nem comparei o que ele fazia com gêmeos com o que aconteceu com os gêmeos em Recife... Eu apenas mostrei um aspecto do monstro nazista.

O que, então, é descabido? Dr. Mengele fez abortos. Há médicos hoje em dia que fazem abortos. O que há de descabido nisto? Ah, sim... Talvez você esteja se referindo ao fato de que Mengele fez abortos ilegalmente. Então, o que te incomoda não é que dr. Mengele tenha feito abortos, mas que os tenha feito ilegalmente. É isto? Só pode ser isto, pois de outra forma tua indignação fica meio absurda.

Mas e dr. Mengele barbarizar em Auschwitz-Birkenau? Tudo ok para você caso ele estivesse dentro de uma "legalidade"?

Liga não, Edwi... Estou brincando contigo! Mas sabe o que é? É que você pode espernear o quanto quiser, mas não pode mudar o fato de que dr. Mengele teve seus dias de abortista. E como você parece aplaudir abortistas sem problema, não pode me culpar por inferir que Mengele poderia contar com teus aplausos.

Sobre os laudos médicos, meu caro, eu gostaria muitíssimo de lê-los e ver o diagnóstico que levasse a menina de Alagoinha a estar às portas da morte por causa da gravidez. O que sei é que há médicos que contestam veementemente tal fato. Pode checar aqui.

  • "(...) atacam o nazismo (é dizer, cospem no prato que comeu)..."

Ô, Edwi! Coisa feia, rapaz! Você queria que eu fizesse o que? Que não o atacasse? Lembre-se que quem aplaudiria dr. Mengele seria você, hein! Lembre-se também que esta farsa de católicos juntos com nazistas é coisa bem recente, coisa criada pelos "nazistas de esquerda".

Mas você deve saber disto? Ou não? Bem... Pode ser que não, já que você parece ignorar o passado abortista de Mengele. Ignorava, não é? Ou sabia de tudo e se calava? Malandrinho você, hein!

  • "Leia sua bíblia! Veja quantas pessoas seu deus já matou! INCLUSIVE AS CRIANÇAS QUE VOCÊ TANTO DEFENDE!! Veja as astrocidades que clérigos da ICAR cometeram ao longo de sua história, em nome de deus."

Mas espere aí... Você é ou não ateu? Quer dizer que você acredita no Deus que se revelou conforme as Sagradas Escrituras? É isto, certo?, pois você diz que Ele matou sei lá quantos... Ou você não acredita nEle mas Lhe bota a culpa por não sei quantas mortes assim mesmo? Coisa confusa, caro Edwi.

Estou tentado a crer que você faz parte de um grupo dissidente de ateus. Deves ser de um grupo que até acredita em Deus, mas só para as coisas ruins. É isto mesmo? Ou seja, você é um ateu/crente? Hummm... Subitamente, ateus e iurdianos serem favoráveis ao aborto faz muito sentido.

Sim, podemos falar sobre "atrocidades de clérigos"... Mas diga antes onde está na Doutrina o salvo-conduto para as tais atrocidades. Que tal? É que não entendi... Você está falando contra os atrozes ou contra a Doutrina, que não dá nenhum aporte para as atrocidades. Resumindo: se você diz que os clérigos atrozes assim o eram por causa da Doutrina, você deve ter como provar que a Doutrina ensina atrocidades, não é mesmo?

Estarei aguardando, ok? Se você não conseguir, seja honesto e converta-se. Pelo menos de nosso lado não temos Mengeles. Isto é uma coisa boa, vá por mim!

Mas vem cá, caro Edwi... Por que você gritou isto: "INCLUSIVE AS CRIANÇAS QUE VOCÊ TANTO DEFENDE!!"? Você queria que eu não as defendesse? Isto te incomodou também? A mim, o que me incomodou mesmo, é que você admite com tuas próprias palavras que havia crianças a serem defendidas e, mesmo assim, você não se dispôs a levantar uma pena por causa delas.

  • "Mas o que esperar de pessoas que cultuam um monstro repulsivo? O que esperar de pessoas cujo símbolo de sua fé é um homem esfacelado pregado em dois pedaços de paus?"

Vou ser sincero... Ainda não me acostumei aos preceitos de tua seita atéia, esta que acredita em Deus, mas apenas para coisas ruins. Os ateus puro-sangue devem estar chateados com vocês... E com toda razão! Pôxa, os caras gastam um tempão para tirar Deus de suas vidas e vocês vem e chamam uma coisa para eles inexistente de "monstro repulsivo".

Francamente, Edwi... Assim você e tua seita atéia ficam parecendo a hiena Hardy Ha-Ha! Lembra dela? "Oh, dia! Oh, azar!". Você e os dissidentes ficam, como a hiena depressiva, apenas dizendo "Oh, Deus monstruoso! Oh, Ser Supremo mas tão incrivelmente maldoso!".

Você diz não esperar muito de nós. E não deve mesmo! Se você queria nos ofender, errou o alvo. Nem mesmo nós esperamos muito de nós mesmos... Esperamos muito de Nosso Deus e apenas dEle! Mas você, que sugeriu que eu lesse a minha Bíblia, deve conhecer isto: "Tudo posso naquele que me dá força" (Fil 4,13). Conheces, não é mesmo?

Ou será que você lê e não entende? Pode ser que sim... Mas isto não é coisa nova. Veja: "Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos" (I Coríntios 1, 23).

Veja se entende isto, caro Edwi. Se não conseguir, pode ser que você gaste teus dias ao lado de Mengele.

quarta-feira, março 18, 2009

Um Encontro pela Vida

0 comentários ###

Dica do Francisco Augusto, responsável pelo "Reze o Terço".

Infelizmente, devido a todo o caso da menina de Alagoinha, um importante encontro passou praticamente despercebido pela mídia. Reproduzo aqui a síntese do encontro que aconteceu em Brasília. É altamente positivo que tantos parlamentares entendam a urgência da defesa da vida nos dias atuais.

O original pode ser lido aqui.

Fica também a dica -- ainda do Francisco Augusto -- do documentário apresentado durante o encontro e que já se encontra no Youtube, dividido em 5 partes: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5.

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Um Encontro pela Vida


Samantha Amorim, cientista política, traz uma breve síntese do que foi tratado no 2º Encontro de Legisladores e Governantes pela Vida, promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o Aborto, no último dia 11/03/2009, na Câmara dos Deputados em Brasília-DF. O evento contou com a participação da presidente da Frente Mundial de Parlamentares e Governantes pela Vida.

2º Encontro de Legisladores e Governantes pela Vida - 11/03/2009

Na quarta-feira, dia 11 de março de 2009, aconteceu, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, O 2º Encontro Brasileiro de Legisladores e Governantes pela Vida, de iniciativa da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto.

O Encontro contou com a presença de parlamentares federais, estaduais e municipais, com alguns representantes de instituições religiosas e com representantes de organizações da sociedade civil. O evento ainda teve a participação da senadora argentina Liliana Negre, presidente da Frente Mundial de Parlamentares e Governantes pela Vida.

O tom das exposições foi, como não poderia deixar de ser, integralmente a favor da vida. Todos os palestrantes e debatedores trataram da problemática do aborto, mas alguns mencionaram também a eutanásia.

A senadora argentina Liliana Negre afirmou que, no cenário internacional, há uma crise se valores e idéias acerca das questões referentes à vida e, portanto, faz-se necessária a reconstrução do valor da vida em nossa sociedade. A palestrante sustentou, por conseguinte, que não se deve permitir que as ajudas financeiras internacionais condicionem as políticas públicas nacionais à mentalidade contrária à vida, pois não há tensão alguma entre desenvolvimento e vida. Pelo contrário, a palestrante enfatizou que o desenvolvimento depende do capital humano. Negre ressaltou, também, o perigo da manipulação da opinião pública e fez referência à importância vital da participação política em favor da vida e da família.

Nesse mesmo sentido, a Drª. Lenise Garcia, Presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, colocou que a defesa da vida deve ser a prioridade no debate das próximas eleições.

Já os parlamentares, em linhas gerais, se pronunciaram em favor da defesa da vida - e da vida de qualidade -, e expuseram várias conquistas das ações em favor da vida nas três esferas do Legislativo. Entre outras, foi amplamente mencionada a criação de frentes parlamentares municipais em defesa da vida nos mesmos moldes ou semelhantes à existente no Congresso Nacional. Também refletiram sobre o papel fundamental dos eleitores, e fizeram um forte apelo para que todos acompanhassem de perto a atuação dos seus representantes nos parlamentos, cobrando posicionamentos claros e decididos em favor da vida, desde a concepção até a morte natural.

Outra ação parlamentar de destaque foi o requerimento que resultou na criação, no dia 08 de dezembro de 2008, pelo então Presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, da CPI do Aborto. A CPI, contudo, ainda não foi instalada, pois é necessária a indicação dos representantes dos partidos por suas respectivas bancadas. Um dos responsáveis pela iniciativa, o deputado federal Luiz Bassuma, explicitou que, apesar de alguns grupos se posicionarem contra a instalação por acreditarem que esta seria uma CPI contra as mulheres, os alvos principais da CPI são aqueles que comercializam substâncias abortivas ou mantêm clínicas de aborto clandestinas, bem como as autoridades coniventes.

Em estreita sintonia com uma das finalidades estatutárias da CNEF, www.cnef.org.br, qual seja, a de defender os direitos fundamentais da pessoa humana desde sua concepção até a morte natural, o encontro teve como pano de fundo a necessidade de intensa mobilização de todos para que o direito à vida seja respeitado, já que nele se fundamentam todos os demais direitos. Logo, embora a inclusão social também seja um direito de todos, o evento reforçou que o direito de viver é anterior e superior a qualquer discussão sobre qualidade de vida e, por essa razão, o aborto não deve ser considerado como um dos meios para solucionar os problemas sociais do Brasil.

Autor: Samantha Amorim

Um Mengele incomoda muita gente...

3 comentários ###

O texto que escrevi sobre o abortista dr. Mengele incomodou um comentarista anônimo. O ser sem nome pelo jeito não gostou de saber que Mengele era abortista. Pois é... Vai ver que ele acha que o monstro nazista só era monstro porque matava e fazia experimentos com judeus, ciganos e católicos poloneses, mas ficou chateado em saber que o monstro nazista, à falta do aparato que lhe permitia receber vagões de seres humanos, preferiu o singelo ofício de abortista quando escondido na Argentina.

Segue a mensagem e minha resposta.

"Que texto + patético!!! Mengele nunca foi preso por prática de aborto!! Ah, Adivinha como Mengele fugiu pra Argentina??? Através da aju da do Vaticano (Ratlines). É sabido que o vaticano ajudou nazistas a fugirem da Europa depois da guerra. Ajudou também os "Ustashi"(nazi-croatas), que nem Ante Pavelic e Andrija Artukovic(2 católicos devotos). É patético seu argumento anti-aborto , você deveria aplicar isso contra as freiras.(Sim, algumas praticam aborto). "

Hummm... Vindo de quem vem o comentário, estou começando a achar que atingi uma artéria.

Incomodou-te olhar para o lado e ver dr. Mengele partilhando a mesa contigo? Pois é... Eu te entendo. Deve ser chato mesmo manter uma postura que vc deve dizer que é humanista e ver que, na verdade, tua prática se equipara a de um nazista fugitivo.

E Mengele foi preso, sim. Por pouco tempo, mas foi... Vá se informar! E sabe por que ele foi preso? Porque sua "paciente" morreu durante o procedimento. Pois é... O delegado argentino provavelmente era parecido contigo, devia se interessar apenas por um lado da história e olhar para o lado enquanto Mengele fazia abortos.

Vaticano ajudou nazista a fugirem? Sério? Qual a rota que eles utilizaram? Algumas freiras praticam aborto? Sério mesmo? E os túneis ligando os mosteiros de homens aos conventos de freiras? Esqueceu disto? E a papisa Joana? Hein, hein? E Maria Monk, nos EUA? Hein? Já ouviu falar dela? Hummm... Croatas nazistas? E? Diga-me: onde está na doutrina algo que dê permissão para uns loucos fazerem loucuras?

Meu caro Anônimo, teu preconceito, teu anti-catolicismo é tão grande que vc se permite acreditar em qualquer absurdo que chega ao teu ouvido. Gaste uns 2 segundos e pense no que escreve, meu amigo. Ignorância, nos dias atuais, em que o conhecimento está disponível na ponta dos dedos, é um privilégio de poucos. E vc é um deles! Parabéns!

Vc escreveu que meu argumento contra o aborto é patético. Mesmo? E qual é ele? A única coisa que fiz neste texto foi mostrar com quem os abortistas andam de mãos dadas. Incomoda, né? Mas diga lá: qual é o teu argumento pró-aborto? Em qual momento mágico vc acha que o fruto da concepção se torna humano? E vá mais além: depois deste marco, que não tem nada de biológico, sendo pura convenção abortista, vc acha que um bebê possa ser morto porque sua mãe foi violentada? Mesmo? E por que? Ele, então, perde sua humanidade devido ao crime de terceiros? Aliás, é ele culpado de algo?

Mas, como eu escrevi, entendo tua raiva. Ser parceiro de um Mengele deve deixar muita gente alterada.

terça-feira, março 17, 2009

Aborto e direito à vida - Hélio Bicudo

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Segue abaixo um artigo do ex-deputado petista (pois é...) Helio Bicudo. O original pode ser lido aqui.

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Aborto e direito à vida

Sem entrar no mérito do reconhecimento, por um bispo da Igreja Católica, de que a hipótese enquadrava-se no cânon 1398 (
qui abortum procurat, effecto secreto, in-excommunication latae sentenciae incurrit), do Código do Direito Canônico, para impor excomunhão àqueles que participaram do abortamento de uma pequena vítima que engravidara em consequência de relações sexuais impostas por seu padrasto, convém lembrar alguns pontos das leis brasileiras que impõem castigo penal à prática do aborto, que vem sendo esquecidas e, em consequência violadas impunemente, pois seu não cumprimento é estimulado por posições assumidas por altas personalidades da República.

É verdade que o Código Penal, sem retirar o caráter criminoso do fato, exime de pena o autor do aborto tendo em vista gravidez resultante de estupro ou, então, para salvar a vida da gestante (artigo128).


Entretanto, é preciso convir que o nosso Código Penal é de 1941. Mais recentemente, com a promulgação da Constituição de 1988, considerando a vida como um bem supremo, acima, portanto, de quaisquer considerações que lhes possam ser contrárias, não se pode admitir, como eximente, a prática de aborto em decorrência de estupro.


Na verdade, somente é admissível o aborto, quando praticado segundo a dirimente do estado de necessidade, isto é, dentre dois bens jurídicos em vias de extinção, é lícito a escolha de um deles, em detrimento de outro. Se durante um parto, o médico verificar que ao invés de morrerem a parturiente e o feto, ele pode e deve optar pela vida mais plausível, deixando que a criança morra para salvar a vida da mãe, ou que esta faleça, para que prevaleça a vida da criança. (cf. artigo20, do Código Penal).


Semelhantes conclusões têm fundamento na Constituição Federal e nos tratados internacionais de que o Brasil é parte, todos no sentido de que o artigo 128, do Código Penal, está derrogado, no que tange às excludentes ali contempladas.


Assim, o artigo 5° da Constituição estabelece que, sem distinção de qualquer natureza, garante-se a inviolabilidade do direito à vida.


Quando não bastasse, o parágrafo 2° desse mesmo artigo dispõe que as garantias expressas no texto constitucional não excluem outras decorrentes do regime e dos princípios por ele adotados, ou dos tratados internacionais em que a República federativa do Brasil seja parte.


Nesse sentido, convém lembrar, antes de mais, que a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança”.


Na mesma direção, a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem estabelece que “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança de sua pessoa”.


Poder-se-ia argumentar que, na espécie, trata-se apenas de meras declarações, sem poder cogente. É um argumento que desconhece a relevância do costume na interpretação e validação das regras do Direito Internacional. No caso, trata-se de uma imposição do Direito Internacional costumeiro, tanto mais válido, quando se impõe mediante disposições, de tantos outros tratados, convenções ou protocolos empenhados na proteção da vida humana. Poderíamos citar dezenas deles.


E não é por outro motivo que a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, à qual o Brasil aderiu e ratificou, assinala em seu artigo 4°, inciso 1°, que “toda pessoa tem o direito a que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.


Como se vê, considerando-se o quanto está escrito nas Declarações Universal e Americana, o Direito Constitucional Brasileiro, que incorporou suas normas, considera o início da vida no momento da concepção e, em conseqüência, pune criminalmente, na forma dos artigos 125 e 126 do Código Penal tantos quantos participarem do homicídio de uma pessoa que se aperfeiçoa durante a vida intra-uterina.


Não são, assim, consideradas as posições que pretendem postergar o início da vida em qualquer outro momento após a concepção, mesmo porque, na hipótese, essas discussões cedem o passo à determinação legal.


Lamentavelmente, no Brasil, esse tipo de discussão vem ganhando dimensões emocionais, incompatíveis com a realidade de nosso ordenamento jurídico, cujas violações vêm sendo consentidas e que, na prática, assumem as dimensões de um verdadeiro holocausto, como bem qualificou o arcebispo de Olinda.


É preciso, pois, que desde o presidente da República até o mais humilde dos cidadãos aprendam a conhecer a lei e interpretá-la segundo os interesses maiores de respeitar e preservar a vida humana.


A lei impõe ao estupro, que considera crime hediondo, penas severas. Mas esse crime não pode contaminar o ser acaso gerado por essa via, que vem sendo, sob a banalização da vida, sumariamente eliminado, sem direitos de defesa.


Sob os aplausos de uma sociedade defeituosamente informada e muitas vezes conivente, violam-se a Constituição e tratados internacionais para acelerar o egoísmo humano.


Segunda-feira, 16 de março de 2009

Declaração da Arquidiocese de Olinda e Recife

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Uma excelente resposta ao péssimo, imprudente e desnecessário artigo de D. Fisichella sobre o caso da menina de Alagoinha.

Todos os envolvidos na tentativa de manter vivas todas as crianças estão de parabéns!

Fonte: Deus lo vult!


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A respeito do artigo intitulado “Dalla parte della bambina brasiliana” e publicado no L´OSSERVATORE ROMANO no dia 15 de março, nós, abaixo assinados, declaramos:

1. O fato não aconteceu em Recife, como diz o artigo, mas sim na cidade de Alagoinha (Diocese de Pesqueira).

2. Todos nós – começando pelo pároco de Alagoinha (abaixo assinado) - tratamos a menina grávida e sua família com toda caridade e doçura. O Pároco, fazendo uso de sua solicitude pastoral, ao saber da notícia em sua residência, dirigiu-se de imediato à casa da família, onde se encontrou com a criança para lhe prestar apoio e acompanhamento, diante da grave e difícil situação em que a menina se encontrava. E esta atitude se deu durante todos os dias, desde Alagoinha até Recife, onde aconteceu o triste desfecho do aborto de dois inocentes. Portanto, fica evidente e inequívoco que ninguém pensou em primeiro lugar em “excomunhão”. Usamos todos os meios ao nosso alcance para evitar o aborto e assim salvar as TRÊS vidas. O Pároco acompanhou pessoalmente o Conselho Tutelar da cidade em todas as iniciativas que visassem o bem da criança e de seus dois filhos. No hospital, em visitas diárias, demonstrou atitudes de carinho e atenção que deram a entender tanto à criança quanto à sua mãe que não estavam sozinhas, mas que a Igreja, ali representada pelo Pároco local, lhes garantia a assistência necessária e a certeza de que tudo seria feito pelo bem da menina e para salvar seus dois filhos.

3. Depois que a menina foi transferida para um hospital da cidade do Recife, tentamos usar todos os meios legais para evitar o aborto. A Igreja em momento algum se fez omissa no hospital. O Pároco da menina realizou visitas diárias ao hospital, deslocando-se da cidade que dista 230 km de Recife, sem medir esforço algum para que tanto a criança quanto a mãe sentissem a presença de Jesus Bom Pastor que vai ao encontro das ovelhas que mais precisam de atenção. De tal sorte que o caso foi tratado com toda atenção devida da parte da Igreja e não “obrigativamente” como diz o artigo.

4. Não concordamos com a afirmação de que “a decisão é árdua… para a própria lei moral”. Nossa Santa Igreja continua a proclamar que a lei moral é claríssima: nunca é lícito eliminar a vida de um inocente para salvar outra vida. Os fatos objetivos são estes: há médicos que explicitamente declaram que praticam e continuarão a praticar o aborto, enquanto outros declaram com a mesma firmeza que jamais praticarão o aborto. Eis a declaração escrita e assinada por um médico católico brasileiro: “(…) Como médico obstetra durante 50 anos, formado pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, e ex chefe da Clínica Obstétrica do Hospital do Andaraí, onde servi 35 anos até minha aposentadoria, para dedicar-me ao Diaconato, e tendo realizado 4.524 (quatro mil quinhentos e vinte e quatro) partos, muitos de menores de idade, nunca precisei recorrer ao aborto para “salvar vidas”, assim como todos os meus colegas íntegros e honestos em sua profissão e cumpridores de seu juramento hipocrático. (…)”.

5. É falsa a afirmação de que o fato foi divulgado nos jornais somente porque o Arcebispo de Olinda e Recife se apressou em declarar a excomunhão. Basta ver que o caso veio a público em Alagoinha na quarta-feira, dia 25 de fevereiro, o Arcebispo se pronunciou na imprensa no dia 03 de março e o aborto se deu no dia 4 de março. Seria demasiado imaginar que a imprensa brasileira, diante de um fato de tamanha gravidade, tenha silenciado nesse intervalo de seis dias. Assim sendo, a notícia da menina (“Carmen”) grávida já estava divulgada nos jornais antes da consumação do aborto. Somente então, interrogado pelos jornalistas, no dia 3 de março (terça-feira), o Arcebispo mencionou o cânon 1398. Estamos convictos de que a divulgação desta penalidade medicinal (a excomunhão) fará bem a muitos católicos, levando-os a evitar este pecado gravíssimo. O silêncio da Igreja seria muito prejudicial, sobretudo ao constatar-se que no mundo inteiro estão acontecendo cinqüenta milhões de abortos cada ano e só no Brasil um milhão de vidas inocentes são ceifadas. O silêncio pode ser interpretado como conivência ou cumplicidade. Se algum médico tem “consciência perplexa” antes de praticar um aborto (o que nos parece extremamente improvável) ele – se é católico e deseja observar a lei de Deus - deve consultar um diretor espiritual.

6. O artigo é, em outras palavras, uma direta afronta à defesa pela vida das três crianças feita veementemente por Dom José Cardoso Sobrinho e demonstra quanto o autor não tem bases e informações necessárias para falar sobre o assunto, por total desconhecimento dos detalhes do fato. O texto pode ser interpretado como uma apologia ao aborto, contrariando o Magistério da Igreja. Os médicos abortistas não estiveram na encruzilhada moral sustentada pelo texto, ao contrário, eles praticaram o aborto com total consciência e em coerência com o que acreditam e o que ensinam. O hospital que realizou o aborto na menininha é um dos que sempre realizam este procedimento em nosso Estado, sob o manto da “legalidade”. Os médicos que atuaram como carrascos dos gêmeos declararam e continuam declarando na mídia nacional que fizeram o que já estavam acostumados a fazer “com muito orgulho”. Um deles, inclusive, declarou que: “Já fui, então, excomungado várias vezes”.

7. O autor arvorou-se do direito de falar sobre o que não conhecia, e o que é pior, sequer deu-se ao trabalho de conversar anteriormente com o seu irmão no episcopado e, por esta atitude imprudente, está causando verdadeiro tumulto junto aos fiéis católicos do Brasil que estão acreditando ter Dom José Cardoso Sobrinho sido precipitado em seus pronunciamentos. Ao invés de consultar o seu irmão no episcopado, preferiu acreditar na nossa imprensa declaradamente anticlerical.

Recife-PE, 16 de março de 2009

Pe. Edson Rodrigues (Pároco de Alagoinha-PE - Diocese de Pesqueira)

Mons. Edvaldo Bezerra da Silva (Vigário Geral - Arquidiocese de Olinda e Recife)

Pe. Moisés Ferreira de Lima (Reitor do Seminário Arquidiocesano)

Dr. Márcio Miranda (Advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife)