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terça-feira, março 17, 2009

Declaração da Arquidiocese de Olinda e Recife

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Uma excelente resposta ao péssimo, imprudente e desnecessário artigo de D. Fisichella sobre o caso da menina de Alagoinha.

Todos os envolvidos na tentativa de manter vivas todas as crianças estão de parabéns!

Fonte: Deus lo vult!


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A respeito do artigo intitulado “Dalla parte della bambina brasiliana” e publicado no L´OSSERVATORE ROMANO no dia 15 de março, nós, abaixo assinados, declaramos:

1. O fato não aconteceu em Recife, como diz o artigo, mas sim na cidade de Alagoinha (Diocese de Pesqueira).

2. Todos nós – começando pelo pároco de Alagoinha (abaixo assinado) - tratamos a menina grávida e sua família com toda caridade e doçura. O Pároco, fazendo uso de sua solicitude pastoral, ao saber da notícia em sua residência, dirigiu-se de imediato à casa da família, onde se encontrou com a criança para lhe prestar apoio e acompanhamento, diante da grave e difícil situação em que a menina se encontrava. E esta atitude se deu durante todos os dias, desde Alagoinha até Recife, onde aconteceu o triste desfecho do aborto de dois inocentes. Portanto, fica evidente e inequívoco que ninguém pensou em primeiro lugar em “excomunhão”. Usamos todos os meios ao nosso alcance para evitar o aborto e assim salvar as TRÊS vidas. O Pároco acompanhou pessoalmente o Conselho Tutelar da cidade em todas as iniciativas que visassem o bem da criança e de seus dois filhos. No hospital, em visitas diárias, demonstrou atitudes de carinho e atenção que deram a entender tanto à criança quanto à sua mãe que não estavam sozinhas, mas que a Igreja, ali representada pelo Pároco local, lhes garantia a assistência necessária e a certeza de que tudo seria feito pelo bem da menina e para salvar seus dois filhos.

3. Depois que a menina foi transferida para um hospital da cidade do Recife, tentamos usar todos os meios legais para evitar o aborto. A Igreja em momento algum se fez omissa no hospital. O Pároco da menina realizou visitas diárias ao hospital, deslocando-se da cidade que dista 230 km de Recife, sem medir esforço algum para que tanto a criança quanto a mãe sentissem a presença de Jesus Bom Pastor que vai ao encontro das ovelhas que mais precisam de atenção. De tal sorte que o caso foi tratado com toda atenção devida da parte da Igreja e não “obrigativamente” como diz o artigo.

4. Não concordamos com a afirmação de que “a decisão é árdua… para a própria lei moral”. Nossa Santa Igreja continua a proclamar que a lei moral é claríssima: nunca é lícito eliminar a vida de um inocente para salvar outra vida. Os fatos objetivos são estes: há médicos que explicitamente declaram que praticam e continuarão a praticar o aborto, enquanto outros declaram com a mesma firmeza que jamais praticarão o aborto. Eis a declaração escrita e assinada por um médico católico brasileiro: “(…) Como médico obstetra durante 50 anos, formado pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, e ex chefe da Clínica Obstétrica do Hospital do Andaraí, onde servi 35 anos até minha aposentadoria, para dedicar-me ao Diaconato, e tendo realizado 4.524 (quatro mil quinhentos e vinte e quatro) partos, muitos de menores de idade, nunca precisei recorrer ao aborto para “salvar vidas”, assim como todos os meus colegas íntegros e honestos em sua profissão e cumpridores de seu juramento hipocrático. (…)”.

5. É falsa a afirmação de que o fato foi divulgado nos jornais somente porque o Arcebispo de Olinda e Recife se apressou em declarar a excomunhão. Basta ver que o caso veio a público em Alagoinha na quarta-feira, dia 25 de fevereiro, o Arcebispo se pronunciou na imprensa no dia 03 de março e o aborto se deu no dia 4 de março. Seria demasiado imaginar que a imprensa brasileira, diante de um fato de tamanha gravidade, tenha silenciado nesse intervalo de seis dias. Assim sendo, a notícia da menina (“Carmen”) grávida já estava divulgada nos jornais antes da consumação do aborto. Somente então, interrogado pelos jornalistas, no dia 3 de março (terça-feira), o Arcebispo mencionou o cânon 1398. Estamos convictos de que a divulgação desta penalidade medicinal (a excomunhão) fará bem a muitos católicos, levando-os a evitar este pecado gravíssimo. O silêncio da Igreja seria muito prejudicial, sobretudo ao constatar-se que no mundo inteiro estão acontecendo cinqüenta milhões de abortos cada ano e só no Brasil um milhão de vidas inocentes são ceifadas. O silêncio pode ser interpretado como conivência ou cumplicidade. Se algum médico tem “consciência perplexa” antes de praticar um aborto (o que nos parece extremamente improvável) ele – se é católico e deseja observar a lei de Deus - deve consultar um diretor espiritual.

6. O artigo é, em outras palavras, uma direta afronta à defesa pela vida das três crianças feita veementemente por Dom José Cardoso Sobrinho e demonstra quanto o autor não tem bases e informações necessárias para falar sobre o assunto, por total desconhecimento dos detalhes do fato. O texto pode ser interpretado como uma apologia ao aborto, contrariando o Magistério da Igreja. Os médicos abortistas não estiveram na encruzilhada moral sustentada pelo texto, ao contrário, eles praticaram o aborto com total consciência e em coerência com o que acreditam e o que ensinam. O hospital que realizou o aborto na menininha é um dos que sempre realizam este procedimento em nosso Estado, sob o manto da “legalidade”. Os médicos que atuaram como carrascos dos gêmeos declararam e continuam declarando na mídia nacional que fizeram o que já estavam acostumados a fazer “com muito orgulho”. Um deles, inclusive, declarou que: “Já fui, então, excomungado várias vezes”.

7. O autor arvorou-se do direito de falar sobre o que não conhecia, e o que é pior, sequer deu-se ao trabalho de conversar anteriormente com o seu irmão no episcopado e, por esta atitude imprudente, está causando verdadeiro tumulto junto aos fiéis católicos do Brasil que estão acreditando ter Dom José Cardoso Sobrinho sido precipitado em seus pronunciamentos. Ao invés de consultar o seu irmão no episcopado, preferiu acreditar na nossa imprensa declaradamente anticlerical.

Recife-PE, 16 de março de 2009

Pe. Edson Rodrigues (Pároco de Alagoinha-PE - Diocese de Pesqueira)

Mons. Edvaldo Bezerra da Silva (Vigário Geral - Arquidiocese de Olinda e Recife)

Pe. Moisés Ferreira de Lima (Reitor do Seminário Arquidiocesano)

Dr. Márcio Miranda (Advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife)

sábado, março 14, 2009

Bill Clinton sobre células-tronco: "Embriões não-fertilizados". Hein???

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Os democratas norte-americanos tornaram-se a esperança da maior parte do mundo com um discurso cuidadosamente fabricado para agradar a todos. Podem enganar a muitos, mas não a todos.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2009/03/14/bill-clinton-sobre-celulas-tronco-embrioes-nao-fertilizados/

"Dá cá um abraço, dr. Mengele!"

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Sabe-se que o médico Josef Mengele, o monstro nazista do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, quando esteve escondido na Argentina nos primeiros anos da década de 50 do século passado utilizou seus conhecimentos médicos para uma única coisa: fazer abortos.

continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2009/03/14/o-governo-petista-e-o-aborto-da-ca-um-abraco-dr-mengele/

sexta-feira, março 13, 2009

Declaração sobre o caso da menina de Alagoinhas

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Conforme divulgado no blog de Jorge Ferraz -- Deus lo Vult! --, a Cúria Metropolitana de Olinda e Recife pronunciou-se oficialmente sobre o caso.

Abaixo, segue a declaração.

Declaração da Cúria de Olinda e Recife sobre o caso da menina de Alagoinhas


A nota está excelente e sua principal virtude é a objetividade. Destaco:

"Todos os esforços desta Arquidiocese foram no sentido de salvar a vida das TRÊS crianças."

Eis o fato que muitos querem negar! Havia três crianças envolvidas diretamente. Por que há tanta gente que se diz preocupada com apenas uma dela e "esquece-se" das outras duas que foram parar em um saco plástico?


quinta-feira, março 12, 2009

Falemos de hipocrisia, presidente

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O presidente Lula, do alto de seus profundos conhecimentos de Teologia, decretou: são hipócritas os que foram contrários ao aborto dos gêmeos da menina de Lagoinhas. Como lhe é peculiar, Lula misturou o discurso rasteiro, evidência de superficialismo, a idéias absurdas sobre o que é ser cristão. Mas Lula é um católico "a seu modo"... É por isto que ele pode declarar coisas assim:
"Vocês viram aquele caso de Pernambuco. É mais do que absurdo. Como você pode proibir a Medicina de cuidar de uma menina que ficou grávida indevidamente?"
Talvez Lula devesse também explicitar exatamente o que ele chama de "a Medicina cuidar" da menina. O que ele chama de "cuidado" tem, na verdade, o significado de "dar cabo" dos bebês que ela carregava em seu ventre. Fale a palavra mágica, presidente! Não deixe que outros pensem que o senhor é hipócrita! Fale com todas as letras que o senhor defendeu o ABORTO das crianças que eram geradas. Lula pode muito... Sua incoerência entre o que ele faz e o que ele diz é escandalosa para os católicos cientes da seriedade do que é ser católico. É por isto que ele diz coisa assim:
"Só não criamos com o Dia da Luta contra a Hipocrisia, mas eu sonho com isso. Precisamos quebrar um monte de tabus. Ninguém disse que tinha que ser assim."
É o catolicismo ao modo de Lula que o permite praticamente chamar de tabu a ser quebrado a liberação do aborto. E de quebra, claro, ele chama a todos os que defenderam a vida das três crianças envolvidas de hipócritas. Mas Lula pode isto e muito mais! O messias Lula -- um falso messias, claro -- pode até mesmo dizer que em seu ser convivem duas naturezas; a executiva, que toma conta de seu ser quando ele está investido de poderes presidencias; e a cristã -- a seu modo, claro -- que toma o comando quando ele... quando ele... bem... quando ele quer, quando lhe convém. É por isto que ele pode declarar isto:
"Como cristão, sou contra o aborto, mas como chefe de Estado tenho que tratar como uma questão de saúde pública."
Lula é realmente um mestre da enganação, mas seu poder é limitadíssimo, graças a Deus, pois ele só engana a quem assim o permite. É, porém, interessante como há gente que não resiste ao poder deste falso messias, como há gente que permite ser enganada por este ser bipartido, que defende o aborto de inocentes e quando lhe convém diz-se católico.

Mas que nada! Ser Lula é não ter coerência com a fé que professa e o que faz em público. Ser Lula é tudo fazer ao seu modo.

Ser Lula é dizer-se católico e, durante o Carnaval, distribuir preservativos aos seus "fiéis". Isto é Lula!


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Lula e a hiprocrisia é um tema já recorrente neste blog. Há quase 2 anos, escrevi um outro texto sob este mesmo tema. Segue abaixo.


Em recente lançamento de um plano de combate a doenças sexualmente transmissíveis (DST), o Presidente Lula, mais uma vez falando para seu público, achou por bem misturar hipocrisia, Igreja, sexo na adolescência, educação sexual e outros assuntos em um discurso bem ao seu estilo: cambaleante e confuso.

Na boca de uma pessoa qualquer do povo em uma discussão de botequim ou em uma corrida de táxi, um discurso destes tem o efeito de evidenciar desconhecimento de assuntos que são extremamente delicados, mas as conseqüências de tal ato são bem reduzidas devido tanto à limitação de público quanto à ligeireza característica de tais conversas. Ninguém levará a sério um barbeiro que, finalizando um corte, falasse uma besteira aqui ou acolá.

Na boca de um presidente da república, que discursava frente ao povo e à imprensa quando do lançamento de uma política pública, fica evidente tanto o desconhecimento sobre assuntos importantíssimos quanto a falta de decoro para com instituições caras à maior parte da população brasileira. Em casos assim, a gravidade das conseqüências acompanham a importância da figura pública que deu tais declarações. Neste caso, esta figura era a do chefe do Poder Executivo. Apesar de este governo já ter deixado por inúmeras vezes claro que seriedade e honestidade não é o seu forte, tais declarações são para serem levadas bem a sério.

Que mais uma vez o presidente demonstrou que é um inconseqüente -- para se dizer o mínimo --, não resta dúvidas. Porém, é importante que nos atenhamos não somente às palavras escolhidas, mas também ao momento em que foram proferidas.

Ao acusar de "hipócritas" aos que não compartilham de seus distorcidos ideais sobre como combater a gravidez precoce ou a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, faltou ao presidente o bom hábito de fundamentar o que diz, coisa, aliás, a que ele não é lá muito chegado. Tomando-se a Igreja como exemplo segundo a visão de "hipocrisia" de Lula, cabia ao presidente provar que esta instituição prega hoje em dia algo diferente do que fez no passado, ou então que esta simula ou falseia seus ensinamentos enquanto tem uma prática bem diferente.

Rechaçando totalmente tal acusação, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB, Dom Rafael LLano Cifuentes, divulgou uma declaração 2 dias após o discurso do presidente. Nesta podemos ler:
"(...) A posição da Igreja é clara. Sempre o foi. Não mudou, nem mudará.

(...)

Não somos hipócritas. Nem o fomos. Nem o seremos. Somos coerentes."
Há a possibilidade de que o presidente não saiba o que é hipocrisia... Isto não é para ser descartado, mas para ter uma real idéia do que é hipocrisia bastava ao presidente olhar para os lados, para aqueles que o cercam. Tivesse feito isto, o presidente poderia ter visto seu partido e seus correlegionários serem eleitos sob um discurso moralista e, quando chegados ao poder, darem-se a práticas corruptas que deixaram casos passados parecendo pequenos delitos.

Isto é hipocrisia, presidente.


Um outro exemplo de hipocrisia, o presidente poderia buscar em suas próprias atitudes em relação ao aborto. Se puxasse um pouco pela memória, o presidente veria que ele próprio lançou, em dezembro de 2004, um "Plano Nacional de Política para as Mulheres", que, em seu item 3.6, coloca como prioridade
"3.6. Revisar a legislação punitiva que trata da interrupção voluntária da gravidez."
Isto, traduzido em linguagem clara e direta, o que é evitado por muitos, quer dizer o seguinte: "procuraremos a liberação do aborto".

Para atingir esta prioridade, o presidente deixou a cargo do Ministério da Saúde e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres a criação da Comissão Tripartite que seria responsável pela elaboração de proposta para revisão da legislação punitiva do aborto. Esta comissão atuou de 1/04/2005 a 1/08/2005. Em um surpreendente caso de eficiência governamental, os trabalhos da comissão atingiram seu objetivo de produzir um documento que faria o aborto mudar de status legal: de crime passaria a direito.

E é aqui que é importante a atenção para o momento em que certas ações foram tomadas: no dia 7 de junho de 2005, a bombástica entrevista do ex-deputado Roberto Jefferson dá novo rumo à crise iniciada com um caso de corrupção nos Correios e mergulha o país em sua mais grave crise de corrupção já vista, o escândalo do "Mensalão". Ou seja, o início e desenvolvimento da crise dos Correios e do Mensalão se deu concomitantemente aos trabalhos da Comissão Tripartite.

Findos os trabalhos, a Comissão deveria entregar suas propostas para o trâmite normal junto ao Poder Legislativo. Surpreendentemente a entrega entrou em compasso de espera. O que haveria acontecido?

Pode-se ter a resposta a esta indagação ao tomarmos conhecimento do conteúdo de carta, datada de 08/08/2005, enviada pelo Presidente Lula a Dom Geraldo Majella, Presidente da CNBB. Nesta, podemos ler:
"Nesse sentido quero, pela minha identificação com os valores éticos do Evangelho, e pela fé que recebi de minha mãe, reafirmar minha posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance. Os debates que a sociedade brasileira realiza, em sua pluralidade cultural e religiosa, são acompanhados e estimulados pelo nosso governo, que, no entanto, não tomará nenhuma iniciativa que contradiga os princípios cristãos, como expressamente mencionei quando tive a honra de receber a direção da CNBB no Palácio do Planalto."
A decepção entre os que lutam pela liberação do aborto em nosso país foi tanta que o colunista Xico Vargas, escrevendo para a revista eletrônica "No Mínimo", relatava um telefonema da Ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, à então deputada Jandira Feghali. O colunista, em um artigo de tom acusatório à Igreja, escreve sobre a voz embargada da ministra em conversa com a deputada. A ministra estava decepcionada, sentia-se derrotada em sua luta.

Para a ministra, aquilo era hipocrisia, presidente.

Mas... No dia 27 de setembro do mesmo ano, menos de 2 meses após enviar carta a Dom Geraldo Majella afirmando seus "princípios cristãos" e sua "identificação com o Evangelho", o presidente Lula deu aval à Ministra Nilcéia Freire para que entregasse a proposta elaborada pela Comissão Tripartite para a descriminalização do aborto.

Naquele momento, presidente, os bispos brasileiros souberam o que era hipocrisia.

Durante o ano de 2006, ano eleitoral, o tema do aborto ficou de lado. Apesar disto, no final do mês de abril, entre as diretrizes a serem seguidas em caso de Lula ser reeleito, estava a descriminalização do aborto. Nenhuma surpresa quanto a isto... Porém, em seu "Programa Setorial para as Mulheres", no qual estavam listadas as propostas para o mandato de 2007 a 2010, curiosamente a palavra aborto é referida apenas por 2 vezes em todo o documento. E, destas 2 vezes, em nenhuma é feita referência à descriminalização do aborto.

Ao lerem o seu Programa de Governo, presidente, seus correligionários souberam o que era hipocrisia.

Passadas as eleições, nas quais o aborto de forma alguma foi tema de relevância, e passados os primeiros percalços e escolha do ministério, o novo governo resolveu começar a governar. Como dito acima, apesar de em seu programa de governo não constar qualquer referência à descriminalização do aborto, no dia 28/03/2007 o Ministro da Saúde veio a público defender a idéia da liberação do aborto. O presidente Lula não o desautorizou, não o destituiu do cargo e nem enviou carta a algum bispo reafirmando seus "princípios cristãos" e sua "identificação com o Evangelho".

Para os eleitores, presidente, isto é hipocrisia.

Em contraste a essas indas e vindas características dos hipócritas, na Doutrina Católica podemos ler:
-- "(...) Não matarás criança por aborto nem criança já nascida." - Didaqué - primeiro Catecismo Católico, datado entre os anos de 90 a 100.

-- "[A vida] deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis." - Constituição Pastoral Gaudium et Spes, 1965.

-- "O Magistério (...) reafirma de maneira constante a condenação moral de qualquer aborto provocado. Este ensinamento não mudou e é imutável." - Congregação para Doutrina da Fé - Instrução sobre o respeito à vida humana recente e a dignidade da procriação, 1987.

-- "2270. A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção." - Catecismo da Igreja Católica, 1992. -- "Dentre todos os crimes que o homem pode realizar contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente grave e abjurável." - Encíclica Evangelium Vitae, 1995.

-- "A Tradição cristã (...) é clara e unânime, desde as suas origens até aos nossos dias, em classificar o aborto como desordem moral particularmente grave." - Encíclica Evangelium Vitae, 1995.
Isto, presidente, é coerência. É como Dom Rafael Llano Cifuentes escreveu: "Não somos hipócritas. Nem o fomos. Nem o seremos. Somos coerentes."

Também coerente com sua Fé foi São Policarpo. No ano de 156, ante a insistência para que renegasse Jesus Cristo, o Bispo de Esmirna assim respondeu:

"Faz 86 anos que sirvo a Deus e nunca Ele me fez mal algum. Como poderia blasfemar o meu Redentor?"
Por esta firmeza demonstrada ante o perigo iminente, o santo bispo sofreu o martírio.

Isto é manter os "princípios cristãos". Isto é "identificar-se com o Evangelho".

Isto é coerência, presidente.


E agora podemos perguntar: quem é hipócrita, presidente?

Todos contra D. José Cardoso Sobrinho!

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Uma charge fantástica! Obra do criativo Emerson de Oliveira. Original no blog do Veritatis Splendor.

quarta-feira, março 11, 2009

Estupro, aborto e valores distorcidos - Carlos Ramalhete

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O estupro, mais ainda, o estupro reiterado e contumaz de uma criança indefesa é um crime asqueroso, que poderia em justiça merecer a pena de morte (não percebi, aliás, em nenhuma das numerosas e estridentes reações pró-aborto à declaração de dom Cardoso, alguém pedindo que fosse estendida ao estuprador a pena de morte que sofreram seus filhos).

Continue lendo:

 https://contraoaborto.wordpress.com/2009/03/11/estupro-aborto-e-valores-distorcidos-carlos-ramalhete/