
quinta-feira, março 12, 2009
Todos contra D. José Cardoso Sobrinho!

quarta-feira, março 11, 2009
Estupro, aborto e valores distorcidos - Carlos Ramalhete
Continue lendo:
https://contraoaborto.wordpress.com/2009/03/11/estupro-aborto-e-valores-distorcidos-carlos-ramalhete/
O Estado cínico - Cláudio Fonteles
A mulher e o embrião, ou o feto, se já alcançado estágio posterior na gestação, que está em seu ventre, são as grandes vítimas do cinismo estatal.
A mulher porque ou por todos abandonada – seu homem, sua família, seus amigos – ou porque, e o que é pior por assim caracterizar um estado de coisas, teme venha a ser abandonada pelo homem, pela família, pelos amigos.
A mulher porque incentivada, e estimulada, pela propaganda oficial e privada a desfazer-se da vida, presente em seu ser, como se a vida fosse um estorvo, um empecilho, um obstáculo que deve ser eliminado em nome, hipocritamente do direito à liberdade de escolha.
Não há liberdade de escolha quando a escolha é matar o indefeso.
O embrião, ou o feto, porque vida em gestação, mas, repito, vida-presente não se lhes permite a interação amorosa, já plenamente, ainda que no espaço intra-uterino, com sua mãe, e com os demais, caso esses não adotem a covarde conduta do abandono da mulher.
O Estado brasileiro consolidou em seu ordenamento jurídico “mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher”, editando a lei nº. 11.340/06, conhecida como a lei “Maria da Penha”.
Vamos ler alguns artigos dessa importante lei:
- “Poderá o Juiz, quando necessário, sem prejuízo de outras medidas: encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento (art. 23, I);
- Caberá ao Ministério Público, sem prejuízo de outras atribuições, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, quando necessário: fiscalizar os estabelecimentos públicos e particulares de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, e adotar, de imediato, as medidas administrativas ou judiciais cabíveis no tocante a quaisquer irregularidades constatadas (art. 26, II);
- A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios poderão criar e promover, no limite das respectivas competências: centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes em situação de violência doméstica e familiar; casas-abrigos para mulheres e respectivos dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar; programas e campanhas de enfrentamento da violência doméstica e familiar (art. 35, I, II e IV)”
Ora, se assim o é, justamente para que a integridade física da mulher seja protegida, por que, cinicamente, o Estado brasileiro detém-se aqui e, em relação à mulher, que está grávida, que acolhe em si a vida, estimula-a a matar, também a abandonando?
Por que o Estado brasileiro, repito cínico, pela omissão e pela frouxa, errônea e irresponsável justificativa de inserir-se o tema na órbita privada, não tira, como tirou o tema da violência doméstica, portanto também privada, dessa estrita órbita e à mulher gestante não lhe oferece todos os mecanismos oferecidos à mulher fisicamente agredida, para que, assim claramente amparada, a mulher, em ambas as situações, tenha o direito de viver e fazer viver a vida que consigo traz?
Aguarda-se o governante municipal, estadual e federal que tenha coragem de defender a vida-mulher e a vida-embrião, ou a vida-feto, que a primeira acolhe em seu ventre.
terça-feira, março 10, 2009
16 semanas, 6 centímetros, 100 gramas

"Ontem, por volta das 9h, enquanto advogados da Arquidiocese de Olinda e Recife se preparavam para dar entrada com uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco para impedir o aborto, ela já havia expelido o primeiro feto. Duas horas e meia depois, o aborto ocorreu por completo, expelindo o segundo. Cada um tinha aproximadamente seis centímetros e pesava cerca de cem gramas. Os fetos foram guardados em um saco plástico e encaminhados para exame de DNA, que comprovará a autoria do crime de estupro pelo padrasto, o rapaz de 23 anos, que está no Presídio de Pesqueira."
Enfim, sob os aplausos de muitas pessoas (tais como a sra. Denise), que acham que têm condições de dar aulas de humanismo para alguém, quando o que fazem mesmo é se colocar no papel de escolher quem deve ou não viver.
Bebês inocentes pagaram pelo crime de seu pai. É isto o que temos ao final de toda esta história.
A menina-mãe não deu a luz a seus filhos. Não! Pelo que vai descrito no jornal, eles foram "expelidos". É a coisificação do ser humano escancarada a nossos olhos, é a bestialização do maior Dom que Deus nos dá.
Há gente, que bate no peito orgulhosamente dizendo-se grande defensora da vida, pois, segundo tais pessoas, a menina corria risco de morte. Mentira! E mentira deslavada... Há casos comprovados de meninas que deram à luz até mesmo com menos idade do que a menina de Lagoinhas.
Mas que importa isto, não é mesmo? O que importa para a imprensa, para ongueiros e para tanta gente pseudo-humanista é apenas que os bebês tinham de ser abortados.
O que aconteceu é que somaram o crime hediondo do aborto de duas crianças, dois SERES HUMANOS, ao drama do abuso absurdo cometido pelo padrasto. E são estes dois SERES HUMANOS que nem mesmo puderam ter uma sepultura decente: "foram guardados em um saco plástico". O único destino destes bebês foi, sob os aplausos de tanta gente, servirem de prova material para a Justiça.
Mas para viver eles não serviram...
Nós, humanos, enterramos nossos mortos. Há os que enterram seus bichos de estimação. E há aqueles que estupram crianças, há os que assassinam... E há também aqueles que "expelem" os bebês dos ventres de suas mães. Há aqueles que os colocam em sacos plásticos para servirem de prova material. Há, enfim, aqueles que negam o óbvio: que a cada aborto é um ser humano que é morto.
Mas quem quer saber disto? A maioria, aquela mesma que aplaude até agora a Justiça? Justiça para quem mesmo? Para os que foram parar em sacos plásticos é que não foi...
E será que entre o enorme contigente que aplaude o desfecho em Recife, o mesmo pessoal que direcionou sua fúria linchatória para a pessoa de D. José Cardoso Sobrinho, que não excomungou ninguém, mas apenas disse o óbvio -- "Estão excomungados" --, são estas mesmas pessoas que talvez nem saibam o crime hediondo que estão aplaudindo.
Um ser humano é um ser humano, independente de seu tamanho. Mesmo assim, é bom que muitos saibam o que é que eles ajudaram ou aplaudiram a ser tratado apenas como objeto. Eis um vídeo de uma criança de 16 semanas ainda no ventre de sua mãe:
Os bebês que foram abortados pareciam-se com este que vai acima. Provavelmente movimentavam-se da mesma forma. Alheios à violência extrema a que seu pai biológico submeteu sua pequenina mãe, desenvolviam-se normalmente.
Eram seres humanos que, como todos nós, não carregavam a culpa pelo crime de seu genitor. E, no entanto, foram eles os sentenciados à morte, tudo isto sob um discurso que era o mais justo a se fazer, de que eles deviam morrer para que sua frágil mãe vivesse -- o que é mentira.
Mas não é mentir o que este pessoal faz? Tudo isto, claro, debaixo da máscara de justiça, de humanismo, de magnanimidade?
A única diferença entre os bebês filhos de um pai normal e os que são filhos de um estuprador, como é o padrasto da menina de Lagoinhas, é que estes últimos não foram amados. Ao invés de um mundo que estivesse alegre com a expectativa de sua vinda, o que tiveram foi uma turba que lhes desejava a morte. Ao invés de roupinhas quando do nascimento, um saco plástico quando do aborto, do "expelimento".
Pois encarem, então, o saco plástico e vejam o troféu de vossos atos. Contemplem cada um: 16 semanas, 6 centímetros, 100 gramas.
sábado, março 07, 2009
O peculiar humanismo seletivo da sra. Denise ou Como mandar para escanteio um falso humanista

São estes os "humanistas" que temos de montão por aí. É, basicamente, o mesmo pessoal que é capaz de apoiar leis que protejam ovos de tartaruga enquanto acham normal que bebês concebidos possam ser elimados ainda no ventre de suas mães.
Vivemos dias estranhos realmente. Muita coisa é explicada pela cultura de massa e pela influência da mídia na cabeça de tantos. É por isto que está havendo um covarde linchamento moral sobre a pessoa do excelente arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho. Qual o crime do arcebispo? Apenas este: tentar de todas as formas que lhe foram possíveis evitar que o aborto dos gêmeos fosse feito.
Infelizmente, ele não conseguiu. Foi derrotado? Felizmente, não. Nunca se é derrotado quando se faz o certo. E D. José, após o lamentável fato ocorrido, disse a todos o óbvio: quem participou diretamente no ato do aborto está excomungado. Note-se bem que ele não excomungou ninguém, quem comete tal delito já se coloca nesta situação, sofre excomunhão automática.
Mas quem já achou um absurdo que o arcebispo tivesse tentado impedir o duplo assassinato, ficou ainda mais revoltado com a simples declaração de que os participantes estão excomungados. Chega até ser engraçado ver pessoas, e até mesmo ministros, que nada têm a ver com a Igreja ou com o que ela faz de forma disciplinar a seus fiéis, ir para a imprensa rasgar as vestes e virar os olhos.
Bem, bem... Mas tudo isto ainda dará muito assunto. Desta vez o caso é que chegou em forma de comentário uma mensagem de uma senhora que se identificou como Denise. A sra. Denise não queria comentar muito; na verdade, ela queria dar uma lição de moral naqueles que foram contra o assassinato de duas crianças.
Pois é, vejamos até que ponto chegamos... Quem defende um frio e cruel assassinato é que agora vem dando lição de moral. Mas a sra. Denise, como é típico de mensagens deste tipo, ainda fez pateticamente um "post-scriptum":
"P.S. É ÓBVIO QUE ESTE TEXTO NÃO SERÁ PUBLICADO PORQUE NÃO CONVÉM À VOCÊ. MAS DORMIREI BEM AO SABER QUE SEI QUE VAI 'PENSAR' NA CAMA. POIS A CONSCIÊNCIA QDO SE FAZ ALGO ERRADO E GRAVE VAI TE ACUSAR!"Muito pelo contrário, sra. Denise, este texto muito me convém. Considero o que a senhora escreveu como a síntese do pensamento de todos os que se dizem "humanistas" e, do alto de uma falsa moral, apontam os dedos para aqueles que foram contra este crime bárbaro.
Na verdade, é de um humanismo seletivo como o da senhora, que ninguém precisa. Sob o falso pretexto de dizer-se preocupada com a criança violentada, aceita compassivamente o assassinato frio e cruel de duas outras. Minha consciência e a de todos aqueles que se opuseram ao crime cometido vai tranqüila, pois fomos nós que queríamos a vida dos três diretamente envolvidos.
E a senhora e todos os outros que seguem tal posição, o que podem dizer? Acaso aplaudir a morte de duas crianças não é "errado e grave"? Desprezo tal humanismo, sra. Denise.
Abaixo, vai a mensagem, intercalada com meus comentários em azul.
MENININHA DE 9 ANOS ESTUPRADA
Estou CHOCADA e ALARMADA com o que tenho lido à respeito deste caso em especial (por este estar sendo divulgado na mídia). E mais ainda após ler isso: "Reproduzo abaixo o relato do Pe. Edson Rodrigues, que vivenciou de perto a tragédia ocorrida no Recife. A nuvem de enganação em que foi envolvida a humilde menina-mãe e seus familiares mostra bem até que ponto chega a falência moral de ongs abortistas e pessoas que estão mais preocupadas em transforma um drama de tal proporção em munição para a liberação do aborto....."
Tenho uma filha de 9 anos e acho INACEITÁVEL pensar que uma menininha (sim, é isso que ela é) esteja grávida e NÃO PENSAR na possibilidade de um aborto e REALIZÁ-LO!
Sou uma mãe que pode ser chamada de "careta" para o tempo em que vivemos, mas aceitar que minha filhinha gere 2 vidas (ou 1 que seja), correndo risco de vida (mesmo que não o tenha), não tendo a noção do ABSURDO que acontece com ela, das duas, uma: ou é BURRICE ou querer APARECER com A DOR DE OUTROS!!! Ou, pelo que se mostra aqui, falta de CULTURA, de CONHECIMENTO ou de HUMANIDADE!
[O absurdo, sra. Denise, é o estupro do qual ela foi vítima. E tão absurdo quanto é o aborto que ceifou cruelmente a vida de duas outras crianças. Chega a ser interessante como a senhora não fala da humanidade dos seres que foram destinados ao lixo hospitalar. E mais ainda: o que aconteceria com a menina é que ela passaria por uma gravidez de risco, para a qual poderia receber tratamento adequado, principalmente se pessoas como a senhora, ao invés de quererem que o aborto seja como que um remédio milagroso que cura qualquer ferida psicologica, pressionassem as autoridades para dar toda a assistência necessária à menina e à sua família. A senhora fala em "humanidade", ou melhor, em "HUMANIDADE", mas é a senhora que "humanamente" não mostra um pingo de compaixão para os bebês abortados. E é a senhora que vem se dizer sensível a "DOR DOS OUTROS"? Neles a senhora não pensa? Não, não é mesmo? Pois é muito mais fácil seguir a turba e aplaudir o assassinato duplo que foi cometido.]
Não estou aqui defendendo o direito ao aborto apenas porque "está na moda". Defendo-o NESSE CASO e continuarei a defender e fazer campanhas à isso, se preciso for, porque é algo que extrapola os níveis de RESPEITO e HUMANIDADE para com a menininha.
[Costumo dizer que quem defende o aborto mesmo que para um caso, defende-o para todos. Em última instância, o que realmente impede e horroriza no crime do aborto? A humanidade do ser abortado.
Quem faltou com respeito e humanidade para com a menina-mãe foi o estuprador. E quem faltou com respeito e humanidade para com os bebês abortados, foram todas as pessoas que acharam normal que eles fossem mortos, a senhora entre eles. Sim, sra. Denise, é a senhora, na verdade, uma abortista que quer posar de humanista.]
Quando o texto diz que "a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos SEUS NETOS, alegando inclusive que 'ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus'." lhe pergunto o seguinte:
* o senhor gostaria de ter NETOS de uma filha sua ainda criança, NESTA CONDIÇÃO?
É muito "bonitinho" (para chocar quem lê esta matéria) escrever NETOS como se a VIDA de uma criança violentada valesse menos do que as que estão sendo geradas por ela.
[A sra. Denise pergunta e eu respondo: apesar de frutos de uma enorme violência, das maiores que uma mulher pode sofrer, eu ADORARIA que meus netos vissem a luz. E olhe que estou bem longe do tempo de ter netos.
Não, sra. Denise, o padre que é o autor do trecho ao qual a senhora se refere, não escreveu "netos" porque é bonitinho. Escreveu assim porque é isto que eles são. O realmente chocante é que a senhora o negue. O chocante é a senhora pensar que a vida da menina valia mais do que a vida de seus filhos.]
* como explicaria à sua filha de 9 ANOS, GRÁVIDA, de um marginal (quem faz isso não pode ser chamado de outra forma) o que está ocorrendo com ela???? "Olha filhinha, se você engravidou foi porque Deus quis assim. Então meu benzinho você PRECISA passar pelas mudanças que irão ocorrer com seu corpinho, que ainda brinca de boneca, com muita força, porque a babaca da mamãe (ou do papai) está do seu lado te 'AJUDANDO' a passar por isso. Força filhinha, muita força................“ ELA VAI PRECISAR NÃO É???
E eu complementando:
E DANE-SE (vou usar esse têrmo mais ‘bonito’) o que acontece na sua cabecinha filha!!!!!!!!!!!!!!! Afinal, o violentado não foi VOCÊ ‘senhores’ padre e autor!!!!!
[Como explicar, a senhora pergunta? A senhora não sabe? Mesmo sendo mãe de uma menina de 9 anos também? Imagino que cada um tenha uma abordagem, mas penso que a busca por ajuda psicológica profissional e espiritual seja fundamental. Os danos podem ser minimizados.
Eis a verdade: nem eu nem o padre pouco nos importamos com o que acontece na cabeça da menina -- aliás, seja reforçado: o padre estava lá exatamente porque a situação envolvia a necessidade de apoio espiritual.
O que jamais poderá ser minimizados, sra. Denise, é a morte das crianças que a senhora aplaude. Isto não tem volta. Nem eu e nem o padre dizemos um "dane-se" para a menina, mas é a senhora que diz um "dane-se" para a morte dos gêmeos.]
* como explicaria às gracinhas de SEUS NETOS quem é o PAI deles??? Ou ainda, como ficaria a situação com sua FILHINHA??? De que forma SEUS NETOS apresentariam o PAI à festa no colégio, na cidade ou na PQP?????? "NETINHOS da vovó, vocês são filhos do meu ex-marido... NÃO É UMA GRAÇA????????????"
OU "OLHA QUE BONITINHOS... SÃO A CARA DO PAPAI MARGINAL"
OU "E AÍ FILHINHA, NÃO SÃO LINDOS SEUS FILHINHOS?? PAPAI SOUBE FAZÊ-LOS DIREITINHO NÉ?????" ENQUANTO A VOVÓ DORMIA.. OU SABE-SE LÁ O QUE FAZIA!!!
COM CERTEZA não seria assim não é mesmo??? Já imaginaram a REVOLTA de ter que revelar esta verdade no futuro à pobres crianças indefesas??? Teriam que inventar que o pai morreu, ou que o pai é o avô (pra não ser preciso contar o DRAMA), daí a mãe já não seria mãe, e sim IRMÃ (por ter a idade disso mesmo)... e mentira atrás de mentira.... Ou, senhores HIPÓCRITAS, façamos o que a regra diz: a verdade NUA e CRUA doa a quem doer!!!!
[É extremamente curioso este trecho que a sra. Denise escreve. Quer dizer então que a humanidade dos gêmeos deve estar sujeita a como eles seriam apresentados em festinhas de colégio? É isto mesmo, sra. Denise?
Sua pífia tentativa de fazer ironia perde-se em um fato, sra. Denise: a senhora está sempre procurando alternativas que não a levem a reconhecer a humanidade dos frutos da concepção. É por isto que a senhora dá voltas e mais voltas retóricas que apenas evitam lidar com a indagação fundamental: o que é o fruto da concepção?
Eu e todos os pró-vidas afirmamos que é um ser humano, o que a própria ciência confirma. E a senhora? Ah, sim... A senhora lida com questões mais importantes, tais como convenções sociais das festinhas de escola.
Esta é a verdade, sra. Denise: um ser humano é um ser humano apesar da forma como ele veio a este mundo.]
Sou eu ainda quem lhe pergunta: Que "...nuvem de enganação em que foi envolvida a humilde menina-mãe e seus familiares..." foi esta??? Alertá-los sobre o futuro comprometido da filhinha amada deles, o senhor chama isso de NUVEM DE ENGANAÇÃO???
[A senhora Denise tem o péssimo costume de não apenas ter um humanismo seletivo, no qual ela escolhe quem é ou não humano, mas também tem o mau hábito de fazer uma leitura seletiva. Ela só entende o que quer, o que lhe serve para alimentar seu falso humanismo.
Nuvem de enganação, sra. Denise, é isto aqui, segundo as palavras do Pe. Edson Rodrigues:
"(...) um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceitado."Ou ainda:
"Ficamos então a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo “risco de morte” e que, por isso, deveria ser submetida urgentemente aos procedimentos abortivos para que a situação não se agravasse mais ainda. A pergunta é: como alguém correndo risco de morte poderia ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse uma paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente e a criança ter condições de ser removida a um outro hospital? O que teriam dito as militantes do grupo Curumins à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai, que depois de cerca de vinte e cinco minutos de conversa, a sós, com a Assistente Social, a portas fechadas, saiu da sala totalmente convicto de que a sua filha deveria abortar os seus netos, desfazendo sua opinião primeira favorável à vida das crianças? Por que ninguém no IMIP informou ao Conselho Tutelar para onde teria sido transferida a criança? Por que tanto silêncio e tanto mistério? Estariam, por acaso, fazendo algo errado que não pudesse ser conhecido?"Entendeu, sra. Denise, ou será preciso desenhar? O "futuro comprometido" da menina não foi apagado pelo aborto de seus filhos. É absurdo, imoral e mentiroso advogar o assassinato de duas crianças sobre o falso pretexto de que a menina corria risco de morte.
Nuvem de enganação, sra. Denise, é exatamente o que fazem entidades feministas e abortistas, que alegam lutar pela proteção de direitos das mulheres, mas que todos com um mínimo de discernimento bem sabem que uma única coisa desejam: a liberação total do aborto. É por isto que um caso como o da menina de Alagoinhas deixa-lhes a boca salivando, pois são casos-limites que servem como nenhum outro para alavancar a Cultura da Morte que é a agenda de tais grupos.]
Que "...ponto chega a falência moral..." de quem???
Falência MORAL de quem escreveu o texto e ainda dos que acham tudo muito SENSATO?!?!?
[Respondo sem pestanejar: falência moral de tais entidades, falência moral de todos os que aplaudiram o aborto de duas crianças, falência moral da senhora, sra. Denise, que sob a máscara de um humanismo esfarrapado acha conveniente que duas crianças encontrem o destino final da lata de lixo hospitalar.
O padre que escreveu o texto e, eu, que o publiquei aqui, temos a CERTEZA de que a única possibilidade moralmente aceitável era a tentativa de preservar as três vidas diretamente envolvidas. E a senhora, sra. Denise? A senhora acha "sensato" matar duas crianças sob a falsa alegação que estava salvando uma terceira, não é mesmo?]
Que "... ongs abortistas..." são essas??? Só as que não distinguem as situações em que ocorreram a gravidez ou as pessoas que apóiam que o aborto seja realmente realizado por aqueles pessoas do sexo feminino que foram violentamente abusadas por “””pessoas””” do sexo masculino, sem ter que esperar que igrejas aceitem tal condição???
NÃO defendo o aborto por mulheres àtoas, da vida ou seja lá o que forem, muito menos ongs 'abortistas' que defendem essas situações absurdas...
[Como eu disse anteriormente, quem defende um tipo de aborto, qualquer tipo, o faz evitando pensar da humanidade do fruto da concepção. A senhora, que defende o aborto para uma gravidez resultante de estupro, não tem o menor direito de dizer quem é ou não humano.
Por isto, pouco importa a tentativa vã de levar a discussão para uma guerra de gênero, pois o que estamos falando é da preservação da vida humana. A senhora pode até não explicitamente não defender o "aborto por mulheres à tôa", mas o fato é que tal atitude é altamente útil para quem o defende, pois geralmente é pelos casos-limites, como o estupro, que começam as políticas relacionadas à Cultura da Morte.]
Será que são essas ongs ou outras "...pessoas que estão mais preocupadas em transforma um drama de tal proporção em munição para a liberação do aborto....." ou será que são pessoas como vocês que só querem FALAR BONITO, PRONTO E ACABADO (tipo aqueles ‘burrinhos’ que os donos tapam as laterais dos seus olhos para que não vejam o lado bonito da VIDA e que só olhem pra frente) sem pensar nas TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS que uma gravidez como essa possa gerar na VIDA desta menininha????
[Mais uma vez, sra. Denise, a senhora evita tocar no ponto fundamental da discussão e o verdadeiro porquê do aborto jamais ser aceitável: o fruto da concepção é já um outro ser humano. As terríveis conseqüências psicológicas foram causadas pelo estuprador, não pelos filhos da menina-mãe. E as terríveis conseqüências para os bebês mortos, a senhora e tantos outros pensaram? Tudo bem nergar-lhes a existência? Tudo bem impedir-lhes de vir a este mundo?]
COLOQUE A MÃO NA CONSCIÊNCIA!!! NUNCA FIQUEI TÃO REVOLTADA AO LER UMA MATÉRIA ASSIM.
CHOREI SÓ DE IMAGINAR A CRIANÇA SENDO VIOLENTADA (((DESDE OS 6 ANOS, NÃO SE ESQUEÇA))) E AGUENTANDO TUDO QUIETINHA, TALVEZ POR MEDO DE CONTAR...
CHOREI DE IMAGINAR A BARRIGA DA CRIANÇA CRESCENDO...
CHOREI AO IMAGINAR ELA SENTINDO ENJÔOS QUE UMA GRAVIDEZ OCASIONA... O CORPINHO DE UMA CRIANÇA SE ALTERANDO COMO SE FOSSE DE MULHER... ELA TENDO QUE PASSAR POR UMA CESARIANA (ATÉ PORQUE NÃO TEM ESTRUTURA FÍSICA NEM EMOCIONAL PARA UM PARTO NORMAL).. E O QUE É MAIS GRAVE E INACEITÁVEL: ELA SER MÃE AOS 9 OU 10 ANINHOS DE “VIDA” ENQUANTO PODERIA ESTAR TENDO UMA VIDA ‘NORMAL’ !! QUE VIDA É ESSA MEU DEUS????
[E a senhora chorou também ao pensar nas duas crianças mortas? A senhora chorou ao pensar que estas crianças concebidas jamais poderão ver a luz? Chorou também ao pensar que estas crianças foram concebidas por uma violência e até mesmo seu direito mais básico -- o de viver -- foi-lhes negado?
O problema, sra. Denise, é que a senhora vê apenas uma única vítima e três culpados, o estuprador e os filhos. Já nós vemos apenas um único culpado, o estuprador, e três vítimas, a menina e seus filhos. E não é que a senhora advoga e aplaude que duas destas vítimas sejam penalizadas, que elas, inocentes, paguem com a própria vida pela violência cometida contra sua mãe.
Enfim, sra. Denise, por que a senhora chora por uma vítima e fica indiferente às outras?]
Que vida é essa que faz com que pessoas “bem”(?) intencionadas alimentem a cabeça de outras doentes e de marginais a violentarem crianças e saberem, por exemplo, que a Igreja ‘condena’, mas não ‘excomunga’ quem pratica essa violência. Que mesma vida é essa de pessoas que apóiam que, em um futuro próximo, a mãe-criança possa ter NOJO dos próprios filhos por olharem pra eles e lembrarem da violência que sofria, mas que por uma regra imposta ela não pode tentar, ao menos, diminuir seu sofrimento??????
[Deste mais do que confuso parágrafo da sra. Denise, o que podemos tirar é que ela se espanta que o aborto seja punido com a excomunhão e não o estupro. Pois bem, sra. Denise, o que a senhora insiste em não ver é que o aborto é a eliminação de uma vida humana, um assassinato. O estupro, por mais odiento que seja tal crime, não.
E que se note, que ambos, tanto o estuprador quanto o aborteiro e quem o ajuda, estão em situação de pecado grave, o que os impede de estarem em plena comunhão com a Igreja. E, destes dois, o aborteiro é quem sofre a excomunhão automática porque foi ele quem eliminou um outro ser humano.
E que fórmula mágica é esta que a senhora inventou de diminuir o sofrimento de quem quer que seja através da morte de outros? O sofrimento da menina poderá ser diminuído através de um intenso acompanhamento psicológico, assitência material e espiritual, e não através da morte de seus filhos.]
Se eu pudesse eu GRITARIA com toda a força que tenho com os meus pulmões à você que escreveu isso que, para mim, nada mais quer fazer que APARECER também na mídia que: o meu DEUS não é esse que o senhor segue. O meu DEUS é de bondade. O meu DEUS é aquele de Jo. 10,10 “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” e que é citado de maneira equivocada em seu "texto“ (no do padre e que o senhor assina embaixo).
[A senhora pode gritar o quanto for, mas uma coisa que não pode mudar é que duas crianças foram trucidadas sob teus aplausos. A "bondade" que a senhora imagina em teu "deus" (este é com minúsculas mesmo) é a mesma que a leva a virar o rosto para o lado quando de frente ao assassinato de duas crianças?
Cara sra. Denise, é a senhora que interpreta as palavras de Nosso Deus equivocadamente (surpresa!), pois ao ler "todos" a senhora convenientemente entende "alguns", ou "apenas aos que a quem a sra. Denise permitir".]
A ÚNICA coisa que essa menina NÃO FEZ, e não tem feito, foi VIVER de forma PLENA.
[Então para a senhora uma vida plena é apenas aquela sem sofrimentos? Favor responder, então: Nosso Senhor Jesus Cristo teve ou não uma vida plena enquanto esteve entre nós neste mundo? Ou será que Ele, para ter uma vida plena segundo os parâmetro da sra. Denise deveria ter ajudado a abortar algumas criancinhas?
Sra. Denise, tua superficialidade teológica só perde para tua relatividade moral...]
Queria ter o coração ruim pra desejar à você, ou qualquer uma de sua família, que acontecesse o mesmo que aconteceu com ela, só porque faz parte de um grupo (louvável por sinal, qdo defende o coerente) CONTRA O ABORTO mas que não pesa os pós e contras de situações distintas.
[É o coração bondoso que a senhora tem que a leva a ignorar a humanidade dos filhos da menina e achar nada de mais que eles tenham negado seu direito à vida? É esta a bondade que a senhora tem no coração?
Minha cara senhora, tenho perfeitamente em meu pensamento os prós e contras desta situação. Independente disto, coisa que não faço é relativizar o valor da vida, principalmente de crianças inocentes.]
Vocês (o senhor e o 'respeitoso' padre 'comovido' com os fetos, não com a violentada) estão me parecendo aqueles funcionários 'robotizados' de telemarketing que leram e decoraram o textinho que tem à dizer aos seus clientes, como se as pessoas não fossem ÚNICAS e completamente DIFERENTES umas das outras. Como se as situações fossem as mesmas para cada caso. Como se só houvessem as regras, e não as exceções.
[Sra. Denise, esqueceu a senhora que quem defende o que eu e o padre defendemos não faz parte de maioria? E isto pouco me importa, pois a correção moral do que defendemos está no fato de sabermos do real valor da vida.
Realmente, cada caso é um caso... Mas vá falar para os bebês abortados que eles não eram humanos, mas, conforme o que a senhora defende, simples exceções. Vá explicar a eles que a senhora lhes nega o direito a viver porque é a senhora quem decide quem deve ou não ter este direito. Ah, sim... A senhora nem mesmo poderá jamais dirigir-lhes a palavra neste mundo exatamente porque eles foram cruelmente impedidos de estar entre nós.]
NÃO sou nem um pouco a favor do ABORTO, principalmente, nos casos absurdos da mulheres (cada vez mais jovens) que saem na noitada e transam com 2, 3 rapazes diferentes e ainda acham "legal". O que não posso suportar é imaginar o sofrimento que uma CRIANÇA da IDADE DA MINHA FILHA carregue nas costas, nesse caso na barriguinha, a ESTUPIDEZ de um MARGINAL!
[Sra. Denise, o que ela carregava na barriguinha e que foi eliminado com a complacência e o aplauso de pessoas como a senhora eram dois SERES HUMANOS. A estupidez, o crime, a culpa é do estuprador!]
Mas, pelo AMOR que vocês DIZEM ter à DEUS, aceitar e defender PUBLICAMENTE o aborto - sempre NESTE CASO EM ESPECIAL (CRIANÇA E AINDA ESTUPRADA) - sem fazer distinção da situação, me ENOJA. Assim como ENOJA 2/3 da população. Vocês deveriam ser presos junto aos estupradores (classe que é BANIDA inclusive por bandidos) por defenderem que uma CRIANÇA mantenha uma gravidez de um ESTUPRADOR.
[Espero sinceramente que a senhora entre em contato com os deputados e senadores para que a Lei Penal seja modificada para que sejam presos também os que defendem a vida. Mais uma vez, lembro como é curioso teu raciocínio no caso, pois advoga a eliminação de seres humanos assim como a prisão daqueles que levantam a voz contra este absurdo.
Pouco me importa que a maioria da população esteja do lado do que a senhora defende. Coloco isto na conta da falência moral de que falei em meu comentário ao texto do padre. E, de mais a mais, católicos já estão bem acostumados a fazer parte de minorias. Lembra a senhora que foi a maioria que, há 2000 anos atrás, gritou "com toda força": "Crucifica-o! Crucifica-o!"? E não é a maioria que hoje em dia grita: "Aborta-os! Aborta-os!"?]
Que VIDA é essa que esta menina teve até agora??? Sendo violentada desde OS 6 ANINHOS DE, PASMEM, "VIDA" (Não é isso que defendem????)?????
[Responda a senhora: o que a morte de seus filhos contribuirá para a plenitude da vida da menina? A morte cruel de seus filhos acaso apagou o sofrimento que lhe foi imposto?]
Por que vocês não fazem um COMOÇÃO geral sobre como está a cabecinha desta criança???
Por que vocês não fazem CORO para a alarmante situação de VIDAS de crianças que sofrem abuso DENTRO DE UMA IGREJA por confiarem em seus párocos???
[A senhora conhece algum padre que abusa das crianças que lhes são confiadas? Denuncie-o o quanto antes! É um favor que nos faz. Até onde sei, os Papas mais recentes atuaram fortemente para coibir situações que foram dolorosíssimas para a Igreja. E assim o foram porque foram cometidas à sua revelia, totalmente contrárias ao que é pregado.
Mas agora diga-me a senhora: já procurou ir a fundo neste assunto? Já procurou saber o quanto de anti-catolicismo estava envolvido nas denúncias que criaram o folclore dos "padres pedófilos"? Sabe a senhora que este foi um problema principalmente centrada nos EUA e que foi aproveitado por uma mídia e por uma sociedade que sempre que pode dá vazão a seus sentimentos anti-católicos?
Provavelmente, não, não é mesmo? Entendo... É bem mais fácil repetir o que ouve na grande mídia, certo? É bem mais fácil acusar falsamente toda uma instituição e seus fiéis do que ir ao encontro da verdade e entender o real problema. É bem mais fácil evitar ter de pensar no acontecido principalmente como o sintoma de uma sociedade que vai doente e colocar a culpa no suspeito usual: a Igreja. Não é mesmo?]
Por que vocês não se juntam para ajudarem as VIDAS das famílias ENGANADAS por determinadas igrejas que TIRAM tudo de material que as famílias tem (como as 'fogueiras santas' da vida) EM NOME DE JESUS, que alegam que ganharão em DOBRO tudo aquilo que der à 'JESUS', mas que não ligam a mínima qdo seus 'irmãos' estão passando fome?????
[Até onde sei, é a Igreja Católica quase que sozinha que luta contra estas igrejolas. E por que a senhora, ao invés de se juntar a esta luta, prefere ficar tentando minar a autoridade moral da Igreja utilizando como pretexto um humanismo seletivo?]
ESTOU CANSADA DE PESSOAS HIPÓCRITAS QUE FALAM ‘BONITO’ PRA APARECER MAS QUE NÃO SÃO HUMANAS!
[Bingo! É exatamente este o teu problema, sra. Denise: é que a senhora se dá alguma autoridade para dizer quem é ou não humano. É por isto que a senhora crê que está certa ao concordar com a morte de duas crianças, porque para a senhora elas não são humanas. Para a senhora elas têm menos valor que a vida de sua mãe. É a senhora que quer decidir quem deve ou não viver, quem deve ou não merecer o selo de humano. E que se danem os restantes, não é mesmo? Exatamente como as duas crianças mortas no Recife.]
Encerro meu desabafo com uma frase de seu texto:
"Acima de tudo, a Vida, dom de Deus para todos!"... em especial, para os mais NECESSITADOS!
[O triste é que a senhora escreveu este texto enorme e, em momento algum, sequer tentou olhar para as crianças trucidadas como se humanas fossem. O triste é que a senhora jamais conseguiu ter a mínima visão que o que aconteceu é que se negou a vida a duas crianças sob o falso pretexto que a mãe corria risco de morte. O triste é que sua falência moral vai tão entranhada em teu ser que quando Deus diz "todos" a senhora só conseguem ler "alguns", ou "aqueles a quem eu assim disser". O triste é que a senhora não viu nos bebês abortados como também os necessitados que a senhora diz defender.
Isto é que é triste.]
Que DEUS (o DEUS que eu sigo) tenha misericórdia de vocês por DESEJAREM - e APOIAREM - o mal psicológico à uma criança violentada.
[Se a senhora segue mesmo a Deus, saiba que Ele tem misericórdia daqueles que não distorcem suas palavras, daqueles que enfrentam o mal independente da forma com que ele se apresente, daqueles que não temem fazer parte de uma minoria para preservar Sua mensagem.
Saiba, principalmente, que Ele tem misericórdia aos que levantam a voz contra o assassinato de seus semelhantes, mesmo quando eles ainda estão no ventre de suas mães. E saiba, por último, que um mal psicológico pode ser tratado, pode ser tolerado, pode ser consolado. Mas vá a senhora tentar reverter a morte das crianças que aplaudiu... Vá senhora tentar consolá-los... Difícil, não é mesmo? Principalmente porque a senhora e tantos outros nem mesmo os encararam como humanos.]
P.S. É ÓBVIO QUE ESTE TEXTO NÃO SERÁ PUBLICADO PORQUE NÃO CONVÉM À VOCÊ. MAS DORMIREI BEM AO SABER QUE SEI QUE VAI 'PENSAR' NA CAMA. POIS A CONSCIÊNCIA QDO SE FAZ ALGO ERRADO E GRAVE VAI TE ACUSAR!
[Está publicado, sra. Denise. E devidamente respondido.
Minha consciência vai tranqüila, pois não precisei aplaudir a morte de duas crianças para que uma terceira pudesse viver. E a senhora, pode dizer o mesmo?]
sexta-feira, março 06, 2009
Aborto no Recife: o que a imprensa omitiu
Reproduzo abaixo o relato do Pe. Edson Rodrigues, que vivenciou de perto a tragédia ocorrida no Recife. A nuvem de enganação em que foi envolvida a humilde menina-mãe e seus familiares mostra bem até que ponto chega a falência moral de ongs abortistas e pessoas que estão mais preocupadas em transforma um drama de tal proporção em munição para a liberação do aborto.
http://padreedson.blogspot.com/2009/03/caso-da-menina-de-alagoinha-o-lado-que.html
O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.
No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia dois de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das quinze horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.
Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.
Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.
Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.
Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.
Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas com a promessa da assistente social de que a documentação sobre a menina dos 9 anos com o parecer médico e os encaminhamentos para o aborto seriam enviados ao Conselho Tiutelar de Alagoinha até a quarta-feira, dia 4 de março, o que até hoje no Conselho Tutelar se espera. Foram enviados apenas os documentos relativos às informações sobre a menina irmã de 14 anos, também violentada.
Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer, pois estava claro para nós que em pouco tempo seria iniciado o processo abortivo.
Dada a repercussão do fato, o Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se deu. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a forma como tudo se seu. Nessa reunião, que se deu na terça-feira, dia 3, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, também estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente para com o pai, ligou ao IMIP e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez por volta das 8 horas da manhã.
Outro encontro de grande importância na luta pela vida dos bebês aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira, dia 3. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina fomos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, ficamos na sala de espera, mas o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas e possíveis providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro, que se deu na Sala da Presidência do TJPE, também estava presente o pai da criança, o Sr. Erivaldo. Depois de cerca de 1 hora de reunião, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda pudessem ser salvas, com base na orientação dada pelo diretor do IMIP para cancelamento de toda e qualquer iniciativa pró-aborto naquele dia.
Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso Sobrinho recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceitado. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança e a mãe. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Eu e o Conselheiro Hélio ficamos embaixo esperando a volta de Maria José. Ela, na recepção do quarto andar, identificou-se e a atendente, certamente ciente que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.
No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao IMIP para ver a criança, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento reservado exclusivamente para a menina e a sua mãe, uma balconista (enfermeira atendente) chamada Sandra afirmou meio irritada em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que se trata de alguém influente na casa.
Ficamos então a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo “risco de morte” e que, por isso, deveria ser submetida urgentemente aos procedimentos abortivos para que a situação não se agravasse mais ainda. A pergunta é: como alguém correndo risco de morte poderia ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse uma paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente e a criança ter condições de ser removida a um outro hospital? O que teriam dito as militantes do grupo Curumins à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai, que depois de cerca de vinte e cinco minutos de conversa, a sós, com a Assistente Social, a portas fechadas, saiu da sala totalmente convicto de que a sua filha deveria abortar os seus netos, desfazendo sua opinião primeira favorável à vida das crianças? Por que ninguém no IMIP informou ao Conselho Tutelar para onde teria sido transferida a criança? Por que tanto silêncio e tanto mistério? Estariam, por acaso, fazendo algo errado que não pudesse ser conhecido?
De lá do IMIP voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos de onde a menina e a sua mãe se encontravam. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha naquela noite.
Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, já em Alagoinha, ficamos sabendo, por meio da imprensa, que a criança estava internada no CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho e luta para salvar as duas crianças se foi, baseado num ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana como se de nada estivéssemos falando.
Tudo isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.
Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, no momento em que, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.
Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra dele mesmo que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo. 10,10).
Nisso cremos, nisso apostamos e por isso nos gastaremos sempre.
Acima de tudo, a Vida, dom de Deus para todos!
Manifesto das "Católicas" pelo Direito de Decidir: nenhuma surpresa

Nem mais causa surpresa a cara-de-pau de tais entidades que se prestam ao papel único e exclusivo de enganar ao público. O maior símbolo disto é que estar ongueiras tomem o nome de "católicas" para defender uma prática hedionda como o aborto. A mentira e a distorção dos fatos é seu principal produto.
Abaixo segue o comunicado devidamente intercalado com meus comentários.
Insanidade, crueldade ou princípios cristãos?
As senhoras "católicas" só aceitam proteger uma vida caso ela tenha "existência própria e autônoma". Eis a porta aberta, escancarada para a eutanásia e para o infanticídio. Que doente terminal pode dizer-se autônomo? Que criança com poucos meses de nascida pode ser dizer autônoma? Eis o absurdo que estas ongueiras defendem. Elas querem demonizar os que se opõem ao aborto de duas crianças, aos que defendem a vida dos três envolvidos diretamente, e assim o querem porque não há, segundo elas, nem existência própria e nem autonomia. Na verdade, e é isto que elas querem esconder a todo custo, utilizando a velha tática de acusar aos outros de seus defeitos, na verdade mesmo elas defendem apenas conceitos para lá de abstratos e subjetivos, e isto em oposição ao fato concreto da vida dos bebês trucidados.]
Pensamos que se configura como pura crueldade essa intransigente defesa de princípios abstratos e de valores absolutos que, quando confrontados com a realidade cotidiana, esvaziam-se de sentido e, principalmente, da compaixão cristã. Seria possível imaginarmos o que Jesus Cristo diria a essa menina? Seria ele intolerante, inflexível e cruel a ponto de dizer a ela que sua vida não tem valor? Ou ele a acolheria gentilmente, procuraria ouvir sua dor e a acalentaria em seu sofrimento? Será que ele defenderia que ela sofresse mais uma violência ou usaria sua voz para gritar contra os abusos que ela sofreu
[Se o assunto não fosse tão sério poderíamos dar boas risadas com as "Católicas pelo Direito de Decidir". Beira o absurdo quem exige uma subjetiva autonomia como forma de valoração da vida vir querer ensinar compaixão cristã. Que tal ensinar compaixão cristã para as crianças que foram assassinadas? Pura crueldade é matar um ser humano exatamente porque lhes nega a humanidade, isto é tática que foi amplamente utilizada por regimes totalitários no século passado: tratar o outro como coisa para que sua existência seja submetida às vontades do mais forte. Nosso Senhor Jesus Cristo, caras ongueiras, jamais contradisse qualquer mandamento. "Não matarás", lembram? Jesus jamais diria para quem quer que fosse que é correto, aceitável matar os próprios filhos. Isto é que é pura crueldade. O que Jesus diria à menina, é exatamente o contrário do que "católicas" como as senhoras lhe dizem: que a vida da menina tem tanto valor quanto a de seus filhos.]
Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigente, duros, violentos e nada amorosos. Assusta-nos o desprezo pela vida das mulheres. Assusta-nos que suas histórias sejam descartadas, que sua existência na Terra esteja valendo menos do que a crença autoritária de algumas poucas pessoas.
[Eis o real objetivo finalmente desmascarado! Estas senhoras pouco se importam com a menina, e não só com os bebês que foram assassinados. Que nada! O que lhes movimentou mesmo foi a oportunidade -- qual um abutre esperando pelos despojos de um predador -- de mais uma vez alavancar a causa do aborto. É este o resultado de toda esta retórica vazia. É isto que lhes faz escancaradamente escolher quem deve ou não viver. É a "crença autoritária" de poucas pessoas que desejava que todos saíssem vivos desta história. E é o relativismo, a moral flexível, a falta de princípios cristãos que fazem tais senhoras aplaudir o assassinato de duas crianças. E tudo isto, claro, sobre o pretexto de um falso humanismo, que engana a muitos, mas que não se mantém 2 segundos no ar.]
Para que a nossa democracia seja efetiva, as pessoas precisam ter o direito real de escolher. Por isso, defendemos que as políticas públicas de saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos já conquistados sejam garantidos. Além disso, lutamos pela legalização do aborto, para que as mulheres que assim desejem, possam levar qualquer gravidez até o fim. Mas que as que não o desejam, não sejam obrigadas a arriscar suas vidas, ou mesmo morram, por se pautarem por valores éticos distintos.
São Paulo, 05 de março de 2009
Católicas pelo Direito de Decidir
http://www.catolicasonline.org.br/
[Errado! Para que nossa democracia seja realmente efetiva, os direitos individuais devem ser respeitados. E o direito à vida é o primeiro de todos. É fundamental. O que estas senhoras defendem, debaixo de todo este discurso panfletário, é apenas a lei do mais forte, travestido de humanismo.]