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quinta-feira, novembro 13, 2008

Padre marcado para morrer

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Assim é o mundo maravilhoso de Obama! O Padre Frank Pavone, um dos mais proeminentes líderes pró-vida dos EUA, recebeu ameaça de morte no dia seguinte à eleição do messias abortista norte-americano.

Em tradução livre, eis o texto da ameaça, que pode ser lida no blog do próprio padre, que se encontra na página da organização "Priests for Life", da qual ele é diretor:

"Eu prevejo que haverá mais terrorismo anti-aborto causado por esta eleição. PREVEJO TAMBÉM QUE DESTA VEZ ISTO SERÁ RESPONDIDO NA MESMA MOEDA POR CONTRATERRORISTAS PRÓ-ESCOLHA [eufemismo para pró-aborto], que produzirão ataques similares a conhecidos pró-vida. Padre Frank será um alvo natural dos contraterroristas pró-escolha.

Devido a isto, aconselho a você, Padre Frank, que, caso tenhas conhecimento de qualquer atentado a uma clínica abortiva, saia da cidade. Tire férias no estrangeiro. Vá visitar o Vaticano. Se houve algum ato de terrorismo anti-aborto, sua vida não estará segura nos EUA.

Boa sorte."


Segundo o padre, outros líderes pró-vida receberam ameaças semelhantes.

O texto da ameaça alega que atos de violência por parte dos pró-aborto são uma forma de contraterrorismo, o que é absurdo. Em primeiro lugar porque o movimento pró-vida não é de forma alguma terrorismo, sendo reconhecido por sua resistência pacífica. O próprio Pe. Frank dá o número de mais de 70000 prisões de ativistas pró-vida entre os anos de 1987 e 1994, principalmente em piquetes e vigílias feitas em frente a clínicas abortivas. Destas 70000 prisões, nenhuma delas foi devida a algum ato violento.

Em segundo lugar, um tal raciocínio quer ganhar legitimidade misturando o legítimo movimento pró-vida com os atos de uns poucos loucos que nem mesmo tem conexão com o movimento, como o próprio Pe. Frank escreve. É como querer justificar um possível assassinato do padre devido aos atos de uns poucos loucos e que nada têm com o movimento pró-vida. Fica claro que uma tal justificativa é inócua e que apenas serve de pretexto para uma futura violência.

Mas qual a surpresa? Que esperar de quem é capaz de assistir ao assassinato frio de um ser humano indefeso e ainda aplaudir? Que esperar de quem dá ajuda, sorrateiramente, a uma verdadeira limpeza étnica, recebendo dinheiro manchado pelo racismo? Que esperar de quem é capaz de assistir por 10 horas seguidas a um bebê lutando por sua vida e nada fazer, apenas esperando sua dolorosa morte?

Surpresa nenhuma, é apenas mais do mesmo. Preparemo-nos, pois virão dias difíceis.

Tamar ou Matar: o debate

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Há tempos atrás, Dr. Cicero Harada, Procurador do Estado de São Paulo escreveu um artigo demonstrando o absurdo de que, no Brasil, a destruição de ovos de tartaruga é crime inafiançável enquanto que há muita gente que quer que a destruição de bebês ainda no ventre de suas mães seja permitida.

Este artigo de Dr. Harada causou frisson no meio feminista. Heleieth Saffioti, bam-bam-bam feminista, subiu nas tamancas e lançou também um artigo respondendo ao procurador. Só que deu com os burros n´água, esquivando-se completamente de contra-argumentar.

Bem... A história é interessantíssima e vale a pena mostrá-la, tendo outros desdobramentos.

Para não deixar isto cair no esquecimento, produzi uma página na qual há todo o histórico do debate, além de inúmeras outras informações.


Creio que vale a pena se inteirar do assunto. Principalmente porque é demonstrada a completa falta de argumentos dos favoráveis ao aborto. Isto é tão dramático que a apelação rasteira tornou-se a tônica dos pró-aborto, como ficou exaustivamente demonstrado.


Quem tiver curiosidade, é só acessar o site "Tamar-Matar: o debate".

terça-feira, novembro 11, 2008

Nossa arma: o Rosário!

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Nestes tempos em que Obama e seu orgulho abortista faz a alegria de tanta gente, é hora de não esmorecer, de arregaçar as mangas e fazer a nossa parte. Para tanto, utilizemos de todas as nossas armas, e a arma por excelência de um cristão é o Santo Rosário.

Pensando nisto, um grupo de universitários criou uma página -- Reze o Terço -- na qual esta poderosíssima arma é utilizada em desagravo pelas milhões de mortes que são produzidas pela Cultura da Morte cada vez mais intensificada em nossa sociedade.

“Deus nos enviou o seu Espírito Santo para cuidar da sua Igreja e de cada um de nós no caminho rumo à santidade. Viver coerentemente a nossa fé. É isso que nos cabe sempre. Não desanimemos nunca. Deus venceu o mundo!!!”

Sábias palavras de Francisco Augusto, responsável pelo site, e seus amigos.

Rezemos, pois, o Terço! Principalmente pelas crianças não nascidas, pelas que são rejeitadas por seus pais, pelas que são indignamente tratadas como material de pesquisa na mão de cientistas inescrupulosos, pelas crianças que são encaradas pela sociedade como um peso.

O momento é de paciência e coragem. Paciência para esperar Deus agir no coração dos homens e coragem para não desanimarmos com a dureza da batalha.

Não deixe de visitar a página Reze o Terço.

quinta-feira, novembro 06, 2008

A freira que bateu a porta na cara das "Católicas pelo Direito de Decidir"

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Para sermos cristãos hoje em dia, temos que ser alertas. Alertas ao mal que nos vêm de um simples programa de TV, alertas às más amizades que muitas vezes tiram-nos do reto caminho, alerta a nós mesmos e a nossas más inclinações.

Em resumo: temos que estar sempre vigilantes.

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quarta-feira, novembro 05, 2008

Obama perdeu

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Obama ganhou?

Triste dia para qualquer pró-vida em qualquer lugar do mundo. Triste dia para qualquer católico também. Dia trágico para milhões de crianças que morrerão sem jamais ver a luz do dia, sem jamais poderem olhar para suas mães e pais, os mesmos pais e mães que lhes rejeitam e os destinam ao lixo hospitalar.

São estas crianças que no dia 20/01/2009 serão imoladas no altar do politicamente correto, como oblação a um messias (a inicial é minúscula mesmo) bem diferente do real Messias (agora, sim, maiúscula). Existe apenas um Messias e ele não atende pelo nome de Barack.

Aqui no Brasil, desavergonhadamente houve uma "obamamania". Qual o motivo? Ninguém sabe... Horror ao Bush, provavelmente; mas claro que ele tornou-se a válvula de escape de um anti-americanismo bocó que sempre há entre os brasileiros. Coisa de povo complexado, que prefere jogar a culpa por suas mazelas no colo dos outros. Coisa besta, vergonhosa mesmo.

Mas o que levou a população brasileira a admirar uma pessoa como Obama? Alguém explica? Alguém procurou realmente saber quem é o verdaddeiro Barack Obama. Nem estou falando sobre a suspeita se ele é ou não um norte-americano nato, coisa que até o momento ele não explicou.

Não é disto que falo. Como este é um blog visceralmente contrário ao aborto, interessa-me primordialmente o que Obama pensa disto -- não que o restante seja sem importância ou irrelevante.

Nesta linha, será que os brasileiros obamistas têm conhecimento de que o messias deles discursou nas comemorações do aniversário de 35 anos da decisão "Roe x Wade", decisão que abriu as portas para o maior holocausto da história?

O simples comparecimento de Obama a esta comemoração -- comemoraram o quê? -- é o indicativo de seu desprezo pela vida alheia. Mas a coisa piora. E muito... Eis um trecho de seu discurso, em tradução livre (original pode ser visto aqui):

"Por toda minha carreira política, tenho dado consistente e firme apoio aos direitos reprodutivos [eufemismo para abortos] e obtive um índice de 100% "pró-escolha" [eufemismo para pró-aborto] das organizações Planned Parenthood e NARAL*.

Quando o estado da Dakota do Sul aprovou uma lei proibindo qualquer tipo de aborto, em direta afronta à decisão "Roe x Wade", fui o único candidato à presidência a levantar fundos para ajudar aos cidadãos daquele estado a revogarem tal lei. Quando ativistas "anti-escolha" [termo pejorativo para pró-vidas] bloquearam a entrada de uma clínica da Planned Parenthood localizada em uma comunidade onde tratamento médico de baixo custo é parcamente provido, fui o único candidato à presidência que levantou a voz contra. E eu continuarei defendendo este direito, como presidente, através da aprovação do Freedom of Choice Act (Ato da Liberdade de Escolha)."


* Planned Parenthood é a multinacional do aborto responsável pela maior rede de "clínicas" abortivas dos EUA e com ramificações em vários países. NARAL é uma organização dedicada ao avanço da agenda pró-aborto, principalmente do lobby político e midiático.


Obama orgulha-se de ser um abortista, utiliza isto muito bem em sua carreira política. Ele fala a verdade, recebeu a classificação de 100% pró-aborto da NARAL. Algo como ele tirar 10 em uma prova para avaliar seu nível de abortismo. E seu opositor? John Mccain recebeu da mesma NARAL uma classificação de 0%.

Mas a coisa piora...

Algum dos obamistas sabe o que é o tal "Freedom of Choice Act" (FOCA)? O escritor David Freddoso, autor do livro "The case against Barack Obama", assim esclarece:

"Este ato cancelará qualquer norma estadual, federal ou municipal que regule o aborto, mesmo que seja modesta ou razoável. E abolirá, de acordo com a Organização Nacional de Mulheres, quaisquer restrições estaduais ao custeamento federal a abortos. Se Obama se tornar presidente e levar à frente sua promessa, todos que pagam impostos estarão pagando para um abortista fazer abortos."

A intenção, claro está, é eliminar qualquer tipo de restrição ao aborto que ainda haja por parte de estados e localidades. Nos EUA, bem ao contrário do Brasil -- talvez à exceção de São Paulo --, a força e a identidade dos estados é muito grande. Há estados em que a maioria da população é contrária ao aborto, e são estes estados onde há várias restrições ao aborto, tais como exigência de entrevista psicológica antes da decisão final, exigência do consentimento dos pais para adolescentes, limitação ao tempo de gestação, etc.

O que Obama quer, e é a isto que os obamistas deram seu aval, é a eliminação de toda e qualquer restrição ao aborto. E não apenas isto, até mesmo a violação da consciência de trabalhadores da saúde que se recusem a participar de abortos e também aos abortos em final de gestação. Coisa assim: uma mulher é livre para solicitar o trucidamento de seu filho em seu ventre, não importando o tempo de gestação. Este é o belíssimo mundo abortista do messias Obama.

Mas há gente que acha que o abortismo de Obama é coisa pequena, sem relevância. Enganam-se, e muito. Obama prometeu que seu primeiro ato como presidente será assinar o "Freedom of Choice Act".

Isto não é pouca coisa.

No dia 20 de janeiro de 2009, Obama se sentará na cadeira do dirigente mais poderoso deste mundo. Haveria muita coisa que ele poderia fazer como seu primeiro ato, mas o que ele escolheu mesmo é ajudar a aumentar o maior holocausto já havido na face da Terra.

E era este o candidato da esperança? Esperança de quem? Não dos milhões de mortos, com certeza.

Tenhamos esperança! 2000 anos atrás, um verdadeiro homem, um verdadeiro Deus aceitou humilhações, aceitou surras, aceitou flagelações, aceitou que aos que Lhe olhassem nem mesmo vissem seu aspecto humano, tamanho sofrimento que Lhe foi imposto. Servo obediente, humilhou-se para nos salvar, mesmo àqueles que têm a luz negada por falsos messias como Obama, mesmo até aos Obamas arrependidos.

Este Servo Sofredor venceu a Cruz, o que era símbolo de ignomínia ele transformou em Lenho da Salvação. Venceu o Mundo, mostrou-nos que nossa pátria não é aqui, convidou-nos a ir além, a termos esperança de que com Ele também poderemos vencer o mundo. O Messias, o verdadeiro, aceitou o sofrimento e, humilhado, derrotado, ressuscitou e tornou-se o exemplo para uma multidão.

E Obama? É um exemplo para os Chávez, os Evo Morales, os Lulas, os Ahmadinejads, a Planned Parenthood, a NARAL, todos torcendo por sua vitória., pois que façam bom proveito com seu falso messias.

Obama perdeu.

terça-feira, novembro 04, 2008

Oito anos se passaram e o problema permanece...

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Nem só de freiras e leigos são feitos os escândalos da Igreja no Brasil! Podemos sempre contar com alguns sacerdotes que também se prestam a este papel, como não nos deixam mentir alguns verbitas (aqui e aqui).

No mais recente escândalo ao qual os católicos brasileiros foram arrastados por (surpresa! surpresa!) membros de pastorais sociais, podemos ver um padre envolvido e falando o que não deve.

Na reportagem de "O Globo" na qual era mostrada o "desafio" de certos religiosos aos ensinamentos da Igreja sobre Moral Sexual, fomos expostos ao pensamento do Padre Valeriano Paitoni. Eis o trecho referente ao sacerdote:

"O padre Valeriano Paitoni, do Instituto dos Missionários da Consolata, de São Paulo, coordena três casas de apoio e cuida de infectados que são filhos de mães portadores do HIV. Nas três unidades do instituto, são atendidas 28 crianças e jovens e, cinco deles já completaram 18 anos. Para ele, a prevenção é fundamental.

-A Igreja Católica diz que a verdadeira prevenção está nos valores evangélicos. Mas a postura de uma igreja ou religião, qualquer que seja, não pode prevalecer sobre o bom senso - diz Valeriano.
"

Há algo de bem errado quando um padre tenta justificar suas escolhas -- escolhas erradas -- começando com a frase "a postura de uma igreja ou religião".

Como assim, padre? Uma Igreja? Uma religião? Santo Deus! Como se a Igreja católica não fosse A Igreja, A Religião... Os dizeres do padre fazem as delícias daqueles que querem a Igreja cada vez mais dividida.

Na verdade, é difícil saber o que é pior: se a superficialidade e ligeireza do padre ao referir-se à Santa Igreja Católica como "uma igreja, uma religião" ou suas igualmente péssimas palavras afirmando que "o bom senso" estaria onde a Igreja não está.

A Igreja à qual falta "bom senso", segundo as palavras do padre, é a mesma à qual ele chama de "Una, Santa, Católica, Apostólica" quando recita o Credo. Curioso, muito curioso, é o padre chamar de Santa a mesma Igreja que ele diz não ter "bom senso" em questão de Moral. Ou o padre não concorda com o que ele próprio reza ou, concordando, segue temerariamente pelo erro. Ele mostra-se ou incoerente ou imprudente; e ambos são péssimos adjetivos para um padre.

Será mesmo preciso lembrar ao padre o peso absoluto que a autoridade da Igreja possui quando o tema é a Moral? Pelo jeito, sim. Lamentavelmente.

Mas o caso é: e isto adianta?

Padre Paitoni, em seus posicionamentos contrários ao que prega a Igreja, apenas demonstra que ferrenhamente agarra-se a seus erros, coisa que, infelizmente, parece fazer parte de seu "ministério". Não é de hoje que o padre vem sendo advertido sobre suas posições desobedientes e contrárias à Sã Doutrina.

No ano de 2000, o então Arcebispo da Cidade de São Paulo, D. Cláudio Hummes, divulgou nota na qual o Pe. Paitoni foi severamente advertido por suas irreverências. Segue a íntegra da nota.

"D. Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, aos 4/7/00

Apresentação da Nota

Um jornal de São Paulo publicou no domingo, dia 2 de julho, uma infeliz entrevista de um sacerdote que, contrariamente à doutrina da Igreja, fazia a defesa do uso de preservativos como meio de combate à Aids. Tal atitude mereceu imediata reação do zeloso pastor da Arquidiocese de São Paulo, d. Cláudio Hummes, que publicou a nota que apresentamos a seguir e que merece todo o nosso apoio, afirma o cardeal Eugênio Sales.

Nota à imprensa:

O rev. pe. Valeriano Paitoni, membro da Congregação dos Missionários da Consolata e pároco em uma das paróquias da Arquidiocese de São Paulo, deu uma entrevista, hoje publicada num dos maiores jornais de nossa cidade e do país, em que defende o uso e a distribuição de preservativo (popularmente chamado como 'camisinha') para combater o contágio da Aids, admitindo que ele mesmo faz a distribuição há mais anos. O assunto já havia merecido a atenção da Igreja e da imprensa durante um encontro promovido pela Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado em Indaiatuba/SP, nos dias 13 a 16 de junho passado, no qual as teses defendidas pelo pe. Valeriano na entrevista hoje publicada haviam sido levantadas, tendo sido imediatamente rebatidas e condenadas pelo arcebispo mons. Javier Lozano Barragán, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, representando a Santa Sé e presente no encontro. O mesmo fez a CNBB por meio de uma nota de esclarecimento, declarando inaceitáveis tais teses, unindo-se assim à posição da Santa Sé. Diante da entrevista do pe. Valeriano, hoje publicada, e considerando a clara e reiteradamente afirmada doutrina do Papa e da Igreja, que condena o uso do preservativo/camisinha, declaro, por dever de consciência, em comunhão com o Papa e a Igreja, que é inaceitável a atitude do pe. Valeriano, defendendo o uso do preservativo e distribuindo-o.

Muitas instituições católicas dão apoio e assistência a aidéticos sem recorrer à distribuição do preservativo nem recomendando-o e, no entanto, fazem um trabalho muito válido, que merece todo meu apoio e solidariedade. A Igreja vai continuar sua obra em favor dos aidéticos. A oposição frontal e pública do pe. Valeriano contra a doutrina moral da Igreja em relação ao uso do preservativo agrava ainda mais a questão. Não posso aceitar também suas afirmações sobre a CNBB, cuja cúpula, no dizer do padre, somente por pressão do Vaticano se estaria opondo ao preservativo. Nem posso aceitar seus ataques contra determinados bispos e cardeais. Afirmo que a Igreja não está dividida entre os que defendem a lei e os que defendem a vida, como pretende o pe. Valeriano. Ao contrário, a lei da Igreja constrói a vida, tanto para este mundo como para sua salvação eterna. Esses dois aspectos são inseparáveis. Considerando que, apesar de tantas manifestações públicas, claras e recentes da Igreja, o pe. Valeriano Paitoni continua a defender publicamente suas teses e práticas, fui obrigado, com sincera dor por tratar-se de um irmão na fé e no sacerdócio, a publicar esta nota de repúdio como tentativa de correção fraterna, a qual não exclui outras providências administrativas e pastorais cabíveis para corrigir essa lamentável situação"

A nota de D. Cláudio é claríssima e dura, como convém no caso de um padre que até mesmo prestou-se ao papel de atacar bispos e cardeais. O que a Igreja ensina está explicitado de forma inequívoca no texto da nota.

Pena que a "tentativa de correção fraterna" de D. Cláudio não teve efeito sobre o coração do Padre Valeriano Paitoni. Oito anos depois, cá estamos nós novamente frente a declarações escandalosas de um padre que teima em moldar a Igreja às suas vontades.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Não precisamos disto

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Infelizmente, D. Pedro Luiz Stringhini tem mais trabalho... Não bastassem os padres que viram as costas para o que ele diz, agora, mais uma vez, há gente envolvida em pastorais vinculadas à Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da qual ele é o presidente, e que está causando escândalo através de declarações à mídia.

Não é coisa nova... Em fevereiro deste ano fomos brindados com o escândalo da então coordenadora nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada que se posicionou a favor da descriminalização do aborto.

D. Stringhini, quando do escândalo, ao invés de sumariamente afastar a coordenadora por total incompatilibidade com os ensinamentos da Igreja, mostrou, em minha opinião, um excesso de cautela, esperando pacientemente que o mandato da coordenadora terminasse para que só então fosse substituída.

O escândalo de agora é coisa que segue a mesma linha...

Em reportagem publicada hoje no jornal "O Globo" podemos ler logo no início:

"A pregação oficial da Igreja Católica contra o uso da CAMISINHA vem sendo desafiada por padres, freiras e leigos que atuam em pastorais e ONGs. Sem fazer alarde, eles distribuem PRESERVATIVOS para a população vulnerável e portadores do vírus HIV."

"Desafio" define bem o que estas pessoas vêm fazendo ao irem contra ensinamentos claríssimos do Magistério. Uma vergonha. E este "desafio" se dá em matéria de Moral e de Costumes, temas nos quais a autoridade de ensino da Igreja é sempre a última palavra para um católico.

Na reportagem, temos o desprazer de saber que a ONG "AIDS: Apoio, Vida, Esperança (Aave)", dirigida pela freira Margaret Hosty produz material de divulgação nos quais consta frases com o seguinte teor:

"Use CAMISINHA em toda relação sexual, seja ela vaginal, anal, ou oral. Reduza o número de parceiros (as) sexuais" (clique aqui para ver o original)

Impossível pensar em coisa mais afastada do que prega a Igreja. E o pior é que nem mesmo nos podemos dizer surpresos com tal escândalo, pois isto vai já tornando-se coisa corriqueira. Notemos que não há uma palavra apenas sobre castidade.

Mas a freira não vê contradição alguma em suas atitudes e o que ensina a Igreja. Eis o que ela declara ao jornal:

"-- Não vejo contradição com os preceitos da Igreja, que sempre pregou que se deve proteger a vida. Temos que prevenir sempre. É nosso dever, como grupo de apoio, oferecer informação correta, mas também o PRESERVATIVO."

A freira bem sabe que não existe uma Margaret Hosty dentro da Igreja e uma outra dentro da ONG. A contradição que a freira espertamente cisma em negar é tão clara que até mesmo o jornalista autor da reportagem a utiliza para dizer que os religiosos "desafiam" a Igreja. Se ele, jornalista, conseguiu enxergar este óbvio contraste, é certo que a freira consegue também, até mesmo sem esforço.

Mas, afinal, o que tem D. Pedro Luiz Stringhini a ver com uma freira que se posiciona abertamente contra o ensino da Igreja?

Muito, infelizmente.

Irmã Margaret Hosty, diretora da ONG que distribui preservativos, é também coordenadora da Pastoral da AIDS no Centro-Oeste. Esta pastoral é vinculada à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, presidida por D. Stringhini.

Mais uma vez, um de seus colaboradores deixa o bispo em maus lençóis para explicar o porquê de uma freira que mostra-se tão contrária ao que ensina a Igreja possa ser aceita como coordenadora regional de uma Pastoral a ele vinculada.

Sinto muito por D. Stringhini, muito mesmo, mas penso que talvez seja o caso de ele enviar carta, e-mail, ou mesmo telefonar, chamar para uma conversa o pessoal que a ele está subordinado, e lhes fazer uma simples pergunta:

"-- Você segue o que a Igreja ensina?"

Se a resposta for positiva, muito bem, vamos em frente. Se negativa, faria muito bem o bispo em arrumar gente nova para substituir os desobedientes, pois, do jeito que vão as coisas nestas pastorais, nós, que nos esforçamos diariamente para seguir o que a Santa Igreja ensina, só ficaremos aguardando o próximo escândalo.

Acho que não precisamos disto.