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quinta-feira, novembro 06, 2008

A freira que bateu a porta na cara das "Católicas pelo Direito de Decidir"

3 comentários ###

Para sermos cristãos hoje em dia, temos que ser alertas. Alertas ao mal que nos vêm de um simples programa de TV, alertas às más amizades que muitas vezes tiram-nos do reto caminho, alerta a nós mesmos e a nossas más inclinações.

Em resumo: temos que estar sempre vigilantes.

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quarta-feira, novembro 05, 2008

Obama perdeu

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Obama ganhou?

Triste dia para qualquer pró-vida em qualquer lugar do mundo. Triste dia para qualquer católico também. Dia trágico para milhões de crianças que morrerão sem jamais ver a luz do dia, sem jamais poderem olhar para suas mães e pais, os mesmos pais e mães que lhes rejeitam e os destinam ao lixo hospitalar.

São estas crianças que no dia 20/01/2009 serão imoladas no altar do politicamente correto, como oblação a um messias (a inicial é minúscula mesmo) bem diferente do real Messias (agora, sim, maiúscula). Existe apenas um Messias e ele não atende pelo nome de Barack.

Aqui no Brasil, desavergonhadamente houve uma "obamamania". Qual o motivo? Ninguém sabe... Horror ao Bush, provavelmente; mas claro que ele tornou-se a válvula de escape de um anti-americanismo bocó que sempre há entre os brasileiros. Coisa de povo complexado, que prefere jogar a culpa por suas mazelas no colo dos outros. Coisa besta, vergonhosa mesmo.

Mas o que levou a população brasileira a admirar uma pessoa como Obama? Alguém explica? Alguém procurou realmente saber quem é o verdaddeiro Barack Obama. Nem estou falando sobre a suspeita se ele é ou não um norte-americano nato, coisa que até o momento ele não explicou.

Não é disto que falo. Como este é um blog visceralmente contrário ao aborto, interessa-me primordialmente o que Obama pensa disto -- não que o restante seja sem importância ou irrelevante.

Nesta linha, será que os brasileiros obamistas têm conhecimento de que o messias deles discursou nas comemorações do aniversário de 35 anos da decisão "Roe x Wade", decisão que abriu as portas para o maior holocausto da história?

O simples comparecimento de Obama a esta comemoração -- comemoraram o quê? -- é o indicativo de seu desprezo pela vida alheia. Mas a coisa piora. E muito... Eis um trecho de seu discurso, em tradução livre (original pode ser visto aqui):

"Por toda minha carreira política, tenho dado consistente e firme apoio aos direitos reprodutivos [eufemismo para abortos] e obtive um índice de 100% "pró-escolha" [eufemismo para pró-aborto] das organizações Planned Parenthood e NARAL*.

Quando o estado da Dakota do Sul aprovou uma lei proibindo qualquer tipo de aborto, em direta afronta à decisão "Roe x Wade", fui o único candidato à presidência a levantar fundos para ajudar aos cidadãos daquele estado a revogarem tal lei. Quando ativistas "anti-escolha" [termo pejorativo para pró-vidas] bloquearam a entrada de uma clínica da Planned Parenthood localizada em uma comunidade onde tratamento médico de baixo custo é parcamente provido, fui o único candidato à presidência que levantou a voz contra. E eu continuarei defendendo este direito, como presidente, através da aprovação do Freedom of Choice Act (Ato da Liberdade de Escolha)."


* Planned Parenthood é a multinacional do aborto responsável pela maior rede de "clínicas" abortivas dos EUA e com ramificações em vários países. NARAL é uma organização dedicada ao avanço da agenda pró-aborto, principalmente do lobby político e midiático.


Obama orgulha-se de ser um abortista, utiliza isto muito bem em sua carreira política. Ele fala a verdade, recebeu a classificação de 100% pró-aborto da NARAL. Algo como ele tirar 10 em uma prova para avaliar seu nível de abortismo. E seu opositor? John Mccain recebeu da mesma NARAL uma classificação de 0%.

Mas a coisa piora...

Algum dos obamistas sabe o que é o tal "Freedom of Choice Act" (FOCA)? O escritor David Freddoso, autor do livro "The case against Barack Obama", assim esclarece:

"Este ato cancelará qualquer norma estadual, federal ou municipal que regule o aborto, mesmo que seja modesta ou razoável. E abolirá, de acordo com a Organização Nacional de Mulheres, quaisquer restrições estaduais ao custeamento federal a abortos. Se Obama se tornar presidente e levar à frente sua promessa, todos que pagam impostos estarão pagando para um abortista fazer abortos."

A intenção, claro está, é eliminar qualquer tipo de restrição ao aborto que ainda haja por parte de estados e localidades. Nos EUA, bem ao contrário do Brasil -- talvez à exceção de São Paulo --, a força e a identidade dos estados é muito grande. Há estados em que a maioria da população é contrária ao aborto, e são estes estados onde há várias restrições ao aborto, tais como exigência de entrevista psicológica antes da decisão final, exigência do consentimento dos pais para adolescentes, limitação ao tempo de gestação, etc.

O que Obama quer, e é a isto que os obamistas deram seu aval, é a eliminação de toda e qualquer restrição ao aborto. E não apenas isto, até mesmo a violação da consciência de trabalhadores da saúde que se recusem a participar de abortos e também aos abortos em final de gestação. Coisa assim: uma mulher é livre para solicitar o trucidamento de seu filho em seu ventre, não importando o tempo de gestação. Este é o belíssimo mundo abortista do messias Obama.

Mas há gente que acha que o abortismo de Obama é coisa pequena, sem relevância. Enganam-se, e muito. Obama prometeu que seu primeiro ato como presidente será assinar o "Freedom of Choice Act".

Isto não é pouca coisa.

No dia 20 de janeiro de 2009, Obama se sentará na cadeira do dirigente mais poderoso deste mundo. Haveria muita coisa que ele poderia fazer como seu primeiro ato, mas o que ele escolheu mesmo é ajudar a aumentar o maior holocausto já havido na face da Terra.

E era este o candidato da esperança? Esperança de quem? Não dos milhões de mortos, com certeza.

Tenhamos esperança! 2000 anos atrás, um verdadeiro homem, um verdadeiro Deus aceitou humilhações, aceitou surras, aceitou flagelações, aceitou que aos que Lhe olhassem nem mesmo vissem seu aspecto humano, tamanho sofrimento que Lhe foi imposto. Servo obediente, humilhou-se para nos salvar, mesmo àqueles que têm a luz negada por falsos messias como Obama, mesmo até aos Obamas arrependidos.

Este Servo Sofredor venceu a Cruz, o que era símbolo de ignomínia ele transformou em Lenho da Salvação. Venceu o Mundo, mostrou-nos que nossa pátria não é aqui, convidou-nos a ir além, a termos esperança de que com Ele também poderemos vencer o mundo. O Messias, o verdadeiro, aceitou o sofrimento e, humilhado, derrotado, ressuscitou e tornou-se o exemplo para uma multidão.

E Obama? É um exemplo para os Chávez, os Evo Morales, os Lulas, os Ahmadinejads, a Planned Parenthood, a NARAL, todos torcendo por sua vitória., pois que façam bom proveito com seu falso messias.

Obama perdeu.

terça-feira, novembro 04, 2008

Oito anos se passaram e o problema permanece...

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Nem só de freiras e leigos são feitos os escândalos da Igreja no Brasil! Podemos sempre contar com alguns sacerdotes que também se prestam a este papel, como não nos deixam mentir alguns verbitas (aqui e aqui).

No mais recente escândalo ao qual os católicos brasileiros foram arrastados por (surpresa! surpresa!) membros de pastorais sociais, podemos ver um padre envolvido e falando o que não deve.

Na reportagem de "O Globo" na qual era mostrada o "desafio" de certos religiosos aos ensinamentos da Igreja sobre Moral Sexual, fomos expostos ao pensamento do Padre Valeriano Paitoni. Eis o trecho referente ao sacerdote:

"O padre Valeriano Paitoni, do Instituto dos Missionários da Consolata, de São Paulo, coordena três casas de apoio e cuida de infectados que são filhos de mães portadores do HIV. Nas três unidades do instituto, são atendidas 28 crianças e jovens e, cinco deles já completaram 18 anos. Para ele, a prevenção é fundamental.

-A Igreja Católica diz que a verdadeira prevenção está nos valores evangélicos. Mas a postura de uma igreja ou religião, qualquer que seja, não pode prevalecer sobre o bom senso - diz Valeriano.
"

Há algo de bem errado quando um padre tenta justificar suas escolhas -- escolhas erradas -- começando com a frase "a postura de uma igreja ou religião".

Como assim, padre? Uma Igreja? Uma religião? Santo Deus! Como se a Igreja católica não fosse A Igreja, A Religião... Os dizeres do padre fazem as delícias daqueles que querem a Igreja cada vez mais dividida.

Na verdade, é difícil saber o que é pior: se a superficialidade e ligeireza do padre ao referir-se à Santa Igreja Católica como "uma igreja, uma religião" ou suas igualmente péssimas palavras afirmando que "o bom senso" estaria onde a Igreja não está.

A Igreja à qual falta "bom senso", segundo as palavras do padre, é a mesma à qual ele chama de "Una, Santa, Católica, Apostólica" quando recita o Credo. Curioso, muito curioso, é o padre chamar de Santa a mesma Igreja que ele diz não ter "bom senso" em questão de Moral. Ou o padre não concorda com o que ele próprio reza ou, concordando, segue temerariamente pelo erro. Ele mostra-se ou incoerente ou imprudente; e ambos são péssimos adjetivos para um padre.

Será mesmo preciso lembrar ao padre o peso absoluto que a autoridade da Igreja possui quando o tema é a Moral? Pelo jeito, sim. Lamentavelmente.

Mas o caso é: e isto adianta?

Padre Paitoni, em seus posicionamentos contrários ao que prega a Igreja, apenas demonstra que ferrenhamente agarra-se a seus erros, coisa que, infelizmente, parece fazer parte de seu "ministério". Não é de hoje que o padre vem sendo advertido sobre suas posições desobedientes e contrárias à Sã Doutrina.

No ano de 2000, o então Arcebispo da Cidade de São Paulo, D. Cláudio Hummes, divulgou nota na qual o Pe. Paitoni foi severamente advertido por suas irreverências. Segue a íntegra da nota.

"D. Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, aos 4/7/00

Apresentação da Nota

Um jornal de São Paulo publicou no domingo, dia 2 de julho, uma infeliz entrevista de um sacerdote que, contrariamente à doutrina da Igreja, fazia a defesa do uso de preservativos como meio de combate à Aids. Tal atitude mereceu imediata reação do zeloso pastor da Arquidiocese de São Paulo, d. Cláudio Hummes, que publicou a nota que apresentamos a seguir e que merece todo o nosso apoio, afirma o cardeal Eugênio Sales.

Nota à imprensa:

O rev. pe. Valeriano Paitoni, membro da Congregação dos Missionários da Consolata e pároco em uma das paróquias da Arquidiocese de São Paulo, deu uma entrevista, hoje publicada num dos maiores jornais de nossa cidade e do país, em que defende o uso e a distribuição de preservativo (popularmente chamado como 'camisinha') para combater o contágio da Aids, admitindo que ele mesmo faz a distribuição há mais anos. O assunto já havia merecido a atenção da Igreja e da imprensa durante um encontro promovido pela Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado em Indaiatuba/SP, nos dias 13 a 16 de junho passado, no qual as teses defendidas pelo pe. Valeriano na entrevista hoje publicada haviam sido levantadas, tendo sido imediatamente rebatidas e condenadas pelo arcebispo mons. Javier Lozano Barragán, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, representando a Santa Sé e presente no encontro. O mesmo fez a CNBB por meio de uma nota de esclarecimento, declarando inaceitáveis tais teses, unindo-se assim à posição da Santa Sé. Diante da entrevista do pe. Valeriano, hoje publicada, e considerando a clara e reiteradamente afirmada doutrina do Papa e da Igreja, que condena o uso do preservativo/camisinha, declaro, por dever de consciência, em comunhão com o Papa e a Igreja, que é inaceitável a atitude do pe. Valeriano, defendendo o uso do preservativo e distribuindo-o.

Muitas instituições católicas dão apoio e assistência a aidéticos sem recorrer à distribuição do preservativo nem recomendando-o e, no entanto, fazem um trabalho muito válido, que merece todo meu apoio e solidariedade. A Igreja vai continuar sua obra em favor dos aidéticos. A oposição frontal e pública do pe. Valeriano contra a doutrina moral da Igreja em relação ao uso do preservativo agrava ainda mais a questão. Não posso aceitar também suas afirmações sobre a CNBB, cuja cúpula, no dizer do padre, somente por pressão do Vaticano se estaria opondo ao preservativo. Nem posso aceitar seus ataques contra determinados bispos e cardeais. Afirmo que a Igreja não está dividida entre os que defendem a lei e os que defendem a vida, como pretende o pe. Valeriano. Ao contrário, a lei da Igreja constrói a vida, tanto para este mundo como para sua salvação eterna. Esses dois aspectos são inseparáveis. Considerando que, apesar de tantas manifestações públicas, claras e recentes da Igreja, o pe. Valeriano Paitoni continua a defender publicamente suas teses e práticas, fui obrigado, com sincera dor por tratar-se de um irmão na fé e no sacerdócio, a publicar esta nota de repúdio como tentativa de correção fraterna, a qual não exclui outras providências administrativas e pastorais cabíveis para corrigir essa lamentável situação"

A nota de D. Cláudio é claríssima e dura, como convém no caso de um padre que até mesmo prestou-se ao papel de atacar bispos e cardeais. O que a Igreja ensina está explicitado de forma inequívoca no texto da nota.

Pena que a "tentativa de correção fraterna" de D. Cláudio não teve efeito sobre o coração do Padre Valeriano Paitoni. Oito anos depois, cá estamos nós novamente frente a declarações escandalosas de um padre que teima em moldar a Igreja às suas vontades.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Não precisamos disto

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Infelizmente, D. Pedro Luiz Stringhini tem mais trabalho... Não bastassem os padres que viram as costas para o que ele diz, agora, mais uma vez, há gente envolvida em pastorais vinculadas à Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da qual ele é o presidente, e que está causando escândalo através de declarações à mídia.

Não é coisa nova... Em fevereiro deste ano fomos brindados com o escândalo da então coordenadora nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada que se posicionou a favor da descriminalização do aborto.

D. Stringhini, quando do escândalo, ao invés de sumariamente afastar a coordenadora por total incompatilibidade com os ensinamentos da Igreja, mostrou, em minha opinião, um excesso de cautela, esperando pacientemente que o mandato da coordenadora terminasse para que só então fosse substituída.

O escândalo de agora é coisa que segue a mesma linha...

Em reportagem publicada hoje no jornal "O Globo" podemos ler logo no início:

"A pregação oficial da Igreja Católica contra o uso da CAMISINHA vem sendo desafiada por padres, freiras e leigos que atuam em pastorais e ONGs. Sem fazer alarde, eles distribuem PRESERVATIVOS para a população vulnerável e portadores do vírus HIV."

"Desafio" define bem o que estas pessoas vêm fazendo ao irem contra ensinamentos claríssimos do Magistério. Uma vergonha. E este "desafio" se dá em matéria de Moral e de Costumes, temas nos quais a autoridade de ensino da Igreja é sempre a última palavra para um católico.

Na reportagem, temos o desprazer de saber que a ONG "AIDS: Apoio, Vida, Esperança (Aave)", dirigida pela freira Margaret Hosty produz material de divulgação nos quais consta frases com o seguinte teor:

"Use CAMISINHA em toda relação sexual, seja ela vaginal, anal, ou oral. Reduza o número de parceiros (as) sexuais" (clique aqui para ver o original)

Impossível pensar em coisa mais afastada do que prega a Igreja. E o pior é que nem mesmo nos podemos dizer surpresos com tal escândalo, pois isto vai já tornando-se coisa corriqueira. Notemos que não há uma palavra apenas sobre castidade.

Mas a freira não vê contradição alguma em suas atitudes e o que ensina a Igreja. Eis o que ela declara ao jornal:

"-- Não vejo contradição com os preceitos da Igreja, que sempre pregou que se deve proteger a vida. Temos que prevenir sempre. É nosso dever, como grupo de apoio, oferecer informação correta, mas também o PRESERVATIVO."

A freira bem sabe que não existe uma Margaret Hosty dentro da Igreja e uma outra dentro da ONG. A contradição que a freira espertamente cisma em negar é tão clara que até mesmo o jornalista autor da reportagem a utiliza para dizer que os religiosos "desafiam" a Igreja. Se ele, jornalista, conseguiu enxergar este óbvio contraste, é certo que a freira consegue também, até mesmo sem esforço.

Mas, afinal, o que tem D. Pedro Luiz Stringhini a ver com uma freira que se posiciona abertamente contra o ensino da Igreja?

Muito, infelizmente.

Irmã Margaret Hosty, diretora da ONG que distribui preservativos, é também coordenadora da Pastoral da AIDS no Centro-Oeste. Esta pastoral é vinculada à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, presidida por D. Stringhini.

Mais uma vez, um de seus colaboradores deixa o bispo em maus lençóis para explicar o porquê de uma freira que mostra-se tão contrária ao que ensina a Igreja possa ser aceita como coordenadora regional de uma Pastoral a ele vinculada.

Sinto muito por D. Stringhini, muito mesmo, mas penso que talvez seja o caso de ele enviar carta, e-mail, ou mesmo telefonar, chamar para uma conversa o pessoal que a ele está subordinado, e lhes fazer uma simples pergunta:

"-- Você segue o que a Igreja ensina?"

Se a resposta for positiva, muito bem, vamos em frente. Se negativa, faria muito bem o bispo em arrumar gente nova para substituir os desobedientes, pois, do jeito que vão as coisas nestas pastorais, nós, que nos esforçamos diariamente para seguir o que a Santa Igreja ensina, só ficaremos aguardando o próximo escândalo.

Acho que não precisamos disto.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Padre Euteneuer e o voto católico

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O texto que vai abaixo, é uma tradução livre do número desta semana da "Spirit & Life", newsletter da organização Human Life International, entidade voltada à ação e divulgação da Cultura da Vida em todo o mundo. Ela é presidida pelo Padre Thomas J. Euteneuer, que também é quem assina o texto abaixo.

Apesar de o Pe. Euteneuer escrever para os católicos norte-americanos e para as eleições que por lá ocorrerão no próximo dia 4 de novembro, sua exposição da Doutrina é cristalina. Há padres brasileiros que fariam muito bem em lê-lo.

Vergonhosamente, aqui no Brasil, caso o abortista Barack Obama fosse candidato a alguma coisa, ganharia fácil. Se brasileiros fossem eleitores nos EUA, seria de esperar que a vitória de Obama fosse muito mais fácil.

E por que isto acontece? A questão principal é a total indiferença da população em geral pela mais importante questão dos dias atuais: o respeito à vida.

Durante estas últimas eleições municipais não poucas vezes pudemos ouvir alguém dizer que o aborto não deveria ser uma questão, pois outros problemas das cidades eram questões bem mais urgentes. Este é um erro de proporções gigantescas, que só demonstra ainda mais a indiferença reinante nos eleitores. Vide o caso de Luiza Erundina, que, quando prefeita da cidade de São Paulo, foi a pioneira do chamado "aborto legal" em nosso país.

Em um país de maioria católica, podemos concluir que à indiferença por uma questão como o respeito à vida soma-se o desprezo pelo que ensina a Santa Igreja por parte de muito que se dizem fiéis. E nem é o caso de acharmos que tais atitudes somente vêm dos chamados "católicos de IBGE", que são aqueles que apenas dizem-se católicos, sem nunca se preocuparem em viver de acordo com a religiãos que professam.

O mais preocupante é que podemos até mesmo ver pessoas que têm participação ativa na vida paroquial fazerem pouco caso -- desprezam mesmo -- de ensinamentos claríssimos do Magistério. Nem mesmo quando confrontadas com a verdade expressa em documentos oficiais dão ouvidos à razão. Não é à tôa que o orgulho é o fundamento de todos os vícios e pecados...

Uma mãe qualquer, não-católica, que forneça preservativos a seus filhos é escandaloso, primeiramente porque vai contra a Lei Natural, que é comum a todos os homens, e, em segundo lugar, passa a mensagem totalmente errada a seus filhos de que, façam o que fizerem, cuidem apenas para que seus corpos não se contaminem. Já uma mãe católica que tem a mesma atitude comete um ato ainda mais abominável, pois além de demonstrar desprezo pelo que ensina a Igreja da qual diz fazer parte, contribui para que em seus filhos germine o mesmo desprezo.

Se o sal perde seu sabor, para que ele serviria mesmo?

É a estes católicos insossos que o Padre Euteneuer direciona seu artigo. São a pessoas como os eleitores de Marta Suplicy, que resolvem olhar para o outro lado quando são confrontados com o favorecimento ao aborto por parte de sua candidata.

A estes o padre dá um recado claríssimo: o respeito à vida é A QUESTÃO dos dias atuais. Um ato intrinsecamente mau não pode ser relativizado jamais!

Um católico que, ao decidir seu voto, deixa de lado a questão do aborto, corre o risco tanto de contribuir para a Cultura da Morte quanto para, no futuro, distribuir camisinhas para seus filhos adolescentes e enganar-se pensando que isto é contribuir para o Reino de Deus.

A seguir, o excelente texto do Pe. Euteneuer (original aqui).


***


O voto católico


Padre Thomas J. Euteneuer

Fui solicitado por muitas pessoas para que eu as ajudasse a esclarecer o ensinamento católico sobre como exercer o direito ao voto, especialmente no que diz respeito ao tema do aborto. Há diversos candidatos em toda a nação com plataformas sobre diversos assuntos, e os católicos estão tentando tomar uma decisão correta, desta forma mostrarei a posição da Igreja tão inequivocamente quanto possível com o intento de educar aos fiéis e não como uma confirmação de qualquer candidato ou candidatos em particular: verdadeiros católicos não são eleitores de um único tema -- somos eleitores com princípios. Isto determina a quais candidatos damos nosso voto e também o estado de nossas almas após votarmos.


Com respeito ao tema do aborto, o princípio em questão é a impossibilidade moral de que um católico coopere com um ato ou uma instituição que é "intrinsecamente má". Algo que é "intrinsecamente mau" não apenas é uma coisa ruim: é uma coisa horrível, hedionda, que ultrapassa quaisquer outras considerações morais, e jamais podemos legitimamente cometer tal ato ou aprová-lo quando cometido por outrem. Votando em um candidato que defende a matança de inocentes bebês não nascidos mostra aprovação ou inaceitável tolerância deste hediondo crime contra a humanidade, e católicos jamais devem fazê-lo em boa consciência. O Catecismo da Igreja Católica chama tal atitude e ação uma "cooperação formal" com o mal (#2272). Isto não significa que eu me comprometo com o mal, significa que dou minha concordância a ele e que fiz o possível para uma pessoa em um cargo público dar continuidade ou alavancar o mal na sociedade.


Cooperação formal no mau ato perpetrado por uma outra pessoa é pecado, e, dependendo da gravidade deste ato, esta cooperação pode ser um pecado mortal. Já que um aborto procurado é um ato intrinsecamente mau, e toda promoção deste cairá na mesma categoria moral, votar por um candidato que o defende é um pecado mortal. Adicionado ao pecado de cooperação formal com o mal está o pecado de desobediência à legítima autoridade da Igreja. Até esta data, a Conferência Episcopal dos Bispos Norte-Americanos e vários outros bispos norte-americanos têm esclarecidos estes princípios para os católicos, e seus ensinamentos não poderiam ser mais claros.


E mais ainda, há o pecado do escândalo que um número deplorável de padres e religiosos estão criando devido a sua aterradora visão sobre o que ensina a Igreja, divulgada tanto nos púlpitos quanto fora deles. Pais católicos e professores igualmente contribuem para o escândalo quando não ensinam às crianças princípios morais ou quando não procuram formar suas consciências de acordo com a Verdade que está em Cristo.


Alguns perguntam se um católico pode votar em alguém cujas políticas favoreçam uma agenda que está alinhada com o ensinamento da Igreja Católica em sua maior parte. Perguntam também "e se um católico discorda com a posição do candidato sobre aborto, mas ainda assim quer votar por este candidato por outras razões consistentes com nossos valores?" Aqui a Igreja usa o termo "razão proporcional" para indicar que deve haver algum tipo de equilíbrio na posição que indique que é provável que um bem maior seria alcançado para a sociedade apesar do mal que é defendido pelo candidato. Racionalização proporcional geralmente tem a ver com posições que não sejam intrinsecamente más ou que, caso sejam, constituiriam uma parte mínima da plataforma, de tal forma que o mal tivesse peso irrisório nos planos do candidato. De acordo com o princípio acima, contudo, a medida com que o candidato promoveria algo tão hediondo quanto o aborto pode literalmente anular todo o bem que ele faria pela humanidade! Quando o direito fundamental é negado pela sociedade, quaisquer direitos e bens são igualmente ameaçados. O fundamento moral de todos é devastado. Desta forma, a resposta tem que ser não; não é legítimo discordar sobre uma posição pró-aborto e ainda assim votar por um candidato que tenha esta posição.


Deve um católico votar em um candidato "imperfeito" se o opositor, um radical pró-aborto, é pior ainda? A Igreja diz que sim, mas apenas se o voto não é a expressão de concordância com os elementos "imperfeitos" da política do candidato e apenas se o voto é dado para limitar o mal que seu opositor inevitavelmente faria.


É realmente lamentável que tenhamos chegado ao ponto onde sejamos obrigados a abdicar de alguns de nossos princípios básicos na cabine de votaçao porque não conseguimos melhores candidatos que estejam dispostos a servir ao bem comum. Esta é uma discussão para uma outra oportunidade, mas eu antecipo que se os católicos não derem importância aos seus princípios de forma enfática o quanto antes, principalmente durante períodos eleitorais, poderemos, em futuras eleições, não ter qualquer escolha que possa satisfazer nossa consciência católica. Que Deus nos ajude e guie no próximo dia 4 de novembro.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Precisamos de bispos assim!

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Esta vai especialmente para tantos católicos brasileiros que, se pudessem, votariam em Barack Obama.

O arcebispo Joseph F. Martino, da Diocese de Scranton, nos EUA, mostrou o que um pastor deve fazer quando o mal se aproxima de suas ovelhas.

Ele resolveu aparecer em um fórum de debates promovido por católicos em sua diocese. Estando lá, o bispo teve o desprazer de ouvir algumas de suas ovelhas advogando que um católico poderia perfeitamente votar no candidato mais abortista de todas as eleições naquele país, que isto nada feriria aos ensinamentos da Igreja.

Ao ouvir este absurdo, o bispo, ciente de seu papel como pastor de almas, tomou a palavra e se pronunciou:

"Nenhum tema social causou a morte de 50 milhões de pessoas. Isto é loucura!"

Suas palavras têm alvo certo: são dirigidas àqueles católicos que, por simpatizarem com um determinado tema social da plataforma de um candidato, simplesmente resolvem olhar para o outro lado quando o assunto é aborto. Parece que 50 milhões de bebês trucidados não lhes bastam para enxergarem o erro de suas escolhas. Loucura mesmo.

Mas o arcebispo não parou por aí... Durante o fórum, havia sido distribuída literatura publicada pela Conferência Episcopal Norte-Americana (USCCB) que era ambígua sobre os assuntos debatidos. Mais uma vez, o prelado não teve dúvidas:

"Nenhum documento da USCCB é relevante nesta diocese. A USCCB não fala por mim. O único documento relevante é a carta que publiquei sobre este assunto. Há um único mestre nesta diocese, e estes pontos não estão sob debate."

Parabéns ao Arcebispo Marino! Agiu como deve um pastor.

Já aqui no Brasil... Temos que ficar agüentando panfletos produzidos com a colaboração de padres e leigos católicos -- que nem mesmo têm a coragem de o assinar -- endeusando uma candidata abortista. Sem contar que estas pessoas sempre que são pegos no erro -- o que nem é tão difícil --, tiram da cartola alguma Análise de Conjuntura ou algum outro documento da CNBB para justificar suas ações.

Talvez para sejam precisos uns 50 milhões de mortos por aqui também.

quinta-feira, outubro 23, 2008

A triste Rússia e um ótimo blog

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Não é à toa que a Rússia vem nos últimos tempos fazendo campanhas de incenvito à procriação. Marcos Ludwig, em seu ótimo blog, destaca uma notícia do LifesiteNews.com na qual é mostrado o absurdo de que 64% das gestações naquele país terminam em aborto. Um tal índice é característico de uma sociedade doente, e a doença que a acometeu foi o execrável comunismo, e até hoje podemos ver suas conseqüências naquele país.

Um país sem crianças -- ou com poucas -- é um país triste. É um povo que caminha para o fim. A Rússia é um país triste.

Obrigado camaradas Lênin e Stalin!

***

Não posso deixar de recomendar o blog de Marcos Ludwig.

Que tal juntar Conservadorismo e Heavy Metal? Tecnologia e Cultura? E ainda vários outros assuntos... Pois é, ele faz isto e, na minha humilde opinião, faz muito bem.

Vale a pena dar uma olhada, podemos achar postagens ótimas. Por exemplo:


--
Manual do "intelequitual" brasileiro

--
O “direitismo” de Adolf Hitler