
Em resumo: temos que estar sempre vigilantes.
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Apresentação da Nota
Um jornal de São Paulo publicou no domingo, dia 2 de julho, uma infeliz entrevista de um sacerdote que, contrariamente à doutrina da Igreja, fazia a defesa do uso de preservativos como meio de combate à Aids. Tal atitude mereceu imediata reação do zeloso pastor da Arquidiocese de São Paulo, d. Cláudio Hummes, que publicou a nota que apresentamos a seguir e que merece todo o nosso apoio, afirma o cardeal Eugênio Sales.
Nota à imprensa:
O rev. pe. Valeriano Paitoni, membro da Congregação dos Missionários da Consolata e pároco em uma das paróquias da Arquidiocese de São Paulo, deu uma entrevista, hoje publicada num dos maiores jornais de nossa cidade e do país, em que defende o uso e a distribuição de preservativo (popularmente chamado como 'camisinha') para combater o contágio da Aids, admitindo que ele mesmo faz a distribuição há mais anos. O assunto já havia merecido a atenção da Igreja e da imprensa durante um encontro promovido pela Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado em Indaiatuba/SP, nos dias 13 a 16 de junho passado, no qual as teses defendidas pelo pe. Valeriano na entrevista hoje publicada haviam sido levantadas, tendo sido imediatamente rebatidas e condenadas pelo arcebispo mons. Javier Lozano Barragán, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, representando a Santa Sé e presente no encontro. O mesmo fez a CNBB por meio de uma nota de esclarecimento, declarando inaceitáveis tais teses, unindo-se assim à posição da Santa Sé. Diante da entrevista do pe. Valeriano, hoje publicada, e considerando a clara e reiteradamente afirmada doutrina do Papa e da Igreja, que condena o uso do preservativo/camisinha, declaro, por dever de consciência, em comunhão com o Papa e a Igreja, que é inaceitável a atitude do pe. Valeriano, defendendo o uso do preservativo e distribuindo-o.
Muitas instituições católicas dão apoio e assistência a aidéticos sem recorrer à distribuição do preservativo nem recomendando-o e, no entanto, fazem um trabalho muito válido, que merece todo meu apoio e solidariedade. A Igreja vai continuar sua obra em favor dos aidéticos. A oposição frontal e pública do pe. Valeriano contra a doutrina moral da Igreja em relação ao uso do preservativo agrava ainda mais a questão. Não posso aceitar também suas afirmações sobre a CNBB, cuja cúpula, no dizer do padre, somente por pressão do Vaticano se estaria opondo ao preservativo. Nem posso aceitar seus ataques contra determinados bispos e cardeais. Afirmo que a Igreja não está dividida entre os que defendem a lei e os que defendem a vida, como pretende o pe. Valeriano. Ao contrário, a lei da Igreja constrói a vida, tanto para este mundo como para sua salvação eterna. Esses dois aspectos são inseparáveis. Considerando que, apesar de tantas manifestações públicas, claras e recentes da Igreja, o pe. Valeriano Paitoni continua a defender publicamente suas teses e práticas, fui obrigado, com sincera dor por tratar-se de um irmão na fé e no sacerdócio, a publicar esta nota de repúdio como tentativa de correção fraterna, a qual não exclui outras providências administrativas e pastorais cabíveis para corrigir essa lamentável situação"
A nota de D. Cláudio é claríssima e dura, como convém no caso de um padre que até mesmo prestou-se ao papel de atacar bispos e cardeais. O que a Igreja ensina está explicitado de forma inequívoca no texto da nota.
