
Pois é... Temos mais um escândalo que poderia ser completamente evitado se aqueles que se colocam no papel de protagonistas nesta história toda tivessem uma atitude que deles se espera: que cerrem fileiras com a Igreja e não contra ela. São Bento, em sua Santa Regra, nos ensina que "o primeiro grau da humildade é a obediência sem demora" (Cap. 5:1). Podemos inferir que a desobediência persistente é característica dos arrogantes, de quem a humildade se afasta a cada dia. E a humildade, como todos sabemos, é o fundamento para todas as outras virtudes. Logo...
O Bispo da região onde foi realizada a nefasta reunião que resultou em um panfleto de apoio à candidata Marta Suplicy, célebre pró-aborto e pró-homossexualismo, é D. Pedro Luiz Stringhini. O prelado, até onde chegou ao nosso conhecimento, teve um louvável e pronto papel.
Infelizmente, o bispo foi ignorado. Segundo informações, houve panfletagem à saída de Missa e também de que os folhetos estiveram disponíveis dentro de Igreja. Deve-se à atuação direta de D. Stringhini que ao menos não tivemos o escândalo mais aprofundado ainda, com padres abertamente fazendo o papel de ativistas. Não que muitos já não se portem assim...
Mas, embora o escândalo não se aprofundado ainda mais, é de se notar que seu tamanho não é pequeno. Esperemos que o próprio D. Stringhini tenha consciência disto. Na nota que divulgou, o bispo informou que ao saber da reunião que aconteceria e para a qual padres foram convidados, assim se dirigiu aos religiosos:
"Expressei-lhes minha contrariedade e aconselhei a que os padres da Região não participassem. "
Pelo jeito, os padres que estão sob sua responsabilidade não ligam muito para seu conselho. Talvez fosse o caso de, em um próxima oportunidade, ele MANDAR, e não apenas aconselhar. Dos 40 padres que participaram, 9 eram de sua região. Este é o número daqueles para os quais o conselho de um bispo, de um sucessor dos apóstolos vale menos do que uma convocatória partidária. Havia dois caminhos, o da Igreja, expressado pelo conselho do bispo, e o contrário a ela, o da desobediência. Os 40 padres que participaram da tal reunião estavam fazendo tudo, menos o trabalho que Deus e a Santa Igreja espera deles.
Nada contra um padre ter uma participação política, desde que esta seja seguindo os limites já por demais conhecidos e convenientes segundo o ensinamento da Igreja. Quando padres ignoram o conselho de um bispo, a coisa começa a cheirar mal. Quando estes mesmos padres dão apoio a uma candidata conhecida por posições totalmente contrárias às da Igreja, a coisa piora mais ainda.
São Bento e a obediência de seus monges construíram a base para todo o desenvolvimento do Ocidente. Já os desobedientes construíram o que mesmo?





