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sexta-feira, maio 30, 2008

O cético embasbacado

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Que a África é o "paraíso" da AIDS, ninguém duvida. Um misto de falta de educação, crendices, desmandos governamentais, falta de ajuda externa, etc. etc. etc., ajudou e ajuda a criar o flagelo que corrói aquele continente já tão esgotado por inúmeros e gravíssimos problemas.

E não é que é de lá que vem uma importantíssima lição sobre como lidar com esta doença?

quarta-feira, abril 16, 2008

Mayana Zatz perde de lavada!

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Cena 1

Entra no palco o Dr. David A. Prentice, PhD da Universidade de Kansas, e começa a declamar em voz clara as inúmeras enfermidades nas quais já foram empregados tratamento com células-tronco adultas.

Dr. David A. Prentice - Brain Cancer, Retinoblastoma, Ovarian Cancer, Skin Cancer: Merkel Cell Carcinoma, Testicular Cancer, Tumors abdominal organs Lymphoma, Non-Hodgkin’s lymphoma, Hodgkin’s Lymphoma, Acute Lymphoblastic Leukemia, Acute Myelogenous Leukemia, Chronic Myelogenous Leukemia, Juvenile Myelomonocytic Leukemia, Chronic Myelomonocytic Leukemia, Cancer of the lymph nodes: Angioimmunoblastic Lymphadenopathy, Multiple Myeloma, Myelodysplasia, Breast Cancer, Neuroblastoma, Renal Cell Carcinoma, Various Solid Tumors, Soft Tissue Sarcoma, Ewing’s Sarcoma, Waldenstrom’s macroglobulinemia, Hemophagocytic lymphohistiocytosis, POEMS syndrome, Myelofibrosis, Diabetes Type I (Juvenile), Systemic Lupus, Sjogren’s Syndrome, Myasthenia, Autoimmune Cytopenia, Scleromyxedema, Scleroderma, Crohn’s Disease, Behcet’s Disease, Rheumatoid Arthritis, Juvenile Arthritis, Multiple Sclerosis, Polychondritis, Systemic Vasculitis, Alopecia Universalis, Buerger’s Disease, Acute Heart Damage, Chronic Coronary Artery Disease, Corneal regeneration,Severe Combined Immunodeficiency Syndrome, X-linked Lymphoproliferative Syndrome, X-linked Hyper immunoglobulin M Syndrome, Parkinson’s Disease, Spinal Cord Injury, Stroke Damage, Sickle Cell Anemia, Sideroblastic Anemia, Aplastic Anemia, Red Cell Aplasia, Amegakaryocytic Thrombocytopenia, Thalassemia, Primary Amyloidosis, Diamond Blackfan Anemia, Fanconi’s Anemia, Chronic Epstein-Barr Infection, Limb Gangrene, Surface Wound Healing, Jawbone Replacement, Skull Bone Repair, Hurler’s Syndrome, Osteogenesis Imperfecta, Krabbe Leukodystrophy, Osteopetrosis, Cerebral X-Linked Adrenoleukodystrophy, Chronic Liver Failure, Liver Cirrhosis, End-Stage Bladder Disease.

A platéia fica boquiaberta! Como pode ser isto? Como o pesquisador conseguiu falar o nome de 73 patologias em apenas um fôlego? Sim: 73 é o número de patologias nas quais já foram empregadas algum tipo de tratamento com células-tronco adultas.

A platéia, extasiada com a performance do Dr. Prentice, levanta-se e aplaude de pé por finalmente alguém vir ao palco não para apenas aparecer, mas para trazer algum conteúdo concreto sobre esta importantíssima questão.


Cena 2

Entra a Dra. Mayana Zatz, com um enorme chapéu na cabeça bem ao estilo Carmem Miranda. Sua roupa branca e esvoaçante chama a atenção de todos. Seus balangandâs balançam quando seus firmes passos cruzam o palco. Seus inúmeros colares de miçangas fazem barulho. Não há quem da platéia fique indiferente à figura da doutora! Sua maquiagem impecável apenas aumenta a admiração de todos. Seu sorrisinho enigmático deixa em todos uma expectativa, um não-sei-o-quê está no ar.

A platéia faz silêncio. Não se ouve um suspiro. Nem mesmo algum celular tocando. Nada! Todos esperam por Mayana, a diva.

Ela sente toda a atenção voltada a si, capricha mais um pouco no sorrisinho, abre a boca e...

Dra. Mayana Zatz - ...

A platéia até mesmo pára de respirar. Mayana abre mais a boca e...

Dra. Mayana Zatz - ...

Nada! Nem um som sai.

Ela enrubesce. Abre os braços como a dizer que não entende o que está acontecendo. Ouve-se um zunzunzum entre os espectadores. A tensão vai aumentando e nada de Mayana conseguir produzir algum som.

Alguém da platéia se levanta e passa um pito nos outros espectadores.

Espectador 1 - Vocês deviam ter vergonha de ficarem pressionando a doutora. Ela é famosíssima! Seu cabelo é impecável! Sua maquiagem é perfeita, parece que ela nasceu assim de tão natural que lhe cai. Seu talento é reconhecido internacionalmente!

Mas alguém o contesta.

Espectador 2 - Qual talento? Viemos aqui para ouví-la e nada sai de sua boca.

Os outros concordam entre si. Todos querem ouví-la. E agora até mesmo o espectador que lhe havia defendido. Ele é o que lhe dirige o pedido.

Espectador 1 - Fale Mayana. Mostre a todos o teu talento. Encante-nos a todos com sua ciência. Faça-nos esquecer do Dr. Prentice!

Mayana sente que chegou a sua hora. Sente os olhos de todos grudados em seu rosto perfeitamente maquiado. Ela sente sua auto-confiança mais uma vez se inflando, tomando conta de seu ser. Mentalmente, ela repete para si o que os inúmeros livros de auto-ajuda lhe ensinaram: "Você é sábia! Você é bela! Você é poderosa!".

Foi o que bastou. Ela abriu os olhos e encarou a todos. A multidão lhe esperava.

Mayana inspirou tanto ar quanto lhe foi possível, e...

Dra. Mayana Zatz - ... ... ...

Nada saiu. Nem uma palavra. Nem um pio. Nem um sussurro. Nadinha.

Pano! Rápido!

***

Esta seria a história de Mayana Zatz se ela se metesse a fazer teatro com o conteúdo do que ela tem a mostrar. Pena que o palco dela é bem outro: são os tribunais, os programas de entrevistas, as revistas de grande circulação, os grandes jornais. Todos ficam magnetizados com sua figura, com sua destreza no palco. Ela é uma baita atriz, tem boa figura, fala bem e, para arrematar, o sorrisinho condescendente dos seres superiores.

Pena que à sua personagem falta o principal: conteúdo.

Peçamos que ela indique o número de patologias nas quais já foi possível utilizar algum tipo de tratamento relacionado a células-tronco embrionárias.

Não existe. Nenhum. Zero.

Ela sabe disto. Assim como sabe que a fala do Dr. Prentice corresponde à realidade.

Mayana pode aparecer em quantas capas de revista quiser, pode dar milhões de entrevistas, pode receber prêmios mil, pode sapatear, pode dançar ou até mesmo entrar para o Cirque du Soleil que nada disto mudará o fato de que o conteúdo do que ela tem a mostrar é um saco de vento.

Mayana sabe vender como ninguém, só não entrega o produto. O Dr. Prentice entrega, e é por isto que ele dá uma lavada em Mayana Zatz. Uma lavada de 73 a 0.


terça-feira, abril 15, 2008

Não, não é tudo verdade

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A senhora Ruth de Aquino, redatora-chefe da revista Época, utiliza dados fantasiosos para tentar argumentar sobre aborto. Tentativa vã e desastrada, como de costume entre aqueles que se prestam ao papel de defender o aborto, este verdadeiro holocausto silencioso de nosso tempo.

Aos que lhe alertaram para o erro de utilizar tais dados, ela não teve dúvidas e respondeu que tais dados são, sim, uma estimativa, mas que a fonte é o próprio Ministério da Saúde e da OMS. Para ela, isto basta. Se vem do Ministério da Saúde e da OMS, para a jornalista, então deve ser verdade.

Jornalismo bem chinfirim este da senhora Ruth, pois ela nem mesmo se dá ao trabalho de checar suas fontes. Muito melhor fez a estimada Dra. Zilda Arns, coordenadora nacional da Pastoral da Criança, que entrou em contato com a OMS e soube, da própria fonte, que a OMS jamais fez tal estimativa no Brasil. Ou seja, os dados que a jornalista colocou em seu artigo sobre aborto são tão verdadeiros quanto uma nota de 3 dólares.

Na verdade, verdade mesmo, é tudo mentira.

Em casos assim, é para perguntarmos o que faltou à jornalista. Faltou tempo para pegar um telefone e checar os tais dados? Dificilmente. Imaginamos que uma redatora-chefe tenha alguma secretária ou secretário à sua disposição para fazer um trabalho tão simples como este. Faltou o que, então? Disposição? Provavelmente, pois tirar da cartola os tais mais de 1 milhão de abortos cometidos (sim, crime se comete!) e seguir a onda de ONGs abortistas é bem mais fácil que fazer um trabalho jornalístico digno de tal nome. Faltou boa vontade? Provavelmente, pois os dados inchados que ela quis utilizar em seu artigozinho serviram como uma luva em sua tentativa de argumentação.

A senhora Ruth de Aquino tomou como deixa para seu artigo a exibição de um filme sobre o aborto no Festival "É tudo verdade". Ah... A doce Zona Sul do Rio! Com seus festivais de cinema que abordam questões importantes e fazem as pessoas capazes de tudo absorver sobre uma questão em apenas 72 minutos! Uma hora e pouco de projeção seguido de um papo-cabeça e todos os lados de uma questão são pesados e o veredito está pronto: aborto é um direito! Nada como um bom filme -- nacional, é claro -- para que nossa visão de mundo seja colocada no caminho certo.

Na telona, uma menina estuprada que vai abortar. Apelação? Claro que não! A diretora queria mostrar a crueza da vida, aquela coisa orgânica, que só é totalmente compreendida pela elite cultural paulista ou pelos dândis da Zona Sul carioca. Curioso que estas mesmas pessoas foram os que chamaram o Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz de "fundamentalista", "fanático", "carola", "falso moralista" e outros adjetivos impublicáveis quando ele teve a petulância de levar ao Congresso Nacional filhos concebidos em estupros. Ué, mas isto também não é realidade? Não mesmo! Para este pessoal, a realidade é apenas aquilo que eles querem que seja.O resto é apelação de reacionários, conservadores.

Um bom jornalista denunciaria esta diferença na pesagem e na medida. A senhora Ruth de Aquino prefere calar-se e dar voz aos descolados. Afinal, eles têm uma causa. O aborto é uma causa para tais pessoas, uma causa inconseqüente, uma causa hedionda, mas uma causa. Causa errada.

Um bom jornalista não escreveria a besteira que a senhora Ruth de Aquino escreveu: "No Brasil, o aborto só é legal em casos de estupro ou risco de morte da mãe". Não, o aborto, no Brasil, jamais é legal. Há diferenças entre algo ser legal e algo não ser punido. Mas isto provavelmente não importa à jornalista, pois estes preciosismos jurídicos só atrapalham a causa, não é mesmo?

Ou seja, o artigo da senhora Ruth de Aquino é apenas um emaranhado de dados fictícios com descrições de cenas de efeito emotivo pinçadas de um filme. Não há nada de jornalismo nisto, pelo menos não de jornalismo sério.

Aos que lhe inquiriram sobre o teor do artigo e seus erros, ela escreveu declarando que sua coluna não se prestava a ser um jornalismo objetivo e nem imparcial, que era apenas a expressão de sua opinião. Ok, sem problemas, podemos partir daí.

Na verdade, a jornalista nem precisava declarar tal coisa. Os dados de seu artigo e a superficialidade com que a questão do aborto é tratada deixa bem claro a todos que a objetividade passa bem longe de seu texto. Isto é óbvio a quem a lê. Que ela é parcial, é mais do que claro. Desnecessário que ela esclareça isto também. Mas, se seu texto parte de dados fantasiosos e sua (pseudo-)argumentação é parcial, a senhora Ruth de Aquino quer mesmo ser levada a sério? E por que a levaríamos a sério? Apenas porque ela se emocionou com o drama de tantas mulheres demonstrado no filme? Ok, partamos disto também.

A única coisa que a jornalista deseja é emocionar quem a lê com as histórias deveras dramáticas de mulheres que passam pelo drama do aborto. E, aproveitando desta emoção que é trazida à tona, angariar apoio à causa do aborto. Para ela, mostrar uma menina estuprada e grávida abortando é um caminho válido para criar uma consciência abortista. Mostrar uma mulher humilde que foi denunciada por abortar e esteve algemada é também um caminho que serve à causa.

São cenas emocionantes? Com certeza que sim. E quem há de negar? Mas será que a questão do aborto será mesmo resolvida com a veiculação de imagens que causam emoção? Conhece a jornalista um filme chamado "O grito silencioso" ("The silent scream")? Merecerá ele também um artigo? Ou a cena de um feto lutando por sua vida é apelativa? E um filme como "Juno", será que merece um artigo da jornalista também? A história de uma adolescente que decide levar sua gravidez ao final é apelativa para os parâmetros da patota?

Os números agigantados e fictícios da jornalista falam em mais de 1 milhão de abortos por ano no Brasil. Segundo os números oficiais do SUS, os números totais de mortes decorrentes de todo tipo de complicações em aborto provocados foram 6, 7 e 11 em 2002, 2003 e 2004, respectivamente. Repetindo, são dados do SUS, disponíveis para consulta a qualquer pessoa com acesso à internet.

Nós, pró-vidas, lamentamos cada uma destas mortes, mortes que em sua maioria poderiam ser evitadas se a sociedade resolvesse que tais mães são dignas de serem amparadas durante a gravidez e na criação de seus filhos. Mas a fina nata da sociedade, aquela que vai a festivais de cinema na Zona Sul do Rio, só quer saber de dar o tal "direito" de cometer um crime a estas mulheres. Isto rende filmes, rende festivais, rende pontos na turma.

E será que a jornalista lamenta -- utilizando-se seus números fictícios -- os mais de 1 milhão de mortes causadas anualmente? Ou será que ela imagina que o fruto de um aborto é o que? Mas lamentar o que, não é mesmo? Se ela nem mesmo aborda o ponto principal da questão do aborto em seu artigo: que este é e sempre será a eliminação de uma vida humana.

E se algum pró-vida resolvesse fazer um filme no qual uma pilha imensa de crianças abortadas nas mais diversas fases da gravidez aparecesse? Seria muito apelativo para a patota? Causaria frisson em jornalistas? E, no entanto, tudo isto seria verdade. Uma cruel e dura verdade a que tantos querem virar o rosto. Tomando-se os números da senhora Ruth de Aquino, em 10 anos a pilha de mortos seria de fazer inveja aos carrascos de Auschwitz e Treblinka. Isto só no Brasil.

Há quem chame defender este holocausto de direito à opinião, de democracia. Eu chamo de crueldade, de covardia.

segunda-feira, março 24, 2008

Charge dedicada ao Ministro Ayres Britto

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"Sei como você se sente! Quando fui um escravo lá embaixo, os tribunais também não entendiam que eu era completamente humano!"

quinta-feira, março 20, 2008

Capitão Obvious diz: "INSERVÍVEL É A VOVOZINHA!"

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Capitão Obvious (o super-herói que lida com a qualidade das mensagens que chegam à minha caixa postal) escreveu para mim uma mensagem deveras ácida...

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2008/03/20/capitao-obvious/

segunda-feira, março 03, 2008

Carta aberta aos Ministros do Supremo

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Abaixo, segue uma carta aberta de Emanuelle Carvalho Moura dirigida aos ministros do STF.
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Prezados Senhores Ministros,

Dia 05 de março de 2007, os senhores decidirão sobre uma das mais importantes questões da história jurídica brasileira: a manipulação ou não de vidas de indivíduos humanos: se, na fase embrionária, será permitida essa atrocidade.

Para se justificar tal absurdo, os cientistas defensores do uso de pessoas como cobaias de laboratório procuram igualar o estágio em que o ser humano embrião se encontra com uma espécie de “morte encefálica”. Ora, quando há morte encefálica em um indivíduo na fase terminal de sua vida ocorre uma perda neuronal irreversível enquanto que um embrião encerra todas as pluripotencialidades de coordenação e construção de si mesmo, do seu encéfalo inclusive porque no início de sua vida encontra-se, vida desse organismo que, cientificamente já é constatado: inicia-se na concepção. Igualar dois processos biológicos distintos como se o início da vida de um organismo humano equivalesse à morte e término, não passa de desonestidade intelectual.

Esse argumento é muito divulgado pela Sra. Mayana Zatz, sua colega, Lígia Pereira, também favorável à manipulação de células tronco embrionárias humanas, não ousa contestar que o início da vida de um organismo humano inicia-se na concepção, pelo menos é o que reporta nos seus livros sobre o tema. A Dra. Lígia é transparente, diz, fazendo inveja a Hitler: “o início da vida de um organismo humano é a concepção, queremos apenas que o Supremo nos dê autorização para usá-la como cobaia de laboratório, posto que podemos conseguir tal matéria humana, em princípio, através desse resto de embriões congelados das ricas clínicas de fertilização in vitro”. Esse tipo de exigência não difere da dos homicidas. Se houvesse uma audiência pública com especialistas em torturas, mortes violentas e manipulações, aposto que pediriam autorização do Supremo para saber até que momento da vida de um organismo humano eles podem picotar o indivíduo com a segurança de que não seriam punidos. Com o andar da carruagem, tenho medo de que se autorizem leis que permitem enfiarem-me uma faca na garganta porque estou desempregada e sou inútil, neste momento, à Economia do meu país.

A ciência caminha a passos lentos e prudentes. Temos realmente uma esperança que nasceu em laboratórios há muito mais tempo do que toda esse sensacionalismo, adoçado por Mayana Zatz, sobre CTEH. Diz esta bióloga que as CTEH “são as únicas esperanças para a cura de doenças muito graves, muito letais e a população tem fé de que irá se curar se o Supremo permitir que nós (os salvadores modernos) manipulemos alguns outros menos importantes e silenciosos (embriões congelados) do que estes adultos que, cheio de esperanças e ignorâncias, clamam pelo favorecimento de tal manipulação”. Ora, por que a ciência de Mayana Zatz faz apelos populares mesmo sabendo que a maioria da população, leiga e desinformada, não consegue discernir todas as conseqüências éticas e até científicas dessas manipulações? A ciência ética costuma ser prudente e cuidadosa para não criar falsas esperanças em inúmeras famílias que sofrem com pacientes crônicos e que apostariam até a vida de inocentes para terem sua tão almejada “cura”.

Até hoje, NADA de eficaz foi obtido através da manipulação de CTEH. A não ser que teratomas descontrolados em roedores seja evolução.... NENHUMA CURA. Porém, quanto às Células Tronco Adultas, retiradas da Medula Óssea, já houveram CURAS em crianças e inúmeros sucessos em mediciana regenerativa como os Senhores Ministros puderam constatar na audiência pública de abril de 2007 através dos cientistas favoráveis apenas às manipulações de células tronco adultas. E, ainda, que se pode obter células com potencialidades da embrionária através dessas próprias células adultas da pele de seres humanos adultos.

Por que apostar no vazio? Se podemos evoluir dentro dos campos da ética, sem ferir a dignidade da vida humana? Nos mercados públicos da minha cidade, Teresina, somos acostumados a ver “curadores” com garrafas preenchidas de água suja que eles dizem ser abençoadas e que “cura de todos os males”. Esse tipo de charlatanismo parece não acontecer somente no meio de desletrados. Estamos assistindo à maior farsa da ciência que são as ilusões que se obteriam das células tronco embrionárias humanas e o apelo que esses cientistas pró-CTEH fazem não é racional, mas sempre embasado na manipulação psicológica e dos sentimentos de gente ingênua. Para desqualificar argumentos contrários, racionais e éticos, dos cientistas pró-CTA, aqueles dizem que estes não passam de “religiosos fanáticos”. Um olhar mais atento, por outro lado, revela que são os cientistas pró-CTEH, especialmente Mayana Zataz que, não satisfeita, caluniou uma das cientistas éticas e favoráveis apenas à manipulação de células de adultos, enfim, são estes que usam de uma religiosidade científica com direito a “curas milagrosas”, propaganismo de garrafeiro e falta de respeito ante outros colegas cientistas que sempre posicionaram-se reduzindo os debates ao tema em foco e nunca a agressões de ordem pessoal, nem a difamações.

Peço aos Senhores Ministros, diante do exposto, que dêem um exemplo que, não só o Brasil, mas o mundo precisa ouvir: CIÊNCIA SÓ É POSSÍVEL COM ÉTICA. O dever de proteger a vida humana desde sua existência enquanto organismo, a concepção, está consagrado como cláusula imutável de nossa rica Constituição Federal em seu Art. 5º, caput.. Ferir esse artigo significa colocar-se como maior do que a própria CF. E não feri-lo significará, nesse caso, proteger a vida humana de manipulações científicas, de escândalos como os da Coréia recentemente, de venda e compra de óvulos sob risco da saúde de mulheres que, desesperadas, recorrem a um dinheiro fácil e do tráfico de embriões que poderão, para a ganância de uma ciência caolha serem até fabricados em parceria com clínicas de fertilização in vitro (como a lei poderá controlar isso se abrir essa caixa de pandora?).

A vida dos embriões, organismos humanos em estágio pelo qual cada um dos senhores Ministros já passaram, está, nas mãos dos senhores. Escutem a voz da Razão e sejam exemplo para o Brasil e para o Mundo.

Com todo o respeito pela dignidade das vossas vidas,

Emanuelle Carvalho Moura

Estudante de Direito da Universidade Estadual do Piauí


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Autorizo ampla divulgação. Desde que o texto seja mantido na íntegra.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

O Rei Salomão sabia preservar a vida...

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A questão é: saberão os nossos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)?

A vida humana começa na concepção. Isto é um fato científico do qual nem o mais cego abortista pode desviar. A despeito disto, o artigo 5o. da Lei de Biossegurança permite a destruição de embriões humanos para serem utilizados em pesquisa.

Contra esta legislação descompromissada com o respeito à vida humana, em 30/05/2005, o então Procurador Geral da República, Dr. Claudio Fontelles, ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, que já foi tema de um post anterior (clique aqui).

Aliás, nunca é demais lembrar, no Brasil a vida humana é protegida desde a concepção até o seu fim natural, como já demonstrado pelo Dr. Celso Galli Coimbra (clique aqui).

No próximo dia 5 de março, o Supremo Tribunal Federal julgará esta importante questão. Para mostrarmos que nós, brasileiros, estamos preocupados com os ataques que são desferidos contra a dignidade da vida humana, há um abaixo-assinado on-line no qual deixaremos claro aos ministros do STF que esperamos que a vida humana seja preservada contra qualquer tipo de ataque e, principalmente, que se faça cumprir o que está no texto constitucional.

Para assinar este abaixo-assinado, clique aqui. É rápido e é uma forma de contrribuir para a causa da Vida.

Que nossos juízes tenham um pouco da sabedoria do Rei Salomão.