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domingo, fevereiro 03, 2008

Até que ponto desceremos?

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O texto que vai abaixo, retirado do jornal "O Estado de São Paulo", mostra o quanto a Igreja no Brasil vai infiltrada de gente que em nada tem compromisso com sua sagrada missão.

É lamentável que a Campanha da Fraternidade de 2008 -- "Escolhe, pois, a vida" -- tão aguardada pelos pró-vida, principalmente pelos católicos pró-vida, seja de tal forma sabotada exatamente por aqueles que têm a OBRIGAÇÃO de tudo fazer para que a doutrina da Igreja e seus princípios sejam implementados.

Quem se declara a favor da descriminalização do aborto não deve nem mesmo receber cargo em secretaria de qualquer paróquia; muito menos ter cargo relevante em nível nacional em pastoral da CNBB.

É um absurdo que D. Demétrio Valentini venha a público dizer que o aborto é um debate ainda aberto. Não é e jamais o será para a Igreja. Que tempos estamos vivendo... Um leigo ter de dizer isto a um bispo.

É um absurdo que sejamos informados por
D. Pedro Luiz Stringhini de que provavelmente haja mais manifestações deste tipo no futuro.

É absurdo que o mesmo D. Pedro informe que a sra. Bernadette ficará tranqüilamente em seu cargo até o fim de seu mandato, quando, finalmente, será colocada uma pessoa seguindo mais a linha da Igreja. Será mesmo?

É um absurdo termos de agüentar tanta desfaçatez, tanto jogo de empurra, tanta brincadeira com a vida de inocentes.

Será que ainda desceremos mais?

Segue, abaixo, o artigo. O original pode ser lido aqui.

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CNBB enfrenta debate sobre aborto

Defesa de descriminação feita pela Pastoral da Mulher Marginalizada destoa da Campanha da Fraternidade

José Maria Mayrink

A questão do aborto está levantando vozes contrárias à posição oficial da Igreja Católica na discussão sobre a defesa da vida, tema da Campanha da Fraternidade 2008, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O texto-base, cujo lema é “Escolhe, pois, a Vida”, tirado de um versículo da Bíblia, condena os métodos não naturais de contracepção e a interrupção provocada da gravidez, mesmo nos casos permitidos pela lei.

Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora da Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), que trabalha com prostitutas, escreveu e distribuiu um depoimento em defesa da descriminação do aborto. Apesar da ressalva de que se trata de uma opinião pessoal, criou constrangimento entre os bispos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, à qual está subordinada. Outro depoimento dissonante, uma entrevista de uma representante do movimento Católicas pelo Direito de Decidir, Dulce Xavier, foi cortado de um DVD feito pela Verbo Filmes, dos padres verbitas, por ordem do secretário-geral da CNBB.

“É provável que haja mais manifestações desse tipo, de pessoas ligadas a nós, como já ocorreu numa palestra do Núcleo Fé e Cultura, da PUC de São Paulo”, prevê d. Pedro Luiz Stringhini, presidente da comissão. D. Demétrio Valentini, bispo responsável pela PMM, considera proveitosa a reflexão, contanto que a Igreja mantenha a coerência. “Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”, afirma.

Bernadete, que há 17 anos trabalha com prostitutas, argumenta que “mulheres que se prostituem de vez em quando precisam fazer aborto, a despeito dos inúmeros métodos contraceptivos que poderiam escolher” e que “a criminalização do aborto não diminui a sua prática”. Ela diz agir como humanista e cristã, em defesa de mulheres que fazem aborto “em situações difíceis e clandestinas”.

Pesquisas da pastoral mostram que não é fácil para as prostitutas recorrerem ao aborto. “A maior motivação para escrever esse documento é o fato de ter convivido com grande quantidade de mulheres que, na prostituição, precisaram fazer aborto, um, dois, três e até mais de 20 abortos cada uma”, diz Bernadete. Em Tocantins, onde faz um levantamento sobre a prostituição em rodovias e barragens, a coordenadora da PMM constatou que 50% das prostitutas ouvidas em Palmas já abortaram. “Não aconselho aborto nem uso de camisinha, sou pelo planejamento familiar o mais natural possível, concordo com a Igreja em tudo, mas defendo a vida da mulher”, diz a coordenadora.

AFASTAMENTO

Essa defesa da descriminação do aborto vai custar o cargo de Bernadete na pastoral. “O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB”, adianta d. Pedro Luiz.

Ele prevê o afastamento de Bernadete pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep). “A Igreja, que acolhe e apóia quem praticou o aborto, é contra a descriminação, embora saiba que considerar o aborto um crime, por si só, não resolva o problema”, diz o bispo. “A opinião de Bernadete é pessoal, mas reflete a maneira pela qual, em sua avaliação, a PMM deveria agir”, acrescenta.

Bernadete diz que a Pastoral da Mulher Marginalizada não foi consultada sobre a Campanha da Fraternidade e prevê que a equipe será cobrada sobre sua posição. “Nós, na PMM, decidimos lutar por melhores condições de vida para as mulheres em situação de prostituição, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes e contra o tráfico de seres humanos”, escreveu a coordenadora em seu depoimento, acrescentando que também lutam por políticas públicas e ações estruturais que venham a beneficiar a vida das mulheres e de seus filhos.

“Fazer aborto para mulheres em situação de prostituição nem sempre significa que não amem seus filhos, que não gostariam de tê-los ou mesmo que gostariam de abortar a torto e a direito”, afirma Bernadete. Para as prostitutas, ela observa, “o sexo significa, na grande maioria das vezes, a possibilidade do pão”. Antes de tomarem a decisão, “muitas lágrimas rolam e se passam muitas noites sem dormir”.

D. Demétrio, que é contra o aborto e contra a descriminação, diz que “é válido o depoimento de Bernadete, pois é um grito que vem não do teórico mas de quem conhece e vive com as mulheres marginalizadas”. Como ela, o bispo afirma que há outros culpados e seria injusto apontar apenas a mulher. “O homem comete aborto toda vez que se desinteressa pela vida do filho que pôs na barriga da mulher.”

Dulce Xavier, da organização Católicas pelo Direito de Decidir, surpreendeu-se com a censura à entrevista que ela gravou para o documentário sobre a Campanha da Fraternidade. “Fomos procuradas e aceitamos dar um depoimento sobre o nossa concepção do que é defender a vida”, disse a militante. O grupo Católicas pelo Direito de Decidir defende a liberdade de decisão sobre sexualidade e métodos anticoncepcionais. “Não defendemos o aborto, mas, como somos pela descriminação, tiraram nosso depoimento do vídeo.”

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Oração e jejum contra o aborto

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O Pe. Thomas Euteneuer, que será um dos conferencistas do I Congresso Internacional em Defesa da Vida, que acontecerá no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, de 6 a 10 de fevereiro, deu recentemente uma entrevista ao boletim Zenit, e que pode ser lida na íntegra aqui.

Em um trecho da entrevista, podemos ler:

"(...) Sugiro uma
mobilização em grande escala de oração e jejum para deter todo tipo de projeto de lei abortista e antifamília. Isso é necessário em cada país da América Latina, mas particularmente no Brasil. Essa mobilização necessita de uma sólida liderança por parte da Igreja (...)"

É daí que uma mensagem que recebi adquire mais importância ainda, por ir de encontro ao apelo do Pe. Euteneuer.

O leitor Gabriel trouxe informações sobre uma importante iniciativa em favor da vida. Segue a mensagem:

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Olá Murat!

Venho acompanhando seu blog graças ao Wagner, parabéns pela cobertura desta luta, os blogs católicos estão realmente fazendo um bom trabalho de investigação e denúncia!

Gostaria, se fosse possível, que você ajudasse a divulgar duas campanhas da RCC, que estamos correndo contra o tempo para fazer uma divulgação maciça até o início da Campanha da Fraternidade: o "1 milhão pela vida" e o "40 dias pela vida".

O primeiro é um abaixo-assinado contra o PL 1135/91, disponível em versão on-line e versão para impressão. Esperamos alcançar 1 milhão de assinaturas ainda neste carnaval, mas para isto precisamos de uma divulgação maciça!

O segunto ato é uma Campanha de Oração e Jejum pela vida, a ser realizada nos 40 dias da quaresma. As informações estão neste link.

Grande abraço, que Deus o abençoe!

Gabriel
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Um grande abraço para você também, Gabriel! Parabéns a todos os envolvidos na inciativa. Que Deus nos abençoe e a todas as crianças e seus pais, principalmente aos que enfrentam dificuldades. Deus é a resposta!

Capitão Obvious exige resposta

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Recebi um comentário sobre o post no qual relatei a história admirável de Lorraine Allard. Ei-lo, com falta de pontuação, erros e tudo mais:

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Ele fez sua escolha se ela tivesse optado pelo aborto nos teriamos q respeita-la tambem e naum pre-julgala como fazem os catolicos
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O Capitão Obvious, o super-herói que cuida da qualidade dos comentários e textos que vêm parar em minha caixa postal, entrou em contato comigo exigindo que eu desse uma resposta especial ao comentarista anônimo.

Ele ainda pediu que eu colocasse uma mensagem dele especialmente direcionada a você, meu caro anônimo. É esta que está aí acima... Ele também pediu para dizer que realmente está preocupado contigo, que teu caso pode já ser bem grave.


Segue a resposta...

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Ao contrário de você, caro anônimo, que faz que não enxerga o óbvio, Lorraine Allard sabia que o que estava em seu ventre era uma vida humana, seu próprio filho. Ela corajosamente fez aquilo que a maioria das mães fazem: todo o possível para o bem de seus filhos.

Eu, ao contrário de você, não creio que devo respeito a alguém ao ponto de fechar os olhos a uma vida sendo ceifada. A tal "opção" a que você se refere é a opção entre o certo e o errado. Eu e Lorraine ficamos com o certo. Já você...


Isto que você chama de "respeito" é, na verdade, medo, covardia, omissão.

Lorraine foi corajosa! E você, anônimo, que prefere olhar para o lado quando uma mãe decide eliminar seu filho?

Lorraine foi valente frente à possibilidade da própria morte. E você, caro anônimo?

Lorraine fez de nosso mundo um lugar um bocado mais amoroso com seu gesto por seu filho. E você, anônimo?


E ainda tem preconceito contra católicos? Esperou muito tempo na fila? Entenda: o que os católicos, estes seres estranhos, fazem é ser claríssimos frente ao erro, ao pecado. É errado. Ponto. Já o perdão, está, como sempre esteve, disponível a todos que desejem emenda.


O que não dá é passar a mão na cabeça de quem errou e achar que com isto está respeitando a "opção" do outro. Isto é relativismo, anônimo. Isto é covardia frente ao mal.


Católicos não são covardes frente ao mal. Deve ser herança do exemplo dado pelo fundador da Igreja. Você sabe bem de quem eu estou falando...

quinta-feira, janeiro 31, 2008

O Rei pergunta: "CNBB, por que não te pronuncias?"

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Não bastasse o silêncio costumeiro, agora temos de enfrentar casos de notas mutantes vindas da CNBB.

O texto do preâmbulo da nota ontem (30/01/2008) era o seguinte:

"Comissão da CNBB afirma que pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável quarta: 30 de janeiro de 2008 Em nota assinada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, nesta quarta-feira, 30, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB condenou a pílula do dia seguinte, classificando-a como "moralmente inaceitável". Médico e membro da Comissão, dom Antônio explica que a pílula do dia seguinte é abortiva. "Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita "desprotegida", isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez", explica a nota. Na nota, a Comissão manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife que recorreu à justiça contra a decisão da Prefeitura de Olinda de distribuir a pílula do dia seguinte nos dias de carnaval. Abaixo, segue a íntegra da nota."

Hoje (31/01/2008) o texto está assim:

"Nota do médico e bispo auxiliar do Rio de Janeiro sobre a pílula do dia seguinte quarta: 30 de janeiro de 2008 O médico e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, emitiu uma nota, nesta quarta-feira, 30, na qual afirma que a pílula do dia seguinte é abortiva e, por isso, “moralmente inaceitável”. Membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom Antônio explica que a pílula é “um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez”. Na nota, que tem a concordância da CNBB, dom Antônio manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife que recorreu à justiça contra a decisão da Prefeitura de Olinda de distribuir a pílula do dia seguinte nos dias de carnaval. Abaixo, segue a íntegra da nota."


Resumindo, a "Comissão da CNBB afirma (...)" tornou-se "Nota do médico e bispo auxiliar (...)". O que era a palavra de uma Comissão envolvida diretamente com o assunto tornou-se apenas a palavra de um bispo que é membro desta Comissão.

E também o "a Comissão manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife" transformou-se em "Na nota, que tem a concordância da CNBB".

A CNBB concorda com o que mesmo? Com o conteúdo da nota? Ou apenas com o apoio ao bispo, sem entrar em detalhes quanto ao conteúdo?

Por que o presidente da CNBB não assinou a nota? Não é este um assunto relevante, que mereça atenção redobrada? Não estamos falando de vidas inocentes que irão parar em privadas? Não estamos falando de uma política desprezível implementada por um governo execrável?

Como bem lembrado por Wagner, quando do caso do Bispo de Barra-BA, Dom Cappio, assinaram o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da entidade. Esta tropa toda para eufemisticamente chamar de "
jejum e a oração" ao que era claramente uma greve de fome, um atentado contra a própria vida.

Será que a questão não é ao menos igualmente importante?

"CNBB, por que não te pronuncias?"

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Um bispo fala. CNBB silencia. (Era: CNBB junta-se aos bons!)

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Meu amigo Wagner abordou fartamente em seu excelente blog a questão do corajoso Arcebispo de Recife e Olinda, D. José Cardoso Sobrinho:

Felizmente, a CNBB, após uma estranha demora, houve por bem prestar apoio ao bom bispo. Um surpreendente e bem-vindo apoio! (Infelizmente, isto não é verdade. Fiz uma leitura rápida da nota e errei. Ver "Atualização" abaixo.)


Abaixo, segue a nota divulgada pela CNBB, e que pode ser lida aqui.


ATUALIZAÇÃO!

Conforme alertado pelo amigo Wagner (ver comentários desta entrada), a CNBB não se pronunciou. Quem assina a nota é o Bispo-Auxiliar do Rio de Janeiro, D. Antonio Augusto Dias Duarte. E só. Não há assinatura do presidente, do secretário-geral e nem mesmo do presidente da Comissão para Vida e Família, da qual D. Antonio é membro.

Louvemos a coragem e solidariedade de D. Antonio, que não se calou e deu amplo apoio a D. José Cardoso Sobrinho.

E a CNBB? Mal, muito mal...


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Comissão da CNBB afirma que pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável
quarta: 30 de janeiro de 2008

Em nota assinada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, nesta quarta-feira, 30, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB condenou a pílula do dia seguinte, classificando-a como “moralmente inaceitável”. Médico e membro da Comissão, dom Antônio explica que a pílula do dia seguinte é abortiva. “Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez”, explica a nota.

Na nota, a Comissão manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife que recorreu à justiça contra a decisão da Prefeitura de Olinda de distribuir a pílula do dia seguinte nos dias de carnaval. Abaixo, segue a íntegra da nota.


Nota à imprensa

A intervenção do Arcebispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, na questão da distribuição da pílula do dia seguinte pelo poder público no âmbito de sua Arquidiocese tem suscitado uma polêmica em nível nacional, e merece um adequado esclarecimento.

Em primeiro lugar, qualquer tipo de pílula anticoncepcional é um fármaco, que pode ter efeitos colaterais prejudiciais ao organismo da mulher, e seu uso deve ser acompanhado com adequados critérios clínicos, e mediante receita médica.

Dentre os anticoncepcionais, a assim chamada pílula do dia seguinte – também denominada contracepção de emergência – apresenta o agravante de ser abortiva. De fato, trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez.

Para interceptar o concepto, essa pílula deveria ser ingerida dentro das primeiras 72 horas após a relação sexual que se presume tenha sido durante o período fértil da mulher e que tenha ocorrido a fecundação.

Na composição dessa pílula estão presentes os hormônios femininos estrogênio e progesterona em altas doses, segundo o protocolo de Iuzpe, e eles têm a função de alterar as fases do desenvolvimento da parede uterina (endométrio), impedindo assim a nidação (ou seja, a fixação no útero materno) da pessoa recém-concebida. O uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos. Além disso, sua ingestão nas primeiras 72 horas após a concepção provoca, na verdade, um aborto químico, tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico. Por tudo isso, o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público.

Dom José Cardoso Sobrinho é movido por zelo pastoral e por fundamentadas motivações éticas, e sua iniciativa merece todo o nosso apoio.

Brasília – DF, 30 de janeiro de 2008.

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Médico, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e membro da

Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB

terça-feira, janeiro 29, 2008

Lorraine Allard, mãe.

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Lorraine Allard. Guardemos este nome.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Concílio Vaticano II e o aborto

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Por que é tão necessário que a CNBB e os bispos brasileiros dêem aos fiéis uma clara declaração sobre a natureza de certas entidades? Porque, se assim não o fizerem, haverá, como já há muitos, católicos que imaginam que ser favorável ao aborto é uma questão íntima e que um católico pode em boa consciência ser favorável ao mesmo.

Não é questão de debate que a vida humana começa na concepção e tampouco é questão de debate que a Igreja sempre foi contrária ao aborto, a despeito do que muitas entidades abortistas que tentam confundir os fiéis andam falando por aí.

Uma declaração firme sobre este assunto importantíssimo é necessária, por exemplo, para lembrar a certos religiosos que ainda pensam que chamar uma militante pró-aborto para conversar é ser "democrático", que está tudo bem.

O pior é que a Igreja tem que ficar martelando o mesmo prego várias vezes...

O pessoal da Teologia da Libertação, aqueles que acham que a Igreja só passou a valer mesmo após o Concílio Vaticano II, aqueles que advogam que houve uma ruptura purificadora na Igreja e na Tradição, curiosamente esquece as palavras duríssimas deste Concílio sobre o aborto:

"Com efeito, Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis. (...)" - Gaudium et Spes, 51.

Que tipo de conversa democrática pode haver com quem luta para que "crimes abomináveis" sejam liberados?

Que tal perguntar à Verbo Filmes?