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sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Oração e jejum contra o aborto

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O Pe. Thomas Euteneuer, que será um dos conferencistas do I Congresso Internacional em Defesa da Vida, que acontecerá no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, de 6 a 10 de fevereiro, deu recentemente uma entrevista ao boletim Zenit, e que pode ser lida na íntegra aqui.

Em um trecho da entrevista, podemos ler:

"(...) Sugiro uma
mobilização em grande escala de oração e jejum para deter todo tipo de projeto de lei abortista e antifamília. Isso é necessário em cada país da América Latina, mas particularmente no Brasil. Essa mobilização necessita de uma sólida liderança por parte da Igreja (...)"

É daí que uma mensagem que recebi adquire mais importância ainda, por ir de encontro ao apelo do Pe. Euteneuer.

O leitor Gabriel trouxe informações sobre uma importante iniciativa em favor da vida. Segue a mensagem:

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Olá Murat!

Venho acompanhando seu blog graças ao Wagner, parabéns pela cobertura desta luta, os blogs católicos estão realmente fazendo um bom trabalho de investigação e denúncia!

Gostaria, se fosse possível, que você ajudasse a divulgar duas campanhas da RCC, que estamos correndo contra o tempo para fazer uma divulgação maciça até o início da Campanha da Fraternidade: o "1 milhão pela vida" e o "40 dias pela vida".

O primeiro é um abaixo-assinado contra o PL 1135/91, disponível em versão on-line e versão para impressão. Esperamos alcançar 1 milhão de assinaturas ainda neste carnaval, mas para isto precisamos de uma divulgação maciça!

O segunto ato é uma Campanha de Oração e Jejum pela vida, a ser realizada nos 40 dias da quaresma. As informações estão neste link.

Grande abraço, que Deus o abençoe!

Gabriel
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Um grande abraço para você também, Gabriel! Parabéns a todos os envolvidos na inciativa. Que Deus nos abençoe e a todas as crianças e seus pais, principalmente aos que enfrentam dificuldades. Deus é a resposta!

Capitão Obvious exige resposta

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Recebi um comentário sobre o post no qual relatei a história admirável de Lorraine Allard. Ei-lo, com falta de pontuação, erros e tudo mais:

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Ele fez sua escolha se ela tivesse optado pelo aborto nos teriamos q respeita-la tambem e naum pre-julgala como fazem os catolicos
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O Capitão Obvious, o super-herói que cuida da qualidade dos comentários e textos que vêm parar em minha caixa postal, entrou em contato comigo exigindo que eu desse uma resposta especial ao comentarista anônimo.

Ele ainda pediu que eu colocasse uma mensagem dele especialmente direcionada a você, meu caro anônimo. É esta que está aí acima... Ele também pediu para dizer que realmente está preocupado contigo, que teu caso pode já ser bem grave.


Segue a resposta...

***

Ao contrário de você, caro anônimo, que faz que não enxerga o óbvio, Lorraine Allard sabia que o que estava em seu ventre era uma vida humana, seu próprio filho. Ela corajosamente fez aquilo que a maioria das mães fazem: todo o possível para o bem de seus filhos.

Eu, ao contrário de você, não creio que devo respeito a alguém ao ponto de fechar os olhos a uma vida sendo ceifada. A tal "opção" a que você se refere é a opção entre o certo e o errado. Eu e Lorraine ficamos com o certo. Já você...


Isto que você chama de "respeito" é, na verdade, medo, covardia, omissão.

Lorraine foi corajosa! E você, anônimo, que prefere olhar para o lado quando uma mãe decide eliminar seu filho?

Lorraine foi valente frente à possibilidade da própria morte. E você, caro anônimo?

Lorraine fez de nosso mundo um lugar um bocado mais amoroso com seu gesto por seu filho. E você, anônimo?


E ainda tem preconceito contra católicos? Esperou muito tempo na fila? Entenda: o que os católicos, estes seres estranhos, fazem é ser claríssimos frente ao erro, ao pecado. É errado. Ponto. Já o perdão, está, como sempre esteve, disponível a todos que desejem emenda.


O que não dá é passar a mão na cabeça de quem errou e achar que com isto está respeitando a "opção" do outro. Isto é relativismo, anônimo. Isto é covardia frente ao mal.


Católicos não são covardes frente ao mal. Deve ser herança do exemplo dado pelo fundador da Igreja. Você sabe bem de quem eu estou falando...

quinta-feira, janeiro 31, 2008

O Rei pergunta: "CNBB, por que não te pronuncias?"

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Não bastasse o silêncio costumeiro, agora temos de enfrentar casos de notas mutantes vindas da CNBB.

O texto do preâmbulo da nota ontem (30/01/2008) era o seguinte:

"Comissão da CNBB afirma que pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável quarta: 30 de janeiro de 2008 Em nota assinada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, nesta quarta-feira, 30, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB condenou a pílula do dia seguinte, classificando-a como "moralmente inaceitável". Médico e membro da Comissão, dom Antônio explica que a pílula do dia seguinte é abortiva. "Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita "desprotegida", isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez", explica a nota. Na nota, a Comissão manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife que recorreu à justiça contra a decisão da Prefeitura de Olinda de distribuir a pílula do dia seguinte nos dias de carnaval. Abaixo, segue a íntegra da nota."

Hoje (31/01/2008) o texto está assim:

"Nota do médico e bispo auxiliar do Rio de Janeiro sobre a pílula do dia seguinte quarta: 30 de janeiro de 2008 O médico e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, emitiu uma nota, nesta quarta-feira, 30, na qual afirma que a pílula do dia seguinte é abortiva e, por isso, “moralmente inaceitável”. Membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom Antônio explica que a pílula é “um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez”. Na nota, que tem a concordância da CNBB, dom Antônio manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife que recorreu à justiça contra a decisão da Prefeitura de Olinda de distribuir a pílula do dia seguinte nos dias de carnaval. Abaixo, segue a íntegra da nota."


Resumindo, a "Comissão da CNBB afirma (...)" tornou-se "Nota do médico e bispo auxiliar (...)". O que era a palavra de uma Comissão envolvida diretamente com o assunto tornou-se apenas a palavra de um bispo que é membro desta Comissão.

E também o "a Comissão manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife" transformou-se em "Na nota, que tem a concordância da CNBB".

A CNBB concorda com o que mesmo? Com o conteúdo da nota? Ou apenas com o apoio ao bispo, sem entrar em detalhes quanto ao conteúdo?

Por que o presidente da CNBB não assinou a nota? Não é este um assunto relevante, que mereça atenção redobrada? Não estamos falando de vidas inocentes que irão parar em privadas? Não estamos falando de uma política desprezível implementada por um governo execrável?

Como bem lembrado por Wagner, quando do caso do Bispo de Barra-BA, Dom Cappio, assinaram o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da entidade. Esta tropa toda para eufemisticamente chamar de "
jejum e a oração" ao que era claramente uma greve de fome, um atentado contra a própria vida.

Será que a questão não é ao menos igualmente importante?

"CNBB, por que não te pronuncias?"

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Um bispo fala. CNBB silencia. (Era: CNBB junta-se aos bons!)

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Meu amigo Wagner abordou fartamente em seu excelente blog a questão do corajoso Arcebispo de Recife e Olinda, D. José Cardoso Sobrinho:

Felizmente, a CNBB, após uma estranha demora, houve por bem prestar apoio ao bom bispo. Um surpreendente e bem-vindo apoio! (Infelizmente, isto não é verdade. Fiz uma leitura rápida da nota e errei. Ver "Atualização" abaixo.)


Abaixo, segue a nota divulgada pela CNBB, e que pode ser lida aqui.


ATUALIZAÇÃO!

Conforme alertado pelo amigo Wagner (ver comentários desta entrada), a CNBB não se pronunciou. Quem assina a nota é o Bispo-Auxiliar do Rio de Janeiro, D. Antonio Augusto Dias Duarte. E só. Não há assinatura do presidente, do secretário-geral e nem mesmo do presidente da Comissão para Vida e Família, da qual D. Antonio é membro.

Louvemos a coragem e solidariedade de D. Antonio, que não se calou e deu amplo apoio a D. José Cardoso Sobrinho.

E a CNBB? Mal, muito mal...


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Comissão da CNBB afirma que pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável
quarta: 30 de janeiro de 2008

Em nota assinada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, nesta quarta-feira, 30, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB condenou a pílula do dia seguinte, classificando-a como “moralmente inaceitável”. Médico e membro da Comissão, dom Antônio explica que a pílula do dia seguinte é abortiva. “Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez”, explica a nota.

Na nota, a Comissão manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife que recorreu à justiça contra a decisão da Prefeitura de Olinda de distribuir a pílula do dia seguinte nos dias de carnaval. Abaixo, segue a íntegra da nota.


Nota à imprensa

A intervenção do Arcebispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, na questão da distribuição da pílula do dia seguinte pelo poder público no âmbito de sua Arquidiocese tem suscitado uma polêmica em nível nacional, e merece um adequado esclarecimento.

Em primeiro lugar, qualquer tipo de pílula anticoncepcional é um fármaco, que pode ter efeitos colaterais prejudiciais ao organismo da mulher, e seu uso deve ser acompanhado com adequados critérios clínicos, e mediante receita médica.

Dentre os anticoncepcionais, a assim chamada pílula do dia seguinte – também denominada contracepção de emergência – apresenta o agravante de ser abortiva. De fato, trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez.

Para interceptar o concepto, essa pílula deveria ser ingerida dentro das primeiras 72 horas após a relação sexual que se presume tenha sido durante o período fértil da mulher e que tenha ocorrido a fecundação.

Na composição dessa pílula estão presentes os hormônios femininos estrogênio e progesterona em altas doses, segundo o protocolo de Iuzpe, e eles têm a função de alterar as fases do desenvolvimento da parede uterina (endométrio), impedindo assim a nidação (ou seja, a fixação no útero materno) da pessoa recém-concebida. O uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos. Além disso, sua ingestão nas primeiras 72 horas após a concepção provoca, na verdade, um aborto químico, tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico. Por tudo isso, o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público.

Dom José Cardoso Sobrinho é movido por zelo pastoral e por fundamentadas motivações éticas, e sua iniciativa merece todo o nosso apoio.

Brasília – DF, 30 de janeiro de 2008.

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Médico, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e membro da

Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB

terça-feira, janeiro 29, 2008

Lorraine Allard, mãe.

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Lorraine Allard. Guardemos este nome.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Concílio Vaticano II e o aborto

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Por que é tão necessário que a CNBB e os bispos brasileiros dêem aos fiéis uma clara declaração sobre a natureza de certas entidades? Porque, se assim não o fizerem, haverá, como já há muitos, católicos que imaginam que ser favorável ao aborto é uma questão íntima e que um católico pode em boa consciência ser favorável ao mesmo.

Não é questão de debate que a vida humana começa na concepção e tampouco é questão de debate que a Igreja sempre foi contrária ao aborto, a despeito do que muitas entidades abortistas que tentam confundir os fiéis andam falando por aí.

Uma declaração firme sobre este assunto importantíssimo é necessária, por exemplo, para lembrar a certos religiosos que ainda pensam que chamar uma militante pró-aborto para conversar é ser "democrático", que está tudo bem.

O pior é que a Igreja tem que ficar martelando o mesmo prego várias vezes...

O pessoal da Teologia da Libertação, aqueles que acham que a Igreja só passou a valer mesmo após o Concílio Vaticano II, aqueles que advogam que houve uma ruptura purificadora na Igreja e na Tradição, curiosamente esquece as palavras duríssimas deste Concílio sobre o aborto:

"Com efeito, Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis. (...)" - Gaudium et Spes, 51.

Que tipo de conversa democrática pode haver com quem luta para que "crimes abomináveis" sejam liberados?

Que tal perguntar à Verbo Filmes?

Reinaldo Azevedo entra na parada

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Pois é... A CNBB e a Verbo Filmes continuam silenciando sobre o polêmico DVD da Campanha da Fraternidade de 2008.

A CNBB nada disse publicamente. Apenas através de mensagem do Pe. Geraldo Martins ao pessoal do Veritatis limitou-se a dizer o óbvio, o que todos já sabemos há muito: houve ordem de recolhimento da 1a. edição do DVD.

Os Verbitas, nem isto. Cuidaram apenas de telefonar para Dulce Xavier para pedir desculpas. Aos católicos que deveriam ser o seu foco de atuação, nenhuma resposta.

E não é que este assunto insiste em não morrer? Agora foi aparecer simplesmente no blog brasileiro de maior audiência: o blog do jornalista Reinaldo Azevedo.

Eis alguns trechos do que ele escreveu sobre a polêmica:

"(...) Na segunda quinzena no mês passado, apareceram nas livrarias de todo país um DVD sobre a Campanha da Fraternidade, esta mesma que condena, de forma peremptória, o aborto. O trabalho foi produzido pela Verbo Filmes e traz o logotipo da CNBB. Não é que há lá um depoimento de quase cinco minutos da sra. Dulce Xavier, membro de um grupo intitulado Católicas pelo Direito de Decidir (CDD)? Ela critica duramente a Igreja Católica por não aceitar a anticoncepção e faz a defesa do legalização do aborto."

"O que me parece estupidamente surpreendente é que o suposto “direito ao contraditório” — e, pois, a defesa do aborto — esteja presente justamente numa peça de divulgação da Igreja que tem o objetivo de... combater o aborto!!! É como se o tal grupo CDD aceitasse, nas suas fileiras, aqueles que são radicalmente contrários às suas teses. A CNBB diz que não foi consultada. Uma nova versão do DVD foi feita — mas a outra continua a circular por aí."

(O artigo completo pode lido aqui)


Pois é... O problema não desaparece. A CNBB escutará agora o clamor dos fiéis católicos?